Rotina de troca de técnicos volta
a todo vapor no Brasileirão 2013
Apenas seis treinadores mantêm emprego do início ao fim do campeonato, deixando para trás tendência da última temporada, quando nove continuaram em seus cargos
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Dos seis que mantiveram o emprego, um já sabe que não fica: Tite, do Corinthians. Oswaldo de Oliveira, do Botafogo, vem sendo especulado como novo treinador do Santos. Às vésperas da disputa do Mundial de Clubes da Fifa, Cuca estendeu seu compromisso com o Atlético-MG até o fim de 2014; Marcelo Oliveira renovou contrato com o Cruzeiro; enquanto Enderson Moreira, do Goiás, e Cristóvão Borges, do Bahia, ainda negociam a permanência com suas respectivas diretorias. Destes, se nem todos foram brilhantes como a campeã Raposa, nenhum vai ser rebaixado para a Série B.
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Mudanças: o que deu certo e o que deu errado
Só não dá para dizer que trocar de técnico é mau negócio. Afinal, Grêmio e Atlético-PR mudaram e se deram bem. No Tricolor, Luxemburgo dirigiu o time em cinco rodadas, com aproveitamento de 53,3%. Com Renato Gaúcho à beira do campo, esse percentual subiu para 58,3% e a vaga na Taça Libertadores 2014 foi assegurada. Os números do Furacão são ainda mais significativos. Ricardo Drubscky deixou a equipe na zona de rebaixamento após seis jogos e 33,3% dos pontos conquistados. Após mais uma derrota com o interino Alberto Valentim, Vagner Mancini assumiu o posto na oitava rodada para colocar a equipe rubro-negra nas cabeças graças a um impressionante aproveitamento de 61,1% desde que assumiu o cargo. Os paranaenses ainda não se garantiram na competição sul-americana, mas só dependem do próprio resultado para alcançar a meta.
Quem mais usou e abusou do troca-troca foi justamente o lanterna Náutico, que foi dirigido por cinco técnicos diferentes até se conformar com o descenso. Silas, Zé Teodoro, Jorginho, Levi Gomes e Marcelo Martelotte se alternaram sem conseguir fazer o Timbu render o suficiente para se manter na elite. Coritiba, Criciúma, Flamengo, Fluminense, Ponte Preta, São Paulo e Vasco tiveram três comandantes. No geral, foram 24 mudanças de comando, quatro a mais que 2012, mas seguindo a média desde 2006.
02
Série B: só três técnicos do início ao fim
Como é de praxe, as trocas de técnico na Série B foram muito mais intensas. No total, 35 passagens de bastão entre os "professores" movimentaram a Segundona. Apenas três equipes mantiveram os técnicos desde o início: o campeão Palmeiras de Gilson Kleina, o vice Chapecoense de Gilmar Dal Pozzo, e o Paraná de Dado Cavalcanti, que integrou o G-4 durante boa parte do campeonato, mas caiu de rendimento na reta final e perdeu a chance de retornar à Primeira Divisão. Sport e Figueirense, que também subiram, fizeram apenas uma troca.
Os times que caíram para a Série C mexeram bastante, especialmente o Paysandu, recordista no quesito. O trabalho começou com Lecheva, seguiu com Givanildo Oliveira, depois com Arturzinho e Vagner Benazzi, e na última rodada foi a vez do interino Rogerinho tentar em vão promover um milagre, mas já era tarde demais. Outro rebaixado, o Guaratinguetá, após passagem de três treinadores, inovou com um revezamento de interinos, culminando com a queda para a Terceirona. Fechando os integrantes do Z-4 final, o ASA mudou três vezes, e o São Caetano, duas.