34ª RODADA
No esquema com três atacantes, Sport dá banho no Vasco: 3 a 0
Rubro-Negro pernambucano impõe em São
Januário a sexta derrota seguida da equipe cruz-maltina e segue na briga
para não ser rebaixado
DESTAQUES DO JOGO
-
estatísticaposse de bolaO Vasco mostrou números de um Barça às avessas: teve 60% da posse de bola, contra 40% do Sport. Mas o time saiu amplamente dominado.
-
nome do jogoHugoO meia do Sport fez o que quis. Ditou o ritmo de jogo e decidiu. O veterano foi o garçom no primeiro gol e marcou com categoria o segundo.
-
deu erradoMarcelo OliveiraO técnico do Vasco armou mal a equipe no primeiro tempo e mexeu para pior no segundo. Com três atacantes, Felipe e Juninho, ficou fácil para o Sport.
A CRÔNICA
por
GLOBOESPORTE.COM
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Os dois times queriam ir ao ataque. Há cinco partidas sem vencer, o
Vasco precisava dos três pontos para seguir na briga por uma das vagas
para a Libertadores. O Sport, para fugir do rebaixamento. Ambos
entraram com três atacantes. O velho 4-3-3. Mas o Leão mostrou mais
equilíbrio e organização tática. As peças se encaixaram. E neste
domingo, em São Januário, na partida válida pela 34ª rodada, o
Rubro-Negro pernambucano deu um banho de 3 a 0 importantíssimo para dar
moral à sua equipe no Brasileirão. Por outro lado, o mal-estar deve
crescer na Colina.
Felipe Azevedo, o veterano Hugo e Henrique marcaram os gols que deixaram a torcida do Sport mais otimista e a do Vasco irritada - a ponto de aplaudir o terceiro gol do adversário. A equipe pernambucana, em 17º lugar, ainda ocupa o Z-4 da tabela, e está a um ponto do Bahia, que enfrenta a Portuguesa. Ainda por cima, abriu vantagem de três pontos sobre o Pameiras, 18º colocado, a quatro rodadas do fim. No próximo domingo, o Leão volta a jogar fora de casa. A partida será no Orlando Scarpelli, contra o Figueirense, que foi derrotado pelo Flamengo no último sábado e é o penúltimo colocado, com 29 pontos. Depois, ainda pega em casa Botafogo e Fluminense, e encerra a campanha fora, contra o Náutico. Para o lateral Cicinho, o triunfo no Rio de Janeiro vai devolver a confiança.
- É uma vitória para nos dar moral. Jogar contra o Vasco em São Januário, na condição que o Vasco se encontra, precisando vencer, para sonhar com Libertadores... Nós sabíamos das dificuldades. Priorizamos muito a marcação e a saída rápida nos contra-ataques. Foi isso que fez com que a nossa equipe conseguisse a vitória - disse o lateral, que enquanto teve fôlego foi um dos melhores da equipe.
Com a sexta derrota seguida, o Vasco se manteve com 50 pontos ganhos e vê o sonho da Libertadores se tornar quase impossível. Ocupa o sétimo lugar na tabela, está a nove pontos do São Paulo, quarto colocado, e o time não esboça a menor reação. No próximo domingo, volta a campo em São Januário contra o Atlético-MG, vice-líder do Brasileirão. Depois, sai para encarar o Coritiba e termina a campanha enfrentando Flamengo e Fluminense no Engenhão. O meia Felipe não escondeu a decepção com mais uma péssima atuação.
- A equipe se abalou com o primeiro gol que sofreu, não teve personalidade, tranquilidade para mudar essa situação. Eu, como criado aqui no Vasco, realmente peço desculpas aos torcedores, porque realmente estou envergonhado com essa situação - afirmou o meia, que entrou na segunda etapa e teve atuação discretíssima.
Destaque do Sport, Hugo comemora o seu gol, o segundo dos 3 a 0 (Foto: Wilton Junior / Ag. Estado)
Sport superior
Vasco e Sport entraram em campo ofensivos para o pouco público de 3.809 pagantes e 6.569 presentes em São Januário, com renda de R$ 75.230,00. Mas a equipe pernambucana se encaixou melhor no 4-3-3. Por isso, foi superior e já saiu do primeiro tempo com a vantagem. O técnico Sérgio Guedes preferiu armar o time com dois cabeças de área marcadores mesmo - Tobi e Rithely - e o meia clássico - o veterano Hugo. Confiava também que o lateral Cicinho, pela direita, ajudaria na armação de jogadas para Felipe Azevedo, no mesmo lado, Gilberto, no meio da área, e Gilsinho, pela esquerda, explorarem a velocidade para surpreender a defesa vascaína.
Em casa, Marcelo Oliveira optou por um Vasco também no ataque. Tinha apenas um volante tradicional - Nilton. Wendel, que sai mais um pouco para o jogo, tinha a missão de auxiliar Juninho para servir Eder Luis, Alecsandro e Tenório,. de volta após seis rodadas de ausência, se recuperando de lesão. Mas nada isso aconteceu. Wendel foi apático, e o time estava menos inteiro no meio-campo, ainda que tenha vencido nos números na posse de bola - 62% a 38%.
Só que os números às vezes mentem. Tobi e Rithely iniciavam as jogadas com mais velocidade para o Leão e faziam as vezes de meia. Felipe Azevedo e Gilsinho abriam bem pelas pontas. Hugo se aproximava de Gilberto na área. Foi assim que o camisa 80 deu o primeiro susto que valeu - Tenório, pelo Vasco, havia explodido cabeçada no travessão, mas estava impedido. Só que o meia do Sport estava em condição legal e bateu bem de canhota pela meia direita. A bola desviou em Renato Silva e foi para escanteio.
Gol do Leão
Pouco depois, Felipe Azevedo arrancou pela direita e centrou com perigo para boa defesa de Prass. O Sport seguia na pressão ao Vasco até que Alecsandro, dúvida para a partida, deu uma bela cabeçada para fora, com perigo. Por sinal, o atacante, dos três, era, naquele momento, o que mais aparecia efetivamente. Eder Luis não dava sequência às jogadas. Tenório mostrava disposição, mas faltava ritmo de jogo.
Do outro lado, Gilsinho dava trabalho a Aurimar. Aos 27 minutos, ele arrancou pela esquerda e bateu cruzado, obrigando o goleiro do Vasco a fazer sua melhor defesa no primeiro tempo. No rebote, Cicinho, pela direita, colocou rasteiro, para fora, com perigo.
A melhor opção que restava para o Vasco era com Juninho caindo pela direita. E num lance assim, o meia recebeu de Auremir e centrou com perigo para Alecsandro, que chegou atrasado no lance.
Juninho Pernambucano ficou só na criação do time (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco da Gama)
Se o Vasco só tinha o lado direito para atacar - William Matheus ficava
preso com os avanços de Cicinho -, o Sport alternava. E foi pela
esquerda que iniciou a jogada do gol. É verdade que Gilsinho roubou a
bola com falta, não marcada pelo árbitro. E Hugo se aproveitou da defesa
do Vasco adiantada para rolar com açúcar e com afeto para Felipe
Azevedo. O camisa 11 recebeu livre, em condição, tirou Fernando Prass da
jogada e mandou para as redes, aos 39 minutos.
O Vasco ainda tentou o empate no fim da primeira etapa, quando Tenório mergulhou com a zaga do Sport para cabecear. Saulo fez a defesa mais bonita do primeiro tempo e fez justiça à melhor equipe nos primeiros 45 minutos. E tome vaias para o Vasco.
Sport amplia
Marcelo Oliveira mexeu no time cruz-maltino. Sacou William Matheus para pôr Felipe. Com isso, Wendel caiu para o lado esquerdo, na tentativa de impedir os avanços de Cicinho. Mas a defesa, como no primeiro gol, cochilava. Gilsinho até errou o passe, mas Renato Silva tratou de falhar, e a bola quase sobrou limpa para Hugo.
Era um aviso. Com Felipe no meio ao lado de Juninho, só Nilton marcava. Ficou mais fácil ainda para o Sport partir para o contra-ataque. Foi assim logo aos 7 minutos. Felipe Azevedo arrancou pela direita e centrou no meio da área. Gilberto rolou de calcanhar para trás, e Hugo colocou com categoria, sem defesa: 2 a 0 para o Leão, para felcidade dos poucos torcedores do clube pernambucano presentes em São Januário.
O técnico do Vasco voltou a mexer. Trocou Auremir, fraco na marcação e no apoio, para pôr Fellipe Bastos improvisado. Depois, sacou Eder Luis e lançou Pipico. Nada dava certo. A torcida mostrava irritação com o time, que não esboçava muita reação. Alecsandro dominou na entrada da área aos 21 e bateu torto, para fora.
Juninho Pernambucano, solitário, não conseguia mais criar. Com os 2 a 0, o Sport só ia na boa. O Vasco tentava reagir. Wendel, pela esquerda, levou perigo a Saulo, que fez boa defesa. O técnico do Leão, Sérgio Guedes, que já havia trocado Gilberto por Moacir, poupou Cicinho para botar Renato. Depois, sacou Felipe Azevedo, um dos melhores do time mas cansado, para pôr Henrique. Que, aos 41, ainda teve tempo de marcar o terceiro gol. O atacante escorou centro de Reinaldo, que tomara a bola de Pipico. O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, nas tribunas, mostrava desolação. A torcida, irritada com a equipe, aplaudiu o adversário. E o Sport saiu como gigante na Colina. O Vasco precisa reagir.
Felipe Azevedo, o veterano Hugo e Henrique marcaram os gols que deixaram a torcida do Sport mais otimista e a do Vasco irritada - a ponto de aplaudir o terceiro gol do adversário. A equipe pernambucana, em 17º lugar, ainda ocupa o Z-4 da tabela, e está a um ponto do Bahia, que enfrenta a Portuguesa. Ainda por cima, abriu vantagem de três pontos sobre o Pameiras, 18º colocado, a quatro rodadas do fim. No próximo domingo, o Leão volta a jogar fora de casa. A partida será no Orlando Scarpelli, contra o Figueirense, que foi derrotado pelo Flamengo no último sábado e é o penúltimo colocado, com 29 pontos. Depois, ainda pega em casa Botafogo e Fluminense, e encerra a campanha fora, contra o Náutico. Para o lateral Cicinho, o triunfo no Rio de Janeiro vai devolver a confiança.
- É uma vitória para nos dar moral. Jogar contra o Vasco em São Januário, na condição que o Vasco se encontra, precisando vencer, para sonhar com Libertadores... Nós sabíamos das dificuldades. Priorizamos muito a marcação e a saída rápida nos contra-ataques. Foi isso que fez com que a nossa equipe conseguisse a vitória - disse o lateral, que enquanto teve fôlego foi um dos melhores da equipe.
Com a sexta derrota seguida, o Vasco se manteve com 50 pontos ganhos e vê o sonho da Libertadores se tornar quase impossível. Ocupa o sétimo lugar na tabela, está a nove pontos do São Paulo, quarto colocado, e o time não esboça a menor reação. No próximo domingo, volta a campo em São Januário contra o Atlético-MG, vice-líder do Brasileirão. Depois, sai para encarar o Coritiba e termina a campanha enfrentando Flamengo e Fluminense no Engenhão. O meia Felipe não escondeu a decepção com mais uma péssima atuação.
- A equipe se abalou com o primeiro gol que sofreu, não teve personalidade, tranquilidade para mudar essa situação. Eu, como criado aqui no Vasco, realmente peço desculpas aos torcedores, porque realmente estou envergonhado com essa situação - afirmou o meia, que entrou na segunda etapa e teve atuação discretíssima.
Vasco e Sport entraram em campo ofensivos para o pouco público de 3.809 pagantes e 6.569 presentes em São Januário, com renda de R$ 75.230,00. Mas a equipe pernambucana se encaixou melhor no 4-3-3. Por isso, foi superior e já saiu do primeiro tempo com a vantagem. O técnico Sérgio Guedes preferiu armar o time com dois cabeças de área marcadores mesmo - Tobi e Rithely - e o meia clássico - o veterano Hugo. Confiava também que o lateral Cicinho, pela direita, ajudaria na armação de jogadas para Felipe Azevedo, no mesmo lado, Gilberto, no meio da área, e Gilsinho, pela esquerda, explorarem a velocidade para surpreender a defesa vascaína.
Em casa, Marcelo Oliveira optou por um Vasco também no ataque. Tinha apenas um volante tradicional - Nilton. Wendel, que sai mais um pouco para o jogo, tinha a missão de auxiliar Juninho para servir Eder Luis, Alecsandro e Tenório,. de volta após seis rodadas de ausência, se recuperando de lesão. Mas nada isso aconteceu. Wendel foi apático, e o time estava menos inteiro no meio-campo, ainda que tenha vencido nos números na posse de bola - 62% a 38%.
Só que os números às vezes mentem. Tobi e Rithely iniciavam as jogadas com mais velocidade para o Leão e faziam as vezes de meia. Felipe Azevedo e Gilsinho abriam bem pelas pontas. Hugo se aproximava de Gilberto na área. Foi assim que o camisa 80 deu o primeiro susto que valeu - Tenório, pelo Vasco, havia explodido cabeçada no travessão, mas estava impedido. Só que o meia do Sport estava em condição legal e bateu bem de canhota pela meia direita. A bola desviou em Renato Silva e foi para escanteio.
Gol do Leão
Pouco depois, Felipe Azevedo arrancou pela direita e centrou com perigo para boa defesa de Prass. O Sport seguia na pressão ao Vasco até que Alecsandro, dúvida para a partida, deu uma bela cabeçada para fora, com perigo. Por sinal, o atacante, dos três, era, naquele momento, o que mais aparecia efetivamente. Eder Luis não dava sequência às jogadas. Tenório mostrava disposição, mas faltava ritmo de jogo.
Do outro lado, Gilsinho dava trabalho a Aurimar. Aos 27 minutos, ele arrancou pela esquerda e bateu cruzado, obrigando o goleiro do Vasco a fazer sua melhor defesa no primeiro tempo. No rebote, Cicinho, pela direita, colocou rasteiro, para fora, com perigo.
A melhor opção que restava para o Vasco era com Juninho caindo pela direita. E num lance assim, o meia recebeu de Auremir e centrou com perigo para Alecsandro, que chegou atrasado no lance.
O Vasco ainda tentou o empate no fim da primeira etapa, quando Tenório mergulhou com a zaga do Sport para cabecear. Saulo fez a defesa mais bonita do primeiro tempo e fez justiça à melhor equipe nos primeiros 45 minutos. E tome vaias para o Vasco.
Sport amplia
Marcelo Oliveira mexeu no time cruz-maltino. Sacou William Matheus para pôr Felipe. Com isso, Wendel caiu para o lado esquerdo, na tentativa de impedir os avanços de Cicinho. Mas a defesa, como no primeiro gol, cochilava. Gilsinho até errou o passe, mas Renato Silva tratou de falhar, e a bola quase sobrou limpa para Hugo.
Era um aviso. Com Felipe no meio ao lado de Juninho, só Nilton marcava. Ficou mais fácil ainda para o Sport partir para o contra-ataque. Foi assim logo aos 7 minutos. Felipe Azevedo arrancou pela direita e centrou no meio da área. Gilberto rolou de calcanhar para trás, e Hugo colocou com categoria, sem defesa: 2 a 0 para o Leão, para felcidade dos poucos torcedores do clube pernambucano presentes em São Januário.
O técnico do Vasco voltou a mexer. Trocou Auremir, fraco na marcação e no apoio, para pôr Fellipe Bastos improvisado. Depois, sacou Eder Luis e lançou Pipico. Nada dava certo. A torcida mostrava irritação com o time, que não esboçava muita reação. Alecsandro dominou na entrada da área aos 21 e bateu torto, para fora.
Juninho Pernambucano, solitário, não conseguia mais criar. Com os 2 a 0, o Sport só ia na boa. O Vasco tentava reagir. Wendel, pela esquerda, levou perigo a Saulo, que fez boa defesa. O técnico do Leão, Sérgio Guedes, que já havia trocado Gilberto por Moacir, poupou Cicinho para botar Renato. Depois, sacou Felipe Azevedo, um dos melhores do time mas cansado, para pôr Henrique. Que, aos 41, ainda teve tempo de marcar o terceiro gol. O atacante escorou centro de Reinaldo, que tomara a bola de Pipico. O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, nas tribunas, mostrava desolação. A torcida, irritada com a equipe, aplaudiu o adversário. E o Sport saiu como gigante na Colina. O Vasco precisa reagir.