Peso-pesado do UFC mostra os músculos em ensaio ao lado de loura
Brasileiro Gerônimo Mondragon ainda não fez sua estreia na organização
Por Combate.comRio de Janeiro
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O peso-pesado Gerônimo Mondragon participou de um ensaio fotográfico ao
lado de uma bela loura. Conhecido por seu físico avantajado, ele ficou
sem camisa e exibiu os músculos. As fotos foram publicadas pelo lutador
em seu perfil no Facebook. Mondragon foi diagnosticado com hepatite B no
fim do ano passado e ainda não fez sua estreia no UFC. Ele diz que já está curado e no aguardo apenas de um contato da organização para conhece o primeiro adversário.
Gerônimo Mondragon em ensaio com loura (Foto: Reprodução / Facebook)
Jornal diz que diretor do Barça está no Brasil para negociar com Thiago Silva
Clube argumenta que viagem é para ver final da Copa das
Confederações, mas "Marca" afirma que encontro deve acontecer nos
próximos dias
Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro
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O Barcelona está decidido a contratar Thiago Silva
para reforçar a equipe na próxima temporada. Segundo o jornal espanhol
“Marca”, Raúl Sanllehí, diretor de futebol do clube, está no Brasil para
se reunir com Paulo Tonietto, representante do zagueiro, e com o
próprio defensor após a realização da Copa das Confederações.
O encontro deve acontecer nos próximos dias, porém o Barça sabe que a situação é muito complicada. O Paris Saint-Germain,
equipe do zagueiro, já declarou que não deseja liberar Thiago. Outro
problema, admitido por dirigentes do clube Catalão, é o salário do
brasileiro. O defensor ganha € 8 milhões (R$ 23 milhões) por ano, mas
teria aceitado baixar o valor para assinar com o time culé.
- O salário de Thiago é muito alto. Ele acabaria com o equilíbrio
salarial que existe no vestiário – explicou Sandro Rosell, presidente do
Barcelona.
Thiago Silva é o sonho do Barcelona para a próxima temporada (Foto: Richard Souza)
A publicação revela que o clube tentou despistar sobre a viagem do
dirigente. Os catalães argumentam que Sanllehí está no Brasil apenas
para ver a final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha. No
entanto, o “Marca” lembra que o homem forte do futebol blaugrana foi um
dos responsáveis pelo clube assinar com o atacante Neymar e que é
dificilmente se ausentaria da Espanha no momento em que o mercado está
aquecido.
Mesmo com a renovação da esperança do Barça em contratar Thiago Silva, o
presidente do PSG é categórico ao afirmar que o brasileiro vai
permanecer na equipe para a próxima temporada.
- Ibrahimovic e Thiago Silva ficam no clube até o fim do contrato – sentenciou
Manchester City desiste de Cavani e mira contratação de Fred, diz jornal
Manuel Pellegrini, treinador da equipe inglesa, teria gostado das exibições do atacante da seleção brasileira durante a Copa das Confederações
Por GLOBOESPORTE.COMManchester, Inglaterra
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Fred está com a Seleção que entra em campo neste
domingo contra a Espanha (Foto: Mowa Press)
A falta de sucesso em contratar Edinson Cavani, atacante do Napoli, teria feito o Manchester City mudar de alvo e passar a mirar o camisa 9 da Seleção Fred,
segundo o jornal britânico “Daily Mail”. O novo treinador da equipe
inglesa Manuel Pellegrini tem acompanhado a participação do centroavante
brasileiro nesta edição da Copa das Confederações e gostou do que viu
até aqui, tanto que teria pedido uma sondagem do clube ao jogador do
Fluminense. A outra opção dos citizens para a posição é Oscar Cardozo,
do Benfica.
Pellegrini não quer que o clube gaste muito na contratação de um atacante, mas reconhece que o posto virou prioridade com a saída de Tevez para o Juventus,
da Itália. Outro jogador que está na lista da publicação é o faraó El
Shaarawy, correndo por fora justamente pelo custo da operação para
tirá-lo do Milan. Já o uruguaio Cavani foi praticamente descartado, uma
vez que o Napoli não abre mão de receber todos os 54 milhões de libras
(R$ 182 milhões) referentes a sua multa rescisória.
O Manchester City tem sido um dos clubes mais ativos da janela de transferência europeia. A equipe inglesa já fechou a contratação do brasileiro Fernandinho, que estava no Shakhtar Donetsk, e do atacante espanhol Jesus Navas. O clube ainda planeja a contratação do zagueiro Pepe, atualmente do Real Madrid para fazer parceria com o Vincent Kompany.
Imprensa espanhola cria sua versão própria do Maracanazo: 'Maracantazo'
Jornais retratam 'um autêntico inferno no Maracanã' e se rendem a Neymar
Por GLOBOESPORTE.COMMadrid
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A imprensa espanhola não escondeu sua frustração com o placar de 3 a 0
sofrido pela Espanha para a Seleção, na final da Copa das Confederações.
A derrota, que tirou uma invencibilidade de 29 jogos da Roja, fez o
jornal Marca criar a sua própria versão do Maracanazzo, termo que surgiu
após o inesperado revés sofrido pelo Brasil na final da Copa do Mundo
de 1950. Na visão dos espanhóis, o que se viu na noite deste domingo no
Maracanã foi um "Maracantazo": "Um autêntico inferno no Maracanã",
publicou, tratando a derrota como indiscutível, mas criticando o excesso
de faltas dos brasileiros para "anular" o oponente. Na capa do jornal
desta segunda-feira, a manchete em tom de revanche: "Voltaremos..."
Sites da Espanha se rendem à atuação do Brasil e destacam "estrela" de Neymar (Foto: Reprodução)
"O melhor Brasil e a pior Espanha" foi como retratou o jornal AS, que
viu a Roja terminando como o "convidado perfeito" para o Brasil e
lembrando ser a primeira grande derrota em cinco anos dos espanhóis. Já o
Sport se rendeu a Neymar e seu "futebol vertiginoso": "Não houve mais
finalista que Brasil nem maior estrela que Neymar", publicou, elogiando
também Daniel Alves, a quem chamou de "O Rei das finais" por ter levado a
melhor em 18 de 22 decisões na carreira.
O Mundo Deportivo deu o destaque: "Neymar esmaga a Roja". O site também
fez um brincadeira sobre a polêmica festa que teria feita a Espanha num
hotel no Recife, com mulheres e strip-poker
(jogo de cartas onde quem perde uma rodada tira uma peça de roupa). "O
pentacampeão do mundo faz poker na Copa das Confederações", escreveu, em
referência ao quarto título brasileiro no torneio e a jogada conhecida
como "four" no jogo de baralho, quando se têm quatro cartas iguais. Olé também se rende ao Brasil
O jornal Olé, da Argentina, famoso por suas manchetes provocativas,
desta vez se rendeu ao Brasil. Em seu site, o destaque: "Manifestação de
futebol", em referência à grande atuação da Seleção em meios aos
protestos que tomam conta do país cobrando melhorias nos serviços
públicos e o fim da corrupção: "Agora sim, festeja o país inteiro",
escreveu.
Surpreso com campanha, Felipão vê Brasil com mais confiança após título
Treinador exalta torcida e aposta em ambiente melhor daqui para frente
Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro
Cinco jogos, cinco vitórias e um título conquistado diante da atual
campeã mundial. A campanha da antes desacreditada seleção brasileira na
Copa das Confederações supreendeu até mesmo o técnico Luiz Felipe
Scolari. Após garantir a taça, neste domingo, o treinador afirmou que
não previa tal sucesso e apostou que o Brasil terá mais confiança na
preparação para a Copa do Mundo no ano que vem.
- Não estava previsto, é um caminho que percorremos. A gente sabe que
vem um campeonato muito mais forte que esse, embora tivesse quatro
campeões do mundo aqui. É um caminho que vamos trilhar com mais
confiança - declarou.
Logo na estreia no torneio, diante do Japão, a Seleção ganhou o apoio
da torcida brasileira - que roubou a cena durante os jogos cantando o
Hino Nacional a plenos pulmões e apoiando a equipe. Todo o incentivo faz
Felipão acreditar que haverá mais tranquilidade em todos os encontros
da equipe com a torcida daqui para a frente.
- Cria-se uma situação favorável, um ambiente melhor. O que o povo tem
feito por nós, dentro do campo, é algo fantástico, maravilhoso. Temos
que ter isso como princípio dentro do nosso país: amizade, união. Fazer
com que as coisas possam evoluir, crescer.
Scolari comemora a vitória na final da Copa das Confederações (Foto: Agência Reuters)
Da marchinha ao funk: torcida vê novo baile e provoca Espanha
Depois de goleada na Copa de 1950, no mesmo Maracanã,
torcedor assiste ao renascimento da seleção brasileira com triunfo por 3
a 0 sobre os rivais
Por Márcio IannaccaRio de Janeiro
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“Quer jogar? Quer jogar? O Brasil vai te ensinar.” Foi com esse grito,
de quem já comemorou cinco títulos mundiais e não vivia uma boa fase
desde 2009, que os mais de 70 mil torcedores que compareceram ao
Maracanã extravasaram o sentimento de que a seleção brasileira voltou ao
topo do futebol mundial. Desta vez, a marchinha “Touradas de Madri”,
entoada na última goleada sobre a Fúria, na Copa de 1950 (6 a 1), no
mesmo “Maior do Mundo”, deu lugar ao ritmo do funk (na versão de o
“Bonde do Tigrão”), que embalou os gritos dos brasileiros que
comemoraram o tetracampeonato da Copa das Confederações.
Mas não foram apenas os gritos após o Brasil impor o placar de 3 a 0
que chamaram a atenção no Maracanã. O torcedor “jogou” junto o tempo
todo. E já era de se esperar que a pressão sobre a Fúria seria grande.
Antes mesmo do apito inicial, as vaias não paravam quando qualquer
menção ao time espanhol surgia no telão ou na arquibancada do estádio.
Os atletas da equipe comandada por Vicente del Bosque até tentaram
conquistar os torcedores ao acompanhar a cerimônia de encerramento do
torneio do banco de reservas. Mas foi em vão. Vaias, vaias e mais vaias.
Era a resposta das arquibancadas do Maracanã. Ninguém queria saber do
melhor futebol do mundo.
Jogadores fazem a saudação no fim: torcida joga junto com a Seleção rumo ao título (Foto: Agência Reuters)
No hino nacional da Fúria, respeito. Mas bastou o alto-falante cessar
para o apupo surgir em todo o estádio. E no Hino Nacional Brasileiro?
“Ouviram do Ipiranga...” a plenos pulmões. A cada frase, a entonação era
ainda mais alta, e tudo com o consentimento dos jogadores que,
abraçados, pareciam buscar ainda mais fôlego para mostrar que todos
estavam prontos para jogar juntos.
E, logo nos primeiros minutos, 11 espanhóis pareciam estar encarando
mais de 70 mil brasileiros. Aos dois, Fred abriu o marcador e incendiou o
estádio. A partir daí, os torcedores passaram a mostrar ainda mais
confiança na conquista do título: “O campeão voltou! O campeão voltou!.”
Os torcedores seguiram jogando junto com os 11 de Felipão. Chamavam a
Espanha de “timinho” a cada falta e vaiavam o árbitro holandês Bjorn
Kuipers após as marcações contra o time canarinho. No fim do primeiro
tempo, Pedro recebeu de frente para Julio César e tocou para o gol.
David Luiz apareceu de carrinho para cortar. Parecia o segundo gol do
Brasil.
- David Luiz! David Luiz – gritavam os torcedores.
Neymar vai comemorar nos braços da torcida o segundo gol da vitória brasileira sobre a Espanha (Foto: EFE)
Mas não poderia faltar o gol do camisa 10. O gol do principal jogador
da seleção brasileira na Copa das Confederações. E ele apareceu. Aos 44,
Neymar recebeu pelo lado esquerdo e soltou a bomba: 2 a 0. Foi aí que o
estádio entrou em êxtase: “Olê, olê, olê, olê, olá, Neymar, Neymar!”.
Foi o clima mais do que favorável para o time descer ao vestiário e
ouvir novas instruções de Felipão. Bate-papo que não mudou o estilo de
jogo. Marcação forte e contra-ataques rápidos. E, aos dois minutos da
etapa final, Fred marcou mais um em lance rápido. O que antes do apito
inicial poderia ser uma dúvida, um triunfo sobre a poderosa Espanha,
tornou-se realidade. E novos gritos surgiram no estádio. Desta vez, para
tripudiar os rivais: “É chocolate!”
Até mesmo a cantora colombiana Shakira foi lembrada pelos torcedores
brasileiros. Piqué fez falta dura em Neymar e levou o cartão vermelho. E
ele jamais esperou ouvir os gritos da torcida por sua amada na saída do
gramado. Mas não era para vangloriar uma boa atuação. E sim para
comemorar a expulsão, que facilitou ainda mais a vida da seleção
brasileira. A partir daí, o que se viu no Maracanã foi uma grande festa.
De funk a sambas-enredos. Tudo era motivo para vibração. E os ecos no
estádio no fim não poderiam ser diferentes.
- É campeão! É campeão!
Caso de amor: apaixonado, Fred brilha e conquista a camisa 9
Atacante marca dois gols na vitória por 3 a 0 sobre
Espanha, termina como artilheiro da Seleção e faz festa da torcida
brasileira (incluindo a namorada)
Por Thiago DiasRio de Janeiro
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Um homem apaixonado faz de tudo para conquistar rapidamente a mulher desejada. E Fred
está vivendo um caso de amor. Dentro e fora de campo. O camisa 9 da
Seleção precisou de menos de dois minutos, no primeiro e no segundo
tempo, para balançar a rede da Espanha e brilhar na conquista da Copa
das Confederações, neste domingo, no Maracanã. Festa dos 73.531
torcedores presentes, incluindo a nova “dona” do matador.
Ana Gabriela ficou famosa antes mesmo de aparecer na televisão. Depois
de marcar contra a Itália, na última rodada da primeira fase, Fred fez
um coração com os dedos, em direção à arquibancada. Um gol e uma
declaração. Ganhou pontos com a morena, mas também com Luiz Felipe
Scolari. Depois de ficar fora dos planos de Mano Menezes, o atacante do
Fluminense caiu nas graças de Felipão, virou titular absoluto e
correspondeu com a artilharia da Copa das Confederações ao lado do
espanhol Fernando Torres (cinco gols).
- O coração está quase com dono - disse Fred, rindo, ao "Jornal Nacional" no último dia 22.
A camisa 9 da Seleção, pelo menos, também tem dono. Fred demorou três
rodadas para marcar, mas foi decisivo. Principalmente na final. Logo com
um minuto e 40 segundos de jogo, o atacante usou toda a raça possível
para ganhar de Casillas, mesmo caído, e abrir o placar no Maracanã.
Era a hora de matar a saudade de seu palco preferido, onde já viu
inúmeras festas da torcida do Fluminense. Neste domingo, tricolores se
uniram a todos os rivais e vibraram juntos. Jutos até de Fred, que
correu para comemorar o gol com as pessoas na primeira fila de cadeiras.
Uma novidade no Maracanã que acabou aproximando ainda mais o ídolo dos
fãs.
Autor de dois gols na final, Fred faz mais uma vez o coraçãozinho (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Ana Gabriela não estava ali, naquele setor. Mas vibrou. Com certeza, o
atacante conquistador estava pensando nela. Quem sabe mais um gol? E ele
saiu. De novo, rapidinho. Assim que começou o segundo tempo, com menos
de dois minutos, o camisa 9 recebeu pela esquerda da área e bateu de
canhota para vencer Casillas. Festa no outro lado do estádio, mas com a
mesma massa apaixonada. E o atacante fez o coraçãozinho para ela...
O coração de Fred “quase” tem dona. Talvez, depois desse jogo, já até
tenha, por completo. A certeza é que a camisa 9 da Seleção tem novo
dono. Desde Luis Fabiano, que foi o eleito de Dunga na Copa das
Confederações de 2009 e na Copa do Mundo de 2010, o número procurava um
amor. Encontrou no atacante apaixonado.
Musa do snowboard troca neve por sol da Califórnia e encanta por beleza
Em busca de vaga para Sochi 2014, Hannah Teter faz uma pausa nos treinos e curte água para relaxar
Por GLOBOESPORTE.COMLake Tahoe, Califórnia
A musa Hannah Teter é um dos grandes nomes do
snowboard nos EUA (Foto: Getty Images)
A bela Hannah Teter começou a praticar snowboard aos 8 anos de idade e,
desde cedo, assumiu a preferência por paisagens gélidas e inóspitas,
que se tornaram palco de suas inúmeras conquistas no esporte. Mas a
loira de 26 anos não consegue resistir a um passeio relaxante pela
ensolarada Califórnia. Em Lake Tahoe, na fronteira com o estado de
Nevada, Hannah trocou as roupas especiais de competição pelo biquíni e
mostrou toda a exuberância de seus 1,70m e 61kg em imagens de tirar o
fôlego.
- Eu amo o verão - declarou a bela.
Mas não é só de biquíni que Hannah Teter manda bem. A musa do snowboard
americano acumula títulos importantes, como a medalha de ouro no
halfpipe dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim 2006 e a vitória no
superpipe dos X Games de Inverno de 2003. Atualmente, a atleta treina
para garantir uma vaga na delegação americana para as Olimpíadas de
Inverno de Sochi 2014, na Rússia. No quesito beleza, Hannah já começa a
disputa com larga vantagem.
(Fotos: Reprodução / Instagram)
Atacante Dentinho paparica o filho na internet: 'Te amo, Bruno Lucas'
Ex-corintiano, atualmente no Besiktas, da Turquia, publica foto com menino
Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro
O ex-corintiano Dentinho, atualmente no Besiktas, da Turquia, publicou
uma foto em um momento com seu filho Bruno Lucas, fruto do casamento com
a modelo Dani Souza. E o atleta fez questão de se declarar ao menino de
apenas nove meses.
- Te amooooooo, Bruno Lucas - disse o jogador, marcando o filho, que tem conta pessoal nas redes sociais, na publicação.
Dentinho posta foto com o filho nas redes sociais (Foto: Reprodução / Instagram)
Dentinho atuou pelo Corinthians de 2007 a 2011, mas fechou o Shakhtar
Donetsk em maio daquele ano. Pouco aproveitado na Ucrânia, ele está
emprestado ao Besiktas, da Turquia, por um ano.
Bruna Marquezine corre na ponte aérea para ver Neymar jogar no Maracanã
Bruna Marquezine corre na ponte aérea para ver Neymar jogar no Maracanã
Foto: Orlando Oliveira
De camisa da seleção brasileira, Bruna Marquezine teve que cortar um
dobrado para tentar ver seu amado Neymar na final da Copa dos
Confederações, no Maracanã. A atriz, que se apresentou, ao vivo, na
"Dança dos famosos", direto de São Paulo, no fim da tarde, foi flagrada
no aeroporto de Congonhas em clima de correria.
No momento do
embarque, Neymar marcou um gol e Bruna tentou voltar ao saguão central
do aeroporto para assistir o replay. Pelo visto o pensamento positivo de
Bruninha deu sorte para a Seleção Brasileira.
Perto do coração: namorada de Fred assiste à final na terceira fileira
Vestida com a camisa 9, Ana Gabriela dá sorte de novo ao
amado. Do outro lado, Shakira vê Piqué perder disputa de bola para
atacante no primeiro gol
Por Marcelo BaltarRio de Janeiro
Moradora de Niterói, a empresária Ana Gabriela foi ao Maracanã para assistir ao namorado Fred
jogar a final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha.
Acompanhada de uma amiga e um amigo, ela sentou-se na terceira fileira, à
esquerda da cabine de televisão, próximo aos familiares do atacante. E
mostrou que é pé-quente mesmo, vibrando com o gol do amado logo no
começo da partida, aos dois minutos (assista no video ao lado).
Ana Gabriela foi ver Fred em outros dois jogos que ele marcou. Na Copa
das Confederações, assistiu à vitória do Brasil por 4 a 2 sobre a
Itália, na Arena Fonte Nova, em Salvador, com dois gols do atacante. Na
comemoração, o camisa 9 fez o gesto do coração para as arquibancadas.
Ela também estava presente no empate por 2 a 2 do Brasil com a
Inglaterra, no amistoso de reabertura oficial do Maracanã do dia 2 de
junho, quando o amado balançou a rede também.
Ana Gabriela com a camisa 9, ao lado de amiga, na final da Copa no Maracanã (Foto: Marcelo Baltar)
Ana tem 24 anos, é torcedora do Fluminense e conheceu Fred há pouco
tempo por intermédio de amigos em comum. Formada em marketing, é sócia
de uma loja de roupas femininas de dois amigos.
Ana Gabriela confere o celular antes da final no Maracanã (Foto: Marcelo Baltar)
Do outro lado, quem não ficou muito feliz no início da partida foi a
cantora colombiana Shakira. Namorada do zagueiro espanhol Piqué,
assistiu ao amado perder a disputa de bola para Fred no lance do gol de
abertura do placar.
Shakira assiste à final da Copa da Confederações no Maracanã (Foto: Reuters)
Durante a tarde, antes do clássico, Shakira relaxou com o filho Milan
na piscina do hotel onde está hospedada, em Ipanema, o mesmo em que os
pais do zagueiro curtem a estada no Rio de Janeiro. Na quinta-feira
passada, a cantora colombiana assistiu à vitória da Espanha sobre a
Itália nos pênaltis, no Castelão, em Fortaleza, pelas semifinais.
O campeão voltou! Brasil atropela a Espanha no Maracanã: 3 a 0
Vitória, com dois gols de Fred e um de
Neymar, dá à Seleção seu quarto título da Copa das Confederações.
Espanha estava invicta há 29 jogos
A CRÔNICA
por Alexandre Alliatti
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Não tem balança que defina o peso de uma camisa. Tradição não se mede
com uma régua, não se calcula com uma máquina. Mas existem Campeões, com
letra maiúscula, e campeões. Existem Seleções, com letra maiúscula, e
seleções. E existem pentacampeões. Com vitória de 3 a 0 no Maracanã, o
Brasil mostrou ao (ex?) melhor time do mundo que não é da noite para o
dia que cinco estrelas vão parar em um peito. Fred, destruidor, marcou
duas vezes. Neymar, eleito o melhor em campo, fez o outro. O Brasil é
campeão da Copa das Confederações pela quarta vez. Campeão em uma noite
em que a torcida resumiu tudo ao gritar:
- Ôoooo, o campeão voltou! O campeão voltou!
O campeão voltou jogando um absurdo. David Luiz talvez tenha feito a
melhor partida da vida. Neymar foi infernal como poucos sabem ser. Hulk
assinou seu atestado de permanência no time. E Fred foi Fred, foi
matador, foi aquele sujeito que nasceu para vestir a 9.
Um dia cairia a casa da Espanha, esse timaço que tanto, e a tantos,
encantou nos últimos anos. A Roja não perdia há 29 partidas -
consideradas as oficiais. Pois aconteceu justamente contra um adversário
no qual eles mesmos se espelham, contra a escola que, não por acaso, é
chamada de “jogo bonito”. A Espanha, que certamente seguirá forte na
Copa de 2014, foi engolida em campo. Não é exagero: foi um passeio, um
baile, um chocolate. Uma vitória que a torcida novamente soube resumir:
- Oooooooooolé! Oooooooolé! Oooooooolé! Um atropelamento
Fred é um caso para se estudar. Ele faz gol de pé – aos montes. Faz gol
no ar – às pencas. Mas, cá entre nós, gol deitado não é em toda lua
cheia que sai. Que gol. Que gol. Eram só dois minutos do primeiro tempo.
Do concreto cheirando a novo do Maracanã, parecia pulsar um organismo
vivo, como se o estádio fosse, por si só, um torcedor – o maior dos
torcedores.
Fred ganha beijo de Neymar após marcar: Brasil pula na frente logo no início (Foto: Reuters)
Hulk recebeu da direita e mandou na área, enquanto urros de otimismo
saíam das cadeiras. Fred foi na jogada. Neymar também. O camisa 9
desabou no chão. E a bola, companheira como o mais fiel dos cães,
resolveu se aninhar nele. Reparemos que o jogador tinha um milésimo de
segundo para pensar, feito o sujeito que precisa decidir se corta o fio
azul ou o vermelho na hora de desativar uma bomba prestes a explodir.
Fred foi ágil. Foi decidido. Deitado, no pequeno espaço de campo onde
estava, encaixou o pé sob a bola e a ergueu. Casillas foi vencido. Gol
do Brasil. Gol de Fred.
Ah, aí o Maracanã entrou numa euforia que parecia guardada nos três
anos em que o estádio ficou fechado. Por uns 15 minutos, a Espanha
pareceu atordoada. Paulinho, por cobertura, quase fez um gol histórico,
mas Casillas salvou. Arbeloa, logo depois, levou amarelo ao evitar
arrancada de Neymar que fatalmente renderia gol. Era impressionante a
superioridade do Brasil.
Neymar agradece aos céus: ele foi eleito o melhor em campo na grande final (Foto: AP)
Do outro lado, porém, estava a Espanha. Aos poucos, a Fúria começou a
reagir. Voltou a ter mais posse de bola – uma tatuagem de seu futebol.
Deu sinais de que poderia empatar. Iniesta bateu de fora da área, e
Julio César espalmou. Pedro, livre pela direita, bateu cruzado após
passe de Mata, e David Luiz (enorme em campo) cortou quase em cima da
linha.
A Espanha se acalmou, entrou no jogo, enfrentou o Brasil. Mas a Seleção
jamais deixou de buscar o segundo gol. Fred bateu cruzado, para fora.
Também tentou de cabeça, novamente fora do alvo. E recebeu livre, frente
a frente com Casillas, mas chutou em cima do goleiro.
Enquanto isso, Neymar era arisco, envolvente, agudo. Participava dos
ataques. Parecia bufar em busca de um gol. E conseguiu. Foi aos 44
minutos. Ele pegou a bola pela esquerda, acionou Oscar e logo recebeu de
volta. Nem pensou: já emendou um chute seco, forte, no ângulo. Casillas
vai passar o resto da vida procurando a bola. Que pancada: 2 a 0. Festa completa: mais um de Fred
Piqué expulso por falta em Neymar. Brasil muito
superior em campo (Foto: Reuters)
E não é que tinha como ficar melhor? Veio o segundo tempo, e o Brasil
logo fez mais um. Com Fred, sempre com Fred. Aos dois minutos, Hulk
acionou Neymar, que teve inteligência para dar, vender e emprestar ao
deixar a bola passar para o centroavante. A conclusão foi precisa, no
cantinho. Casillas ainda tocou nela. Em vão: era o terceiro gol.
Acabou. A Espanha, por melhor que seja, por mais talento que tenha, não
poderia virar. Mas bem que tentou. Aos oito minutos, Marcelo fez
pênalti em Navas. Poderia ser a sobrevida do adversário, não fosse esse
domingo um dia dedicado ao Brasil. Sergio Ramos bateu. Para fora. A
torcida vibrou como se fosse gol.
O Brasil seguiu atacando. A Espanha também. Em uma arrancada
verde-amarela, Piqué derrubou Neymar, seu futuro colega de Barcelona, e
foi expulso. Estava aberto o caminho para mais gols.
Mas eles não saíram. O Brasil teve outras chances, inclusive em
contra-ataques com quatro jogadores contra dois. Falhou em um detalhe ou
outro – um conforto permitido àqueles que têm a vitória nas mãos. A
Espanha, com Villa em campo, teve honradez para sempre buscar seu gol,
como se estivesse 0 a 0.
Inútil. Era a noite da queda dos grandes campeões mundiais, dos grandes
bicampeões europeus. Acima de tudo, era a noite do retorno do maior
campeão.
Jogadores festejam em campo após o apito final (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)
Bethe, sobre treinos com homens: 'Não me poupam por ser mulher'
Lutadora, que treina com os irmãos Pitbull, se empolga após vitória sobre Érica Paes: 'Quero continuar aqui e ganhar o cinturão do Jungle Fight'
Por Ivan RauppBarra do Piraí, RJ
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A potiguar Bethe Correia ficou conhecida recentemente como Bethe
Pitbull pelo fato de treinar com os irmãos Patricky e Patrício Pitbull e
gostou do apelido, afinal, ela treina diariamente com homens na
academia e não tem receio de se machucar. A peso-galo está provando que
leva jeito para o negócio e, com a vitória de sábado sobre Érica Paes,
no Jungle Fight 54, em Barra do Piraí-RJ, completou seis combates na
carreira em apenas 13 meses, com 100% de aproveitamento.
- Nasci para isso. Treino todos os dias, duro, forte. Eles não me poupam por eu ser mulher. Não mesmo - disse ao Combate.com.
Bethe Pitbull posa para foto após a vitória no Jungle Fight 54 (Foto: Ivan Raupp)
Bethe diz que começou a lutar por prazer, há três anos, e o início foi
no boxe chinês. O MMA surgiu na vida dela quase dois anos depois, e o
maior desafio veio com Érica Paes, conhecida como a única lutadora a ter
vencido Cris Cyborg até hoje. A estratégia foi bem executada, e Bethe
saiu vencedora após ser superior nos três rounds:
- Minha adversária é campeã mundial de jiu-jítsu, então treinei para
anular o jiu-jítsu, porque sei que o dela é mais forte do que o meu.
Treinei como travar saída de guilhotina, de chave de braço, e treinei
movimentação.
Beth Pitbull acerta direita em Érica Paes no Jungle Fight 54 (Foto: Fernando Azevedo / Jungle Fight)
Empolgada com a vitória, Bethe Pitbull fez uma dancinha na Arena Jungle
e ainda emplacou uma sequência de flexões. O objetivo, segundo ela, não
foi desrespeitar a adversária:
- Foi para mostrar ao público que tenho resistência e aguento até cinco
rounds por um cinturão. Quero continuar aqui e ganhar o cinturão do
Jungle Fight.
Alexandre Capitão revela ter se curado de tumor: 'Eu estava com muito medo'
Manauara conta que teve o problema no bumbum em meio à
preparação para a penúltima luta e agora respira aliviado: 'Graças a
Deus não foi nada sério'
Por Ivan RauppBarra do Piraí, RJ
Comente agora
O manauara Alexandre Capitão (Foto: Ivan Raupp)
Alexandre Capitão esteve a uma vitória de disputar o cinturão dos penas
do Jungle Fight em duas oportunidades, mas em ambas caiu por pontos
diante de um atleta da XGym: primeiro foi Fabiano Soldado, depois foi
Fabiano Jacarezinho. O manauara de 24 anos tem uma justificativa para as
duas derrotas. Ele diz que não entrou 100% em nenhuma delas,
especialmente na segunda, quando estava tratando um tumor no bumbum,
como revelou em entrevista ao Combate.com:
- Nas duas vezes em que cheguei perto eu estava mal. Estava doente, ou
com alguma outra coisa. Aconteceu coisa errada, e eu aceitei a luta
assim mesmo. Burrice da minha parte. O cara que ganhou de mim não tem
culpa se eu estou mal. Agora não vou mais entrar nas lutas como entrei
nessas duas vezes. Entrei despreparado física e psicologicamente. Na
luta contra o Soldado eu passei dois meses em São Paulo, senti o clima
de lá e sofri muito para baixar o peso. Minhas forças foram embora, e eu
tinha que perder peso na marra. Voltei para Manaus agora, estou
treinando certinho. Gosto do calor, perco peso melhor. Na última derrota
eu não falei nada. Estava com um tumor na bunda e com muito medo de ser
uma coisa mais séria. Mas graças a Deus não foi nada sério. Vamos para a
próxima. O Wallid (Ismail, presidente) queria que eu lutasse no Jungle
Fight passado, mas falei que não, só no seguinte, que é o de agora. Só
vou entrar preparado agora.
Capitão de fato voltou ao caminho das vitórias ao finalizar Leandro 7
Bala com um esgala-galo a 1m20s do primeiro no Jungle Fight 54, em Barra
do Piraí-RJ, no sábado. Dos 14 triunfos da carreira, 11 foram por
finalização, sua especialidade, ou seja, quase 80%.
- Sempre busco terminar a luta por finalização no primeiro round.
Treino muito para isso. Vinha de uma derrota em três rounds, passei por
algumas dificuldades. Treinei muito para dar a volta por cima. Agora só
vou lutar se estiver 100%. Nunca mais vou lutar se estiver meia-boca.
Essa é a resposta que dou para os meus adversários que me venceram
quando eu estava mal. Se eles forem lutar contra mim de novo, terão
outra luta, porque vou vir preparado e 100% - afirmou.
Uma das metas de Capitão para o futuro próximo é a revanche contra seu
último algoz, Fabiano Jacarezinho. Mas primeiro ele quer conquistar o
título, hoje em poder de Edimilson Kevin:
- Pretendo ter uma revanche, mas não agora. Agora eu quero buscar
outras lutas e o cinturão. Se eu estiver com o cinturão, quem sabe a
gente luta de novo...
Alexandre Capitão revela ter se curado de tumor: 'Eu estava com muito medo'
Manauara conta que teve o problema no bumbum em meio à
preparação para a penúltima luta e agora respira aliviado: 'Graças a
Deus não foi nada sério'
Por Ivan RauppBarra do Piraí, RJ
Comente agora
O manauara Alexandre Capitão (Foto: Ivan Raupp)
Alexandre Capitão esteve a uma vitória de disputar o cinturão dos penas
do Jungle Fight em duas oportunidades, mas em ambas caiu por pontos
diante de um atleta da XGym: primeiro foi Fabiano Soldado, depois foi
Fabiano Jacarezinho. O manauara de 24 anos tem uma justificativa para as
duas derrotas. Ele diz que não entrou 100% em nenhuma delas,
especialmente na segunda, quando estava tratando um tumor no bumbum,
como revelou em entrevista ao Combate.com:
- Nas duas vezes em que cheguei perto eu estava mal. Estava doente, ou
com alguma outra coisa. Aconteceu coisa errada, e eu aceitei a luta
assim mesmo. Burrice da minha parte. O cara que ganhou de mim não tem
culpa se eu estou mal. Agora não vou mais entrar nas lutas como entrei
nessas duas vezes. Entrei despreparado física e psicologicamente. Na
luta contra o Soldado eu passei dois meses em São Paulo, senti o clima
de lá e sofri muito para baixar o peso. Minhas forças foram embora, e eu
tinha que perder peso na marra. Voltei para Manaus agora, estou
treinando certinho. Gosto do calor, perco peso melhor. Na última derrota
eu não falei nada. Estava com um tumor na bunda e com muito medo de ser
uma coisa mais séria. Mas graças a Deus não foi nada sério. Vamos para a
próxima. O Wallid (Ismail, presidente) queria que eu lutasse no Jungle
Fight passado, mas falei que não, só no seguinte, que é o de agora. Só
vou entrar preparado agora.
Capitão de fato voltou ao caminho das vitórias ao finalizar Leandro 7
Bala com um esgala-galo a 1m20s do primeiro no Jungle Fight 54, em Barra
do Piraí-RJ, no sábado. Dos 14 triunfos da carreira, 11 foram por
finalização, sua especialidade, ou seja, quase 80%.
- Sempre busco terminar a luta por finalização no primeiro round.
Treino muito para isso. Vinha de uma derrota em três rounds, passei por
algumas dificuldades. Treinei muito para dar a volta por cima. Agora só
vou lutar se estiver 100%. Nunca mais vou lutar se estiver meia-boca.
Essa é a resposta que dou para os meus adversários que me venceram
quando eu estava mal. Se eles forem lutar contra mim de novo, terão
outra luta, porque vou vir preparado e 100% - afirmou.
Uma das metas de Capitão para o futuro próximo é a revanche contra seu
último algoz, Fabiano Jacarezinho. Mas primeiro ele quer conquistar o
título, hoje em poder de Edimilson Kevin:
- Pretendo ter uma revanche, mas não agora. Agora eu quero buscar
outras lutas e o cinturão. Se eu estiver com o cinturão, quem sabe a
gente luta de novo...
Vitor Belfort toma café da manhã reforçado com o filho Davi no Rio
Lutador carioca está de férias e sem combate marcado pelo UFC
Por Combate.comRio de Janeiro
31 comentários
Vitor Belfort
levou o filho Davi para tomar café da manhã em um shopping do Rio de
Janeiro, na manhã deste domingo. O lutador do UFC, que está de férias e
sem combate marcado, fez uma refeição reforçada ao lado do primogênito e
postou uma foto no Instagram.
- Café da manhã com o meu campeão Davi Belfort - escreveu Belfort na rede social.
Vitor Belfort e Davi (Foto: Reprodução)
Brasileiro recordista de lutas no UFC, Gleison Tibau quer lutar mais 10 anos
Peso-leve potiguar fará seu 20º combate pela organização
em agosto, no UFC 164, e dá o segredo da longevidade: 'Nunca recusei
adversário'
Por Adriano AlbuquerqueRio de Janeiro
8 comentários
O brasileiro com maior número de lutas no UFC não é Anderson Silva, não
é Vitor Belfort, muito menos Royce Gracie. O recordista do país de
combates dentro do octógono nunca sequer lutou por um cinturão da
organização: é o potiguar Janigleison Herculano Alves, o Gleison Tibau,
peso-leve que, no dia 31 de agosto, no UFC 164, completará 20 lutas
pela principal promoção de MMA do mundo. O feito, por si só, já é
incrível: a maioria dos lutadores que chegam ao Ultimate não dura nem
três lutas; alguns são cortados após apenas uma. Para alguém que saiu da
pequena Tibau, no interior do Rio Grande do Norte, então, sequer estar
no evento já era uma grande vitória.
Gleison Tibau treina na praia para sua 20ª luta no UFC, contra Jamie Varner (Foto: Adriano Albuquerque)
- Na primeira vez que eu vi o UFC, era meu sonho chegar lá, um sonho
distante. Nasci numa cidade pequena, Tibau, longe de tudo, da realidade
do país e do mundo. Não sei nem explicar como cheguei lá. Às vezes, paro
e penso um pouco na minha vida, para trás, e fico imaginando, "Cara,
era o sonho que eu queria e agora estou quebrando esse recorde com 20
lutas". Fico muito feliz com meu esforço e esse reconhecimento - afirmou
Tibau, em entrevista ao Combate.com.
Para muitos, chegar a este recorde já seria o suficiente. O potiguar,
porém, vê como um sinal que pode chegar ainda mais longe. Com 29 anos de
idade, Gleison Tibau se enxerga enfim maduro o suficiente para buscar
uma disputa de cinturão, e espera solidificar sua candidatura dentro da
categoria leve com uma vitória sobre Jamie Varner, ex-campeão do WEC, em
agosto. Além do título, ele tem outra meta ambiciosa: lutar por mais 10
anos e, quem sabe, chegar nas 50 lutas dentro do octógono, o que
deixaria o recorde de Tito Ortiz, de 27 lutas, bem distante.
- No mínimo, 50, eu vou fazer, com certeza! Estou com 29 anos hoje,
quero mais 10 anos de carreira... A média é essa, quatro lutas por ano.
Já estou fazendo a terceira luta neste ano, quero fechar com mais uma.
Como eu tenho esse entrosamento já com a organização, vou botar essa
pilha para fazer quatro lutas ao ano (risos). Vai ser sinistro, vamos
ver... Se não tiver azar de lesão, que é o que quebra muito a carreira
do atleta, fizermos um bom trabalho, acho que vai tocar nisso mesmo -
disse Gleison Tibau, após um treino na praia da Barra da Tijuca, Zona
Oeste do Rio de Janeiro, onde iniciou sua preparação para o combate com
Jamie Varner. + Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA Confira a entrevista na íntegra:
Em sua última luta, Tibau finalizou o americano
John Cholish (Foto: Getty Images)
Combate.com: Como você se sente chegando nessa marca de 20 lutas e se tornando o recordista de lutas no UFC entre brasileiros? Gleison Tibau: Na primeira vez que eu vi o UFC, era
meu sonho chegar lá, um sonho distante. Nasci numa cidade pequena,
Tibau, longe de tudo, da realidade do país e do mundo. Não sei nem
explicar como cheguei lá. Às vezes, paro e penso um pouco na minha vida,
para trás, e fico imaginando, "Cara, era o sonho que eu queria e agora
estou quebrando esse recorde com 20 lutas". Fico muito feliz com meu
esforço e esse reconhecimento. Muita gente sonha em chegar no UFC e não dura nem duas lutas. Qual é o segredo da permanência e da longevidade no evento?
Sempre estou nas reuniões do UFC, e acho que o que eles cobram dos
atletas é aquela garra, aquela vontade. Aquele atleta que, ou perdendo
ou ganhando, sempre vai para a batalha, nunca faz luta chata, nunca
renega luta e sempre esteve pronto para ser chamado. Hoje, eu tenho uma
amizade com os diretores e todos que trabalham na organização, e sinto
esse respeito. Eles gostam do meu estilo, sempre contam comigo. Já
aconteceu de eles me ligarem com duas semanas para eu aceitar desafio e
eu sempre aceitei. Nunca recusei adversário. Eles me vêem como um atleta
que está pronto para tudo, para qualquer data, qualquer luta. Seu último oponente, John Cholish, se aposentou após perder
para você, com apenas duas lutas no UFC, e reclamou que os lutadores
recebiam muito mal. Você também havia afirmado após sua luta no UFC Rio 3
que lutar no Brasil não valia a pena, porque perdia muito do pagamento
em impostos. Você viu o que o Cholish disse sobre salários no UFC?
Concorda que ainda precisa melhorar o pagamento a novos atletas?
Nessa questão de bolsa, o UFC é o maior evento, mas pode não ser o
evento que pague melhor. Dentro da organização, tem lutadores que
recebem bolsa de US$ 4 mil, US$ 5 mil, assim como tem atletas que
recebem US$ 1 milhão e até mais. Mas a organização está crescendo. O UFC
fez essa explosão do MMA no mundo, fez surgir outros eventos. Essa
parte de bolsa está sendo trabalhada. O MMA ter crescido tanto, temos
que agradecer ao UFC. Você com certeza começou com salários mais baixos e evoluiu. Como foi se manter lutando no UFC e morando lá fora? Foi difícil?
Foi difícil sim. Quando entrei no UFC, a bolsa era baixa e não dava
para viver só da bolsa, como vemos hoje ainda vários atletas que não
podem viver só da luta. Temos um gasto muito grande de treino, de
preparação, de suplementação, de sparring, é um custo muito alto. Tive
patrocinadores que me ajudaram. Eu tinha uma vida mais baixa, não tinha
conforto, não tinha carro, não tinha casa. Hoje, com essas 20 lutas no
UFC, me deu outra estrutura de vida.
Tibau é observado por um menino durante treino: apesar de estar no UFC
desde 2006, potiguar ainda é desconhecido no Brasil (Foto: Adriano
Albuquerque)
Vinte lutas no UFC, e você já até pediu oportunidade pelo
título, mas ainda não chegou essa chance para você. Por que você acha
que ainda não chegou essa chance?
Acho que eu não estava preparado ainda mentalmente. Nessas vinte lutas
no UFC, nunca parei para me focar e pensar em lutar pelo título. Eu
sempre gostei de lutar e ia lutar qualquer luta que fosse. Agora, nesse
momento da minha carreira, estou focado, tracei isso. Na minha última
luta, quis mostrar evolução na parte técnica e física, consegui fazer
uma boa luta e a própria organização marcou uma luta rápida, contra um
cara top, um cara bom, que vai me deixar na cara do gol. Com certeza,
acho que esse é o momento da minha vida. Não quero desperdiçar, quero
abraçar e trazer esse título para o Brasil. Você acha que uma vitória sobre o Jamie Varner te deixa a uma
luta, duas lutas de disputar o cinturão? É uma divisão muito embolada...
É, é uma divisão muito embolada, tem muito cara bom. Se você olhar o
top 10 da categoria, todos estão prontos para lutar pelo título. É uma
categoria bem disputada. Mas o Varner chegou num momento muito bom. Ele
foi campeão do WEC, voltou para o UFC lutando com caras top da
categoria, tem boas vitórias e vai me jogar na cara do gol. Passando
pelo Varner bem, mais uma ou duas lutas vou estar lutando pelo título,
com certeza. Varner é um cara que faz lutas muito duras e é muito bom na
trocação, ganhou do Edson Barboza, que é tido como um dos melhores
trocadores do UFC. Qual é o caminho para derrotá-lo? É derrubar e levar
para o jiu-jítsu?
É um cara que tem um bom boxe, um bom wrestling e uma pressão muito
boa. Eu e minha equipe sentamos e vimos alguns vídeos dele, estamos
estudando a estratégia. É um cara que deixa brecha no jiu-jítsu, que é
algo que temos muito bom no Brasil. Vamos trabalhar o jiu-jítsu e buscar
finalizar, quem sabe a finalização da noite. Você está no Brasil desde o UFC em Jaraguá do Sul, quando venceu o John Cholish?
Estou desde aquela luta, um mês e meio. Eu estava de férias, recebi um
convite tão rápido da organização, e não perdi tempo: comecei meu treino
aqui no Brasil, na Airton Senna Team, na X-Gym, na Nobre Arte, então
não fiquei parado. Vou voltar para os EUA agora para fazer meu camp de
nove semanas, traçar a estratégia e fazer tudo certinho. Vou chegar bem
para fazer meu camp já no gás.
Varner chegou num momento muito bom. Ele foi campeão do WEC, voltou
para o UFC lutando com caras top da categoria, tem boas vitórias e vai
me jogar na cara do gol. Passando pelo Varner bem, mais uma ou duas
lutas e vou estar lutando pelo título"
Tibau, sobre luta contra Jamie Varner
Você está buscando também uma reaproximação com o país? Você
está há muito tempo na Flórida, às vezes o pessoal até esquece de você.
Está buscando uma reaproximação agora que o MMA está forte aqui de novo?
Senti que, de três anos para cá, o Brasil deu um estouro no MMA. Eu sou
o brasileiro com mais lutas no UFC e estava esquecido aqui no meu país.
Quero estar mais no meu país, quero ter mais a torcida do meu país
comigo. Eu vivi muito nos EUA e, quando eu vinha de férias, ficava mais
na minha cidadezinha, em Tibau, isolado, e a mídia brasileira não tinha a
oportunidade de estar próxima a mim. Agora, quero mostrar meu trabalho e
aproveitar esse momento do MMA no Brasil para trazer o título. O
momento é esse. Qual é o próximo passo? Vai trazer academia para Tibau, mais desenvolvimento no MMA?
Hoje, já sinto que, no Nordeste, sou um ídolo para os jovens. Quando
chego na minha cidade... Lá, quando eu comecei, não existia academia,
ninguém sabia nem o que eram artes marciais. Hoje em dia, existem vários
atletas que estão começando e me têm como espelho. Fico feliz com isso e
quero mais 10 anos de luta. Nesses 10 anos, quero lançar até novos
Tibaus, novos atletas do Nordeste e levar para os EUA. Temos uma
estrutura muito boa lá, na American Top Team tem um espaço muito bom de
treinamento e eles incentivam a levarmos novos talentos brasileiros.
Acho que vou lançar vários campeões por aí. Isso que vocês estão falando de 100 lutas no UFC é "pilha" ou você pensa mesmo nisso? Pelo menos 50?
(Risos) No mínimo, 50, eu vou fazer, com certeza! Estou com 29 anos
hoje, quero mais 10 anos de carreira... A média é essa, quatro lutas por
ano. Já estou fazendo a terceira luta neste ano, quero fechar com mais
uma. Como eu tenho esse entrosamento já com a organização, vou botar
essa pilha para fazer quatro lutas ao ano (risos). Vai ser sinistro,
vamos ver... Se não tiver azar de lesão, que é o que quebra muito a
carreira do atleta, fizermos um bom trabalho, acho que vai tocar nisso
mesmo.
Thiago Tavares chora após alcançar feito com sua equipe no Jungle Fight
Com Batman e Kevin, time é o primeiro com cinturões do
evento ao mesmo tempo. 'Sou a pessoa mais feliz do mundo por ter esses
caras ao meu lado'
Por Ivan RauppBarra do Piraí, RJ
Comente agora
A conquista do título peso-leve de Ivan Batman fez a equipe comandada por Thiago Tavares
alcançar uma marca importante no Jungle Fight: é a primeira a deter
dois cinturões da organização ao mesmo tempo. O outro campeão é o
peso-pena Kevin Souza. O time Marajó Brothers, por exemplo, já foi dono
de dois cinturões, dos irmãos Iuri e Ildemar, mas em épocas diferentes.
Emocionado, Tavares chorou ao comemorar o feito e se disse "o cara mais
feliz do mundo":
Ivan Batman e Thiago Tavares dão abraço emocionado após vitória (Foto: Ivan Raupp)
- Eu e meus meninos temos uma união muito grande. É o maior evento da
América Latina, e temos dois cinturões. Temos dois atletas no UFC (o
próprio Thiago e o argentino Santiago Ponzinibbio), atletas no Bellator
(Nazareno Malegarie e Ricardo Tirloni). Ninguém sabe o quanto o Batman,
que é meu irmão, batalhou para estar aqui hoje. Esse cara é o primeiro a
chegar na academia e o último a sair. Ele é um batalhador, um grande
atleta. Sem contar a amizade que tenho com ele. Fico emocionado porque
ninguém dava nada pelo meu time um ano atrás. Hoje estamos aí. E vou te
falar, temos mais um atleta 61kg e um 84kg que daqui a pouco estarão com
o cinturão do Jungle Fight também. É só o Wallid (Ismail, presidente)
me dar a vaga (risos)... Brincadeiras à parte, somos uma família. Você
precisa ver como um menino é pelo outro. Sinceramente sou a pessoa mais
feliz do mundo por ter esses caras ao meu lado - disse ao Combate.com.
Ivan Batman e Thiago Tavares (Foto: Ivan Raupp)
Batman, que está desde 2009 na equipe, também chorou bastante e agradeceu a todos os envolvidos:
- A gente é uma família. Somos poucos, mas somamos muito. Cada
conquista é incrível. Todo mundo ficou ali junto comigo por esse
cinturão, por isso agradeci a todos eles. Todos do CT Team Tavares /
Ataque Duplo são demais.
Tavares destacou, principalmente, a humildade de Ivan Batman. Apesar de
ser mais novo que o carioca (tem 28 anos, enquanto Batman tem 32), o
catarinense funciona como uma espécie de mentor dele desde que começaram
a trabalhar juntos:
- O Batman chegou na academia e estava com a carreira parada. E eu
cresci vendo o Ivan Batman ganhando no Meca, né? Estreei com 17 anos,
mas ele era o cara novo que ganhava dos caras do Meca. Em seis meses ele
fez a primeira luta e já estava um monstro. Em um ano ele já fez nove
lutas, se não me engano. A humildade dele... Ele é ele mesmo e não
agrada a ninguém propositalmente. É um grande homem de um caráter
imenso.
Ivan Batman não cria expectativas sobre UFC: 'Objetivo é lutar bastante'
Um dos maiores nomes do MMA em solo nacional, carioca
bateu na trave para entrar na casa do TUF Brasil 2. 'Talvez porque eu
seja muito feio', brinca
Por Ivan RauppBarra do Piraí, RJ
1 comentário
O carioca Ivan Batman mantém os pés no chão após conquistar o cinturão
peso-leve do Jungle Fight. Um dos principais nomes do MMA disputado em
solo nacional, o lutador de 32 anos não quer ficar criando expectativas
em cima de uma possível ida para o UFC, maior evento do mundo, e segue
sua trajetória no Brasil. Tanto que ele não vê a hora de defender o
título:
- Meu objetivo é lutar bastante. Tenho 32 anos, então tenho que
aproveitar essa turma toda que vem aí lutando. Eu gosto de lutar, é
minha vida, não gosto de ficar esperando para talvez entrar em evento
grande. Não. Vou aproveitando as oportunidades e vou lutando - disse ao Combate.com.
Ivan Batman tem o braço erguido após derrotar Lúcio Curado (Foto: Ivan Raupp)
Batman ficou perto de participar das eliminatórias para entrar na casa
do TUF Brasil 2, mas foi dispensado na reta final da seletiva. Ele fala
sobre o assunto com bom humor:
- A moça me disse que eu não era qualificado para entrar no TUF, porque
não era o perfil. Talvez porque eu seja muito feio (risos). Não sei.
Como disse, não fico criando expectativa. Vou lutando nos eventos. Se um
dia me chamarem, estou dentro.
O cinturão do Jungle Fight veio com uma vitória por finalização em
apenas 2m10s sobre o até então campeão, Lúcio Curado, em Barra do
Piraí-RJ. Batman fez questão de agradecer aos companheiros de equipe,
principalmente ao seu grande mentor, o lutador do UFC Thiago Tavares:
Batman não segura a emoção e chora (Foto: Ivan Raupp)
- Isso é muito treino. Tenho que agradecer muito ao Thiago Tavares,
pois foi ele que deu a estratégia para mim. Ao meu preparador físico,
Guiga Meireles, que deixa meu condicionamento em dia. Ao meu professor
de boxe, Kelson Pinto, e à minha turma que treina comigo. Cheguei
treinado e focado para ganhar do campeão.
A primeira luta de Ivan Batman aconteceu em 2001, no Heroes 2, evento
promovido pelo falecido Carlson Gracie. Na ocasião, ele enfrentou Carlos
Baruch, aluno de Carlson, e finalizou com uma guilhotina, sua
especialidade. Foi a primeira das 24 vitórias da carreira do carioca,
que sofreu apenas três derrotas até hoje.
Thiago Tavares chora após alcançar feito com sua equipe no Jungle Fight
Com Batman e Kevin, time é o primeiro com cinturões do
evento ao mesmo tempo. 'Sou a pessoa mais feliz do mundo por ter esses
caras ao meu lado'
Por Ivan RauppBarra do Piraí, RJ
Comente agora
A conquista do título peso-leve de Ivan Batman fez a equipe comandada por Thiago Tavares
alcançar uma marca importante no Jungle Fight: é a primeira a deter
dois cinturões da organização ao mesmo tempo. O outro campeão é o
peso-pena Kevin Souza. O time Marajó Brothers, por exemplo, já foi dono
de dois cinturões, dos irmãos Iuri e Ildemar, mas em épocas diferentes.
Emocionado, Tavares chorou ao comemorar o feito e se disse "o cara mais
feliz do mundo":
Ivan Batman e Thiago Tavares dão abraço emocionado após vitória (Foto: Ivan Raupp)
- Eu e meus meninos temos uma união muito grande. É o maior evento da
América Latina, e temos dois cinturões. Temos dois atletas no UFC (o
próprio Thiago e o argentino Santiago Ponzinibbio), atletas no Bellator
(Nazareno Malegarie e Ricardo Tirloni). Ninguém sabe o quanto o Batman,
que é meu irmão, batalhou para estar aqui hoje. Esse cara é o primeiro a
chegar na academia e o último a sair. Ele é um batalhador, um grande
atleta. Sem contar a amizade que tenho com ele. Fico emocionado porque
ninguém dava nada pelo meu time um ano atrás. Hoje estamos aí. E vou te
falar, temos mais um atleta 61kg e um 84kg que daqui a pouco estarão com
o cinturão do Jungle Fight também. É só o Wallid (Ismail, presidente)
me dar a vaga (risos)... Brincadeiras à parte, somos uma família. Você
precisa ver como um menino é pelo outro. Sinceramente sou a pessoa mais
feliz do mundo por ter esses caras ao meu lado - disse ao Combate.com.
Ivan Batman e Thiago Tavares (Foto: Ivan Raupp)
Batman, que está desde 2009 na equipe, também chorou bastante e agradeceu a todos os envolvidos:
- A gente é uma família. Somos poucos, mas somamos muito. Cada
conquista é incrível. Todo mundo ficou ali junto comigo por esse
cinturão, por isso agradeci a todos eles. Todos do CT Team Tavares /
Ataque Duplo são demais.
Tavares destacou, principalmente, a humildade de Ivan Batman. Apesar de
ser mais novo que o carioca (tem 28 anos, enquanto Batman tem 32), o
catarinense funciona como uma espécie de mentor dele desde que começaram
a trabalhar juntos:
- O Batman chegou na academia e estava com a carreira parada. E eu
cresci vendo o Ivan Batman ganhando no Meca, né? Estreei com 17 anos,
mas ele era o cara novo que ganhava dos caras do Meca. Em seis meses ele
fez a primeira luta e já estava um monstro. Em um ano ele já fez nove
lutas, se não me engano. A humildade dele... Ele é ele mesmo e não
agrada a ninguém propositalmente. É um grande homem de um caráter
imenso.
Hamilton fura pneu, Vettel quebra e vitória cai no colo de Nico Rosberg
Em caótico GP da Inglaterra, alemão da Mercedes aproveita
problemas de líderes e vence pela 2ª vez no ano. Massa também tem pneu
furado e é 6º
Por GLOBOESPORTE.COMSilverstone, Inglaterra
330 comentários
Pneus furados, quebras, detritos na pista, duas entradas de safety car.
Com “santo forte”, Nico Rosberg passou ileso a um GP da Inglaterra
recheado de incidentes e, como “brinde”, conquistou a vitória em
Silverstone, seu segundo triunfo na temporada, o terceiro na carreira. O
alemão da Mercedes foi beneficiado por problemas com Lewis Hamilton e
Sebastian Vettel, ambos quando lideravam. O britânico da Mercedes sofreu
com um furo de pneu logo no início da prova, enquanto o alemão da RBR
teve problemas no câmbio na parte final e abandonou. Mark Webber e
Fernando Alonso completaram o pódio na movimentada prova (confira os melhores momentos no vídeo).
Hamilton ainda conseguiu reagir e chegou em quarto, seguido por Kimi
Raikkonen (Lotus). Apesar de deixar o pódio escapar nas voltas finais, o
finlandês chegou a 25 provas consecutivas no top 10, quebrando o
recorde estabelecido por Michael Schumacher, entre 2001 e 2003. Após a corrida, Rosberg foi investigado por desrespeitar bandeiras amarelas, mas recebeu apenas uma reprimenda, tendo o triunfo mantido.
Outra vítima do festival de pneus furados foi Felipe Massa. Após uma
largada espetacular, na qual pulou de 11º para quinto, ele sofreu com o
problema na 10ª volta e caiu para último. Assim como Hamilton, Massa
também protagonizou bela recuperação e ainda cruzou a linha de chegada
em sexto.
Festa para Nico Rosberg após uma movimentada corrida em Silverstone (Foto: Getty Images)
Mas além de sorte, Nico teve competência para garantir seu segundo
triunfo na temporada, o terceiro na carreira. Ele imprimiu um bom ritmo
durante toda a prova e ainda precisou conter o ímpeto de Mark Webber nas
voltas finais. O australiano, que chegou a ter o bico danificado e cair
para o fim do pelotão após ser tocado por Romain Grosjean na largada,
quase conseguiu uma vitória épica na mesma semana em que anunciou que deixará a Fórmula 1 no fim do ano.
Webber se aproximou de Nico no fim da corrida e forçou o alemão a
acelerar para segurar a vantagem, que terminou em menos de 1s. Quem
completou o pódio foi Fernando Alonso. A bordo de uma Ferrari que esteve
abaixo do esperado em todo o fim de semana, o espanhol ainda
protagonizou uma escalada incrível na reta final, passando de oitavo
para terceiro após a saída do último safety car. Abandono de Vettel volta a embolar Mundial de Pilotos
Antes disparado na ponta, Vettel ficou estacionado nos 132 pontos e viu
sua vantagem para Alonso cair de 36 para 21 pontos. Raikkonen,
Hamilton, Webber e Rosberg também tiraram boa diferença. Confira a classificação completa.
Show de pneus furados
Em Silverstone, os pneus Pirelli voltaram a estar no centro das
atenções. Depois da polêmica do intenso desgaste dos compostos e do
escândalo do “Testgate” com a Mercedes, um festival de pneus furados
marcou o GP da Inglaterra. Hamilton, Massa, Jean-Eric Vergne e Sergio
Pérez tiveram suas corridas prejudicadas por furos. Em todos os casos, o
pneu que estourou foi o traseiro esquerdo. Por questões de segurança
dos pilotos, o episódio deste domingo resultará, enfim, na implementação
dos novos tipos de pneus reforçados que a Pirelli tenta emplacar desde o
GP do Canadá. Uma reunião emergencial entre FIA, a fornecedora e as equipes foi marcada para a próxima quarta-feira.
O objetivo é mudar o sistema de aprovação para mudanças nos compostos.
Não será mais necessária a unanimidade, apenas a maioria absoluta. Em
uma tentativa recente, um voto contra da Force India impediu as
alterações. Próxima etapa: GP da Alemanha
A Fórmula 1 retorna já no próximo fim de semana, com o GP da Alemanha. A
TV Globo transmite ao vivo a corrida no domingo, às 9h (de Brasília), e
o treino classificatório no sábado, no mesmo horário. O SporTV exibe os
treinos livres a partir de sexta-feira.
Felipe Massa protagonizou uma largada antológica em Silverstone. Com a
faca nos dentes, pulou de 11º para quinto. Se o brasileiro escalou o
pelotão, Mark Webber despencou. Além de largar mal, o australiano levou
um toque de Romain Grosjean e caiu de quarto para 14º. Lewis Hamilton se
manteve na ponta com autoridade, enquanto Sebastian Vettel tomou a
segunda posição de Nico Rosberg. Alonso largou em nono e cruzou a volta
de abertura em oitavo.
Logo nas primeiras voltas, Hamilton conseguiu abrir uma pequena vantagem sobre Vettel.
Pneu de Hamilton fura...
Mas o sonho do britânico em vencer diante de sua torcida acabou na
sétima volta. O pneu traseiro esquerdo de sua Mercedes estourou. Para
piorar, ele tinha acabado de passar pela entrada nos boxes e precisou
dar quase uma volta inteira até fazer o pit stop. Com isso, a liderança
caiu no colo do alemão da RBR.
Hamilton tem pneu furado logo no início da prova de Silverstone (Foto: Getty Images)
...e o de Massa também
Mesmo azar teve Massa. Ele tentava tomar a quarta posição de Adrian
Sutil, quando sofreu um furo também no pneu traseiro esquerdo e acabou
perdendo o controle de sua Ferrari e rodando. O brasileiro voltou na
última posição após parar nos boxes para trocar os pneus.
Após a primeira rodada de pit stops, Vettel manteve a liderança,
seguido por Rosberg e Sutil. Quem se deu bem foi Alonso, que ganhou as
posições de Raikkonen e Ricciardo e pulou para quarto.
Felipe Massa também sofreu com o mesmo problema de Hamilton (Foto: Getty Images)
O drama dos furos dos pneus traseiros esquerdos atingiu mais um:
Jean-Eric Vergne, da STR. A sequência de ocorrências semelhantes fez a
direção de prova ordenar a entrada do safety car (carro de segurança) na
14ª volta, para serem retirados detritos da pista.
A relargada foi dada na volta 22. Vettel se manteve tranquilamente na
ponta. A única troca de posições ficou por contra de Pérez e Webber. O
mexicano tomou o oitavo lugar de Webber, mas levou o troco curvas
depois. Pelo rádio, a RBR pediu para seus pilotos tomarem cuidado com as
zebras nas saídas de curva de alta velocidade. A equipe havia
identificado pequenos cortes em um pneu de Vettel após o pit stop.
Enquanto isso, após os problemas no início da prova, Hamilton e Massa
faziam corridas de recuperação. Na 25ª volta, o britânico já era 13º
colocado e o brasileiro, o 17º.
Finalizada a segunda rodada de pit stops, Vettel matinha a liderança
com folga, seguido por Rosberg, Raikkonen e Alonso. O espanhol, porém,
perdeu a quarta posição para Webber voltas depois.
Vettel abandona
Quando tudo se encaminhava para uma vitória tranquila de Vettel, mais
uma reviravolta na corrida. Um problema de câmbio retirou o alemão da
prova. Nico Rosberg passou a ser o novo líder, seguido por Raikkonen e
Sutil. O safety car precisou entrar novamente, porque a RBR de Vettel
ficou parada no meio da reta principal.
Sebastian Vettel, com problemas no câmbio, ficou a pé (Foto: Getty Images)
Com a entrada do carro de segurança, alguns pilotos, como Rosberg e
Webber, aproveitaram para fazer mais uma troca de pneus. Quem deu azar
foi Alonso, que parou pouco antes do safety car ir para a pista e caiu
para oitavo. Voltas finais emocionantes
Rosberg manteve a ponta na relargada, seguido por Raikkonen, Sutil,
Webber e Ricciardo. Com pneus novos, Alonso foi engolindo os rivais.
Passou Button, ganhou a sexta posição de Pérez, mais um a sofrer com um
furo no pneu traseiro esquerdo e depois deixou Ricciardo para trás.
Hamilton e Massa foram no embalo e assumiram a sexta e a sétima
posições, respectivamente.
Webber tomou o segundo lugar de Raikkonen e partiu para cima de Rosberg
para buscar a vitória. O australiano estava voando baixo e se
aproximava rapidamente, forçando o alemão da Mercedes a responder na
pista, acelerando. Enquanto isso, Alonso seguia sua escalada. Tomou o
terceiro lugar de Raikkonen, que vacilou ao não trocar os pneus no
período de safety car e ainda perdeu posições para Hamilton e Massa.
Mais na frente, Rosberg conseguiu administrar a vantagem para Webber e
cruzou a linha de chegada em primeiro.
Rosberg, Webber e Alonso formaram o pódio na Inglaterra (Foto: Getty Images)
Confira o resultado final do GP da Inglaterra (52 voltas):
1 - Nico Rosberg(ALE/Mercedes) - 1h32m59s456
2 - Mark Webber(AUS/RBR) - a 0s765
3 - Fernando Alonso(ESP/Ferrari) - a 7s124
4 - Kimi Raikkonen(FIn/Lotus) - a 7s756
5 - Lewis Hamilton(ING/Mercedes) - a 11s257 6 - Felipe Massa(BRA/Ferrari) - a 14s573
7 - Adrian Sutil(ALE/Force India) - a 16s335
8 - Daniel Ricciardo(AUS/STR) - a 16s500
9 - Paul Di Resta(ESC/Force India) - a 17s993
10 - Nico Hulkenberg(ALE/Sauber) - a 19s700
11 - Pastor Maldonado(VEN/Williams) - a 21s100
12 - Valtteri Bottas(FIN/Williams) - a 25s000
13 - Jenson Button(ING/McLaren) - a 25s900
14 - Esteban Gutiérrez(MEX/Sauber) - a 26s200
15 - Charles Pic(FRA/Caterham) - a 31s600
16 - Jules Bianchi(FRA/Marussia) - a 36s000
17 - Max Chilton(ING/Marussia) - a 1m07s600
18 - Guiedo van der Garde(HOL/Caterham) - a 1m07s700
19 - Romain Grosjean(FRA/Lotus) - a 1 volta Não completaram:
Sergio Pérez (MEX/McLaren) - 47 voltas
Sebastian Vettel (ALE/RBR) - 42 voltas
Jean-Eric Vergne (FRA/STR) - 36 voltas Volta mais rápida: Mark Webber(AUS/RBR): 1m33s401, na volta 52