Artilheiros de luvas, Viáfara e Tiago travam duelo particular no Ba-Vi
Também conhecidos por gols de faltas e pênaltis, goleiros se enfrentam no domingo, no primeiro Ba-Vi do ano
(Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
Desses, o mais especial foi o do empate por 1a 1 com o Corinthians, em novembro de 2010, no Barradão.
- Foi especial pelo jogo, já que estávamos perdendo e pelo meu momento pessoal - conta Viáfara, com poucas palavras. Quanto ao Ba-Vi, o colombiano não considera a ocasião especial para balançar a rede.
- Gol é gol. Não faz diferença marcar contra o Bahia ou o Juazeiro. Se eu fizer um gol no domingo, vamos ser campeões, ganhar vaga na Libertadores ou conquistar o acesso à Série A? - indagou.
Viáfara garante que nunca tomou um gol de goleiro, mas não vê nada demais se for buscar uma bola no fundo da rede de Tiago.
- Ele é especialista em bolas paradas e eu estou apenas começando.
Independente de fazer gol ou não, o ídolo rubro-negro espera receptividade da torcida.
- Eles devem lotar e fazer aquela festa que fizeram na reta final de 2010. É o nosso diferencial - convocou.
Do lado tricolor, ao contrário de Viáfara, a história de Tiago com o Bahia é recente.
Ele passou um ano e meio sentado no banco do Vasco. Cansado de ser o reserva, topou ser emprestado. Só não imaginava que a recepção da torcida tricolor fosse tão negativa. Na derrota por 2 a1 para o Fluminense, domingo, em Pituaçu, Tiago foi perseguido pelos torcedores. Vaias constantes e o insistente coro: “Omar! Omar!”. Goleiro reserva do Tricolor.
- Não imaginava no segundo jogo diante da torcida ser vaiado sem motivo. Espero que não aconteça mais, não dei nenhum motivo – lamentou.
- Ele tem total autorização, tanto pênalti como falta. Já fez muitos gols assim - atestou o treinador.
- Minha obrigação é defender, mas se tiver oportunidade, vou lá tentar fazer o gol também - completou o goleiro.
Tiago conheceu Viáfara terça-feira, em um evento, e manteve a boa impressão.
- Já joguei contra ele umas quatro vezes, pela Portuguesa e pelo Vasco. A gente sempre conversava quando se encontrava. É um goleiro corajoso.