Corintianos em Oruro terão defesa de especialista em Direito Internacional
Escritório de Maristela Basso, advogada com doutorado no assunto, vai cuidar do caso dos 12 presos na Bolívia após morte de torcedor
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(Foto: Stéfano Mariotto de Moura)
A entrada de Maristela Basso no caso serve para dar mais peso à defesa, que hoje conta com o advogado boliviano Miguel Blancourt, indicado pela Embaixada do Brasil na Bolívia. A representantes da Gaviões, a advogada afirmou que vai mergulhar no caso e deve ir pessoalmente ao país vizinho para entender a situação em que os presos se encontram hoje.
A especialista em Direito Internacional tem um currículo extenso: entre as principais formações, o doutorado em Direito Internacional (PhD) a livre-docência também em Direito Internacional pela USP. Ela possui experiência nos Estados Unidos, Itália, México e Alemanha, além de integrar a lista de árbitros brasileiros do Sistema de Solução de Controvérsias do Mercosul.
A intenção é fazer com que a advogada trabalhe em conjunto com Miguel Blancourt, que já encaminhou o pedido de reconsideração da acusação aos 12 corintianos presos. Neste documento, a defesa pode incluir novos elementos que não constavam no inquérito – foram anexados depoimentos de outros torcedores, a confissão do menor H.A.M, de 17 anos, que disse ter disparado o sinalizador que matou o garoto Kevin Espada, e reportagens do programa Fantástico, da TV Globo.
Desde o início, a Embaixada considerava importante a contratação de um especialista em Direito Internacional, com maior experiência em casos de presos brasileiros no exterior. O órgão também tenta dar todo o suporte necessário aos corintianos. Na quarta-feira, por exemplo, o ministro conselheiro Eduardo Saboia conseguiu impedir a transferência dos brasileiros para celas comuns, ao lado de bolivianos. Este impedimento, porém, não é definitivo.