Pela porta dos fundos, ex-jogador Edilson Capetinha deixa delegacia
Familiares,
amigos e fãs levantaram os R$ 102 mil necessários para a soltura do
ex-jogador. Advogado pedirá revisão do valor da pensão paga à ex-mulher
de Edilson
Por GloboEsporte.comSalvador
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O
ex-jogador Edilson Capetinha não está mais atrás das grades. Nesta
sexta-feira, o jogador deixou a cela no Complexo dos Barris, em
Salvador, onde ficou
detido desde a última quarta-feira
pelo não pagamento de pensão alimentícia. Ele saiu da delegacia pela
porta dos fundos e não falou com a imprensa, que o aguardava do lado de
fora. O ex-jogador alegou estar abatido e afirmou que vai conceder
entrevista coletiva em breve.
A soltura veio após o pagamento
da dívida de Edilson. Familiares, amigos e fãs levantaram os R$ 102 mil
necessários para que o ex-jogador fosse solto. O valor pago não incluiu
os honorários do processo, estimados em R$ 20 mil. A dívida total do
ex-atacante era de R$ 122 mil. De acordo com o advogado do pentacampeão,
Thiago Phileto, os bens e contas de Edilson estão bloqueados, devido ao
processo movido por Ivana Solon, ex-esposa com quem o ex-atacante tem
um filho de 16 anos.
Phileto afirmou que vai entrar com
pedido de revisão do valor da pensão que havia sido acertada com Ivana
Solon. Segundo ele, o ex-jogador não tem mais a mesma condição
financeira que possuía na época do acordo, apesar de não passar por
dificuldades atualmente.
Edilson foi preso na manhã de
quarta-feira, na Avenida Anita Garibaldi, em Salvador. O ex-jogador, que
possui passagens por Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Bahia e Vitória,
além da Seleção Brasileira, tinha um mandado de prisão expedido pela 9ª
Vara Familiar desde dezembro do ano passado pelo não pagamento de
pensão alimentícia. Edilson não resistiu à prisão e foi encaminhado para
o complexo policial dos Barris, também na capital baiana.
Amigos, familiares e fãs de Edilson arrecadaram a quantia para soltura do ex-jogador (Foto: TV Globo)
Segundo a delegada responsável pelo caso, Neide Barreto, da
Polinter, Edilson estava sob investigação desde o fim do ano passado,
mas os policiais não conseguiram encontrar o ex-jogador antes desta
manhã.
- Desde dezembro, vínhamos fazendo
diligências para capturar o Edilson, mas o endereço que estava no
mandado não foi localizado. Tudo foi investigado. Ele estava sendo
monitorado, estávamos seguindo ele e esperando o melhor momento de
pegá-lo. Não sei se estava fugindo. O crime do qual ele é acusado não
cabe fiança. Mas a prisão pode ser sobrestada [interrompida] por ordem
judicial - disse a delegada.
Nesta manhã, Thiago Phileto, contou que parte do dinheiro necessário para a soltura de Edilson
já havia sido arrecadada e que a expectativa era de que o ex-atacante fosse solto ainda nesta sexta-feira, como ocorreu no fim desta tarde.
- Metade desse valor já está em mãos. Fãs, amigos e
familiares se cotizaram para efetuar o pagamento e liberar Edílson da prisão. A
outra metade será angariada até o final da manhã ou vamos tentar um acordo com
a advogada da ex-mulher dele, que aceitou conversar para negociar - disse o
advogado.
Phileto informou ainda que Edílson era procurado por
apenas um processo, que corre na 9ª vara da família, em Salvador. A afirmação
do advogado contradiz o que foi dito por Neide Barreto, da Coordenação de
Polícia Interestadual (Polinter). De acordo com ela, o ex-jogador era procurado
por dois mandados distintos: um na capital baiana e outro em Brasília.