Gilbert Durinho pede luta em Barueri e avisa: "Pode me dar até um top 10"
Peso-leve brinca após ganhar bônus de Performance da Noite por finalizar Christos Giagos e diz que sua esposa é quem vai cuidar do dinheiro ganho
Logo depois da luta, Durinho declarou que estava na expectativa de ser premiado pela sua finalização e foi informado pela equipe do Combate.com de que havia sido um dos escolhidos, ao lado de Fábio Maldonado, José Aldo e Chad Mendes. Com a conta bancária mais cheia, ele "comemorou" o fato de nem colocar as mãos no cheque ao contar que sua esposa, Bruna, é quem vai cuidar do dinheiro.
- Agora é com a patroa, as finanças são com ela. Ainda bem que nem pego o cheque aqui, já entra direto na conta e a patroa é que manda (risos). Foi especial demais finalizar no Maracanãzinho. Estou muito feliz de lutar em casa, meus pais vieram assistir, uma galera de Niterói, do jiu-jítsu, e eu consegui finalizar. Estou amarradão e quero lutar de novo logo - brincou, em entrevista após a coletiva de imprensa do UFC 179.
Bruna, inclusive, foi peça fundamental durante a preparação de Durinho, que teve que seguir uma dieta rigorosa para bater 70kg, já que em outras oportunidades teve problemas com a balança, antes de chegar ao UFC. Quando o árbitro levantou seu braço para lhe declarar vencedor, foi nela que o atleta pensou e a quem dedicou o resultado positivo.
O começo do combate contra Giagos não foi dos melhores para Durinho, que recebeu uma dura direita no rosto. Sua intenção era manter a luta em pé para mostrar sua evolução na trocação, mas ao ver que o caminho mais fácil era justamente o seu carro-chefe, não hesitou. Aplicou a queda e trabalhou até conseguir a finalização.
- Eu queria trocar bastante com ele, mas vi que ele estava só contragolpeando, jogando uns cruzados por cima, estilo Wanderlei Silva. Queria trabalhar mais meu kickboxing, mostrar minha evolução, mas quando vi as perninhas juntas, o quadrilzinho, vi que era o caminho mais fácil. Vou no mais fácil. Olhei ali, mirei, vi a presa e atirei. Botei pra baixo, vi que ele só queria levantar, mas eu estava forte. Fui ajustando a posição até chegar nas costas, que é uma posição que gosto muito de trabalhar. Ele se expôs, defendeu bem o pescoço. Faltando 20 segundos quis dar o bote no braço, mas pra ser "aquele bote. Quando vi que estava esticando, pensei: "Agora eu levo esse braço". Não senti tanta dificuldade em pé. Se eu entrasse, ele ia contragolpear, ia ter que estudar muito. Golpe duro todo mundo tem. Na Blackzilians é o que mais tenho. Gesias, Eddie Alvarez, Michael Johnson... Bater forte todo mundo bate, mas nocaute tem que ser no lugar certo. Ele deu um golpe forte, mas não foi nada demais. O Vitor é um cara que tento aproveitar o máximo estar do lado dele. É amigo meu, se preocupa muito comigo, temos essa preocupação e quero pegar a experiência toda dele, do Tyrone e curtir isso. Eles dão muitas dicas e é sempre bom estar perto deles pra sugar o máximo a experiência deles - concluiu.