quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Estudo: Campeonato Brasileiro é o sexto mais valioso do mundo

Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês superam o país no ranking de avaliação de valores de mercado das competições nacionais

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
O Brasileirão é o sexto campeonato de futebol nacional mais valioso do mundo, de acordo com um estudo da empresa Pluri Consultoria. O trabalho mostra que a competição surge no ranking atrás dos campeonatos Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês, respectivamente. Em euros, o Brasileirão tem valor de mercado de 960 milhões (cerca de R$ 2,3 milhões ). Mais valioso do mundo, o Campeonato Inglês é cotado em 3,38 milhões de euros (cerca de R$ 8,15 milhões)
tabela dos maiores campeonatos do Mundo  (Foto: Divulgação)Empresa de consultoria divulga ranking de campeonatos nacionais (Foto: Divulgação)
Além dos números fechados, a empresa também fez um levantamento de valor médio de mercado por time e por jogador. Por equipe, o Brasileirão aparece na nona posição, com 48 milhões de euros (cerca de R$ 116,6 milhões), sendo superado pelos campeonatos russo, português e turco. Por jogador, o valor de mercado brasileiro é de 1,5 milhões de euros (R$ 3,6 milhões), ficando também na nona colocação do ranking, atrás dos mesmos países.
O estudo ainda avalia o tamanho dos elencos dos clubes. O Brasileirão tem a quarta maior média de número de jogadores por time, 32,8. O campeonato é superado apenas pelos israelense (41,9), peruano (36,9) e turco (34,9).
 

Estudo: Campeonato Brasileiro é o sexto mais valioso do mundo

Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês superam o país no ranking de avaliação de valores de mercado das competições nacionais

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
O Brasileirão é o sexto campeonato de futebol nacional mais valioso do mundo, de acordo com um estudo da empresa Pluri Consultoria. O trabalho mostra que a competição surge no ranking atrás dos campeonatos Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês, respectivamente. Em euros, o Brasileirão tem valor de mercado de 960 milhões (cerca de R$ 2,3 milhões ). Mais valioso do mundo, o Campeonato Inglês é cotado em 3,38 milhões de euros (cerca de R$ 8,15 milhões)
tabela dos maiores campeonatos do Mundo  (Foto: Divulgação)Empresa de consultoria divulga ranking de campeonatos nacionais (Foto: Divulgação)
Além dos números fechados, a empresa também fez um levantamento de valor médio de mercado por time e por jogador. Por equipe, o Brasileirão aparece na nona posição, com 48 milhões de euros (cerca de R$ 116,6 milhões), sendo superado pelos campeonatos russo, português e turco. Por jogador, o valor de mercado brasileiro é de 1,5 milhões de euros (R$ 3,6 milhões), ficando também na nona colocação do ranking, atrás dos mesmos países.
O estudo ainda avalia o tamanho dos elencos dos clubes. O Brasileirão tem a quarta maior média de número de jogadores por time, 32,8. O campeonato é superado apenas pelos israelense (41,9), peruano (36,9) e turco (34,9).
 

Ranking: CBF corrige equívoco, e Palmeiras tira a liderança do Santos

Entidade não havia contabilizado os pontos referentes ao título alviverde
do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967

Por Mariana Kneipp Rio de Janeiro
A CBF divulgou, na última terça-feira, o ranking de clubes brasileiros para a temporada 2012 e, pela primeira vez, atualizou a lista incluindo os títulos nacionais conquistados entre 1959 e 1970. No entanto, segundo levantamento do jornal "Folha de S. Paulo", a entidade ignorou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967, vencido pelo Palmeiras, que seis meses depois também faturou a Taça Brasil. O equívoco ocorreu porque a temporada em questão é a única em que um mesmo time foi campeão duas vezes. O diretor de competições da CBF, Virgílio Elísio, confirmou o erro.
- Percebemos depois que foi publicado. Temos ouvidores aqui na CBF que nos comunicaram, e também recebemos mensagens de internautas - afirmou o diretor.
No meio da tarde desta quarta-feira, o novo ranking foi publicado no site da CBF, já com o Palmeiras no topo.
ranking cbf montagem (Foto: Reprodução/Site Oficial CBF)
Com a consideração do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967, o Verdão soma 60 pontos e chega à liderança do ranking, oito pontos à frente do Santos. O Peixe, campeão paulista e da Libertadores, havia alcançado o topo da lista depois de seis títulos anteriores a 1971 terem sido reconhecidos. Após a correção desta quarta-feira, o clube, que estava em décimo lugar em 2010, fica em segundo em 2011.
O Internacional também foi prejudicado pelo equívoco da CBF. Vice-campeão do Roberto Gomes Pedrosa de 1967, o time colorado agora soma 59 pontos, ultrapassando o Cruzeiro e pulando da oitava para a sétima colocação no ranking.
Vale observar que a entidade máxima do futebol brasileiro só conta pontos para os dois primeiros colocados de cada edição unificada. O mesmo não ocorre com as competições realizadas a partir de 1971, em que todos os classificados pontuam. Confira abaixo o comunicado publicado pela CBF nesta quinta:
cbf texto errata (Foto: Reprodução/Site Oficial CBF)

 

Ranking: CBF corrige equívoco, e Palmeiras tira a liderança do Santos

Entidade não havia contabilizado os pontos referentes ao título alviverde
do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967

Por Mariana Kneipp Rio de Janeiro
A CBF divulgou, na última terça-feira, o ranking de clubes brasileiros para a temporada 2012 e, pela primeira vez, atualizou a lista incluindo os títulos nacionais conquistados entre 1959 e 1970. No entanto, segundo levantamento do jornal "Folha de S. Paulo", a entidade ignorou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967, vencido pelo Palmeiras, que seis meses depois também faturou a Taça Brasil. O equívoco ocorreu porque a temporada em questão é a única em que um mesmo time foi campeão duas vezes. O diretor de competições da CBF, Virgílio Elísio, confirmou o erro.
- Percebemos depois que foi publicado. Temos ouvidores aqui na CBF que nos comunicaram, e também recebemos mensagens de internautas - afirmou o diretor.
No meio da tarde desta quarta-feira, o novo ranking foi publicado no site da CBF, já com o Palmeiras no topo.
ranking cbf montagem (Foto: Reprodução/Site Oficial CBF)
Com a consideração do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967, o Verdão soma 60 pontos e chega à liderança do ranking, oito pontos à frente do Santos. O Peixe, campeão paulista e da Libertadores, havia alcançado o topo da lista depois de seis títulos anteriores a 1971 terem sido reconhecidos. Após a correção desta quarta-feira, o clube, que estava em décimo lugar em 2010, fica em segundo em 2011.
O Internacional também foi prejudicado pelo equívoco da CBF. Vice-campeão do Roberto Gomes Pedrosa de 1967, o time colorado agora soma 59 pontos, ultrapassando o Cruzeiro e pulando da oitava para a sétima colocação no ranking.
Vale observar que a entidade máxima do futebol brasileiro só conta pontos para os dois primeiros colocados de cada edição unificada. O mesmo não ocorre com as competições realizadas a partir de 1971, em que todos os classificados pontuam. Confira abaixo o comunicado publicado pela CBF nesta quinta:
cbf texto errata (Foto: Reprodução/Site Oficial CBF)

 

Fanático por futebol, Schumi está na briga para ser presidente do Colônia

Clube está em décimo na Bundesliga, a primeira divisão na Alemanha

Por GLOBOESPORTE.COM Colônia, Alemanha
Michael Schumacher entrevista Mercedes (Foto: Rafael Lopes/GLOBOESPORTE.COM)Schumacher pode ser presidente do Colônia
(Foto: Rafael Lopes/GLOBOESPORTE.COM)
Fanático por futebol e jogador frustrado, Michael Schumacher pode assumir a presidência do Colônia, décimo colocado na primeira divisão da Alemanha, a Bundesliga. De acordo com a imprensa alemã, o heptacampeão da Fórmula 1, atualmente na Mercedes, é um dos candidatos ao cargio, que está vago desde a saída de Wolfgang Overath no dia 13 de novembro.
Entretanto, as chances do heptacampeão são pequenas, de acordo com a diretoria do clube. O novo presidente será anunciado após uma reunião marcada para a próxima terça-feira, em Colônia. De acordo com a imprensa alemã, 20 nomes são candidatos à antiga vaga de Overath. Vale lembrar que Michael Schumacher é amigo do atacante Lukas Podolski, que joga atualmente no time.
- Ele está na lista, mas é difícil que ele se torne o novo presidente do Colônia - disse Werner Wolf, representante da diretoria do clube alemão.

Pela 'primeira vez' sem Mão, Brasil
vai de Marquinhos e Willian no gol

Com uma fratura no dedo, goleiro desfalca a seleção após mais de cinco
anos no time. Equipe estreia nesta sexta-feira na Copa Lagos, na Nigéria

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Goleiros Marquinhos e Willian, seleção brasileira de futebol de areia (Foto: Divulgação / CBBS)Marquinhos (Esq.) e Willian, os postulantes à
camisa 1 do Brasil (Foto: Divulgação / CBBS)
A caminho da Nigéria para a disputa da Copa Lagos, entre os dias 16 e 18 de dezembro, a seleção brasileira de futebol de areia, pela primeira vez em mais de cinco anos, não poderá contar com um de seus principais jogadores: o goleiro capixaba Mão, que tem 172 partidas pela equipe e já ganhou o prêmio ‘Luva de Ouro’ da Copa do Mundo, em 2009, e do Torneio Internacional de Dubai, em 2011. Durante a conquista do bicampeonato dos jogos Sul-Americanos de Praia, em Manta, no Equador, o jogador fraturou um dos dedos da mão direita e foi vetado pelo departamento médico.
Com isso, a responsabilidade de assumir a camisa 1 do Brasil no último compromisso do ano será dos goleiros Marquinhos, da equipe do Espírito Santo, e de Willian, do time do Rio de Janeiro, convocados pela primeira vez pelo técnico Guga Zloccowick.
Marquinhos está de volta à seleção. O jogador, que já conquistou um Desafio Internacional e uma Copa Latina em duas convocações com a amarelinha, vive grande fase na equipe capixaba, por onde foi campeão brasileiro em 2010 e da Copa dos Campeões este ano.
- Foi uma convocação surpresa. Estava acompanhando o noticiário da seleção brasileira nos Jogos Sul-Americanos e fico feliz de ter sido lembrado. É um grupo novo, com jogadores que estão estreando pelo Brasil e querendo mostrar serviço para se manter, ser lembrado mais vezes. Temos uma base muito boa, especialmente do Espírito Santo, com Buru, Bruno Malias e Rafinha, jogadores mais experientes, e vamos fortes, confiantes para a Nigéria - afirmou o goleiro, confiante.
Já Willian foi chamado pela primeira vez para a seleção. O jogador, campeão brasileiro em 2009 pelo Rio de Janeiro, está otimista em conquistar seu primeiro título com a amarelinha e se firmar no grupo.
- É uma emoção enorme. Não dá nem para falar da minha alegria pela convocação. É uma oportunidade que o Guga está me dando e quero abraçar essa chance com unhas e dentes. Representar o Brasil é um orgulho, era um sonho que eu tinha e temos um grupo muito bom, em condições de fazer um bom campeonato e lutar pelo título na Nigéria.
Além do Brasil, a Copa Lagos terá a participação das seleções da África do Sul, da Inglaterra e da Nigéria, sede do torneio.

Pela 'primeira vez' sem Mão, Brasil
vai de Marquinhos e Willian no gol

Com uma fratura no dedo, goleiro desfalca a seleção após mais de cinco
anos no time. Equipe estreia nesta sexta-feira na Copa Lagos, na Nigéria

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Goleiros Marquinhos e Willian, seleção brasileira de futebol de areia (Foto: Divulgação / CBBS)Marquinhos (Esq.) e Willian, os postulantes à
camisa 1 do Brasil (Foto: Divulgação / CBBS)
A caminho da Nigéria para a disputa da Copa Lagos, entre os dias 16 e 18 de dezembro, a seleção brasileira de futebol de areia, pela primeira vez em mais de cinco anos, não poderá contar com um de seus principais jogadores: o goleiro capixaba Mão, que tem 172 partidas pela equipe e já ganhou o prêmio ‘Luva de Ouro’ da Copa do Mundo, em 2009, e do Torneio Internacional de Dubai, em 2011. Durante a conquista do bicampeonato dos jogos Sul-Americanos de Praia, em Manta, no Equador, o jogador fraturou um dos dedos da mão direita e foi vetado pelo departamento médico.
Com isso, a responsabilidade de assumir a camisa 1 do Brasil no último compromisso do ano será dos goleiros Marquinhos, da equipe do Espírito Santo, e de Willian, do time do Rio de Janeiro, convocados pela primeira vez pelo técnico Guga Zloccowick.
Marquinhos está de volta à seleção. O jogador, que já conquistou um Desafio Internacional e uma Copa Latina em duas convocações com a amarelinha, vive grande fase na equipe capixaba, por onde foi campeão brasileiro em 2010 e da Copa dos Campeões este ano.
- Foi uma convocação surpresa. Estava acompanhando o noticiário da seleção brasileira nos Jogos Sul-Americanos e fico feliz de ter sido lembrado. É um grupo novo, com jogadores que estão estreando pelo Brasil e querendo mostrar serviço para se manter, ser lembrado mais vezes. Temos uma base muito boa, especialmente do Espírito Santo, com Buru, Bruno Malias e Rafinha, jogadores mais experientes, e vamos fortes, confiantes para a Nigéria - afirmou o goleiro, confiante.
Já Willian foi chamado pela primeira vez para a seleção. O jogador, campeão brasileiro em 2009 pelo Rio de Janeiro, está otimista em conquistar seu primeiro título com a amarelinha e se firmar no grupo.
- É uma emoção enorme. Não dá nem para falar da minha alegria pela convocação. É uma oportunidade que o Guga está me dando e quero abraçar essa chance com unhas e dentes. Representar o Brasil é um orgulho, era um sonho que eu tinha e temos um grupo muito bom, em condições de fazer um bom campeonato e lutar pelo título na Nigéria.
Além do Brasil, a Copa Lagos terá a participação das seleções da África do Sul, da Inglaterra e da Nigéria, sede do torneio.

STR surpreende e anuncia Ricciardo e Vergne como pilotos titulares em 2012

Equipe dispensa Buemi e Alguersuari e coloca dupla formada por novatos

Por GLOBOESPORTE.COM Faenza, Itália
A STR resolveu surpreender ao anunciar sua dupla de pilotos para a temporada 2012 da Fórmula 1. A equipe italiana, coirmã da RBR, investiu dois novatos para as vagas que eram do suíço Sebastien Buemi e o espanhol Jaime Alguersuari: o australiano Daniel Ricciardo, que disputou o fim do campeonato de 2011 pela Hispania, e o francês Jean-Eric Vergne, vice-campeão da World Series.
Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, novos pilotos da STR para 2012 (Foto: Divulgação)Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, novos pilotos da STR para a temporada 2012 (Foto: Divulgação)
A decisão da STR foi tomada em conjunto com a RBR. Será a primeira vez desde 2006, quando a equipe italiana estreou na Fórmula 1 em substituição à Minardi, que o time aposta em uma dupla completamente nova. Franz Tost, chefe da equipe, comemorou a decisão rápida sobre os pilotos.
- Estou feliz por termos conseguido uma decisão rápida sobre nossos pilotos para 2012. Isto significa que podemos dar atenção total à próxima temporada, sem distrações. Tanto Daniel quanto Jean-Eric provaram que têm valor nos últimos anos e espero que eles possam dar uma contribuição significativa para a equipe. Daniel já tem a experiência de alguns anos e Jean-Eric provou que consegue se adaptar rapidamente a um carro de Fórmula 1 - disse Tost.
daniel ricciardo str gp de valencia (Foto: agência Getty Images)Ricciardo era terceiro piloto da STR (Foto: Getty)
Tost também agradeceu a Buemi e Alguersuari, mas disse que a missão da STR na Fórmula 1 é dar chance a novos pilotos. Os dois estavam na equipe desde a temporada 2009.
- Tenho de agradecer a Buemi e Alguersuari pelo trabalho duro nas últimas três temporadas. Eles tiveram alguns desempenhos excelentes que ajudaram a equipe a avançar e crescer. Desejamos o melhor a eles no futuro. Entretanto, temos de lembrar que a missão da STR desde 2005 era ser o primeiro passo na Fórmula 1 para os jovens do programa de desenvolvimento da RBR. É parte da cultura de nosso time trocar a dupla de pilotos de tempos em tempos para atingir este objetivo.
Ricciardo, terceiro piloto da equipe em 2011, fez sua estreia na Fórmula 1 como titular pela Hispania. O australiano fez algumas provas impresionantes ao lado de Vitantonio Liuzzi.
- É realmente algo grande para mim, algo que eu sempre quis desde que comecei a andar pela STR nas sextas-feiras na primeira parte da temporada. Para ser honesto, ainda estou pulando de alegria. Aprendi muito na segunda parte do ano correndo 11 GPs. Quero agradecer pela oportunidade. Entrar na STR sempre foi meu objetivo, por isso tenho de agradecer à RBR.
Jean-Eric Vergne, piloto de testes da RBR em Abu Dhabi (Foto: Getty Images)Vergne impressionu em teste (Foto: Getty Images)
Vergne será o terceiro francês no grid, após os anúncios de Charles Pic na Marussia e de Romain Grosjean na Lotus. Para ele, o Natal chegou mais cedo com a confirmação na STR.
- Primeiro, queria agradecer à RBR pelo apoio até agora e por acreditar que estou pronto para o desafio de correr na Fórmula 1. O Natal chegou mais cedo para mim neste ano. Após pilotar algumas vezes neste ano e no teste de novatos, estou pronto para fazer mais, ainda que exista uma grande diferença entre testar e correr. Mal posso esperar para correr em Melbourne em 2012.

Shakira vai com os pais de Piqué para o Japão


qua, 14/12/11
por Cíntia Barlem |
categoria Sem categoria
Piqué está no Japão para a disputa do Mundial de Clubes. A namorada não poderia ficar longe. Shakira também viajou para o país asiático acompanhada dos pais do zagueiro do Barcelona. A cantora colombiana postou em seu twitter uma foto ao lado de Joan Piqué e Montse Bernabéu.

Shakira vai com os pais de Piqué para o Japão


qua, 14/12/11
por Cíntia Barlem |
categoria Sem categoria
Piqué está no Japão para a disputa do Mundial de Clubes. A namorada não poderia ficar longe. Shakira também viajou para o país asiático acompanhada dos pais do zagueiro do Barcelona. A cantora colombiana postou em seu twitter uma foto ao lado de Joan Piqué e Montse Bernabéu.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Caetano avisa à torcida: título da Libertadores ainda é sonho distante

Diretor executivo fala sobre planos do Vasco para 2012: 'Seria o ideal que isso ocorresse agora, mas algumas etapas precisariam ser cumpridas'

Por Gustavo Rotstein e Rafael Cavalieri Rio de Janeiro
Na varanda do apartamento de Rodrigo Caetano, uma mensagem natalina prega paz, amor e sucesso. As três palavras podem ser vistas como reflexo da campanha do Vasco em 2011 e resultaram numa nova união entre clube, jogadores e torcida, que comemorou a inédita conquista da Copa do Brasil. Mas ao fim do ano, quando é momento de agradecer os objetivos alcançados e fazer pedidos, o diretor executivo cruz-maltino mostra que não é de viver de sonhos. Apesar da realização com os feitos conquistados, avisa: a missão do Vasco na Libertadores do ano que vem é extremamente difícil.
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, Rodrigo Caetano deixou claro que o sentimento não pode parar. Não apenas o de esperança, mas principalmente o de que é preciso dar um passo de cada vez. O dirigente falou que o mais importante é fazer o Vasco passar a ser frequentador assíduo da Libertadores para depois, sim, pensar no bicampeonato.
- O Vasco não se encontra numa situação financeira que permita formar uma equipe de ponta para conquistar a Libertadores e o Mundial. Esse é o sonho do torcedor e seria o ideal que isso ocorresse agora, mas algumas etapas precisariam ser cumpridas. A disputa em sequência vai permitir que o Vasco conquiste este título - disse.
Rodrigo Caetano durante entrevista (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)Rodrigo Caetano e a mensagem natalina em sua casa (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)
Olhando a campanha de 2011, é possível dizer que as metas foram atingidas?
As metas foram plenamente atingidas. O grande objetivo era, no mínimo, um título de expressão e uma vaga na Libertadores. Com a conquista da Copa do Brasil veio a vaga. Mas o mais legal foi que deixamos um grande legado para o futebol brasileiro. Mostramos que é possível um clube de tradição disputar todos os títulos. Com isso, resgatamos a autoestima dos vascaínos, que estava abalada. Hoje todos sentem orgulho do Vasco.
Enxerga os resultados da temporada como reflexo de um trabalho a longo prazo?
Quando falamos de 2011 geralmente ficamos restristos aos acontecimentos, mas tudo isso foi consequência do planejamento que começou em 2009. Este foi um ano que trouxe muito amadurecimento ao clube. Ficaram lições para que o Vasco não tenha de passar por novo momento de dificuldade. E esse modelo implementado deve permanecer independentemente de quem estiver no comando do clube.
E o reconhecimento por parte da torcida? Nas últimas semanas do campeonato você deu tantos autógrafos com as principais estrelas do elenco...
É algo totalmente inusitado. O fato que me chamou atenção quando se fala nisso aconteceu no fim de 2010. Houve uma manifestação de carinho muito forte por parte do torcedor para que eu continuasse. O torcedor entendeu que essa função é importante para o clube. Além disso ele lembra de quem atendeu a um convite em um momento difícil do clube. Hoje, olhando para trás, vejo que foi acertada a decisão de participar de tudo isso. Este carinho ainda vai além de São Januário. Acontece também nos lugares que eu frequento.
Se sente mais reconhecido agora do que na época em que jogava profissionalmente?
A ideia do Vasco é o Juninho continuar até se aposentar"
Rodrigo Caetano
Com certeza. Fui um jogador mediano, tive problemas de lesão que me impediram de ter mais destaque no cenário nacional. Mas, em contrapartida, me preparei mais cedo para fazer esta função. Além disso, ter vindo para o Rio de Janeiro e para o Vasco no momento certo me deu uma visibilidade grande. Foi uma decisão pessoal, mas encontrei uma grande equipe de trabalho. Além disso, recebi a autonomia necessária. De nada adianta contratar alguém que não tenha como implementar as suas ideias. E todo este sucesso é bom para a função. Faz com que outros profissionais surjam e até por isso nós criamos a associação de executivos do futebol.
E como foi essa sua preparação?
Quando eu era atleta já vislumbrava a necessidade de um elo entre os jogadores e o alto comando. Antigamente existia um dirigente amador e um supervisor. Precisava de um planejamento maior, alguém para centralizar. Fiz faculdade de administração e depois um MBA em gestão de futebol. Peguei as ferramentas que aprendi e adaptei para criar um método próprio.
O grande sucesso do Vasco veio mais rápido do que o planejado?
A gente estabeleceu como prazo em 2009 três anos para uma grande conquista. Ela veio este ano porque trabalhamos para isso. Agora vamos ter um outro desafio pela frente, que é a Copa Libertadores.
E como você vê o Vasco na Libertadores de 2012?
Rodrigo Caetano durante entrevista (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)Rodrigo Caetano e o filho Martin, de 4 anos
(Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)
Agora vejo com dificuldade uma campanha do Vasco em termos de título. Isto seria antecipar muitas etapas. O Vasco volta a disputar a Libertadores após 11 anos. É preciso conscientizar o torcedor de que pular etapas não é o ideal. O Vasco não se encontra numa situação financeira que permita formar uma equipe de ponta para conquistar a Libertadores e o Mundial. Esse é o sonho do torcedor e seria o ideal que isso ocorresse agora, mas algumas etapas precisariam ser cumpridas. A disputa em sequência vai permitir que o Vasco conquiste este título. O exemplo é o São Paulo, que participou da Libertadores por quase uma década e neste período levantou seus títulos. O Vasco retorna ao lugar onde esteve como protagonista, e espero ver no futuro o time disputando a Libertadores com chances reais de título. Por isso, a direção vai fazer tudo o que for possível para alcançar esse objetivo.
Você não acha que o torcedor não vai gostar de escutar isso?
Minha função só passa a ter êxito no momento que os papéis são bem definidos. O meu é montar o planejamento e ter a nítida noção das dificuldades financeiras que o clube enfrenta. Por exemplo, o Vasco ainda tem obrigações a cumprir relativas a 2011. Lógico que houve avanços, melhora na infraestrutura, mas ainda estamos no processo. Quem pode ter esse discurso são outras pessoas que têm esse papel. Acho também que é uma questão cultural. A maior parte dos torcedores prefere saber a verdade, mesmo que seja algo que não goste de ouvir. Acho que o reconhecimento dos vascaínos em relação a mim vem muito disso.
Como medir a importância desta sequência de participações?
Existe todo um ambiente em volta que o clube precisa estar por dentro. A Conmebol é o orgão máximo do futebol sul-americano e precisamos ter uma frequência de participações para que eles saibam quem somos. O Vasco fez isso na Sul-Americana com uma grande participação que terminou na eliminação possivelmente para o futuro campeão. Fora que a fórmula de disputa da Libertadores é outra. Hoje a fase de grupos conta com grandes clubes. Antigamente não era essim. Os critérios de arbitragem também são outros. Não estamos acostumados. A missão não é impossível, mas é muito difícil.
Como está a situação do técnico Ricardo Gomes? Vocês trabalham com algum tipo de prazo para o seu retorno?
Esse time mostrou que sabe competir, que não tem medo de vencer."
Rodrigo Caetano
Foi o que falei com o Roberto Dinamite e com o vice de futebol José Hamilton Mandarino. A continuidade do trabalho deve acontecer. O Cristóvão lidera o time e quando o Ricardo estiver recuperado, volta. O que acontece hoje é que nem o Cristóvão é o técnico principal e nem o Ricardo está fora do Vasco. Tudo isso deve continuar, não só pelos bons resultados, mas porque existe um entendimento por parte dos atletas. E isso faz com que não exista pressão pelo retorno do Ricardo. Ele volta quando estiver seguro.
E como irá acontecer durante a pré-temporada? O Ricardo poderá aparecer em alguns dias durante o período de treinos?
A nossa filosofia de trabalho está bem definida. Existe um conceito maior que independe da presença dele. O ideal seria que ele estivesse lá, mas não podemos exigir isso. Já tivemos exemplos de pré-temporada no qual tudo dá certo e um mês depois o projeto é desfeito em função dos resultados. Volto a dizer que a continuidade é uma questão de coerência. Hoje o Ricardo realiza fisioterapia fora de casa e leva uma vida quase normal. Estive com ele e já trocamos ideias de nomes e sugestões junto com o Cristóvão e com o preparador físico Rodrigo Poletto. Ele vai se sentir seguro para se aproximar, mas sem qualquer prazo.
O Vasco larga na frente dos concorrentes por ter uma base mantida?
Se formos fazer um exercício de projeção, percebemos que poderíamos iniciar o Carioca com praticamente a mesma equipe que disputou as últimas rodadas do Brasileiro. Quase toda a equipe tem vínculo com o clube. Se viabalizarmos reforços para as posições carentes vamos elevar e muito a qualidade do elenco. Esse time mostrou que sabe competir, que não tem medo de vencer.
E como andam as poucas pendências?
O Vasco se posicionou com o Bernardo. Falta apenas quitar a prioridade de compra. Nesta semana a gente define a renovação do Juninho. Com isso fica faltando a permanência ou não do Elton. A partir daí, os que permanecem continuam até no mínimo o fim da Libertadores. A janela de janeiro é a mais reduzida. O mercado europeu hoje não tem tanta supremacia assim. Não são todos os países que chegam com propostas tentadoras, até pelo contexto econômico atual. E internamente, o Vasco, com a vaga na Libertadores, se equivale aos outros clubes brasileiros. Para que sair do Vasco hoje? E alguns cumprem um ciclo. Fernando Prass, Fagner, Dedé, Romulo... Todos estes cumpriram uma trajetória que foi sair da Série B para a Libertadores.
Como vai o projeto para a renovação do Juninho?
Vamos ter essa noção na próxima quarta. O Juninho sabe da realidade do clube. Ele estava nervoso, mas passou por uma prova de fogo. Ele viu que o ambiente é favorável, teve uma resposta positiva por parte do torcedor e deu um retorno espetacular para o Vasco. Vamos passar por reuniões para avaliar, mas a ideia do Vasco é o Juninho continuar até se aposentar. E isso depende muito mais dele do que do clube, que vai buscar maneiras para que ele permaneça.
E os demais reforços?
Todo e qualquer tipo de avanço em negociações passa por reuniões. Temos alguns nomes, trocamos informações com a comissão técnica, mas primeiro precisamos estabelecer as possibilidades financeiras. Alguns podem chegar independentemente da capacidade de investimento. Outros não. Tudo que conseguimos até agora foi na base da superação e da criativdade. Agora precisamos entrar em outro patamar.
Você já disse que a semente foi plantada e que os ciclos podem se encerrar. Se você não continuar, sai frustrado por não estar no projeto Libertadores ou com sensação de dever cumprido?
A sensação é de dever cumprido. Frustrado eu sairia se não tivesse conquistado nada e nem ajudado a melhorar o clube. Hoje o Vasco está estabelecido, com uma metodologia de trabalho. A base está montada e, o mais importante, o clube tem ativos. Se por acaso a coisa apertar, o Vasco pode realizar a venda de dois ou três atletas e equilibrar as finanças. Segundo uma pesquisa, o Vasco é hoje o quarto clube em termos de valor ativo. Se por acaso eu sair, encaro de outra forma e cito o Grêmio como exemplo. Deixei o clube vice-campeão do Brasileiro de 2008 para vir ao Vasco na Série B.

Caetano avisa à torcida: título da Libertadores ainda é sonho distante

Diretor executivo fala sobre planos do Vasco para 2012: 'Seria o ideal que isso ocorresse agora, mas algumas etapas precisariam ser cumpridas'

Por Gustavo Rotstein e Rafael Cavalieri Rio de Janeiro
Na varanda do apartamento de Rodrigo Caetano, uma mensagem natalina prega paz, amor e sucesso. As três palavras podem ser vistas como reflexo da campanha do Vasco em 2011 e resultaram numa nova união entre clube, jogadores e torcida, que comemorou a inédita conquista da Copa do Brasil. Mas ao fim do ano, quando é momento de agradecer os objetivos alcançados e fazer pedidos, o diretor executivo cruz-maltino mostra que não é de viver de sonhos. Apesar da realização com os feitos conquistados, avisa: a missão do Vasco na Libertadores do ano que vem é extremamente difícil.
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, Rodrigo Caetano deixou claro que o sentimento não pode parar. Não apenas o de esperança, mas principalmente o de que é preciso dar um passo de cada vez. O dirigente falou que o mais importante é fazer o Vasco passar a ser frequentador assíduo da Libertadores para depois, sim, pensar no bicampeonato.
- O Vasco não se encontra numa situação financeira que permita formar uma equipe de ponta para conquistar a Libertadores e o Mundial. Esse é o sonho do torcedor e seria o ideal que isso ocorresse agora, mas algumas etapas precisariam ser cumpridas. A disputa em sequência vai permitir que o Vasco conquiste este título - disse.
Rodrigo Caetano durante entrevista (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)Rodrigo Caetano e a mensagem natalina em sua casa (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)
Olhando a campanha de 2011, é possível dizer que as metas foram atingidas?
As metas foram plenamente atingidas. O grande objetivo era, no mínimo, um título de expressão e uma vaga na Libertadores. Com a conquista da Copa do Brasil veio a vaga. Mas o mais legal foi que deixamos um grande legado para o futebol brasileiro. Mostramos que é possível um clube de tradição disputar todos os títulos. Com isso, resgatamos a autoestima dos vascaínos, que estava abalada. Hoje todos sentem orgulho do Vasco.
Enxerga os resultados da temporada como reflexo de um trabalho a longo prazo?
Quando falamos de 2011 geralmente ficamos restristos aos acontecimentos, mas tudo isso foi consequência do planejamento que começou em 2009. Este foi um ano que trouxe muito amadurecimento ao clube. Ficaram lições para que o Vasco não tenha de passar por novo momento de dificuldade. E esse modelo implementado deve permanecer independentemente de quem estiver no comando do clube.
E o reconhecimento por parte da torcida? Nas últimas semanas do campeonato você deu tantos autógrafos com as principais estrelas do elenco...
É algo totalmente inusitado. O fato que me chamou atenção quando se fala nisso aconteceu no fim de 2010. Houve uma manifestação de carinho muito forte por parte do torcedor para que eu continuasse. O torcedor entendeu que essa função é importante para o clube. Além disso ele lembra de quem atendeu a um convite em um momento difícil do clube. Hoje, olhando para trás, vejo que foi acertada a decisão de participar de tudo isso. Este carinho ainda vai além de São Januário. Acontece também nos lugares que eu frequento.
Se sente mais reconhecido agora do que na época em que jogava profissionalmente?
A ideia do Vasco é o Juninho continuar até se aposentar"
Rodrigo Caetano
Com certeza. Fui um jogador mediano, tive problemas de lesão que me impediram de ter mais destaque no cenário nacional. Mas, em contrapartida, me preparei mais cedo para fazer esta função. Além disso, ter vindo para o Rio de Janeiro e para o Vasco no momento certo me deu uma visibilidade grande. Foi uma decisão pessoal, mas encontrei uma grande equipe de trabalho. Além disso, recebi a autonomia necessária. De nada adianta contratar alguém que não tenha como implementar as suas ideias. E todo este sucesso é bom para a função. Faz com que outros profissionais surjam e até por isso nós criamos a associação de executivos do futebol.
E como foi essa sua preparação?
Quando eu era atleta já vislumbrava a necessidade de um elo entre os jogadores e o alto comando. Antigamente existia um dirigente amador e um supervisor. Precisava de um planejamento maior, alguém para centralizar. Fiz faculdade de administração e depois um MBA em gestão de futebol. Peguei as ferramentas que aprendi e adaptei para criar um método próprio.
O grande sucesso do Vasco veio mais rápido do que o planejado?
A gente estabeleceu como prazo em 2009 três anos para uma grande conquista. Ela veio este ano porque trabalhamos para isso. Agora vamos ter um outro desafio pela frente, que é a Copa Libertadores.
E como você vê o Vasco na Libertadores de 2012?
Rodrigo Caetano durante entrevista (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)Rodrigo Caetano e o filho Martin, de 4 anos
(Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)
Agora vejo com dificuldade uma campanha do Vasco em termos de título. Isto seria antecipar muitas etapas. O Vasco volta a disputar a Libertadores após 11 anos. É preciso conscientizar o torcedor de que pular etapas não é o ideal. O Vasco não se encontra numa situação financeira que permita formar uma equipe de ponta para conquistar a Libertadores e o Mundial. Esse é o sonho do torcedor e seria o ideal que isso ocorresse agora, mas algumas etapas precisariam ser cumpridas. A disputa em sequência vai permitir que o Vasco conquiste este título. O exemplo é o São Paulo, que participou da Libertadores por quase uma década e neste período levantou seus títulos. O Vasco retorna ao lugar onde esteve como protagonista, e espero ver no futuro o time disputando a Libertadores com chances reais de título. Por isso, a direção vai fazer tudo o que for possível para alcançar esse objetivo.
Você não acha que o torcedor não vai gostar de escutar isso?
Minha função só passa a ter êxito no momento que os papéis são bem definidos. O meu é montar o planejamento e ter a nítida noção das dificuldades financeiras que o clube enfrenta. Por exemplo, o Vasco ainda tem obrigações a cumprir relativas a 2011. Lógico que houve avanços, melhora na infraestrutura, mas ainda estamos no processo. Quem pode ter esse discurso são outras pessoas que têm esse papel. Acho também que é uma questão cultural. A maior parte dos torcedores prefere saber a verdade, mesmo que seja algo que não goste de ouvir. Acho que o reconhecimento dos vascaínos em relação a mim vem muito disso.
Como medir a importância desta sequência de participações?
Existe todo um ambiente em volta que o clube precisa estar por dentro. A Conmebol é o orgão máximo do futebol sul-americano e precisamos ter uma frequência de participações para que eles saibam quem somos. O Vasco fez isso na Sul-Americana com uma grande participação que terminou na eliminação possivelmente para o futuro campeão. Fora que a fórmula de disputa da Libertadores é outra. Hoje a fase de grupos conta com grandes clubes. Antigamente não era essim. Os critérios de arbitragem também são outros. Não estamos acostumados. A missão não é impossível, mas é muito difícil.
Como está a situação do técnico Ricardo Gomes? Vocês trabalham com algum tipo de prazo para o seu retorno?
Esse time mostrou que sabe competir, que não tem medo de vencer."
Rodrigo Caetano
Foi o que falei com o Roberto Dinamite e com o vice de futebol José Hamilton Mandarino. A continuidade do trabalho deve acontecer. O Cristóvão lidera o time e quando o Ricardo estiver recuperado, volta. O que acontece hoje é que nem o Cristóvão é o técnico principal e nem o Ricardo está fora do Vasco. Tudo isso deve continuar, não só pelos bons resultados, mas porque existe um entendimento por parte dos atletas. E isso faz com que não exista pressão pelo retorno do Ricardo. Ele volta quando estiver seguro.
E como irá acontecer durante a pré-temporada? O Ricardo poderá aparecer em alguns dias durante o período de treinos?
A nossa filosofia de trabalho está bem definida. Existe um conceito maior que independe da presença dele. O ideal seria que ele estivesse lá, mas não podemos exigir isso. Já tivemos exemplos de pré-temporada no qual tudo dá certo e um mês depois o projeto é desfeito em função dos resultados. Volto a dizer que a continuidade é uma questão de coerência. Hoje o Ricardo realiza fisioterapia fora de casa e leva uma vida quase normal. Estive com ele e já trocamos ideias de nomes e sugestões junto com o Cristóvão e com o preparador físico Rodrigo Poletto. Ele vai se sentir seguro para se aproximar, mas sem qualquer prazo.
O Vasco larga na frente dos concorrentes por ter uma base mantida?
Se formos fazer um exercício de projeção, percebemos que poderíamos iniciar o Carioca com praticamente a mesma equipe que disputou as últimas rodadas do Brasileiro. Quase toda a equipe tem vínculo com o clube. Se viabalizarmos reforços para as posições carentes vamos elevar e muito a qualidade do elenco. Esse time mostrou que sabe competir, que não tem medo de vencer.
E como andam as poucas pendências?
O Vasco se posicionou com o Bernardo. Falta apenas quitar a prioridade de compra. Nesta semana a gente define a renovação do Juninho. Com isso fica faltando a permanência ou não do Elton. A partir daí, os que permanecem continuam até no mínimo o fim da Libertadores. A janela de janeiro é a mais reduzida. O mercado europeu hoje não tem tanta supremacia assim. Não são todos os países que chegam com propostas tentadoras, até pelo contexto econômico atual. E internamente, o Vasco, com a vaga na Libertadores, se equivale aos outros clubes brasileiros. Para que sair do Vasco hoje? E alguns cumprem um ciclo. Fernando Prass, Fagner, Dedé, Romulo... Todos estes cumpriram uma trajetória que foi sair da Série B para a Libertadores.
Como vai o projeto para a renovação do Juninho?
Vamos ter essa noção na próxima quarta. O Juninho sabe da realidade do clube. Ele estava nervoso, mas passou por uma prova de fogo. Ele viu que o ambiente é favorável, teve uma resposta positiva por parte do torcedor e deu um retorno espetacular para o Vasco. Vamos passar por reuniões para avaliar, mas a ideia do Vasco é o Juninho continuar até se aposentar. E isso depende muito mais dele do que do clube, que vai buscar maneiras para que ele permaneça.
E os demais reforços?
Todo e qualquer tipo de avanço em negociações passa por reuniões. Temos alguns nomes, trocamos informações com a comissão técnica, mas primeiro precisamos estabelecer as possibilidades financeiras. Alguns podem chegar independentemente da capacidade de investimento. Outros não. Tudo que conseguimos até agora foi na base da superação e da criativdade. Agora precisamos entrar em outro patamar.
Você já disse que a semente foi plantada e que os ciclos podem se encerrar. Se você não continuar, sai frustrado por não estar no projeto Libertadores ou com sensação de dever cumprido?
A sensação é de dever cumprido. Frustrado eu sairia se não tivesse conquistado nada e nem ajudado a melhorar o clube. Hoje o Vasco está estabelecido, com uma metodologia de trabalho. A base está montada e, o mais importante, o clube tem ativos. Se por acaso a coisa apertar, o Vasco pode realizar a venda de dois ou três atletas e equilibrar as finanças. Segundo uma pesquisa, o Vasco é hoje o quarto clube em termos de valor ativo. Se por acaso eu sair, encaro de outra forma e cito o Grêmio como exemplo. Deixei o clube vice-campeão do Brasileiro de 2008 para vir ao Vasco na Série B.