domingo, 20 de maio de 2012

Em semana decisiva, Vasco chega a dois meses de salários atrasados

Diretoria lembra que outros pagamentos aos jogadores vêm sendo efetuados e espera quitar dívida até o fim de maio

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
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Alecsandro na partida do Vasco contra o Corinthians (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)Vasco enfrentou o Corinthians com patrocínios
pontuais (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)
Neste domingo, quando inicia sua trajetória no Campeonato Brasileiro, o Vasco completa dois meses de salários atrasados. No dia 20 – data estabelecida como a de vencimento para o pagamento da folha –, o clube novamente não conseguiu cumprir o compromisso de quitar a dívida, que é relativa aos meses de março e abril.
A diretoria tem a consciência da importância de resolver a situação o mais rapidamente possível. Afinal, nesta quarta-feira o Vasco decide sua permanência na Libertadores enfrentando o Corinthians, no Pacaembu, pelas quartas de final. No entanto, o clube vem conseguindo amenizar a situação colocando em dia outros pagamentos, como as premiações referentes à campanha do Brasileirão do ano passado.
- Temos conversado com os jogadores, que compreendem a realidade do clube. Nossa ideia é quitar toda a pendência referente a salários até o fim deste mês de maio - afirmou o vice de futebol José Hamilton Mandarino.
O Vasco fechou três contratos de patrocínio para as duas partidas contra o Corinthians. No entanto, a renda será destinada ao cumprimento de outros compromissos, e um deles pode ser a dívida relativa aos direitos de imagem de alguns jogadores. Além disso, o clube recebe semestralmente as cotas de patrocínio da Eletrobras, e, ainda assim, por meio de um dispositivo judicial. No entanto, o pagamento não está previsto para o próximo mês.

Romário entra com ação pedindo penhora das receitas do Vasco

Clube diz que não há comprovação de que o clube deve os R$ 52 milhões exigidos pelo craque

Por Thiago Fernandes Rio de Janeiro
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A estátua de Romário atrás do gol de São Januário sempre foi alvo de polêmica entre os torcedores do Vasco. Alguns acreditam ser boa a homenagem, enquanto outros pensam que seria mais relevante reverenciar outros craques. No dia do jogo dedespedida de Edmundo, as arquibancadas pediram uma estátua para o Animal e gritaram para derrubar a já existente, chamando o ex-camisa 11 de anão. Esse coro pode aumentar ainda mais a partir de agora, depois que o agora deputado entrou na Justiça cobrando uma dívida de R$ 52 milhões referentes ao tempo em que defendeu o time da Colina. Caso o clube não pague, pede a penhora de suas receitas, o que inclui bilheteria das partidas e receitas com patrocínios.
Romário alega que emprestou dinheiro ao clube e tem como prova disso uma confissão de dívida assinada pelo então presidente Eurico Miranda. O Vasco, entretanto, diz que esses empréstimos não estão registrados na contabilidade oficial do clube e que, por isso, não tem o que pagar ao craque já que a confissão de dívida não prova que ela realmente existe.
- O Romário cobra essa dívida, mas não estamos preocupados. Ele diz que o Vasco deve a ele, mas ele tem que provar essa dívida. Não tem nenhuma prova na contabilidade do clube dizendo que entrou um empréstimo dele. Ele não pode chegar e dizer que era amiguinho do ex-presidente e, por isso, emprestou dinheiro. Vamos fazer a defesa de maneira natural. Ele que tem que provar que devemos - explica o vice jurídico do Vasco, Aníbal Rouxinol.
O Vasco tem em seu poder comprovantes de pagamento a Romário das dívidas reconhecidas pelo clube. É baseado nisso que a diretoria vai fazer sua defesa para evitar penhoras de suas verbas. O otimismo é grande.
- A gente sabe que ele que tem que comprovar que a gente deve. Estamos conscientes de que não há dívida com ele. Não vai haver penhora até que o juiz decida em última instância que ele está certo. O Romário vive às voltas com a questão de pensão para as ex-mulheres. Já está sempre fugindo de penhoras. Não tenho como dizer qual o veredicto que o juiz vai dar, mas esse é um processo que pode se arrastar por anos com um contestando os argumentos do outro.
O GLOBOESPORTE.COM tentou entrar em contato com o ex-jogador, mas não obteve sucesso. Segundo sua assessoria, o craque está no Espírito Santo para compromissos profissionais e não responde às ligações.
Figueirense vence Náutico por 2 a 1 com gol de Caio nos acréscimos
Visitantes seguram empate até os 48 minutos do segundo tempo, mas luta dos donos da casa é premiada no último lance da partida
 
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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Figueirense e Náutico entraram em campo com um objetivo em comum: apagar a má impressão deixada em seus respectivos campeonatos estaduais. E quem levou a melhor foi o time de Santa Catarina, que venceu por 2 a 1 com um gol de Caio, ex-Botafogo, aos 48 minutos do segundo tempo. Os donos da casa saíram na frente com Fernandes. O Timbu descontou com Araújo, de pênalti.

Poucos torcedores compareceram ao estádio Orlando Scarpelli - talvez por conta da forte chuva que caía em Florianópolis ou por estarem desanimados com a derrota do Figueirense na final do Catarinense para o Avaí. Com menos pressão nas arquibancadas, o Timbu conseguiu segurar o ímpeto dos donos da casa no primeiro tempo. Na etapa complementar, o Figueira foi um pouco melhor e conseguiu furar a retranca imposta pelo técnico Alexandre Gallo, que lamentou muito o ponto perdido no lance final.

- Esse é o tipo da derrota que machuca. O jogo já tinha praticamente acabado quando o Figueirense fez o gol.
Do outro lado, Caio teve de se segurar para não chorar:
- Tenho que agradecer o Figueirense pela oportunidade, minha família, que está sempre comigo, e meus companheiros, que sempre apostaram em mim desde que cheguei. Estou emocionado, o gol vai para eles - comentou.
Na próxima rodada, o Figureinse jogará fora de casa contra o Fluminense no dia 27, às 18h30m, no Engenhão. O Náutico jogará um dia antes, no sábado, contra o Cruzeiro. A partida será no estádio dos Aflitos, no Recife, às 21h.
Ramon Náutico x Figueirense (Foto: Antônio Carlos Mafalda / Ag. Estado)Figueirense e Náutico fizeram um jogo de pouca técnica (Foto: Antônio Carlos Mafalda / Ag. Estado)
Chuva e pouca inspiração em campo

Precisando dar uma satisfação à torcida após perder o Campeonato Catarinense para o Avaí, depois de vencer dois turnos no Estadual, o Figueirense tomou a iniciativa do jogo. Aos três minutos, os donos da casa já assustava com Guilherme Santos. Ele avançou pela esquerda e mandou a bola para o gol, exigindo que o goleiro Gideão entrasse em ação.

Depois desse lance, o jogo caiu de produtividade e outro momento de perigo só veior aos 13 minutos. Roni, pela equipe do Figueirense, se livrou de diversos marcadores do Náutico, invadiu a área e mandou um torpedo que passou ao lado direito de Gideão.

O Náutico, por sua vez, adotou uma postura mais recuada e mostrou uma falta de entrosamento entre os jogadores que disputaram o Pernambucano e os atletas contratados para a Série A. Uma das melhores chances do Timbu ocorreu aos 25 minutos, com Souza em uma cobrança de falta. O goleiro Wilson espalmou a bola para escanteio.

Souza voltou a assustar ao 29 minutos em nova cobrança de falta, mas dessa vez a bola passou por cima do travessão de Wilson. A tática do Náutico de jogar praticamente nos contra-ataques também incluiu chutes de fora da área. Ramon e Auremir tentaram se valer do gramado molhado para arriscar chutes de longa distância, mas sem maiores perigos.

Ligeiramente mais ofensivo que o Náutico, o Figueirense voltou a atacar nos dez minutos finais da etapa inicial. Aos 36 minutos, Roni chutou a gol e a bola passou por cima do gol de Gideão. Aos 45 minutos, foi a vez de Túlio tentar carimbar a meta alvirrubra, no entanto a bola desviou na zaga e foi para escanteio. Com as equipes pouco inspiradas, o primeiro tempo terminou 0 a 0 e com três cartões amarelos - Souza e Márcio Rosário (pelos visitantes) e Caio (pelos donos da casa).

Pênalti e gol nos acréscimos

Para o segundo tempo, o Náutico entrou com uma mudança. O técnico Alexandre Gallo sacou o estreante Cleverson para promover a entrada de outro estreante: Lúcio. E foi o Timbu quem primeiro chegou com perigo ainda no minuto inicial. Araújo saiu na cara do gol e chutou à esquerda, quase pegando o goleiro Wilson de surpresa.

A resposta do Figueirense não demorou a surgir e logo Túlio já obrigava Gideão a mostrar serviço à frente do gol alvirrubro. Depois desse lance, o Náutico se encolheu em campo e abriu mais espaço para o Figueirense atacar. Nem mesmo a saída de Souza para a entrada de Glaydson melhorou a posse de bola para os visitantes.
O Figueirense também mudou peças com a saída de Luiz Fernando para a entrada de Fernandes. A troca deu mais ânimo e aos 15 minutos o Figueira desperdiçava mais uma oportunidade de gol com Toró. Três minutos depois foi a vez de Roni mandar a bola à direita do goleiro Gideão.

Com uma postura bastante defensiva, o Náutico abriu mão de atacar e começou a atrair o Figueirense para dentro de seu campo. Dos 20 aos 24 minutos, o Figueira teve três ótimas oportunidades de abrir o placar com Caio e Yago. O Timbu teve um lampejo ofensivo poucos minutos depois com o atacante Araújo, livre, mas ele tocou fraco na saída do goleiro.

O castigo não tardou a surgir. Aos 31 minutos, Fernandes se livrou da marcação dos zagueiros e chutou no canto direito do goleiro Gideão. A torcida do Figueirense, no entanto, não teve muito tempo de comemorar. Aos 33 minutos, Sandro cometeu pênalti em Ronaldo Alves e na cobrança Araújo empatou a partida.

Aos 38 minutos, o árbitro viu mão na bola do zagueiro Márcio Rosário, que já tinha cartão amarelo, e expulsou o jogador. Com um  a menos em campo, o Náutico ainda teve a chance de virar o placar aos 43 minutos com Araújo, o melhor jogador em campo pelo Alvirrubro. Mas o Figueirense não estava satisfeito e se lançou com tudo ao ataque nos minutos finais. Roni perdeu boa chance aos 45. Pouco depois, o goleiro Wilson chegou a ir para a área tentar cabecear. O clima era de decisão. E a bola decisiva foi a última do jogo, aos 48 minutos e 50 segundos. Caio completou um cruzamento e Gideão fez ótima defesa. O rebote, porém, sobrou nos pés do próprio Caio, que tocou para o gol vazio: festa dos catarinenses que enfrentaram chuva, desespero de Gallo e seus comandados.
Pouco para os dois: Sport e Fla empatam na estreia no Brasileirão
Leão sai na frente, joga melhor a maior parte do tempo, mas não segura a vantagem. Após férias forçadas, cariocas jogam mal, mas pontuam 
 
 
A CRÔNICA
por Richard Souza
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No reencontro com a Primeira Divisão depois de dois anos, o Sport queria mais. Vinte e sete dias após as eliminações na Libertadores e no Carioca, o Flamengo precisava dar uma resposta aos torcedores. Nem lá, nem cá. Neste sábado, os clubes rubro-negros estrearam com um empate por 1 a 1 no Campeonato Brasileiro. Na Ilha do Retiro, no Recife, os gols só saíram no segundo tempo: Marquinhos Gabriel abriu o placar para o Leão, e Vagner Love empatou para os cariocas. Os pernambucanos foram melhores na maior parte do jogo, mas não souberam segurar a vantagem e aproveitar a empolgação da torcida. Foram 28.636 presentes, e renda de R$ 606.770.
Apesar de voltar ao Rio com um ponto na bagagem, o time de Joel Santana ficou devendo na estreia. E poderia ter sido pior, se não fosse a ótima atuação do goleiro Paulo Victor, sobretudo na primeira etapa. O tempo livre, sem um joguinho sequer no período de quase um mês, não foi suficiente para corrigir erros cometidos no primeiro semestre. A primeira impressão deixa claro: há muito trabalho a fazer. Apagado em campo, Ronaldinho ficou satisfeito com o resultado e gostou da participação de Deivid, que entrou na segunda etapa:
- Com a entrada do Deivid, tivemos a oportunidade de criar mais chances. Estamos felizes porque foi um empate fora de casa. Temos que ajeitar a forma de jogar e dar moral aos garotos que estão chegando - disse R10 à Rádio Globo.
Autor do gol do Sport e jogador que mais finalizou na partida, Marquinhos Gabriel achou que a equipe recuou depois de abrir vantagem, mas viu com bons olhos o resultado final.
- Foi um jogão, era lá e cá. Nós nos retraímos no segundo tempo, mas valeu pelo empate, por enfrentarmos uma grande equipe - afirmou.

Na segunda rodada, o Flamengo recebe o Inter, sábado, às 18h30m, no Engenhão. No dia seguinte, o Sport visita o Santos na Vila Belmiro, às 16h.
Se não fosse Paulo Victor...
Um ano que teima em não terminar para Sport e Flamengo. É 1987. Seja no Recife, seja no Rio, sempre que os rubro-negros se enfrentam a polêmica dá as caras. Neste sábado, a chance de provocar foi dos torcedores do Leão. Durante o aquecimento da equipe carioca, o locutor do sistema de som da Ilha do Retiro berrou repetidas vezes que o clube pernambucano é o campeão brasileiro daquela temporada, como reconhece a CBF. Na entrada do time em campo, uma das torcidas organizadas exibiu uma faixa com números e letras garrafais: ‘87 é nosso’.
O primeiro tempo foi do Sport. Não chegou a ser uma superioridade gritante, mas os donos da casa fizeram mais pressão, chutaram mais vezes (sete finalizações contra três do adversário), se apresentaram mais dispostos. Foram pelo menos cinco ótimas oportunidades a partir dos 20 minutos. Não fosse Paulo Victor, substituto de Felipe, o placar não teria ficado em branco. O goleiro foi seguro e fez grandes defesas. Parou, em sequência, Marquinhos, Edcarlos e Thiaguinho. Este último num lance que começou com uma cobrança de falta ruim de R10. O atacante armou um contra-ataque para o adversário e não ajudou na marcação.
Vagner Love Flamengo x Sport (Foto: André Chaco / Vipcomm)Vagner Love tenta dominar a bola, vigiado por Edcarlos (Foto: André Chaco / Vipcomm)
A proteção dos zagueiros Welinton e Marcos González e do volante Rômulo, quase um terceiro defensor, falhou. Na esquerda, Magal não conseguiu marcar as subidas de Moacir. O Flamengo teve mais posse de bola (52% contra 48%), mas na maioria do tempo não soube o que fazer com ela. Um meio-campo sem criatividade, lento e pouco objetivo travou as jogadas ofensivas. Bottinelli e Kleberson não foram bem. Na frente, Ronaldinho Gaúcho e Vagner Love se movimentaram, mas foram marcados sem dificuldades por Bruno Aguiar e Edcarlos. Love se enroscou tanto com os defensores que chegou a acertar uma cotovelada em Tobi, que sofreu um corte no rosto.

Antes da pressão do Sport, o time de Joel Santana só havia levado perigo aos 14 minutos, numa cobrança de falta de longe de R10 que passou perto do ângulo esquerdo de Magrão. Depois disso, só voltou a assustar no fim da primeira etapa. Após rápida cobrança de falta, Kleberson ficou livre para marcar, mas o goleiro fez bela defesa.

Leão abre vantagem, mas Fla responde

Reencontrar o torcedor na Primeira Divisão depois de dois longos anos fez bem ao Sport. Empurrado por uma Ilha do Retiro empolgada, o Leão foi à caça. Voltou para o segundo tempo pronto para decidir, tomar conta do campo e do jogo. O problema era vencer Paulo Victor. Em grande forma, o goleiro impediu que Marquinhos Gabriel marcasse. Aos nove, a cobrança de falta saiu forte e rasteira, mas PV caiu no cantinho esquerdo para espalmar. Pouco depois, aos 12, não houve chance. Moacir recebeu lançamento pela direita, passou por Magal sem dificuldades e chutou cruzado. A bola bateu em Léo Moura e voltou para o meio da área. Livre, Marquinhos Gabriel acertou o ângulo direito de Paulo Victor. Ilha do Retiro aos pulos: 1 a 0.
Os técnicos mexeram nas equipes. O interino Gustavo Bueno - Vagner Mancini assume nesta segunda-feira -, tirou Thiaguinho e Naldinho para as entradas de Renê e Diogo. Joel, que já havia trocado Rômulo (com câimbras) pelo estreante Amaral no intervalo, lançou Deivid no lugar de Bottinelli. O Sport seguiu na pressão e assustou na bola parada, mas por pouco não sofreu o empate, aos 20. Acionado por Deivid, Vagner Love ficou de frente para Magrão, mas tirou do goleiro e do gol. Chance incrível desperdiçada.
O erro do Artilheiro do Amor marcou o despertar do Flamengo. O time passou a ser mais agressivo, Léo Moura e Magal subiram para apoiar, e Deivid deu mais volume ao ataque. Aos 28, Kleberson encontrou Love entre Edcarlos e Tobi e conseguiu uma assistência precisa. O goleador não jogou a segunda chance fora. Toque na saída de Magrão, empate do Flamengo.

Algumas boas investidas ainda deram esperança aos flamenguistas que foram à Ilha de ver uma vitória na estreia, mas a zaga leonina soube se defender. A última grande chance, no entanto, foi do Sport, aos 44 minutos. Renê recebeu pela esquerda e cruzou na área. A bola passou por todo mundo e caiu nos pés de Moacir. O lateral cruzou, Welinton tentou afastar e bateu de joelho na bola, que tocou no travessão. As férias forçadas acabaram, mas o Deus-nos-acuda do Fla continua. Para o Leão, uma volta com disposição à elite.  

Cortez mostra carinho pelo Botafogo, mas aposta em vitória do São Paulo

Em seis meses no time carioca, lateral se destacou, chegou à Seleção Brasileira e, em janeiro deste ano, custou R$ 7 milhões ao Tricolor

Por Marcelo Prado e Diogo Venturelli São Paulo
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Quem analisa o São Paulo de Emerson Leão vê em Lucas e Luis Fabiano os atletas de maior qualidade. Porém, em termos de regularidade, o lateral-esquerdo Cortez é um dos mais eficientes. Dos oito reforços do Tricolor para 2012, ele é, sem dúvida, o que melhor tem jogado. A ponto de, mesmo com a equipe tendo sido eliminada na semifinal do Campeonato Paulista, ter sido eleito o melhor jogador de sua posição no estadual.
Neste domingo, o lateral-esquerdo, de 25 anos, viverá uma emoção especial na carreira. Voltará ao palco que o revelou para o futebol brasileiro e enfrentará o Botafogo, a equipe que lhe deu projeção e que, inclusive, rendeu a primeira convocação para a Seleção Brasileira, para o duelo contra a Argentina, pelo Superclássico das Américas. À vontade com a camisa 6 do São Paulo, Cortez não esconde o carinho que sente pelo time carioca, adversário deste domingo, a partir de 16h (de Brasília), no Engenhão, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro.
– Foi um passagem rápida, mas que me marcou muito. Agradeço ao presidente Maurício Assumpção, ao vice de futebol, André Silva e ao gerente Anderson Barros, que foram até Nova Iguaçu me buscar. Quando a bola rolar, é cada um para o seu lado. Mas, antes, farei questão de dar um abraço nos meus amigos que fiz lá. O Botafogo foi uma família para mim – afirmou Cortez, em seu apartamento, na Zona Oeste de São Paulo.
Cortez (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)Cortez, em seu apartamento em São Paulo, com as camisas de Tricolor e Botafogo (Foto: Marcelo Prado)
Cortez chegou ao Botafogo após o Campeonato Carioca do ano passado, competição na qual defendeu o Nova Iguaçu. Com seu jeito humilde e brincalhão, rapidamente se adaptou e se tornou um dos destaques do time. Apesar de a equipe não ter alcançado seus objetivos (título ou vaga na Taça Libertadores da América), ele acabou eleito o melhor jogador de sua posição no Campeonato Brasileiro.
Tenho um respeito muito grande e não vou festejar em campo. É uma maneira de agradecer tudo  que o Botafogo fez por mim"
Cortez
Em janeiro, como parte de uma grande reformulação em seu elenco, o São Paulo abriu o cofre e desembolsou R$ 7 milhões para contratar o jogador, que rapidamente caiu nas graças do torcedor.
– Tudo que sou hoje devo a Deus e ao Botafogo, que acreditou em mim. Foi lá que consegui mostrar serviço na Seleção Brasileira. Tenho muitos amigos lá. Cidinho, Lucas Zen, Jefferson. Falo com o Elkesson quase todos os dias. Antes do jogo, vai ser bacana reencontrar o Bruno, podólogo da equipe, que me dava carona todos os dias, já que não tinha condições de comprar um carro. Será um dia especial e que espero que termine com a vitória do São Paulo – disse.
O defensor ainda luta para marcar seu primeiro gol pela equipe do Morumbi. Se isso ocorrer no domingo, não haverá comemoração.
– Tenho um respeito muito grande e não vou festejar em campo. É uma maneira de agradecer tudo o que o Botafogo fez por mim.
O lateral do Tricolor não acredita que o time carioca entrará em campo abalado pelos recentes insucessos no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil.
– Não é porque o time perdeu dois ou três jogos que deixou de ter qualidade. O Botafogo tem uma grande equipe e um grande treinador, que é o professor Oswaldo de Oliveira. Tenho certeza de que o São Paulo terá muitas dificuldades. Mas confio no nosso grupo, já mostramos onde podemos chegar e vamos com tudo em busca do resultado positivo – ressaltou.
Para fechar, Cortez diz que o time entrará concentrado em campo, apesar de ter a decisão contra o Goiás, na próxima quarta-feira, que vale uma vaga na semifinal da Copa do Brasil.
– É hora de mudar o foco. O Leão conversou com a gente sobre isso e disse que agora é o momento de pensar no Campeonato Brasileiro. Ele falou que é importante você arrancar bem para não ter de correr atrás do prejuízo depois – finalizou.
Cortez (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)Cortez posa com Luna, sua cadelinha de estimação (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)

Dono da festa: herói do Chelsea, Cech comemora título e aniversário

Principal responsável pela conquista dos Blues, goleiro completa 30 anos neste domingo com atuação decisiva como presente: ‘Não há nada melhor’

Por Cahê Mota Direto de Munique, Alemanha
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A multidão azul que promete receber o Chelsea para desfile nos arredores do Stamford Bridge, neste domingo, tem uma missão: cantar parabéns para Petr Cech. Como se não bastasse ter sido um dos principais responsáveis pelo tão esperado título da Liga dos Campeões da Europa, conquistado com vitória por 4 a 3 nos pênaltis – após 1 x 1 nos 120 minutos de bola rolando -, sobre o Bayern de Munique, na Allianz Arena, o goleiro tcheco completa 30 anos no dia do retorno a Londres para dividir com o torcedor dos Blues o presente mais esperado dos últimos oito anos: o troféu de campeão europeu.
- Estou muito satisfeito. É meu aniversário, e eu não podia receber um presente melhor. Defender um pênalti na prorrogação, mais dois na série decisiva e ainda ver seu time levar a Champions League. Certamente, não há nada melhor – definiu o goleiro.
Petr Cech do Chelsea Taça (Foto: Reuters)Petr Cech beija a taça da Liga dos Campeões: presente de aniversário (Foto: Reuters)

Robben, na prorrogação, Olic e Schweinsteiger foram as vítimas de Cech, que comentou ainda o fim do tabu azul na competição. Acostumado a montar elencos milionários desde que Roman Abramovich comprou o clube, em 2003, o Chelsea chegou a seis semifinais nos últimos nove anos, mas foi justamente quando foi apontado como azarão que ficou com o título, conforme analisou o goleiro.
- Parece que estava escrito. Em muitos anos fomos muito bem na Premier League, mas não conseguíamos sucesso na Champions. Dessa vez, tudo deu errado na liga, ficamos em sexto, uma posição que nunca ficamos, mas vencemos a Champions League. Já tínhamos ganhado a FA Cup, e transformamos uma temporada em que por muitas vezes todos nos tinham como fora.
Drogba gol Chelsea (Foto: Reuters)Cech vibra com Drogba após o título (Foto: Reuters)
Cech lembrou, porém, que a desconfiança sobre o potencial da equipe foi um dos principais fatores de motivação para campanha de recuperação que praticamente chegou ao fim após a derrota por 3 a 1 para o Napoli, na Itália. O resultado, inclusive, causou a queda do treinador André Villas-Boas, o que dividiu claramente os rumos do time.
- Às vezes, as pessoas são contra o Chelsea. Todo mundo disse que não teríamos chance contra o Napoli depois da derrota na Itália. Depois, aconteceu o mesmo diante do Barcelona. Agora, diziam que não tínhamos chance porque o Bayern jogava em casa e tínhamos desfalques. Provamos que estavam todos errados.
O duelo com os italianos no jogo da volta, em Stamford Bridge, por sinal, foi apontado como o mais complicado pelo número 1. Com uma então incógnita Roberto Di Matteo no comando, só restava aos Blues vencerem por, no mínimo, dois gols de diferença. O triunfo veio por 4 a 1, com o último gol marcado por Ivanovic já na prorrogação.
- O momento mais difícil foi após o primeiro jogo contra o Napoli. Perdemos por 3 a 1 fora de casa, ninguém acreditava em nós e conseguimos jogar bem em casa e avançar. Depois, fizemos bons jogos contra o Benfica, jogos fantásticos contra o Barcelona e também contra o Bayern.
Vitória contra o Barça é exemplo para recuperação
Contra os alemães na decisão, o Chelsea viveu momentos de forte tensão, após Muller abrir o placar aos 37 minutos do segundo tempo. O retrospecto de viradas e vitórias improváveis na competição, por sua vez, fez com que Cech mantivesse a esperança.
Petr Cech pênalt Chelsea (Foto: Reuters)Goleiro voa para defender pênalti na final da Liga: atuação decisiva do camisa 1 (Foto: Reuters)
- Sofremos um gol em um péssimo momento, faltando oito minutos para o fim. Mas contra o Barcelona a situação também não era cômoda. Tínhamos um 2 a 0 contra, fora de casa, com um jogador a menos, e conseguimos a classificação. Sabíamos que tudo seria possível. Empatamos e quando defendi o pênalti do Robben realmente acreditei que conseguiríamos, independentemente do que acontecesse. Eles tiveram muitas chances e conseguimos nos defender.
O goleiro tcheco falou ainda sobre a exibição quase perfeita na decisão por pênaltis, quando acertou o lado de todas as cobranças e salvou duas, e confessou que a defesa na cobrança de Robben, ainda na prorrogação, foi preponderante para o desempenho minutos depois.
- O pênalti que eu defendi na prorrogação me deu muita confiança para a série decisiva. Eu quase peguei o primeiro (cobrado por Lahm). Toquei na bola, mas entrou. Cheguei perto no segundo, no terceiro, e consegui pegar os dois últimos. No último, minha maior preocupação era de que a bola não tocasse na trave e voltasse nas minhas costas. Felizmente, deu tudo certo.
Por fim, Cech foi objetivo ao responder se Di Matteo deveria ser efetivado no cargo em que ainda é visto como interino.
- Acho que ele fez o bastante para conquistar o emprego.
No Chelsea desde 2004, Cech já conquistou 12 títulos com a camisa azul: três ingleses, quatro copas da Inglaterra, duas copas da Liga, duas supercopas e o mais importante de todos: a Champions League.

Cigano, sobre possível duelo contra Jon Jones: 'Seria um grande desafio'

Após campeão meio-pesado cogitar subir de categoria, brasileiro diz que
luta só depende do UFC. E desconversa sobre enfrentar o amigo Pezão

Por SporTV.com Rio de Janeiro
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Jon Jones e Junior Cigano MMA (Foto: Reprodução Twitter)Jon Jones e Junior Cigano: luta futura pelo cinturão
peso-pesado do UFC? (Foto: Reprodução Twitter)
Atual dono do cinturão peso-pesado do UFC, Junior Cigano terá de lidar com algumas questões pontuais daqui adiante. Primeiro, claro, vai tentar defender na noite deste sábado, contra Frank Mir, no UFC 146, o título conquistado no fim do ano passado. O americano é carrasco do companheiro de equipe, amigo e ídolo Rodrigo Minotauro, de quem já ganhou duas vezes. Vingança? Cigano descarta. O que ele não deixa de considerar é uma possível luta contra o fenômeno e campeão dos meio-pesados Jon Jones, que vem cogitando subir de categoria em um futuro próximo.
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- Eu nunca escolhi oponente, e não pretendo escolher. Caso o UFC case essa luta, ela vai acontecer. (...) Sempre considero a minha próxima luta a mais difícil, independente do oponente. Ele (Jon Jones) é um grande talento como lutador, e seria sim um grande desafio. Mas eu prefiro como está: ele campeão dos meio-pesados, e eu campeão dos pesados - disse, em entrevista exclusiva ao SPORTV.COM.
Cigano já disse diversas vezes que jamais enfrentaria Minotauro. Mas outro ponto interessante gira em torno de mais um companheiro de time que atua na divisão até 120kg do Ultimate: Antônio Pezão, que vai lutar no co-evento principal em Las Vegas contra o americano Cain Velásquez, campeão até ser nocauteado pelo catarinense radicado na Bahia. Sobre isso, ele desconversou:
mma junior cigano cinturão (Foto: Reprodução / Facebook)Cigano na intimidade: ele não desgruda do cinturão nem na frente da TV (Foto: Reprodução / Facebook)
- Não quero lutar contra meus amigos. O Pezão é um deles. Gosto muito dele, ele é uma pessoa realmente muito boa. (...) Não sabemos o que pode acontecer, mas questões do futuro são para serem resolvidas no futuro. Vamos nos ater aos acontecimentos, e não às previsões.
O campeão se disse chateado com a troca de adversário apenas um mês antes da luta: ele inicialmente estava escalado para enfrentar o holandês Alistair Overeem, que foi pego no exame antidoping por ter apresentado uma razão entre testosterona e epitestosterona no sangue muito acima do normal. E o criticou indiretamente, dizendo que nunca precisou fazer uso de substâncias proibidas. A íntegra da entrevista pode ser conferida a seguir:
SPORTV.COM: Qual pressão é maior: para conquistar o cinturão ou para defendê-lo?
JUNIOR CIGANO: Acho que a pressão é a mesma. Sempre quero mostrar o meu melhor aos meus fãs. Quero ter a satisfação de saber que todo o esforço dos meus treinos, toda a minha dedicação, tudo rendeu. Então, quando chega o momento da luta, eu peço a Deus que eu possa ter a oportunidade de mostrar tudo o que consigo fazer, e eu peço proteção para mim e também para o meu oponente.
mma junior cigano  (Foto: Reprodução / Facebook)Cigano, no fim de 2011, em treino de jiu-jítsu com
Ramon Lemos (Foto: Reprodução / Facebook)
Mudou alguma coisa na preparação para esta próxima luta?
Não mudou muita coisa, não. Continuo com os meus treinos liderados pelo professor Dórea, continuo fazendo preparação física com o André Piccoli. Meus parceiros de sparring seguem sendo os mesmos lá da Champion, e alguns de fora. Mas, fora isso, não teve muita mudança. Eu gosto muito da minha equipe, gosto de fazer meu camp em casa, em Salvador, então mantivemos assim. O segredo é o treino duro, e isso nós temos bastante aqui na Champion.
Alistair Overeem foi pego no antidoping. Como você recebeu a notícia de que ele estava fora do evento?
Eu acho chata a troca de oponente. Afeta muitas pessoas, sabe? A mim, ao Frank Mir, ao Cain, ao Pezão, ao Roy Nelson... Praticamente todos os atletas desse card tiveram troca de seus oponentes, e isso é muito chato, pois nós traçamos nossas estratégias e nossos treinos baseados nos oponentes. Nossos parceiros de sparring precisam simular o estilo de luta do oponente, então essa mudança tão perto da data da luta realmente impacta muita coisa para os atletas. Pegue o meu caso como um exemplo: eu estava treinando para um adversário destro, com a trocação forte. Agora o meu oponente é canhoto, com o chão forte. Muda bastante coisa. Acho chato também com os outros profissionais, inclusive os profissionais do próprio UFC, que precisam trocar um monte de coisas relacionadas à promoção da luta. É uma pena que tenha acontecido tudo isso.
MMA Cigano x Overeem  (Foto: Reprodução UFC)Overeem era o rival inicial (Foto: Reprodução UFC)
O que você pensa do Overeem como atleta profissional? O que acha da conduta dele?
Lutando, ele é um grande atleta. Já fez grandes lutas e tem muita habilidade. Eu não comento a conduta dos outros. Cada um sabe o que faz. Eu sei de mim e posso falar de mim apenas. Eu sou um profissional, eu acredito na dedicação ao meu esporte, o MMA, e tenho orgulho de dizer que nunca usei nenhum artifício para melhorar o meu desempenho. Eu treino muito, me esforço muito, abdico de muitas coisas, cuido bem do meu corpo e da minha saúde. Eu sou contra o uso de substâncias como anabolizantes ou esteroides, e sou a favor de um controle antidoping mais rígido dentro do esporte.
Você já era amplamente favorito nas casas de aposta contra o Overeem, e manteve isso contra o Frank Mir. Você atribui esse fato a quê?
Eu acho que é pelos bons resultados que venho tendo. Eu estou ali para ganhar. Quando lutei contra o Cain Velásquez, todos diziam que eu ia perder. Outros atletas apontaram o Cain como favorito, bem como as casas de aposta. Eu não prestei atenção naquilo tudo, sei da minha capacidade, acredito em mim. Agora estão dizendo que eu sou o favorito. Mas a verdade é que aqui, na categoria dos pesos-pesados, não existe oponente fácil. Não existe vitória certa. Em uma luta, tudo pode acontecer. Então eu não fico prestando atenção nessas coisas. Eu presto atenção nos meus treinos, nas minhas metas, na minha estratégia, e eu mantenho meu foco em tudo o que sei que posso fazer, em tudo do que sei ser capaz.
Em duas lutas, o Mir conseguiu ser o primeiro a nocautear e o primeiro a finalizar o Minotauro. Na última, ainda quebrou o braço dele. Como você reagiu àquele momento da fratura?
Foi um momento difícil para mim, difícil de assistir. Para mim, ele estava com aquela luta ganha já, o nocaute estava nas mãos dele. Foi algo que me frustrou muito. Agora, estou na torcida para o retorno dele. Em breve o Minotauro estará de volta aos octógonos, trazendo mais superação e mais uma vitória para todos nós.
Junior Cigano volta a treinar ao laod dos irmãos Nogueira (Foto: Divulgação/Team Nogueira)Com os irmãos Nogueira, Minotauro e Minotouro: amigos e ídolos (Foto: Divulgação / Team Nogueira)
Como pupilo, sente uma pontinha de vingança no ar?
Nada disso. O Minotauro em breve estará de volta, e ele mesmo cuida disso se ele quiser. Eu estou ali dentro para defender o meu título e manter esse cinturão aqui no Brasil. Quero ser o campeão por muito tempo ainda, essa é a minha motivação para estar lá dentro.
Contra o Cain Velásquez, que também já havia vencido o Minotauro, o sentimento foi diferente?
Não. Eu luto para vencer, para mostrar a minha superioridade como atleta de MMA. Não luto por vingança, não luto por raiva, não luto por sentimento ruim.
mma junior cigano  (Foto: Reprodução / Facebook)Na banheira de gelo (Foto: Reprodução / Facebook)
O Mir tem um jiu-jítsu poderoso, mas tem falhas em pé. Acha que se sentiria confortável caso a luta vá para o chão?
Eu sou profisional, lutador de MMA, e estarei pronto para lutar em qualquer lugar, em pé ou no chão. E que vença o melhor.
Clique aqui e assista a vídeos de lutas
Você é o quarto colocado no ranking peso-por-peso do Combate, atrás de Anderson Silva, Jon Jones e José Aldo. Onde você acha que pode chegar?
Eu acho que ainda sou novo, tenho muito chão pela frente como lutador. Pretendo dar o melhor de mim para continuar com o meu cinturão por muito tempo. Mas é uma honra poder ocupar uma posição próxima desses grandes atletas.
Jon Jones cogitou subir para a categoria dos pesados em breve. Você o enfrentaria sem problemas?
Eu nunca escolhi oponente, e não pretendo escolher. Caso o UFC case essa luta, ela vai acontecer.
Qual seria o tamanho desse desafio contra Jones, considerado por muitos o maior nome do MMA na atualidade?
Sempre considero a minha próxima luta a mais difícil, independente do oponente. Ele é um grande talento como lutador, e seria, sim, um grande desafio. Mas eu prefiro como está: ele campeão dos meio-pesados, e eu campeão dos pesados.
Além de Mir, Velásquez e talvez Overeem, enxerga algum lutador que possa chegar à disputa de cinturão peso-pesado em um futuro próximo?
Com certeza têm muitos outros lutadores que podem chegar lá. Nossa categoria está muito boa, e também é uma categoria muito perigosa e que exige muita atenção.
Junior Cigano e Antonio Pezão (Foto: Reprodução / Twitter)Junior Cigano e Antônio Pezão: amigos podem vir
a lutar pelo cinturão (Foto: Reprodução / Twitter)
O Pezão está crescendo na divisão e faz parte da mesma equipe que você. Qual o seu nível de proximidade com ele? Na sua cabeça, uma luta entre vocês é possível?
Não quero lutar contra meus amigos. O Pezão é um deles. Gosto muito dele, ele é uma pessoa realmente muito boa.
Então, enquanto você for o campeão, o Pezão terá de se contentar em ficar longe do título?
Não sabemos o que pode acontecer, mas questões do futuro são para ser resolvidas no futuro. Vamos nos ater aos acontecimentos, e não às previsões.
Para você, quem é o maior lutador de MMA da atualidade? Por quê?
Anderson Silva. Pelos resultados alcançados e pela habilidade demonstrada dentro do octógono.
O UFC 146, que terá o duelo entre Junior Cigano e Frank Mir como atração principal, será transmitido ao vivo pelo canal Combate neste sábado, a partir das 20h45m (horário de Brasília). O SPORTV.COM, como sempre, vai acompanhar tudo em Tempo Real. Não perca!

Vilão do Bayern, Robben reconhece sua culpa: ‘Foi um pênalti horrível’

‘Não consigo descrever em palavras como me sinto’, afirma atacante holandês

Por GLOBOESPORTE.COM Munique, Alemanha
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Vilão do Bayern de Munique na decisão da Liga dos Campeões, o atacante Arjen Robben não escondeu sua frustração com o revés para o Chelsea. O jogador holandês, que perdeu um pênalti nos minutos finais do tempo regulamentar – quando o jogo estava 1 a 1 – disse que passou uma noite horrível.
- Não consigo descrever em palavras como me sinto. Por duas ou três vezes senti que tinha a taça nas mãos – disse Robben, citado pelo jornal “Daily Mirror”.
O jogador, que foi consolado pela esposa Bernadien em um almoço entre os jogadores do Bayern (fotos mais abaixo), explicou o fatídico pênalti desperdiçado por ele.
- Não foi uma boa cobrança. Queria chutar forte e no alto, mas ela não subiu. Foi um pênalti horrível.
Robben com a esposa na refeição do Bayern de Munique após a final da Liga (Foto: AP)Robben com a esposa em um restaurante de Munique na manhã deste domingo (Foto: AP)
O jogador agradeceu as palavras de apoio que recebeu do carrasco Drogba e do presidente da Uefa, Michel Platini, após a partida. Mas fez uma ressalva.
- Foi legal, mas não adiantou de nada. Eu queria o título – salientou Robben que, meses atrás, desperdiçou um pênalti numa derrota diante do Borussia Dortmund, resultado que praticamente deu o título do Campeonato Alemão ao rival.
Robben com a esposa no jantar do Bayern de Munique após a final da Liga (Foto: AP)Robben é consolado pela esposa (Foto: AP)

Ronco, lanche roubado e picadas de carrapato: as histórias da Ecomotion

Atletas passam por situações engraçadas, curiosas e enumeram todos os 'perrengues' na corrida de aventura realizada na Chapada dos Veadeiros

Por Bebel Clark Chapada dos Veadeiros, GO
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Pela privação de sono, Equipe Terra de Gigantes viu um boto durante a canoagem (Foto: Bebel Clark / Globoesporte.com)Pela privação de sono, membro da equipe 'Terra de
Gigantes' conta que viu um boto (Foto: Bebel Clark)
Nem só de momentos difíceis vive o atleta que participa de uma corrida de aventura como a Ecomotion/Pro 2012, prova disputada na Chapada dos Veadeiros (GO). Há também situações engraçadas e curiosas, contadas com bom humor pelos participantes. Marcos Rodrigo, conhecido como Nescau, da equipe “Eu Vou”, conta que ficou com dor de garganta de tanto roncar.
- Curtimos e demos muita risada. E, na hora de dormir, acabei estragando minha garganta com o tamanho do cansaço físico - disse Nescau.
A corredora Mabel Ramirez, da equipe “XK Pro Argentina”, coleciona folhas das árvores recolhidas das provas que participa. Já o apoio da “BMC Brasil Máquinas”, Wagner Amorim, tirou rapidamente de vista a comida que estava preparando na frigideira e teve o lanche roubado por uma galinha. Além disso, os atletas enfrentaram um problema: foram atacados por carrapatos durante a prova, de 585 km.
Misturas curiosas de comida fizeram parte da prova  (Foto: Bebel Clark / Globoesporte.com)Misturas curiosas de comida fizeram parte da prova
na Chapada dos Veadeiros (Foto: Bebel Clark)
Por causa da falta de sono, Philipe Campello e sua equipe “Terra de Gigantes” juram ter visto um boto no último trecho da canoagem. Os corredores da “Brasil Canoar” contam que viram uma casa com telhado laranja em um trecho do trekking. Mas a casa não passava de uma pedra. Já Xikito, da “QuasarLontra”, comeu, em uma das transições, a estranha mistura de arroz, feijão, carne, farinha e cubos de sorvete.
A atleta Marisa Sousa, da equipe “Brou Adventures”, diz que aprendeu com os espanhóis da “Columbia Vidaraid” a fazer macarrão instantâneo sem precisar de fogão ou microondas.
- Basta pega uma embalagem de plástico vedada, pôr o macarrão junto com água, fechar e colocar o saco dentro da bermuda. Durante o trekking, com o calor do corpo, o macarrão fica pronto.
A história mais engraçada foi de um atleta que pediu para usar o banheiro de uma casa durante o percurso, e não só fez xixi como também escovou os dentes com a escova do dono, já que estava há uns dias sem fazer tal higiene. Rindo, ainda complementou dizendo que a escova já estava bem gasta.
* A jornalista viaja a convite da organização do evento
Carrapatos deram trabalho para os participantes corrida (Foto: Bebel Clark / Globoesporte.com)Carrapatos deram trabalho para os participantes corrida de aventura (Foto: Bebel Clark / Globoesporte.com)

sábado, 19 de maio de 2012

Com reação no fim, Lokomotiv bate
Flamengo e conquista o Mundialito

Com gols de Gorchinskiy (2), Makarov (2), Shkarin e Daniel, equipe russa supera o Rubro-Negro por 6 a 4, na Arena Guarapiranga, em São Paulo

Por Ana Carolina Fontes São Paulo
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No dia em que tudo parecia conspirar a favor do Flamengo, com direito a uma atuação brilhante do craque Benjamin, que marcou três vezes, uma reviravolta no fim tirou o título dos cariocas. Com reação espetacular, o Lokomotiv venceu o Flamengo por 6 a 4, e sagrou-se campeão do segundo Mundialito de Clubes, neste sábado, na arena montada na Represa de Guarapiranga. Gorchinskiy (2), Makarov (2), Shkarin e Daniel anotaram os gols dos russos, enquanto Benjamin (3) e Bernardo descontaram para os brasileiros. (Assista no vídeo os gols da final)

- Participei da pré-temporada com o Rubro-negro, sou Flamengo de coração, mas caí no draft no Lokomotiv. Fui profissional e fiz o meu papel. Ser campeão é uma emoção muito grande - comentou Daniel, o brasileiro do Lokomotiv.
O Flamengo foi o primeiro a balançar as redes na grande decisão. Mostrando muita habilidade e categoria, o craque Benjamin recebeu passe na área, girou, levantou a bola e aplicou uma linda bicicleta, sem chances para Sydorenko. Daniel respondeu com um chute forte de longe, obrigando Robertinho a se esticar para fazer a defesa. Numa falta duvidosa a favor dos russos, Gorchinskiy bateu muito bem e deixou tudo igual: 1 a 1. Mas não deu nem tempo de comemorar. Em mais uma bela jogada individual, o camisa 10, Benjamin, bateu rasteiro para colocar o Rubro-negro na frente do placar.
partida do Flamengo e Lokomotiv  pelo II Mundialito de Clubes de futebol de areia (Foto: William Lucas / Inovafoto)Flamengo larga na frente, mas equipe russa vira e fecha o placar em 6 a 4 (Foto: William Lucas / Inovafoto)
No início do segundo período, Shaykov arrancou com velocidade no contra-ataque e chutou forte, mas a bola desviou no montinho e saiu pela linha de fundo, para sorte de Robertinho. Os dois times criaram boas oportunidades, mas não capricharam na pontaria. A dois minutos do fim da etapa, Souza derrubou Gorchinskiy na área. Ele mesmo cobrou o pênalti, a bola bateu na trave e entrou: 2 a 2. O último lance de perigo veio com Benjamin, que emendou cruzamento com uma cabeçada, mas esbarrou em Sydorenko.
Em um dia inspirado, Benjamin cobrou falta no cantinho direito, marcando o seu terceiro gol. Demonstrando cansaço após uma maratona de confrontos, os jogadores do Lokomotiv chegavam atrasados nas divididas e beneficiavam o time da Gávea. Em mais uma cobrança de falta, Anderson mandou no ângulo, mas Sydorenko fez grande defesa e a bola arrancou tinta do travessão. No lance seguinte, Anderson, de novo ele, chutou forte e o arqueiro russo acabou se atrapalhando para afastar o perigo. No rebote, o atacante rubro-negro encheu pé e o brasileiro Daniel tirou a bola na linha do gol.
partida do Flamengo e Lokomotiv  pelo II Mundialito de Clubes de futebol de areia (Foto: William Lucas / Inovafoto)Lokomotiv conquista o ouro no II Mundialito de Clubes de futebol de areia (Foto: William Lucas/ Inovafoto)
Shaykov respondeu com um chute de longa distância, mas foi o companheiro Shkarin que marcou. Após receber um cruzamento na cara do gol, ele apenas empurrou para o fundo da rede. A virada veio com Makarov, que apareceu livre na área para completar: 4 a 3. Na saída de bola, Anderson carimbou a trave. A situação ficou dramática com o tento de Daniel, em uma cobrança de falta. Apesar de Robertinho ter defendido, a bola bateu em Anderson e entrou, para tristeza dos cariocas. Mas o Flamengo não se intimidou. Bernardo chutou rasteiro e anotou, de pênalti: 5 a 4. O time da Gávea saiu desenfreado rumo ao ataque em busca de mais um gol, mas a bola não entrava. A reação, no entanto, foi por água abaixo com o gol de Makarov a 26 segundos do fim.
Benjamin é eleito o craque do II Mundialito de Clubes em São Paulo
Após a final, a organização entregou os prêmios individuais da competição:o português Madjer, do Sporting, foi o 'Artilheiro' com 10 gols, o russo Sydorenko, que defende o Lokomotiv, recebeu o troféu de 'Melhor Goleiro' e Benjamin, do Flamengo, foi eleito o 'Melhor Jogador' do campeonato.
- O futebol de areia está no clube há apenas três meses, mas a diretoria já abraçou o esporte. Jogamos bem a final, mas não adianta procurar culpados agora. Tivemos nossos erros e algumas marcações duvidosas da arbitragem. Chegamos muito perto e vamos levar essa derrota como lição. Trocaria o prêmio de melhor jogador pelo título - afirmou Benjamin.

FOTOS: Daniel Ricciardo pilota carro de F1 pelas ruas de Kiev em evento

Durante exibição na ruas da capital ucraniana, piloto australiano leva o público ao delírio com o ronco do motor e manobras arriscadas

Por GLOBOESPORTE.COM Kiev
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Neste sábado, por alguns instantes, Kiev lembrou muito um dos mais tradicionais e charmosos circuitos de Fórmula 1, o principado de Mônaco. O piloto Daniel Ricciardo, que defende a escuderia STR-Ferrari no Mundial da categoria, transformou as ruas da capital ucraniana em pista de corrida, durante a exibição de um patrocinador. Atualmente, ele ocupa a 16ª colocação na tabela da competição, uma posição a frente do brasileiro Felipe Massa, da Ferrari.
Daniel Ricciardo durante apresentação da Toro Roso em Kiev (Foto: Reuters)Daniel Ricciardo durante apresentação em Kiev (Foto: Reuters)

Daniel Ricciardo durante apresentação da Toro Roso em Kiev (Foto: Reuters) O público conferiu de perto as manobras arriscadas e o ronco dos motores (Foto: Reuters)

Pilotos morrem em rali na Bélgica; na França, espectadores são atropelados

Dupla perde controle do carro e bate em árvore, e competição é cancelada

Por Das agências de notícias Paris
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Dois pilotos morreram depois de perder o controle e bater numa árvore durante o Sezoens Rally, na Bélgica. Os belgas Roel Vrolix, de 40 anos, e Stef Winters, de 47, não resistiram aos ferimentos. A prova foi cancelada.
Winters, navegador, foi resgatado inconsciente e morreu dentro da ambulância. Vrolix chegou a ser levado de helicóptero, mas morreu a caminho do hospital.
No sul da França, dois espectadores morreram e 15 ficaram feridos após um acidente no Rali dos Mouros. Um dos carros saiu da pista durante a etapa de La Tour e foi em direção ao público.
acidente com a morte de dois pilotos Roel Vrolix e Stef Winters (Foto: Reprodução)Acidente com dois pilotos em rali na Bélgica (Foto: Reprodução)