sábado, 11 de agosto de 2012

No estilo paz e amor, Bernardinho agradece pelo apoio de Ricardinho

Técnico afirma que o experiente levantador tem sido importante na evolução do titular Bruninho; seleção entra em quadra no domingo para decidir o ouro

Por Rodrigo Alves Direto de Londres
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Dois levantadores, dois craques, dois temperamentos fortes. Durante cinco anos, os bicos não se cruzaram. Ricardinho e Bernardinho se afastaram após o episódio do corte do jogador no Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro. Em Londres, tudo mudou. Mesmo jogando pouco e passando a maior parte do tempo no banco, batendo palmas para o titular Bruninho, o levantador exibe um sorriso que mal cabe na boca. A ponto de o técnico ter feito uma agradecimento especial após a vitória na semifinal contra a Itália.
Ricardinho na partida de vôlei do Brasil contra a Tunísia (Foto: Jonne Roriz / Ag. Estado)Ricardinho (ao centro) tem cumprido o papel de ajudar Bruninho (Foto: Jonne Roriz / Ag. Estado)
- Queria agradecer ao Ricardo por estar aqui e ajudar o Bruno a evoluir. Ele entendeu que Bruno deveria ser o titular, e eu o agradeço por essa ajuda. Como pai, fico feliz por ele ter lidado bem com a pressão. Agora ele tem que virar a página e pensar, pensar e pensar na Rússia - avisou o treinador.
Melhor que a medalha vai ser completar um ciclo, resgatar relações que ficaram arranhadas ao longo dos últimos anos. É isso que vai ficar marcado, não é a medalha. Se fizerem uma cópia da medalha para mim, ótimo, se não fizerem, tudo bem também"
Bernardinho
Neste domingo, às 9h (de Brasília), o Brasil entra em quadra para lutar pela medalha de ouro contra a Rússia. O SporTV transmite ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real.
Melhor levantador do mundo no intervalo entre o ouro de 2004 e o corte às vésperas do Pan, por problemas de relacionamento com o grupo, Ricardinho hoje tem um papel diferente no elenco. Quase não toca na bola. De agasalho no banco de reservas, torce ao lado de outros nomes consagrados como Giba e Rodrigão. Enquanto a nova geração ajuda a carregar o Brasil na quadra, o experiente jogador está satisfeito com o que vê.
- Nestes últimos dez anos, o grupo foi muito questionado, mas é um grupo forte. A geração que está chegando agora prova que o Brasil continua sendo uma escola - afirmou o levantador de 36 anos.
Em busca do terceiro ouro olímpico após 1992 e 2004, a seleção precisa superar os russos novamente, como fez na primeira fase, quando venceu por 3 a 0. Bernardinho afirma que, acima da medalha, o que ficará da campanha em Londres é a reintegração de um grupo que sentia falta de uma peça.
- Melhor que a medalha vai ser completar um ciclo, resgatar relações que ficaram arranhadas ao longo dos últimos anos. É isso que vai ficar marcado, não é a medalha. Se fizerem uma cópia da medalha para mim, ótimo, se não fizerem, tudo bem também - afirmou o treinador.

Brasil falha muito, perde para México e sonho do ouro vira prata de novo

Mexicanos vencem por 2 a 1 e conquistam lugar mais alto do pódio. Jogadores da Seleção lamentam muito depois da primeira e fatal derrota

Por Márcio Iannacca Direto de Londres, Inglaterra
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Como nos últimos 60 anos, o Brasil iniciou o torneio de futebol masculino das Olimpíadas de Londres garimpando pela medalha de ouro. E o garimpo da equipe de Mano Menezes ia bem. Com cinco vitórias, todas por três gols, a Seleção chegou neste sábado à decisão no estádio de Wembley embalada e favorita. Mas na última etapa do trabalho, garimpou errado. No último passo, em vez de encontrar o esperado ouro, achou pela terceira vez a prata. Com muitas falhas individuais e graças a uma atuação objetiva do México, que venceu por 2 a 1 com direito a gol aos 29 segundos.
Assim como em 1984, em Los Angeles, e em 1988, em Seul, a seleção brasileira ficou com o vice-campeonato olímpico (o país ainda tem duas medalhas de bronze, em 1996, em Atlanta, e 2008, em Pequim). Leandro Damião acabou como artilheiro, com seis gols. A esperança de que a geração de Neymar & cia. conquistasse o título que falta à galeria da Seleção era grande, mas o México, com um time bem entrosado - apesar do desfalque de Giovani dos Santos -, começou a acabar com o sonho verde e amarelo de maneira relâmpago.
O gol de Peralta, aos 29 segundos do primeiro tempo, desestabilizou o time de Mano Menezes. A falha do lateral-direito Rafael no lance abateu o grupo, que chegou a ter o comando da partida novamente, mas não foi efetivo como o adversário, que com Peralta assegurou o título ao fazer 2 a 0 aos 29 minutos do segundo tempo. Com essa vantagem, o México apenas administrou, enquanto os brasileiros se desesperaram. Juan, aliás, chegou a dar uma dura em Rafael após passe de letra já perto do apito final.
Valente, o Brasil foi para o tudo ou nada e diminuiu com Hulk, aos 46. Animado, o time verde e amarelo pressionou e teve uma chance (literalmente) de ouro com Oscar, na pequena área, mas o meia, sozinho, cabeceou para fora. Sem a tão sonhada medalha, a Seleção segue a preparação para a Copa do Mundo de 2014 já na próxima quarta-feira, contra a Suécia, em Estocolmo. O jogo é amistoso.
Neymar na final Brasil x México futbeol (Foto: AFP)Fim! Neymar, o principal astro da seleção brasileira, desaba no gramado de Wembley (Foto: AFP)
Falha relâmpago
O Brasil nem teve tempo de se encontrar em campo e logo de cara levou o gol mais rápido da história de uma final de torneio Fifa. Aos 29 segundos, Rafael errou passe na intermediária, Sandro estava desatento, e Aquino deu um leve toque até Peralta. O atacante recebeu na entrada da área e chutou colocado para vencer Gabriel, que estava mal colocado. O lance desarticulou por completo o time canarinho, que não conseguia chegar com força ao ataque.
O que ficava latente também era a distância entre as linhas de marcação da Seleção. Enquanto os mexicanos faziam rapidamente a recomposição, os brasileiros tinham dificuldade, facilitando a maior posse de bola dos rivais. A primeira chance clara da equipe canarinho aconteceu aos 19. Damião recebeu pela ponta e cruzou para Oscar. O apoiador girou no marcador e chutou em cima de Corona.

Preocupado com o andamento da partida, Mano Menezes colocou Hulk no aquecimento. Aos 31, o atacante entrou na partida na vaga de Alex Sandro. Dois minutos depois, Fabian fez jogada pelo meio e arriscou de fora da área. A bola passou por cima do gol. Inconformado com os espaços dados pela defesa, Thiago Silva deu uma dura nos companheiros, principalmente na dupla de volantes.

A entrada de Hulk deu uma melhorada no desempenho da Seleção. Aos 37, o atacante soltou a bomba da intermediária e o goleiro Corona espalmou para o lado. Na sobra, Damião finalizou e a bola voltou a raspar no arqueiro. Quase o empate. E mostras de que alteração havia surtido efeito.

No lance seguinte, aos 40, Damião recebeu na área e tocou para Marcelo já dentro da área. O lateral chegou batendo de primeira e a bola passou à direita do goleiro. No fim do primeiro tempo, Neymar ainda fez jogada individual e arriscou de fora da área. Mas a bola saiu pela linha de fundo.
Neymar na final Brasil x México futbeol (Foto: AFP)Neymar disputa bola com mexicano durante a disputa da medalha de ouro olímpica (Foto: AFP)
Prata de novo
Antes mesmo do pontapé inicial para o segundo tempo, os jogadores da Seleção fizeram uma corrente na intermediária de defesa. Faltavam 45 minutos para o olimpo ou para o fracasso, a medalha de prata. Logo no primeiro minuto da etapa final, Hulk arrancou pela direita, passou por dois marcadores e foi derrubado na lateral da área. A cobrança parou na zaga mexicana, mas era um bom sinal para uma equipe que iniciou mal a decisão das Olimpíadas.
Oribe Peralta comemora segundo gol do México contra o Brasil final (Foto: Reuters)Peralta, o carrasco da seleção brasileira: dois gols
e medalha de ouro (Foto: Reuters)
Mas ficou apenas no quase... O Brasil voltou a ter dificuldades para chegar ao gol mexicano. Neymar teve uma boa oportunidade aos 14. O atacante aproveitou sobra dentro da área, mas errou o alvo. A bola passou por cima do gol. Três minutos depois, Thiago Silva falhou e a bola sobrou para Fabian. O meia-atacante foi atrapalhado por Gabriel. Na sobra, finalizou de bicicleta e acertou o travessão.

O Brasil seguia com problemas, não conseguia criar os lances. Aos 25, Mano sacou Sandro e apostou na entrada de Alexandre Pato. A equipe passou até a jogar mais no campo do México, mas pecava pelo nervosismo, cometia erros bobos, principalmente em trocas de passes. E foi em um erro de marcação que o time da América do Norte fez o segundo gol.

Aos 29, em falta cometida por Marcelo na lateral, os mexicanos souberam aproveitar a bobeada da defesa, e Peralta fez o segundo, deixando cada vez mais distante o sonho do ouro olímpico. A partir daí, o nervosismo falou mais alto e a Seleção pouco criou para tentar diminuir o prejuízo.

No fim, Rafael cometeu mais um erro na lateral ao tentar um passe de calcanhar. O lance originou uma falta na lateral da área da Seleção. Em seguida, Mano sacou o jogador para a entrada de Lucas. Foi aí que o atleta do Manchester United discutiu com Juan ainda no gramado de Wembley. Thiago Silva deu uma dura no companheiro, que deixou o campo batendo palmas.

Já nos acréscimos, a zaga deu um chutão e a bola sobrou para Hulk dentro da área. O jogador tocou na saída do goleiro e diminuiu para o Brasil. Oscar, no último minuto, teve a bola do jogo, mas, sozinho na pequena área, cabeceou para fora. No fim, festa do México que, assim como o Brasil, jamais havia conquistado a medalha de ouro no torneio de futebol masculino das Olimpíadas.
Brasil pódio prata Londres (Foto: Reuters)Jogadores recebem a medalha de prata no pódio montado no gramado de Wembley (Foto: Reuters)
BRASIL 1X2 MÉXICO
Gabriel; Rafael (Lucas), Thiago Silva, Juan e Marcelo; Sandro (Pato), Romulo, Alex Sandro (Hulk) e Oscar; Neymar e Leandro Damião. Corona, Israel Jimenez (Vidrio), Salcido, Mier e Reyes; Chavez, Herrera, Aquino (Ponce) e Enriquez; Peralta (Raul Jimenez) e Fabian.
Técnico: Mano Menezes Técnico: Luis Fernando Tena
Gols: Peralta, aos 29 segundos do primeiro tempo; Peralta, aos 29, e Hulk, aos 46 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Marcelo, Leandro Damião (BRA); Reyes, Jimenez, Vidrio (MEX)
Público: 86.162 pessoas.
Local: Wembley, em Londres (Inglaterra). Árbitro: Mark Clattenburg (Inglaterra). Auxiliares: Stephen Child (Inglaterra) e Simon Beck (Inglaterra).

Brasil renasce após o primeiro set, domina as americanas e é bi no vôlei

Batida por 25/11 no início, seleção feminina busca forças, repete resultado de Pequim e faz de Zé Roberto Guimarães o único brasileiro tricampeão olímpico

Por Rodrigo Alves e Danielle Rocha Direto de Londres
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Se houvesse nocaute no vôlei, a final olímpica de Londres teria durado apenas 21 minutos. Foi o tempo que as americanas gastaram para carimbar nas brasileiras um primeiro set avassalador, com incríveis 15 pontos de diferença. Mas a disputa não era de boxe e, além do mais, as meninas que vestiam amarelo neste sábado conhecem muito bem a receita para ficar de pé antes que a contagem chegue a dez. O contragolpe foi imediato na segunda parcial, e, dali para a frente, a torcida que lotou a Arena em Londres viu um Brasil gigante. Valente. Campeão. Bicampeão olímpico. A vitória na final por 3 a 1 (11/25, 25/17, 25/20, 25/17) mostra que os Estados Unidos não são imbatíveis. Que Hooker não é inalcançável. Que as meninas não têm medo de bicho-papão. E que José Roberto Guimarães é o único dos 200 milhões de brasileiros capaz de encher o peito e dizer que tem três ouros em Olimpíadas. Para um grupo tão acostumado a viradas heroicas, nada mais adequado do que festejar a conquista trocando o tradicional peixinho por cambalhotas em série no chão da quadra, diante de um ginásio lotado e eufórico.
Vôlei, Brasil e Eua (Foto: Agência Getty Images)Quatro anos após Pequim, o vôlei feminino vence em Londres e segue no topo (Foto: Agência Getty Images)
Não é do feitio de Zé Roberto encher o peito para alardear qualquer feito pessoal. Ele prefere entrar na festa com as jogadoras na quadra, mergulhar no peixinho, extravasar no grito. Ajoelhou-se no chão, vibrou muito com cada atleta e, enfim, respirou aliviado após sua campanha mais dramática. Campeão em 1992 com os homens e em 2008 com as mulheres, Zé carregou este grupo na ponta dos dedos até o título em Londres. Ficou por um fio na primeira fase, de calculadora na mão, torcendo - ironia das ironias - por uma vitória das americanas na última rodada para sobreviver.
Sobreviveu e, mais que isso, cresceu. Derrubou a Rússia em jogo espetacular nas quartas, salvando seis match points no tie-break. Arrasou o Japão na semi, com um 3 a 0 sem ressalvas. E marcou para este sábado o reencontro com os EUA, quatro anos depois de batê-las em Pequim. Desta vez, o favoritismo estava do outro lado da rede, com todos os confrontos recentes pendendo para o lado americano. O primeiro set arrasador deixou a torcida com o estômago na boca. Mas a reação provou que, quatro anos depois, as brasileiras ainda são as melhores jogadoras de vôlei do planeta.
Fernanda, Final do Vôlei, Brasil e Eua (Foto: Agência AFP)Fernanda Garay solta o braço: ela foi um dos
destaques do Brasil na final (Foto: Agência AFP)
Nocaute no início

Nervosa, assim como a torcida, a seleção não conseguia se encontrar no início da decisão. Até fez 1/0 com uma largadinha de Sheilla, mas as americanas entraram com o pé na porta e jeitão de favoritas. Abriram 6/1 com o luxo de não precisar de nenhum ponto de Hooker. Zé Roberto parou o jogo, os ânimos se acalmaram um pouco, mas só um pouco. Se na primeira parada o placar era de 8/3, na segunda já era de 16/7. Tonto em quadra, o Brasil viu as rivais abrirem 22/8 e praticamente só conseguiam pontuar nos erros do outro lado da rede, como os dois em sequência que deixaram o placar em 22/10. Nada aconteceu além disso. Em apenas 21 minutos, fim de papo, com incríveis 25/11.
Quando pareciam mortas, as meninas de Zé Roberto renasceram do nada e abriram a segunda parcial vencendo por 3/0. Ainda viram as rivais empatando logo em seguida, mas conseguiram se manter à frente, até com certa folga. Quando Garay soltou o braço e fez 11/6, o técnico Hugh McCutcheon parou para conversar com suas atletas. Zé estava mais calmo, e o time também, a ponto de segurar a reação e abrir de novo para 18/12, em bom momento de Jaqueline. As nocauteadas da vez eram as americanas, que não acharam as bolas e viram o Brasil igualar o jogo com a autoridade de um 25/17.
Thaisa Menezes, Final do Vôlei, Londres 2012  (Foto: Getty Images)Thaisa chega ao bicampeonato, assim como Sheilla, Fabiana, Fabi, Paula e Jaqueline (Foto: Getty Images)
"O campeão voltou", gritava a torcida em altos decibéis numa arquibancada completamente tomada pelo amarelo, com pequenos focos de azul, vermelho e branco. O Brasil estava em casa, e motivado. Abriu o terceiro set vencendo por 6/2. Com autoridade, foi conduzindo bem a vantagem e segurou uma forte reação americana na metade da parcial. Na segunda parada, vencia por 16/13. Com Akinradewo virando todas, não foi fácil arrastar o set até o fim. Mas deu. Com Jaque, Garay e Sheilla largando o braço no ataque, veio o que ninguém imaginava após aquele primeiro set: 25/20 e uma virada na raça.
Na quarta parcial, nada de apagão. Concentrado, o time brasileiro sabia que do outro lado da rede não haveria entrega, mas manteve a cabeça no lugar para chegar à primeira parada técnica com 8/6. Com a capitã Fabiana crescendo, o que já estava bom ficou ótimo nos 16/10. Zé mandou à quadra Natália, outro símbolo de reação no grupo. Quase cortada por uma lesão na canela, ficou até o fim, entrou poucas vezes, mas é tão campeã quanto qualquer outra. Àquela altura, as americanas até ensaiavam uma reação, mas já não pareciam tão ameaçadoras. E o Brasil segurou até o fim, com a pancada de Garay que imortalizou o momento: 25/17, 3 a 1, ginásio histérico.
Festa dupla para as bicampeãs Sheilla, Fabiana, Fabi, Paula Pequeno, Thaisa e Jaqueline. Festa inédita para Dani Lins, Fernanda Garay, Fernandinha, Natália, Tandara, Adenízia. Festa mais do que merecida para Zé Roberto, ou apenas Zé. O único Zé tricampeão olímpico.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Juninho volta à Ilha, ouve vaias, mas brilha em vitória do Vasco
Capitão marca de falta o primeiro gol no triunfo por 2 a 0 sobre o Sport. Equipe cruz-maltina chega à liderança do Brasileirão
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
Quando voltou a jogar na Ilha do Retiro após 13 anos, Juninho viveu a expectativa de receber o carinho da torcida do Sport, clube pelo qual foi revelado. Mas a decepção de ser xingado em casa transformou-se na alegria de, mais uma vez, brilhar numa partida defendendo o clube do qual é ídolo. Com um gol de falta aos 22 minutos do segundo tempo, o Reizinho, como é chamado em São Januário, foi o nome da vitória do Vasco por 2 a 0 sobre o Rubro-Negro pernambucano, nesta quarta-feira, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O resultado deixou o Vasco provisoriamente na liderança isolada da competição, com 34 pontos dois a mais do que o Atlético-MG, que, entretanto, tem dois jogos a menos. O Galo entra em campo nesta quinta-feira, no Independência, para enfrentar o Coritiba.
Na próxima rodada o Vasco fará um duelo direto pela liderança do Campeonato Brasileiro enfrentando o Atlético-MG, domingo, em Belo Horizonte. A equipe cruz-maltina chegou à nona partida de invecibilidade e à sétima rodada seguida sem sofrer gols. No sábado, o Sport volta a atuar na Ilha do Retiro recebendo o Figueirense. A equipe, que se manteve com 15 pontos, pode entrar na zona de rebaixamento ao fim da 15ª rodada.
O Sport era o adversário do Vasco, e o Vasco era o adversário do Sport. Mas as duas equipes tinham o gramado da Ilha do Retiro como um rival em comum. Encharcado por causa das fortes chuvas que caíram no Recife antes da partida, o campo prejudicou a construção de jogadas dos dois lados e proporcionou uma partida de baixo nível técnico. Foram muitos os erros de passe e ficou difícil para os jogadores conseguirem dominar a bola.
Dessa forma, foi o Vasco, mais técnico, quem levou a pior no primeiro tempo. Ficou impossível para os laterais e para Eder Luis conduzirem a bola em velocidade. A equipe ainda tentou impor seu domínio valorizando a posse de bola com a troca de passes. Mas as poças no gramado geraram erros e a dificuldade na condução da bola.
O Sport mostrou-se mais adaptado à condição do piso e arriscou os chutes de fora da área. No entanto, a bola passava sempre longe da baliza de Fernando Prass, que iniciou a partida com seis rodadas sem sofrer gols. O Rubro-Negro pernambucano aparecia mais efetivo no ataque, embora também prejudicado pelo campo encharcado.
O técnico Cristóvão Borges decidiu priorizar a força em relação à velocidade. Assim, substituiu Eder Luis por Tenorio no intervalo. Como no jogo contra o Corinthians, no último domingo, o equatoriano aumentou o poder de ataque do Vasco, que tinha mais espaços para avançar.
Tudo por causa da postura mais ofensiva do Sport, que foi ainda mais perigoso do que na primeira etapa. Em pouco tempo, o time da casa teve duas ótimas oportunidades de abrir o placar. Na principal delas, aos dez minutos, o lateral Moacir cabeceou a bola no travessão após cruzamento de Marquinhos Gabriel. Em seguida, Rithelly recebeu na grande área e chutou para uma grande defesa de Fernando Prass.
Mesmo sendo conhecedor do gramado da Ilha da Retiro, onde começou sua carreira profissional, Juninho encontrava dificuldades para construir seu jogo por causa do campo pesado. Mas ele voltou a brilhar em sua casa lançando mão da sua especialidade. Aos 22 minutos o capitão cobrou falta com perfeição no ângulo esquerdo do goleiro Magrão. Apesar de sempre enaltecer o carinho e o respeito pelo Sport, Juninho comemorou muito o gol, em consideração ao Vasco, clube do qual é um dos maiores ídolos, numa atitude que também serviu como resposta à torcida rubro-negra que o vaiava desde o início da partida.
Enquanto a torcida do Sport transferia as vaias de Juninho para a sua equipe, o Vasco reforçava a marcação com entrada de Fellipe Bastos no lugar de Carlos Alberto e apostava nos contra-ataques aproveitando o desespero do time da casa em busca do empate. Assim, os cariocas tiveram uma grande chance de ampliar a vantagem aos 29 minutos, quando Juninho deu belo passe para Tenorio. O equatoriano entrou na área, driblou Magrão e concluiu, mas Diego Ivo tirou a bola quase em cima da linha.
Mas aquele que foi herói tornou-se vilão pouco depois. Um minuto após o técnico Vagner Mancini fazer a terceira substituição do Sport, Diego Ivo cometeu falta e levou o segundo cartão amarelo, sendo expulso aos 32 minutos. Era o que o Vasco precisava para ter mais tranquilidade e segurar a vantagem.
No entanto, o Vasco aproveitou sua superioridade para marcar o segundo gol aos 39 minutos. Após falha da defesa do Sport, Tenorio ficou com a bola e fez um golaço depois de driblar dois adversários. Foi o primeiro gol do atacante após a ruptura total do tendão de Aquiles do pé direito, há cinco meses. Pouco tempo antes, Juninho deixou o campo substituído e foi novamente vaiado pela torcida do Sport. Mas sem perder a compostura, preferiu sair fazendo reverência aos seus súditos vascaínos.
 

Liedson treina com desenvoltura, mas estreia no sábado é difícil

Atacante, que já está regularizado na CBF, participa de coletivo durante 50 minutos, mas auxiliar diz que jogador não deve ser liberado

Por Janir Júnior Rio de Janeiro
Nesta terça-feira, dia da sua apresentação, Liedson realizou dois treinos físicos e técnicos no Ninho do Urubu. Na manhã desta quarta, ao lado de jogadores que não foram relacionados para a partida contra o Figueirense e juniores, o atacante realizou um coletivo de 50 minutos, mostrou desenvoltura, deu passes, não marcou gols, mas teve avaliação positiva do auxiliar Lucas Silvestre. Nesta quinta, Lucas passará suas impressões para a comissão técnica, mas o atacante, que revelou sua vontade de estrear sábado, contra o Náutico, em Volta Redonda, pode ter que esperar até o dia 15, quando o Rubro-Negro enfrenta o Palmeiras, em São Paulo.
O nome de Liedson já apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.
- Gostei da movimentação do Liedson. Do Deivid (recuperado de lesão) também. Vamos passar para a comissão técnica como foi o treinamento, mas acho difícil que sejam liberados para este sábado – afirmou o auxiliar Lucas Silvestre.
Liedson ficou uma semana sem treinar desde que se desligou do Corinthians. Mas revelou seu desejo.
- Fiquei uma semana parado no tempo em que acabou meu contrato com o Corinthians. O intuito é que, para o jogo de sábado, contra o Náutico, eu esteja à disposição - disse o jogador, na terça-feira.
Deivid, recuperado de um problema no tornozelo direito, ainda está confiante que seja liberado para enfrentar o Náutico.

São Paulo confirma venda de Lucas para PSG: mais de R$ 108 milhões

Atleta só irá para Paris em janeiro. Valor foi pago à vista pelos franceses e meia-atacante torna-se o jogador mais caro da história do futebol brasileiro

Por Marcelo Prado São Paulo
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No início da tarde desta quarta-feira, o São Paulo confirmou a negociação do meia-atacante Lucas com o Paris Saint-Germain pela quantia de € 43 milhões (R$ 108,34 milhões). O valor foi pago à vista pelos franceses, que passarão a contar com o camisa 7 da Seleção olímpica em janeiro de 2013.
O acordo inicial entre clube paulista e jogador previa que o Tricolor teria 70% dos direitos econômicos e o atleta, 30%. No entanto, após uma rodada de negociações, ficou definido que o São Paulo receberá 75% do valor, o que corresponde a € 32,2 milhões (R$ 81 milhões). O atacante e seus representantes ficarão com 25%, o que dá € 10,8 milhões (R$ 27 milhões).
- Estamos aqui para informar que concretizamos há minutos a negociação do Lucas com o PSG. A negociação foi de R$ 108 milhões. O site publicará uma nota oficial com detalhes, e quero dizer que mais uma vez respeitamos a vontade do jogador, que manifestou o interesse de sair para o clube que ele escolheu – afirmou o vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes.
Site do Paris Saint-Germain anuncia a contratação de Lucas (Foto: Reprodução)Site do Paris Saint-Germain anuncia a contratação de Lucas: chegada em janeiro (Foto: Reprodução)
Mas o torcedor do São Paulo ainda vai ver Lucas em ação com a camisa tricolor. Integrante da Seleção Brasileira que está perto de conquistar a inédita medalha de ouro em um torneio olímpico, o jogador só vai se apresentar ao novo clube em janeiro, na janela de inverno.
A transferência de Lucas passa a ser a maior da história do futebol brasileiro. Até então, a marca pertencia ao meia Oscar, que no início das Olimpíadas foi negociado pelo Internacional com o Chelsea por 25 milhões de libras (cerca de R$ 79 milhões).
O negócio já havia sido fechado no último domingo. Faltava apenas colocar tudo no papel. Na semana passada, o empresário do atleta, Wagner Ribeiro, esteve em Paris, onde, além de assistir ao amistoso entre PSG e Barcelona, reuniu-se com o diretor esportivo da equipe francesa, o ex-jogador Leonardo. Depois, o dirigente conversou por telefone com o jogador e com o presidente do Tricolor, Juvenal Juvêncio. Wagner, na sequência, deixou Paris e foi para Manchester (ING), onde conversou com Lucas por telefone. Na última terça-feira, ele viu a vitória da Seleção olímpica por 3 a 0 sobre a Coreia do Sul.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Com a bênção de Damião, Brasil volta à final olímpica após 24 anos

Artilheiro das Olimpíadas de Londres, atacante do Inter comanda vitória da Seleção sobre a Coreia do Sul. Adversário na decisão será o México

Por Márcio Iannacca Direto de Manchester, Inglaterra
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Depois de 24 anos de frustrações, demissões de treinadores e crucificação de algumas gerações, a seleção brasileira está novamente em uma final olímpica. Nesta terça-feira, em Manchester, no Old Trafford, o time de Mano Menezes fez 3 a 0 na Coreia do Sul, com show de Leandro Damião, e avançou para a decisão do torneio de futebol masculino das Olimpíadas de Londres. Algo que não acontecia desde os Jogos de 1988, em Seul. O adversário será o México, sábado, às 11h, em Wembley.
A medalha de ouro olímpica é uma obsessão para o país que venceu cinco vezes a Copa do Mundo e tem uma das seleções mais temidas do planeta. Nas duas vezes que chegou mais perto da conquista, o Brasil sucumbiu na decisão e ficou apenas com a medalha de prata. Em 1984, nos Jogos de Los Angeles, perdeu da França. E quatro anos depois, em Seul, foi derrotado pela extinta União Soviética. Depois disso, levou dois bronzes: em 1996, em Atlanta, e 2008, em Pequim.
Para o duelo decisivo contra o México, o Brasil chega embalado por uma campanha goleadora. Fez três gols em todos os cinco jogos até aqui no torneio masculino de futebol das Olimpíadas da Londres. E mais: Leandro Damião, com seis gols, é o artilheiro da competição. O atacante do Internacional, aliás, é o terceiro maior goleador brasileiro nos Jogos, perdendo apenas para Bebeto (oito) e Romário (sete). No jogo desta terça-feira, o jogador deixou para trás Ronaldo Fenômeno, com cinco.
Apesar da ótima campanha, a Seleção, observada nesta terça pelos presidentes Joseph Blatter, da Fifa, e Jose Maria Marin, da CBF, tem mantido certa irregularidade durante as partidas, muito embora tenha mostrado também poder de reação. No duelo com a Coreia do Sul, mais uma vez, o Brasil levou alguns sustos. Mas dessa vez não sofreu gol, e depois que encaixou seu futebol sobrou diante de um assustado e atrapalhado adversário. Os sul-coreanos, agora, disputam o bronze contra o Japão, sexta-feira, às 15h45,
Para os jogadores da Coreia do Sul, a conquista da medalha, mesmo que de bronze, é como um título. Em especial porque o governo local prometeu aos medalhistas a dispensa do serviço militar. A final dos Jogos Olímpicos e a disputa pelo bronze têm transmissão ao vivo do SporTV e acompanhamento em Tempo Real pelo GLOBOESPORTE.COM.
comemoração Brasil, Coreia do Sul x Brasil (Foto: Agência AFP)Oscar, Neymar e Romulo comemorarm o primeiro gol da seleção brasileira (Foto: Agência AFP)
Após pressão, Seleção acorda com percussão

O Brasil demorou a se encontrar no primeiro tempo. A Coreia do Sul tocava melhor a bola e chegava com mais facilidade à área da Seleção. A entrada de Alex Sandro melhorou o poder de marcação pelo lado esquerdo. Os asiáticos, por sua vez, deram trabalho nos primeiros 20 minutos de jogo sempre pela direita, principalmente com o atacante Ji Dongwon.

Aos 11 minutos, a defesa não se encontrou, Nam passou por três jogadores, chegou à linha de fundo e cruzou. A bola escorou na defesa e sobrou para Hyunsung Kim, que bateu fraco. No desespero, Sandro apareceu e cortou para escanteio. Esse foi só o cartão de visitas para a sequência de lances perigosos da Coreia do Sul.
O Brasil parecia nervoso. A troca de Alex Sandro por Hulk até surtia efeito em parte. Mas não no setor ofensivo. Aos 13, Gabriel dividiu no alto com um rival, e a bola sobrou quicando na entrada da pequena área. Ji Dongwon dividiu com Juan, e Thiago Silva, quase na linha do gol, afastou o perigo. O time estava perdido, sendo dominado pelos rivais.

Dois minutos depois, Ji Dongwon soltou a bomba da intermediária, e a bola passou rente ao travessão de Gabriel. O Brasil acordou a partir dos 19 minutos. Marcelo arrancou da defesa, passou por três adversários e lançou para Leandro Damião. O atacante invadiu a área, levou a bola para a perna direita e chutou para a defesa de Lee.

A partir daí, o jogo ficou igual. Os sul-coreanos até tocavam a bola, mas já não encontravam as mesmas facilidades. Aos 27, um fenômeno curioso. Um grupo de brasileiros teve acesso à arquibancada do Old Trafford com instrumentos de percussão. Ao mesmo tempo, o time canarinho subiu de produção e passou a ser mais perigoso.

Dez minutos depois, o prêmio pela persistência na marcação da saída de bola dos rivais. Sandro recuperou a bola no meio de campo e tocou para Oscar. O apoiador carregou até a entrada da área e rolou para Romulo. O volante finalizou de primeira, sem muita força, mas o goleiro Lee aceitou: 1 a 0 Brasil. Festa da torcida no estádio do Manchester United.

Nos acréscimos, Ji Dongwon, destaque da equipe no primeiro tempo, ainda aproveitou a bobeada de Juan para finalizar forte da entrada da área por cima do travessão de Gabriel. Tudo sob o olhar atento do técnico Roberto Mancini, comandante do Manchester City, arquirrival do United na cidade inglesa.
Romulo, Coreia do Sul x Brasil (Foto: Agência AFP)Rômulo comemora com Sandro o primeiro gol da Seleção no Old Trafford (Foto: Agência AFP)
A estrela do artilheiro

A Coreia do Sul voltou como começou o primeiro tempo. Em cima da Seleção. E, logo aos três minutos, a arbitragem deixou de marcar um pênalti claro para os asiáticos. Kim Bokyung recebeu lançamento em profundidade, invadiu a área e foi derrubado por Sandro. O juiz Pavel Kralovec, da República Tcheca, mandou o lance seguir.

O Brasil tinha muitas dificuldades para sair do campo de defesa para o ataque. Abusava dos lançamentos dos zagueiros, sempre buscando uma casquinha de cabeça de Damião para Neymar sair na cara do gol. Em vão. Os sul-coreanos marcavam bem a jogada.

Mas quando conseguiu produzir uma boa jogada, o time canarinho fez o segundo gol. Aos 11, Neymar tabelou com Marcelo e recebeu na área. O atacante foi à linha de fundo e cruzou para trás. O lateral-esquerdo furou, e a bola sobrou para Damião, que bateu de primeira para marcar mais um para a Seleção.

Com o gol, Damião chegou aos cinco nas Olimpíadas, igualando-se na artilharia da competição ao senegalês Konate. A partir daí, os sul-coreanos sentiram o golpe, e o Brasil passou a tocar a bola, buscando os espaços para ampliar o marcador.

E foi no toque de bola que o time fez mais um. Neymar recebeu um lindo lançamento de Thiago Silva do campo de defesa. O atacante tocou para Oscar, que tentou devolver. A bola bateu na zaga e sobrou para Damião dentro da área. O atacante bateu colocado para se tornar o goleador da competição, com seis tentos.

A Seleção seguiu tocando bola, buscando os espaços para marcar mais um. Não precisou porque os sul-coreanos já tinham perdido a força demonstrada no início dos dois tempos. No fim, festa brasileira e a chance de buscar o inédito ouro olímpico, no próximo sábado, no mítico Wembley, em Londres.
BRASIL 3 x 0 COREIA DO SUL
Gabriel; Rafael, Thiago Silva, Juan (Bruno Uvini) e Marcelo (Hulk); Sandro, Romulo, Alex Sandro e Oscar; Leandro Damião (Alexandre Pato) e Neymar. Lee, Beom-Seok, Younggwon Kim, Seokho Hwang e Sukyoung Yun; Taehee Nam, Sungyueng Ki, Dongwon Ji (Sungdong Baek) e Bokyung Kim; Hyunsung Kim (Chuyoung Park) e Jacheol Koo (Wooyoung Jung).
Técnico: Mano Menezes Técnico: Hong Myung Bo.
Gols: Romulo, aos 37 minutos do primeiro tempo; Leandro Damião, aos 11 e aos 18 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Dongwon Ji (COR)
Local: Old Trafford, em Manchester (Inglaterra). Árbitro: Pavel Královec (Rep. Tcheca). Auxiliares: Martin Wilczek (Rep. Tcheca) e Antonin Kordula (Rep. Tcheca)

Valente, Brasil se agiganta, derruba a Rússia e avança às semifinais no vôlei

Seleção deixa para trás os altos e baixos da primeira fase, salva seis match points e se vinga de Gamova para manter vivo o sonho do bicampeonato

Por Rodrigo Alves Direto de Londres
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A estrada é assim mesmo, cheia de solavancos. No caminho que leva ao ouro olímpico, não dá para exigir asfalto liso ou tapete vermelho. E a seleção feminina de vôlei sente isso na pele em Londres. Quatro anos antes, foi ao topo em Pequim e mudou seu status no cenário mundial, mas a glória passada não vem carimbada na credencial desta vez. Tudo zerado, assim como as trombadas da primeira fase também zeram na virada para as quartas de final. E o mundo viu outro Brasil nesta terça-feira. Vibrante, buscando cada ponto. E vencendo. Diante de uma gigante Rússia, com metros e mais metros de braços longos, a equipe verde-amarela caiu no primeiro set, ficou atrás de novo no terceiro, mas se mostrou enorme. Agigantou-se e ganhou de forma dramática no tie-break (24/26, 25/22, 19/25, 25/22 e um inacreditável 21/19), vingou a derrota na decisão do Mundial de 2010 e engatou a sexta marcha. Próxima parada: semifinais, a dois passos do bicampeonato olímpico.
fabi vôlei londres 2012 olimpiadas (Foto: Getty Images)Fabi puxa a festa dentro da quadra após um tie-break dramático contra a Rússia (Foto: Getty Images)
Com 27 pontos de Sheilla e 24 de Thaisa, o Brasil superou o trio de "ovas" do outro lado da rede. Shashkova fez 28, enquanto Gamova e Goncharova anotaram 25 cada. Pode ter sido o último ato da gigante Gamova, que deve se aposentar após a eliminação em Londres. No ato final, deu Brasil, para quebrar qualquer tabu pendente. Após duas derrotas para as russas em finais de Mundiais (2006 e 2010) e na semifinal de Atenas 2004, a chave virou.
- No Brasil, sempre colocam esse estigma, de que a gente nunca consegue ganhar da Rússia. Acabou. Foi importante a presença dos torcedores, o jeito como eles se comportaram. A gente precisava de um pouco mais de tranquilidade, e deu tudo certo - afirmou o técnico José Roberto Guimarães, que festejou a vitória heroica com um peixinho na quadra e saiu da quadra visivelmente emocionado.
O desafio que vale vaga na final está marcado para quinta-feira, às 15h30m (de Brasília), contra o Japão, que eliminou a China em jogo igualmente dramático no tie-break. O SporTV transmite ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha tudo em Tempo Real.
Gamova estátua vôlei Rússia (Foto: Reprodução)Fora da quadra, a russa Gamova em versão
estátua na Arena de Vôlei (Foto: Reprodução)
Gigantes superadas
Fora da quadra, na área das lanchonetes, Gamova está representada numa estátua gigante. Com 2,02m, ela personifica a diferença de altura entre as duas equipes. Na média, a seleção russa que iniciou o jogo era 5cm mais alta do que a do Brasil (1,89m contra 1,84m). Mas Zé Roberto tinha alertado sobre o perigo de outra "baixinha": Goncharova, de 1,94m. Foi justamente ela que puxou o ataque russo no início do jogo. Na primeira pausa técnica, a ponteira já tinha três pontos, e seu país vencia por 8/6. Mas era um outro Brasil em quadra, mais disposto, mais atento, gritando a cada lance. Com duas defesas difíceis de Fabi, uma pancadaça de Garay e um ataque das rivais para fora, o placar virou para 10/8.
Quando Garay atacou para fora, as brasileiras foram ao desespero reclamando de um toque. Fabi pulava feito louca na frente do juiz, que admitiu: a bola tinha batido na trança de uma russa. O espírito era esse: nenhum ponto para o outro lado sairia de graça. E na segunda parada, era o Brasil que vencia. No sufoco: 16/15.
Como Rússia é Rússia, a vantagem trocou de lado outra vez, e, quando chegou a 21/19, Zé tirou Dani Lins para colocar Fernandinha. Deu certo, e veio a virada. Mas o placar era uma gangorra, e, no desentendimento entre Fernandinha e Thaisa, a bola sequer passou da rede, dando às europeias o primeiro set point. Dani Lins voltou na hora e achou Jaqueline para explorar o bloqueio e evitar o pior. Sheilla, que tanto tinha falado das "ovas" na véspera, viu Shashkova acertar e, na sequência, cortou para fora: Rússia 26/24, 1 a 0 no jogo.
Sem baixar a cabeça, o Brasil manteve a vibração no início da segunda parcial. Na parada técnica, respirava com certo conforto: 8/5. E o alívio virou domínio em seguida, quando o placar pulou para 13/7. Com dois bloqueios implacáveis, foi a 16/9, maior vantagem de uma das equipes até então. Não foi fácil segurar a pressão, mas funcionou. Teve até lance em que a bola quicou na cabeça de uma distraída Gamova, àquela altura com "apenas" sete pontos. Assim o Brasil chegou ao famoso 24/19, placar que assombrou a seleção em Atenas, quando não conseguiu fechar o jogo contra as próprias russas nas semis. O fantasma deu uma piscada para o Brasil, e as rivais cortaram três pontos. Mas Thaisa virou e espantou o susto: 25/22, tudo igual na partida.
vôlei jaqueline brasil startseva rússia londres 2012 (Foto: Agência Reuters)Jaqueline no ataque durante a partida desta segunda-feira, válida pelas quartas (Foto: Agência Reuters)
O terceiro set começou com um rali, e Jaqueline usou bem o bloqueio para colocar o Brasil à frente. O ritmo continuou bom, e quando Thaisa bloqueou para fazer 3/0, Fabi se pendurou nela para festejar. Na parada técnica, o placar era de 8/6, mas Zé Roberto não estava satisfeito: "Tem que ter paciência", pedia às meninas. Ele estava certo, porque a paciência não veio, e a Rússia virou para 13/11. Nem o pedido de tempo em seguida adiantou. A diferença chegou a três pontos na segunda parada: 16/13. Dali em diante, só deu elas. Com uma superioridade impressionante, o time de vermelho se impôs e, com um bloqueio duplo no fim, fechou o set em 25/19.
vôlei shashkova rússia tandara thaisa brasil londres 2012 (Foto: Agência Getty Images)Shashkova foi a maior pontuadora da Rússia na
partida desta terça (Foto: Agência Getty Images)
'O campeão voltou'
Veio o quarto set, e logo de cara um 3/0 para a Rússia. Quando fez o primeiro ponto, o Brasil vibrou, mas o risco de dizer adeus ao sonho do bicampeonato já dava as caras na Arena de Vôlei londrina. A vantagem chegou a 6/2 e obrigou Zé Roberto a parar o jogo. A torcida, que andava tímida, apoiou na tentativa de reação. E deu certo. O placar se equilibrou e, numa cortada furiosa de Thaisa, veio a virada para 9/8. Na segunda parada técnica, as brasileiras lideravam por dois. A diferença chegou a 19/16, evaporou em seguida, e voltou a ser de três. Thaisa ainda desperdiçou um saque na rede quanto teve o primeiro set point, mas o bloqueio de Fabiana e Garay fechou a tampa: 25/22. Àquela altura, a torcida no ginásio enchia os pulmões para gritar "O campeão voltou".
Mantendo a confiança lá no alto, o Brasil abriu o tie-break fazendo 2/0. As russas sentiram o golpe e chegaram a trombar na quadra, num erro bobo que jogou o placar para 4/2. Ainda era cedo para festejar, mas Zé Roberto puxava os gritos à beira da quadra, e a vantagem se arrastava magra, sofrida. Com Garay voando na ponta, um refresco: 10/7. Pouco depois, Garay acertou a pancada de novo, e a bola foi muito dentro, mas a arbitragem deu fora, para desespero do técnico brasileiro, que invadiu a quadra para reclamar. A tensão tirou o Brasil dos trilhos. O placar chegou a ficar igualado em 13/13, e a Rússia teve seis match points. As guerreiras de amarelo derrubaram um por um. E viraram. E festejaram. E fecharam um tie-break apertado, sofrido, dramático: 21/19. Festa na quadra, com direito a Zé Roberto dando peixinho no chão.
Se a estrada parecia meio torta, de repente se endireitou. E desde que a seleção chegou a Londres, o sonho do bicampeonato olímpico nunca esteve tão vivo.
Gamova vôlei Brasil x Rússia (Foto: AFP)Gigante caída: com fama de carrasca, Gamova sai derrotada, e o Brasil avança (Foto: AFP)

Soberanos, Alison e Emanuel batem letões e vão à final do vôlei de praia

Após um início arrasador, Alison e Emanuel superam reação de Plavins
e Smedins no segundo set, vencem por 2 sets a 0 e garantem medalha

Por GLOBOESPORTE.COM Londres
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Com uma atuação de gala, Alison e Emanuel despacharam Plavins e Smedins, da Letônia, por 2 sets a 0 (21/15 e 22/20), nesta terça-feira, e se classificaram para a grande decisão das Olimpíadas. Depois de um passeio no primeiro set, a dupla verde-amarela parecia que ia trilhar o mesmo caminho no segundo, mas os adversários reagiram a partir da metade da parcial e venderam caro a vitória. Com o resultado, o país já garantiu uma medalha em Londres. Quem vencer o jogo entre os alemães Brink e Reckermann e os holandeses Nummerdor e Schuil pega o Brasil na final.
- Eles mudaram a tática e começaram a sacar mais em mim. Estava ventando um pouco e eu comecei a errar a bola. A verdade é essa. E eles são jogadores mais baixos. Quando você é mais alto, não vê o cara embaixo. Eu estava atacando e voltando, mas o Emanuel me deixou tranquilo em todos os momentos. Disse “calma, calma, continua fazendo o seu”. E foi isso que aconteceu no final. O jogo é sempre mais no Emanuel, mas foi bom isso, ter mudado na semifinal. Se acontecer de novo na final, já estou preparado - disse Alison.
vôlei de praia emanuel alison londres 2012 (Foto: Agência Reuters)Alison sobe no bloqueio para ajudar o Brasil a avançar à final do vôlei de praia (Foto: Agência Reuters)
Confiante, o Brasil entrou na Arena de Vôlei de Praia com um bom volume de jogo. Após um início equilibrado, a equipe canarinho deslanchou e abriu uma boa vantagem com um ataque no fundo da quadra. Ao lado do experiente companheiro, Alison ganhou confiança não só no bloqueio como para virar as bolas, pressionando os rivais, que passaram a cometer erros tentando driblar os favoritos. Emanuel, ouro em Atenas-2004 e bronze em Pequim-2008, estava inspirado no ataque, enquanto o Mamute era uma muralha na rede. Os letões estavam perdidos, ficaram seis pontos atrás dos brasileiros (16 a 10) e a reação não veio. A dupla verde-amarela teve um desempenho impecável e fechou a parcial em 21 a 15, em 18 minutos, sem dificuldades.
Forçando os saques em cima de Alison e arriscando ataques no fundo de quadra, Plavins e Smedins adotaram uma estratégia diferente para parar o Brasil no segundo set. Depois de ficar apenas um ponto atrás do time canarinho (11 a 10), parecia impossível que os letões pudessem encostar no placar. Mais uma vez, eles viram os adversários crescerem na partida: 15 a 10. O nível técnico dos estrangeiros era inferior e eles não tiveram armas suficientes para lutar de igual para igual com os brasileiros. Demorou, mas a dupla da Letônia finalmente acordou, deixou os erros de lado e chegou perto em uma diagonal de Smedins: 18 a 17. Depois de explorar o bloqueio brasileiro, os letões empataram: 19 a 19. O jogo ficou dramático, o Brasil suou, mas conseguiu fechar o set no bloqueio do Mamute: 22 a 20.

De virada, México vence o Japão e será o adversário do Brasil na final

Cortes marca o terceiro gol nos acréscimos e leva sua equipe para a decisão do ouro, contra a seleção brasileira, no sábado

Por GLOBOESPORTE.COM Londres, Inglaterra
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A final do futebol masculino nos Jogos Olímpicos de Londres já está definida. Além da seleção brasileira, que derrotou a Coreia do Sul, o México será o outro finalista. De virada, o time venceu o Japão por 3 a 1, na tarde desta terça-feira, no famoso estádio de Wembley. A decisão será no próximo sábado, às 11h, no mesmo local, e terá transmissão ao vivo do SporTV. O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partida em Tempo Real.
Marco Fabián méxico gol japão futebol loondres  (Foto: Agência EFE)Marco Fabián comemora o gol contra o Japão na semifinal das Olimpíadas de Londres (Foto: Agência EFE)
O Japão começou melhor e foi dele o primeiro lance de perigo. Kiotake recebeu na entrada da área e finalizou rasteiro. A bola saiu rente à trave direita de Corona, que preferiu ficar no golpe de vista. O México encontrava dificuldades para entrar no campo adversário.

A superioridade japonesa foi transformada em gol logo aos 12 minutos. Após longa troca de passes do ataque, Otsu recebeu de Higashi e soltou uma bomba de fora da área. A bola entrou no ângulo esquerdo de Corona, que não teve como defender. Golaço!

Sem muita criatividade, o México começou a tentar os lançamentos para o rápido Giovani dos Santos. Aos 18, Peralta avançou bem pela direita, viu o atacante entrando sozinho pelo meio e tentou o passe rasteiro. Mas o zagueiro Yoshida apareceu primeiro para cortar e sair jogando.
Oribe Peralta méxico Takahiro Ohgihara Japão futebol londres 2012 (Foto: Agência Reuters)Oribe Peralta e Takahiro Ohgihara disputam lance
no jogo desta terça-feira (Foto: Agência Reuters)
A melhor chance mexicana aconteceu aos 27. Após cruzamento da direita, a zaga japonesa cortou para a entrada da área e, na sobra, Giovani dos Santos chutou para fora.

O Japão recuou. Assim, o México conseguiu chegar ao empate três minutos depois. Após uma cobrança de escanteio na primeira trave, Enriquez desviou de cabeça, e Fabian completou para o fundo do gol. Nesse momento, os mexicanos equilibraram o jogo.

Outro golaço no segundo tempo

O México voltou com uma alteração para o segundo tempo. Raul Jimenez entrou no  lugar de Giovani dos Santos, que não fez um bom jogo.

Como na etapa inicial, a primeira grande chance foi japonesa. Kiotake fez bela tabela com Yamaguchi e devolveu na área para a batida do meia. Mas a bola explodiu na zaga, e, no rebote, Ohgihara mandou por cima do travessão.
O México respondeu aos 19, e com um gol. Ou melhor, um belo gol. Peralta roubou uma bola no meio e chutou com categoria para desempatar o jogo. O Japão sentiu e não repetia a mesma atuação. Mais tranquilos, os mexicanos procuravam tocar mais a bola para fazer o tempo passar.

O time recuou bastante e buscava os contra-ataques. Aos 32, após boa troca de passes, Fabian tocou para a batida de Aquino. Mas o atacante mandou por cima. O México ainda teve oportunidade para marcar o terceiro e fez. Cortes invadiu a área e tocou para confirmar a classificação da equipe para a grande decisão.

UFC abre concurso para escolher a próxima ring girl. Veja as candidatas!

Concurso acontece em Huntington Beach, em meio à campeonato de surfe

Por SporTV.com Rio de Janeiro
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Arianny Celeste, Brittney Palmer e cia. vão ganhar uma nova colega em breve. O UFC está realizando um concurso em meio ao US Open de Surfe, na praia da cidade de Huntington Beach, na Califórnia, para selecionar a próxima ring girl que vai desfilar no octógono com as plaquinhas nos intervalos dos rounds das lutas. A vencedora do concurso do ano passado foi Vanessa Hanson, que apareceu em alguns eventos da organização desde então. A seguir, veja algumas das dezenas de belas candidatas do concurso deste ano:
Ring Gilrs concurso UFC (Foto: Toby Ogden / surf.transworld.net)Algumas das inscritas no concurso do UFC (Foto: Toby Ogden / surf.transworld.net)
Ring Gilrs concurso UFC (Foto: Toby Ogden / surf.transworld.net)Outras inscritas no concurso do UFC (Foto: Toby Ogden / surf.transworld.net)

Parte antiga do Autódromo do Rio de Janeiro começa a ter asfalto retirado

Pista que recebeu F-1 dará lugar a Parque Olímpico. Manifestantes protestam contra fim do circuito. Categorias regionais podem ir para MG

Por Felipe Siqueira, Rafael Lopes e Alexander Grünwald Rio de Janeiro
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No lugar do ronco dos motores de carros e motos de competição, o barulho de tratores e escavadeiras. Nesta semana, foi iniciada a retirada do asfalto da parte antiga do Autódromo Nelson Piquet, desativada desde o fim de 2006 após a construção de duas arenas para o Pan-Americano de 2007. É mais um passo para o fechamento do circuito localizado em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, pista que já sediou dez corridas de Fórmula 1, além da Indy, MotoGP e diversas categorias nacionais. O traçado atual, reduzido a cerca de 60% do original, ainda não está em obras. Segundo a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e a Federação de Automobilismo do Estado do Rio de Janeiro (Faerj), essa parte será preservada até o fim do ano e será utilizada para mais duas etapas do Campeonato Estadual de Marcas.
Protesto Autódromo Internacional Nelson Piquet Jacarepaguá (Foto: BRUNO TURANO/BRAZIL PHOTO PRESS/Agência Estado)Escavadeira tira asfalto de parte atingida do Autódromo de Jacarepaguá (Foto: Bruno turano/Agência Estado)
No último fim de semana, o circuito recebeu os últimos eventos de nível nacional e internacional. Foram realizadas duas corridas da Fórmula 3 Sul-Americana e outras duas do Brasileiro de Marcas. Enquanto os pilotos competiam no que restou da pista, escavadeiras podiam ser vistas na parte antiga. O trecho localizado entre a ponte de acesso aos boxes e a arena poliesportiva, que inclui também parte da reta do circuito oval utilizado pela Indy, teve seu asfalto retirado. Dois setores de arquibancadas, localizados próximos à arena, estão sendo desmontados desde julho.
Algumas arquibancadas estão sendo desmontadas (Foto: Felipe Siqueira / GLOBOESPORTE.COM)Algumas arquibancadas estão sendo desmontadas (Foto: Felipe Siqueira / GLOBOESPORTE.COM)
A pista carioca dará lugar ao Parque Olímpico para os Jogos de 2016. No local, serão disputadas 14 modalidades (basquete, judô, taekwondo, lutas, handebol, tênis, ciclismo, saltos ornamentais, polo aquático, natação, nado sincronizado, ginástica artística, ginástica rítmica e ginástica de trampolim). Depois disso, parte da estrutura será substituída por condomínios particulares.
Projeto vencedor do Parque Olímpico Rio 2016 (Foto: Divulgação)Projeto do Parque Olímpico  (Foto: Divulgação)
O acordo inicial entre as autoridades cariocas e a CBA era de que a pista só seria desativada quando um novo circuito, no bairro de Deodoro, fosse entregue. Mas em razão de diversos impasses, as obras do novo autódromo no subúrbio do Rio sequer foram iniciadas. Em janeiro, as obras no Parque Olímpico chegaram a ser paralisadas após a Justiça acatar um pedido da CBA. Porém, em um novo acerto selado neste ano, ficou combinado entre a entidade e a Prefeitura do Rio que o circuito de Jacarepaguá será desativado quando as obras em Deodoro forem iniciadas. A construção de um novo autódromo na cidade é parte da carta de compromisso com o Comitê Olímpico Internacional.
O início das obras em Deodoro e, consequentemente, o fechamento definitivo de Jacarepaguá estão previstos para o início de 2013. Entretanto, pilotos e ex-pilotos se mantêm céticos quanto a construção de uma nova pista. Ainda mais após o problema revelado pelo jornal “O Globo”. Em Julho, a publicação revelou que o terreno destinado à construção da nova pista terá que ser "descontaminado" devido à existência de explosivos não detonados no solo. A área serviu durante mais de 60 anos a treinamentos militares.
Reprodução google autódromo deodoro rio de janeiro (Foto: Google Maps)Terreno de Deodoro escolhido para a construção do novo autódromo do Rio (Foto: Google Maps)
Categorias regionais podem ser transferidas para Minas Gerais
A assessoria da Federação de Automobilismo do Estado afirmou também que, durante o período em que Jacarepaguá estiver desativado e Deodoro não estiver pronto, as competições regionais não ficarão “sem casa”. De acordo com a entidade, há um projeto para as categorias disputarem suas provas no Autódromo Mega Space, no município de Santa Luzia, em Minas Gerais. Como o local fica a quase 500km de distância do Rio, a prefeitura carioca poderá ajudar no transporte de pessoas e equipamentos.
Manifestantes pedem manutenção do Autódromo de Jacarepaguá
Nesta terça-feira, cerca de 50 pessoas realizaram uma manifestação em frente ao Fórum do Rio de Janeiro com objetivo de fazer um apelo ao Ministério Público para a manutenção do Autódromo de Jacarepaguá.
Protesto Autódromo Internacional Nelson Piquet Jacarepaguá (Foto: LUIZ ROBERTO LIMA/FUTURA PRESS/AE)Manifestação em frente ao Fórum do Rio de Janeiro (Foto: Luiz Roberto Lima/ Agência Estado)
Além das mais diversas categorias nacionais, a pista de Jacarepaguá – rebatizada, em 1988, como Autódromo Nelson Piquet – recebeu por uma década provas da Fórmula 1 e também algumas etapas da Indy e do Mundial de Motovelocidade. Foi neste circuito que Ayrton Senna fez sua estreia na Fórmula 1, em 1984. Dois anos depois, foi palco de uma antológica dobradinha de Nelson Piquet em primeiro e Ayrton em segundo. Pista carioca que presenciou também o “Professor” Alain Prost vencer quatro das dez corridas da categoria. Que, uma década mais tarde, viu o piloto da casa André Ribeiro vencer a primeira corrida da Indy em solo brasileiro, e, na Motovelocidade assistiu ao segundo título da carreira do italiano Valetino Rossi.