Guia contra a degola: rodada confirma queda do Atlético-GO
Com 99% de risco, Figueirense também já está praticamente
na Série B. Além de Sport e Palmeiras, outros oito times ainda estão
ameaçados
Por GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro
192 comentários
Lanterna há 12 rodadas, o Atlético-GO, que ocupa o Z-4 desde sua quarta
partida no Campeonato Brasileiro, não tem mais chances de evitar a
queda para a Série B. Segundo o matemático Oswald de Souza, o time
rubro-negro atingiu 100% de risco de rebaixamento após ser goleado pelo
Botafogo por 4 a 0. Assim, a cinco jogos do fim da competição, o time
goiano confirma o retorno à Segunda Divisão após dois anos seguidos na
elite do futebol nacional.
- A chance de o Atlético-GO não ser rebaixado é matematicamente desprezível - explicou Oswald.
Além da força dos números, o Dragão ainda terá duelos difíceis pela
frente, diante de Corinthians, Santos, Atlético-MG, Palmeiras e Bahia.
Quem também está com os dois pés praticamente na Série B é o
Figueirense. Após o empate sem gols com a Portuguesa, o time viu o risco
chegar a 99%.
Em seguida aparece o Sport, que, apesar de abrir a zona perigosa, com
33 pontos, um a mais do que o Palmeiras, tem maior risco de ser
rebaixado. De acordo com os cálculos do matemático, que levam em
consideração os próximos jogos e combinações de resultados, o time
pernambucano aparece com 88%.
Tanto Sport quanto Palmeiras foram derrotados na 33ª rodada. O Sport
perdeu por 4 a 2 para o São Paulo, e o Palmeiras, por 2 a 1 para o
Internacional,
jogo que está sub judice devido à polêmica envolvendo o gol do alviverde Barcos.
O caso ainda não tem data confirmada para ser julgado no Superior
Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas, se o Tribunal decidir pela
realização de uma nova partida, o Palmeiras terá nova chance de subir na
tabela e diminuir o seu risco de queda. Considerando a derrota nessa
partida, as chances de o Verdão disputar a Série B no ano em que voltará
para a Libertadores são de 85%.
A vantagem do time paulista pode estar na quantidade de jogos diante de
sua torcida. Nas últimas cinco rodadas, o time enfrenta Botafogo,
Fluminense e Atlético-GO em casa, e Flamengo e Santos fora. Já o Sport
encara Vasco e Figueirense fora, Botafogo e Fluminense em casa e encerra
a competição diante do Náutico nos Aflitos.
A salvação de Sport e Palmeiras pode estar no Bahia. Em 16º lugar com
37 pontos, quatro acima da zona de rebaixamento, o Tricolor aparece com
20% de risco nas contas de Oswald de Souza. O time ainda joga contra
Portuguesa e Cruzeiro fora, Ponte Preta e Náutico em casa e fecha o
Brasileirão contra o rebaixado Atlético-GO no Serra Dourada.
Risco pequeno, mas existente
Além desses cinco times, outros sete ainda enfrentam o fantasma do
rebaixamento a cinco rodadas do fim da competição nacional. A
Portuguesa, que empatou com o vice-lanterna Figueirense na 33ª rodada,
ainda tem risco de 4%.
Já o Flamengo, que vem de três empates e uma vitória nos últimos quatro
jogos, viu a ameaça diminuir. De 4%, o Rubro-Negro agora tem apenas 2%
de risco de ser rebaixado pela primeira vez em sua história.
Atrás do time carioca, outros cinco somam 2% de risco. Assim, para
Náutico, Coritiba, Ponte Preta, Santos e Cruzeiro, as chances de queda
são mínimas, mas não desprezíveis. Segundo Oswald de Souza, o Timbu tem
0,6%, o Coxa 0,5%, a Macaca 0,4%, o Peixe 0,3% e a Raposa 0,2%.
Número mágico
Para Oswald de Souza, 45 continua sendo o número chave para um time
escapar do rebaixamento. Com esta pontuação, o risco de queda seria de
apenas 2%. Por isso, do Cruzeiro - nono colocado com 43 pontos - para
baixo, todas as equipes ainda estão ameaçadas.
Em 2007, por exemplo, o Corinthians abria a zona de rebaixamento com os
mesmos 41 pontos que colocam o Flamengo de hoje em 14º lugar. E com 41
pontos no fim do Brasileirão, o risco, segundo o matemático, seria alto,
de 73%.
- Não gosto de falar em um número, mas 45 seria um bom número. Com 43,
por exemplo, o risco ainda seria de 26% - observou o matemático.