sábado, 2 de março de 2013

Antes da estreia, Rubens Barrichello comanda 'Harlem Shake' na Stock Car

Prestes a iniciar sua primeira temporada completa na Stock Car, recordista de GPs na F-1 curte a família no box e dança ao som de hit da Internet

Por Alexander Grünwald São Paulo
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Para quem marcou o melhor tempo do sábado em Interlagos – 1m38s828 no treino livre da manhã –, a 14ª posição no grid de largada para a etapa de abertura da temporada 2013 da Stock Car pode parecer frustrante. Mas este não é o caso de Rubens Barrichello. O recordista de GPs na Fórmula 1 ficou fora dos dez que brigam pela pole position no treino classificatório, mas não perdeu o bom humor. Sempre acompanhado nos boxes pelos filhos Eduardo e Fernando, o piloto de 40 anos comandou o Harlem Shake da Stock durante a foto oficial, que reuniu os 34 competidores no heliponto de Interlagos. CLIQUE AQUI E ASSISTA AO VÍDEO.
Barrichello comanda o Harlem Shake na Stock Car (Foto: Miguel Costa Jr. / divulgação)Barrichello comanda o Harlem Shake na Stock Car (Foto: Miguel Costa Jr. / divulgação)
A versão estrelada pelos participantes da maior categoria do automobilismo brasileiro para a maior febre da Internet nas últimas semanas foi gravada para o programa Linha de Chegada, do SporTV. À frente dos demais pilotos, Rubinho dançou o hit sozinho, meio sem jeito, antes de ganhar a companhia dos demais competidores. Alguns deles ficaram empolgados com a brincadeira e chegaram a levantar no ar as cadeiras usadas para a foto oficial.
Barrichello comanda o Harlem Shake na Stock Car (Foto: Miguel Costa Jr. / divulgação)Pilotos entraram no clima durante gravação para o "Linha de Chegada" (Foto: Miguel Costa Jr. / divulgação)
A febre do Harlem Shake começou há um mês após um vídeo com quatro jovens australianos fantasiados parecendo ter um ataque epiléptico ser postado nas redes socias e atingir quase 30 milhões de visualizações. Depois disso, foram incontáveis versões bem criativas. Os pilotos dançaram freneticamente, da forma mais ridícula que conseguiam. Afinal, parece que o segredo de tanto sucesso do Harlem Shake é, justamente, não saber dançar. O autor da música que toca em todas elas, o DJ americano Baauer, já foi alçado a líder das paradas musicais, pela revista Billboard, referência fonográfica norte-americana.
Depois da brincadeira, foi a hora de falar sério. Ou melhor, de acelerar. Mas a temperatura mais alta em relação ao treino da manhã fez com que o carro de Barrichello não rendesse da mesma forma. O piloto ficou na 14ª posição, e por largar fora do top 10 terá direito a dez acionamentos do botão de ultrapassagem durante a prova – três a mais que os dez primeiros colocados no grid. Sempre na companhia dos filhos, ele brincou com o mais velho, Dudu, que na semana passada fez sua estreia em uma competição oficial de kart.
- Eu botei o vídeo da minha volta e falei para ele: “me dê uma dica, o que você acha?”. Ele disse “não, pai, eu só manjo de kart por enquanto!”. Foi muito engraçado vê-lo tirando o corpo da reta. Mas foi uma classificação um pouco atípica, porque eu tinha muita certeza de que o top 10 era uma coisa conquistável. O tempo de hoje pela manhã foi real, mas o carro ficou mais traseiro na classificação. O intuito é ficar entre os dez primeiros amanhã – disse o competidor.
Rubens Barrichello com os filhos Eduardo e Fernando no box da Stock Car (Foto: Miguel Costa Jr. / divulgação)Barrichello com os filhos Eduardo e Fernando no box da Stock Car (Foto: Miguel Costa Jr. / divulgação)
Stock Car terá transmissão ao vivo do SporTV
As 12 etapas de 2013 serão transmitidas ao vivo pelos canais SporTV, incluindo a Corrida do Milhão, que mais uma vez encerra a temporada e deve decidir o campeonato. A prova mais cobiçada do automobilismo brasileiro, que dá um prêmio de R$ 1 milhão ao vencedor, também será exibida ao vivo pela TV Globo. A emissora deve transmitir mais duas provas em TV aberta, sempre ao vivo. A corrida deste domingo, primeira do campeonato, tem largada prevista para as 11h de domingo, no SporTV. A prova terá a duração de 40 minutos + uma volta.

Massa melhora seu tempo, mas perde roda, e Hamilton é o mais rápido do dia

Piloto britânico fez melhor volta do ano, na parte da manhã; brasileiro sai
da terceira para a segunda colocação, mas fica sem roda no fim do teste

Por GLOBOESPORTE.COM Barcelona, Espanha
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Hamilton em barcelona (Foto: Getty Images)Hamilton crava melhor tempo da temporada 2013
em Barcelona (Foto: Getty Images)
Os tempos pouco mudaram do treino da manhã para o da tarde. A chuva, muitas vezes presente nas últimas sessões, não apareceu neste terceiro dia de testes da pré-temporada em Barcelona, e Lewis Hamilton (Mercedes) foi o mais veloz, com 1m20s558. O tempo cravado pelo britânico na parte da manhã, com pneus macios, foi o melhor das duas sessões e do circuito espanhol em 2013.
Felipe Massa foi o único que chegou perto do campeão de 2008. Usando pneus macios e supermacios, o brasileiro fez várias simulações de voltas rápidas e saiu da terceira para a segunda colocação. O tempo de 1m21s266 fez com que o piloto da Ferrari superasse Adrian Sutil. No entanto, pouco tempo depois, uma das rodas da F138 se soltou do carro, e a bandeira vermelha entrou em ação, interrompendo o treino.
Massa em Barcelona (Foto: Getty Images)Felipe massa faz o terceiro melhor tempo no teste da tarde (Foto: Getty Images)
Assim como Esteban Gutiérrez (Sauber) e Jean-Eric Vergne (STR), Adrian Sutil (Force India), o segundo mais rápido de manhã, fez simulação de corrida à tarde. Entretanto, o tempo que fez mais cedo foi suficiente para lhe garantir o terceiro lugar, com 1m21s627. Apesar da demora nos ajustes da Williams, Pastor Maldonado ainda conseguiu ir para a pista para fazer a quarta melhor marca, virando 1m22s305. Mais tarde ele entregou a FW35 para o estreante Valtteri Bottas, que ficou em quinto, apenas 0.2s atrás do companheiro de equipe, após várias voltas com pneus duros.
Mark Webber (RBR) passou a maior parte do teste fazendo ajustes aerodinâmicos e testando pneus duros. Depois de uma rápida volta com pneus macios, ele conseguiu virar 1m22s658, tempo que lhe garantiu o sétimo melhor tempo. Em função de Kimi Raikkonen (Lotus) não poder treinar por estar com suspeita de intoxicação alimentar, Romain Grosjean foi para a pista na parte da tarde e ficou em décimo, com 1m23s380.
Confira os melhores tempos da manhã de testes em Barcelona:
1 – Lewis Hamilton (ING/Mercedes) – 1m20s558 (117 voltas)
2 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m21s673 (94)
3 –Adrian Sutil (ALE/Force India) – 1m21s627 (109)
4 – Pastor Maldonado (COL/Williams) – 1m22s305 (34)
5 – Valtteri Bottas (FIN/Williams) – 1m22s468 (31)
6 – Esteban Gutierrez (MEX/Sauber) – 1m22s553 (99)
7 – Mark Webber (AUS/RBR) – 1m22s658 (59)
8 – Sergio Perez (MEX/McLaren) – 1m22s694 (101)
9 –Jean-Eric Vergne (FRA/STR) – 1m23s223 (114)
10 - Romain Grosjean (FRA/Lotus) - 1m23s380 (46)
11 – Davide Valsecchi  (ITA/Lotus) – 1m23s448 (16)
12 – Jules Bianchi  (FRA/Marussia) – 1m24s028 (74)
13 – Giedo Van der Garde (HOL/Caterham) – 1m24s235 (126)

Mourinho volta a se estranhar com Daniel Alves e o xinga no clássico

Treinador português do Real Madrid chama o lateral brasileiro do Barcelona de 'filho da p...' após falta em Cristiano Ronaldo no clássico deste sábado

Por GLOBOESPORTE.COM Madri
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Daniel Alves e Sergio Ramos no jogo do Real Madrid e Barcelona (Foto: AFP)Alves e Sergio Ramos se encaram (Foto: AFP)
José Mourinho, técnico do Real Madrid, e Daniel Alves, lateral do Barcelona, têm trocado farpas frequentemente em entrevistas, mas, durante o clássico deste sábado vencido pelo time da capital por 2 a 1, o embate entre os dois foi bem direto. Após um carrinho por trás do brasileiro no craque Cristiano Ronaldo nos acréscimos do segundo tempo, o treinador português saiu bastante nervoso do banco de reservas e xingou o jogador de "filho da p..." diversas vezes. Imagens da rede de TV "Canal Plus" exibem de forma clara a ofensa.
Em janeiro do ano passado, Daniel Alves disse que Mourinho não descobriu o futebol, em uma provocação ao estilo egocêntrico do técnico do Real. O português respondeu com ironia, comparando o jogador a Albert Einstein e lembrando que foi um compatriota luso que descobriu o Brasil.
Eladio Paramés, assessor do técnico, foi mais direto e chamou o camisa 2 do Barcelona de burro.
- Alves está diferente desde que chegou à Espanha. Operou as orelhas, as fez menores, usa óculos de intelectual... Mas um burro de orelhas pequenas e com óculos não vira doutor, continua sendo burro.
Em dezembro passado, Mourinho atacou de novo, chamando o jogador de ator, por simular muitas faltas em campo.

No sufoco, Náutico vence o Chã Grande por 5 a 3 nos Aflitos

Elton, ex-Vasco, Corinthians e Vitória, marca três vezes e assume a liderança da artilharia do Pernambucano, com oito gols

Por GLOBOESPORTE.COM Recife
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Em um jogo de oito gols e lances polêmicos no estádio dos Aflitos, o Náutico derrotou o Chã Grande por 5 a 3 e recuperou a liderança do Campeonato Pernambucano, pelo menos provisoriamente, já que a 3ª rodada do segundo turno será completada neste domingo. O Timbu venceu, mas, em muitos momentos, em vez de festa nas arquibancadas, os jogadores alvirrubros tiveram que ouvir um coro de vaias de 5. 718 torcedores, insatisfeitos com o desempenho da equipe.
O técnico Vágner Mancini se esforçou para evitar um novo fracasso. Depois da derrota para o Pesqueira na rodada anterior, o treinador promoveu algumas mudanças no time alvirrubro para o jogo. Trocou a zaga titular, escalando Jean Rolt e Alison, nos lugares de Alemão e Luís Eduardo. Vinícius Pacheco também ganhou uma vaga no meio de campo. O atacante Rogério, que era dúvida durante a semana por conta de dores musculares, apareceu na escalação.
Elton Náutico (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Elton comemora gol, acompanhado por Vinícius Pacheco (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
O Chã Grande, buscando a primeira vitória no segundo turno, entrou em campo com alguns desfalques e três mudanças com relação à ultima partida, um empate com o Ypiranga.
A partida nos Aflitos foi em ritmo acelerado. O Náutico abriu o placar com Elton, em cobrança de pênalti, mas o Chã Grande conseguiu o empate, com Jhulliam, e em seguida Danilo virou o jogo, deixando a torcida alvirrubra bastante insatisfeita. Ainda no primeiro tempo, Elton empatou. Mais quatro gols saíram no segundo tempo, sendo 3 do Náutico, que sofreu pressão do início ao fim do confronto.
Na próxima quarta-feira, o Timbu vai ao sertão encarar o Salgueiro. O jogo está marcado para 21h50, no Cornélio de Barros. Já o Chã Grande recebe o Central, também na quarta-feira, no Carneirão, às 20h.
Primeiro tempo cheio de emoções nos Aflitos
Como é de costume no estádio dos Aflitos, o Náutico começou o jogo dominando as ações em campo. Aos três minutos, Rogério, arriscou de fora da área, obrigando o goleiro Davi a espalmar, afastando o perigo. Mas, aos cinco, o Timbu abriu o placar, em pênalti de Felipe em Rogério. Na cobrança, Elton deslocou o goleiro e marcou.
O Chã Grande teve a primeira boa oportunidade em uma cobrança de falta. Danilo mandou de longe, mas Felipe defendeu. Não demorou muito para sair o gol de empate. Celso tocou para Jhulliam, que fez o giro dentro da área e mandou sem chances para o goleiro alvirrubro.
E por pouco não saiu mais um aos 22 minutos. Um novo cruzamento de Celso encontrou Jaime sozinho, de frente para o gol. Felipe deu rebote, Thiago Lima ficou com a sobra e mandou por cima.
Elton Náutico (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Elton vibra no Aflitos e assume a artilharia
(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
O time visitante ganhou moral e, em um novo contra-ataque, conseguiu a virada, aos 28 minutos. Jaime desceu pela esquerda e serviu Danilo, que balançou a rede. A torcida já começava a mostrar insatisfação com o time alvirrubro quando Elton recebeu de Giovanni Augusto, chutou em cima do marcador na primeira tentativa, mas não falhou na segunda, deixando tudo igual nos Aflitos outra vez.
Mas a preocupação com o adversário continuava. O Chã Grande chegou com perigo de novo, em uma cobrança de falta de Jaime. Felipe deu rebote, e Auremir ajudou a defesa mandando para fora. Os adversários ficaram na bronca, alegando um toque de mão.
O Náutico deu o troco também numa cobrança de falta. Rogério bateu e Davi mandou para escanteio. Depois, Rogério voltou a testar o goleiro do Chã Grande. Antes do chute, foi a torcida nos Aflitos quem pediu mão na bola de Jaildo. Mas o primeiro tempo terminou 2 a 2 mesmo. E o Náutico deixou o campo para o intervalo debaixo de vaias.
Sofrimento para o torcedor do Timbu, com vitória no fim
O time de Vágner Mancini voltou mais ligado no segundo tempo. Aos nove minutos, depois de uma cobrança de falta de Rogério pela esquerda, o zagueiro Alison subiu para deixar o Náutico mais uma vez na frente no placar. As chances para ampliar o marcador apareceram. Elton recebeu um belo cruzamento de Maranhão e, em boas condições para marcar, errou o chute.  O castigo veio depois de uma cobrança de escanteio. Jaime mandou para a área, Jhulliam cabeceou, e Felipe não consegiu segurar. Danilo não perdoou e marcou o segundo dele no jogo, fazendo 3 a 3. Nas arquibancadas, a torcida começou a pedir pelo goleiro Gideão.
Elton esteve perto de desempatar a partida. Giovanni Augusto fez boa jogada pela esquerda e encontrou o artilheiro, que conseguiu sair da marcação para chutar para fora. O técnico Vágner Mancini arriscou todas as fichas no ataque e colocou Renato no lugar de Giovanni Augusto, que estava bem. O Náutico passou a jogar com três atacantes, e o Chã Grande investiu mais na marcação.
Somente quase no fim que o Náutico garantiu os três pontos. Aos 37, depois de uma cobrança de falta, a bola sobrou com Rogério, que teve dificuldades para dominar, mas conseguiu tocar para Marcos Paulo, que mandou para o gol, livrando o Náutico do sufoco. Aos 40 minutos, o alívio. Elton recebeu de Rogério e marcou o terceiro dele na partida, chegando a oito gols no Campeonato Pernambucano e sacramentando a vitória do Timbu.
Cruzeiro derrota Tombense por 3 a 1 e garante permanência na liderança
Vinícius Araújo, Everton Ribeiro e Élber fazem para o time de Belo Horizonte, Adeílson marca o único da equipe de Tombos
 
 
A CRÔNICA
por Tarcísio Badaró
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O atacante Vinícius Araújo saiu do banco de reservas ainda no início do primeiro tempo para se tornar o nome do jogo. Com um gol e uma assistência, ele ajudou o Cruzeiro a bater o Tombense por 3 a 1, neste sábado, no Mineirão, pela quarta rodada do Campeonato Mineiro. De cabeça, o atacante Adeílson marcou o único da equipe de Tombos. Com a vitória, o time celeste chegou aos dez pontos e se manteve na liderança da primeira fase. O jogo, que marcava a estreia do meia Diego Souza no Mineirão, teve um camisa 10 apagado com atuação apenas razoável. Já o Tombense, estreante e surpresa do campeonato até então, mostrou bom futebol e muito disposição. A equipe do interior segue na terceira posição, com seis pontos, mas pode cair após os jogos deste domingo. Quatro equipes avançam às semifinais ao fim das 11 rodadas.
Na próxima rodada, o Cruzeiro vai até Araxá encarar a equipe da casa. O jogo será no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no estádio Fausto Alvim. Já o Tombense receberá o Boa Esporte no sábado, às 17h, no estádio Almeidão, em Tombos.
Vinícius Araújo luan cruzeiro gol tombense (Foto: Pedro Vilela / Futura Press)Vinícius Araújo comemora com Luan o gol do Cruzeiro (Foto: Pedro Vilela / Futura Press)
Todos no Cruzeiro esperavam um Tombense fechado na defesa. E não se surpreenderam quando a bola rolou. O time do interior se propôs a defender, apostando em algum contra-ataque. Com jogadores fortes, fez a retranca e não deu espaço para o Cruzeiro. O time celeste, por sua vez, apresentou a mesma dificuldade do jogo passado. Até teve paciência para rodar a bola, mas não conseguiu criar alternativas para chegar ao gol adversário.

Logo no começo do jogo, o Cruzeiro perdeu o atacante Anselmo Ramon. Ele sentiu uma fisgada no adutor da coxa esquerda e deu lugar ao garoto Vinícius Araújo. Com pouca criatividade, o time celeste só conseguiu uma finalização perigosa aos 18 minutos, com Diego Souza, após passe do zagueiro Paulão. Até então, o Tombense marcava bem e cumpria o plano de jogo. No entanto, não conseguia encaixar um contra-ataque.

E foi quando o Cruzeiro imprimiu um pouco mais de velocidade no ataque que o gol saiu. Éverton recebeu bom passe de Éverton Ribeiro pela esquerda e foi ao fundo. Ele bateu cruzado, e o goleiro Glaycon soltou. O garoto Vinícius Araújo mostrou ter estrela e comprovou a fama de oportunista. Foi só empurrar para o gol. Cruzeiro 1 a 0, aos 37 minutos.

O gol cruzeirense obrigou o Tombense a buscar um pouco mais o jogo. O que acabou dando mais espaço para o Cruzeiro. Poucos minutos depois, a Raposa quase ampliou. Após troca de passes envolvente pela direita, Ceará levantou no segundo poste. Luan finalizou de cabeça. A bola chegou a tocar no travessão antes de sair. No finalzinho, após cruzamento de Éverton Ribeiro, Vinícius Araújo quase marcou mais um.
Disputa boa
O segundo tempo começou agitado. Éverton Ribeiro tabelou com Vinícius Araújo, bateu no canto, e por pouco não ampliou para o Cruzeiro logo no início. O Tombense deu o troco em seguida. Após escanteio da direita, André ganhou de cabeça e quase marcou. O jogo era bom, lá e cá. Luan bateu cruzado da esquerda e Vinícius Araújo quase chegou a tempo de finalizar. A partida foi mais fraca nos primeiros quinze minutos, com uma leve vantagem para o time celeste.

Após os 15, o Tombense recuou. Voltou a dar mais atenção à defesa e a esperar por um bom contra-ataque. E aos 20 minutos encontrou. Após belo passe da defesa, Adeílson saiu sozinho na cara do goleiro. Ele teve tempo para pensar e escolher a melhor jogada. Mas Fábio cresceu no lance e defendeu. Foi a chance de ouro do time do Gavião.

O Tombense se animou e cresceu no jogo. Uma boa para a equipe vermelha eram as jogadas pelo alto. Após escanteio da direita,  André ganhou pelo alto, mas Paulão salvou o Cruzeiro. Mas quando o time visitante começava a se sentir a vontade no Mineirão, a Raposa marcou o segundo. Aos 27 minutos, Vinícius Araújo apareceu novamente. Ele fez boa jogada pela esquerda e cruzou. Éverton Ribeiro bateu de primeira e ampliou o placar.

O time de Tombos não desanimou e conseguiu descontar. Aos 33 minutos, a bola aérea, que já havia se anunciada como perigosa funcionou. Após falta da esquerda, Adeílson ganhou no segundo poste e marcou. O Tombense cresceu no jogo e foi buscar o empate. Por pouco, ele não veio com Adeílson novamente, que quase marcou após sobra da defesa.
Mas foi o Cruzeiro que acabou marcando. Aos 43, depois de um belo passe de Dagoberto, Élber soltou a bomba, sem chances para o goleiro Glaycon. E fim de jogo no Mineirão, que recebeu público de 21.152 pagantes e teve renda de R$ 898.780,00.
Diego Souza, atacante do Cruzeiro (Foto: Washington Alves / Vipcomm)Diego Souza: atuação discreta no 1º jogo pelo Cruzeiro no MIneirão (Foto: Washington Alves / Vipcomm)
Com Romário, Vasco, time da virada, bate Flu e vai à final para Gaúcho
Depois de abrir o placar e permitir virada tricolor, time faz 3 a 2 e dá vaga na decisão da Taça GB de presente para técnico, que domingo faz 60 anos
 
 
DESTAQUES DO JOGO
  • brilha a estrela
    Gaúcho
    Na véspera de chegar aos 60 anos, o técnico acertou ao lançar Dakson e Romário. O primeiro centrou para o segundo empatar a partida e iniciar a virada do time.
  • nome do jogo
    Dedé
    Além de cobrir algumas falhas de Renato Silva e ter tirado o time do sufoco no fim da primeira etapa, foi à frente para fazer o gol da vitória e dar presente a Gaúcho.
  • decepção
    Gum
    O zagueiro tricolor acabou sendo o ponto fraco da defesa. Falhou em dois gols do Vasco, o primeiro e o terceiro, e comprometeu o sistema defensivo tricolor.
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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Não podia ser melhor para a torcida do Vasco e o aniversariante de domingo, o técnico Gaúcho. Na véspera de completar 60 anos, o treinador vascaíno mostrou estrela ao fazer boas substituições no segundo tempo e ver sua equipe devolver às arquibancadas, na noite deste sábado, no Engenhão, os gritos da torcida de "o Vasco é o time da virada, o Vasco é o time do amor". Numa partida emocionante, em que chegou a estar perdendo - também de virada - por 2 a 1 aos 34 minutos do segundo tempo, a equipe reagiu e chegou aos 3 a 2, com direito a gol de um outro Romário.
O primeiro tempo terminou 0 a 0, o que já dava ao Vasco a vaga na final da Taça GB, por melhor campanha no primeiro turno do Campeonato Carioca. Mas o grande destaque ficou por conta da segunda etapa, quando Bernardo abriu o placar aos 24 minutos. O Flu reagiu e fez 2 a 1 com Thiago Neves e Wellington Nem. Foi quando Gaúcho, ex-jogador do clube nos anos 1970 e 1980, lembrou da velha garra cruz-maltina nos momentos difíceis e injetou sangue novo. Dakson, 25 anos, e Romário, 20, entraram. O primeiro cruzou para o outro empatar. Depois, coube a Dedé, zagueiro como Gaúcho já fora um dia, fazer o gol da vitória com sabor especial.
O zagueiro cruz-maltino foi um dos destaques desse triunfo que deixa o time na briga para encerrar um jejum de nove anos sem conquistar um turno sequer. Após assegurar vaga na final da Taça Guanabara no próximo domingo, agora aguarda o vencedor de Flamengo x Botafogo, que se enfrentam neste domingo, também no Engenhão.
- Estou feliz não pelo individual, mas pelo grupo. Começamos como a quarta força do Estado do Rio, hoje já não somos mais a quarta força, estamos brigando para ser a primeira - afirmou Dedé.
Dedé comemora gol do Vasco contra o Fluminense (Foto: Guilherme Pinto / Ag. O Globo)No gol de Dedé, o da vitória, a comemoração em grande estilo (Foto: Guilherme Pinto / Ag. O Globo)
Ao Fluminense, resta seguir na Libertadores antes de estrear na Taça Rio, segundo turno do Carioca. Na próxima quarta-feira, o Tricolor volta a jogar na competição sul-americana contra o Huachipato, do Chile, que derrotou por 2 a 1 semana passada fora de casa. Agora, a partida será no Engenhão. Na saída de campo, Thiago Neves, autor do primeiro gol do Flu e um dos melhores do time, ainda lamentava a eliminação na Taça GB.
- Faltou atenção, né? No segundo gol do Vasco, principalmente. Foi fácil o toque de bola deles na lateral. O Abel insiste em diminuir espaço... Mas estamos de parabéns, faltou só segurar o resultado.
Flu começa melhor
O próprio Thiago Neves tentou impulsionar o Fluminense logo no começo. Num primeiro tempo em que o time teve o domínio da partida mas não contava com noite inspirada de seus principais jogadores, o Vasco, com a vantagem do empate, deu mostras desde o começo de ter entrado em campo com o regulamento debaixo do braço. E acabou já sendo o vitorioso com o 0 a 0 nos primeiros 45 minutos. Tudo bem que correu riscos ao usar a estratégia de chamar o adversário para depois tentar decidir nos contra-ataques. Principalmente porque o técnico Gaúcho não esperava ter uma defesa tão confusa na marcação e na saída de bola. A equipe tricolor, apesar dos sinais de cansaço por conta da viagem e do jogo pela  Libertadores no meio da semana, procurou se aproveitar disso. E por pouco não mudou o panorama logo na primeira jogada.
Renato Silva começou a complicar a defesa do Vasco antes de o ponteiro chegar a um minuto de partida ao jogar a bola desnecessariamente para a lateral tendo Dedé ao seu lado. Thiago Neves, armando pela direita, se aproveitou da situação após a cobrança do lateral e tabelou com Fred. O camisa 10 tricolor recebeu e mandou o cartão de visitas tricolor na trave de Alessandro, já batido no lance. O tempo cravava 55 segundos
Com dois volantes também se complicando na marcação e nas saídas de bola, o Vasco sofria com a apatia de Pedro Ken e Carlos Alberto, homens de criação da equipe sem espaços para produzir. Resumo: Bernardo e Eder Luis mal participavam da partida. Melhor para o Flu.
Vasco recuado
Pior para o Vasco é que os erros da defesa se repetiam. Em escanteio pela direita, uma falha de posicionamento - até de Dedé - deixou o zagueiro Anderson livre para marcar. Por sorte do time, o zagueiro tricolor bateu em cima de Alessandro, que no reflexo salvou em cima da linha. Tudo isso em menos de dez minutos.
Fred na partida do Fluminense contra o Vasco (Foto: Reginaldo Pimenta / Agência O Globo) Fred tem atuação apagada na derrota do Flu para o
Vasco (Foto: Reginaldo Pimenta / Agência O Globo)
A equipe tricolor viu que, se forçasse, poderia tirar partido. Se a equipe saía lentamente da defesa para o ataque, tinha um jogador no meio-campo capaz de mudar o ritmo com um simples toque. Esse cara era Deco. O camisa 20 deu uma linda virada de bola para a esquerda. Carlinhos arrancou como ponta, cortou Eder Luis, mas bateu também em cima de Alessandro. O lateral-esquerdo tricolor começou a ser mais acionado na partida. E foi dele o centro que Fred poderia ter aproveitado melhor. O camisa 9 tricolor cabeceou para o alto, e a bola subiu.
Para infelicidade do Flu, Deco não teve outro momento de inspiração como aquele. Fred, nem se fala. Acuado, o Vasco precisava acordar ao menos nos contra-ataques. Só aos 34 minutos o time tentou encaixar a jogada veloz com Eder Luis. Mas Pedro Ken lançou com força, e o goleiro Diego Cavallieri saiu bem e evitou o pior. No fim da primeira etapa, coube a Dedé o melhor momento do time até então na partida. O zagueiro arrancou da defesa e deu o passe certo para o veloz ponta-direita. Eder Luis fez tudo certo. Mas Carlos Alberto, não. Ao receber a bola, abusou do preciosismo. Quis fazer fila e desperdiçou uma boa jogada de ataque, irritando a torcida. Mas o primeiro tempo acabou sendo bom com o 0 a 0. E Dedé, que depois seria o herói da vitória, tirava o time do sufoco.
Mudanças e gols
No vestiário, o técnico Abel Braga resolveu mexer no Flu. Trocou o lateral-direito Bruno por Wellington Silva. Mas foi o Vasco empolgado pela garra de Dedé no fim do primeiro tempo que voltou melhor no começo do segundo. E teve mais uma vez nos pés de Carlos Alberto a chance de abrir o placar. Numa falha de Wellington Nem, apagado em campo, o camisa 10 cruz-maltino arrancou com a bola do meio-campo e, quando tinha Eder Luis pela direita e Bernardo e Wendel pela esquerda, com apenas dois tricolores na marcação, preferiu tocar para o camisa 31. Bernardo bateu, Cavalieri defendeu.
Deco já dava sinais de cansaço. Abel o trocou por Wagner. O Flu dava mais sinais ainda de desgaste. O Vasco, ao contrário, explorava mais os espaços para o contra-ataque. Com Pedro Ken mais ligado, Bernardo e Eder Luis mais efetivos, o time cresceu em relação à primeira etapa. O Fluminense já começava a olhar para o relógio.
Tenso, o time tricolor acabou falhando na defesa. E aos 24 o contra-ataque cruz-maltino foi letal: Gum rebateu mal de cabeça um lançamento, a bola sobrou  para Eder Luis. O centro do camisa 7 para Bernardo foi na medida. O camisa 31 bateu de canhota, de prima. A bola passou por baixo de Diego Cavallieri: 1 a 0 para o Vasco. Na comemoração, atropelou um radialista...
O tempo passava, e o Fluminense, agora, precisava de dois gols para sair com a vaga para a final da Taça GB. Abel, no desespero, sacou o zagueiro Anderson para pôr o atacante Rhayner, que não faz um gol há mais de dois anos. E o jogador acabou ajudando no empate. Num cochilo da defesa do Vasco em cobrança de lateral tricolor, o camisa 22 tentou matar a bola, que sobrou para Thiago Neves mandar para o fundo das redes, aos 32 minutos.
Duas viradas
Era o combustível que o tricolor precisava. E outro jogador que Abel botou na partida participou da virada tricolor: Carlinhos avançou pela esquerda e cortou para o meio. Bateu com força. Alessandro espalmou, e Wellington Silva tocou para Wellington Nem, num balaço, virar a partida, aos 34 minutos.
Se Abel Braga mexeu bem no time, o técnico Gaúcho mostrou que os cabelos brancos da terceira idade contam a favor num momento crítico. Na véspera de completar 60 anos, pôs dois jogadores que mudaram a partida. Dakson entrou no lugar de Eder Luis e Romário no de Thiago Feltri. E foi Dakson que centrou para Romário empatar, aos 38.
A partida estava emocionante. Os dois times buscavam o gol. Mas o Vasco justificou os gritos da torcida de ser o time da virada. Dessa vez, foi Bernardo quem cruzou. E Dedé, aquele chamado de Mito, que no fim do primeiro tempo tirou o time do sufoco, se aproveitou da falha de marcação de Gum e bateu por baixo das pernas de Diego Cavallieri, aos 41. O presente de aniversário para Gaúcho foi em alto estilo. De zagueiro para ex-zagueiro.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Curtinha: Dedé sofre pancada, dá novo susto, mas jogará o clássico

Zagueiro entra em choque de cabeça com Renato Silva em rachão, mas enfrenta o Fluminense, pela semifinal da Taça Guanabara

Por Fred Huber e Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
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O treino marcado pelo bom humor terminou com um susto. A última jogada do recreativo do Vasco desta sexta-feira, em São Januário, terminou com um choque de cabeça entre Dedé e Renato Silva. O capitão logo deixou o gramado, acompanhado do médico, rumo ao vestiário.
No entanto, Dedé não será problema para o clássico contra o Fluminense, neste sábado, no Engenhão, pela semifinal da Taça Guanabra. O zagueiro foi observado pelo departamento médico, mas, segundo o técnico Gaúcho, está recuperado e pronto para reforçar o Vasco.

Panorama: após três meses 'parado', Maracanã chega a 87% de conclusão

Obra do estádio, que estava desde dezembro com 80%, avança, mas fica para trás em relação aos outros campos da Copa das Confederações

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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lula maracanã (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)Lula visita obra do Maracanã: ameaça de greve
acabou após acordo com governo do RJ
(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
Demoraram três meses, mas finalmente a obra do Maracanã "andou" em fevereiro. Sem atualizar os dados da reforma do palco das finais da Copa das Confederações e da Copa do Mundo desde dezembro do ano passado, a Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop) divulgou que a arena do Rio de Janeiro chegou a 87% de conclusão depois de ter estacionado em 80% nos últimos três meses.
Desde outubro de 2011, o GLOBOESPORTE.COM publica no primeiro dia de cada mês o panorama das obras dos 12 campos do Mundial de 2014, de acordo com informações passadas pelos comitês locais. Em 1º de dezembro de 2012, os responsáveis pelo Maracanã afirmavam que o estádio carioca havia chegado a 80%. Mesmo número da Arena Fonte Nova, em Salvador, e acima dos 70% da Arena Pernamnuco, no Recife.
Porém, neste 1º de março, enquanto o Maracanã comemora os 87% e tem abertura marcada para 2 de junho com Brasil x Inglaterra, o estádio baiano chegou a 95% (com inauguração prevista para 7 de abril) e a arena pernambucana está 90% pronta (a estreia deve ser em 14 de abril). Vale lembrar que os três campos serão usados na Copa das Confederações, assim como o Nacional Mané Garrincha (Brasília), que fechou fevereiro com 90%, e os já prontos Castelão (Fortaleza) e Mineirão (Belo Horizonte).
O maior avanço no Maracanã em fevereiro foi o início das instalações das cadeiras e da cobertura. Mas o gramado, que estava previsto para ser colocado no dia 26, só deverá chegar ao estádio na próxima semana. Durante o mês, houve uma ameaça de greve e os operários chegaram a paralisar a obra durante um dia, mas aceitaram novos benefícios oferecidos pelo governo e voltaram ao trabalho. Na última quinta, houve até visita do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O governador do estado, Sergio Cabral, promete entregar a arena pronta até 28 de maio.
Mineirão tem problemas na inauguração
Belo Horizonte fez festa para o primeiro jogo no Mineirão, mas torcedores de Atlético-MG e Cruzeiro sofreram no clássico do dia 3 de fevereiro. Além de tumultos na entrada, as pessoas reclamaram de falta de iluminação elétrica e água nos banheiros.
O funcionamento dos bares do estádio também foi muito criticado, pois alguns não abriram no horário de costume e fecharam antes do intervalo por falta de produtos. Por causa da série de reclamações, a Minas Arena, responsável pela administração do Mineirão, foi multada em R$ 1 milhão.
Em Porto Alegre, o Internacional começou a instalação do gramado do novo Beira-Rio, que fechou o mês com 58% de conclusão. Ainda não usada no país, a grama bermuda "tifgrand" vem da Flórida, nos Estados Unidos. É do tipo verão e se entrelaça ao solo devido a uma camada de 10 cm de terra misturada a fibras elásticas, que se agarram ao material jogado pelos funcionários.
Entrada dos torcedores do Atlético-MG no Mineirão (Foto: Felippe Costa)Tumulto na entrada no clássico foi um dos problemas da abertura do Mineirão (Foto: Felippe Costa)

Justiça reduz para 10% as penhoras de três patrocinadores do Vasco

Clube consegue dar fim a seis meses de bloqueio total de suas rendas por causa de dívidas com a Fazenda Nacional e terá acesso a R$ 9 milhões

Por Gustavo Rotstein e Vicente Seda Rio de Janeiro
Após mais de seis meses de luta, o Vasco obteve uma importante vitória na Justiça que dará um alívio à sua grave crise financeira. Em 18 de fevereiro, o juiz Teophilo Miguel, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, decidiu reduzir de 100% para 10% as penhoras sobre três fontes de receitas do clube, retidas por conta de dívidas fiscais e tributárias com a Fazenda Nacional.
De acordo com a decisão judiciária, o Vasco agora terá acesso a 90% das receitas de Ambev, Penalty e Ale, todas empresas patrocinadoras do clube. A porcentagem restante será depositada em juízo para que sejam pagas as dívidas. Portanto, do valor de R$ 10.051.044,00, o Vasco terá acesso a cerca de R$ 9 milhões. Em seu texto, o juiz explica que este valor representa quase 80% da renda anual da instituição.
Desde agosto o Vasco vinha buscando na Justiça a redução da sua penhora. Em seu último pedido, o corpo jurídico do clube solicitou a retenção de 2,5%, mas o juiz optou por 10%, lembrando que o bloqueio “inviabilizaria a continuidade e sobrevivência da associação”.
- Essa é uma vitória do Vasco numa decisão bastante criteriosa do desembargador. Pela primeira vez enxergaram que sem as receitas o clube não poderia continuar a funcionar - afirmou Marcello Macedo, um dos advogados contratados pelo clube.
No entanto, o Vasco não terá acesso direto a todo os R$ 9 milhões, já que o clube teve o contrato encerrado com a Ale e tem a verba da Ambev relacionada a melhorias em seu patrimônio. Sobra a verba mensal da Penalty (cerca de R$ 200 mil), que voltará a entrar nos cofres.
O Vasco segue em busca da liberação de suas outras receitas, como as cotas de transmissão da televisão (Rede Globo), BFG e TIM, . No entanto, o departamento jurídico do clube acredita que esta primeira decisão favorável abrirá o caminho para outras.

Fora da Marussia, Razia ainda sonha com F-1, mas admite estar 'sem chão'

Fora por falta de pagamento de patrocinador, baiano não tem mágoa da equipe e crê que Bianchi também chega com dinheiro para substituí-lo

Por Felipe Siqueira Rio de Janeiro
Luiz Razia - Marussia - Fórmula 1 (Foto: Divulgação)Razia chegou a participar da primeira sessão de
testes em Jerez de la Frontera (Foto: Divulgação)
'Batalhar' é uma palavra muito presente vida de Luiz Razia. Neste ano, o brasileiro de 23 anos, que havia começado a competir em corridas em “gaiolas” nas terras da cidade de Barreiras (Bahia), parecia finalmente ter realizado seu maior objetivo: tornar-se piloto de Fórmula 1. Era a superação de um caminho difícil que passava pela falta de apoio de empresas nacionais. Mas o sonho acabou antes mesmo de se tornar realidade. Apenas 23 dias depois de ser anunciado pela Marussia, o vice-campeão da GP2 teve seu contrato rescindido por falta de pagamento de um dos patrocinadores que ele havia trazido para a equipe, e foi substituído por Jules Bianchi. Apesar da decepção, o baiano mostrou serenidade com o episódio e garantiu seguir com o espírito lutador em busca de um lugar na F-1.
- Não vou desistir agora que estou tão perto. Infelizmente, essa oportunidade passou, ficou para trás. No momento, estou realmente sem chão, sem saber o que vou fazer, porque até hoje à tarde eu estava na Fórmula 1. Mas sei que tenho as qualidades necessárias e sou profissional para estar ali. Não penso em entrar em outra categoria. Meu objetivo sempre foi chegar na F-1. Faço o possível e o impossível para conseguir as coisas na minha vida – disse o piloto em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.
Luiz Razia - Marussia - Fórmula 1 (Foto: Divulgação)Um dos patrocinadores do brasileiro não depositou o pagamento para a Marussia (Foto: Divulgação)
Anunciado oficialmente no dia 6 de fevereiro, Razia chegou a participar de dois testes de pré-temporada em Jerez de la Frontera (Espanha). Porém, um dos patrocinadores não depositou o pagamento combinado com a Marussia, e o piloto foi sacado das sessões seguintes, em Barcelona. Com a proximidade da temporada (17 de março, no GP da Austrália), a situação ficou insustentável, e a escuderia russa baseada na Inglaterra decidiu substituí-lo por Bianchi.
- Foi um acaso. Não foi por falta de comprometimento ou de profissionalismo da minha parte. Fiz tanto quanto qualquer um faria para conseguir o que queria. Infelizmente, eles me tiraram em razão de um fracasso circunstancial. Tínhamos um contrato e precisávamos cumprir. Infelizmente, ficamos vulneráveis quando nossos investidores não cumpriram a segunda parte do compromisso – lamentou.
Luiz razia marussia testes Jerez de la frontera (Foto: Agência Getty Images)Baiano guiando o carro da Marussia em Jerez de la Frontera, no início de fevereiro (Foto: Getty Images)
Desde que soube da pendência com um de seus patrocinadores, o baiano buscou diversas formas para se garantir na equipe. Primeiro, tentou solucionar a situação com a empresa e, na sequência, correu atrás de novos investidores.
- Tentamos resolver com as pessoas com quem tínhamos assinado o contrato. Depois, buscamos oportunidades que tínhamos tentado antes para consertar a situação. Mas, infelizmente, chegou a um momento muito difícil. Falta pouco tempo para o início da temporada, isso atrapalhou – explicou.
Em tempos de crise econômica mundial, não bastava a bela temporada de 2012, que culminou com o vice da GP2, principal categoria de acesso à F-1, para conseguir o lugar na categoria. Razia precisava levar aporte financeiro, como acontece com diversos outros pilotos do grid. Perguntado se seu substituto também estaria levando dinheiro à Marussia, o baiano foi taxativo:
- Seria piada se alguém pensar que não. Se isso não pesasse, eu estaria sentado no carro agora – emendou.
JULES BIANCHI - MARUSSIA (Foto: Divulgação/Marussia)Jules Bianchi, que era reserva da Force India, substitui o brasileiro na Marussia (Foto: Divulgação)
Sem mágoas com Marussia
Apesar de ter sido sacado a poucos dias de estrear na Fórmula 1, Razia garante que não guarda mágoas da Marussia e afirma que recebeu grande apoio da equipe, mas a situação não pôde ser contornada. Ele eximiu a escuderia de culpa e lamentou o não cumprimento do contrato por parte do patrocinador.
- A equipe me deu a oportunidade de que eu precisava, correram atrás de mim até o último momento. O contrato era até generoso da parte deles. Mas chegou um momento em que eles precisavam tomar uma atitude. Eles tentaram me ajudar, gostavam de mim como piloto. A equipe fez a parte dela até quando podia. Nós nos esforçamos ao máximo, mas, infelizmente, eles tomaram essa decisão. Não conseguimos nos manter porque nossos apoiadores não cumpriram o que prometeram. O que eles fizeram foi muito chato. Vamos conversar com eles e ver o que aconteceu – concluiu.
Luiz Razia vence na Malásia (Foto: Divulgação GP2)Luiz Razia foi vice da GP2 (Foto: Divulgação GP2)
Dificuldade na carreira como lição
Vice-campeão da GP2, Razia se espelha em exemplos que ele mesmo enfrentou para manter acesa a esperança de competir na categoria máxima do automobilismo mundial futuramente. No início do ano passado, decepcionado após três anos em equipes pouco competitivas na GP2, pensou até em abandonar a carreira. Entretanto, ganhou a oportunidade de guiar na equipe Arden, de Adrian Newey (chefe da RBR na F-1) e agarrou a chance com unhas e dentes, fazendo uma bela temporada e chamando a atenção de algumas escuderias da F-1, realizando testes para jovens pilotos por Force India e STR.
- Aprendi muito na carreira. Em 2012, tive uma grande lição. Consegui mostrar talento para todos e adquiri respeito. Cresci muito como pessoa e como profissional. Sou muito mais forte e determinado. Preciso também aprender essa nova lição, para enfrentar 2013 com ainda mais força e determinação. Sinto que tudo que está acontecendo tem sido uma jornada espiritual - avaliou o piloto que também participou dos treinos de novatos da F-1 em outras duas ocasiões, em 2010 pela própria Marussia (na época Virgin) e em 2011 pela Team Lotus, atual Caterham.
País fica com apenas um representante pela primeira vez desde 1971
Com a saída de Razia e a ausência de Bruno Senna (que segue para o Mundial de Endurance), o país contará apenas com um brasileiro: Felipe Massa, da Ferrari. A última temporada em que o Brasil contou apenas com um representante foi em 1971, com Emerson Fittipaldi. O ano de 1978 começou somente com Emerson, mas teve a estreia de Nelson Piquet na 11ª etapa. A temporada 2013 da F-1 começa no dia 17 de março, com o GP da Austrália. Os pilotos ainda participarão de mais dois dias de testes em Barcelona neste fim de semana.

Em boletim de ocorrência, bugrino acusa Branco e presidente de coação

Segundo volante Eduardo, revelação do Guarani, de 17 anos, Álvaro Negrão e técnico alviverde o forçaram a assinar com empresário

Por Heitor Esmeriz e Murilo Borges Campinas, SP
Branco, técnico do Guarani (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)Branco é um dos alvos do boletim de ocorrência
do jovem Eduardo (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)
O sumiço do volante Eduardo virou caso de polícia no Guarani. De um lado, a atual diretoria acusa o ex-presidente Marcelo Mingone de aliciar o jovem jogador. Do outro, a própria revelação bugrina registrou um boletim de ocorrência contra o atual presidente, Álvaro Negrão, e o técnico Branco, denunciando a dupla de forçá-lo a assinar contrato com o empresário Nenê Zini, parceiro do clube. A queixa foi feita no 5º Distrito Policial de Campinas na noite de quinta-feira.
Segundo o depoimento de Eduardo, de 17 anos, o gerente de futebol Isaías Tinoco o colocou em um carro para ir ao escritório de Nenê Zini. O volante disse que iria consultar sua mãe antes, mas Isaías falou que não haveria necessidade. Na chegada ao local, no Jardim Proença, Branco perguntou, ainda de acordo com o relato: "Você quer jogar no Guarani? Então entra lá na sala e conversa com o Álvaro Negrão e o Nenê Zini". Na sala, Eduardo conta que o presidente bugrino ameaçou deixá-lo parado caso não fechasse com o empresário: "Assina com o Nenê Zini, senão você vai ficar um ano e meio sem jogar", detalha o boletim de ocorrência.
O advogado Fábio Luiz de Oliveira, que representa Eduardo na ação, garante que o volante não assinou e, junto com a mãe e o empresário Hugo Ardison, decidiu prestar queixa. A polêmica começou quando terminou o contrato de empréstimo de Eduardo com o São Paulo, no fim de janeiro. A reapresentação ao Guarani estava marcada para o início de fevereiro. A partir daí, as partes têm versões diferentes.
Filipe Souza, advogado do Bugre, diz que o Guarani liberou o atleta para um período de descanso, mas não conseguiu entrar em contato na data marcada. Segundo Souza, em uma das ligações, Marcelo Mingone se passou por tio do jogador e pediu para que a diretoria não o procurasse mais. Já Fábio Luiz de Oliveira garante que Eduardo se reapresentou normalmente, mas parou de frequentar o clube depois do episódio.
Isaías Tinoco, Álvaro Negrão e Filipe Souza durante entrevista no Guarani (Foto: Carlos Velardi / EPTV)Isaías Tinoco, Álvaro Negrão e Filipe Souza falam sobre o caso de Eduardo (Foto: Carlos Velardi / EPTV)
- Ele é um menor, quase uma criança. Por tudo que aconteceu, não tem mais estrutura para treinar no Guarani. Quando se entra com uma ação dessas, ele (Eduardo) não é obrigado a ir treinar, já que não vai sofrer nenhuma sanção de abandono de emprego. Lógico que não vai receber salários neste período, mas não precisa se apresentar - argumentou Oliveira.
Acusar é fácil. O Brasil inteiro me conhece. Esse menino nunca treinou comigo, não o conheço. Não quero nem falar muito porque é algo ridículo"
Branco, técnico do Guarani e citado por Eduardo no BO
A defesa de Eduardo já entrou na Justiça com um pedido de rescisão indireta pela coação que o volante sofreu. Uma audiência está marcada para 7 de março para resolver o imbróglio.
- Um acordo é sempre melhor para todos, mas ainda não tivemos nenhuma conversa - explicou o advogado, por telefone, na tarde desta sexta-feira.
O presidente Álvaro Negrão foi procurado pela reportagem do GLOBOESPORTE.COM durante toda a tarde de sexta, mas não atendeu às ligações.
Branco, por sua vez, evitou estender o assunto na entrevista coletiva após o treinamento desta sexta-feira, mas, pelo pouco que falou, mostrou irritação em ver seu nome envolvido na polêmica.
- Acusar é fácil. Para mim, é muito simples. O Brasil inteiro me conhece. Esse menino nunca treinou comigo, não o conheço. Espero até que tenha sucesso na carreira. Não quero nem falar muito porque é algo extremamente ridículo. Já falei com o meu advogado e ele vai resolver. Se fui citado no BO, alguém vai ter que explicar isso na Justiça - disse o treinador.
O ex-presidente Marcelo Mingone rebateu as denúncias e também descartou qualquer tipo de envolvimento com o sumiço de Eduardo.
- Não falo com o Eduardo desde quando fui presidente, na época que ele saiu para o São Paulo. Não converso com a diretoria. A versão do advogado do Guarani é lamentável. Lamento muito eles querem se esconder atrás da péssima administração do clube. Estão tentando, por incapacidade e desespero, tumultuar - afirmou Mingone, que adiantou que vai processar o advogado Filipe Souza pelas acusações.

Diretoria conversa com Ney Franco e esclarece ‘atuação vergonhosa’

Vice de futebol do São Paulo reforça que aprova trabalho do técnico e do grupo e encerra polêmica criada após vitória no sufoco sobre o Strongest

Por Alexandre Lozetti São Paulo
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Ney Franco, São Paulo x The Strongest (Foto: Marcos Ribolli)Ney Franco se incomoda com críticas do vice de
futebol do Tricolor (Foto: Marcos Ribolli)
Na manhã desta sexta-feira, o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes e o técnico Ney Franco botaram um ponto final na polêmica criada na noite anterior, depois que o dirigente afirmou que a atuação do São Paulo na vitória por 2 a 1 sobre o Strongest, pela Taça Libertadores, o deixou envergonhado. Na entrevista coletiva, o treinador deixou claro que não gostou, achou a declaração de João Paulo forte, e, em outra resposta, deu a entender que quem resolve as questões do futebol no clube é o diretor Adalberto Baptista.
E foi justamente Adalberto quem intermediou a paz no clube. O termo “vergonha” não foi bem aceito, e o próprio João Paulo reconheceu o exagero. Ele fez questão de esclarecer que aprova o trabalho do comandante e do grupo, e que se referiu somente à atuação da última noite, quando o São Paulo saiu perdendo e sofreu para virar o jogo. Outro ponto ressaltado na conversa foi que, na mesma entrevista, o diretor disse que Ney Franco era um técnico “excelente”, mas isso não foi colocado ao treinador.
Nenhum dos envolvidos se pronunciou nesta sexta sobre o assunto. O vice-presidente de futebol não atendeu às ligações do GLOBOESPORTE.COM, e o técnico não concedeu entrevistas no CT da Barra Funda. Ele e seu auxiliar Eder Bastos comandaram um treino no campo só para os jogadores que foram reservas na partida diante do Strongest.
Nenhum dos titulares deverá entrar em campo neste domingo, contra o Penapolense, pelo Campeonato Paulista. Depois de três partidas consecutivas, eles serão poupados para a partida diante do Arsenal, na próxima quinta-feira, no Pacaembu.