domingo, 13 de julho de 2014

Confusão e vandalismo mancham orgulho argentino por vice na Copa

Maioria dos torcedores se diz orgulhosa e comemora entrega da Alviceleste na final contra a Alemanha, mas Buenos Aires também se torna palco de tumulto e baderna

Por Buenos Aires, Argentina
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O sonho do tri argentino parecia tomar forma no Maracanã, mas foi interrompido pelo gol de Mario Götze no segundo tempo da prorrogação. A derrota da equipe de Messi e cia. diante da Alemanha provocou reações diversas nos torcedores que estavam reunidos no Obelisco, monumento histórico de Buenos Aires, para acompanhar a final da Copa do Mundo.
Enquanto alguns exaltavam a bela campanha da Alviceleste, que havia sido alvo de desconfianças no início da competição, outros "hinchas" decidiram descontar a frustração pela derrota com vandalismo. Um grupo de torcedores atacou um carro de reportagem que fazia a cobertura dos festejos e deu início a uma confusão generalizada.
torcida Buenos Aires confusão derrota (Foto: Reuters)Alguns torcedores frustrados com a derrota da Argentina deram início a uma confusão na região do Obelisco (Reuters)

Cerca de 15 pessoas subiram no teto do veículo e arrancaram uma das antenas. De acordo com a imprensa argentina, eles apresentavam sinais de embriaguez. Os profissionais que trabalhavam no estúdio móvel abandonaram o carro. Por causa da multidão que lotava as ruas da região, a polícia teve dificuldades para se aproximar da confusão e conter os torcedores mais exaltados.
Na Plaza San Martin, outro tradicional ponto de encontro da torcida hermana, alguns baderneiros saquearam lojas e atiraram pedras em carros que circulavam pelo local. A polícia também precisou intervir para conter o tumulto. Ainda não há informações sobre pessoas feridas e o número de torcedores detidos.
torcida Buenos Aires confusão derrota (Foto: Marcelo Hazan)Ruas de Buenos Aires são tomadas por confusão após derrota da seleção na final da Copa (Foto: Marcelo Hazan)


Apesar da derrota, argentinos festejam entrega da seleção
Buenos Aires amanheceu respirando a final da Copa do Mundo, e pontos importantes da capital argentina ficaram tomados por torcedores. A superlotação da Plaza San Martin, equipada com dois telões para o público ver o jogo, provocou uma confusão no intervalo. Grades que separavam torcedores da imprensa foram derrubadas e algumas pessoas se feriram no tumulto, que foi rapidamente controlado.
Diante da multidão de gente que tomou conta da praça, arrumar um lugar para acompanhar a final da Copa não era tarefa das mais fáceis. Por isso árvores, postes de luz e demais lugares possíveis de serem escalados viraram alvos dos argentinos, pendurados aos montes para "alentar".

Bandeirão, Papa Francisco, taça gigante, provocação ao Brasil... sobraram figuras, adereços e personagens entre os milhares de torcedores. E logicamente o tal do sentimento. Que fez toda essa multidão pulsar em um só ritmo na impressionante festa durante a execução do hino nacional argentino. Só menor do que a comemoração do gol irregular e bem anulado de Higuaín.
torcida da Argentina em Buenos Aires (Foto: Reuters)Multidão tomou conta do Obelisco, em Buenos Aires, para acompanhar a final da Copa do Mundo (Foto: Reuters)



Do segundo tempo em diante, a festa foi dando lugar ao sofrimento com mais uma prorrogação no caminho da Argentina. E nem mesmo a forte fé de um dos argentinos, com vela, imagem de uma santa e do Papa Francisco em mãos, foi capaz de evitar o vice. O choro de frustração foi inevitável, mas os aplausos de reconhecimento pelo esforço da seleção também.

- Muito orgulho de ser argentina. Eles deixaram tudo no campo. A próxima (Copa) é nossa. Foi nos últimos minutos, mas tudo bem. Estivemos perto - disse uma das torcedoras.

De fato, o sentimento de orgulho se espalhou rapidamente pela cidade. Se um alienado sobre futebol chegasse em Buenos Aires na noite deste domingo, teria certeza de que a Alviceleste ganhara algo, dado o buzinaço e a quantidade de torcedores no Obelisco, ponto turístico e de comemoração. A recepção aos jogadores vice-campeões nesta segunda-feira, aliás, promete. Porque a festa argentina não tem hora para acabar. Nem a paixão do seu povo pela seleção.
Mosaico Argentina, Buenos Aires (Foto: Marcelo Hazan)

Messi leva Bola de Ouro, e Neymar fica com Chuteira de Bronze na Copa

Jogador é eleito em votação com jornalistas o maior destaque do torneio disputado no Brasil. Goleiro Manuel Neuer fica com a luva de ouro por suas atuações no Mundial

Por Rio de Janeiro
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O argentino Lionel Messi foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2014. Com quatro gols em sete jogos, o jogador conduziu a Argentina na campanha do vice-campeonato. Apesar da conquista individual, graças à análise do Grupo de Estudos Técnicos da FIFA (TSG), "La Pulga" recebeu o troféu com cara de poucos amigos. Quem também acabou premiado foi o brasileiro Neymar. Ganhou a Chuteira de Bronze, por ser o terceiro na lista de artilheiros pelos seus quatro gols.
Mesmo com o prêmio, Messi não teve atuação destacada durante a partida deste domingo. O jogador parou na boa marcação dos defensores da Alemanha. Thomas Müller ficou com a Bola de Prata, e o holandês Robben, com a de Bronze.
Neuer e Messi Final copa do Mundo (Foto: André Durão)Neuer e Messi se cumprimentam, observados por José Maria Marin, presidente da CBF (Foto: André Durão)


Campeões, os alemães ganharam um prêmio individual. Neuer conquistou a Luva de Ouro de melhor goleiro da Copa. Em sete partidas no torneio, sofreu apenas quatro gols. O volante francês Pogba ficou com o troféu de revelação, para jogadores nascidos depois de 31 de dezembro de 1992.
A Colômbia levou dois prêmios. James Rodriguez foi o Chuteira de Ouro, com seis gols em cinco partidas. Além disso, a seleção ganhou o Prêmio Fifa Fair Play, por ter sido a que passou da primeira fase e foi punida menos vezes com cartões. Foram cinco amarelos em cinco jogos. Artilheiro da Copa de 2010, o alemão Thomas Müller ficou com a Chuteira de Prata desta vez, pelos seus cinco gols em sete partidas.
Neymar acabou com a Chuteira de Bronze pelo segundo critério de desempate. Com quatro gols e uma assistência, mesmo número de Messi, ficou à frente por ter jogado menos minutos do que o argentino (457 contra 693) - Van Persie, da Holanda, balançou a rede o mesmo número de vezes, mas não deu passe para que algum companheiro marcasse.
No Mundial de 2010, na África do Sul, o uruguaio Diego Forlán foi escolhido o melhor jogador do torneio. O alemão Thomas Müller ganhou o prêmio de revelação e a Chuteira de Ouro por ter sido o artilheiro, com cinco gols.

Brasileiros provocam argentinos, e decisão tem brigas após gol do título

Torcedores locais e hermanos se enfrentam em vários pontos do Maracanã depois de jogo tranquilo. Polícia Militar precisa intervir para evitar confusão generalizada

Por Rio de Janeiro
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O gol de Mario Götze deu o tetracampeonato mundial para a Alemanha, mas também foi o estopim para o barril de pólvora que se tornou o Maracanã na noite deste domingo (veja as principais confusões no vídeo ao lado). Alguns torcedores brasileiros começaram a provocar os argentinos, principalmente no setor atrás do gol localizado à esquerda das cabines de imprensa, onde os hermanos estavam concentrados na arquibancada, e também no anel do estádio durante a saída do público.
Depois de muito provocarem os brasileiros com referências à goleada de 7 a 1 na semifinal antes e durante a decisão da Copa do Mundo, os hermanos não aguentaram as brincadeiras (muitos deles deixaram o Maracanã chorando). Uma elas era a paródia da música mais cantada pelos rivais: "Argentino, me diz como se sente... / Perder na casa do papai!". Além ainda do tradicional grito "Aha, uhu, o 'Maraca' é nosso". Essas gozações - somadas à irritação pela perda do título - deram início a diversas confusões e brigas depois de um jogo tranquilo nas arquibancadas. 
Antes mesmo do apito final, stewards e Polícia Militar tiveram de intervir para que o tumulto não se tornasse generalizado. Alguns torcedores foram detidos, enquanto famílias tentavam se proteger. Muitas crianças ficaram assustadas com o tumulto. As brigas se estenderam para os corredores do Maracanã, por 30 minutos depois da partida.
confusão na torcida da Argentina final Copa (Foto: Edgard Maciel de Sá)Primeiros problemas começaram após o gol de Götze, que garantiu o tetra alemão (Foto: Edgard Maciel de Sá)



A rampa do Bellini foi o palco de alguns problemas. Foram pelo menos quatro brigas no local. Um hermano ainda foi acusado de atitudes racistas na arquibancada. Ele chamou um brasileiro de "macaquito" e ficou imitando o animal. Em seguida, emendou outra agressão verbal.
- Pensei que ia a um estádio, mas vim ao zoológico - disse o argentino.
Quatro casos de lesão corporal
A Delegacia Legal instalada pela Polícia Civil perto da rampa da Uerj registrou 38 ocorrências antes, durante e depois do jogo - sendo alguns ingressos falsos e a maioria por furto de bilhetes. Já o Juizado Especial do Torcedor do Maracanã recebeu quatro casos de lesão corporal, todos eles com argentinos sendo acusados de agredirem brasileiros. Houve ainda outros quatro casos que acabaram não sendo registrados pelos torcedores, de acordo com os policiais na delegacia que funciona ao lado do juizado, e um registro de furto de câmera dentro do gramado, por um fotógrafo francês.

O tenente-coronel João Fiorentini, comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), relatou que o número de atendimentos médicos superou o de Uruguai x Colômbia, com cerca de 200 casos, entre agressões, hipertensos e outros. Segundo o tenente-coronel, a média vinha sendo de 50 a 60 atendimentos médicos por jogo.

Um dos torcedores agredidos, Douglas Frota, empresário de 34 anos de Fortaleza, relatou ter sido estrangulado por um argentino após ter feito brincadeiras com a mão aberta e falando "pentacampeão".

- Estava na brincadeira, aquela coisa de torcedor, fiz o cinco com a mão, aí o argentino me ameaçou. Havia outros, então parei de brincar. Mas ele continuou ameaçando. Quando acabou o jogo, ele veio me estrangular e nem vi direito de onde vieram os socos - contou o torcedor, com ferimentos no rosto.
Com o gol de Götze, a Alemanha venceu a Argentina por 1 a 0 e conquistou a Copa do Mundo de 2014, neste domingo, no Maracanã. Esse é o quarto titulo mundial dos alemães.
torcedores jecrim maracana (Foto: Vicente Seda)Torcedores no Juizado Especial do Torcedor do Maracanã após a final da Copa do Mundo de 2014 (Foto: Vicente Seda)

Brigas Maracanã Final Copa (Foto: Marcelo Baltar)Torcedor é imobilizado por causa de briga após o apito final da decisão deste domingo no Maracanã (Foto: Marcelo Baltar)

briga torcida, Argentina x Alemanha, final da Copa do Mundo (Foto: Gustavo Rotstein)Brigas entre torcedores se estenderam para os corredores do estádio. Rampa do Bellini teve quatro (Foto: Gustavo Rotstein)







torcedor agredido maracanã final (Foto: Vicente Seda)Torcedor de Fortaleza registrou queixa por agressão contra argentino no juizado (Foto: Vicente Seda)

* Apuração de Edgard Maciel de Sá, Fred Huber, Gustavo Rotstein, Janir Júnior, Marcelo Baltar e Pedro Veríssimo, Thales Soares e Vicente Seda.
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Schweinsteiger questiona o prêmio a
Messi e diz: "Jogamos por brasileiros"

Meia da Alemanha diz que título de melhor jogador da Copa do Mundo deveria ter ido
para um atleta alemão e, após o título no Maracanã, se derrete novamente pelo Brasil

Por Rio de Janeiro
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Bastian Schweinsteiger chegava a suspirar de alegria após o título mundial conquistado pela Alemanha neste domingo, no Maracanã. Depois da vitória de 1 a 0 sobre a Argentina (assista ao melhores momentos da decisão no vídeo ao lado), o meia deu entrevistas na zona mista do estádio. Derreteu-se pelo Brasil e questionou a escolha de Messi como craque da Copa do Mundo. Ele fez elogios à Seleção e especialmente ao povo. Ciente da rivalidade entre Brasil e Argentina, disse que a Alemanha também jogou pelos brasileiros.

– O Brasil é uma grande nação do futebol, chegou às semifinais, e isso também é um sucesso. Os jogadores não estão felizes por terem perdido para nós e depois para a Holanda, mas para nós foi incrível, as pessoas foram tão legais, tiveram tanto respeito. Jogamos pelos brasileiros também. Jogamos por essas pessoas. Foi um torneio incrível, não por causa do título, mas pelas pessoas – disse o camisa 7.
Schweinsteiger e Messi final Copa do Mundo (Foto: AFP)Schweinsteiger consola Messi ao fim do jogo, antes de o camisa 10 ser eleito o melhor da Copa (Foto: AFP)


Schweinsteiger foi questionado sobre o prêmio dado a Messi como melhor jogador do Mundial. E disse que discorda.

– Quando um jogador consegue isso, você tem que mostrar respeito, dar parabéns, mas tenho outra opinião. Quando vejo caras como Müller, Neuer e Lahm, que fizeram um torneio incrível, acho que eles poderiam ter ganho. Mas eles estão mais felizes com o título.
Bastian Schweinsteiger comemoração Alemanha Copa do Mundo (Foto: Getty Images)Medalha de ouro no peito, taça à frente Schweinsteiger rege a comemoração da Alemanha (Foto: Getty Images)


O jogador mal tinha palavras para explicar a sensação do título. E lembrou que a dívida de derrotas recentes foi quitada.

– Conseguimos. É uma loucura. Inacreditável. Tivemos grandes torneios no passado, e agora eliminamos a última dívida. É um sentimento incrível.

A felicidade foi grande a ponto de Schweinsteiger deixar de lado a cicatriz por uma cotovelada que levou de Agüero. Ele sangrou muito em campo.

– Isso não é nada. Tenho a medalha de ouro – resumiu.
- Atualizado em

Em Berlim, 300 mil vão à loucura com gol de Götze e tetra da Alemanha

Gol do título eleva atacante a status de ídolo nacional. No centro da Capital, chuva não impede que alemães façam a festa por título da Copa do Mundo

Por Berlim
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Trezentas mil pessoas. Tinha mais gente junta torcendo pela Alemanha no centro de Berlim do que no Maracanã lotado para a final da Copa do Mundo, contra a Argentina, neste domingo. A chuva torrencial que caiu durante o dia todo, até o início da partida, não impediu que fanáticos fizessem uma bela festa pela conquista do quarto título germânico em mundiais. (Veja no vídeo ao lado como foi a comemoração dos alemães em Berlim).

A principal concentração no país aconteceu no centro da capital. Para realizar a 'fan mile', o governo fechou mais de 1,5km de ruas e colocou oito telões gigantes nesse espaço. Cinco horas antes do início da partida já era quase impossível transitar na área, muito menos chegar perto do palco principal, que recebia shows de artistas locais, liderados por um animador de torcida, que ditava o tom da galera.
torcida da Alemanha assiste a final em Berlim (Foto: AP)Torcedores lotam 'fan mile' em Berlim (Foto: AP)


Ensopados, e abastecidos por muita cerveja, os alemães eram só sorrisos e confiança antes da partida. O principal grito era o de 'finale ôôô', celebrando a presença na decisão. Berlim finalmente entrou no clima de Copa do Mundo, depois de dias frios e de poucas demonstrações de patriotismo pela seleção.

Aos poucos, o clima de festa foi sendo trocado pelo de tensão, e o barulho deu lugar ao silêncio. O ápice foi ainda no primeiro tempo de jogo, quando Higuaín marcou um gol. Deu para ouvir os pássaros nas árvores do parque que rodeia a 'fan mile' por alguns segundos. Até que os germânicos perceberam que o 'hermano' estava impedido, e celebraram como se eles mesmos tivessem balançado as redes.
festa torcida da Alemanha em Berlim (Foto: AP)Com as equipes jogando de igual pra igual, alemães ficaram tensos e preocupados com a partida (Foto: AP)


A situação ficou angustiante quando todos juntos viam seu time sem conseguir passar pela retranca da Argentina, e Messi demonstrando estar em dia inspirado. Ao final dos 90 minutos regulamentares, os alemães estavam frustrados.

- Que jogo maluco! Já deveríamos ter marcado até agora. Mas vamos dar tudo o que temos nessa prorrogação, ganhar esse jogo e levantar a taça - disse um torcedor.
festa torcida da Alemanha em Berlim (Foto: AFP)Torcedores vibram após gol de Götze (Foto: AFP)

Foi por aí que aconteceu. Não foi logo de cara, mas no segundo tempo da prorrogação, Mario Götze, que havia entrado no decorrer do jogo, estufou as redes do Maracanã e o peito de 300 mil orgulhosos alemães em Berlim. O grito de gol desencadeou no caos. Dali, até o apito final, só cantoria, abraços, beijos, e gritos descontrolados. A Alemanha é tetra. Mario Götze é ídolo nacional.

- Ele é o melhor homem do mundo! - exaltou uma fã.

- Inacreditável, espetacular, incrível... não tenho palavras para descrever - tentou explicar outro alemão.
festa torcida da Alemanha em Berlim (Foto: Cassio Barco)Fogos de artifício coloriram os céus de Berlim após a conquista do tetracampeonato (Foto: Cassio Barco)


Depois de 24 anos, os germânicos conseguiram voltar ao topo do mundo. Com um programa de sucesso da federação e do governo, a seleção foi reerguida e possibilitou que os 300 mil torcedores fossem embora da concentração no centro de Berlim com sorrisos de orelha a orelha. Segunda-feira todo mundo trabalha, ou mais ou menos isso. Até a madrugada, os torcedores ainda estavam na ruas festejando.  
festa torcida da Alemanha em Berlim (Foto: AFP)Torcedores festejam durante madrugada na capital alemã (Foto: AFP)










festa torcida da Alemanha em Berlim (Foto: Cassio Barco)Torcedores vão à loucura em frente ao Portão de Brandemburgo, ponto de concentração dos alemães (Foto: Cassio Barco)
Para a história! Alemanha é tetra no Maracanã com gol na prorrogação!
Mário Götze sai do banco e faz o único gol do tetracampeonato alemão, para delírio de torcedores brasileiros e frustração dos argentinos no Rio
 
A CRÔNICA
por Alexandre Alliatti
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A maluquice é pensar que não temos vaga ideia do que fazíamos em 3 de junho de 1992, quando pela primeira vez Mario, mais um recém-nascido qualquer a chorar num hospital qualquer da Alemanha, viu a luz. Dada nossa sina de marionetes do tempo, estávamos indiferentes à história que começava a ser costurada – lavávamos louça, víamos novela, reclamávamos do centroavante tosco de nosso time, discutíamos futebol com nosso pai, aquela figura de rugas desenhadas também pela dor e pela glória que o futebol tanto nos dá. Não podíamos imaginar o que aconteceria tanto tempo depois, naquele inalcançável 13 de julho de 2014, naquele futuro domingo de sol no Maracanã, naquele instante precioso em que o pequeno Mario, o gigante Mario Götze, com apenas 22 anos e uma eternidade pela frente, receberia de Schürrle aos oito minutos do segundo tempo da prorrogação, dominaria no peito e desviaria para o gol. Não podíamos calcular que surgia o protagonista da vitória por 1 a 0 na final, o sujeito que evitaria uma festa da Argentina no Maracanã, o atleta que tornaria a Alemanha tetracampeã mundial de futebol!
Mario Gotze gol final Alemanha x Argentina (Foto: Reuters)Götze agradece! O pequeno gigante entra para a história alemã com o gol do tetra (Foto: Reuters)
A Argentina de Messi foi grande até os limites supremos. Encarou um time melhor e talvez merecesse a vitória, o título, tanto quanto a Alemanha. Detalhes mudam vidas, mudam histórias, e agora eles penderam para Alemanha – para euforia, absoluto delírio, da torcida brasileira presente no Maracanã. A seleção germânica se iguala à Itália como tetracampeã mundial. O Brasil segue soberano, com cinco conquistas, e a Argentina continua com duas. O terceiro duelo entre alemães e argentinos em finais é também a primeira vez que uma seleção europeia ganha a Copa no continente americano.
O mundo diante de Higuaín
Sussurros seriam ouvidos do outro lado do estádio se alguém ousasse abrir a boca aos 20 minutos do primeiro tempo, naqueles dois ou três segundos de mutismo coletivo em que Higuaín recebeu uma bola de presente de Toni Kroos e, sozinho, avançou com ela na direção de Neuer. Existem chances que não se perdem nem em peladas de família, quanto mais numa final de Copa do Mundo, mas o atacante argentino, talvez embasbacado pela oportunidade que ganhara, talvez se perguntando se merecia tanto, cometeu a insanidade de desperdiçar o gol.
O problema é que o futebol tem algo de rancoroso. O mesmo Higuaín, alguns minutos depois, entrou na área feito um caminhão sem freios, aproveitou cruzamento de Lavezzi, lá da direita, e mandou para as redes. Saiu vibrando, em surto, correndo como um sujeito que daria a volta ao mundo se o Maracanã não tivesse paredes, mas aí o teto dele desabou: do outro lado, o auxiliar, esse corta-prazeres de atacantes, tinha sua bandeira erguida. Correto: o atacante estava de fato impedido.
Higuaín gol anulado final Copa do Mundo Alemanha x Argentina (Foto: Reuters)Higuaín marca, mas o gol é corretamente anulado pelo auxiliar (Foto: Reuters)
A grande questão é que os dois lances, acrescidos de uma arrancada assombrosa de Messi (cortada por um Boateng que só precisa de um par de asas para ser decretado anjo da equipe), mostram que houve algo de errado no sólido reino defensivo germânico. Os problemas começaram antes de o jogo começar, por mais estranho que pareça. Khedira, peça essencial na engrenagem do meio-campo, sentiu dores musculares no aquecimento. Não foi a campo. Entrou Kramer, que só tinha jogado 11 minutos na Copa inteira e também sairia lesionado, ainda no primeiro tempo, para a entrada de Schürrle.
Frigidos os ovos, é notável que a Argentina fez muito bom primeiro tempo – e não foi graças apenas aos eternos incômodos causados por Messi e suas disparadas de homem de mil pernas. Também pela defesa. E mesmo se baseando numa estratégia curiosa: deixar Schweinsteiger passear pelo campo como se estivesse de férias. Alejandro Sabella, por algum motivo, preferiu concentrar atenções em acossar os atletas servidos pelo camisa 7, não o próprio. A tática parece suicida, mas até que deu resultado. Porém, quase ruiu no finzinho da etapa, quando Höwedes subiu nas cercanias da estratosfera para cabecear na trave argentina. No rebote, a bola ainda bateu em Müller, e Romero defendeu, mas o lance já estava anulado por impedimento.
Quase, Messi!
A expectativa de qualquer ser humano alimentado de esperanças é que Messi, ao ir para o vestiário, seja acometido por uma crise de piedade e resolva parar de infernizar defesas alheias. Mas não costuma acontecer – quem não voltou foi Lavezzi, substituído por Agüero. Com menos de dois minutos no segundo, a Pulga recebeu em profundidade na esquerda e mandou um chute cruzado que triscou a trave protegida pelas luvas de Neuer. Quase.
Messi final Copa Alemanha x Argentina (Foto: AFP)Messi chuta cruzado, à esquerda de Neuer. Por um triz a Argentina não abriu o placar (Foto: AFP)
A partir daí, as chances de gol se tornaram mais escassas. As equipes encontraram dificuldades de escapar ao ataque, e o jogo ficou mais preso nos limites entre uma intermediária e outra. A parte final da construção passou a ter repetidos erros de lado a lado – linda jogada de Özil poderia ter resultado em gol mesmo assim, mas Kroos bateu mal. E a prorrogação começou a dar as caras no Maracanã.
As duas seleções, com o passar do tempo, ficaram mais e mais encabuladas de tentar movimentos que expusessem suas defesas. Mesmo as trocas foram comedidas: na Argentina, Palacio no lugar de Higuaín, Gago no de Enzo Perez; na Alemanha, Götze na vaga de Klose. Consequência: prorrogação.
O último ato
A Alemanha entrou na prorrogação babando de vontade de ganhar. No primeiro lance do tempo extra, Schürrle quase marcou. Romero espalmou o chute do atacante. A Argentina, fechada, deixou claro que se abraçaria aos contra-ataques, e os europeus passaram a ter domínio do jogo – mas sem grande contundência.
Mario Gotze gol final Alemanha x Argentina (Foto: Getty Images)Êxtase em campo! Götze é cercado após fazer o gol do título (Foto: Getty Images)
A tensão era evidente no Maracanã – era quase um organismo vivo. E Palacio quase fez. Em rara falha de Hummels, o atacante conseguiu dominar na área e tocar por cima de Neuer, mas a bola saiu. Os minutos finais foram duros, pegados – a ponto de Schweinsteiger sair sangrando depois de Agüero deixar o braço no rosto dele. Ficou evidente o cansaço das duas equipes e a impressão de que só uma jogada aleatória poderia evitar os pênaltis.
Mas não houve aleatoriedade. Houve talento. Schürrle, brilhante, fez ótima jogada e mandou na área. Götze, ao matar no peito, encontrou a bola e a posteridade ao mesmo tempo. Mandou para o gol. Mandou para a história – para a história de uma enorme tetracampeã!
 


Não foi uma goleada como na derrota por 7 a 1 para a Alemanha, mas a seleção brasileira voltou a se apresentar abaixo da crítica e acabou perdendo a decisão de terceiro lugar da Copa do Mundo para a Holanda, por 3 a 0. O revés, o segundo seguido do time de Felipão no Mundial, fez com que jogadores e ex-jogadores criticassem o momento do futebol nacional e a apresentação do Brasil diante da seleção holandesa.

Artilheiro da Copa do Mundo de 1986, o inglês Gary Lineker não poupou em sua fala. Sobrou até para o zagueiro David Luiz, até então um dos jogadores mais elogiados da Copa do Mundo e tido como um dos melhores defensores do mundo.

Gary Lineker critica o futebol brasileiro

- O Brasil joga como um time amador. E me desculpe o PSG, mas o David Luiz não é defensor e nunca será -  disse o ex-jogador.

Juninho Pernambucano também não poupou Felipão.

Juninho Pernambucano não poupa Felipão

- É, o apagão durou 5 dias e não 5 minutos. Na coletiva, a imprensa deveria mostrar os números ao Felipão, 7 jogos, 3 vitórias, 2 empates e duas derrotas. Futebol não é tão importante assim, eu sei, mas foi a maior vergonha da história. Não foi o acaso. Vimos um grupo movido a lavagem cerebral. - disse o ex-jogador e comentarista Juninho Pernambucano.

Juninho seguiu criticando o técnico brasileiro

O holandês Ruud Gullit elogiou a Holanda.

- Estou orgulhoso do futebol holandês, que terminou a Copa do Mundo por cima, vencendo um futebol brasileiro irreconhecível - disse o ex-jogador.

Apaixonado por futebol, o ator mexicano Gael Garcia Bernal viu o lado bom da segunda derrota seguida do Brasil.


- Bom, se reinventar nunca é uma má ideia - disse o ator latino Gael Garcia Bernal.

A craque Marta preferiu dar força aos jogadores do Brasil.

- Valeu meninos, não deu dessa vez mas o sonho continua, tenho certeza que em 2018 será diferente e vocês irão dá a volta por cima. O futebol brasileiro segue em frente e ano que vem teremos a copa do mundo feminina no Canadá. Vida que segue @thiagosilva_33 @davidluiz_4 dias melhores virão - garantiu a jogadora.

Rio Ferdinand destacou o momento ruim de Thiago Silva nesta Copa do Mundo.

- Os melhores zagueiros da competição foram Vlaar, Hummels e Gonzalez. Thiago Silva nunca esteve em glória neste Mundial depois que o coloquei como o melhor zagueiro do mundo em ação - disse o ex-jogador Rio Ferdinand.

Bebeto foi mais político.

- Como todos os brasileiros, eu torci hoje para que a nossa seleção vencesse a Holanda e ficasse com o terceiro lugar. Mas, infelizmente não aconteceu. Não vimos o futebol brasileiro que estamos acostumados a ver: fazendo vários gols e vencendo, dando aquele show em campo que tanto nos faz feliz! Bonito mesmo foi ver a torcida brasileira apoiar o nossos meninos durante toda a Copa do Mundo. É, Brasil, vamos seguir em frente!- disse o ex-jogador, campeão do mundo em 1994.

Edmílson pediu Pep Guardiola na seleção brasileira

O ex-jogador Edmílson, campeão do mundo em 2002, com Felipão, pediu a vinda de Pep Guardiola, hoje no Bayern de Munique.

- Vem Pep Guardiola - disse o ex-atleta.

Julio César bate recorde negativo e é o brasileiro mais vazado em Copas

Camisa 12 ultrapassa Taffarel e chega a marca de 18 gols sofridos em Mundiais. Além disso, é quem mais levou gols em uma única edição da competição pela Seleção

Por Rio de Janeiro
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As goleadas sofridas na semifinal para a Alemanha (7 a 1) e na disputa pelo terceiro lugar para a Holanda (3 a 0) levaram Julio César a estabelecer um recorde negativo na história da Seleção: agora ele é o goleiro brasileiro que mais sofreu gols em Copas do Mundo, com 18 em 12 jogos, somando a participação desta edição com a de 2010 (assista a todos no vídeo ao lado). O antigo dono da marca era Taffarel, que disputou três Mundiais (1990, 94 e 98) e sofreu 15 em 18 partidas.
Além disso, Julio César é quem mais foi vazado em uma só competição, com 14 gols em sete partidas, chegando à média de dois gols por partida. Antes, o mesmo Taffarel tinha levado 10 gols numa só competição, em 1998, em sete partidas, e era dono do ingrato posto.
O Brasil também sofreu dez gols em 1938, mas foram divididos por Batatais, que jogou dois jogos e levou sete, e Walter Goulart, que entrou em campo três vezes e sofreu os outros três.
Julio Cesar derrota Brasil x Alemanha (Foto: Reuters)Julio Cesar tira a luva e vai em direção ao gol no apito final: recorde negativo na Seleção (Foto: Reuters)
Brasileiros que mais sofreram gols em Copas do Mundo
Julio César (2010 e 2014)
18 gols em 12 jogos
Média de 1,5 por jogo
Obs: Julio César esteve na Copa do Mundo de 2006 como terceiro goleiro, mas não jogou.

Taffarel (1990, 1994 e 1998)
15 gols em 18 jogos
Média de 0,83 por jogo

Gilmar (1958, 1962 e 1966)
8 gols em 14 jogos
Média de 0,57 por jogo
Leão (1974 e 1978)
7 gols em 14 jogos
Média de 0,5 por jogo
Goleiros mais vazados em uma única edição de Copa
Julio César (2014)
14 gols em 7 jogos
Média de 2 gols por jogo
Taffarel (1998)
10 gols em 7 jogos
Média de 1,42 gols por jogo
Batatais (1938)
7 gols em 2 jogos
Média de 3,5 gols por jogo
Obs: Em 1938, Batatais não foi o único goleiro que atuou. Walter Goulart jogou 3 jogos e sofreu 3 gols.
Félix (1970)
7 gols em 6 jogos
Média de 0,85 gols por jogo

sábado, 12 de julho de 2014

Rola a bola… Goooool da Holanda: as zoações de mais uma derrota brasileira


sáb, 12/07/14
por meiodecampo |
categoria Sem categoria
A partida entre Brasil e Holanda ainda nem havia terminado, mas a internet já estava repleta de piadas. A maioria delas, claro, tirava sarro da atuação da Seleção, que levou o primeiro gol logo aos aos dois minutos e perdeu o jogo por 3 a 0.
Confira abaixo as melhores piadas com mais uma derrota brasileira na Copa do Mundo.
willian
oi“Hey Brasil, pronto para ser destruído?”
gol
hol
oii
thiago
jack
holanda
oi2
5
chapo
ney
fed
holandaa
gal“Hey, Van Persie, ouviu alguma nova piada recentemente?” “A defesa do Brasil”
serra
dilma
anitta
champ
david