segunda-feira, 1 de junho de 2015

Corintianos vão ao Parque São Jorge e protestam após derrota em Dérbi

Sede do clube recebe cerca de 30 torcedores indignados, que cobram jogadores e diretoria com faixas e gritos. Organizadas prometem nova manifestação na terça

Por São Paulo


Cerca de 30 torcedores de uma organizada do Corinthians protestaram na tarde desta segunda-feira, no Parque São Jorge, cobrando jogadores e diretoria do clube após a derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, domingo, na arena, pelo Campeonato Brasileiro.
Com faixas, gritos de ordem e soltando rojões, os corintianos reclamaram da falta de dinheiro para a contratação de novos jogadores e também da postura do time dentro de campo no Dérbi.
– Jogadores sem vontade, técnica, brio... Sem vergonha – dizia uma faixa.
Na diretoria, os principais alvos foram o presidente Roberto de Andrade e o superintendente de futebol Andrés Sanchez. “Andrés, aqui não tem burguês” foi o grito mais ouvido, em referência aos preços dos ingressos para as partidas na Arena Corinthians. O gerente de futebol Edu Gaspar também foi objeto de faixas provocativas. 
protesto torcida corinthians (Foto: Silvio Junior)Faixas cobrando diretoria e jogadores são estendidas nas grades do Parque São Jorge (Foto: Silvio Junior)
Alguns dos membros da organizada exigiram uma conversa com diretores do clube. De acordo com quem acompanhou a cena, os torcedores foram avisados que nem Roberto, nem Andrés estavam no local. 
As duas maiores organizadas do clube prometem um protesto maior e mais organizado nesta terça-feira, também no Parque São Jorge. De acordo com membros diretivos de uma dessas torcidas, quem esteve no protesto desta segunda agiu de forma isolada.
Pela manhã, o Corinthians teve reforço policial no CT Joaquim Grava para se prevenir de possíveis protestos. Ninguém apareceu no local, enquanto uma base móvel da Polícia Militar fazia a proteção na porta principal do centro de treinamento.

Palmeiras fica perto de contratar atacante Alecsandro, do Flamengo

Alviverde negocia a contratação do centroavante. Oswaldo de Oliveira confirma que jogador está próximo de um acerto; dirigente do Fla diz que não tem nada fechado

Por São Paulo
Alecsandro Flamengo restaurante (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Alecsandro pode ser o 22º reforço do Palmeiras
(Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
O Palmeiras está perto de confirmar a chegada de um novo atacante: Alecsandro, do Flamengo. A diretoria palmeirense procurou o clube carioca, que deu sinal verde para a negociação. Ainda restam alguns detalhes a serem definidos, mas o acerto está muito próximo.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, na noite desta segunda-feira, o técnico Oswaldo de Oliveira confirmou que as conversas para contratar Alecsandro.
- Espero não ter atrapalhado a negociação, mas tenho muito interesse em trazer o jogador, sim - afirmou o treinador.
Oswaldo depois brincou, tentando despistar, pois sentiu que falou demais. A assessoria do Verdão confirma que há o interesse, mas afirmou que o treinador "se precipitou".
Já o diretor executivo do Flamengo, Rodrigo Caetano, disse, em participação no programa "Bem, Amigos", do SporTV, que a negociação não está fechada e que vai discutir o assunto com o restante da diretoria. 
Espero não ter atrapalhado a negociação, mas tenho muito interesse em trazer o jogador, sim"
Oswaldo de Oliveira
– Pode haver realmente interesse, que não é só do Palmeiras, tem o Grêmio também. Isso é uma avaliação que vamos ter no decorrer dos próximos dias, se vamos liberá-lo, de que forma vamos liberá-lo. Não tem negociação concretizada, não. Isso eu posso afirmar.
Alecsandro deverá perder espaço no Flamengo para a chegada de Guerrero, o que facilitaria sua saída do clube carioca. Ele é o terceiro maior artilheiro da era dos pontos corridos do Brasileirão, com 95 gols marcados, atrás de Paulo Baier e Fred. Na atual temporada, atuou em 22 jogos e fez 13 gols.

O Palmeiras tenta a contratação de um centroavante de peso há alguma semanas, um pedido de Oswaldo. O clube chegou a negociar com o paraguaio Lucas Barrios, mas a chegada de Alecsandro deve deixar o estrangeiro em segundo plano.

Se for confirmado, o atacante do Flamengo será o 22º reforço do Palmeiras para a temporada. 

Valcke seria responsável por passar US$ 10 mi para Warner, diz NY Times

Secretário-geral da Fifa teria passado dinheiro para ex-presidente da Concacaf, em esquema que envolvia garantia de eleição da África do Sul como sede da Copa 2010

Por Nova York
Valcke evento copa do mundo Doha (Foto: Agência AP)Valcke teria passado US$ 10 milhões para Warner (Foto: Agência AP)
Segundo o jornal americano "New York Times", autoridades federais acreditam que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, foi o responsável por transferir os US$ 10 milhões de propina para contas bancárias controladas por Jack Warner, ex-presidente da Concacaf. O pagamento é considerado um ponto importante na acusação de que Warner aceitou suborno em troca de ajuda para garantir a eleição da África do Sul como sede da Copa do Mundo de 2010. 
A investigação americana não diz que Valcke, que seria "o membro do alto escalão da Fifa", sabia que o dinheiro seria utilizado como suborno. O dirigente também não é identificado no relatório do Departamento de Justiça dos Estados Unidos como sendo o "coconspirador 15", que seria um membro do alto escalão da candidatura sul-africana e responsável por entregar a mala contendo os US$ 10 milhões para o "coconspirador 14", familiar de Warner que negociou amistosos de equipes da Concacaf na África do Sul.
Num breve e-mail em resposta ao "New York Times", Valcke disse que não autorizou pagamento nenhum e nem tinha poder para isso.
Em maio de 2004, às vésperas da eleição, Warner e o “coconspirador 1”, que seria o ex-secretário-geral da Concacaf, Chuck Blazer, viajaram ao Marrocos, que também pleiteava sediar o Mundial de 2010. Lá, um representante da candidatura marroquina teria oferecido US$ 1 milhão a Warner. 
Foi então, de acordo com o documento, que Blazer tomou ciência de que Warner tinha uma oferta, de US$ 10 milhões, saída do governo da África do Sul, do comitê sul-africano e do alto escalão da própria Fifa, para que a CFU (União Caribenha de Futebol) votasse no país como sede da Copa. O dinheiro seria dividido entre Warner, Blazer e o “coconspirador 17”. Os dois últimos receberiam US$ 1 milhão cada.
Vencida a disputa, o governo sul-africano, diz o documento, não encontrou meios de enviar o dinheiro prometido. A grana teve que partir da Fifa, de recursos que seriam usados no Mundial, para contas da CFU. O dinheiro partiu em três lotes, saídos de uma conta na Suíça para um banco nos Estados Unidos: US$ 616.000 em 2 de janeiro de 2008, US$ 1.600.000 em 31 de janeiro de 2008 e US$ 7.784.000 em 7 de março de 2008. As contas que receberam o dinheiro eram da Concacaf e da CFU. Era Jack Warner o responsável por elas, via Republic Bank, em Trinidad e Tobago.
A investigação aponta que Warner começou a mexer no dinheiro tão logo ele caiu na conta. Em 9 de janeiro, ele teria transferido US$ 200 mil para uma conta pessoal. Em seguida, teria repassado US$ 1,4 milhão para empresários trinitinos. Semanas depois, o mesmo valor caiu em uma conta controlada por Warner. 

O documento mostra que Warner, nos anos posteriores à escolha, repassou US$ 750.000, em três parcelas, ao “coconspirador 1”, que seria Blazer. 

PF indicia ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira por quatro crimes

Acusação envolve lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica 
e falsificação de documentos. Ex-presidente do Barcelona também é citado

Por Rio de Janeiro



A Polícia Federal (PF) indiciou, sob suspeita de quatro crimes, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. O ex-dirigente é acusado de participar de ações de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documentos. O processo corre em paralelo ao escândalo de corrupção da Fifa - que resultou na prisão de sete pessoas, entre elas outro ex-presidente da CBF, José Maria Marin. São casos diferentes. 
O pedido de indiciamento cita ainda outras quatro pessoas. Entre elas, Sandro Rosell, que foi presidente do Barcelona entre 2012 e 2014 e renunciou ao cargo após ser investigado suposto desvio de dinheiro na compra de Neymar. No inquérito da PF, ele é acusado de falsidade ideológica e falsificação de documentos.
Craque do Brasileirão Ricardo Teixeira (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)PF suspeita de movimentações de R$ 464 mi feitas por Teixeira entre 2009 e 2012 (Foto: Gustavo Tilio/ Globoesporte.com)
As informações fazem parte de um relatório produzido pela Polícia Federal em janeiro deste ano e enviado ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. O ponto de partida para a investigação são as supostas relações de Teixeira com a empresa Ailanto Marketing, de propriedade de Sandro Rosell. É a mesma firma acusada de irregularidades na realização de um amistoso disputado no Distrito Federal entre Brasil e Portugal, em 2008. A partida custou R$ 9 milhões ao Governo do DF, dinheiro que teria sido pago sem licitação a Ailanto, criada um mês antes do jogo.
Em resposta ao GloboEsporte.com, por email, a assessoria do MPF do Rio afirmou que "as  investigações estão sob sigilo" e que nenhuma informação poderia ser passada no momento de forma oficial. A existência do pedido de indiciamento foi revelada nesta segunda-feira pela revista Época.
Relatório Ricardo Teixeira 1 (Foto: Reprodução)Trecho do relatório da Polícia Federal que detalha suspeitas sobre Ricardo Teixeira  (Foto: Reprodução)
O relatório aponta como atípicas as movimentações financeiras de Teixeira no valor de R$ 464,5 milhões entre 2009 e 2012 - quando ainda era presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014. A análise foi feita pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf.
Um dos fatos apurados pela PF indica que Ricardo Teixeira mantinha contas no exterior e movimentou valores para comprar um apartamento de R$ 720 mil no Rio de Janeiro - cujo real valor de mercado seria de R$ 2 milhões. A investigação alega que o ex-dirigente não teria como comprovar os valores e suspeita da negociação, visto que o proprietário, Claudio Abrahão, teria comprado o imóvel sete anos antes pelo mesmo valor e ainda teria gasto com impostos para a transferência. Cláudio é irmão de Wagner Abrahão, sócio do Grupo Águia, que até hoje atende a CBF.
Sandro Rosell presidente do Barcelona coletiva renuncia (Foto: AP)Ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell também é citado em relatório (Foto: AP)
Outro item investigado trata de supostas irregularidades na compra e venda de ações envolvendo Ricardo Teixeira, Sandro Rosell e Cláudio Honigman, parceiro comercial dos dois dirigentes. A acusação é de que os três teriam movimentado altas somas de dinheiro usando a empresa Alpes Eletronic Broker como fachada. 

O documento também aponta fraudes em uma suposta venda de uma aeronave particular entre as empresas Brasil 100% Marketing e a Ailanto. A primeira, de propriedade de Sandro Rosell e Cláudio Honigman. A segunda, tem como sócios o ex-presidente do Barcelona e Vanessa Almeida Precht. 

Por fim, o relatório pede o indiciamento de Ricardo Teixeira pelos crimes previstos nos artigos 297 e 299 do Código Penal (falsidade ideológica e falsificação de documentos), além do artigo 22 da Lei 7.492/86 (evasão de divisas) e do artigo 1º da Lei 9613/98 (lavagem de dinheiro).

Cláudio Abrahão é acusado de lavagem de dinheiro. Sandro Rosell, Honigman e Vanessa foram enquadrados em falsidade ideológica e falsificação de documentos.
Ricardo Teixeira, 67 anos, foi presidente da CBF de 1989 a 2012, quando deu lugar a José Maria Marin, que está preso na Suíça desde a semana passada. Ele também presidiu o Comitê Organizador da Copa de 2014, no período entre 2009 e 2012, quando foi novamente sucedido por Marin.