sábado, 11 de junho de 2016

Hendo faz campanha para revanche e aposentadoria contra Michael Bisping

Veterano divulga campanha nas suas redes sociais pedindo como última luta de sua carreira a disputa do cinturão dos pesos-médios no UFC 204, ainda sem sede definida

Por Rio de Janeiro
Michael Bisping Dan Henderson UFC (Foto: Reprodução/Twitter)Hendo divulgou cartaz similar aos anúncios oficiais da organização pedindo a luta contra Bisping no UFC 204 (Reprodução: Twitter)
A conquista do cinturão dos pesos-médios do UFC após o nocaute sobre Luke Rockhold no UFC 199, em Los Angeles, tornou o inglês Michael Bisping o principal alvo dos postulantes ao título da categoria. Após ser desafiado pelo mesmo Rockhold para uma revanche e por Chris Weidman, o campeão recebeu um desafio que aparentemente o agradou: o do veterano Dan Henderson. O lutador, de 45 anos, que fez a última luta do seu contrato com a organização ao nocautear o cubano Hector Lombard no mesmo evento em que Bisping conquistou o cinturão, iniciou uma campanha nas redes sociais pedindo para encarar o britânico na última luta de sua carreira, no UFC 204, que ainda não possui uma sede definida. Michael Bisping ainda não se pronunciou sobre uma eventual revanche contra Hendo, apenas disse que não faria, em sua primeira defesa de cinturão, uma revanche contra Luke Rockhold. Além disso, o novo campeão disse que verbalizou a Dana White a vontade de defender seu título em um evento em Manchester, sua cidade natal.
Famoso por provocar seus adversários, Bisping sofreu contra Dan Henderson talvez a sua derrota mais emblemática. A luta aconteceu no UFC 100, em 2009, e o inglês, que havia sido o treinador do TUF 9 (EUA x Reino Unido) ao lado do americano, não economizou em provocações ao rival durante todo o reality show. Hendo deixou para responder no octógono, e arrasou Bisping com a sua famosa "Bomba H" de direita, completando o serviço com um "superman punch" no rosto do rival, que já estava caído e nocauteado.

Técnico de McGregor põe em dúvida volta do campeão do UFC aos penas

John Kavanagh garante que está intrigado com o confronto entre José Aldo e 
Frankie Edgar, válido pelo cinturão interino da categoria, na edição 200, dia 9 de julho

Por Las Vegas, EUA
John Kavanagh (Foto: reprodução/Instagram)John Kavanagh segura o cinturão de McGregor, responsável por destronar José Aldo do topo dos penas (Foto: reprodução/Instagram)
Conor McGregor se consagrou no Ultimate ao desbancar José Aldo e conquistar o cinturão peso-pena, em dezembro do ano passado. Desde então, subiu de categoria e sua volta à divisão ainda é uma incógnita, conforme declarou John Kavanagh, seu treinador.
O técnico do irlandês foi lacônico ao falar sobre o retorno do pupilo ao peso-pena. Kavanagh deu a entender que o duelo entre José Aldo eFrankie Edgar, dia 9 de julho, no UFC 200, válido pelo título interino, poderá influenciar na decisão de McGregor, bem como os principais confrontos desta categoria.
- A resposta curta é que eu não sei. Estou muito intrigado com a luta entre Aldo e Edgar - disse, em entrevista ao site "MMA Underground". 
Kavanagh sabe que o caminho natural é McGregor, dono do cinturão linear, encarar o futuro campeão interino. Por isso, está curioso para ver como será o reencontro entre José Aldo e Frankie Edgar, desta vez, com o americano atravessando fase melhor que a do brasileiro, derrotado em sua última aparição no octógono.
- Eu espero que o Aldo esteja totalmente recuperado do nocaute feio que levou. Eu achei que o Chad Mendes voltou muito rápido depois de ter sido nocauteado por Conor. As pessoas não percebem o estrago que faz. Demora muito tempo para se recuperar e acho que o Mendes perdeu com mais rapidez por causa disso. Talvez se ele tivesse descansado mais ele teria aguentado mais contra o Edgar. Eu espero que esse não seja o caso do Aldo. Espero que possamos ver uma versão sólida do Aldo e uma melhorada do Edgar, e veremos o que tem de diferente da primeira luta entre eles. Então sim, vamos ver como vai ser e vamos avaliar a revanche. São esses dois nomes que estão na disputa e Holloway também está um pouco, então é uma época interessante.
Espero que possamos ver uma versão sólida do Aldo e uma melhorada do Edgar, e veremos o que tem de diferente da primeira luta entre eles
John Kavanagh
Holloway, por sinal, é um dos nomes que correm por fora no peso-pena. "Blessed" tem nove vitórias consecutivas no Ultimate e, no último sábado, bateu Ricardo Lamas, atleta que já disputou o cinturão em 2014.

- Eu acho que Holloway estava fantástico no UFC 199. Eu digo isso desde que Conor o enfrentou e acho que ele é o segundo melhor peso-pena na categoria. É o melhor deles, é só minha opinião. E ele estava muito, muito bom contra Lamas. Eu fiquei surpreso que ele não tenha terminado a luta antes do tempo, mas Lamas é um cara duro também. Holloway realmente se destacou naquela luta. 
O futuro de Conor McGregor ainda está em aberto. Entretanto, o irlandês tem duelo marcado para o UFC 202, dia 20 de agosto, contra Nate Diaz, para quem perdeu por finalização em março deste ano.

Do Bronx mira UFC em Brasília e cita Ortega e Swanson: "Quero um top 10"

Peso-pena espera atuar em evento que vai acontecer no dia 24 de setembro, na 
volta da franquia à capital: "Se o UFC me desse essa oportunidade, seria uma honra"

Por Rio de Janeiro
Charles do Bronx UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)Do Bronx atuou 15 vezes pelo Ultimate e coleciona bônus por finalizações (Foto: Evelyn Rodrigues)
Sem lutar desde dezembro de 2015, quando finalizou Myles Jury, Charles do Bronx ainda está na expectativa por um chamado do UFC para seu próximo compromisso. Entretanto, o lutador - ansioso para "estrear" no evento este ano -, já imagina quando deseja pisar novamente no octógono. 
Em entrevista ao Combate.com, o peso-pena quer uma chance de atuar em setembro, em edição que será realizada em Brasília, no dia 24.
- Estou treinando, me dedicando, aprendendo muito. Estou na expectativa do UFC me chamar. Sei que os eventos até junho e julho estão todos cheios, mas se alguém se machucar, estou pronto para lutar. Soube que vai ter um evento em setembro aqui no Brasil e gostaria muito de lutar em casa de novo. Se o UFC me desse essa oportunidade, seria uma grande honra - disse o lutador, em conversa por telefone. 
Com o desejo de lutar em setembro, Do Bronx também não fugiu de responder quem gostaria de ter pela frente. Na sétima colocação do ranking dos penas, o atleta destacou a vontade de encarar um rival bem colocado no ranking oficial da divisão o e deu uma "dica" aos "matchmakers" da organização sobre quem seriam bons oponentes neste seu retorno.

- A categoria está bem movimentada, o Renan Barão subiu agora, fez um lutão contra o (Jeremy) Stephens, vai ter a disputa de cinturão interino entre o (José) Aldo e o (Frankie) Edgar, o (Max) Holloway está bem também. Tem muita gente boa. Nunca escolhi adversário. Mas uma revanche contra o Holloway, ou lutas contra o Brian Ortega ou Cub Swanson, que está na minha frente, viria muito bem. Está nas mãos do UFC. Quero lutar contra um top 10 - revelou. 
Há seis anos no Ultimate, Charles do Bronx se apresentou 15 vezes pela franquia. O retrospecto do lutador é favorável: ele soma nove vitórias, cinco derrotas e um "No Contest" (sem resultado).

Gesias Cavalcante e Dhiego Lima brilham e levam cinturões do Titan FC

Evento contou com sete atletas brasileiros, inclusive Carina Damm. Deivison Dragon sofre lesão à la Anderson Silva e perde na disputa pelo título do peso-pena do show

Por Flórida, EUA
Douglas Lima é campeão do Titan FC (Foto: reprodução/Twitter)Roan Jucão e Douglas Lima comemoram a vitória de Dhiego Lima, que levou o título (Foto: reprodução/Twitter)
Se no UFC a fase do Brasil é ruim, o mesmo não pode ser dito em relação ao Titan Fighting Championship. A 39ª edição do evento, sediada na Flórida, na sexta-feira, consagrou Gesias Cavalcante e Dhiego Lima, que faturaram os cinturões dos pesos leve e meio-médio da organização.

Gesias Cavalcante provou que pode atuar dentre os melhores. Às voltas com lesões e sem atuar há dois anos, o brasileiro abriu caminho para a vitória sobre Pat Healy com um cruzado de direita. O atleta canarinho nocauteou o ex-integrante do UFC aos 2m07s de combate, faturando o título da divisão.

Antes de Gesias entrar no cage, outro brasileiro levou o cinturão para casa. Dhiego Lima precisou de cinco rounds para superar David Michaud, ex-UFC como ele, na decisão unânime e assumiu o topo da categoria, para a alegria de Roan Jucão e Douglas Lima, seu irmão. 

Estreante na organização e em busca do cinturão dos penas, Deivison Dragon teve uma noite infeliz. Ele não só perdeu a luta para Andre Harrison, como sofreu uma lesão à la Anderson Silva ao desferir um chute na perna do adversário. Sem condições de seguir no confronto, ele desabou no chão, e o árbitro decretou o nocaute técnico a favor de "The Bull", no terceiro round.

Esposa de Luis Sapo e irmã de Rodrigo Damm, ex-lutador do Ultimate, Carina Damm bateu Sarah Alpar na decisão unânime depois de três assaltos. "Barbie" deu a volta por cima após amargar dois reveses consecutivos.

Representante da Team Nogueira, Raush Manfio assinalou a terceira vitória seguida ao nocautear Luis Zequeira no duelo que abriu o show. Os brasileiros Luciano Macarrão e vitor Negão não tiveram a mesma sorte e foram nocauteados por Kurt Holobaugh e Sabah Homasi, respectivamente.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Bate-Estaca celebra vitória em estreia no novo peso: "Estou no lugar certo"

Lutadora brasileira conta que se sentiu mais rápida no peso-palha, promete novos nocautes na nova categoria e pede que UFC mantenha novo protocolo de pesagem

Por Los Angeles
Jéssica Andrade, Jéssica Bate-Estaca, MMA, UFC 199 (Foto: Evelyn Rodrigues)Jéssica Andrade sorri após vitória sobre Jessica Penne: lutadora quer "entrar de cara" no peso-palha (Foto: Evelyn Rodrigues)
A brasileira Jéssica "Bate-Estaca" Andrade teve uma estreia de gala na divisão peso-palha (até 52,2kg), na noite de sábado, no UFC 199, em Inglewood (EUA): derrotou Jessica Penne, sexta colocada do ranking e ex-desafiante número 1, de forma dominante, com um nocaute técnico no segundo round. Nada mal para uma lutadora que teve de baixar nove quilos a mais do que batia para lutar no peso-galo (até 61,2kg), onde chegou a integrar o top 15, mas sofreu duas derrotas em suas três lutas mais recentes. A última delas, contra Raquel Pennington, abriu os olhos de Andrade para a necessidade de mudar de categoria.
- Quando eu entrei no UFC, a categoria de 52kg ainda não existia, e o meu medo maior era baixar de divisão e perder muita força, velocidade, então eu fui adiando isso, adiando, até a derrota contra a Raquel. Foi isso que me fez ver que o 61kg estava ficando muito difícil, que minhas adversárias estavam ficando muito mais pesadas. O gás acabou e nunca tinha acabado antes, foi isso que me fez tentar na categoria de baixo. E aí, graças a Deus, deu certo, o peso foi super tranquilo, que era a minha principal preocupação, a força continuou a mesma, e a velocidade aumentou. Então agora está 10 - comentou Bate-Estaca após a vitória sobre Penne.
A diferença para o peso-galo foi clara: Jéssica Andrade sentiu que machucou a adversária com seus golpes logo no primeiro round, e eventualmente conquistou seu primeiro nocaute técnico no UFC - não nocauteava ninguém desde outubro de 2012. A atleta da PRVT avisa aos fãs para esperarem mais vitórias desta forma.
- Eu estou me sentindo muito bem, acho que nessa categoria nova vão sair muitos nocautes, muitas finalizações e acho que agora estou no lugar certo. Já fazia muito tempo que eu não nocauteava ninguém, que eu não conseguia impor a força, o meu jeito, e hoje (sábado) foi o marco que fechou para entrar de cara na categoria e fazer sempre esse show que foi hoje.
Jessica Andrade Jessica Penne UFC 199 (Foto: Getty Images)Jéssica Bate-Estaca esteve certeira contra Jessica Penne no UFC 199 (Foto: Getty Images)
Um fator que pode ter sido determinante também foi o sistema diferente de pesagem adotado pela Comissão Atlética do Estado da Califórnia (CSAC, na sigla em inglês), órgão que regulamentou o UFC 199. Em vez de se pesarem frente às câmeras e ao público à tarde, como de praxe, os atletas foram pesados pela manhã, ainda no hotel fechado pela organização, e depois participaram de uma pesagem "encenada" pela tarde, onde foram lidos os pesos registrados pela comissão. Para Andrade, o novo sistema ajudou na recuperação e contribuiu para o alto nível das lutas do evento, bastante elogiado pelos fãs e críticos.
- Gostei muito. Espero que o Dana (White, presidente do UFC) coloque todas as pesagens desse jeito. É muito bom você pesar de manhã e ter quase dois dias para se recuperar. Acho que hoje (sábado) todas as lutas estão sendo ótimas por isso, porque teve o tempo certo de recuperação, o tempo de você se reidratar para chegar na hora da luta e você estar como você treina. Acho que isso foi essencial para chegar ali e fazer uma grande luta - afirmou a brasileira.