segunda-feira, 25 de julho de 2016

Alex Cowboy revela susto em vitória: "Achei que Moontasri não voltaria"

Brasileiro declara que, depois de ver americano se contorcer de dor ao receber um golpe nas partes íntimas, temeu que ele não retornasse ao combate deste sábado

Por Direto de Chicago, EUA
Alex Cowboy derrotou James Moonstari por decisão unânime dos jurados, no UFC Chicago, no último sábado. Embora tenha sido dominante durante os três rounds, o brasileiro viveu momentos de apreensão e temeu que o embate terminasse em "No Contest" depois que acertou um chute ilegal nos "países baixos" do oponente, que se contorceu de dor no chão do octógono.
Em entrevista exclusiva ao Combate.com, Cowboy revelou que temeu que o adversário não retornasse ao confronto e diz que faltou calibrar a mira para atingi-lo no local permitido, a região abdominal. 
- Eu pensei que ele não voltaria. A joelhada foi muito forte, ele deu um passo para trás e veio de encontro. Não bateu naquela parte, bateu um pouco mais em cima, mas a coquilha imprensa. Faltou regulagem, era para acertar um pouco mais em cima (risos). Bateu desespero e Eu falei: "Fu***, ele não vai voltar mais". Ainda bem que ele voltou para a guerra e continuamos a luta.
Alex Cowboy UFC Chicago (Foto: Marcelo Barone)Alex Cowboy temeu que luta acabasse após ter acertado golpe na região genital de Moontasri (Foto: Marcelo Barone)
Satisfeito por se recuperar do revés sofrido contra Donald Cerrone, Cowboy garante que seguiu à risca a estratégia traçada pela equipe e ressalta que ficou surpreso com a força do oponente. 
- Essa vitória foi muito bem-vinda, meus mestres me passaram tudo certinho, a preparação física fez efeito. Estou pronto para a próxima. Foi uma luta intensa, teve muito chão, mas no final saímos na porrada. Marquei os pontos e é melhor ganhar assim do que perder, mas faltou nocautear ou finalizar. Foram três rounds meus, a estratégia foi cumprida, sabia que ele era forte, duro, então missão dada é missão cumprida. O bicho é forte, isso me surpreendeu.
O atleta da ATS/TFT, que atuou no peso-meio-médio, espera fazer no peso-leve seu próximo duelo, especialmente contra um adversário no ranking oficial da divisão.
- Se me botarem em Brasília, ficarei muito feliz. Quero fazer mais uma ou duas lutas. Quero lutar na minha categoria, que é 70kg, e pegar os caras ranqueados. Eu não quero tomar a frente de ninguém, ams estou aí para conquistar o meu espaço. Aceitei essa luta no 77kg, porque meu adversário quis, então fechamos assim. QUero enfrentar qualquer um do peso-leve, do primeiro ao 15º, eu parto para cima. Eu venho buscando me ranquear há um tempo. Queria apenas ter um pouco mais de tempo no UFC. Estou há um ano e meio lá. Espero ficar no UFC até os 70 ou 80 anos. Quero me ranquear e, depois, buscar o cinturão
UFC: Holm x Shevchenko
23 de julho de 2016, em Chicago (EUA)
CARD PRINCIPAL:
Valentina Shevchenko venceu Holly Holm por decisão unânime (triplo 49-46)
Edson Barboza venceu Gilbert Melendez por decisão unânime (30-27, 30-27 e 29-28)
Francis Ngannou venceu Bojan Mihajlovic por nocaute técnico a 1m34s do R1 
Felice Herrig venceu Kailin Curran por finalização a 1m59s do R1
CARD PRELIMINAR:
Eddie Wineland venceu Frankie Saenz por nocaute técnico a 1m54s do R3
Darren Elkins venceu Godofredo Pepey por decisão unânime (29-27, 29-27 e 30-26)
Kamaru Usman venceu Alexander Yakovlev por decisão unânime (triplo 30-25)
Michel Trator venceu JC Cottrell por decisão unânime (30-26, 30-27 e 30-27)
Alex Cowboy venceu James Moontasri por decisão unânime (30-26, 30-26 e 30-25)
Jason Knight venceu Jim Alers por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28)
Luis Henrique KLB venceu Dmitry Smolyakov por finalização aos 3m58s do R2

Depois do TUF: Luiz Besouro se vira entre família, treinos e ponto de moto

Lutador peso-meio-médio pode se dedicar mais ao MMA após passagem pelo UFC, mas ainda se desdobra para cuidar dos filhos, treinar e administrar cooperativa

Por Rio de Janeiro

Quem passa pela Rua Cândido Mendes, na Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro, e pega um mototáxi para subir ao tradicional bairro de Santa Teresa não imagina que pode subir na garupa de um lutador de MMA. Pois foi o que aconteceu por alguns anos, até 2013, quando Luiz Jorge Dutra Jr, o Luiz Besouro, pilotou uma das motos da Cooperativa Santur Express. O atleta peso-meio-médio largou a função de motoqueiro após entrar na segunda temporada do reality show The Ultimate Fighter Brasil, em 2013, e assinar um contrato com o UFC. Cortado pela organização há um ano, Besouro voltou parcialmente à rotina pré-fama: não faz mais transporte de passageiros, mas ainda dedica alguns horários para ajudar a administrar a cooperativa.
- Parece uma cooperativa de táxis. Nossa profissão não é regulamentada, então estamos procurando estar o mais próximo possível de alguma regulamentação e organização para oferecer serviço melhor e ter crédito junto à população. Tenho título de mototáxi. Somos 22 mototáxis, tem telefone, CNPJ, tem presidente, diretores, e tenho uma vaga, onde alugo e já me ajuda financeiramente. Minha moto está lá, vai continuar comigo porque é um símbolo de toda minha luta, toda minha trajetória. Passei muitos anos ali, trabalhando, aquilo foi meu sustento - conta Besouro, durante uma tarde no ponto.
Luiz Besouro, TUF Brasil, MMA (Foto: Adriano Albuquerque)Luiz Besouro tem sua camisa do TUF Brasil 2 enquadrada em sua casa no Rio de Janeiro (Foto: Adriano Albuquerque)
Quando entrou no TUF Brasil, a vida de Luiz Besouro mudou... Mas nem tanto. Hoje, o lutador carioca, de 34 anos, mora numa casa um pouco melhor, pode se dedicar quase que integralmente aos treinos e não pilota mais o mototáxi. Porém, fora do UFC, o atleta perdeu alguns patrocinadores, segue "ralando" com aulas particulares, as demandas da cooperativa e os cuidados com a família, continua morando na comunidade. O Combate.comacompanhou um dia no seu cotidiano e viu que Besouro, outrora parado constantemente para fotos e autógrafos e reconhecido como lutador do Ultimate, voltou a ser apenas o Luiz Jorge nas ruas, querido e admirado pelos colegas e amigos, mas cheio de vontade de fazer valer os últimos anos de seu auge físico e conquistar títulos no MMA (Veja no vídeo acima o cotidiano de Besouro).
- Vi a grandiosidade que estava tomando (o MMA), a proporção do evento, o esporte como cresceu, acho que foi a partir dali que comecei a me tornar atleta mesmo. Até então, trabalhava como mototáxi, comia besteira pra caramba, (era) trabalhador normal, né? Eu era um motoboy que lutava, tinha uma diferença. Me desdobrava em 20 para ir à academia. Hoje em dia, não, tenho meu patrocinador, tenho minhas coisas, tenho médico, toda uma equipe por trás, fisioterapeuta, psicólogo, meu médico, meu preparador físico. Passei a me cuidar mais, fazer treinos inteligentes. Até então, eu era lutador, hoje sou atleta e lutador, tem uma diferença. Tem que se cuidar mais, não sou mais nenhum garoto, tenho 34 anos. Me programei, acho que tenho mais três anos de treino e luta dura. Quero me aposentar, tenho que fazer outras coisas ainda, e esses três anos estou me dedicando ao máximo que posso, fazendo tudo, e colhendo os frutos agora - explica.
Talvez Besouro não se desdobre mais em 20, mas ainda se divide em pelo menos três: o microempresário que investe no ponto de mototáxi, o lutador que treina diariamente na RFT e em outros pontos do Rio de Janeiro, e o homem de família, que tem quatro filhos - três dele, todos de mulheres diferentes, e um enteado. Este é sempre o primeiro a trabalhar: Besouro acorda cedo para arrumar Lucas, de oito anos, e Luiz Eduardo, de 10, para levá-los à escola. Os dois mais velhos - Luiz Guilherme, de 17, e Luiz Henrique, de 14 - são mais velhos e não moram com ele. No dia que o Combate.com acompanhou, apenas Lucas estava em casa, e o lutador fez as vezes de "paizão": deu café, arrumou a roupa, o cabelo, até escovou os dentes.
Luiz Besouro, ponto de mototáxi, TUF Brasil, UFC, MMA (Foto: Adriano Albuquerque)Luiz Besouro posa entre os amigos na cooperativa de mototáxi que ajuda a administrar (Foto: Adriano Albuquerque)
Depois de deixar o menino no colégio, é voltar ao Pereirão, na Zona Sul do Rio, pegar a moto e partir para a maratona de treinos. Besouro não está mais no UFC, mas está lutando na Ásia - venceu uma luta no Pancrase, no Japão, em março, e foi derrotado em junho, em ação pelo Rebel FC, na China. Na RFT, o peso-meio-médio é referência e ajuda o mestre Márcio Cromado a ensinar os demais atletas posições-chave. Ele se alterna entre a academia, onde faz a maioria de seus treinamentos, e a Lapa, onde faz sparring de boxe com seu mestre Careca. Para completar a renda, Besouro dá também algumas aulas particulares. Ele se considera abençoado por ainda manter patrocinadores que já tinha antes do TUF - a escola de samba Grande Rio e uma marca de roupas e acessórios esportivos - mas perdeu alguns apoiadores que havia juntado durante sua curta passagem pelo UFC.
- Eles visam o lucro. Logo na minha primeira cirurgia, vários correram. É um trabalho. Eu exponho a marca, eles me dão grana. Os únicos que mantenho relação afetiva são a Black Punch, que é de um amigo meu, e a Grande Rio, que é minha escola de coração. Se eles quiserem parar hoje, está válido, pois já me deram a honra, dignidade e respeito de pagar a pensão dos meus filhos, de ser um homem honrado, de caráter. Dinheiro não é tudo, mas eu não tinha condições de pagar o mínimo pros meus filhos, agora posso pagar o mínimo e um pouco mais.
Besouro ainda teve a sorte de ter passado pelo TUF Brasil, que o tornou conhecido pelo país inteiro. Na maior parte do dia, o lutador anda sossegado pela rua sem ser incomodado. Contudo, de vez em quando, um ou outro transeunte o reconhece e o cumprimenta. Para os amigos, Besouro é um ídolo, que manteve a cabeça no lugar mesmo com a breve fama. No horário de almoço, ele é celebrado e alvo de brincadeiras por parte de garçons. Quando passa no ponto de mototáxi, encontra amigos e admiradores, muitos deles também praticantes de artes marciais, que erguem uma faixa de apoio no local sempre que ele tem uma luta marcada e se juntam para assisti-la, mesmo quando precisam vasculhar a internet por um link de streaming.
Luiz Besouro, TUF Brasil, MMA, RFT (Foto: Adriano Albuquerque)Besouro descansa durante sessão de treino na RFT: lutador quer dar o gás nos últimos anos da carreira (Foto: Adriano Albuquerque)
- Nós marcamos um local para todo mundo se reunir para ver a luta dele. É difícil reunir todo mundo, mas o grupo se junta. Isso é amigo, vale a pena estar torcendo pelo amigo, e são poucos que crescem até certo ponto. E pelo visto, ele ainda vai crescer mais ainda. Ele botou a cara. As pessoas às vezes esquecem o que foram um dia. Elas são o que são hoje em dia porque correram atrás para ser. Tem pessoas que se escondem atrás disso, inventam coisas. Ele botou a cara, "sou isso", pronto, acabou. O que importa é o cara que ele é hoje em dia: Besouro! - diz um amigo da cooperativa.
Pelo menos no momento imediato, outros lutadores brasileiros que sonhem se livrar do trabalho em meio expediente para se dedicar integralmente ao MMA não têm mais o TUF Brasil como saída. O programa, exibido pela Rede Globo entre 2012 e 2015, revelou uma série de lutadores que ainda está no UFC, como Cézar Mutante, Serginho Moraes, Rony Jason, Léo Santos, Thiago Marreta, entre outros. Contudo, a audiência do reality caiu nas duas últimas temporadas, e, apesar de o UFC manter negociações para que o programa retorne na TV a cabo, o TUF Brasil provavelmente não terá uma nova edição em 2016.
Luiz Besouro, contudo, garante que é possível viver de MMA fora do UFC, e torce para que cada vez mais opções surjam no mercado para os lutadores.
- Dá sim. Tenho minha casinha, meu carrinho, minha "motinha", pago minhas contas em dia, não devo nada a ninguém. Dou o necessário para minha mulher e estou batalhando para dar muito mais. Não pode é desistir. O UFC não é maior que o MMA. O UFC foi de bom grado, mas foi o Pride que deu essa alavancada no esporte. O Pride, na época, era muito mais conhecido que o UFC, que inclusive cedeu atletas para competir lá. Existem outros eventos grandes fora, como o Bellator e o Pancrase, existem dois eventos gigantescos na Europa como o Akhmat e o KSW, que está dando um show e paga muito bem. Tem o One Championship na Ásia, o Rizin, que é o antigo Pride e voltou com força total. O Bellator está dando um show, em termos de público, de evento, e bolsa. A tendência é o esporte crescer. Rezo a Deus para que o UFC se mantenha no mesmo padrão, e que os outros eventos alcancem o mesmo padrão para termos um show muito maior - analisou o lutador.

Capitão projeta acerto com UFC após vitória no WSOF: "Sou o nº 1 da lista"

Prestes a defender cinturão dos penas do WSOF contra Lance Palmer, lutador revela conversas com Sean Shelby, matchmaker do Ultimate: "Sou o número 1 da lista dele"

Por Rio de Janeiro
Alexandre Capitão (Foto: Divulgação WSOF)Alexandre Capitão encara Lance Palmer no próximo sábado (Foto: Divulgação WSOF)
No próximo sábado, Alexandre Capitão lutará por um sonho no WSOF 32, em Washington (EUA). O brasileiro defende o cinturão dos penas da organização contra Lance Palmer, e, em caso de vitória, irá se aproximar de um contrato com o UFC, maior organização de MMA do mundo. 
O sonho de Alexandre já esteve perto de se tornar realidade, mas, às vésperas de garantir sua participação no TUF Brasil 4, uma suspeita de aneurisma interrompeu seus planos. Após exames aprofundados, o problema de saúde foi descartado. Contudo, desde então, seu nome ficou marcado na cabeça - e na lista - do matchmaker do Ultimate, Sean Shelby. 
- Com certeza ainda sonho com o UFC. Depois dessa luta, muita coisa pode acontecer. Ganhando bem, vou conversar com o UFC. Converso muito com o Sean Shelby. Ele fala que eu sou o número 1 da lista dele. Quando eu vencer essa luta, vou ligar para ele para conversar sério. Isso é até uma motivação a mais para esse combate. Meu objetivo é esse: o Ultimate. Mas estou bem no WSOF, só tenho a agradecer à organização - contou Capitão ao Combate.com
Ex-campeão do Jungle Fight, Alexandre defenderá seu título no WSOF contra um velho conhecido. Foi diante de Lance Palmer que o manauara faturou o cinturão, em dezembro de 2015. A vitória veio por decisão unânime após cinco rounds de tensão, já que Capitão estava com uma lesão nas costelas. 
Alexandre Capitão (Foto: Divulgação WSOF)Alexandre Capitão bateu Lance Palmer por decisão unânime no primeiro duelo (Foto: Divulgação WSOF)
- Eu não podia dar uma queda. Nem tentei. A luta todinha eu fiquei me segurando. Tive várias oportunidades de derrubar. Ele anda muito pra trás, dá brechas para as quedas, mas eu não podia me arriscar por causa da costela machucada. Tive que levar a luta em pé. No último round, quando ele me botou para baixo, eu senti muito a costela. Ali eu só administrei. Sabia que tinha vencido os quatro primeiros rounds. Eu estava limitado nessa primeira luta. Não estava 100%. A história vai ser totalmente diferente agora. Vou entrar mais ligado e melhorar meu jogo. 
Capitão venceu 13 de suas 18 vítimas por finalização. Já Palmer, atleta da Team Alpha Male, tem seis vitórias por finalização e nenhum nocaute em seu cartel. A especialidade do americano é o wrestling.  
- Ele não tem muito um ponto forte. Ele vai lutando, botando para baixo. Ele só sabe fazer wrestling. Não tem perigo na trocação e nem no jiu-jítsu. Claro que eu não posso menosprezá-lo, vai que ele acerta um pombo sem asa. Mas me preparei bem. Vou fazer meu jogo de botar para baixo e usar o jiu-jítsu. Se ele me quedar, sou muito bom de guarda e raspo bem. O meu jiu-jítsu é muito melhor, não tem nem comparação. Na trocação eu também sou melhor. A única coisa que ele tem melhor que eu é o wrestling, porque ele é All American. Encaro essa luta como a mais difícil da minha vida. Não gosto de moleza. Só penso no pior. Quando a gente pensa que vai ser fácil, se torna muito mais difícil. 

Chael Sonnen planeja retorno ao UFC, se não falhar em exame antidoping

Livre de suspensão de dois anos por repetidos resultados positivos, lutador já foi testado duas vezes pela USADA e se aquece para polêmicas: "Dominei o peso-médio"

Por Rio de Janeiro
Chael Sonnen no Metamoris (Foto: Divulgação/Metamoris)Chael Sonnen participou de competições de luta agarrada durante sua suspensão no MMA (Foto: Divulgação/Metamoris)
Suspenso da prática do MMA por dois anos devido a múltiplas falhas em exames antidoping, o lutador americano Chael Sonnen cumpriu sua sentença e, a partir deste mês, está livre para competir novamente. O ex-desafiante número 1 tentou despistar nos últimos meses, mas, nesta segunda-feira, enfim admitiu que, aos 39 anos de idade, pensa em desistir da aposentadoria que anunciou pouco após ser flagrado nos testes, e em retornar às lutas. Primeiro, contudo, o polêmico peso-médio precisa passar pelo crivo da Agência Antidoping dos EUA (USADA, na sigla em inglês) para ser liberado a lutar novamente.
- Eu certamente ainda tenho aquela vontade. Eu fantasio com isso. Mas é um passo de cada vez. Não estou me segurando para vocês, não estou fingindo que meu retorno não seria grande notícia. Eu diria isso para vocês agora. Mas eu tenho que passar neste teste primeiro, sinceramente. Ainda está ali. Eu tenho que passar. Se eu passar nesse, eu passo em todos os outros. Mas eu tenho que saber que todas (as substâncias proibidas) saíram. Bum, primeiro passo concluído - afirmou Sonnen, em entrevista ao podcast "The MMA Hour".
A preocupação de Sonnen não é mera brincadeira. Em maio de 2014, o lutador americano foi flagrado num exame surpresa fora do período de competição com duas substância: anastrozol e clomifeno; algumas semanas depois, ele foi testado de novo, e desta vez os resultados apontaram presença de hormônio do crescimento (GH), eritropoietina (EPO) e novamente de anastrozol. O lutador, que nos últimos anos admitiu o uso de esteroides, brincou que gostaria de ser avaliado por progressão ("Oh, você tinha sete coisas na última vez que foi testado, dessa vez você só tem três, muito bem", disse, simulando o relatório nesse cenário).
Por ora, Sonnen foi testado duas vezes pela USADA, o que sinaliza que ele já avisou ao UFC que pretende retornar ao MMA, e que provavelmente não será liberado do protocolo que exige aviso prévio de quatro meses para lutadores voltando de uma aposentadoria, como aconteceu com Brock Lesnar. O americano admite receios de como, aos 39 anos, vai competir sem as drogas de melhora de rendimento no seu organismo.
- É aí que fica difícil. Nos dias em que éramos permitidos a usar testosterona, isso fazia muito sentido. É claro que ficou nebuloso, caras se aproveitaram disso e saiu de controle. Mas fazia sentido, porque o mundo do esporte no momento pertence a jovens de 18 a 25 anos. A ciência entrou no meio e disse, "Espera um pouco, podemos continuar a dar mais tarde o que o seu corpo te dava naturalmente." Aí você via caras que conseguiam estender suas carreiras. Isso é bem legal. Os caras começaram a manipular e tiveram que acabar com isso -  disse.
Se for aprovado nos testes e retornar ao octógono, porém, espere o mesmo Chael Sonnen de volta às entrevistas polêmicas. Ele deu uma prévia ao comentar seu possível retorno.
- O passo dois é entrar em forma, ficar pronto para lutar - já estou lá, estou em forma e pronto para lutar. Passo três, ser o cara mais durão do mundo. Qual é, amigo, eu dominei o peso-médio, isso é um fato. Nunca houve um peso-médio como eu. O cara mais próximo disso é o Anderson Silva. Tenho dois rounds de 10-8 contra o Anderson Silva. Essa é apenas a verdade. Não tenho um par à minha altura no peso-médio - disparou Sonnen.