domingo, 31 de dezembro de 2017

As despedidas que marcaram os esportes olímpicos em 2017

Ano marca fim de carreira de algumas lendas do esporte e de atletas que foram referência no Brasil em suas modalidades durante muitos anos

Por GloboEsporte.com, Rio de Janeiro
 
O ano de 2017 vai chegando ao fim, e muitas carreiras se encerraram nessa temporada. Entre lendas mundiais e brasileiros, nas pistas, quadras, tatames ou piscinas, o GloboEsporte.com relembra alguns dos atletas que marcaram história em suas modalidades e que decidiram deixar o esporte. Confira a lista:

Usain Bolt (atletismo)

O maior atleta de todos os tempos, a lenda jamaicana, o raio... Não faltam apelidos para Usain Bolt, mas poucos conseguem descrever ou dar a dimensão do que o velocista jamaicano fez nas pistas. Foram oito medalhas de ouro em três edições de jogos olímpicos, três vezes campeão dos 100m (2008, 2012 e 2016), dos 200m (2008, 2012 e 2016) e duas do revezamento 4x100m (2012 e 2016, acabou perdendo a medalha de 2008 por conta do doping de Nesta Carter, que fazia parte da equipe). A imagem final da lenda foi triste, sem conseguir cruzar a linha de chegada no mundial por conta de uma lesão, mas isso não apaga o que o jamaicano fez.

Paul Pierce (basquete)

Paul Pierce fez história jogando pelo Boston Celtics. Draftado, em 1998, na 10ª posição geral, Pierce passou 15 anos com os Celtics, sendo selecionado para o All-Star Game em 10 deles, se tornando um dos grandes ídolos da torcida no período. O camisa 34 disputou duas finais pela franquia, sendo campeão em 2008, contra os Lakers, e perdendo em 2010, para o mesmo adversário. Paul Pierce deixou os Celtics em 2013, passando por Brooklyn Nets, Washington Wizards e Los Angeles Clippers, onde encerrou sua carreira.

Martina Hingis (tênis)

A suíça Martina Hingis encerrou a carreira após mais um ano vitorioso nos torneios de duplas. Se, nos últimos anos, Hingis se dedicou exclusivamente aos torneios de duplas, a tenista teve muito sucesso também no simples entre 1997 e 2007. Foram cinco títulos de Grand Slam (três Australian Open, um Wimbledon e um US Open) e o o posto de número um do ranking da WTA por 209 semanas no total. Além disso teve sucesso entre as duplas, conquistando 10 Grand Slam. Em 2007, Martina se aposentou após sofrer uma lesão no quadril e ser flagrada no doping com uma substância que metabolisa cocaína. Em 2013, voltou às quadras para disputar torneios de duplas vencendo mais 10 torneios entre duplas femininas e mistas.

Felipe Massa (Fórmula 1)

Felipe Massa, pela segunda vez, anunciou que não irá mais correr na Fórmula 1. Ao longo de 15 anos, Massa marcou seu nome na principal categoria do automobilismo em 272 corridas com 11 vitórias e um vice-campeonato mundial, em 2008. O brasileiro ficou a uma curva de conquistar o título no Brasil, quando Lewis Hamilton passou Timo Glock na última curva do GP e ficou com a taça.

Poliana Okimoto (maratona aquática)

A brasileira Poliana Okimoto marcou seu nome representando o Brasil nas Olimpíadas. Em 2016, Poliana conquistou a medalha de bronze na marotona aquática de 10km e se tornou a primeira nadadora brasileira a ganhar uma medalha olímpica. Mas o sucesso de Okimoto não se resumiu aos Jogos Olímpicos. Em 2013, conquistou o título mundial da prova de 10km em Barcelona além de ser prata nos 5km. Poliana anunciou a aposentadoria este ano e afirmou que deseja ser mãe.

Luciano Corrêa (judô)

Aos 35 anos, o judoca Luciano Corrêa deixou os tatames no fim deste ano. Campeão mundial em 2007 no Rio de Janeiro, o brasiliense representou a bandeira brasileira nas Olimpíadas de Pequim 2008 e Londres 2012. Foram 16 anos servindo a seleção brasileira e inúmeras conquistas: tricampeão brasileiro, bicampeão do Campeonato Pan-Americano, bicampeão dos Jogos Pan-Americanos, multimedalhista em etapas de Open, Copa do Mundo, Grand Prix e Grand Slam do Circuito Mundial da FIJ, bronze no Campeonato Mundial do Cairo, em 2005, e campeão mundial no Rio, em 2007.

A pedido de Mano, Cruzeiro não libera meia Rafinha para o Vasco

Importante na reta final da temporada, jogador tem cláusula no contrato que obriga o Cruzeiro a cobrir oferta de outro clube para não ter que liberá-lo

Por Gabriel Duarte, de Belo Horizonte
 
O Cruzeiro não está disposto a liberar o meia Rafinha. Importante na reta final da temporada, o jogador ficará na Toca da Raposa II em 2018 a pedido do técnico Mano Menezes. Na última semana, o Vasco, tentando fazer uso de uma cláusula do contrato do jogador com a Raposa, tentou levá-lo para São Januário, mas a nova diretoria do clube já informou ao procurador do atleta que ele não sai.
Rafinha está na mira do Vasco para a próxima temporada (Foto: Washington Alves/Light Press)Rafinha está na mira do Vasco para a próxima temporada (Foto: Washington Alves/Light Press)
Rafinha está na mira do Vasco para a próxima temporada (Foto: Washington Alves/Light Press)
O GloboEsporte.com apurou que o Vasco tentou uma liberação sem ressarcimento ao Cruzeiro. É que no contrato de Rafinha há uma cláusula que prevê que o clube mineiro tem de cobrir uma proposta feita por outro clube ou liberar o jogador. O clube mineiro decidiu mantê-lo. Mano Menezes também pediu para o jogador continuar no grupo.
Para isso, é até estudada a possibilidade de melhorar o contrato do atleta, até prorrogando o vínculo com o Cruzeiro, que vai atualmente até o fim de 2018 e foi renovado em outubro. Rafinha seria uma opção para o técnico Zé Ricardo para atuar pelos lados.
Rafinha chegou no meio de 2016 ao Cruzeiro, pelo qual atuou em 76 jogos e marcou cinco gols, além de ter conquistado o pentacampeonato da Copa do Brasil neste ano. O experiente meia já jogou pelo Coritiba, pelo qual conquistou o Campeonato Paranaense por quatro anos seguidos - entre 2010 e 2013- e foi campeão da série B do Brasileiro, em 2010. Ele tem passagens também por Grêmio, Portuguesa, Paraná, Santo André e Goiás. Fora do Brasil, jogou no Al-Shabab, dos Emirados Árabes.

Luan é o novo Rei da América, e Tite ganha eleição de melhor treinador

Arthur e Guerrero ficam para trás na votação, mas entram na seleção do ano, assim como Marcelo Grohe e Geromel

Por GloboEsporte.com, Montevidéu, Uruguai
 
O jornal uruguaio "El País" divulgou neste domingo que o atacante brasileiro Luan superou o meia Arthur, seu companheiro no Grêmio, e o atacante peruano Guerrero para se tornar o novo "Rei da América", na tradicional premiação promovida há 32 anos. Na eleição de melhor treinador, Tite desbancou o argentino Ricardo Gareca, da seleção peruana, e o argentino Ariel Holan, campeão da Copa Sul-Americana à frente do Independiente, e ganhou o troféu da categoria para o Brasil.
Apesar da derrota na eleição de Rei da América, Arthur e Guerrero entraram na seleção dos melhores, assim como o goleiro Marcelo Grohe e o zagueiro Geromel, ambos do Grêmio. O 11 ideal é dividido com quatro jogadores do Lanús, vice-campeão da Taça Libertadores, e dois do Independiente, ganhador da Copa Sul-Americana.
Seleção do El País com Marcelo Grohe, Geromel, Arthur, Luan e Guerrero (Foto: Reprodução)Seleção do El País com Marcelo Grohe, Geromel, Arthur, Luan e Guerrero (Foto: Reprodução)
Seleção do El País com Marcelo Grohe, Geromel, Arthur, Luan e Guerrero (Foto: Reprodução)
Foram computados votos de 386 jornalistas esportivos do continentes. Luan ganhou o Rei da América com 182 (49,46%), deixando Guerrero em segundo bem para trás, com 65 (17,66%), e Arthur na terceira colocação, somando 46 (12,50%). Grohe apareceu em sétimo na lista, com cinco. Outros três brasileiros foram lembrados, uma vez cada: Everton Ribeiro, do Flamengo, Jô, do Corinthians, e Lucas Lima, do Santos. Eleito em 2016 pelo destaque na conquista da Taça Libertadores pelo Atlético Nacional de Medellín, o atacante colombiano Borja, atualmente no Palmeiras, nem foi citado.
Tite venceu a eleição de melhor treinador com menor margem. Teve 112 votos (30,43%), contra 93 (25,27%) de Gareca e 53 (14,40%) de Holan.
Campeão da Taça Libertadores, Renato Gaúcho terminou em quarto lugar, lembrado por 32 (8,70%).
Outros brasileiros lembrados foram Fabio Carille, do Corinthians, duas vezes, e Ricardo Ferretti, o Tuca, do Tigres, atual campeão da Liga Mexicana. Ganhador em 2016 pelos feitos à frente do Atlético Nacional de Medellín, o colombiano Reinaldo Rueda, técnico do Flamengo atualmente, ficou em sexto, somando 17 indicações (4,62%).
Na votação para a seleção, o mais votado que ficou fora do 11 ideal foi o lateral-esquerdo peruano Trauco, do Flamengo, com 79, apenas um a menos do que o argentino José Luis Gómez, do Lanús. Outro que atua no Brasil e por pouco não entrou foi o zagueiro colombiano Mina, do Palmeiras. Somou 78. Pouco atrás, apareceu o argentino Kannemann, do Grêmio, com 72. Também foram bem lembrados: o lateral-esquerdo Edílson, do tricolor gaúcho, por 61; Balbuena, Arana e Fágner, do Corinthians, por 55, 51 e 41, respectivamente; e Cueva, do São Paulo, com 54.