domingo, 14 de novembro de 2010

Brasileirão 2010 36ª rodada


Sábado, 20 de novembro


Domingo, 21 de novembro






tabela do campeonato 


P J V E D GP GC SG %
1
Corinthians
63
35
18
9
8
61
39
22
60
2
Fluminense
62
35
17
11
7
55
34
21
59
3
Cruzeiro
60
35
17
9
9
46
35
11
57.1
4
Atlético-PR
56
35
16
8
11
40
41
-1
53.3
5
Botafogo
56
35
13
17
5
50
36
14
53.3
6
Grêmio
54
35
14
12
9
59
42
17
51.4
7
Santos
52
35
14
10
11
57
46
11
49.5
8
Internacional
51
35
14
9
12
42
39
3
48.6
9
São Paulo
51
35
14
9
12
48
49
-1
48.6
10
Palmeiras
50
35
12
14
9
40
37
3
47.6
11
Vasco
46
35
10
16
9
40
40
0
43.8
12
Ceará
45
35
10
15
10
33
40
-7
42.9
13
Atlético-GO
40
35
11
7
17
50
53
-3
38.1
14
Flamengo
40
35
8
16
11
38
41
-3
38.1
15
Atlético-MG
39
35
11
6
18
47
59
-12
37.1
16
Vitória
39
35
9
12
14
40
46
-6
37.1
17
Avaí
37
35
9
10
16
43
55
-12
35.2
18
Guarani
37
35
8
13
14
32
47
-15
35.2
19
Goiás
32
35
8
8
19
38
60
-22
30.5
20
Prudente
27
35
7
9
19
37
57
-20
28.6
Taça LibertadoresSul-americanaRebaixados
P pontos J jogos V vitórias E empates D derrotas GP gols pró GC gols contra SG saldo de gols (%) aproveitamento
35ª rodada
Quarta-feira, 10 de novembro
Sábado, 13 de novembro
  • Santos
    0X0
    Grêmio
    19h30
    Vila Belmiro

  • Corinthians
    1X0
    Cruzeiro
    19h30
    Pacaembu

  • Domingo, 14 de novembro
  • Internacional
    2X3
    Avaí
    17h00
    Beira Rio

  • Guarani
    1X1
    Vitória
    17h00
    Brinco de Ouro

  • Atlético-GO
    3X0
    Palmeiras
    17h00
    Serra Dourada

  • Vasco
    1X1
    São Paulo
    19h30
    São Januário

  • Atlético-PR
    2X1
    Prudente
    19h30
    Arena da Baixada

  • Avaí, com gol-relâmpago, bate Inter no Beira-Rio: 3 a 2

    Catarinenses ganham esperança de fugir do rebaixamento ao superar o Colorado, que vive jejum de vitórias a um mês do Mundial 

    A esperança do Avaí caminha de mãos dadas com a preocupação do Inter. O time catarinense ganhou um empurrão em sua luta contra o rebaixamento ao fazer 3 a 2 no Colorado na tarde deste domingo, no Beira-Rio. Os gaúchos, pouco interessados na partida, expuseram problemas exatamente um mês antes da estreia no Mundial. Os números escancaram um alerta vermelho: o Colorado não vence há sete partidas.
    A vitória do Leão foi sustentada em um gol-relâmpago, o mais rápido do Brasileirão, com Patric, aos 15 segundos de partida. Batista, ainda no primeiro tempo, fez 2 a 0. O Inter reagiu na etapa final e empatou com Leandro Damião e Rafael Sobis, mas Robinho garantiu a vitória do Avaí.
    Com o resultado, o time de Florianópolis subiu para 37 pontos, ainda na zona de rebaixamento, mas agora na primeira casa dela, a 17ª colocação. O Colorado, com 51, é o oitavo. O Avaí volta a campo domingo, em casa, em duelo direto contra o Atlético-GO. O Inter, no mesmo dia, visita o Botafogo.
    Quinze segundos. Mal dá tempo de comprar um refrigerante no estádio. Mal dá tempo de dar uma mordida naquele cachorro-quente recheado de ar que se vende nas arquibancadas. Mal dá tempo de espiar a torcedora que desfila perto da mureta. Mas dá tempo de fazer gol. Com inacreditáveis 15 segundos de partida, o Avaí largou na frente e deu um aviso de como seria a tarde de domingo no Beira-Rio.
    E de pensar que a saída de bola foi do Inter... Mas por dois ou três segundos. O Avaí logo roubou e saiu em disparada numa aula de contra-ataque. Patric foi o cérebro da jogada. Ele tabelou com Rudnei, Caio e Vandinho até mandar uma pancada no ângulo de Lauro, diante de uma zaga imóvel, de um estádio boquiaberto.
    Parecia um lance ocasional. Não era. A verdade é que a atuação do Inter no primeiro tempo deveria ser proibida para menores de 18 anos. Com interesse quase nulo na partida, o Colorado foi disperso, como quem joga com a cabeça nas nuvens – ou, vá lá, em Abu Dhabi. O Avaí foi o extremo oposto. Comeu grama em busca da vitória.
    O Inter teve D’Alessandro. E ninguém mais. Rafael Sobis e Alecsandro beiraram a tragédia no ataque nos primeiros 45 minutos. Giuliano manteve a recente rotina de mais errar do que acertar. Nei e Kleber pouco fizeram. A dupla de zaga parecia ter se conhecido milésimos de segundo antes de o jogo começar. O Inter levou a pior no primeiro tempo por um simples motivo: porque mereceu.
    O Avaí poderia ter feito mais gols. Uma pancada de Caio estourou na rede de Lauro, por fora. Vandinho, livre, driblou o goleiro colorado, mas foi desarmado por Kleber na hora da conclusão. Batista foi mais competente. Após tabelar com Eltinho, mandou chute forte e viu a bola desviar na zaga antes de adormecer no fundo do gol. O Avaí fazia 2 a 0.
    O Inter, como sempre, teve o controle da bola. E, como sempre, criou muito pouco. Excetuados eventuais chutes de longe, teve um cabeceio forte de Alecsandro, defendido por Zé Carlos, e uma conclusão perigosa de Kleber, em chute sem peso, na altura do ângulo, ameaçando o goleiro do Leão.
    Inter reage, mas Avaí vence
    O Inter resolveu jogar futebol no segundo tempo. E o jogo ficou em chamas. A entrada de Leandro Damião no lugar de Alecsandro, já no intervalo, logo ganhou justificativa. O centroavante recebeu de Rafael Sobis pela direita, avançou com a bola e mandou uma patada em diagonal. Fez um gol de centroavante. E deu vida ao Colorado.
    A ressurreição vermelha era questão de tempo. Guiñazu, dentro da área, fintou a zagueirada adversária e mandou chute torto, por cima. Não é a especialidade dele, mas é a de Sobis. De D’Alessandro para Giuliano, de Giuliano para Sobis, de Sobis para o gol. Uma pancada feita sob medida, lá no ângulo. Golaço do atacante.
    Estava desenhada a virada. E lá foi o Avaí, pegou a borracha e apagou todos os traços. Quando o Inter mais vibrava, quando a torcida mais festejava, quando o Beira-Rio mais se enchia de esperança, o Leão mordeu a jugular colorada. Emerson Nunes apareceu bem na direita e cruzou na cabeça de Robinho, que fez o gol mais fácil da vida dele. Os catarinenses retomavam as rédeas do placar.
    O Inter passou o resto do jogo procurando novo gol de empate. A entrada de Andrezinho não foi suficiente. O Avaí soube segurar o resultado para, com uma vitória das mais expressivas, manter o sonho de escapar da degola.

    INTERNACIONAL 2 X 3 AVAÍ
    Lauro, Nei (Andrezinho), Bolívar, Índio e Kleber; Wilson Matias (Glaydson), Guiñazu, Giuliano, D'Alessandro e Rafael Sobis; Alecsandro (Leandro Damião). Zé Carlos, Patric, Émerson Nunes, Emerson e Eltinho; Diogo Orlando, Batista, Rudnei (Jeferson) e Caio; Robinho (Daniel Thiago) e Vandinho (Marcelinho).
    T: Celso Roth T: Vágner Benazzi
    Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 14/11/2010. Árbitro: Péricles Bassols Cortez (Fifa/RJ). Auxiliares: Dilbert Pedrosa Moisés (Fifa/RJ) e Ednílson Corona (Fifa/SP).
    Gols: Patric, aos 15 segundos, e Batista, aos 38 minutos do primeiro tempo; Leandro Damião, aos nove, Rafael Sobis, aos 14, e Robinho, aos 18 minutos do segundo tempo.
    Cartões amarelos: D'Alessandro, Guiñazu, Andrezinho (Inter); Robinho, Eltinho (Avaí).
    Público: 12.690. Renda: R$ 187.510,00.

    Com outra goleada sobre o Verdão, Atlético-GO se afasta da degola

    Time goiano não toma conhecimento dos reservas do Palmeiras e vence por 3 a 0, no Serra Dourada, subindo para a 13ª posição no Brasileiro

    O Atlético-GO provou mais uma vez que é um adversário indigesto para o Palmeiras. Depois de eliminar o time paulista nas quartas-de-final da Copa do Brasil, em maio, e fazer 3 a 0 no Pacaembu no primeiro turno do Brasileirão, no dia do aniversário de 96 anos do clube alviverde, a equipe goiana atropelou e goleou novamente por 3 a 0, neste domingo, no Serra Dourada. Encarando o jogo como uma decisão para fugir do rebaixamento, o Dragão não teve dificuldades para superar o desinteressado Verdão, que atuou com os reservas, já que a prioridade é a semifinal da Copa Sul-Americana, contra o Goiás (assista aos melhores momentos ao lado).
    Bem organizado em campo, o Atlético-GO venceu com gols de Robston (2) e Gílson, subindo duas posições na classificação. Os goianos pularam para a 13ª colocação, agora com 40 pontos, três à frente da zona do rebaixamento. O Palmeiras permanceu na 10ª posição com 50 pontos, sem mais nenhum objetivo no Brasileirão.
    Na próxima rodada, o time do técnico René Simões enfrenta o Avaí, domingo, em Florianópolis. Os comandados de Luiz Felipe Scolari encaram o Atlético-MG, também no domingo, em Araraquara. Antes, na quarta-feira, jogam pela Sul-Americana, diante do Goiás, em Goiânia.
    Robston Atlético-GORobston comemora gol do Atlético-GO sobre o Palmeiras, no Serra Dourada (Crédito: agência Estado)
    Goianos abrem o placar
    De um lado, o Atlético-GO com os seus principais titulares apostou no esquema 4-4-2, com dois meias que criavam jogadas: Robston e Renatinho. Do outro, o Palmeiras repleto de reservas no 3-5-2, e apenas Patrick como meia armador. Felipão escalou apenas dois titulares: o zagueiro Danilo e o volante Márcio Araújo, e a equipe visitante se mostrou apática na partida. Apesar do empenho demonstrado pelos jovens e atletas que pouco jogaram na temporada, a melhor disposição tática dos donos da casa prevaleceu.
    O goleiro Bruno ainda fez uma defesa sensacional em cabeçada do atacante Josiel antes que o placar fosse aberto. Aos 30 minutos, Gilson pegou o rebote de uma cabeçada na trave e, também de cabeça, balançou as redes, aproveitando vacilo do zagueiro Fabrício.
    O jovem lateral-direito Luís Felipe, improvisado na ala esquerda, ainda tentava levar os palmeirenses ao ataque, mas faltava lucidez para o conjunto verde levar perigo. Do outro lado, os goianos tocaram a bola com tranquilidade e povoaram o meio-de-campo, garantindo um volume de jogo bem maior.
    O maior interesse do Dragão na partida foi recompensado com gols após o intervalo. Apesar das substituições de Felipão, que deu chances ao centroavante Tadeu e aos garotos Jean e Bruno Turco, o Palmeiras não conseguia encaixar um bom lance ofensivo. Dinei e Patrik ficaram escondidos na marcação e se enrolaram com a bola nas poucas chances que tiveram.
    Aos 9 minutos, o eficiente e voluntarioso meia Robston chutou de bico para ampliar o marcador: 2 a 0. Seis minutos depois, Danilo, que já tinha cartão amarelo, fez falta dura em Juninho e foi expulso, piorando a situação para o time alviverde. A goleada foi definida aos 19 minutos, outra vez com Robston, que aproveitou boa jogada e cruzamento e Marcão da direita.
    O meia Elias, carrasco dos paulistas no primeiro turno aos marcar os três gols no Pacaembu, ainda saiu do banco para tentar ampliar a vantagem, mas o placar de 3 a 0 foi mantido até o final e refletiu bem a disposição e produção dos dois times em Goiânia.
    ATLÉTICO-GO 3 X 0 PALMEIRAS
    Márcio; Adriano, Gilson, Jairo e Thiago Feltri, Agenor, Pituca, Robston e Renatinho (Elias); Juninho (Anaílson) e Josiel (Marcão) Bruno; Fabricio, Danilo, Leandro Amaro, Vítor, Pierre, Márcio Araújo (Jean), Luís Felipe, Patrik, Ewerthon (Tadeu) e Dinei (Bruno Turco)
    Técnico: René Simões Técnico Luiz Felipe Scolari
    Gols: Gilson, aos 30min do primeiro tempo; Robston, aos 9min e aos 19min do segundo tempo.
    Cartões amarelos: Robston e Gílson (Atlético-GO); Danilo (Palmeiras). Cartões vermelhos: Danilo (Palmeiras)
    Estádio: Serra Dourada, em Goiânia (GO). Data: 14/11/2010. Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF).
    Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Adnilson da Costa Pinheiro (MS).

    Vasco e São Paulo ficam no empate e Tricolor vê Libertadores longe

    Faltando apenas três rodadas para o fim do Brasileiro time paulista está a cinco pontos do G-4. Gigante da Colina segue em 11º

     

    Por Thiago Fernandes Rio de Janeiro
    No Brasileiro, um empate fora de casa costuma ser considerado um bom resultado. Mas, nas atuais circunstâncias do São Paulo, a igualdade contra o Vasco, neste domingo, em São Januário, foi um mau resultado. O placar de 1 a 1 deixou o Tricolor com 51 pontos, em nono lugar. Faltando apenas três rodadas para o fim do Brasileiro, o time está a cinco do G-4 e vê suas chances de chegar à Libertadores diminuírem drasticamente.
    Sem nenhuma aspiração no Brasileiro, o Vasco segue em 11º, agora com 46 pontos. O time cruzmaltino tentará terminar a competição entre os dez primeiros, na parte superior da tabela de classificação.
    Na próxima rodada, as duas equipes jogam no domingo, contra times que ainda lutam pelo título. O Vasco encara o Cruzeiro, no Parque do Sabiá e o São Paulo recebe o Fluminense, na Arena Bareuri.

    Antes da partida, o torcedor do Vasco teve uma triste surpresa. Com febre alta e dores no corpo, Carlos Alberto, que voltaria ao time após longo tempo de inatividade, foi cortado da delegação que disputaria o jogo. O meia fará exames para saber exatamente o que tem. A princípio, os médicos trabalham com a hipótese de ser uma virose, mas não está descartada a chance do jogador ter contraído dengue.

    Jogo aberto e emocionante, mas placar zerado

    O São Paulo precisava atacar para ainda ter chance de chegar à Libertadores. O Vasco jogava sem pressão por não ter muito mais o que aspirar no torneio. Por isso, o jogo entre as duas equipes começou franco e aberto. Com quinze minutos de jogo, Prass e Ceni já haviam dado demonstrações do porque de serem tão queridos por suas tocidas.
    O goleiro vascaíno começou trabalhando mais. Prass fez três defesaças e evitou que o São Paulo abrisse o placar. Lucas recebeu na área e chutou no canto. O remate saiu fraco e Fernando conseguiu tocar com a ponta dos dedos. Jorge Wagner arriscou de fora da área. A bola iria no ângulo se Prass não defendesse. Dagoberto também tentou um chute forte, mas foi mais um jogador a esbarrar no arqueiro.
    Do outro lado, Ceni também mostrou estar em forma. Principalmente, em um chute cruzado de Diogo. O garoto arriscou de fora da área, quase na lateral do campo. O goleiro tocou na bola, que ainda acertou a trave, antes de sobrar para Eder Luis na área. O atacante chutou fraco e perdeu a chance. Rogério também apareceu bem ao defender um chute de longe de Zé Roberto.
    Quando o goleiro tricolor não defendia, contava com a sorte. E com a incapacidade dos jogadores vascaínos. Após cruzamento, Dedé perdeu uma chance com o gol totalmente vazio na sua frente. Eder Luis, irreconhecível no primeiro tempo, recebeu um lançamento perfeito de Felipe mas, ao invadir a área, em vez de chutar olhou para trás. A zaga tricolor chegou cortando.
    O Vasco já dominava as ações quando o São Paulo sofreu uma baixa. Dagoberto sentiu dores na coxa e precisou ser substituído. Marlos entrou em seu lugar. O time da casa aumentou ainda mais seu domínio. Zé Roberto quase marcou após receber na entrada da área e bater com categoria. Rogério Ceni defendeu. O meia voltou a tentar uma jogada ofensiva, mas sofreu falta de Alex Silva. Na entrada da área, Irrazábal cobrou com precisão e obrigou o goleiro tricolor a fazer mais uma difícil defesa.

    Dois chutes perigosos, dois golaços
    Ao contrário do primeiro tempo, o segundo começou morno. O São Paulo voltou com Cléber Santana no lugar de Zé Vitor. O Vasco mudou, logo no início da etapa, trocando Rafael Carioca por Renato Augusto. Mas os times pareciam anestesiados. De relevante, apenas o cartão amarelo recebido por Felipe. O meia pediu cartão para um adversário, mas ele mesmo foi advertido por reclamação. Com isso, está fora do duelo do próximo domingo, contra o Cruzeiro.
    Em meio a tanta pasmaceira, era necessário que alguém acordasse os times. E coube a Eder Luis essa tarefa. Mal na primeira etapa, o atacante recebeu na entrada da área, aos 15, e mandou uma bomba no ângulo de Rogério Ceni. Golaço.
    O São Paulo respondeu na mesma moeda. Dez minutos após o gol vascaíno, Jean avançou pela direita e tocou para o meio da área. Lucas Gaúcho, que havia acabado de entrar, deu um toque de letra para tirar de Fernando Prass. Lindo lance. Lindo gol.

    Os times ainda procuraram o gol da vitória, mas sem nenhuma criatividade. De bom, apenas um lance de perigo para cada lado. Fernandão mandou um chute de primeira, após um cruzamento da direita, mas acertou a arquibancada. No último minuto de jogo, Zé Roberto fez boa jogada pela direita e tocou para Jeferson Silva na pequena área. O meia, sozinho e com tempo, teve a chance de sair consagrado, mas se ajeitou todo, arrematou muito mal e mandou na piscina.
    vasco 1 x 1 são paulo
    Fernando Prass, Irrazábal, Cesinha, Titi e Diogo (Carlinhos); Rafael Carioca (Renato Augusto), Romulo, Felipe e Zé Roberto; Éder Luis e Jonathan (Jeferson Silva) Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Zé Vítor (Cléber Santana), Carlinhos Paraíba, Lucas e Jorge Wagner (Lucas Gaúcho); Dagoberto (Marlos) e Fernandão
    Técnico: PC Gusmão Técnico: Paulo César Carpegiani
    Local: São Januário, no Rio de Janeiro. Data: 14/11/10. Horário: 19h30m (de Brasília). Árbitro: Wagner Reway (MT). Auxiliares: Lincoln Ribeiro Taques (MT) e Fábio Rodrigo Rubinho (MT)
    Gols: Eder Luis, aos 15 do segundo tempo, para o Vasco. Lucas Gaúcho, aos 25 do segundo tempo, para o São Paulo
    Cartões amarelos: Romulo e Felipe (Vasco) e Lucas (São Paulo)

    Atlético-PR faz 2 a 1 no último minuto e joga pá de cal sobre o Prudente

    Estrela de Paulo Baier brilha e Furacão chega ao G-4. Time paulista luta, mas é o primeiro matematicamente rebaixado para a Série B 2011

    O Atlético-PR fez sua torcida sofrer na noite deste domingo na Arena da Baixada. Foram necessários mais de 120 minutos para que a equipe paranaense conseguisse sair de campo com a vitória sobre o Prudente por 2 a 1, em jogo marcado por uma paralisação de dez minutos para atendimento médico ao árbitro Renato Cardoso da Conceição. Paulo Baier fez os dois gols do Furacão, que tomou o lugar do Botafogo no G-4. Willian José descontou para os paulistas, matematicamente rebaixados para a Série B. (Veja os gols no vídeo ao lado)
    A agonia dos atleticanos durou até os segundos finais. Os torcedores do Furacão tiveram que esperar até os 47 minutos da segunda etapa para comemorar o gol da vitória. O Atlético-PR agora soma 56 pontos. É o quarto lugar e leva vantagem no número de vitórias sobre o Botafogo, igual no número de pontos. Já o Prudente, com 27 pontos, vai fazer três 'amistosos' na reta final.
    Gols, expulsão e atendimento ao árbitro
    Como já era esperado, o Atlético-PR iniciou o jogo pressionando o adversário, sempre com a bola parada de Paulo Baier e as arrancadas pelas pontas de Guerrón como as principais armas. O Prudente, armado num 4-4-2 com três volantes, tentava coibir os avanços do Furacão.
    Paulo Baier comemora gol do Atlético-PR contra o PrudentePaulo Baier comemora o gol do Atlético-PR, agora no G-4, contra o rebaixado Prudente (Foto: Ag. Estado)
    A partir dos 10 minutos, os laterais atleticanos passaram a ser boas opções. Com arrancadas de Wagner Diniz, pela direita, e de Márcio Azevedo, pela esquerda, o rubro-negro tentava superar o ferrolho armado pelo técnico Fábio Giuntini. Mas a primeira boa chance foi do Prudente. Após troca de passes, Roberto saiu na cara de João Carlos, mas o camisa 1 chegou primeiro para abafar o chute.
    Após o susto, a resposta do Furacão veio em forma de gol. Numa bela trama pelo meio, Branquinho recebeu na área, resolveu dar o corte em João Vítor que, no embalo, não teve como parar sem trombar no adversário: pênalti.
    O experiente Paulo Baier pegou a bola e bateu no canto direito alto de Sidney, que até acertou o lado, mas nada pôde fazer. A situação do time paulista piorou aos 25. Após lançamento errado para o ataque, Manoel fez proteção para a bola sair pela linha de fundo. Wesley chegou para pressionar e, em um lance patético, desferiu um pontapé contra o adversário. O árbitro não teve dúvidas e colocou o jogador para fora.
    Mesmo em desvantagem numérica e no placar, o que parecia impossível aconteceu. Em um dos raros ataques do Prudente, Willian José se aproveitou de uma linha de impedimento que não deu certo, recebeu lindo passe e tocou de perna esquerda, na saída de João Carlos: 1 a 1 no placar.
    Árbitro pede atendimento médico: jogo parado por dez minutos
    Poucos minutos após o empate do Prudente, o árbitro Renato Cardoso da Conceição sentiu um problema no ombro direito e pediu atendimento médico. Após os primeiros socorros ainda dentro de campo, Renato foi até o vestiário receber um diagnóstico mais detalhado. Enquanto isso, o quarto árbitro Fábio Filipus (PR) fazia seu aquecimento. Após dez minutos de paralisação, o juiz retornou ao gramado. Segundo os médicos que realizaram o atendimento, ele havia sentido uma luxação no ombro, mas poderia dar continuidade a seu trabalho (assista ao vídeo ao lado).
    Com o reinício do jogo, o Atlético-PR voltou com força para fazer o segundo gol. A primeira chance veio em lance iniciado com Paulo Baier. Ele deu passe preciso para Guerrón que, pressionado, deu um leve toque para o meio. A bola percorreu toda a pequena área, sem que Bruno Mineiro chegasse para conferir.
    Novamente pela direita do ataque, Wagner Diniz foi ao fundo e cruzou. A bola encobriu Sidney e mais uma vez ninguém apareceu para concluir. Por fim, aos 55 minutos, Bruno Mineiro raspou de cabeça na frente do goleiro, que viu a bola explodir em sua trave.
    Gol de Paulo Baier no apagar das luzes
    O empate não era um bom negócio para nenhum dos times. Enquanto os donos da casa perdiam a chance de entrar no G-4, o Grêmio Prudente dava adeus à Série A.
    Com o apoio da torcida, o Furacão partiu em busca do segundo gol. Com Guerrón de um lado e Ivan Gonzalez de outro, o time criava jogadas pelas pontas. Em má fase, Bruno Mineiro não conseguia concluir. Após mais um erro do atacante, a paciência de Sérgio Guedes e dos torcedores chegou ao fim. No mesmo momento em que chamava Marcelo para o jogo, os atleticanos vaiavam Mineiro.
    A pressão aumentava a medida que o tempo ia passando. Indo com muita gente ao ataque, o espaço na defesa do Furacão também apareceu. Em um lance que começou despretensioso, Willian José quase virou o placar. Após cruzamento, João Carlos ficou no meio do caminho, mas o camisa 9 acreditou na jogada e, quase sem ângulo, acertou a trave. Susto e saudades nas arquibancadas do titular Neto, ausente para defender a seleção brasileira.
    Com o passar do tempo o jogo ganhava em emoção. Com muita raça, o Grêmio Prudente tentava alguns contragolpes com Juan e Rafael Martins. E no embalo da torcida, o Furacão tentava principalmente com Paulo Baier, Guerrón, Marcelo e Branquinho. Aos 38, o Prudente mostrou mais uma vez que estava no jogo. Com liberdade, Roberto carregou e da intermediária resolveu arriscar. A bola viajou rápido e mais uma vez encontrou o poste de João Carlos.
    Quando a torcida já se preparava para ir embora frustrada, a estrela de Paulo Baier voltou a brilhar. Ivan Gonzalez cruzou bola na área aos 47 minutos e encontrou a cabeça do camisa 10, que saltou pouco para fazer o segundo, decretar o placar final e colocar o Atlético-PR no G-4.

    atlético-pr 2 x 1 grêmio prudente
    João Carlos; Wagner Diniz, Rhodolfo, Manoel e Márcio Azevedo (Heracles); Chico, Deivid (Ivan Gonzalez), Paulo Baier e Branquinho; Guerrón e Bruno Mineiro (Marcelo). Sidney; Bruno Ribeiro, Anderson Luis, Leonardo e Diego Giaretta; Anderson Pedra, Roberto, João Vitor (Rafael Martins) e Renan (Rhayner); Wesley e Willian José (Juan).
    Técnico: Sérgio Guedes Técnico: Fábio Giuntini
    Gols: Paulo Baier duas vezes (Atlético-PR) e Willian José (Prudente)
    Cartões amarelos: Anderson Luís e Bruno Ribeiro (Prudente); Bruno Mineiro e Guerrón (Atlético-PR). Cartão vermelho: Wesley (Prudente)
    Data: 14/11/2010. Local: Arena da Baixada (Curitiba). Árbitro: Renato Cardoso da Conceição (MG). Auxiliares: Jair Albano Félix (MG) e Flamarion Sócrates da Silva (MG)

    Flu esbarra na marcação do Goiás, fica no empate e perde a liderança

    Conca marca de pênalti, mas Tricolor não passa do 1 a 1 e deixa para o Corinthians a primeira colocação do Campeonato Brasileiro

    A vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro, no sábado, obrigava o Fluminense a vencer no Engenhão para seguir na liderança do Campeonato Brasileiro. Mas, apesar da insistência, o Tricolor esbarrou na falta de pontaria e na forte marcação do Goiás. Assim, o empate por 1 a 1, neste domingo, tirou o Tricolor da primeira colocação. Já o time esmeraldino segue na luta contra o rebaixamento, mas, a três rodadas do fim, passa a depender de uma improvável combinação de resultados.
    O Fluminense, que agora está em segundo lugar, com 62 pontos (um a menos do que o Corinthians), volta a campo no próximo domingo para enfrentar o São Paulo na Arena Barueri. No mesmo dia, o Goiás, que segue na penúltima posição, com 32 pontos, recebe o Santos no Serra Dourada. O time está a sete pontos do primeiro time fora da zona da degola.
    Goiás faz marcação forte e abre o placar com Rafael Moura
    Mobilizada pela importância da partida, a torcida do Fluminense encheu o Engenhão. A ideia era criar um ambiente de pressão sobre o adversário e apoio aos jogadores. No entanto, o esperado ímpeto do Tricolor não veio. E, sem muita dificuldade, o Goiás conseguiu manter a partida equilibrada.
    A implacável marcação sobre Conca - principalmente a do volante Carlos Alberto - deixou o Fluminense enfraquecido. Outro responsável por armar as jogadas ofensivas, Deco se mostrava sem ritmo de jogo. Assim, Tartá e Fred pouco podiam fazer. Com a partida defensivamente controlada, o Goiás se lançou à frente e marcou seu gol aos 19 minutos. Após um passe errado de Carlinhos, Jones avançou pela direita e cruzou para Rafel Moura, que subiu para cabecear e fazer 1 a 0.
    Washington e Fred na partida do Fluminense contra o GoiásDupla formada por Fred e Washington insistiu, mas passou em branco (Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)
    O ambiente do Engenhão, inicialmente festivo, estava longe de ser um caldeirão. Fechado em sua defesa, o Goiás segurava o Fluminense na base das faltas e tentava sair nos contra-ataques. No entanto, a falta de articulação deixou a torcida tricolor impaciente, vaiando Fernando Bob e pedindo a entrada de Diguinho, que estava no banco de reservas.
    Fluminense pressiona e empata em cobrança de pênalti
    O pedido foi atendido, e o volante entrou em campo no segundo tempo, no lugar de Deco. O técnico Muricy Ramalho também decidiu dar nova oportunidade a Washington, que substituiu Tartá. Sob o grito de “time de guerreiros”, o Fluminense partiu para cima do Goiás e criou jogadas de perigo, mas a defesa esmeraldina conseguia salvar.
    O que se viu no segundo tempo foi um verdadeiro bombardeio do ataque tricolor, enquanto o Goiás se virava como podia para afastar a bola de sua área. Principalmente pelo alto, Fred e Washington es esforçavam, mas não acertavam o alvo. Vivendo longo jejum de gols, o Coracão Valente chegou a desviar para fora uma conclusão de bicicleta do companheiro, que aparentemente levaria perigo ao goleiro Harlei.
    Quando a tensão e o silêncio tomavam conta do Engenhão, um lance isolado deu a oportunidade para o Fluminense empatar a partida. Após receber uma bola espirrada, Rodriguinho foi derrubado dentro da área de forma infantil por Ernando. Conca cobrou o pênalti com força, praticamente no meio do gol, e fez 1 a 1 aos 38 minutos.
    O Fluminense intensificou sua pressão, mas novamente não conseguiu se livrar da forte marcação do Goiás. A equipe tricolor pressionou, mas foi o time esmeraldino que quase marcou, com Felipe, aos 46 minutos.

    Ficha técnica:
    fluminense 1 x 1 goiás
    Ricardo Berna, Mariano, Leandro Euzébio, André Luis e Carlinhos; Valencia, Fernando Bob (Rodriguinho), Deco (Diguinho) e Conca; Tartá (Washington) e Fred. Harlei, Valmir Lucas, Ernando e Marcão; Douglas (Wendel Santos), Amaral, Carlos Alberto (Jonílson), Marcelo Costa e Wellington Saci; Jones (Felipe) e Rafael Moura.
    Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Arthur Neto.
    Gols: Rafael Moura, aos 19 minutos do primeiro tempo; Conca, aos 38 minutos do segundo tempo.
    Cartões amarelos: Mariano, Diguinho (Fluminense); Douglas, Marcelo Costa, Ernando (Goiás).
    Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro. Data: 14/11/2010. Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa/RS). Assistentes: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Tatiana de Freitas (RS). Público: 30.897 pagantes (36.227 presentes). Renda: R$ 984.475,00.

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    City vende produtos personalizados para o Natal. Lá o Papai Noel é azul...

    Rivalidade com o United ‘proibe’ clube de comercializar artigos vermelhos

    Por GLOBOESPORTE.COM Manchester, Inglaterra
    montagem produtos natal manchester cityNatal do Manchester City é todo em azul
    (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)
    Já é Natal para o Manchester City. O clube inglês colocou à venda produtos personalizados referentes à data festiva em seu site oficial. Lá, diante da rivalidade com o Manchester United, de cor predominante vermelha, o Papai Noel é azul.
    Os artigos são dos mais variados: chaveiro, chapéu, bichos de pelúcia, gorro, bolas decorativas e até as tradicionais meias podem ser adquiridas pela torcida. Os preços variam entre R$ 5 até R$ 32.
    Situação semelhante ocorre no Brasil. O Grêmio se recusa a ter um Papai Noel vermelho e, em uma pré-temporada, em 2008, chegou até a colocar um gigante na cor azul para recepcionar o elenco.

    Zenit conquista o Campeonato Russo com duas rodadas de antecipação

    Equipe de São Petersburgo goleia o Rostov em casa e se beneficia por tropeço do CSKA Moscou diante do Spartak Nalchik

    Em São Petersburgo, Rússia
    ZenitLazovic cobra pênalti e abre o placar (Foto: AP)
    O Zenit é o campeão russo de 2010. Jogando em casa, a equipe de São Petersburgo derrotou o Rostov por 5 a 0 e chegou aos 66 pontos faltando duas rodadas para o término do torneio. Com 58, o segundo colocado CSKA Moscou, que empatou neste domingo com o Spartak Nalchik por 1 a 1 com direito a um gol de pênalti de Vagner Love, não tem mais possibilidades de alcançar o rival na tabela.
    Veja a classificação do Campeonato Russo
    A vitória sobre o Rostov começou a ser construída aos 40 minutos quando Lazovic, de pênalti, abriu o placar para o Zenit. Semak, aos 30, e Kerzhakov, aos 37, e Bukharov, aos 45 e 48 do segundo tempo ampliaram e garantiram a festa dos torcedores que comemoram o segundo título nacional na história do clube (o primeiro foi em 2007)
    Disputado desde 1992, o Campeonato Russo tem como maior campeão o Spartak de Moscou com nove conquistas (1992, 1993, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000 e 2001). O Cska aparece logo atrás com três (2003, 2005 e 2006). O Rubin, atual campeão, tem duas conquistas (2008 e 2009) assim como o Lokomotiv (2002 e 2004) e, agora, o Zenit. O Alania Vladikavkaz é outro que figura na lista com um título (1995).
     

    Dirigente indica que Parreira será o novo técnico da seleção do Chile

    Imprensa especula que tetracampeão receberá R$ 5 milhões por ano

    Em Santiago, Chile
    carlos alberto parreira áfrica do sul bafana bafana coletivaParreira pode assumir o Chile (Foto: agência EFE)
    Em entrevista a uma emissora chilena, Guillermo Bonvallet, dirigente da federação de futebol local, deu pistas de que Carlos Alberto Parreira pode ser o novo técnico da seleção do país. O tetracampeão, que comandou a África do Sul na última Copa do Mundo, assumiria a vaga de Marcelo Bielsa que entregou o cargo há duas semanas após a vitória de Jorge Segóvia, seu desafeto, nas eleições para presidência da Associação Nacional de Futebol Profissional.
    - Não posso dizer quem é. Mas é um estrangeiro que esteve na Espanha e fala português - afirmou o diretor Guillermo Bonvallet.
    Parreira trabalhou no Valencia entre 1994 e 1995 e já teria sido contactado por dirigentes chilenos. Segundo a imprensa, ele iria recebe três milhões de dólares (pouco mais de R$ 5 milhões) por ano.
    Além de Parreira, os jornais chilenos cogitaram nos últimos dias os seguintes nomes: Claudio Borghi, Frank Rijkaard, Américo Rubén Gallego, Carlos Bianchi e Luiz Felipe Scolari.
    Bielsa deve fazer sua despedida da seleção no amistoso contra o Uruguai, marcado para o dia 17 deste mês, no estádio Monumental, em Santiago.