segunda-feira, 20 de junho de 2011

Brasil termina Grand Slam do Rio com seu melhor desempenho da história

É a primeira vez em que a seleção brasileira fica em segundo no quadro de medalhas de uma das principais competições internacionais do judô

Por Adriano Albuquerque Rio de Janeiro
O Brasil fechou o Grand Slam de Judô do Rio de Janeiro quebrando recordes. Foi o melhor desempenho do país numa das quatro grandes competições do judô internacional (Olimpíadas, Mundial, Masters e Grand Slam), com quatro medalhas de ouro, três de prata e quatro de bronze, um total de 11 medalhas. Foi também a primeira vez que o país ficou em segundo lugar no quadro geral, atrás apenas do Japão, que teve 10 medalhas, sendo oito de ouro.
medalhistas judô  grand slam (Foto: Daniel Zappe / FOTOCOM.NET)Os medalhistas brasileiros no Grand Slam de judô do Rio de Janeiro (Foto: Daniel Zappe / FOTOCOM.NET)
Outro feito inédito foi a vitória feminina na comparação com a parte masculina da seleção brasileira. Após um sábado sem medalhas, os homens reagiram com cinco medalhas no domingo, incluindo os ouros de Leandro Guilheiro (81kg) e de João Gabriel Schlittler (+100kg), mas as mulheres tiveram seis pódios em sete categorias na competição, sendo dois ouros (Érika Miranda, até 52kg, e Mayra Aguiar, até 78kg), duas pratas (Sarah Menezes, até 48kg, e Rafaela Silva, até 57kg) e dois bronzes (Maria Portela, até 70kg, e Rochele Nunes, mais de 78kg).
- Foi disparadamente nosso melhor desempenho. Normalmente, cinco países competem pelo segundo lugar atrás do Japão - Brasil, Coreia, Holanda, França e Rússia - mas estamos nos firmando cada vez mais nessa segunda posição - comemorou Ney Wilson, coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô.
Guilheiro empolga e Schlittler dá a volta por cima
O paulista Leandro Guilheiro era a maior esperança de medalha do país neste domingo e correspondeu às expectativas com um torneio quase perfeito. Agressivo como sempre, o judoca brasileiro conseguiu dois ippons com menos de um minuto de luta na competição, sendo o segundo para vencer Sergiu Toma, moldavo que eliminou Flávio Canto ainda no primeiro combate. Na final, bastou um wazari para superar o ex-campeão mundial Ivan Nifontov, da Rússia.
- Desisti de competir (no Grand Slam de) Moscou para estar em boas condições de lutar aqui. Nenhum passo que eu tenho dado tem sido em vão. Em Moscou, eu estava com uma dorzinha nas costas, que poderia me prejudicar. O importante foi que consegui o resultado que queria - comemorou Guilheiro, segundo colocado no ranking mundial que classifica às Olimpíadas de Londres-2012.
Leandro Guilheiro conquista o ouro no Grand Slam do Rio (Foto: Daniel Zappe/Fotocom.net)Leandro Guilheiro conquistou o ouro no Grand Slam do Rio de Janeiro (Foto: Daniel Zappe/Fotocom.net)
A história do dia, porém, foi sem dúvida a redenção de João Gabriel Schlittler. Depois de dois anos parado por conta de lesões no joelho e ombro, o carioca perdeu a seletiva para o evento e estava nos treinos da seleção durante a semana apenas para rever os amigos. Com a lesão sofrida por Leandro Gonçalves na quinta-feira, porém, Schlittler foi convocado na véspera da competição. O brasileiro foi crescendo durante o torneio e chegou à final graças a outra lesão, sofrida pelo polonês Janusz Wojnarowicz no golden score da semifinal. O título em casa, em vitória sobre o paulista Daniel Hernandes, na última luta do campeonato, fechou com chave de ouro a campanha brasileira e seu "conto de fadas".
- Só tenho a comemorar, não tenho nem palavras pra descrever a gama de sentimentos que estou sentindo. Não tinha nem expectativa de medalhar - disse Schlittler, que ganhou 300 pontos no ranking e saltou da 101ª posição para a 25ª: - O peso pesado tem mais um atleta disputando. Eram quatro, tem mais um aí!
João Gabriel conquista o ouro no Grand Slam do Rio (Foto: Daniel Zappe/Fotocom.net)João Gabriel conquista o ouro no Grand Slam ao vencer Daniel Hernandes (Foto: Daniel Zappe/Fotocom.net)
Na categoria até 90kg, Hugo Pessanha brigava pelo bicampeonato e fez um ótimo torneio, com três ippons consecutivos para alcançar as semifinais. Entretanto, se precipitou no ataque ao japonês Takashi Ono e sofreu um contragolpe no último minuto. Mais surpreendente ainda foi a derrota de Tiago Camilo, que também fez ippons em suas três primeiras lutas e tinha vantagem de um wazari sobre Asley Gonzalez Montero quando, a 3s do final, sofreu um ippon do cubano. Os brasileiros tiveram de se contentar com o bronze. Ono superou Montero na decisão.
A categoria até 100kg foi a única em que o Brasil não medalhou no domingo. Leonardo Leite chegou às quartas de final, mas foi derrotado pelo eventual campeão Takamasa Anai, do Japão.
Mayra Aguiar dá show no Maracanãzinho
O destaque feminino de domingo foi Mayra Aguiar. A gaúcha mostrou a que veio logo na primeira luta, ao fazer o ippon mais rápido da competição, com apenas 9s, contra a colombiana Amy Cortes. Sua única luta que não foi decidida por ippon foi a semifinal, contra a francesa Audrey Tcheumeo, em que obteve dois wazari. Na decisão, dominou o combate com a rival americana Kayla Harrison, saindo com pontuação completa: um yuko, um wazari e um ippon.
- Eu me emocionei demais no momento do pódio, porque nessas horas você se lembra de toda a sua trajetória. Já tive muito sofrimento na vida, enfrentei contusões e operei o joelho. Agora chegou o momento de comemorar - disse Aguiar.
Mayr Aguiar conquista o ouro no Grand Slam do Rio (Foto: Daniel Zappa/Fotocom.net)Mayr Aguiar comemora a vitória no Grand Slam do Rio de Janeiro (Foto: Daniel Zappa/Fotocom.net)
As brasileiras Rochele Nunes (mais de 78kg) e Maria Portela (até 70kg) chegaram perto da final em suas categorias, mas caíram nas semifinais e ficaram com o bronze. Portela foi derrotada pela colombiana Yuri Alvear, que por sua vez perderia o ouro para Yoriko Kunihara, do Japão. Nunes teve azar e lesionou o joelho direito durante a luta com a turca Gulsah Kocaturk, que aproveitou o momento de fraqueza e conseguiu o ippon, mas não passou pela japonesa Megumi Tachimoto na decisão. A comissão técnica brasileira suspeita de rompimento no ligamento cruzado anterior do joelho de Rochele, que passará por exame de imagem na segunda-feira.
Confira o quadro de medalhas do Grand Slam de Judô do Rio de Janeiro:
Posição País Ouro Prata Bronze Total
1 Japão 8 0 2 10
2 Brasil 4 3 4 11
3 Rússia 1 2 2 5
4 Romênia 1 0 1 2
5 Itália 0 2 0 2
6 França 0 1 8 9
7 Espanha 0 1 1 2
7 Cuba 0 1 1 2
9 Portugal 0 1 0 1
9 EUA 0 1 0 1
9 Colômbia 0 1 0 1
9 Turquia 0 1 0 1
13 Bélgica 0 0 2 2
13 Hungria 0 0 2 2
15 Holanda 0 0 1 1
15 Canadá 0 0 1 1
15 Azerbaijão 0 0 1 1
15 México 0 0 1 1
15 Polônia 0 0 1 1

Atletas fazem saltos ornamentais em torre histórica de 27,5m na França

Público recorde de 70 mil pessoas lotam as ruas da pequena La Rochelle

Por GLOBOESPORTE.COM La Rochelle, França
Um campeonato de saltos ornamentais movimentou a pequena cidade de La Rochelle, na França, neste domingo. Os atletas saltaram do alto dos 27,5 metros da histórica Torre de Saint Nicolas para um público recorde de 70 mil pessoas. A vitória na competição ficou com o britânico Gary Hunt, atual campeão do circuito mundial (Fotos: Getty Images).
Atletas fazem saltos ornamentais em torre histórica de 27,5m na França (Foto: Getty Images)
Atletas fazem saltos ornamentais em torre histórica de 27,5m na França (Foto: Getty Images)
Atletas fazem saltos ornamentais em torre histórica de 27,5m na França (Foto: Getty Images)

Vélez faz festa pelo título antecipado e bate Racing na última rodada

Campeão do Clausura vence por 2 a 1, de virada, no José Amalfitani

Por GLOBOESPORTE.COM Buenos Aires, Argentina
Vélez comemora título argentino antes do jogo com o Racing (Foto: EFE)O Vélez Sarsfield fez a festa antes do jogo com o Racing neste domingo, em casa, para comemorar a conquista antecipada do Torneio Clausura do Campeonato Argentino. Mas o time também fez bonito com a bola rolando pela última rodada: fez 2 a 1, de virada, e encerrou a competição com vitória no estádio José Amalfitani.  (Foto: EFE)

No duelo dos Atléticos, Galo e Dragão empatam em Sete Lagoas

Time mineiro fica duas vezes atrás, mas consegue igualdade. Resultado, porém, tira equipe do G-4. Goianos seguem em oitavo lugar

por Marco Antônio Astoni
No duelo de Atléticos na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, empate entre o mineiro e o goianiense. As duas equipes ficaram no 2 a 2 em um jogo com dois tempos distintos: morno no primeiro tempo e quente na etapa final. O placar tirou o Galo do G-4, pois a equipe caiu para o quinto lugar com oito pontos, perdendo uma posição para o Figueirense. O time de Goiás manteve a sétima posição, com sete pontos.
Na próxima rodada os dois Atléticos enfrentam tradicionais equipes do Rio de Janeiro. Sábado, às 18h30m (de Brasília), o Galo vai ao Engenhão encarar o Flamengo. O compromisso do Dragão é domingo, também às 18h30, quando recebe o Vasco, no Serra Dourada.
A partida começou conforme era esperado, com o Mineiro atacando. Mas quem achava que o Dragão iria jogar recuado se surpreendeu: a equipe também procurava as jogadas ofensivas e chegava perto da área do Galo.
O jogo era muito concentrado entre as duas intermediárias. O Atlético-MG não conseguia encaixar seu golpes, talvez pela falta de entrosamento de jogadores como Gilberto e Daniel Carvalho com o restante da equipe. Já o Atlético-GO centralizava a criação de suas jogadas no habilidoso Vítor Júnior, que passou a ser vigiado de perto pelo sistema defensivo do Galo.
Com os times sem inspiração, a abertura do placar saiu a partir de um erro do adversário. O volante Gilberto se complicou na saída de bola, o que foi fatal para os donos da casa. Vítor Júnior roubou, Anselmo chutou e, no rebote, Marcão não perdoou e fez 1 a 0 para o Dragão, aos 30 minutos.
O gol do time goiano não alterou o panorama do jogo e a postura dos dois times em campo, que continuaram sem criatividade na armação das jogadas. O que mudou foi a tranquilidade do Atlético-MG em campo. O time até criou duas boas chances antes do fim do primeiro tempo, mas viu o Atlético-GO descer para o vestiário com a vantagem no placar.

Duplo empate

O Galo voltou diferente para a segunda etapa. Atendendo a um pedido da torcida, Dorival Júnior tirou Mancini, que fez um primeiro tempo muito ruim, e colocou Guilherme em campo. A substituição animou o time mineiro, que aumentou seu volume de jogo e foi com tudo em busca do empate.
O Dragão, porém, não se intimidou. Jogando fechado na defesa, tinha rápida saída para os contra-ataques, principalmente com Marcão e Anselmo, bem municiados por Vítor Júnior.
O passar do tempo, porém, fez com que o Atlético-GO passasse só a se defender. E o preço pago por isso foi caro: o empate. O time mineiro tanto pressionou que acabou conseguindo igualar o placar com Renan Oliveira, que havia acabado de entrar no lugar de Giovanni Augusto, aos 30 minutos da etapa final.
Com a torcida entusiasmada e o time inflamado pelos gritos da arquibancada, tudo levava a crer que o Atlético-MG conseguiria a virada. Mas foi o time goiano quem fez mais um. Vítor Júnior bateu de longe e Renan Ribeiro aceitou o frango, apenas cinco minutos depois.
Mas o Galo nem chegou a se desesperar, pois empatou mais uma vez quatro minutos mais tarde. Numa jogada rápida, Guilherme recebeu na área e fez seu primeiro gol com a camisa do Atlético-MG. O alvinegro mineiro continuou em cima nos minutos finais, mas o placar de 2 a 2 não seria mais alterado.
atlético-mg 2 x 2 atlético-go
Renan Ribeiro; Roger , Réver, Leonardo Silva e Leandro; Gilberto (Dudu Cearense), Serginho, Giovanni Augusto (Renan Oliveira) e Daniel Carvalho; Mancini (Guilherme) e Magno Alves
 
Márcio; Adriano (Renato Augusto), Gílson, Anderson e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Bida e
Vítor Júnior (Felipe Brizola);
Marcão (Felipe) e Anselmo
 
Técnico: Dorival Júnior Técnico: Paulo César Gusmão
Motivo: Quinta rodada do Campeonato Brasileiro Data: 19/06/2011 Horário: 18h30m. Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG).  Árbitro: Antônio F. de Carvalho Schneider (RJ). Auxiliares: Wagner de Almeida Santos (RJ) e Luiz A. Muniz de Oliveira (RJ)
Público: 15.106 pagantes. Renda: R$ 140.960. Cartões amarelos: Daniel Carvalho (Atlético-MG); Marcão, Vítor Júnior e Thiago Feltri (Atlético-GO)
Gols: Marcão, aos 30 minutos do primeiro tempo; Renan Oliveira, aos 30 do segundo tempo, Vítor Júnior, aos 35 do segundo tempo, e Guilherme, aos 39 do segundo tempo

Neymar aproveita domingo de folga para ver irmão jogar em Itajaí

Craque do Peixe causou alvoroço ao chegar ao estádio Hercílio Luz, mas não quis conceder entrevistas. Joclécio atua pelo Marcílio Dias-SC

Por Clic Rbs Itajaí, Santa Catarina
neymar em itajaí santos (Foto: Marcos Porto/Agência RBS)Chegada de Neymar ao estádio causou comoção
(Foto: Marcos Porto/Agência RBS)
O atacante Neymar, astro do Santos e da Seleção Brasileira, aproveitou o domingo de folga para ir até Itajaí, em Santa Catarina, assistir ao jogo entre Marcílio Dias e Brusque, no estádio Hercílio Luz, pela Copa Santa Caratina. O craque foi dar apoio a Joclécio, seu irmão de criação, que atua no Marcílio.
A chegada do craque ao estádio causou alvoroço quando parte da imprensa, que chegou a deixar a partida de lado por alguns minutos para registrar a presença do jogador no local. Neymar não deu entrevista coletiva. Ele chegou a Navegantes, por volta das 10h30min, e foi direto descansar num apartamento em Itapema. Em seguida, seguiu para o estádio, em Itajaí.
Jô, como o irmão de Neymar é chamado, ficou no banco de reservas no primeiro tempo. Mas, no segundo, entrou em campo, sem muito destaque.

O Santos não jogou neste final de semana porque o jogo contra o Corinthians, que seria disputado neste domingo, na Vila Belmiro, foi adiado para que o Peixe se concentre apenas na final da Taça Libertadores, quarta-feira, contra o Peñarol, às 21h50m, no Pacaembu.

Coritiba e Inter empatam no Couto e seguem sem engrenar no Brasileirão

Muriel, goleiro colorado, se destaca em partida movimentada e marcada por raça em campo e show dos torcedores nas arquibancadas

por Gabriel Hamilko
O Coritiba bem que tentou: teve volume de jogo e criou oportunidades de gol. Mas o personagem do jogo foi o goleiro colorado Muriel, até há pouco reserva do contestado Renan. Ao fim, Coxa e Inter ficaram no 1 a 1 e vão chegar à sexta rodada do Brasileirão ainda sem mostrar o futebol que gerava expectativas positivas antes do início da competição. Ambos têm apenas uma vitória: o Coritiba ficou com quatro pontos e continuou na 16ª posição, enquanto o Colorado, na 12º colocação, vai para seis pontos.
No primeiro tempo, o que se viu foi um Internacional recuado e explorando os contra-ataques. O Coritiba era melhor, com boas atuações de Rafinha e Davi no meio de campo, mas não foi capaz de abrir o marcador. Os gols saíram na etapa complementar, quando o Inter voltou vibrante e o volante Glaydson acertou um belo chute. Aos 29 minutos, veio o empate: Davi, em rebote de cobrança de pênalti que ele mesmo havia batido. Até o último minuto as duas equipes brigaram pelo resultado e o jogo esteve aberto. Nas arquibancadas, os mais de 300 colorados que foram à capital paranaense disputaram no grito com a torcida local: um belo espetáculo à parte, também sem vencedor.
Everton Ribeiro d'alesandro coritiba x internacional (Foto: Agência Estado)Everton Ribeiro (Coritiba) e D'Alessandro (Internacional) disputam bola (Foto: Agência Estado)
No início, Coxa atacava e Inter se defendia
Os dois times foram a campo com times taticamente iguais, no 4-3-2-1, mas com o Coritiba mais ofensivo – característica marcante na temporada - e o Inter com a fama de ser ‘retranqueiro’, ainda mais fora de casa. O técnico Falcão até cogitou escalar o quarteto ofensivo, com D’Alessandro, Oscar, Zé Roberto e Leandro Damião, mas preferiu colocar Glaydson e tentar explorar os contra-ataques.
Apesar do empenho gaúcho, o Coritiba saía rapidamente com os meias Rafinha e Davi, apoiados pelos dois laterais Eltinho e Jonas, empurrando o Inter para seu campo.
Para conseguir suportar bem a pressão, valeu a estratégia de Falcão, que armou uma linha de quatro defensores (com os zagueiros Juan e Bolívar no comando) para blindar a área do goleiro Muriel. Mesmo assim, o meia-atacante Everton Ribeiro conseguia se infiltrar e teve várias oportunidades de abrir o marcador. Só Bill ficava isolado, anulado pela boa marcação de Juan.
Em todo o primeiro tempo, o Internacional só chegou três vezes com perigo na meta alviverde: duas com o atacante Leandro Damião e uma com o volante Glaydson. Já o Coritiba teve pelo menos cinco finalizações perigosas, a maioria delas arquitetada pela parceria Everton Ribeiro e Rafinha.
Com o Inter recuado, restou ao goleiro Muriel fazer seu nome, com duas belas defesas em um mesmo lance, após o chute de Bill e no rebote pegou a tentativa de Davi.
Quem não faz...
O ditado típico do futebol foi colocado em prática assim que começou o segundo tempo. No rebote, após cobrança de D’Alessandro, Glaydson chutou forte de fora da área e fez o seu primeiro gol no Brasileirão aos quatro minutos.
Com o gol, o jogo pegou fogo. Do lado do Coritiba, Rafinha colocou uma bola na trave de Muriel e, no lado colorado, Zé Roberto obrigou Edson Bastos a fazer boa defesa.
Normal seria o Inter se fechar mais, mas não foi o que ocorreu. O Colorado se manteve avançado, sem abrir mão da boa última linha de marcação. Já o Coritiba procurava chegar próximo à área adversária, mas de forma algo desesperada.
Para tentar colocar ordem no Alviverde, o técnico Marcelo Oliveira queimou as suas alterações. Tirou o apagado volante Léo Gago e colocou o atacante Everton Costa, trocou Everton Ribeiro pelo meia-atacante Geraldo e, por fim, sacou o lateral-esquerdo Eltinho para a entrada do experiente meia Tcheco. A intenção era clara: jogar para a frente.
Falcão preferiu recuar o time e tirou o volante Tinga para a entrada de Wilson Matias, da mesma posição. Mas a insistência alviverde fez a diferença. Em boa bola lançada, Bill brigou na pequena área, e foi derrubado: pênalti. Renan ainda defendeu a cobrança de Davi e tocou na bola no chute que o mesmo Davi acertou no rebote. Ainda assim, não evitou que ele igualasse o marcador no Alto da Glória.
Com o empate, aos 39 minutos do segundo tempo, o jogo ficou aberto. O técnico colorado colocou Fabrício no lugar de D’Alessandro, que fez questão de expressar sua contrariedade ao sair de campo. E os minutos finais foram disputados na base da vontade. Tanto o Inter quanto o Coritiba tiveram chances de sair com a vitória. Mas prevaleceu o empate, ruim para as duas equipes.

CORITIBA 1 X 1 INTERNACIONAL
Edson Bastos; Jonas, Jéci, Pereira, Eltinho(Tcheco); Willian, Léo Gago (Everton Costa), Rafinha e Davi; Everton Ribeiro (Geraldo) e Bill Muriel; Nei, Bolívar, Juan, Kleber; Guiñazu, Glaydson (Ricardo Goulart), Tinga (Wilson Matias) e D´Alessandro (Fabrício); Zé Roberto e Leandro Damião
 
Técnico: Marcelo Oliveira. Técnico: Falcão.
Gols: no segundo tempo, Glaydson, aos 4 e Davi, do Coritiba, 29 do segundo tempo
Cartões amarelos: Leandro Damião, Guiñazu e D´Alessandro pelo Internacional - Tcheco, Geraldo e Pereira pelo Coritiba
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR). Data: 19/06/2011. Competição: Campeonato Brasileiro. Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP), auxiliado por Carlos Nogueira Júnior (SP) e João Nobre Chaves (SP).

Diretoria confirma demissão de
Cuca e contratação de Joel Santana

Novo treinador do Cruzeiro será apresentado nesta segunda, na Toca II

Por GLOBOESPORTE.COM Belo Horizonte
Joel Santana durante entrevista sobre o Flamengo (Foto: Thiago Correia / GLOBOESPORTE.COM)Joel Santana é o novo técnico do Cruzeiro
(Foto: Thiago Correia / Globoesporte.com)
O Cruzeiro tem novo treinador. Cuca não é mais o comandante da equipe celeste. Um dia após o empate com o América-MG, em 1 a 1, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, Cuca pediu demissão do cargo. O técnico não conseguiu suportar a pressão e não segue à frente da equipe.
Na tarde deste domingo, o diretor de comunicação do Cruzeiro, Guilherme Mendes, postou no Twitter a seguinte informação.
- Cuca deixou o cargo de treinador hoje pela manhã. Joel Santana será apresentado amanhã à tarde.
À frente do Cruzeiro, Cuca conquistou o Campeonato Mineiro e o vice-campeonato brasileiro. Joel Santana chegará nesta segunda-feira a Belo Horizonte.
Guilherme Mendes disse que foram feitas duas reuniões. A primeira, após o jogo desse sábado, entre Cuca e Dimas Fonseca, diretor de futebol do clube. Cuca disse que o elenco precisava de uma mudança e, por isso mesmo, estaria entregando o cargo. Dimas pediu uma reflexão para o treinador e que voltariam a se encontrar neste domingo, pela manhã.
Hoje, na Toca da Raposa II, voltaram a se reunir, e Cuca estava certo da saída do cargo, mesmo após um apelo feito pelo clube. Dimas consultou o presidente do clube, Zezé Perrella, que concordou em liberar o treinador. Imediatamente, a diretoria fez contato com o empresário Léo Rabelo e acertou com Joel Santana, que será apresentado à imprensa na tarde desta segunda-feira, às 14h30m (de Brasília), e aos jogadores, às 15h30m. O contrato será até o fim do ano.
O último time de Joel Santana foi o Botafogo. No time carioca, o treinador esteve entre 2010 e 2011. Antes disso, foi o comandante da Seleção da África do Sul, na preparação para a Copa de 2010.

Campos de treinos da Seleção na Argentina sofrem com a chuva

Gramados estão encharcados e apresentam falhas. Entorno tem áreas alagadas, e grande quantidade de mosquito incomoda na região

Por Thiago Lavinas Direto de Los Cardales, Argentina
O técnico Mano Menezes pode ter um problema neste início de preparação para a Copa América. As chuvas dos últimos dias em Los Cardales, na Argentina, castigaram bastante os dois campos separados para os treinos da Seleção Brasileira, no Hotel Sofitel La Reserva. A grama está encharcada, há lugares no gramado com bastante areia e vários pontos a poucos metros da linha de fundo e das laterais estão alagados. Além disso, uma quantidade enorme de mosquitos frequenta o local, o que deve incomodar bastante os jogadores.
GALERIA DE FOTOS: confira as imagens dos campos de treino castigados com a chuva
Campos de treino da seleção brasileira na argentina (Foto: Thiago Lavinas/Globoesporte.com)Campo principal de treinos tem muita água acumulada atrás do gol (Foto: Thiago Lavinas/Globoesporte.com)
A Seleção Brasileira se apresenta nesta segunda-feira no Rio de Janeiro. Viaja na terça à tarde para a Argentina e realiza o primeiro treino em Los Cardales na quarta-feira pela manhã. Até lá a torcida é para que o tempo melhore. Mas a previsão da meteorologia é de frio e de pancadas de chuva para os próximos dias.
Campos de treino da seleção brasileira na argentina (Foto: Thiago Lavinas/Globoesporte.com)'Campo 2' vai precisar de reparos para os treinos
(Foto: Thiago Lavinas/Globoesporte.com)
A Seleção Brasileira vai utilizar dois campos no resort em que vai ficar concentrada na Argentina. O "Campo 1" está em melhores condições. De longe, até parece um tapete. Mas basta pisar no gramado para ver que ele está bem encharcado. O sistema de drenagem não foi suficiente para as fortes chuvas. Atrás de um dos gols, cerca de dois metros da linha de fundo, há muita água acumulada. Assim como nas laterais. O que facilitou a concentração de mosquitos. E em vários pontos do campo há falhas na grama. Na entrada da área do gol virado para a Rodovia A-9 existe dois círculos de areia.
O estado do "Campo 2" é bem pior. Em alguns trechos a grama sumiu e a água acumulou em cima da terra. As condições da entrada da área e do meio-campo preocupam. Na linha de fundo de um dos gols há uma grande área sem grama.
A programação inicial de treinos da Seleção Brasileira prevê 16 trabalhos nos dez primeiros dias na Argentina. O luxuoso resort escolhido pela comissão técnica fica a cerca de 60 quilômetros de Buenos Aires. Um dos motivos para o isolamento foi, justamente, a possibilidade de o Brasil ter como treinar dentro do hotel, evitando assim deixar o local para ir até estádios ou centros de treinamentos de clubes.
CONFIRA A TABELA DE JOGOS DA COPA AMÉRICA
Campos de treino da seleção brasileira na argentina (Foto: Thiago Lavinas/Globoesporte.com)Placa pede para que hóspedes do hotel não usem os campos (Foto: Thiago Lavinas/Globoesporte.com)

domingo, 19 de junho de 2011

Casillas e Sara Carbonero aproveitam praia no Brasil

 

Casillas e Sara Carbonero estão aproveitando as férias. Já passaram por África do Sul, México e agora decidiram curtir o Brasil! O casal está em Trancoso, na Bahia. O goleiro do Real Madrid não perdeu a chance de tirar uma foto ao lado da sua amada e postar no Facebook.
 “Aproveitando um dia de praia em Trancoso, um lugar do Brasil com muitos encantos. Mandamos um abraço daqui”, falou o jogador.


Postado por Cíntia Barlem, www.twitter.com/cintiabarlem

Em jogo movimentado, Grêmio e Vasco terminam iguais no Olímpico

Pênalti desperdiçado, vaias ao time da casa, bola na trave, gol anulado e gol sem querer acrescentam emoção a confronto equilibrado

Por Eduardo Cecconi Porto Alegre
Campeão da Copa do Brasil, o Vasco esteve próximo de emplacar uma boa vitória fora de casa no retorno do time titular à disputa do Campeonato Brasileiro. Mas o Grêmio conseguiu igualar no fim da partida disputada na tarde deste domingo, no Estádio Olímpico. Em confronto de bom nível técnico e emoção nos minutos derradeiros, Grêmio e Vasco empataram em 1 a 1, pela quinta rodada da competição.
Bernardo marcou o gol vascaíno, e Roberson fez o gol tricolor, ambos no segundo tempo. Com o empate, o Vasco sobe para 8 pontos, contra 7 do Grêmio. No próximo fim de semana, as duas equipes voltam a jogar. Às 16h de domingo, o Grêmio visita o Botafogo, no Engenhão; no mesmo dia, às 18h30m, o Vasco enfrenta o Atlético-GO, no Estádio Serra Dourada.
lucio grêmio x vasco (Foto: Agência Estado)Sob chuva, Grêmio e Vasco empataram em 1 a 1 no Estádio Olímpico (Foto: Agência Estado)
Lá e cá
Belas defesas, pênalti desperdiçado, bola na trave, gol anulado, chuva torrencial, impaciência nas arquibancadas...não faltaram elementos para tornar muito agradável aos espectadores o primeiro tempo da partida. Interessados e ofensivos, Grêmio e Vasco não abdicaram do ataque constante, alternando confrontos de uma área à outra. O velho 'lá e cá'.
Campeão da Copa do Brasil, o Vasco de Ricardo Gomes apresentou um grande repertório de movimentos táticos complexos. Sem a bola, Eder Luis recuava pela direita, formando com os volantes Allan e Romulo, e com Felipe na esquerda, uma segunda linha britânica no 4-4-2; com a posse, entretanto, Eder Luis avançava pela direita, tendo Alecsandro centralizado e Diego Souza na esquerda, em uma espécie de 4-3-3.
No Grêmio, Renato Gaúcho voltou ao 4-4-2 com meio-campo reproduzindo o desenho de um losango. E também resgatou a iniciativa nos jogos em casa. A equipe pressionou, conquistou um pênalti - defendido por Fernando Prass na cobrança de Gabriel - e ainda marcou um gol de falta, anulado porque Willian Magrão estava impedido no momento do chute de Fábio Rochemback.
Prass fez outras lindas defesas, além do pênalti, segurando o zero gremista no placar. Em contra-ataques rápidos, o Vasco criou boas chances. A melhor, entretanto, surgiu em bola parada - Alecsandro cobrou falta na trave. Aos vestiários, os gremistas desceram abaixo de vaias, manifestação corriqueira dos torcedores durante os primeiros 45 minutos.
Fim emocionante
Com Escudero substituindo Lúcio, o Grêmio melhorou no segundo tempo. O argentino ingressou em campo interessado, participativo, dividindo as atribuições de articulação defensiva com Douglas, até então sobrecarregado. E esta parceria elevou a qualidade das jogadas ofensivas.
Não por acaso o Vasco recuou, resignando-se a apenas combater. Marcou mais, atacou menos, e dependeu das cobranças de escanteios para ameçar o goleiro Victor. Mas quando Ricardo Gomes recorreu ao banco de reservas, a equipe encontrou o caminho para o gol.
Bernardo substituiu Diego Souza faltando 15 minutos para o fim. Em seu primeiro lance, apostou nas dificuldades impostas pela chuva - gramado escorregadio, bola pesada - para vencer o goleiro da Seleção Brasileira: aos 31, Bernardo cruzou da direita e deu sorte ao surpreender Victor, fazendo 1 a 0 para o Vasco. Depois do jogo, o próprio vascaíno reconheceu que marcou sem querer.
Se a torcida tricolor já se mostrava impaciente, com vaias e perseguição a jogadores como Douglas e Gabriel, o gol acentuou o clima ruim. Em contraste com a insatisfação dos gremistas, ecoou no Estádio Olímpico a festa dos vascaínos, em bom número nas arquibancadas. Oito minutos depois, entretanto, os gremistas se reconciliaram com o time. Após cobrança de escanteio, Roberson empatou de cabeça: 1 a 1.
GRÊMIO 1 X 1 VASCO
Victor; Gabriel (Vilson), Mário Fernandes, Saimon e Neuton; Fábio Rochemback, Willian Magrão, Lúcio (Escudero) e Douglas; Lins e Júnior Viçosa (Roberson). Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Romulo, Allan e Felipe (Jumar); Diego Souza (Bernardo), Eder Luis e Alecsandro (Elton).
Técnico: Renato Gaúcho. Técnico: Ricardo Gomes.
Data: 19/06/2011. Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Árbitro: André Luiz de Freitas Castro, auxiliado por Fabrício Vilarinho da Silva e Márcio Soares Maciel (trio de GO).
Gols: Bernardo (Vasco), aos 31m; Roberson (Grêmio), aos 39m, ambos no segundo tempo.
Cartões amarelos: Fábio Rochemback, Willian Magrão e Saimon (Grêmio); Fagner, Allan, Bernardo e Jumar (Vasco).
Público: 16.322 torcedores. Renda: R$ 248.001,50.

Em bela tarde do contestado Luan, Verdão goleia Avaí e vira vice-líder

Em seu melhor jogo pelo Palmeiras, atacante marca duas vezes e tem nome gritado nos 5 a 0. Na estreia de Gallo, Leão segue na lanterninha

Por Diego Ribeiro São Paulo
Interessante o mundo do futebol, capaz de transformar vilões em heróis, jogadores medianos em craques, tudo em questão de minutos. Neste domingo, contra o Avaí, no Canindé, o esforçado atacante Luan completava 50 jogos com a camisa do Palmeiras quase sem ser notado, criticado pela torcida e torcendo por uma renovação de contrato que é difícil de ocorrer. Pois o patinho feio teve seu dia de craque e foi o dono da festa na vitória por 5 a 0 sobre os catarinenses, resultado que coloca o Verdão na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Com quatro gols, o camisa 21 é o artilheiro isolado da competição. Com dez, o Palmeiras tem o melhor ataque até agora.
Os dois gols e assistência deste domingo fizeram Luan ouvir o que tanto procurou nos seus 49 jogos anteriores: o nome gritado pelos mais de 10 mil torcedores. Muito por conta dele, o Palmeiras chega a 11 pontos na competição e cumpre a meta proposta por Felipão para as cinco primeiras rodadas: três vitórias e dois empates. O time ainda manteve a invencibilidade no Canindé: em seis jogos na temporada, seis vitórias, 15 gols marcados e nenhum sofrido.
Do outro lado, um confuso e pobre Avaí não chega a ser sombra da perigosa equipe que chegou às semifinais da Copa do Brasil, e eliminou favoritos da qualidade do São Paulo. Estreante do dia, o técnico Alexandre Gallo terá muito trabalho para tirar a equipe da rabeira: com apenas um pontinho, o Leão segue na lanterna do Brasileirão.
Na próxima rodada, o Palmeiras viaja a Fortaleza para pegar o Ceará, domingo, às 16h, no Presidente Vargas. Na mesma data e horário, o Avaí recebe o Fluminense na Ressacada.
Verdão Sorrisão
O técnico Luiz Felipe Scolari atendeu a alguns dos desejos mais latentes na torcida alviverde: lançou Lincoln e Wellington Paulista entre os titulares, nas vagas de Patrik e Adriano. Kleber, com proposta do Flamengo, atuou normalmente. Wellington, que andava insatisfeito com a reserva, acabou escalado aberto pelo lado direito – fora de sua posição original. Ele voltou a todo momento para ajudar na marcação do lateral adversário.
No início, o Avaí até conseguiu controlar o meio-campo, trocando passes e tentando confundir a defesa palmeirense. Mas o sistema desmoronou quando o Verdão resolveu jogar e fez o primeiro gol: na jogada de sempre, a bola parada, Marcos Assunção viu a bola chegar até o segundo pau e desviar em George Lucas antes de entrar. Lincoln, que estava na jogada, acabou creditado erroneamente com o gol.
A partir daí, a confiança fez toda a diferença a favor do Palmeiras. Pela direita, Cicinho jogou muito e não tomou conhecimento da marcação. Pela esquerda, Luan acertava dribles, passes, jogadas difíceis... Na trama entre os dois saiu o segundo gol. Sozinho, o atacante finalizou na pequena área e comemorou dançando o funk do João Sorrisão, personagem do programa Esporte Espetacular.
Luan jogava tão bem que virou bola de segurança do Palmeiras. Na hora do aperto, o camisa 21 buscou o jogo, pediu o passe. E quando recebeu, partiu para cima sem se envergonhar, assim como não se envergonhava de acompanhar o lateral adversário até a linha de fundo, marcando muito. Numa de suas escapadas, fez mais um golaço, o terceiro do Verdão. Logo depois, deu a assistência para Kleber colocar a bola no ângulo esquerdo de Aleks - 4 a 0, sem muito trabalho. Em atitude inédita, a torcida gritou muito o nome de Luan, o nome do jogo.
luan -wellington paulista palmeiras x avaí (Foto: Agência Estado)Luan comemora um de seus gols com Wellington Paulista (Foto: Agência Estado)

‘Santo’ quase faz história
Com a goleada encaminhada, o Palmeiras deu uma relaxada natural e não se arriscou tanto no ataque. E a essa altura, pra que se arriscar? O time apenas tocou bola, embalado no ritmo da torcida, que fez festa a cada boa jogada. Sem reação, o Avaí tentou mudar o panorama com Estrada e Fábio Santos, que entraram no intervalo. Nenhum deles foi capaz de melhorar o poder ofensivo do Leão.
E foi assim, administrando, que o Palmeiras levou os 45 minutos finais: cadenciado, o Verdão assustava em alguns contra-ataques. 4 a 0 já era um placar pra lá de excelente... Até que Lincoln sofreu pênalti de Acleisson, aos 26 minutos.
Aí, o ídolo máximo da torcida alviverde foi lembrado. Com poucas intervenções no jogo, o goleiro Marcos viu seu nome gritado a plenos pulmões para que ele cobrasse o pênalti. Aos 38 anos, ele se queixa de nunca ter feito um gol na carreira e sempre manifestou o desejo de sentir essa emoção pelo menos uma vez antes de pendurar as luvas, no fim do ano.
O capitão Kleber não teve dúvidas: gesticulando muito, chamou Marcos para a cobrança. Sem jeito, o camisa 12 respondia com um “não, não”. Os zagueiros chegaram nele, tentaram empurrá-lo. Quando o goleiro deu alguns passos à frente, a massa foi à loucura, antevendo um momento único na história do Palmeiras. No entanto, foi alarme falso: com a negativa do “Santo”, Kleber pegou a bola e fez o quinto gol, fechando o melhor jogo do Palmeiras na temporada.
palmeiras 5 x 0 avaí
Marcos, Cicinho, Leandro Amaro, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Lincoln (Patrik) e Luan; Kleber (Dinei) e Wellington Paulista (Chico). Aleks, George Lucas (Estrada), Cássio, Bruno e Julinho (Romano); Acleisson, Marcinho Guerreiro, Marquinhos Gabriel e Robinho (Fábio Santos); Pedro Ken e William.
Técnico: Luiz Felipe Scolari Técnico: Alexandre Gallo
Gols: George Lucas (contra), aos 18, Luan, aos 21 e aos 40, Kleber, aos 42 do primeiro tempo e aos 26 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Wellington Paulista, Luan (PAL); Julinho, Bruno, Marcinho Guerreiro, Acleisson (AVA)
Estádio: Canindé, em São Paulo (SP). Data: 19/6/2011. Árbitro: Fabrício Neves Correa (RS). Auxiliares: Altemir Haussmann (Fifa-RS) e Marcelo Barison (RS). Público: 12.138 pagantes. Renda: R$ 319.419,00.

Fla e Botafogo esquecem emoções recentes: primeiro 0 a 0 do Brasileiro

Em clássico com raras jogadas de perigo, rivais decepcionam público modesto. Disperso, Ronaldinho Gaúcho é o mais vaiado em campo

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Flamengo e Botafogo se acostumaram a protagonizar grandes clássicos nos últimos anos, com muitos gols e emoção de sobra. Neste domingo, porém, os rivais fizeram um duelo pálido, triste. Bem abaixo do que sugeria o bom começo de campeonato alvinegro e o preço do elenco rubro-negro. O resultado foi um 0 a 0 fiel ao que se viu em campo. Foi o primeiro jogo sem gols no Brasileirão deste ano. Placar que tira parte da confiança do Botafogo e abala de vez um Flamengo - que teve Bottinelli expulso aos 23 minutos de jogo - e chegou ao quarto empate em cinco jogos no campeonato.
Na próxima rodada, o Flamengo recebe o Atlético-MG, sábado, no Engenhão. No dia seguinte e no mesmo estádio, o Botafogo duela com o Grêmio.
Fla fica com um a menos no primeiro tempo
O Botafogo iniciou a partida forçando a jogada pela ponta esquerda. Ora com Cortês, ora com Everton. Léo Moura sofreu na marcação e teve de contar com o auxílio de David Braz no setor. O Alvinegro era mais perigoso, porém, o esquema com Herrera sozinho no ataque dificultou a conclusão das jogadas.
fábio ferreira ronaldinho gaúcho  flamengo x botafogo (Foto: Alexandre Vidal - Fla Imagem)R10 e Fábio Ferreira: clássico de penteados ousados e futebol modesto (Foto: Alexandre Vidal - Fla Imagem)

Padecendo dos mesmos males de outras partidas (excesso de passes errados, falta de um articulador e atacantes isolados), o Flamengo mal conseguiu passar do meio-campo nos 20 minutos iniciais. A primeira chance foi aos 22, quando Jefferson se enrolou com Fábio Ferreira e a bola sobrou para Diego Maurício. Desequilibrado, o atacante chutou fraco, e Alessandro não teve dificuldade para salvar.
A atuação ruim rubro-negra teve mais um obstáculo quando Bottinelli se jogou na área em disputa com Cortês e recebeu o segundo cartão amarelo do árbitro Felipe Gomes, aos 23.  Mesmo com um jogador a mais, o Botafogo teve dificuldade para pressionar. De positivo, o afinco de Elkeson na marcação e a vontade de Lucas Zen. Nomes que acabaram sacados no intervalo. A saída de Zen foi para evitar uma possível expulsão, já que ele havia recebido cartão amarelo. Elkeson foi substituído porque não estava se sentindo bem, depois de passar a semana gripado. O Flamengo também teve uma mudança até certo ponto inesperada: Diego Maurício deu lugar ao novato volante Luiz Antônio. Segundo tempo repleto de erros dos dois lados
Com o disperso Ronaldinho Gaúcho isolado na frente, o Flamengo passou a jogar todo fechado, atraindo o Botafogo para seu campo. Alex teve ótima chance em falha de David Braz. Pouco depois, Felipe salvou o Fla em bom chute de Bruno Tiago. O gol do Botafogo parecia questão de tempo. Mas a aparência enganou. O ímpeto parou por ali.
O Flamengo vivia de lances esporádicos, como uma fraca cabeçada de Luiz Antônio. Era um time lento, previsível, sem alma. Thiago Neves conseguiu finalizar uma bola na lateral: era o resumo perfeito da tarde rubro-negra. Na única chance real da equipe de Luxemburgo, Willians tentou fazer um gol de calcanhar. Mandou para fora. A torcida, que já não acreditava muito no milagre, entregou os pontos de vez.
Para sorte do Flamengo, a inspiração do Botafogo sumiu. Depois de uma pressão  nos primeiros 20 minutos, o time passou a errar passes em sequência, facilitando o trabalho do rival. Aos 30 do segundo tempo, o jogo chegou à marca de 50 passes errados, com 25 para cada lado. Uma estatística que justifica o clássico insosso.
No fim, a partida ganhou um pouquinho de emoção, com os dois times tentando ganhar dois pontos no erro do adversário. O Botafogo se abria. Luxemburgo lançou Negueba e Wanderley na esperança do gol que o fizesse sair do estádio como um grande estrategista. Tirou Thiago Neves e jogou para o alto a convicção de manter sempre Ronaldinho Gaúcho até o fim. O camisa 10 foi muito vaiado, mais do que na derrota para o Ceará, a única do Flamengo no ano.
Mesmo com as mudanças rubro-negras e o avanço alvinegro, o zero continuou até o fim. E as duas torcidas deixaram o estádio com a sensação de que desperdiçaram horas preciosas do domingo para assistir a um melancólico espetáculo.
FLAMENGO x botafogo
Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Junior Cesar; Willians, Renato, Bottinelli e Thiago Neves (Negueba) ; Ronaldinho (Wanderley) e Diego Maurício (Luiz Antônio) Jefferson; Alessandro, Antonio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês (Lucas); Marcelo Mattos, Lucas Zen (Bruno Tiago), Everton, Elkeson (Alex) e Maicosuel; Herrera
Técnico: Vanderlei Luxemburgo Técnico: Caio Júnior
Cartões amarelos: Bottinelli, Ronaldinho Gaúcho (Flamengo), Everton,  Lucas Zen, Bruno Tiago (Botafogo). Cartão vermelho: Bottinelli (Flamengo)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ). Auxiliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Rodrigo Henrique Correa (RJ).
Público: 15.832 pagantes Renda: R$ 441.925,00