domingo, 27 de novembro de 2011

CBF anuncia locais de clássicos de Rio e São Paulo na última rodada

Corinthians e Vasco jogam no Pacaembu e no Engenhão, respectivamente. São Paulo x Santos será em Mogi Mirim, e Flu x Bota, em Volta Redonda

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Liédson, do Corinthians, e Bernardo, do Vasco (Foto: Arte/SporTV.com)Corinthians de Liedson jogará no Pacaembu, e o
Vasco de Bernardo, no Engenhão
A CBF anunciou, por meio de seu site oficial, os locais dos clássicos cariocas e paulistas na 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro, às 17h do próximo domingo. O líder Corinthians vai encarar o Palmeiras no Pacaembu. São Paulo x Santos, por questão de segurança, sairá da capital paulista e será disputado em Mogi Mirim, no estádio Romildo Vitor Gomes Ferreira.

O Vasco, agora o único concorrente do Corinthians, enfrentará o Flamengo no Engenhão. Com isso, Botafogo x Fluminense será no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Todas as partidas que envolvam disputa de título, vaga na Libertadores e na Sul-Americana ou briga contra o rebaixamento deverão ser realizadas no mesmo horário.
A decisão de tirar São Paulo x Santos e Botafogo x Fluminense das capitais gerou protestos dos dois mandantes, que não poderão usar seus estádios. No Alvinegro carioca, a reação foi dura. O presidente Maurício Assumpção avisou que o clube entrará nesta segunda-feira com um mandado de segurança no STJD para garantir que a partida seja no Engenhão.
- A CBF tem direito de soltar nota, e eu tenho direito de discordar da nota. Amanhã (segunda-feira), vou entrar no STJD contra essa decisão. Durante o campeonato, muito se criticou o Engenhão, agora querem jogar lá. O jogo do Botafogo tem de ser no campo do Botafogo. Considero legítimo o meu direito e vou brigar por ele - afirmou, durante o programa "Balanço Esportivo", da CNT.
No Rio de Janeiro, a polêmica a respeito de qual jogo será no Engenhão vinha se arrastando havia várias rodadas. O Botafogo se manifestou algumas vezes, exigindo o direito de atuar em seu estádio, e ganhou apoio da Federação do Rio. A CBF já havia decidido que a partida de maior importância na última rodada seria no Engenhão.
Após a derrota do São Paulo para o Palmeiras, o diretor de futebol Adalberto Baptista também se mostrou indignado sobre a mudança de local da partida:
Corinthians e Palmeiras
tinham feito um acordo para realizar as duas partidas no interior, e o São Paulo não tem culpa se isso não será cumprido.
É um grande absurdo"
Adalberto Baptista, diretor do São Paulo
- O São Paulo tinha o mando de jogo, e isso não foi respeitado. Corinthians e Palmeiras tinham feito um acordo para realizar as duas partidas no interior, e o São Paulo não tem culpa se isso não será cumprido. É um grande absurdo.
Na última rodada, o oitavo colocado São Paulo e o Botafogo, nono, tentarão entrar no G-5 e se classificar para a Taça Libertadores de 2012. Os paulistas somam 56 pontos, um a mais do que os cariocas. À frente dos dois, estão Figueirense, Inter e Coritiba - todos com 57. Para o Fluminense, a briga é para se garantir na fase de grupos da Libertadores, o que só não acontecerá se ele for derrotado e o Flamengo ganhar.
Na disputa pelo título, uma única combinação de resultados tira a taça do Corinthians (70 pontos): se ele for derrotado pelo Palmeiras, e o Vasco (68) bater o Flamengo.
Goleada acaba com ameaça sobre o Galo; Botafogo espera por milagre
Atlético-MG se livra definitivamente do rebaixamento, enquanto Glorioso precisa de combinação de resultados para ir à Libertadores
 
 
A CRÔNICA
por Marco Antônio Astoni
O domingo foi do jeito que a torcida atleticana gosta. A goleada sobre o Botafogo, por 4 a 0, na Arena do Jacaré, pôs um fim ao pesadelo de ser rebaixado e ainda abriu a possibilidade de o time condenar à Segundona o arquirrival Cruzeiro na última rodada. O sonho botafoguense de disputar a Taça Libertadores do ano que vem está ainda mais distante.
O Galo chegou aos 45 pontos e subiu para a 13ª colocação na tabela, não podendo mais ser alcançado pela turma do Z-4. O Botafogo estacionou nos 55, na nona posição, e precisará de uma combinação de resultados para chegar ao G-5, torcendo contra Coritiba, Inter, Figueirense e São Paulo.
Ironicamente, o alívio mineiro veio em partida contra um grande algoz dos últimos anos. Esta foi a segunda vitória sobre o Botafogo nos últimos 23 confrontos entre os dois - a outra havia sido no Brasileiro de 2008.
Apesar de dois sustos no começo do jogo, os mandantes tiveram amplo domínio na partida, marcada por dois tempos distintos. No primeiro, muita correria de ambos os times. No segundo, um Botafogo desinteressado e que oferecia pouca resistência ao entusiasmo atleticano.
Na rodada final do Brasileirão, os dois times terão clássicos pela frente. O Atlético-MG encara o Cruzeiro - que neste domingo ficou no empate com o Ceará - na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. E o Botafogo pega o Fluminense no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Os dois jogos serão às 17h (de Brasília) do próximo domingo.
jogadores atlético-mg comemoram vitória sobre o Botafogo (Foto: Marco Antônio Astoni / Globoesporte.com)Jogadores do Atlético-MG comemoram vitória sobre o Bota (Foto: Marco Antônio Astoni / Globoesporte.com)
Galo soberano
O jogo começou e o Atlético-MG mostrou, logo de cara, que iria partir pra cima do Botafogo, repetindo uma estratégia de sucesso usada nos últimos jogos em casa. Mas o time carioca não aceitou a pressão e, com o domínio do meio-campo, criou duas incríveis chances antes dos dez minutos, com Elkeson e Felipe Azevedo, ambas desperdiçadas.
O Botafogo pagou caro pelos gols perdidos. No primeiro ataque que teve, o Atlético-MG fez o gol. Daniel Carvalho fez 1 a 0 ao cobrar um pênalti sofrido por Neto Berola, que fez um carnaval na área até ser derrubado. Com a tranquilidade da vantagem no placar, o Galo tomou as rédeas do jogo. Bernard perdeu chance clara de gol e, desta vez, não valeu a máxima de "quem não faz, leva". Porque foi o Atlético-MG que marcou, com André, logo no lance seguinte, fazendo a Arena do Jacaré explodir.
O Botafogo acusou o golpe. Por mais que tentasse, não conseguia se organizar em campo, e o Galo, numa tarde inspirada de Bernard e Daniel Carvalho, tocava a bola com tranquilidade. No entanto, um vacilo de Richarlyson permitiu ao Botafogo chegar à área do Atlético-MG e conseguir um pênalti. Um gol o colocaria novamente no jogo, mas a cobrança de Loco Abreu voou por cima do gol de Renan Ribeiro. E os donos da casa foram para o intervalo com 2 a 0.
Golaço pra selar a vitória
A velocidade dos times no segundo tempo foi nitidamente inferior. O placar do primeiro tempo era o que Atlético-MG necessitava para escapar da degola, por isso cozinhava o jogo de forma inteligente e sem se expor desnecessariamente. Com a entrada de Triguinho no lugar de Richarlyson, o sistema defensivo praticamente não dava espaços ao adversário.
O Botafogo, mesmo brigando por uma vaga na Libertadores, parecia desinteressado, jogando apenas para cumprir tabela. Buscava as jogadas lentamente, com toques de lado e sem inspiração, tornando-se presa fácil.
No entanto, foi nesse panorama de apatia que surgiu uma pintura, o terceiro gol do Atlético-MG. André recebeu lançamento perfeito de Leonardo Silva e deu um leve toque sobre o goleiro Jefferson, fazendo um golaço. O Galo ainda faria mais um, selando a goleada em cima do Botafogo. Nos minutos finais da partida, Bernard cobrou falta para a área, e Leonardo Silva apareceu na segunda trave para escorar para o gol.
Depois disso foi só festa. A torcida do Atlético-MG ensaiou até uma ola na Arena do Jacaré, comemorando aliviada um fim de ano que se desenhou terrível alguns meses atrás.
37ª RODADA
Assunção marca, Verdão vence e deixa Tricolor longe da Libertadores
Volante, de falta, faz o gol da vitória do Palmeiras por 1 a 0, no clássico do Pacaembu. São Paulo agora precisa bater Santos e torcer por combinação
 
 
A CRÔNICA
por Marcelo Prado e Wagner Eufrosino
Um Palmeiras sem objetivos em campo, mas que entrou para o clássico motivado por ter a chance de complicar a vida do rival, que sonhava com a Taça Libertadores da América, e pela promessa de pagamento de bicho dobrado feita pelo presidente Arnaldo Tirone. Do outro lado, um São Paulo que, com a necessidade de vencer, tinha mais uma chance de apagar os fracassos acumulados em 2011.

Melhor no primeiro tempo, o Verdão fez 1 a 0 no começo da segunda etapa e, mesmo com a suas limitações técnicas, soube ser valente e segurou o resultado diante de um Tricolor que, além de não ter o espírito de decisão que o jogo pedia, foi muito deficiente nas finalizações quando criou as oportunidades.
Com a vitória na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, o time de Felipão garantiu sua vaga na Copa Sul-Americana de 2012 e assumiu a 11ª colocação, com 49 pontos. Na rodada final, terá a oportunidade de derrubar outro rival, desta vez com consequências maiores. Enfrentará o Corinthians no Pacaembu e, se ganhar, tirará do rival o título brasileiro, desde que o Vasco derrote o Flamengo no Engenhão. Os dois jogos serão às 17h de domingo.
O São Paulo caiu para oitavo, com 56 pontos, e, para ir à Pré-Libertadores, precisará vencer o Santos em Mogi Mirim (também às 17h de domingo) e torcer para que o Inter não vença o Grêmio, para que o Figueirense não derrote o Avaí e para que o Coritiba não leve a melhor sobre o Atlético-PR na última rodada.
Poucas emoções e discussão entre Ceni e Valdivia no primeiro tempo
Uma grande chance de gol para cada lado e mais nada. É dessa maneira que podem ser analisados os primeiros 45 minutos do clássico entre Palmeiras e São Paulo. O Verdão, mesmo com sua limitação técnica, teve mais posse de bola e soube, na grande parte do tempo, controlar o Tricolor. Este, apesar da necessidade de vitória para manter vivo o sonho de estar na Libertadores, entrou em campo desligado. Scolari mandou a campo a melhor equipe possível e apostou tudo na força da bola parada de Marcos Assunção e na criatividade de Valdivia, o único atleta alviverde a receber marcação individual, do volante Wellington. Já Leão repetiu o time testado durante toda a semana, com dois volantes, um homem de criação e três atacantes: Dagoberto, Luis Fabiano e Fernandinho, sendo que o primeiro voltava um pouco para buscar a bola.
O Palmeiras criou o primeiro perigo da partida, em cabeçada de Henrique, após cruzamento de Assunção. O São Paulo tinha liberdade para tocar a bola, mas errava muitos passes, principalmente com Denilson pelo meio e Juan pela esquerda. Leão, no banco, gesticulava bastante, pedindo organização ao seu time, que, no entanto, não esboçava reação. Luis Fabiano, irritado com a forte marcação, discutia a todo instante com o árbitro Luiz Flávio de Oliveira.
Como uma equipe tinha limitações técnicas e a outra não possuía espírito de decisão, o jogo caiu muito de rendimento. Tanto que uma nova chance de gol só foi surgir aos 34, com Juan, que recebeu de Dagoberto, livrou-se da marcação de Henrique e, dentro da área, bateu cruzado, de pé direito, na trave direita de Deola. Aos 41, Wellington levou cartão amarelo por cometer falta em Valdivia. Quatro minutos depois, ele repetiu a dose, e o juiz mandou o jogo seguir. O chileno ficou caído e, quando o jogo foi parado para atendimento, houve uma discussão e uma troca de "gentilezas" entre o camisa 10 do Verdão e o capitão do São Paulo, que são velhos desafetos.
Antes do apito final para o intervalo, a melhor jogada da partida. O Verdão desceu ao ataque pela esquerda com Gerley, que cruzou para a área. Ceni espalmou e, na sobra, Patrik, sozinho na área, chutou no canto esquerdo do goleiro, que voou e fez um milagre. No terceiro rebote, Valdivia, de bicicleta, bateu para fora.
Marcos Assunção comemora gol do Palmeiras contra o São Paulo (Foto: Rodrigo Coca / Ag. Estado)Marcos Assunção comemora gol diante de um Dagoberto de cabeça baixa (Foto: Rodrigo Coca / Ag. Estado)
Assunção faz 1 a 0, e Tricolor perde chances incríveis de marcar
Os dois times voltaram para o segundo tempo mais ligados. O São Paulo, aos três, criou a primeira chance com Luis Fabiano, que recebeu belo passe de Dagoberto e bateu cruzado, com muito perigo. O Verdão respondeu na sequência com boa troca de passes e chute final de Valdivia por cima do gol de Rogério Ceni. Aos dez, o Verdão abriu o marcador com sua arma mais poderosa: Marcos Assunção, em cobrança de falta pelo lado esquerdo. A bola não tocou em ninguém na área e morreu no canto esquedo do camisa 1 são-paulino.
Com a vantagem, o Palmeiras tomou conta do jogo, empurrado por sua torcida, que compareceu em bom número ao Pacaembu: mais de 18 mil pagantes. Valdivia chamou o jogo e começou a fazer suas jogadas de efeito para tentar provocar a expulsão de algum rival. Do lado tricolor, Leão tentou dar novo gás com as entradas de Marlos e Rivaldo nas vagas de Dagoberto e Cícero. O time melhorou e criou duas chances de gol imediatamente. Aos 17, após bola cruzada na área por Juan, Deola dividiu com Luis Fabiano e, na sobra, Piris, com o gol aberto, cabeceou por cima do gol. Na sequência, em outro ataque, Fernandinho foi ao fundo e cruzou errado, longe do alcance do camisa 9.
As mudanças fizeram bem ao São Paulo, que ainda fez nova mudança, com Willian José na vaga de Juan. Aos 22, foi a vez de Rhodolfo perder um gol inacreditável, cara a cara com Deola. Percebendo o crescimento do rival, Felipão reforçou a marcação alviverde, com Chico na vaga de Patrik. Depois, João Vítor entrou na vaga de Cicinho. Aos 38, o Verdão perdeu a chance de matar a partida. Em rápido contra-ataque, Luan, um dos melhores em campo, tocou para Valdivia, que só rolou para Fernandão. Cara a cara com Ceni, ele bateu cruzado, na trave direita do goleiro são-paulino.
No fim, desespero dos dois lados - o São Paulo para empatar e o Verdão para segurar a vitória. Mais competente e, principalmente, com mais garra, o Palmeiras soube segurar o resultado. A euforia foi completa no Pacaembu porque o placar eletrônico anunciou o gol da vitória por 2 a 1 do Vasco sobre o Fluminense no Engenhão, resultado que adiou a definição do título brasileiro para a última rodada. Palmeirenses, felizes com a vitória, e são-paulinos, que tiveram pelo menos algo para comemorar, fizeram muita festa.
Ronaldinho desencanta, Fla bate o Inter e volta à zona da Libertadores
Rubro-Negro vence o Colorado por 1 a 0, volta ao G-5 e fica mais perto da vaga. Gaúchos precisam vencer o Gre-Nal e secar concorrentes
 
 
A CRÔNICA
por Richard Souza
Uma escalação surpreendente, um craque sortudo e um goleiro que mais parecia uma parede. Num domingo de reencontro com a vitória após três jogos, o Flamengo superou o Inter, rival direto na disputa por uma vaga na Libertadores da América, voltou ao G-5 e só depende dele para ir à competição continental na próxima temporada.

No estádio Cláudio Moacyr, em Macaé, no Norte Fluminense, o Rubro-Negro foi engolido no primeiro tempo, mas mesmo assim conseguiu sair na frente. Ronaldinho voltou a marcar depois de pouco mais de dois meses. Depois, fechou a porta, jogou a chave fora e conseguiu manter um resultado importantíssimo.

O placar de 1 a 0, magrinho, tem importância gigantesca. Com 60 pontos, a equipe sobe da sexta para a quarta posição e só precisa de um ponto no clássico contra o Vasco para ficar com a vaga, na última rodada.
Ronaldinho Gaúcho comemora gol do Flamengo contra o Internacional (Foto: André Portugal / Vipcomm)Ronaldinho Gaúcho comemora gol do Flamengo contra o Internacional (Foto: André Portugal / Vipcomm)
O Colorado, que se via em situação até certo ponto tranquila, não depende mais do próprio esforço. Com 57 pontos, está em sexto, vai precisar vencer o Grêmio e torcer por uma derrota do próprio Flamengo ou para que o Coritiba não vença o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Faltou sorte ao time vermelho. Faltou calma ao zagueiro Rodrigo Moledo, que falhou no lance que decidiu o confronto.
Domingo que vem, o Flamengo enfrenta o Vasco. O local da partida ainda será definido, mas provavelmente vai ser no Engenhão. O Inter recebe o Grêmio no Beira-Rio. Todas as partidas da última rodada do Brasileirão serão às 17h (de Brasília).
Mãozinha para R10
É caprichoso esse tal de futebol. E também é cruel. O Inter que o diga. Foram 45 minutos de domínio, de futebol mais organizado e vistoso, de absoluto controle tático. De algumas boas chances de abrir o placar. O gol poderia ter saído com Leandro Damião, em cabeçada forte que Felipe espalmou. Com D’Alessandro, o melhor em campo, em chute colocado que buscava o ângulo. Ou com Gilberto, numa conclusão de dentro da área. Poderia, poderia, poderia...
O Flamengo correu sério risco de ir para o intervalo sob vaias. Cheio de mudanças, o Rubro-Negro jogou na base da vontade. Esforço que não escondeu as deficiências da equipe. Vanderlei Luxemburgo surpreendeu na escalação. Welinton voltou a ser titular, Rodrigo Alvim, que poucas vezes foi relacionado no ano, substituiu o suspenso Junior Cesar - e foi muito vaiado. No meio, Fierro ganhou uma chance. No ataque, Deivid sobrou. O camisa 9, artilheiro do time na competição com 15 gols, foi para o banco. Thomás entrou e fez dupla com Ronaldinho.

Como referência na linha de frente, R10 vagou em campo, quase não tocou na bola. Uma cobrança de falta que explodiu no peito do goleiro Muriel, algumas tentativas frustradas de dribles e arracandas, um carrinho violento em Nei. Foi o pouco que ele fez. Mas quando fizeram por ele, soube aproveitar. Aos 46 minutos, Thiago Neves tentou cruzamento para a entrada da área, o zagueiro Rodrigo Moledo cortou errado e entregou a bola para o camisa 10. Com calma e categoria, o Gaúcho entrou na área e bateu na saída de Muriel. Gol com jeitão de soco no estômago dos colorados: 1 a 0.

Se gol tivesse nome, este poderia ser chamado de alívio. Ronaldinho, que vive os dias mais conturbados desde a chegada ao Flamengo, não marcava havia dois meses, desde 21 de setembro. Na comemoração, ele encarou os reservas do Inter, saltou, abraçou e foi abraçado, reverenciou a torcida, sambou. Oitavo gol dele em 14 partidas contra o Colorado.
Um torcedor do Flamengo atirou uma garrafa plástica na direção do trio de arbitragem logo depois do encerramento da primeira etapa. Evandro Rogério Roman recolheu o objeto e deve relatar na súmula.

Fla vai na raça, e Felipe segura o Inter
O Inter voltou para o segundo tempo com a certeza de que havia sido bem melhor na etapa inicial, mas com prejuízo no placar. Esbarrou num adversário fortalecido e nos próprios erros. D’Alessandro já não jogava tão bem, Oscar andava sumido, Nei não apoiava tanto, e Damião pouco recebia bolas na área. Pior: o Flamengo quase ampliou com um voleio de R10 – Kléber salvou sobre a linha – e numa cabeçada de Welinton que passou rente à trave. A primeira chegada com perigo do Colorado foi aos 14. D’Alessandro recebeu passe na entrada da área, bateu colocado, mas a bola se perdeu pela linha de fundo.
Dorival Júnior não esperou muito e lançou Andrezinho no lugar do atacante Gilberto. O toque de bola colorado melhorou, e a equipe passou a fazer pressão. Muita pressão. Ali começava a aparecer outra figura do jogo: Felipe. Numa sequência de ataques da equipe vermelha, o camisa 1 virou um muro. Foi bem nas saídas de gol, não deu rebotes e fez até milagre. Quando Damião recebeu passe na área, Alex Silva até tentou acompanhá-lo, mas o artilheiro girou rápido e bateu forte. Felipe pegou de forma incrível. Na sequência do lance, o atacante dividiu com Fierro e caiu na área. O árbitro nada marcou, mas os gaúchos pediram pênalti. D’Ale também tentou em chute de longe, mas em sucesso.

Luxa lançou Negueba na vaga de Thomás, mas a postura rubro-negra pouco mudou. O time esperava o Inter, se defendia a todo custo e buscava jogar nos contra-ataques. Os gaúchos se lançavam cada vez mais, só que batiam e voltavam. Dorival Júnior foi expulso por reclamação. O tempo foi passando, passando, até que o cenário se tornou irreversível.

Foi um domingo especial para os rubro-negros. Dia de dar um tempo na crise, de crescer na hora certa para não deixar o projeto afundar. Foi um domingo chato para os colorados. Dia em que nada deu certo, de frustração. Domingo que vem tem mais.

Thiago Carleto confirma que Cruzeiro ofereceu incentivo pra Coelho vencer

Jogador do América-MG afirmou que diretoria do clube não foi contra

Por GLOBOESPORTE.COM Uberlândia, MG
Os jogadores do América-MG tiveram um incentivo a mais para vencer o Atlético-PR neste domingo, por 2 a 1, no Parque do Sabiá, em Uberlândia. O lateral esquerdo do América-MG, Thiago Carleto, confirmou que alguns jogadores do time foram procurados pelo Cruzeiro para conquistar um resultado positivo (veja no vídeo ao lado). Com uma vitória americana, o Cruzeiro poderia se livrar da degola, se também vencesse o Ceará.

- Acho que quando é favorável, quando é pra você ganhar é válido. Que nem hoje, se nós ganhássemos, nós teríamos uma ajuda do Cruzeiro. O Cruzeiro procurou alguns jogadores e a diretoria também deu um respaldo, falou que era coisa dos jogadores.

Carleto afirma também que o técnico do América-MG, Givanildo Oliveira, pediu a vitória para os jogadores como um presente pessoal.

- Tivemos que trabalhar a semana inteira com o rebaixamento e era um incentivo que a gente tinha. Claro, final de ano, o Cruzeiro dando um incentivo e a gente correu. O Givanildo também pediu essa vitória, pessoalmente que ele precisava e a gente deu essa vitória. E o Cruzeiro, com a nossa vitória, teve uma ajuda também.

Após dia de herói, Alecsandro revela 'premonição' de Ricardo Gomes

Atacante conta que ouviu do treinador, sábado, que faria um gol no clássico: 'Foi Ricardo que me trouxe para o Vasco, ele confia em mim', diz Alecsandro

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
O atacante Alecsandro só entrou no segundo tempo do clássico entre Vasco e Fluminense, neste domingo, no Engenhão, mas teve papel decisivo na vitória por 2 a 1 do Cruz-Maltino. O jogador fez o primeiro gol do Vasco e fez o cruzamento que resultou no segundo, marcado por Bernardo. Após  a partida, Alecsandro contou que já tinha em mente ser decisivo na partida. Quem levantou a bola foi o técnico Ricardo Gomes, que ainda se recupera de um acidente vascular encefálico, mas visitou a concentração do time no sábado.
- Ricardo esteve ontem (sábado) na concentração. Cumprimentei-o e ele disse: "Sei que você vai fazer um gol, confio em você". Foi ele que me trouxe para o Vasco, confia em mim - revelou Alecsandro.
Perguntado sobre o gol que marcou, Alecsandro fez questão de exaltar o segundo, feito por Bernardo. O tento só saiu aos 45 do segundo tempo. Habitualmente matador, Alecsandro teve de fazer as vezes de garçom.
- Fico feliz (pelo gol), mas mais difícil que fazer o gol foi acertar o Bernardo no meio da área. Graças a Deus tive essa felicidade. Nesse último jogo (próximo domingo, contra o Flamengo), espero que possamos sair com a vitória - finalizou.
O Vasco soma 68 pontos, dois a menos que o Corinthians. Na última rodada, no próximo domingo, o Cruz-Maltino encara o Flamengo, enquanto o Timão pega o Palmeiras. Para ficar com a taça, a receita é uma só: bater o Rubro-Negro e torcer por uma derrota do Corinthians.

Palmeirenses ignoram Corinthians e querem vencer pela dignidade

Deola e Marcos Assunção dizem que a possibilidade de atrapalhar o TImão não muda a postura da equipe

 O clássico entre Corinthians e Palmeiras na última rodada do Campeonato Brasileiro ganhou mais emoção. Com o Timão chegando na última rodada precisando de uma vitória para não depender do resultado do confronto entre Vasco e Flamengo, o Palmeiras passa a ser um grande obstáculo para o título.
Depois de uma atuação convincente na vitória por 1 a 0 contra o São Paulo, Marcos Assunção foi informado que o Corinthians ainda não havia sido campeão. Porém, o volante disse que o fato não muda em nada a postura do Palmeiras no próximo jogo.
- Queríamos terminar o campeonato bem nestas duas últimas rodadas. Fomos bem contra o São Paulo, falta uma. O importante é mostrarmos um bom desempenho nesta reta final.
Garantido na Sul-Americana do ano que vem, o Palmeiras não terá sua vida alterada no Brasileirão com o resultado da última partida contra o Corinthians. Entretanto, os jogadores acreditam que uma vitória poderá fazer muito bem ao clube.
- O Palmeiras precisa disso. O Campeonato do Corinthians é deles, nós temos que entrar em campo como hoje e ganhar. Vamos com todas as forças para acabar a competição com um pouco mais de dignidade.
 

Tite cutuca Verdão: 'É pobre querer se motivar para ferrar o adversário'

Treinador alvinegro não aprova vontade extra do Palmeiras em querer tirar o título brasileiro do Corinthians na última rodada

Por Carlos Augusto Ferrari e Diego Ribeiro Florianópolis
O Corinthians tentou, mas não conseguiu evitar que a decisão do título brasileiro de 2011 seja contra o arquirrival Palmeiras, domingo, às 17h, no Pacaembu. Do lado alviverde, a promessa é complicar ao máximo a vida do Timão. A postura, porém, incomoda os alvinegros. Após a vitória por 1 a 0 sobre o Figueirense, em Florianópolis, o técnico Tite criticou a motivação do rival por apenas tentar impedir o sucesso da outra equipe.
– Eu imagino que nós temos de fazer a nossa parte e ter respeito. É pobre querer se motivar para ferrar o adversário, para não falar outra palavra. Eu tenho o sentimento de conquistar um título, o sentimento da torcida, do corintiano e também de respeitar o outro lado – disse Tite
– Não fico contente com a tristeza de uma equipe, qualquer que seja. Não fiquei feliz por tirar o Figueirense de uma chance de Libertadores. É muito pequeno. Quero é valorizar o nosso trabalho – emendou o treinador.
Além de estragar a festa corintiana, os palmeirenses encaram o clássico como uma chance de apagar tudo o que de ruim aconteceu no clube durante a temporada. A diretoria, porém, planeja aumentar a premiação dos jogadores para impedir que o Timão celebre o título nacional.
– O clássico é histórico pela grandeza de Corinthians e Palmeiras. Não faço isso para não dar arma para o adversário, mas, sim, pelo respeito. Vou ficar feliz se conquistarmos o título, mas não pela tristeza do outro. Isso é muito pequeno – ressaltou Tite.
– O time chega com trabalho, merecimento e muito respeito. Eu não tenho nenhuma alegria na derrota da outra equipe. Fico feliz com o meu trabalho, com as pessoas que estão próximas – emendou.
Tite no jogo do Corinthians contra o Figueirense (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)Tite suou a camisa no jogo do Corinthians em Floripa (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)
Com 70 pontos, dois a mais que o Vasco, o Corinthians será campeão se não perder para o Palmeiras. Mesmo em caso de derrota o Timão ainda poderá levar a taça para o Parque São Jorge. Basta que o Cruz-Maltino não vença o Flamengo, no Engenhão.
– A semana vai demorar pra caramba para passar – completou Tite.

Com abraço em Hamilton, Massa quer esquecer ano: 'Tem que cancelar tudo'

Após uma temporada ruim e seis incidentes de pista com Lewis Hamilton, brasileiro já pensa no próximo ano e celebra a paz com o rival da McLaren

Por Alexander Grünwald São Paulo
Após encerrar o ano com um desempenho muito abaixo das próprias expectativas, Felipe Massa declarou que esta é uma temporada ‘para cancelar tudo’. A começar pelas rusgas com o britânico Lewis Hamilton, da McLaren, com quem ele disputou posições diversas vezes ao longo das 19 etapas – algo que rendeu, também, nada menos do que seis incidentes de pista entre ambos em 2011. Mas, se depender dos pilotos, isso já é pagina virada. Logo após a corrida, enquanto Massa atendia os jornalistas brasileiros, Hamilton interrompeu a conversa para dar um abraço no colega. Um gesto que rendeu aplausos de quem estava no local.
Lewis Hamilton e Felipe Massa se cumprimentam após o GP do Brasil de Fórmula 1 de 2011 (Foto: Alexander Grünwald / Globoesporte.com) Hamilton e Massa se cumprimentam após o GP do Brasil (Foto: Alexander Grünwald / Globoesporte.com)
- Nunca tive nada contra ele, sempre o respeitei em todos esses anos. E depois de tudo o que aconteceu neste ano, achei muito bacana ele vir aqui falar comigo. Eu é que não iria lá, porque não fiz nada de errado. Agora é pensar no ano que vem, em ter um carro melhor. Até para evitar esse tipo de situação que a gente viveu: eu com um carro onde estava sempre em dificuldades, na frente dele, e ele com um carro melhor, atrás, querendo passar – afirmou Felipe, que terminou a temporada em sexto lugar, uma posição atrás de Lewis na tabela.
Para quem já marcou três poles e venceu duas vezes em Interlagos, este foi um GP do Brasil complicado. Por causa de um furo em um dos pneus no sábado, Felipe se viu obrigado a fazer duas paradas, em vez de três, o que comprometeu seu desempenho na segunda metade da corrida.
- Na nossa estratégia, parar três vezes seria melhor que duas. Tive que usar o pneu duro por muitas voltas, e foi uma corrida difícil por causa disso. Ainda assim, meu companheiro também sofreu, o carro ficou mais difícil de guiar no final. Eu preferia correr na chuva, pois acho que a gente teria uma chance maior de driblar esses problemas – contou o piloto da Ferrari, que terminou o ano com menos da metade dos pontos marcados pelo companheiro Fernando Alonso, que subiu ao pódio em dez oportunidades.
Já de olho no próximo campeonato, o sexto que disputará pela escuderia italiana, Felipe resumiu a temporada abaixo da média e reforçou as esperanças em um ano melhor.
- Este 2011 não teve nada de bom. Tem que cancelar tudo e começar 2012 diferente, competitivo do começo até o final, com um carro melhor. É tudo o que eu espero – afirmou.
Massa faz 'zerinho' para a torcida após corrida em Interlagos (Foto: AFP)Felipe Massa faz 'zerinho' para a torcida após corrida em Interlagos (Foto: AFP)

CBF anuncia locais de clássicos de Rio e São Paulo na última rodada

Corinthians e Vasco jogam no Pacaembu e no Engenhão, respectivamente. São Paulo x Santos será em Mogi Mirim, e Flu x Bota, em Volta Redonda

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
A CBF anunciou, por meio de seu site oficial, os locais dos clássicos cariocas e paulistas na 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro, às 17h do próximo domingo. O líder Corinthians vai encarar o Palmeiras no Pacaembu. São Paulo x Santos, por questão de segurança, sairá da capital paulista e será disputado em Mogi Mirim, no estádio Romildo Vitor Gomes Ferreira.

O Vasco, agora o único concorrente do Corinthians, enfrentará o Flamengo no Engenhão. Com isso, Botafogo x Fluminense será no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Todas as partidas que envolvam disputa de título, vaga na Libertadores e na Sul-Americana ou briga contra o rebaixamento deverão ser realizadas no mesmo horário.
A decisão de tirar São Paulo x Santos e Botafogo x Fluminense das capitais deve gerar protestos dos dois mandantes, que não poderão usar seus estádios - Morumbi e Engenhão, respectivamente. Logo após a derrota para o Palmeiras, o diretor de futebol Adalberto Baptista se manifestou:
- O São Paulo tinha o mando de jogo, e isso não foi respeitado. Corinthians e Palmeiras tinham feito um acordo para realizar as duas partidas no interior, e o São Paulo não tem culpa se
isso não será cumprido. É um grande absurdo.
No Rio de Janeiro, a polêmica a respeito de qual jogo seria no Engenhão vem se arrastando há várias rodadas. O Botafogo se manifestou algumas vezes, exigindo o direito de atuar em seu estário, e ganhou apoio da Federação do Rio. A CBF já havia decidido que a partida de maior importância seria no Engenhão.

Timão bate o Figueira, mas decisão do título fica para a última rodada

Os seis mil corintianos no Orlando Scarpelli chegaram a celebrar o penta com o 1 a 0 no Figueirense, mas vitória do Vasco deixa tudo em aberto

Por Carlos Augusto Ferrari e Diego Ribeiro Florianópolis
Pela quarta vez consecutiva, o Campeonato Brasileiro será decidido na última rodada. O Corinthians fez a parte dele, venceu o Figueirense por 1 a 0, em Florianópolis, mas a dramática vitória do Vasco sobre o Fluminense por 2 a 1, no Engenhão, atrapalhou a festa paulista em Florianópolis. Liedson fez o gol o que manteve o Timão com grandes chances de ser campeão e atrapalhou o sonho catarinense de se classificar pela primeira vez à Taça Libertadores.
Os mais de seis mil corintianos presentes no estádio chegaram a comemorar o título, mas o gol de Bernardo, nos últimos minutos, impediu a festa antecipada. A matemática, contudo, ainda é simples: com 70 pontos, dois a mais que os vascaínos, o Timão precisa apenas não perder para o arquirrival Palmeiras, no próximo domingo, às 17h, no Pacaembu, para ficar com a taça pela quinta vez em sua história.
Em caso de empate e vitória dos vascaínos sobre o Flamengo, no mesmo horário, ambos empatarão no número de pontos, mas os paulistas levarão vantagem no número de vitórias (atualmente, 20 a 18). Até uma derrota pode dar o troféu à equipe de Tite. Basta que os vascaínos não vençam o clássico contra o Fla.
Após ser goleado em casa por 4 a 0 pelo Fluminense, o Figueirense perdeu mais uma chance de praticamente se classificar para a Libertadores. Para piorar, caiu da quinta para a sétima colocação, com 57 pontos, e sai da zona de classificação. Agora, precisará vencer o Avaí, domingo, às 17h, na Ressacada, e contar com uma combinação de resultados.
Liedson na partida Figueirense x Corinthians (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)Liedson, do Corinthians, em lance com Bruno Vieira, do Figueirense (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)
Jogo ruim no início
Qualquer desavisado que chegasse ao estádio Orlando Scarpelli sem conhecer a classificação do Campeonato Brasileiro não imaginaria que Figueirense e Corinthians brigam pelos primeiros lugares. Em um misto de nervosismo e incompetência, as equipes abusaram do direito de errar no primeiro tempo e esfriaram a empolgação dos torcedores que se misturaram nas arquibancadas em Florianópolis.
Precisando vencer para ter chances de voltar a São Paulo como campeão já neste domingo, o Corinthians fez muito pouco ofensivamente. Sempre aberto pelos lados, Emerson chamou a responsabilidade, encarou os marcadores, mas quase não ofereceu perigo. Liedson, Danilo e William foram ainda piores em um time que finalizou a gol apenas uma vez em 45 minutos. Para piorar, o zagueiro Leandro Castán levou três pontos no queixo depois de uma dividida com o atacante Júlio César.
GALERIA DE FOTOS: Veja as imagens do jogo no Orlando Scarpelli
A necessidade de vencer para reagir e seguir com chances de se classificar para a Libertadores também atrapalhou o Figueirense. Os laterais, tão elogiados pelo técnico Jorginho, praticamente não apareceram no ataque. Bruno, pela direita, se limitou a fazer o lance mais bonito da etapa inicial, aplicando dois chapéus seguidos, em Ralf e Danilo.
Assim como Sheik, Wellington Nem foi quem mais procurou jogar no lado catarinense. Rápido e habilidoso, o jovem atacante que pertence ao Fluminense deu trabalho com lances de efeito, mas não teve o apoio do ídolo Fernandes e do artilheiro Júlio César, escondidos na marcação. O último, aliás, acertou a trave corintiana em cobrança de falta em seu único momento de destaque.
Danilo corinthians figueirense (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Roger Carvalho, do Figueira, disputa com Danilo, do Timão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Alex entra e muda o jogo
Insatisfeito com o rendimento da equipe, Tite sacou Willian para a entrada de Alex, meia que já havia mudado o comportamento da equipe na vitória por 2 a 1, de virada, sobre o Atlético-MG. Com mais qualidade técnica, o Timão subiu novamente de produção, porém, ainda sem conseguir construir chances de concluir contra o gol de Wilson.
O Figueirense também decidiu arriscar. Jorginho adiantou suas peças para tentar pressionar, mas foi em vão. O melhor que a equipe conseguiu nos primeiros minutos foi um perigoso chute de Wellington Nem, aos 14, que passou muito próximo à trave esquerda.
Com Alex aberto pelo lado esquerdo e o maior espaço dado pelo adversário, o Corinthians sentiu a possibilidade de vencer. Aos 23, o meio-campista fez boa jogada pelo setor e cruzou. Liedson, livre, apenas desviou de cabeça, pulou as placas de publicidade e foi comemorar com a torcida. Àquela altura, era o gol do título, já que o Vasco apenas empatava com o Fluminense.
Parte da torcida do Figueirense, revoltada, começou a deixar o Orlando Scarpelli já aos 35 minutos. Os cerca de seis mil corintianos comemoravam como se estivessem no Pacaembu. Pelo rádio, porém, veio a notícia: gol do Vasco.
O clima de apreensão voltou a tomar a Fiel. E o Figueira reagiu. Aos 42, Aloísio cruzou da esquerda e a bola cruzou a área corintiana com perigo. Baita susto. Segundos depois, porém, nova notícia do Engenhão: e desta vez era boa para o Corinthians, já que Fred empatara para o Fluminense. O penta parecia garantido.
Terminado o jogo no Orlando Scarpelli, os jogadores do Timão permaneceram no gramado, esperando notícias do Rio de Janeiro. Com os resultados de momento, o Corinthians levaria o título. Mas tinha jogo ainda no Engenhão. E, para desespero da Fiel, o Vasco chegou ao segundo gol, com Bernardo. Resultado que adia a definição do título brasileiro para a última rodada. Tensão até o fim.
Liedson comemora gol do Corinthians contra o Figueirense (Foto: Reuters)Liedson comemora o gol do Corinthians contra o Figueirense (Foto: Reuters)

Bernardo garante vitória sobre o Flu no fim e mantém Vasco na briga

Time cruz-maltino vence por 2 a 1 no Engenhão e chega à última rodada com chance de ser campeão. Flu não tem mais possibilidade de título

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
O Vasco tinha pouco mais de quatro minutos para fazer um gol e evitar o título antecipado do Corinthians. Fez. Com a dose de superação que se tornou peculiar no time em 2011, Bernardo marcou o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense aos 45 minutos do segundo tempo e manteve acesa a chance de título brasileiro.
O time cruz-maltino chega aos 68 pontos contra 70 do Timão. Na última rodada, o futuro campeão será decidido à base de rivalidades. Vasco e Flamengo duelam no Engenhão, e Corinthians e Palmeiras se enfrentam em São Paulo.
Para levantar o quinto Brasileirão de sua história, o Vasco precisa vencer o maior rival e torcer para o Corinthians perder o seu duelo regional. Mas a calculadora ficou em segundo plano depois do jogo deste domingo.
Depois de um primeiro tempo pautado pelas chances perdidas e um início de etapa final calcado nas faltas violentas, os times acordaram quando souberam da vantagem do Corinthians em Florianópolis - Liedson marcou o gol da vitória por 1 a 0. Alecsandro abriu o placar, Fred empatou e, quando os torcedores corintianos festejavam o título no Orlando Scarpelli, um lance chorado e na insistência de Bernardo explodiu a maioria vascaína no estádio.
O Fluminense, com 62 pontos, não tem mais chance de título. E ainda corre o risco de perder um lugar na fase de grupos da Libertadores, caso seja ultrapassado pelo Flamengo (que tem 60 pontos). O time novamente sentiu a falta do poder de decisões em clássicos cariocas - são nove no ano e nenhuma vitória. A chance derradeira de triunfo será contra o Botafogo, domingo, em Volta Redonda.
Vasco comemora vitória sobre o Fluminense (Foto: Alexandre Durão / GLOBOESPORTE.COM)Jogadores do Vasco comemoram vitória sobre o Fluminense (Foto: Alexandre Durão / GLOBOESPORTE.COM)
Gols perdidos
Fred entrou em campo com o “amuleto” Maria Clara no colo. A menina, deficiente visual, desembarcou no Rio de Janeiro na sexta-feira a convite do Fluminense e foi ao Engenhão acompanhar o jogo.
Depois de uma semana de expectativa, o Vasco confirmou Elton e Juninho na equipe titular, mas no primeiro tempo ambos deram indícios de que talvez fosse melhor não tê-los. Logo a um minuto, o time cruz-maltino teve por que reclamar. Fagner lançou, Elton fez o corta-luz e a bola sobrou para Diego Souza chutar rasteiro no canto direito de Diego Cavalieri. O auxiliar Dibert Pedrosa paralisou erradamente o lance assinalando impedimento.
Fora essa chance, os primeiros minutos foram truncados e de poucas oportunidades. A se destacar apenas o “excesso de vontade” de Juninho Pernambucano. Em 11 minutos, o meia vascaíno deu dois carrinhos violentos e recebeu cartão amarelo. Como estava pendurado, ele não enfrenta o Flamengo na última rodada.
Juninho tentou se redimir depois e levantou na cabeça de Elton. Livre entre os zagueiros tricolores, o atacante cabeceou mal, por cima do travessão.
Deco sofreu com a forte marcação e só conseguiu aparecer aos 20. Ele tabelou com Rafael Sobis, Fred recebeu, girou e chutou. A bola desviou na perna de Renato Silva, encobriu Fernando Prass e caprichosamente bateu no pé da trave esquerda.
Logo na sequência o gramado molhado salvou o Vasco. Mariano cruzou rasteiro, Leandro Euzébio apareceu na segunda trave, mas escorregou e não conseguiu finalizar.
O jogo melhorou e ganhou gols perdidos para o seu índice. Mal no jogo, Elton protagonizou um lance do Inacreditável Futebol Clube aos 31. Após escanteio, Rômulo cabeceou, Diego Cavalieri fez ótima defesa e, dentro da pequena área, o atacante finalizou no travessão.
Na jogada seguinte, o Flu respondeu com excelente troca de passes, que terminou com um chute perigoso de Marquinhos desmarcado quase na marca do pênalti.
Alecsandro e Bernardo saem do banco para decidir
Na volta para o segundo tempo, Cristóvão Buarque tirou Elton e colocou Bernardo. Desta forma, o Vasco ficou sem atacante em campo – Diego Souza e Bernardo eram os mais avançados.
A partida ficou nervosa – até os 12 minutos da etapa final foram sete amarelos – e caiu tecnicamente. Enquanto revezavam-se nas faltas fortes os times souberam que o Corinthians abriu o placar em Florianópolis. O resultado eliminava o Flu e obrigava o Vasco a vencer para manter vivas as chances de título.
Mas a grande chance foi tricolor. Deco foi esperto em cobrança de falta e deixou Rafael Sobis na cara de Fernando Prass. O atacante bateu rasteiro, mas a bola saiu a centímetros da trave direita.
Cristóvão colocou Alecsandro na vaga de Felipe e recuou Diego Souza, que colecionou seis impedimentos na partida. O atacante foi letal aos 31. Fellipe Bastos cruzou, Rômulo desviou e Alecsandro, na segunda trave, cabeceou para abrir o placar. A bola ainda tocou nas duas pernas de Diego Cavalieri antes de entrar.
O Vasco teve a chance de decidir o jogo logo depois. Diego Souza entrou na área, cruzou e Diego Cavalieri espalmou parcialmente. Dentro da pequena área, Alecsandro se ajeitou e Leandro Euzébio conseguiu bloquear o chute.
O erro foi imperdoável e a conta veio depois. Após um balão para a área, Renato Silva pediu falta, Fred dominou no peito e bateu para empatar, aos 38. Um gol tricolor, mas com dividendos corintianos.
Os vascaínos se descontrolaram pedindo falta no lance do gol de empate e Leandro, mesmo no banco, foi expulso por ofender e tentar agredir fisicamente o árbitro Marcelo de Lima Henrique.
- Está comprado – gritou o vascaíno.
Aos 45 minutos - o árbitro deu cinco minutos de acréscimo -, Bernardo garantiu sobrevida ao campeonato. Ele recebeu cruzamento de Alecsandro na área, apareceu por trás dos zagueiros e cabeceou para defesa de Cavalieri. No rebote, ele chutou e marcou. Os minutos seguintes foram de cenas explícitas de vibração e êxtase da torcida vencedora. Ao fim do jogo, os jogadores agradeceram e o herói Bernardo chorou.