sábado, 31 de dezembro de 2011
Polivalente, Allan entra na briga para jogar no meio pelo Vasco em 2012
Aos 20 anos, jogador sonha com vaga na Seleção para os Jogos Olímpicos de Londres e não vê a hora de reencontrar com o técnico Ricardo Gomes
Por Thales Soares Rio de Janeiro
pelada (Foto: Thales Soares/Globoesporte.com)
As férias, por enquanto, permitem um pouco mais de descontração e relaxamento. Mas, a partir do dia 4 de janeiro, a situação vai mudar. Allan vai com o Vasco para a pré-temporada em Atibaia, no interior de São Paulo, para aumentar o entrosamento com os companheiros, já bem conhecidos, de olho numa vaga em sua posição de origem. Ou seja, resolveu deixar de vez a lateral direita para jogar no meio.
- Vou procurar brigar para jogar na minha posição e acho que tenho qualidade para isso. Claro que se o professor Cristóvão precisar, posso ajudar, afinal o importante é estar jogando. Mas quero jogar no meio novamente, que é onde estou acostumado – comentou Allan, que nos últimos jogos atuou ao lado de Fagner no time titular, jogando no meio-campo.
O bom desempenho no Vasco vai ser fundamental para Allan manter vivo o sonho de disputar os Jogos Olímpicos de Londres. A versatilidade do jogador o ajudou a ser lembrado pelo técnico Ney Franco para a disputa do Mundial Sub-20, quando atuou tanto de lateral quanto como meia.
- Vamos pensar em uma coisa de cada vez. O importante é começar bem o ano, com uma boa campanha no Carioca e na Libertadores. Depois disso, se o trabalho for bem feito e a chance aparecer, tenho certeza de que serei lembrado – afirmou Allan.
O Vasco se reapresenta no dia 4 de janeiro e vai fazer a sua pré-temporada em Atibaia. Allan ainda não sabe quando poderá voltar a trabalhar sob o comando de Ricardo Gomes, mas não vê a hora de ter o comandante novamente por perto, recuperado do AVC e pronto para voltar a exercer sua liderança.
- A gente não vê a hora de isso acontecer, pois o grupo sentiu muita saudade dele. No final, quando começou a encontrar o grupo antes dos jogos, trouxe muita energia positiva – disse Allan.
Dinamite admite responsabilidade e aposta em Vasco mais forte em 2012
Presidente afirma que clube está preparado para cobrança por resultados ainda melhores, mas descarta exageros nas contratações
Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
(Foto: Gustavo Rotstein / GLOBOESPORTE.COM)
- Atingimos um ótimo patamar neste ano e sabemos que o mais difícil é mantê-lo, mas estamos nos preparando para fazermos um Vasco ainda melhor em 2012. Estamos buscando reforçar nosso plantel dentro das necessidades e daquilo que entedemos como prioridade. Em cima disso, vamos formar um Vasco mais competitivo - disse o presidente cruz-maltino.
Para o Vasco, o grande trunfo de 2012 será a manutenção da base que alcançou resultados expressivos na última temporada. Roberto Dinamite sabe que apenas com reforços a equipe conseguirá chegar ao patamar desejado num ano de Libertadores, mas lembra que o clube não abandonará sua política financeira no momento de buscar caras novas.
- As coisas precisam ser administradas com empolgação, mas sempre com os pés no chão. Hoje em dia os custos dos jogadores são altos, mas vamos trabalhar dentro dos critérios estabelecidos pela comissão técnica e nunca deixando de lado a responsabilidade - explicou.
Salário acertado e proposta na mão: Grêmio e Giuliano esperam o 'sim'
DNIPRO vai decidir se aceita liberar o meia, ex-Inter, por empréstimo em 2012
Por Eduardo Cecconi Porto Alegre
(Foto: Adilson Barros / Globoesporte.com)
A negociação teve início há dois meses. Entre Grêmio e Giuliano tudo está acertado, por mais que nas entrevistas os dirigentes e empresários envolvidos neguem.
O jogador aceitou a oferta salarial tricolor, e também avisou ao técnico da equipe ucraniana que pretende defender o Grêmio em 2012.
Para haver o anúncio da contratação, entretanto, o DNIPRO precisa aceitar a proposta oficial remetida pelo Grêmio. As fontes consultadas pelo GLOBOESPORTE.COM não revelam os valores oferecidos, mas é certo que o clube gaúcho vai investir pesado no pagamento do empréstimo, o que pode ajudar o DNIPRO a liberar Giuliano.
Na próxima terça-feira, um dia antes do início da reapresentação do grupo, os dirigentes do Grêmio vão se pronunciar sobre a negociação - até lá, eles mantêm a esperança de receber o "sim" para haver o anúncio.
Caso o DNIPRO aceite a proposta oficial de empréstimo enviada pelo Grêmio, Giuliano será o 9º reforço tricolor. Até o momento o clube já investiu mais de R$ 17 milhões em contratações, trabalhando para formar uma equipe forte em 2012 - ano de inauguração, prevista para dezembro, da nova Arena.
Em 2010, pelo Inter, Giuliano foi o artilheiro da Libertadores, eleito o melhor jogador da competição, destacando-se na conquista do bicampeonato colorado. Mas, sempre reserva, preferiu acertar-se logo depois com o DNIPRO, vendido por dez milhões de euros. Agora, aceitou a oferta salarial do Grêmio e pediu ao treinador sua liberação para ficar mais próximo do técnico Mano Menezes, e quem sabe servir à Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos.
Além de Giuliano, a diretoria tricolor não desistiu de Carlos Eduardo. Após o dia 10 de janeiro o russo Rubin Kazan vai responder se aceita liberar o meia-atacante para o Grêmio, também por empréstimo de um ano.
Já foram confirmados os acertos com os atacantes Kleber e Marcelo Moreno, os meias Marco Antônio e Felipe Nunes, o volante Léo Gago, e os zagueiros Sorondo, Pablo e Douglas Grolli.
Queniana vence a São Silvestre 2011 quebrando o recorde da prova
Nenhuma brasileira terminou entre as cinco primeiras que foram ao pódio
Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
- Estou muito feliz. A chuva complicou, mas estou treinando muito na Europa, fiz algumas boas corridas. Não foi fácil para mim, mas consegui vencer. É uma vitória muito importante para a minha carreira - afirmou Jeptoo.
Sem chuva e com temperatura de 27ºC, a elite feminina largou pontualmente às 17h10m (de Brasília). Depois dos três primeiros quilômetros de prova, no entanto, quando as corredoras passavam ao lado do estádio do Pacaembu, a chuva voltou com força.
Com 21 minutos e sete quilômetros percorridos, quase metade dos 15 km de prova, duas corredoras se desgarraram das demais: a queniana Priscah Jeptoo e a etíope Wude Ayalew. E a disputa pela vitória ficou mesmo entre elas.
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Com meia hora de corrida e 9,5 km percorridos, Jeptoo se colocou alguns metros à frente de Ayalew. A etíope não se intimidou e ultrapassou a adversária na subida da Brigadeiro Luís Antônio. Foi assim, alternando-se na liderança, que as duas competidoras africanas levaram a disputa até os metros finais. Mais alta e com passadas mais largas, Jeptoo levou a melhor, cruzando quatro segundos à frente de Ayalew.Completaram o pódio a queniana Eunice Kirwa, em terceiro lugar, seguida pela italiana Nadia Ejjafini (4ª) e pela também queniana Rumokol Chepkanan (5ª). A melhor brasileira na prova foi Cruz Nonata, que terminou em sexto.
- Foi novidade correr na chuva. Imaginei: "Nossa mãe, primeira corrida com chuva logo na São Silvestre?!”. Eu não saio para treinar quando está chovendo forte, por recomendação do meu técnico. É com a coragem e garra que eu tenho, não desisti um só segundo. Eu estou agradecida a todos que estavam apoiando, à torcida pelo caminho. Não desisti e consegui chegar - comemorou Cruz Nonata.
Agora, o Quênia tem nove vitórias na prova feminina da São Silvestre contra sete de Portugal e cinco do Brasil.
Confira o tempo das seis primeiras colocadas da São Silvestre 2011:
1ª) Priscah Jeptoo (QUE) - 48m48s
2ª) Wude Ayalew (ETI) - 48m52s
3ª) Eunice Kirwa (QUE) - 50m58s
4ª) Nadia Ejjafini (ITA) - 51m19s
5ª) Rumokol Chepkanan (QUE) - 51m44s
6ª) Cruz Nonata (BRA) - 51m59s
Etíope Tariku Bekele vence a 87ª Corrida Internacional de São Silvestre
Corredor lidera isolado desde a metade da prova, mas não bate o recorde da prova. Melhores brasileiros são Damião, em sétimo, e Marílson, em oitavo
Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
- Tenho sorte. Nunca corri num percurso forte como esse e controlei o ritmo no início. Estou muito feliz por vencer, é a minha primeira corrida no Brasil. Fiquei sempre na frente, controlando o ritmo. Foi a prova mais importante que eu ganhei - admitiu Tariku, o jovem campeão, que tem sobrenome de peso no atletismo. Ele é irmão de Kenenisa Bekele, três vezes medalhista olímpico de ouro, com duas vitórias nos 10 mil metros e uma nos 5 mil, além de vitórias em campeonatos mundiais e em outras grandes provas internacionais.
Logo após a largada, a chuva ficou mais forte. Na primeira descida da prova, parte do novo percurso da São Silvestre, na rua Major Natanael, os corredores aceleram mesmo com o piso molhado. Os quenianos Matthew Kisorio, tricampeão da maratona de Londres, Martin Lel e Mark Korir seguiram desde o início puxando o ritmo no primeiro pelotão, onde também estava Marílson seguindo os primeiros quilômetros na cola dos estrangeiros.
O etíope Tariku Bekele e os quenianos Barnabas Kosgei, Martin Lel e Mark Korir, no entanto, abriram distância dos outros corredores e seguiram ditando o ritmo da prova. Perto dos 7km do trajeto, o primeiro pelotão formado pelos quatro africanos abriu mais de 120 metros de Marílson Gomes dos Santos. O ritmo dos corredores se manteve próximo aos 20 km/h.
No quilômetro 12, os dois companheiros de Bekele na São Silvestre eram as motos, que acompanham o líder. Nem a subida da Brigadeiro Luis Antônio deteve o etíope. O segundo colocado era o queniano Mark Korir. Mas Bekele demonstrou estar focado na vitória, alcançando a marca de 26 km/h, perto dos 38 minutos de prova.
Já no Ibirapuera, a vitória de Bekele era certa. O etíope não chegou a bater o recorde da prova, fazendo o tempo de 43m35s. Em segundo lugar, terminou o queniano Mark Korir, com 43m58s, seguido de outro queniano, Matthew Kisorio. Completam o pódio Martin Lel, em quarto, e Najin El Qad, em quinto.
Confira o tempo dos três primeiros colocados da São Silvestre 2011:
1º) Tariku Bekele (ETI) - 43m35s
2º) Mark Korir (QUE) - 43m58s
3º) Matthew Kisorio (QUE) - 44m12s
4º) Martin Lel (QUE) - 44m28s
5º) Najin El Qady (MAR) - 44m32s
6º) Barnabas Kosgei (QUE) - 44m45s
7º) Damião de Souza (BRA) - 44m53s
8º) Marílson Gomes dos Santos (BRA) - 45m06s
Etíope Tariku Bekele vence a 87ª Corrida Internacional de São Silvestre
Corredor lidera isolado desde a metade da prova, mas não bate o recorde da prova. Melhores brasileiros são Damião, em sétimo, e Marílson, em oitavo
Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
- Tenho sorte. Nunca corri num percurso forte como esse e controlei o ritmo no início. Estou muito feliz por vencer, é a minha primeira corrida no Brasil. Fiquei sempre na frente, controlando o ritmo. Foi a prova mais importante que eu ganhei - admitiu Tariku, o jovem campeão, que tem sobrenome de peso no atletismo. Ele é irmão de Kenenisa Bekele, três vezes medalhista olímpico de ouro, com duas vitórias nos 10 mil metros e uma nos 5 mil, além de vitórias em campeonatos mundiais e em outras grandes provas internacionais.
Logo após a largada, a chuva ficou mais forte. Na primeira descida da prova, parte do novo percurso da São Silvestre, na rua Major Natanael, os corredores aceleram mesmo com o piso molhado. Os quenianos Matthew Kisorio, tricampeão da maratona de Londres, Martin Lel e Mark Korir seguiram desde o início puxando o ritmo no primeiro pelotão, onde também estava Marílson seguindo os primeiros quilômetros na cola dos estrangeiros.
O etíope Tariku Bekele e os quenianos Barnabas Kosgei, Martin Lel e Mark Korir, no entanto, abriram distância dos outros corredores e seguiram ditando o ritmo da prova. Perto dos 7km do trajeto, o primeiro pelotão formado pelos quatro africanos abriu mais de 120 metros de Marílson Gomes dos Santos. O ritmo dos corredores se manteve próximo aos 20 km/h.
No quilômetro 12, os dois companheiros de Bekele na São Silvestre eram as motos, que acompanham o líder. Nem a subida da Brigadeiro Luis Antônio deteve o etíope. O segundo colocado era o queniano Mark Korir. Mas Bekele demonstrou estar focado na vitória, alcançando a marca de 26 km/h, perto dos 38 minutos de prova.
Já no Ibirapuera, a vitória de Bekele era certa. O etíope não chegou a bater o recorde da prova, fazendo o tempo de 43m35s. Em segundo lugar, terminou o queniano Mark Korir, com 43m58s, seguido de outro queniano, Matthew Kisorio. Completam o pódio Martin Lel, em quarto, e Najin El Qad, em quinto.
Confira o tempo dos três primeiros colocados da São Silvestre 2011:
1º) Tariku Bekele (ETI) - 43m35s
2º) Mark Korir (QUE) - 43m58s
3º) Matthew Kisorio (QUE) - 44m12s
4º) Martin Lel (QUE) - 44m28s
5º) Najin El Qady (MAR) - 44m32s
6º) Barnabas Kosgei (QUE) - 44m45s
7º) Damião de Souza (BRA) - 44m53s
8º) Marílson Gomes dos Santos (BRA) - 45m06s
Etíope Tariku Bekele vence a 87ª Corrida Internacional de São Silvestre
Corredor lidera isolado desde a metade da prova, mas não bate o recorde da prova. Melhores brasileiros são Damião, em sétimo, e Marílson, em oitavo
Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
Jovem de 24 anos, Tariku Bekele venceu a 87ª Corrida Internacional de São Silvestre. Ao longo da segunda metade da corrida, o etíope liderou a competição, acompanhado apenas da forte chuva e da moto da organização. A Etiópia não vencia desde 2001, mas agora volta a comemorar o primeiro lugar na São Silvestre. O melhor brasileiro na prova foi Damião Ancelmo de Souza, em sétimo, e Marílson Gomes dos Santos, que buscava tetracampeonato, terminou apenas em oitavo lugar. (Confira a largada e a chegada da prova no vídeo acima).
- Tenho sorte. Nunca corri num percurso forte como esse e controlei o ritmo no início. Estou muito feliz por vencer, é a minha primeira corrida no Brasil. Fiquei sempre na frente, controlando o ritmo. Foi a prova mais importante que eu ganhei - admitiu Tariku, o jovem campeão, que tem sobrenome de peso no atletismo. Ele é irmão de Kenenisa Bekele, três vezes medalhista olímpico de ouro, com duas vitórias nos 10 mil metros e uma nos 5 mil, além de vitórias em campeonatos mundiais e em outras grandes provas internacionais.
Logo após a largada, a chuva ficou mais forte. Na primeira descida da prova, parte do novo percurso da São Silvestre, na rua Major Natanael, os corredores aceleram mesmo com o piso molhado. Os quenianos Matthew Kisorio, tricampeão da maratona de Londres, Martin Lel e Mark Korir seguiram desde o início puxando o ritmo no primeiro pelotão, onde também estava Marílson seguindo os primeiros quilômetros na cola dos estrangeiros.
O etíope Tariku Bekele e os quenianos Barnabas Kosgei, Martin Lel e Mark Korir, no entanto, abriram distância dos outros corredores e seguiram ditando o ritmo da prova. Perto dos 7km do trajeto, o primeiro pelotão formado pelos quatro africanos abriu mais de 120 metros de Marílson Gomes dos Santos. O ritmo dos corredores se manteve próximo aos 20 km/h.
São Silvestre 2011 Tariku Bekele (Foto: Miguel Schincariol / Globoesporte.com)Exausto na chegada, Tariku Bekele vence a São Silvestre 2011 (Foto: Miguel Schincariol / Globoesporte.com)
Após a metade da prova, o etíope Tariku Bekele se destacou dos outros africanos e assumiu a liderança, sob uma tempestade cada vez mais forte. Aos 10km de prova, Bekele mantinha ritmo muito forte, acima de 20km/h, enquanto Marílson enfrentava as dificuldades da prova próximo a outro brasileiro, Damião Ancelmo de Souza.
No quilômetro 12, os dois companheiros de Bekele na São Silvestre eram as motos, que acompanham o líder. Nem a subida da Brigadeiro Luis Antônio deteve o etíope. O segundo colocado era o queniano Mark Korir. Mas Bekele demonstrou estar focado na vitória, alcançando a marca de 26 km/h, perto dos 38 minutos de prova.
Já no Ibirapuera, a vitória de Bekele era certa. O etíope não chegou a bater o recorde da prova, fazendo o tempo de 43m35s. Em segundo lugar, terminou o queniano Mark Korir, com 43m58s, seguido de outro queniano, Matthew Kisorio. Completam o pódio Martin Lel, em quarto, e Najin El Qad, em quinto.
Confira o tempo dos três primeiros colocados da São Silvestre 2011:
1º) Tariku Bekele (ETI) - 43m35s
2º) Mark Korir (QUE) - 43m58s
3º) Matthew Kisorio (QUE) - 44m12s
4º) Martin Lel (QUE) - 44m28s
5º) Najin El Qady (MAR) - 44m32s
6º) Barnabas Kosgei (QUE) - 44m45s
7º) Damião de Souza (BRA) - 44m53s
8º) Marílson Gomes dos Santos (BRA) - 45m06s
Corredor lidera isolado desde a metade da prova, mas não bate o recorde da prova. Melhores brasileiros são Damião, em sétimo, e Marílson, em oitavo
Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
Jovem de 24 anos, Tariku Bekele venceu a 87ª Corrida Internacional de São Silvestre. Ao longo da segunda metade da corrida, o etíope liderou a competição, acompanhado apenas da forte chuva e da moto da organização. A Etiópia não vencia desde 2001, mas agora volta a comemorar o primeiro lugar na São Silvestre. O melhor brasileiro na prova foi Damião Ancelmo de Souza, em sétimo, e Marílson Gomes dos Santos, que buscava tetracampeonato, terminou apenas em oitavo lugar. (Confira a largada e a chegada da prova no vídeo acima).
- Tenho sorte. Nunca corri num percurso forte como esse e controlei o ritmo no início. Estou muito feliz por vencer, é a minha primeira corrida no Brasil. Fiquei sempre na frente, controlando o ritmo. Foi a prova mais importante que eu ganhei - admitiu Tariku, o jovem campeão, que tem sobrenome de peso no atletismo. Ele é irmão de Kenenisa Bekele, três vezes medalhista olímpico de ouro, com duas vitórias nos 10 mil metros e uma nos 5 mil, além de vitórias em campeonatos mundiais e em outras grandes provas internacionais.
Logo após a largada, a chuva ficou mais forte. Na primeira descida da prova, parte do novo percurso da São Silvestre, na rua Major Natanael, os corredores aceleram mesmo com o piso molhado. Os quenianos Matthew Kisorio, tricampeão da maratona de Londres, Martin Lel e Mark Korir seguiram desde o início puxando o ritmo no primeiro pelotão, onde também estava Marílson seguindo os primeiros quilômetros na cola dos estrangeiros.
O etíope Tariku Bekele e os quenianos Barnabas Kosgei, Martin Lel e Mark Korir, no entanto, abriram distância dos outros corredores e seguiram ditando o ritmo da prova. Perto dos 7km do trajeto, o primeiro pelotão formado pelos quatro africanos abriu mais de 120 metros de Marílson Gomes dos Santos. O ritmo dos corredores se manteve próximo aos 20 km/h.
São Silvestre 2011 Tariku Bekele (Foto: Miguel Schincariol / Globoesporte.com)Exausto na chegada, Tariku Bekele vence a São Silvestre 2011 (Foto: Miguel Schincariol / Globoesporte.com)
Após a metade da prova, o etíope Tariku Bekele se destacou dos outros africanos e assumiu a liderança, sob uma tempestade cada vez mais forte. Aos 10km de prova, Bekele mantinha ritmo muito forte, acima de 20km/h, enquanto Marílson enfrentava as dificuldades da prova próximo a outro brasileiro, Damião Ancelmo de Souza.
No quilômetro 12, os dois companheiros de Bekele na São Silvestre eram as motos, que acompanham o líder. Nem a subida da Brigadeiro Luis Antônio deteve o etíope. O segundo colocado era o queniano Mark Korir. Mas Bekele demonstrou estar focado na vitória, alcançando a marca de 26 km/h, perto dos 38 minutos de prova.
Já no Ibirapuera, a vitória de Bekele era certa. O etíope não chegou a bater o recorde da prova, fazendo o tempo de 43m35s. Em segundo lugar, terminou o queniano Mark Korir, com 43m58s, seguido de outro queniano, Matthew Kisorio. Completam o pódio Martin Lel, em quarto, e Najin El Qad, em quinto.
Confira o tempo dos três primeiros colocados da São Silvestre 2011:
1º) Tariku Bekele (ETI) - 43m35s
2º) Mark Korir (QUE) - 43m58s
3º) Matthew Kisorio (QUE) - 44m12s
4º) Martin Lel (QUE) - 44m28s
5º) Najin El Qady (MAR) - 44m32s
6º) Barnabas Kosgei (QUE) - 44m45s
7º) Damião de Souza (BRA) - 44m53s
8º) Marílson Gomes dos Santos (BRA) - 45m06s
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