domingo, 11 de março de 2012

Mascote tatu-bola: autor da ideia sonha com 'legado ecológico'

Campanha pelo animal começou em fevereiro no Ceará e foi aceita pela Fifa, mas biólogo alerta e faz apelo por recursos: espécie pode desaparecer

Por Márcio Iannacca e Thiago Dias Rio de Janeiro
Em pouco mais de um mês de campanha, o tatu-bola desbancou a onça, o jacaré e a arara e foi eleito pela Fifa como mascote da Copa do Mundo de 2014. A ideia de ter o "Tolypeutes tricinctus" como símbolo do Mundial do Brasil surgiu no Ceará e foi apresentada apenas em fevereiro ao Ministério do Esporte e ao Comitê Organizador Local (COL). Idealizadora do projeto, a ONG Associação Caatinga agora sonha alto: espera que a escolha represente um "legado ecológico" para o país, já que o animal corre risco de extinção.
Secretário executivo da Associação Caatinga, o biólogo Rodrigo Castro foi o responsável por lançar a "candidatura" do tatu-bola para 2014. A campanha começou na internet em 2 de fevereiro, pelas redes sociais, e no dia 29 do mesmo mês um dossiê foi entregue a representantes do Ministério do Esporte durante seminário da Copa em Fortaleza. Em pouco tempo, a ideia ganhou a simpatia da Fifa e está perto de virar realidade: falta apenas o registro da marca pela entidade para o animal ser confirmado em outubro como mascote do Mundial.
Campanha tatu-bola para mascote para Copa do Mundo de 2014 (Foto: Divulgação/Associação Caatinga)Campanha da Associação Caatinga, que registrou ideia de tatu-bola como mascote (Foto: Divulgação)
Eufórico com a notícia, Rodrigo disse ter "caído da cadeira" ao saber pelo GLOBOESPORTE.COM que o tatu-bola havia sido escolhido. Apesar da alegria, o biólogo fez um alerta: a espécie, 100% brasileira, está em extinção e o país precisa de investimentos para evitar o desaparecimento do "Tolypeutes tricinctus", que está presente em pequeno número nas regiões de caatinga e cerrado (norte de Minas Gerais, todos os estados do Nordeste, Tocantins, Piauí, Goiás e Mato Grosso).
- A espécie vive uma situação crítica. Ela vai ser mascote da Copa, mas em 10 anos pode acabar. Com um evento dessa magnitude, se parte dos recursos fossem destinados para proteger o tatu-bola seria maravilhoso. Essa escolha de mascote poderia abrir um precedente no Brasil, a Copa deixar também um legado de consciência ambiental, de compromisso, investimento. Não só para o tatu, mas para projetos de preservação da caatinga e do cerrado, onde ele vive. Se o tatu-bola realmente for oficializado como mascote, isso poderia deixar um legado ecológico, não só de infraestrutura e mobilidade urbana - disse o biólogo, que culpa a caça, o desmatamento e as queimadas pelo desaparecimento crescente da espécie.
Seminário da Fifa em Fortaleza - campanha tatu-bola (Foto: Divulgação/Associação Caatinga)Seminário da Fifa em Fortaleza marcou entrega da
campanha ao ministério (Foto: Divulgação)
Quando se sente ameaçado, o tatu-bola tem a habilidade de curvar-se sobre si mesmo para se proteger, ficando no formato de uma bola. Essa característica será aproveitada pela agência de publicidade contratada pela Fifa, que já tem produzido vídeos e animações com o animal (a cor predominante do bicho será o verde). O nome do mascote deverá ser escolhido por votação pela internet e mensagens de celular.
Segundo Rodrigo, a ideia de lançar o tatu-bola como candidato a mascote surgiu no início do ano em uma reunião na Associação Caatinga, em Fortaleza. A ONG planejava publicar um livro com imagens de animais da região, quando um membro viu a foto do "Tolypeutes tricinctus" e lembrou que a Copa ainda não tinha um animal como símbolo e fez a associação com a capacidade de "virar" bola. O projeto evoluiu, ganhou o apoio do comitê cearense do Mundial e passou a ser divulgado em meios de comunicação.
- Nós nos sentimos fazendo parte da Copa. A ideia não era ser um boneco ou uma figura de cartoon, sem desmerecer isso, mas sim animal da biodiversidade brasileira. Essa era a maior luta - lembrou.
Um dos incentivadores do projeto foi o deputado estadual Daniel Oliveira, presidente do Comitê de Acompanhamento das Ações Relativas à Copa do Mundo de 2014 da Assembleia Legislativa do Ceará. Ele e Rodrigo registraram "Tatu-bola mascote da Copa do Mundo 2014" em um cartório de notas de Fortaleza e o domínio virtual no nome da Associação Caatinga para garantir que a ideia havia surgido na ONG.
- A campanha apareceu em jornais, rádios e televisão aqui no Ceará. A coisa foi crescendo e ganhou ainda mais corpo nas redes sociais. Registramos a ideia para não ter problemas. Se isso realmente for confirmado é uma vitória dos nordestinos e do povo do Ceará. É um animal bem parecido com uma bola. Isso retrata o Brasil. Ele está quase em extinção e também ajuda a propagar a importância da defesa desse animal - disse o deputado.
tatu bola centralizado (Foto: Arte esporte)O 'Tolypeutes tricinctus': espécie é 100% brasileira e corre risco de extinção (Foto: Arte esporte)

Spider: 'Dana sabe vender lutas, mas não é lutador. Nunca levou beliscão'

Anderson Silva diz que Chael Sonnen é um encosto em sua carreira e revela que luta contra Hayato Sakurai foi a mais representativa da sua vida

Por Marcelo Russio São Paulo
A sala de cinema em São Paulo recebe um público reduzido. Mas isso não significa que o filme é ruim. Os espectadores, jornalistas, aguardam a presença de Anderson Silva após a exibição do documentário "Como água", que retrata os bastidores da preparação do brasileiro para a histórica luta contra o americano Chael Sonnen, no UFC 117, vencida por Anderson com um triângulo após ser dominado por mais de quatro rounds e sofrer incríveis 320 golpes do adversário.
Sorridente, usando uma chamativa camisa da cor rosa, o campeão dos pesos-médios do UFC, dono dos recordes de vitórias e defesas de títulos consecutivos e tido por muitos como o maior lutador da história do MMA, chega e rouba a cena. Em entrevista exclusiva ao SPORTV.COM, Spider falou sobre tudo: filme, carreira, aposentadoria, filhos, origens, Dana White e, claro, Chael Sonnen, além de uma polêmica envolvendo o arquirrival e seu empresário, o americano Ed Soares.
- O Sonnen é um encosto. Ele não representa nada. Foi pego no doping, teve problemas com a justiça americana, não respeita nada. Esse cara tem problemas com ele mesmo.
anderson silva mosaico (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)Imagens marcantes da carreira de Anderson Silva (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
Confira a entrevista:
A abertura do seu filme mostra uma cena em que Bruce Lee explica que o lutador tem que se comportar como a água, se moldando ao que a cerca. Ele teve grande influência na sua vida profissional e pessoal?
Eu sou muito fã dele pela maneira como conduzia a arte marcial. Isso, para mim, que tive mestres ocidentais, foi muito importante. Eu treinei Wing Chun (NR: arte marcial chinesa praticada e ensinada por Bruce Lee) e ter a referência de uma pessoa como ele foi muito importante, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Eu não tive acesso à vida pessoal dele, mas ele conduzia a sua vida dentro das artes marciais com muita dedicação, e passou isso a várias gerações. Ele era um cara equilibrado, super família. Sinto não ter podido conhecê-lo pessoalmente.
Os bastidores da preparação de um lutador para um torneio ainda são muito desconhecidos pelos fãs. Há algo que aconteça nos treinos que não tenha sido mostrado no filme?
Eu achei que não conseguiríamos filmar a preparação para a luta, mas conseguimos de forma muito natural. A filmagem passou totalmente despercebida, ficou muito legal. Tudo o que o filme mostra é o que acontece mesmo durante a preparação. Claro que teve algumas coisas que nós não deixamos mostrar, porque ainda não sabíamos como o material seria usado e eram segredos de equipe, que é natural não se mostrar em um documentário.
Eu fico muito nervoso, não sei se eu conseguiria ser técnico de um filho meu. Se quando eles jogam futebol eu já fico nervoso, imagina lutando."
Anderson Silva, lutador
No fim do filme você aparece treinando com o seu filho, Kalyl. Você já se imaginou treinador dele, caso ele seja lutador?
Eu passo muito mal quando meus alunos lutam. No documentário é mostrado o meu único faixa-preta, o Dan Dan, lutando, e o estado que eu fico. É muito complicado para mim, é  diferente. Talvez eu tenha uma habilidade que ele não tem, mas de fora a gente enxerga coisas que lá dentro ele não vê. Eu fico muito nervoso, não sei se eu conseguiria ser técnico de um filho meu. Se quando eles jogam futebol eu já fico nervoso, imagina lutando.
Seus filhos demonstram alguma vontade de lutar?
O Kalyl gosta de futebol, o Gabriel gosta de lutar e quer ser lutador, e o João treina também. Na verdade, todos eles treinam, menos as meninas. É uma tradição na família, e eu sempre falo para eles que, independente do que vocês queiram fazer na vida, seja ser jogador de futebol, de basquete, bailarino, eles terão que aprender e entender a filosofia das artes marciais, e terão que se formar faixas-pretas. Isso será importante na vida deles.
Então há chance de vermos uma dinastia Silva no mundo das lutas ou do MMA?
Tem, sim. Uma grande possibilidade. Não é algo que eu insista que aconteça, ou influencie, porque tem que partir deles. Espero que não aconteça (risos). Mas tem, sim.
MONTAGEM - chael sonnen camisa palmeiras (Foto: Arquivo Pessoal)Chael Sonnen veste uma camisa do Palmeiras em
provocação a Anderson Silva (Foto: arquivo pessoal)
Deixando o futuro e voltando para o presente: temos hoje um filme que retrata a sua luta contra Chael Sonnen, que foi muito emblemática, e ele mantém essa luta viva por conta da revanche, que é uma das maiores da história das lutas por toda a expectativa que a cerca. Quanto Chael Sonnen representa na sua carreira?
Nada! Ele é um encosto. A verdade é essa. Ele é um atleta que caiu no doping, eu lutei machucado contra ele, teve problemas com a justiça americana, não respeita nada, não respeitou o nosso país. O que ele representa? Nada. Respeito a opinião e a posição dos promotores da luta, dos donos do evento, mas eu acho que ele não deveria ter a chance de lutar comigo novamente. Mas isso não sou eu quem tem que decidir. Vou me preparar para lutar como se fosse contra qualquer outro adversário. Mas ele desrespeitou os nossos ídolos, que fizeram história dentro do esporte, como Lance Armstrong. Esse cara é complicado, ele tem algum problema pessoal com ele mesmo. A ênfase que a mídia brasileira dá pra esse cara, e que o Palmeiras deu para ele, é muto ruim. Se qualquer brasileiro na posição em que ele se encontra dissesse dos EUA o que ele disse do Brasil, e dos ídolos americanos, nós nem teríamos a mesma oportunidade de entrar no país ou de falar nos meios de comunicação americanos. Acho que os brasileiros precisam ser mais patriotas, como os americanos são. Quando saio do Brasil, e eu já lutei na Inglaterra, no Japão, na Coreia, eu sempre represento o meu país e o povo brasileiro, além dos meu lado pessoal, como minha família e minha equipe.
No filme nós vemos o Ed Soares, seu empresário, concordando com uma afirmação do Sonnen de que as reverências que você faz antes e depois das lutas não são naturais, e que no Brasil, se você fizer uma reverência como as suas, é golpeado na cabeça e tem a carteira roubada. Vocês chegaram a conversar sobre isso depois?
Isso é um problema. O Ed Soares e o Chael Sonnen são americanos. Eu treino artes marciais desde os oito anos, e fui ensinado desde cedo a fazer a reverência, e respeitar qualquer pessoa, seja ela um adversário ou não. Eles não pensam assim. O Ed foi infeliz no comentário dele, nós já conversamos sobre isso, mas o problema é que o Ed Soares é americano.
Chael Sonnen e Anderson Silva no UFC 117 (Foto: Divulgação UFC)Chael Sonnen e Anderson Silva na luta histórica pelo
UFC 117, nos Estados Unidos (Foto: Divulgação UFC)
Nos EUA, a imprensa foi enfática ao perguntar se ele tinha medo de vir ao Brasil, e se usaria seguranças aqui. Ele até defendeu o Brasil, dizendo que tinha vindo ao país várias vezes, e que as pessoas que perguntam isso deveriam ler os jornais americanos, já que cidades como Chicago, onde lhe foi feita essa pergunta, não seria um modelo de segurança. Você acha que ele corre risco de ser agredido aqui?
Não. Ele vai receber as vaias merecidas, claro. Mas acho que não. Espero que dê tudo certo, que ele venha ao Brasil para que nós lutemos e, independente de ele ganhar ou não, que seja mais uma luta histórica para o esporte.
Você já está com 36 anos. Já parou para pensar no momento da aposentadoria?
Todo mundo pensa nisso. Eu já me imaginei em um lago, pescando com os meus netos, e a minha esposa me chamando para dentro de casa... brincadeira. Não pensei ainda. Acho que ainda tenho mais uns dez anos de carreira, mas ainda não discuti minha renovação com o UFC. Após essa luta acho que ainda restam mais duas ou três, não sei direito. Ele só me ligam e dizem que precisam do Spider. E aí eu vou.
Por falar em Spider, você é fã do Homem-Aranha. Na vida dele, ele tem um personagem que o inspirou a ser um grande heroi, que é o tio Ben. E você? Tem algum "tio Ben" na sua vida?
Claro que tenho! Meu tio e minha tia, que são as pessoas que me criaram. Se não fossem eles, eu não seria o homem e o pai que eu sou hoje. Eu fui para Curitiba com quatro anos de idade, e toda a minha educação foi dada por eles. Então eles são os meus "tios" Ben. De vez em quando eu me pego meio à deriva por não ter minha tia por perto, que eu considero minha mãe. Apesar de eu ter meus pais biológicos, até hoje eu sinto muita falta dela. Sempre que vou a Curitiba ver meu tio tento renovar as minhas energias. Ele é uma pessoa muito sábia, assim como meu pai biológico, mas eu sinto muita falta da minha tia. Eu era muito apegado a ela.
Dana White, chefão do UFC durante coletiva (Foto: Getty Images)Dana White é criticado pelo Spider por incentivar que
colegas de treinos lutem no UFC (Foto: Getty Images)
Na coletiva de imprensa do UFC 145, Dana White desdenhou da recusa de alguns lutadores em enfrentarem companheiros de treinos no octógono. O que você acha disso?
(Risos). É engraçado ele falar isso, né? Ele nunca me fez essa pergunta. Se fizesse, eu perguntaria se ele gostaria de dividir o UFC com o Lorenzo, cada um ter seu evento, batendo de frente por audiência, patrocinadores e tudo que envolve o negócio deles. Eles são amigos, sócios... O que eu penso é que amigos não devem lutar. O Dana não luta. Ele vende bem luta, é um bom promotor, mas não é lutador. Não tenho nada contra o Dana, adoro ele, mas ele não sabe o que é isso, e não pode falar que dois amigos têm que se enfrentar. Nós passamos muito mais tempo juntos do que com as nossas famílias. Dividimos as dores, as frustrações, e porque ele quer vender uma luta, ele acha que vai ser legal e que o público vai gostar de ver dois companheiros se enfrentando. Ele quer casar uma luta entre dois amigos? Isso é impossível, só acontece entre pessoas que não são amigas de verdade. Na nossa equipe nós temos uma filosofia de que, mesmo sendo os dois do mesmo peso e o mesmo objetivo de sermos campeões do UFC, nós sabemos que isso não vai acontecer. MMA não é um esporte coletivo. Não é natural eu lutar com um cara com quem eu convivo todos os dias. É natural para ele, que não luta e nunca tomou um beliscão.
Contra o Sakurai, em 2001, um organizador e disse para eu tirar todo o meu material dali, porque ali só passavam os campeões. Meu técnico mandou deixar. Eu venci e voltei por lá, como campeão."
Anderson Silva, lutador
De todas as lutas que você fez até hoje, qual é a sua grande luta, aquela que você revê e sente que é especial?
A luta do meu primeiro título mundial, no Japão, pelo Shotoo, contra o Hayato Sakurai em 2001. Ela foi importante para mim porque, em determinado momento, estava tudo contra mim e a minha equipe, e eu me vi numa situação em que era eu contra o Japão inteiro. Na hora da luta tinha uma passarela para entrar e nós levamos as nossas coisas para deixar lá antes de entrar. Nessa hora veio um organizador e disse para eu tirar todo o meu material dali, porque ali só passavam os campeões, e só eles podiam passar por ali e deixar as coisas deles ali. Eu já tinha começado a tirar minhas coisas dali, e foi um sinal péssimo. Meu treinador na época, o Sérgio Cunha, me deu uma bronca. Ele disse: "Você está louco? Deixa suas coisas aí, você vai voltar por aqui. Se é por aqui que os campeões passam, é por aqui que você vai voltar. Você vai ali e daqui a cinco minutos você vai voltar. E foi o que aconteceu.
Existe uma luta que você gostaria de ter feito, contra um adversário histórico?
Em qual regra?
A regra do MMA...
Meu clone. Eu treino para lutar contra os melhores lutadores do mundo, e para as piores situações possíveis. Mas eu gostaria de lutar mesmo com o meu clone, seria uma luta fantástica. Não posso falar que gostaria de lutar contra fulano ou sicano. Se você me perguntar contra quem você gostaria de lutar numa luta de boxe, eu te diria: Roy Jones Jr. É um sonho que eu tenho como profissional da luta.
Qual o pior momento da sua carreira?
Quando eu estava no Pride, e fiquei naquela dúvida se pararia de lutar ou não depois de sair da equipe da qual eu fazia parte na época. Houve ali uma politicagem e eu não voltei a lutar no Pride. Ali eu fiquei um pouco frustrado.
Anderson Silva lutador do UFC (Foto: Divulgação/UFC)Anderson Silva mostra seu estilo em entrevista coletiva
antes de uma edição do UFC (Foto: Divulgação/UFC)
Você é um lutador mais reservado que a média dos atletas de ponta do MMA, mas algumas entrevistas e opiniões suas foram polêmicas. Você é um cara marrento?
Você é repórter, sabe como as coisas funcionam. Eu posso falar A e você colocar na matéria A, B, C e D. Depende da maldade de quem entrevista. Mas não me acho marrento. Eu sou como eu sou. Tento ser melhor a cada dia, mas não sou perfeito. Tenho meus defeitos, não agrado a todos, mas sou desse jeito que você está vendo.
Você se vê como um dos grandes ídolos do esporte brasileiro, como Pelé, Ayrton Senna ou Guga Kuerten?
Não. Ainda tem muita coisa para eu fazer como eles fizeram. Acho que posso representar mais o Brasil e fazer a diferença com as crianças do nosso país. O meu grande objetivo é esse, mudar os herois do Brasil. Estamos conseguindo fazer isso, mas ainda falta muito. Quero que as crianças vejam os atletas de MMA como os herois delas, principalmente as que não tem acesso a cultura como as crianças com mais poder aquisitivo. Em algumas comunidades ou bairros pobres, os herois das crianças são outros, e nós podemos mudar isso. O UFC faz um trabalho excelente de divulgação da imagem dos atletas e do nosso trabalho pelo mundo.
Royce Gracie uma vez declarou que não existe lutador de MMA, mas sim lutador que disputa torneios de MMA. Para ele, cada atleta precisa ter uma modalidade que seja a sua "casa". A do Cigano é o boxe. A do Royce, o jiu-jítsu. E a sua? É o muay thai? Ou você já se considera um lutador misto?
Vou ter que discordar do mestre Royce. Eu treino todas as modalidades, para não perder espaço para outros atletas. Tenho muitas especialidades em pé, porque já treinei boxe, capoeira, tae kwon do, wing chun, hapkido, e me sinto mais seguro nessas modalidades de luta. Mas eu treino wrestling, luta livre, tive a oportunidade de ir a uma tribo no Xingu para aprender a luta deles, e adorei. É preciso você se adaptar ao sistema, e se você não está bem preparado, e não tem o conhecimento de determinadas técnica ou luta, você acaba se colocando em risco. Quando você conhece e domina uma modalidade, vocë vira um especialista naquilo. Mas quando você estuda e dedica um tempo da sua vida para conhecer outras áreas e se especializar no MMA, você conhece os seus limites dentro de cada modalidade e sabe lidar com as situações que aparecem dentro do octógono, aprendendo a não se colocar em risco e saber os movimentos necessários para não se machucar seriamente. Eu não luto para vencer. Treino para sair do mesmo jeito que entrei no octógono. A arte marcial não é destinada ao ataque, mas sim à defesa.
Você já lutou no UFC Rio diante de uma torcida muito calorosa e favorável. Agora está prestes a lutar em um estádio de futebol no Brasil. A torcida faz diferença para o lutador?
É muito melhor. Não só eu, como todos os outros brasileiros que lutam no exterior, estamos acostumados a ter a torcida contra, e no meio da luta isso acaba virando. Mas lutar no Brasil e ter a torcida a seu favor, gritando seu nome, é muito melhor. Mas acabamos nos acostumando a ouvir esses gritos de "Vai morrer" em inglês, em japonês... isso é normal. Mas lutar aqui no Brasil é muito melhor. Imagina uma final de Copa do Mundo entre Brasil e Argentina, no Brasil. É mais ou menos assim que a gente se sente.

sábado, 10 de março de 2012

Reservas do Timão bobeiam no fim e empatam com Guarani no Pacaembu
Elton coloca Corinthians em vantagem, mas Fumagalli iguala aos 42 minutos do segundo tempo. Willian perde gol 'à la Devid'
 
 
A CRÔNICA
por Carlos Augusto Ferrari
Os reservas do Corinthians não passaram de um empate por 1 a 1 contra o Guarani, neste sábado, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. Elton, escalado no último treino no lugar do barrado Adriano, abriu o placar no primeiro tempo para o Timão, mas Fumagalli empatou, de pênalti, nos minutos finais.

A vitória corintiana parecia certa. Depois de alguns sustos nos primeiros minutos, o Alvinegro controlou o jogo e poderia ter conquistado uma vantagem maior se Willian não tivesse perdido uma chance incrível na etapa final. Aos 42, porém, o garoto Antônio Carlos cometeu pênalti em Fabinho, impedindo o triunfo.
Apesar do tropeço, o Corinthians continua na liderança do Estadual, agora com 30 pontos, três a mais que o Santos, derrotado pelo Mogi Mirim. O Timão volta a jogar pelo Paulistão no próximo domingo, contra o Comercial, às 16h, no estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto. Neste domingo, a delegação alvinegra viaja para a Cidade do México, onde enfrenta o Cruz Azul, quarta-feira, pela terceira rodada da Taça Libertadores.

Já o Guarani quebra a série de três derrotas consecutivas e se mantém no grupo dos oito melhores que disputarão a segunda fase. O Bugre tem 23 pontos, em sexto lugar. No sábado, recebe o Mirassol, às 18h30m, no estádio Brinco de Ouro, em Campinas.
Susto no início, mas Elton marca
Foi um início de jogo preocupante para o Corinthians. As muitas mudanças feitas por Tite e a pouca experiência da defesa, principalmente de Marquinhos, Antônio Carlos e Gomes, campeões da Copa São Paulo, facilitou o jogo do Guarani. Sem Paulinho e com a discreta apresentação de Ramírez, o Timão perdeu qualidade na saída de bola e, em alguns momentos, chegou a ser pressionado pela equipe de Campinas.
Danilo Sacramento do Guarani e Luis Ramirez do Corinthians (Foto: Rahel Patrasso / Ag. Estado)Ramirez tenta sair da marcação de Danilo Sacramento (Foto: Rahel Patrasso / Ag. Estado)
Com toques rápidos no campo adversário, o Bugre envolveu a marcação e poderia ter conseguido a vantagem no placar logo nos primeiros minutos. Faltou sorte e capricho. Danilo Sacramento, em chute de longe com desvio na zaga, obrigou Danilo Fernandes a fazer boa defesa. Em seguida, Fumagalli perdeu chance clara ao receber passe de Oziel na área e chutar rente à trave esquerda.
No setor ofensivo, o jogo do Corinthians era outro. Emerson e Willian apostaram na velocidade contra a pesada defesa adversária e tiveram resultado. Sheik, aliás, foi decisivo. Após bela jogada dele pela direita, Elton carimbou a zaga e desperdiçou. Na segunda oportunidade, aos 24, surgiu o gol alvinegro. Emerson pedalou sobre um marcador e tocou de calcanhar para Ramon cruzar. Elton dominou, girou e bateu forte: 1 a 0.
Ah, Willian...
O Corinthians voltou para o segundo tempo com mais força no meio de campo e, consequentemente, sem dar espaços para o Guarani. Rápido, o Timão segurou a bola no campo adversário e evitou sustos. Emerson quase ampliou em falha de Domingos na pequena área. Emerson, o goleiro do Guarani, fez grande defesa.
O salvador bugrino, contudo, quase entregou minutos depois o segundo gol de presente ao Alvinegro. Após chute cruzado para a área, o goleiro soltou a bola nos pés de Willian. O atacante passou pelo goleiro e, com o gol, livre acertou a trave, "à la Deivid". Incrível chance perdida pelo Cebolinha.
O Guarani tentou responder. Fábio Bahia, de cabeça, fez Danilo Fernandes praticar grande defesa. Quando a reação parecia acontecer, o time de Campinas ficou com um jogador a menos, aos 20 minutos. Domingos puxou Elton ao perder a bola na intermediária e foi expulso - ele já tinha cartão amarelo.
Com o passar do tempo, Tite notou o cansaço de alguns jogadores e apostou em mudanças. Vitor Júnior e Gilsinho entraram nas vagas de Douglas e Willian, respectivamente. Quando a vitória parecia certa, veio o castigo. Aos 42, Antônio Carlos segurou Fabinho na área e a arbitragem marcou pênalti. Fumagalli marcou e estragou a noite corintiana.
Reservas do Santos jogam mal, Mogi vence e encerra sequência alvinegra
Peixe, que vinha de sete vitórias consecutivas, mas deixa o Romildo Ferreira com derrota por 3 a 1. 'Sensação' segue em ascensão
 
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
De folga, Neymar, Ganso, Borges & Cia. acompanharam o time do Santos no sofá de casa neste sábado. Sem badalação e sem suas principais estrelas, faltou brilho para os reservas do Peixe contra o Mogi Mirim: com má atuação e sem entrosamento, deixaram o Romildo Ferreira com derrota por 3 a 1 e viram o rival Corinthians aumentar a vantagem na liderança do Paulistão. Para o Sapão, superior durante toda a partida, o resultado confirmou o posto de “melhor do interior” e ainda encerrou a sequência de sete vitórias do adversário na competição.
Com a cabeça no Juan Aurich, adversário da próxima quinta pela Libertadores, o Peixe esteve irreconhecível se comparado ao show contra o Inter, na última quarta. De bom, só o retorno do volante Adriano, que não jogava uma partida oficial desde novembro e que, sem ritmo, saiu no segundo tempo. No mais, o que se viu foram erros na marcação, armação nula e defesa insegura.
Felipe gol Mogi Mirim (Foto: Célio Messias / Ag. Estado)Felipe dá uma cambalhota após mais um gol do Mogi (Foto: Célio Messias / Ag. Estado)

Pelo Mogi, Val marcou dois, Felipe marcou um e o resultado ficou barato pelo futebol apresentado diante de sua empolgada torcida – já é o sexto jogo de invencibilidade, o que consolida cada vez mais o time do técnico Guto Ferreira no G-8. O atacante Dimba marcou o gol de honra do Peixe, logo aos três minutos.
Pelo Paulistão, o Santos volta a campo no próximo domingo, quando faz clássico contra o São Paulo, às 16h, no Morumbi. Antes disso, no entanto, enfrenta o Juan Aurich, do Peru, na quinta, pela Libertadores. O Mogi Mirim pega o Guaratinguetá, às 18h30m de sábado, no Estádio Dario Rodrigues Leite.
Sapão 'galático' e Peixe devagar
Se algum torcedor santista demorou a ligar o televisor para assitir à partida, perdeu justamente os lances mais interessantes da primeira etapa. A opção do técnico Muricy Ramalho em poupar para não “estourar” seus titulares parecia dar resultado. Descansados, os reservas começaram voando e, aos três minutos, abriram o placar. A jogada do gol foi bonita: lançamento perfeito de Elano para Felipe Anderson. Com categoria, o meia dominou, tirou a marcação e só ajeitou para Dimba. O atacante invadiu a pequena área em velocidade e bateu no canto.
Dimba Santos x Mogi Mirim (Foto: Célio Messias / Ag. Estado)Veloz, Dimba foi preciso para abrir o placar para o Santos (Foto: Célio Messias / Ag. Estado)
Mas o melhor time do interior neste Paulistão não se intimidou. Desentrosada e sem segurança, a defesa santista formada por Bruno Rodrigo e Vinicius Simon já dava mostras de que poderia comprometer e a “sensação” Mogi Mirim cresceu no jogo. Aos seis minutos, chegou ao empate. Gil cobrou falta na área, ninguém marcou e Val testou firme para o fundo da rede. Daí em diante, exceção feita a uma cabeçada perigosa de Bruno Rodrigo, só deu Mogi.
Sem marcação e com grande dificuldade na saída de bola, o Peixe dava espaços e perdia feio no meio-campo. Adriano (sem ritmo) e Anderson Carvalho, volantes com característica de marcação, sobrecarregavam os apagados Elano e Felipe Anderson na armação. Enquanto isso, o atacante Roni e o lateral Edson deitavam e rolavam pelo lado direito do ataque do Sapão. Em três chutes de longe, Aranha, goleiro do Peixe, fez valer a chance entre os titulares e salvou o time. E assim, o Santos saiu no lucro com o empate no primeiro tempo.

Santos se acomoda, e Mogi aproveita
Muricy preferiu não mexer na equipe para a segunda etapa, e o Mogi continuou melhor. Os dois volantes da equipe da casa saíam para o jogo e confundiam a marcação santista. Se Alan Kardec não voltasse para buscar jogo, não veria a cor da bola. Felipe, por outro lado, camisa 10 do Mogi, criava boas chances e não perdoou quando Vinicius Simon deu bobeira em frente à grande área, aos 9 minutos: o zagueiro tentou domínio, sozinho, mas a bola bateu no seu pé de apoio e Felipe roubou em velocidade. Livre, na cara do gol, chutou forte no canto direito e tirou qualquer chance de Aranha salvar mais uma.

E nem a virada do Mogi foi o bastante para acordar o Alvinegro. Cinco minutos depois, Felipe fez jogada incrível pela direita, passou a bola entre as pernas de Felipe Anderson e ajeitou para Val bater com perfeição e ampliar da entrada da área.
Enquanto a torcida do Mogi, em êxtase, gritava olé, o Peixe não conseguia trocar passes e o desânimo tomou conta da equipe. “Reserva de luxo”, Elano deixou a desejar. Com a vitória praticamente garantida, o Mogi sentiu o cansaço, tirou o pé e administrou o resultado.
Na volta, Jobson dá assistência, mas Bota só empata com o Bangu: 1 a 1
Glorioso sai na frente com um gol de Cidinho, mas permite que o rival iguale o placar com Almir, que já foi alvinegro
 
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
E Jobson voltou, mesmo sem a velocidade e a habilidade que o tornaram querido pela torcida do Botafogo. Ainda fora de forma, o atacante, que retornou após seis meses de suspensão por doping, entrou no intervalo do jogo teve boa atuação e deu a assistência para o gol de Cidinho no empate com o Bangu, por 1 a 1, neste sábado, em Moça Bonita. O responsável pelo gol alvirrubro foi o ex-alvinegro Almir.

Com o resultado, o Bota chega a sete pontos no Grupo A da Taça Rio e perde a liderança para o Macaé, que agora tem nove. O Bangu, que ainda não venceu no Carioca, somou seu terceiro ponto e está em sexto no Grupo B. No próximo domingo, dia 18, o Botafogo faz o clássico com o Vasco no Engenhão. O Alvirrubro, no sábado, vai até Conselheiro Galvão encarar o Madureira.
O gramado de Moça Bonita mais uma vez complicou a vida dos jogadores. Além disso, os times encararam uma situação inusitada, as paradas no jogo para que pipas fossem retiradas assim que caíam no campo.
Caio tem a melhor chance do Bota
Com os desfalques de Elkeson, Andrezinho, Maicosuel, Fellype Gabriel e Marcelo Mattos no meio de campo, o Botafogo tentou se organizar, mas tinha dificuldades de articular as jogadas. Apesar de ter mais a bola, viu o Bangu ter as melhores chances. Nos dez primeiros minutos, a equipe esteve perto de marcar com Thiago Galhardo, Almir e Sérgio Junior, que falharam na finalização. O último acertou a bola no travessão.
Loco Abreu Botafogo x Bangu (Foto: Fabio Castro / AGIF)Loco Abreu teve uma atuação apagada e deu
lugar a Jobson (Foto: Fabio Castro / AGIF)
O Glorioso ia na base da insistência. O primeiro susto do goleiro do Bangu só veio ao 15 minutos, com Caio em um chute de fora da área que o goleiro espalmou e Loco não conseguiu chegar a tempo de aproveitar o rebote. O uruguaio teve mais duas oportunidades em sequência dentro da área, mas não conseguiu vencer o goleiro William Alves.
Como o gramado prejudicava bastante o toque de bola, a correria era a tônica do jogo. Renan Oliveira, do Bangu, chutou de fora da área e mandou na rede pelo lado de fora. Sérgio Junior, sozinho na frente, errou um passe dentro da área e desperdiçou. No Bota, a melhor oportunidade surgiu com Caio, mas o camisa 9 chutou na trave de cara para o gol.

Jobson entra no lugar de Loco Abreu e dá assistência
Principal atração da partida, Jobson foi lançado no time no intervalo na vaga de Loco Abreu. O ataque ficou mais rápido e o Botafogo teve uma ótima chance logo no início, um tiro indireto dentro da área. Fábio Ferreira, no entanto, conseguiu mandar longe do gol. Depois disso, o ritmo da partida caiu muito e as chances de gol ficaram raras.
Jobson se posicionou mais pelo lado esquerdo do ataque e mostrou disposição, mas não teve muitas oportunidades nem a velocidade de outros tempos. No chute que tentou de fora da área, a bola bateu na defesa. Para tentar dar uma mexida na equipe, Oswaldo de Oliveira colocou Cicinho no lugar de Caio. O jovem meia mostrou serviço de cara. Ele deixou Jobson de cara para o gol e o atacante balançou a rede, mas estava em posição de impedimento.
Aos 28 minutos, Jobson retribuiu em grande estilo. Deu um passe na medida para Cidinho, que chutou forte na saída do goleiro do Bangu e abriu o placar para o Botafogo. A alegria alvinegra durou apenas um minuto. O ex-alvinegro Almir recebeu na entrada da área, girou e acertou o canto esquerdo de Jefferson: 1 a 1.
O Bota tentou pressionar até o apito final para conseguir o gol e a vitória, só que esbarrou na pontaria ruim. A melhor oportunidade foi em uma cabeçada de Antônio Carlos que passou por cima do travessão.

Renato recebe visita da presidente e diz que objetivo é voltar ao Maracanã

Patrícia Amorim leva de presente produtos do clube para a mais nova filha do jogador, que nasceu nesta sexta-feira, em São Paulo

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Patricia Amorim Renato Abreu hospital cirurgia (Foto: Divulgação) Patricia Amorim visita Renato (Foto: Divulgação)
O meia Renato Abreu, que foi submetido a uma intervenção cirúrgica na manhã deste sábado, no hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, para corrigir a arritmia detectada semana passada, recebeu a visita de Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, e disse para a mandatária rubro-negra que seu maior objetivo é voltar a jogar no estádio do Maracanã e conquistar muitos títulos pelo clube.

- Meu objetivo a partir de agora é voltar a atuar no Maracanã reformado e conquistar títulos com a camisa do Flamengo neste estádio que tanto amo.
Patrícia Amorim levou de presente produtos do clube para a mais nova filha do jogador, Renata Abreu, nascida na última sexta-feira, em São Paulo.

A previsão inicial para a volta de Renato aos campos é de 10 para 18 dias. Um catéter foi inserido pela virilha do jogador até o lado direito do coração, local da arritmia. O procedimento também teve que ser feito pelo lado esquerdo para o estudo eletrofisiológico, que mapeia a região e onde foi feita uma ablação, que vai cauterizar o foco da arritmia.

- Foi tudo tranquilo nas três horas de cirurgia, correu bem. Mas a previsão de retorno mudou um pouco. Tivemos que mapear pelo lado direito e esquerdo. Então, daqui a 15 dias ele será reavaliado e, estando tudo bem, em 18 dias volta a treinar – afirmou o médico do Flamengo Serafim Borges, que acrescentou que o jogador terá alta neste domingo.
info coração renato abreu (Foto: arte esporte)

Renato recebe visita da presidente e diz que objetivo é voltar ao Maracanã

Patrícia Amorim leva de presente produtos do clube para a mais nova filha do jogador, que nasceu nesta sexta-feira, em São Paulo

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Patricia Amorim Renato Abreu hospital cirurgia (Foto: Divulgação) Patricia Amorim visita Renato (Foto: Divulgação)
O meia Renato Abreu, que foi submetido a uma intervenção cirúrgica na manhã deste sábado, no hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, para corrigir a arritmia detectada semana passada, recebeu a visita de Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, e disse para a mandatária rubro-negra que seu maior objetivo é voltar a jogar no estádio do Maracanã e conquistar muitos títulos pelo clube.

- Meu objetivo a partir de agora é voltar a atuar no Maracanã reformado e conquistar títulos com a camisa do Flamengo neste estádio que tanto amo.
Patrícia Amorim levou de presente produtos do clube para a mais nova filha do jogador, Renata Abreu, nascida na última sexta-feira, em São Paulo.

A previsão inicial para a volta de Renato aos campos é de 10 para 18 dias. Um catéter foi inserido pela virilha do jogador até o lado direito do coração, local da arritmia. O procedimento também teve que ser feito pelo lado esquerdo para o estudo eletrofisiológico, que mapeia a região e onde foi feita uma ablação, que vai cauterizar o foco da arritmia.

- Foi tudo tranquilo nas três horas de cirurgia, correu bem. Mas a previsão de retorno mudou um pouco. Tivemos que mapear pelo lado direito e esquerdo. Então, daqui a 15 dias ele será reavaliado e, estando tudo bem, em 18 dias volta a treinar – afirmou o médico do Flamengo Serafim Borges, que acrescentou que o jogador terá alta neste domingo.
info coração renato abreu (Foto: arte esporte)

Fifa escolhe tatu-bola como mascote, mas ainda falta registrar a marca

Com predomínio do verde, animal já tem desenho e vídeo elaborados por empresa de marketing. Anúncio oficial será feito em outubro pelo COL

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
O tatu-bola será a mascote da Copa de 2014. O animal, que está quase em extinção, foi escolhido pela Fifa para representar a competição que acontecerá no Brasil. O anúncio oficial será feito pelo Comitê Organizador do Mundial (COL) em outubro. Existe uma possibilidade remota de mudança porque a marca ainda não foi registrada na Europa.
Campanha tatu-bola para mascote para Copa do Mundo de 2014 (Foto: Divulgação/Associação Caatinga)Campanha de tatu-bola surte efeito e animal ganha disputa (Foto: Divulgação/Associação Caatinga)
Os desenhos e um vídeo com a mascote em movimento já foram produzidos por uma agência de publicidade contratada pela Fifa. O verde será a cor predominante do tatu-bola, que lembra muito uma bola de futebol quando se fecha para fugir dos predadores naturais e dos homens.
Apesar de a escolha já ter sido feita, a Fifa ainda precisa registrar o desenho do tatu-bola no OHMI, instituição que trata de patentes na Europa. A Fifa e outras marcas internacionais costumam registrar logos oficiais e desenhos na organização.
Durante a Copa de 2010, o logo da Copa de 2014 vazou pelo site da OHMI. Mais recentemente, o mesmo aconteceu com a marca da Copa das Confederações de 2013. A tendência é que o mesmo ocorra com a mascote do Mundial.
No dia 2 deste mês, a colunista Mônica Bergamo publicou no jornal “Folha de S. Paulo” que o tatu-bola era o favorito do COL para ser escolhido como mascote. Neste sábado, o jornalista Lauro Jardim, da revista “Veja”, afirmou que o animal acabou sendo realmente o eleito e que será batizado em votação realizada com os torcedores brasileiros.
A ideia de ter o tatu-bola como mascote de 2014 foi dada pela Associação Caatinga, uma ONG cearense dedicada à preservação ambiental. O grupo criou páginas na internet divulgando a campanha e em fevereiro entregou o material ao Ministério do Esporte.
No texto da campanha, a Associação Caatinga explica que o "Tolypeutes tricinctus" é o tipo de tatu mais ameaçado do Brasil e que a caça já o fez desaparecer de muitos estados. Para defender a escolha da mascote, a ONG lembrou que o nome original do tatu-bola foi dado devido à habilidade de curvar-se sobre si mesmo para se proteger quando ameaçado, ficando no formato de uma bola.

Com gol do goleiro França, URT derrota o Araxá no Fausto Alvim

Camisa 1 do time de Patos de Minas dá um chutão, se aproveita de falha do colega e adversário e faz o primeiro da sua carreira

Por GLOBOESPORTE.COM Araxá, MG
 Muitas vezes, quando o goleiro dá um chutão para a frente, dizem que ele está "rifando a bola". Mas neste sábado, na vitória da URT em cima do Araxá por 1 a 0, no estádio Fausto Alvim, pelo Módulo II do Campeonato Mineiro, França, camisa 1 do time de Patos de Minas acertou em cheio e ganhou a rifa: tinha apenas a intenção de soltar a bola para dar a sequência na partida, mas teve a sorte de ela viajar até o gol adversário e entrar.
- Foi o gol bastante exigido da equipe durante a semana. A gente treina pra isso, pra estar preparado para toda situação. Graças a Deus fui abençoado - disse o goleiro da URT.
O goleiro Fred, do Ganso, que admitiu o erro.
  - A falha foi minha, eu assumo - disse o goleiro do Araxá ao fim da partida.
Araxá perde para a URT em casa (Foto: Raphael Rios / TV Integração)Araxá perde para a URT em casa, com gol do goleiro França
(Foto: Raphael Rios / TV Integração)
Inacreditável
Depois de um primeiro tempo quase sem chances de gol, na etapa final, o Araxá voltou pressionando mais. Mas, a sorte estava mesmo do lado da URT. Aos 20 minutos, depois de um cruzamento de Thiago Pereira, Hugo Alexandre aproveitou o rebote e quase fez. A bola ficou em uma das belas defesas do goleiro França, da URT.
Minutos depois, o goleiro França chutou a bola para colocá-la, ela viajou até o gol do Araxá e cobriu o goleiro Fred. A URT fez 1 a 0 com o inacreditável gol do camisa 1 da URT. O Araxá se esforçou para chegar ao empate, foram várias tentativas, mas não conseguiu finalizar. Foi mesmo um dia histórico para o camisa 1 da URT.
Atlético-MG bate o Nacional-MG, de virada, por 4 a 2, e mantém liderança
Com dois gols do atacante André, artilheiro isolado do Campeonato Mineiro com sete gols, o Galo, em jogo animado, completa a sexta vitória seguida
 
 
A CRÔNICA
por Marco Antônio Astoni
O Atlético-MG venceu o Nacional-MG, por 4 a 2, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, na tarde deste sábado, e repetiu uma façanha que só havia conseguido uma vez na história, mais precisamente em 1995: chegou à sexta vitória consecutiva nas seis primeiras partidas da temporada. O jogo foi muito movimentado, e os gols do Galo foram marcados por André (2), Guilherme e Marcos Rocha. Para o Búfalo, marcaram Alex Maranhão e Éder.
gol Atlético-MG (Foto: Pedro Vilela / Futura Press)Atlético-MG comemora um dos gols diante do Nacional-MG (Foto: Pedro Vilela / Futura Press)
Com os dois gols marcados, André se isolou na luta pela artilharia da competição. O atacante atleticano chegou aos sete gols, contra seis de Wellington Paulista, do Cruzeiro, e cinco de Fábio Júnior, do América-MG. O time de Cuca se manteve na liderança do Campeonato Mineiro, ao chegar a 18 pontos. O Nacional-MG continua em posição intermediária, com sete pontos ganhos, na sétima posição da tabela.
As 3.659 pessoas que pagaram ingresso e proporcionaram uma renda de R$ 60.560,00 viram um jogo repleto de alternativas. O Nacional-MG chegou a estar na frente do placar duas vezes, mas não resistiu à força do Atlético-MG. O time de Nova Serrana cansou no segundo tempo e levou três gols, após fazer 2 a 1. Nas três vezes em que jogou contra os times da capital, a equipe de Nova Serrana levou a virada de forma semelhante.
O Galo, agora, volta suas atenções para a Copa do Brasil. O time estreará na competição nacional nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília). O time vai a Dourados, no Mato Grosso do Sul, onde jogará com o Cene. Na próxima rodada do Campeonato Mineiro, o Atlético-MG vai a Nova Lima para enfrentar o Villa Nova, no próximo domingo, às 16h, no Castor Cifuentes. O Nacional-MG, por sua vez, tem compromisso na segunda-feira, dia 19, às 20h30m, quando encara o Democrata, no Mamudão, em Governador Valadares.
Equilíbrio e empate
Alex Maranhão do Nacional-MG e Fillipe Soutto do atlético-MG (Foto: Pedro Vilela / Futura Press)Fillipe Soutto foi titular na vaga de Pierre
(Foto: Pedro Vilela / Futura Press)
O Atlético-MG começou o jogo em cima do Nacional-MG, com bom toque de bola e em busca de espaços em cima da fechada defesa do time do interior. Superior em campo, o Galo variava as jogadas nas duas pontas e também no meio, já que estava difícil encontrar brechas para penetrar.
Tranquilo e sem se abater com a pressão do time de Belo Horizonte, o Nacional-MG conseguiu abrir o placar em seu primeiro ataque. Éder foi derrubado por Marcos Rocha, dentro da área. Pênalti que Alex Maranhão bateu com categoria, aos 11 minutos, para fazer o gol do Búfalo.
Quem pensou que o Galo sentiria o golpe se enganou redondamente. Na saída da bola, um minutos depois, Marcos Rocha se redimiu do pênalti cometido. O lateral atleticano recebeu na intermediária e soltou uma bomba indefensável para Raniere. Golaço.
Com o placar alterado, a partida ficou equilibrada e muito disputada. Se o Atlético-MG tomava a iniciativa e chegava ao ataque a todo o momento, o Nacional-MG não deixava por menos. Também era perigoso e não abdicava das jogadas ofensivas.
O tempo passou e, como o Galo não encontrava brechas na defesa do Búfalo, por errar muitos passes, a bola parada passou a ser melhor arma. O alvinegro teve boas chances em faltas cobradas por Escudero, em que Guilherme e André finalizaram para boas intervenções da defesa do Nacional-MG e do goleiro Raniere.
O placar do primeiro tempo ficou mesmo no 1 a 1, com justiça, já que, mesmo fechado em campo, o time de Nova Serrana também levou perigo.
Virada do Galo
Cuca tentou mudar a forma do meio jogar, ao tirar Carlos César e mandar Mancini a campo, na volta do segundo tempo. Mas a substituição não surtiu efeito, pelo menos nos minutos iniciais, já que quem marcou o segundo gol foi o Nacional-MG.
Em um contragolpe fulminante, Reinaldo Alagoano arrancou pela direita e cruzou na pequena área para Éder, que só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes de Renan Ribeiro, aos 11 minutos.
A alegria do Nacional-MG, porém, durou pouco, e o roteiro do primeiro tempo se repetiu. Três minutos depois, o Galo empatou. Após boa troca de passes no ataque, Guilherme deu lindo passe para André, que recebeu e bateu na saída de Raniere.
Após o empate, o Atlético-MG partiu com tudo pra cima do Nacional-MG, em busca do desempate. A pressão e o melhor preparo físico do Galo prevaleceram, e Guilherme virou o placar, aos 23 minutos, em um belo chute de dentro da área do Búfalo.
Totalmente desanimado em campo, o Nacional-MG virou presa fácil e sofreu mais um gol, quatro minutos depois, feito novamente por André, artilheiro do Mineiro 2012. Após boa jogada de Neto Berola, André cabeceou para marcar seu sétimo gol e superar Wellington Paulista, do Cruzeiro, na tabela de artilharia.
Nos minutos finais, o Galo apenas administrou a vantagem conquistada, tranquilo e líder absoluto do Estadual, diante de um Nacional-MG que foi valente, mas não teve como conter o talento e a força do adversário.

Roberto Carlos diz que não encerrou carreira, mas vira diretor do Anzhi

Após escrever no Twitter que deverá voltar a jogar no ano que vem, lateral divulga comunicado para tentar explicar seu futuro no clube russo

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Roberto Carlos voltou a se manifestar neste sábado sobre seu futuro no futebol. Após escrever no Twitter que deverá voltar a jogar pelo Anzhi somente no ano que vem, o lateral-esquerdo divulgou um comunicado à imprensa garantindo que não encerrou a carreira, mas confirmando que atualmente trabalhará como diretor do clube do Daguestão.
Em janeiro, o pentacampeão, de 38 anos, afirmou ao GLOBOESPORTE.COM que iria se aposentar ainda em 2012, sem saber se isso aconteceria em junho ou dezembro. Na última sexta-feira, o vice-presidente do Anzhi, German Chistyakov, revelou que Roberto não estava mais na relação de jogadores inscritos pelo clube para a reta final do Campeonato Russo, que voltou a ser disputado no final de semana passado após a pausa de inverno (iniciada em novembro).
Ainda na sexta, o lateral revelou que teria uma reunião na manhã deste sábado com a diretoria para definir sua situação. Depois, pelo Twitter, Roberto afirmou que realmente está fora do campeonato e que trabalharia ao lado do técnico Guus Hiddink, recém-contratado pelo time. Agora, o pentacampeão, que não atua desde setembro, afirmou que será diretor.
Confira o comunicado de Roberto Carlos:
“Primeiramente, gostaria de agradecer a todos pelo carinho que sempre demonstram comigo, em diversos momentos da minha carreira como jogador de futebol.
Apesar de saber que este momento vai chegar, queria dizer a todos que ainda não estou pendurando as chuteiras. Estou feliz no Anzhi e tenho objetivos pela frente.
Continuarei treinando normalmente, apesar de não jogar as próximas partidas da equipe no Campeonato Russo.
Em paralelo, vou assumir de forma mais efetiva o cargo de diretor no Anzhi. Nossos planos são audaciosos e vamos expandir a marca do clube mundialmente. Queremos grandes títulos na Rússia e em competições europeias.
Mais uma vez, muito obrigado”.
Guus Hiddink com Roberto Carlos no treino do Anzhi (Foto: AFP)Roberto Carlos deve ajudar o trabalho de Guus Hiddink no Anzhi (Foto: AFP)

Franck reforça ligação com europeus e revela contato com ‘amico’ do Milan

Novo diretor executivo reafirma ter trabalhado em Itália e Suíça e promete resultados efetivos para o Vasco em 30 dias

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
Frank Assunção é apresentado no Vasco como diretor de futebol (Foto: Gustavo Rotstein / GLOBOESPORTE.COM)Franck Assunção em apresentação no Vasco
(Foto: Gustavo Rotstein / GLOBOESPORTE.COM)
O ditado diz que a primeira impressão é a que fica. Mas Franck Assunção estabelece o prazo de 30 dias para apresentar seus resultados práticos e, quem sabe, dissipar as dúvidas que correm dentro e fora de São Januário desde sua apresentação, na última quinta-feira. Desmentido por integrantes de Chiasso, da Suíça, e Ascoli, da Itália, depois de dizer que havia trabalhado nos respectivos clubes, o novo diretor executivo do Vasco voltou a afirmar que prestou consultorias a essas instituições e confirmou ter contatos importantes na Europa para conseguir patrocínios e bons jogadores. E o primeiro clube já foi acionado: o todo-poderoso Milan.
GLOBOESPORTE.COM - De que forma reagiu às afirmações de representantes de Chiesso e Ascoli de que você jamais exerceu um cargo por lá?
Franck Assunção - Houve uma grande falta de informação sobre isso. Trabalhei no Chiasso, mas com outras pessoas. Em 2005, participei da venda do Douglas, que jogava no Santos, atuando como consulente de mercado. Nos últimos seis meses estive com Franco Della Torre, que é proprietário do clube. O Riccardo Bellotti, que falou sobre mim, é um secretário que não conheço. No Ascoli, fui diretor executivo de consultoria atuando junto de Armando Ortoli, que é diretor executivo do clube.
Como chegou à Itália e de que forma atuou na Europa?
Fui para a Itália com a minha família há 18 anos e comecei trabalhando no futsal. Depois fui para o campo num clube da Quarta Divisão e subindo até começar a prestar consultoria para clubes europeus. Conheci muitos jogadores porque era sócio de um restaurante em Padova, na Itália, chamado Brazil Soccer. Muitos atletas o frequentavam. Mas nunca atuei como agente Fifa.
Em três dias de Vasco, o que foi possível fazer de prático e quais são seus planos imediatos?
Por enquanto estou mais ouvindo do que fazendo. Ainda estou conhecendo o clube, escutando os dirigentes e falando sobre a gestão de fluxo. Mas tenho a certeza de que em 30 dias vou mostrar alguma coisa. Isso não é uma viagem minha. Vou bater na porta de empresas estrangeiras e trazer dinheiro para o Vasco. Também vou trazer jogadores e fazer o clube ser reconhecido internacionalmente. A oposição pode falar o que quiser, mas vou trabalhar para acontecerem coisas concretas.
Fala-se muito dos seus contatos internacionais. Eles já começaram a ser acionados em nome do Vasco?
Vou bater na porta de empresas estrangeiras e trazer dinheiro para o Vasco."
Franck Assunção
Hoje, por acaso, o Ariedo Braida, diretor esportivo do Milan, me enviou um SMS dando os parabéns por eu estar no Vasco. Mas foi apenas uma conversa com meu “amico”, que é como costumo chamá-lo em italiano. Aliás, ele disse que o Roberto Dinamite é uma grande pessoa. E realmente o Roberto é a pessoa mais maravilhosa do planeta.
Isso quer dizer que algum jogador que pertence ao Milan poderia reforçar o Vasco?
Por enquanto foi uma conversa informal, não falamos sobre isso. Mas se o Milan tiver um jogador que não está servindo e que se encaixa nas necessidades do Vasco, por que eu não pediria ao meu “amico”?
Comenta-se que você poderia ser o representante de um grupo estrangeiro que investiria no Vasco.
Não existe grupo de investimento nenhum. Trabalho para o Vasco da Gama. O clube me contratou para buscar patrocínio e parcerias dentro da esfera empresarial. Quero trazer estrutura para o Vasco.