sábado, 21 de julho de 2012

Atlético-PR derrota o Vasco na final e fica com o título da Copa Brasil Sub-17

Furacão bateu o Gigante da Colina por 2 a 0, na final disputada em São Mateus, no ES, e enfim levantou a taça de campeão nacional da categoria

Por GLOBOESPORTE.COM São Mateus, ES
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No ano passado o Atlético-PR 'bateu na trave' ao ser derrotado nos pênaltis para o Cruzeiro, mas em 2012 o Furacão finalmente pôde comemorar o título da Copa Brasil Sub-17. Na tarde deste sábado, o time paranaense derrotou o Vasco por 2 a 0, na final disputada no Estádio Sernamby, em São Mateus, e enfim levantou a taça de campeão nacional da categoria.
Os dois gols do Atlético-PR foram marcados em cada tempo. Na primeira etapa, em cobrança de escanteio de Jonathan, o zagueiro Layo subiu livre de marcação e cabeceou por sobre o goleiro Gabriel Félix, do Vasco: 1 a 0! Com a vantagem no placar, o Furacão administrou a partida e, aos 32 minutos do segundo tempo, decretou o destino da partida. Após um belo passe de Marcos Guilherme, o atacante Nathan entrou livre e bateu na saída de Gabriel Félix.
Atlético-PR sub-17 vence e é campeão (Foto: Bruno Baggio/Site Oficial do Atlético-PR)Atleticanos levantam a taça (Foto: Bruno Baggio/Site Oficial do Atlético-PR)
Campanha impecável
O Atlético-PR fez um campanha impecável na Copa Brasil Sub-17. Foram seis vitórias em seis jogos disputados. Logo na estreia do Grupo F, a equipe paranaense massacrou a Desportiva Ferroviária com uma goleada histórica de 9 a 0. Na segunda rodada, a vítima foi o Fluminense: 2 a 1 para o Furacão. Com a vaga assegurada, o time ainda aplicou outra goleada, desta vez no Linhares: 4 a 1!
Nas quartas de final, o Atlético pegou pela frente o Grêmio, no Estádio Sernamby, e mais um vez venceu: 2 a 1! Na fase semifinal, talvez o jogo mais complicado da campanha. Com o placar magro de 1 a 0, o Furacão superou Figuerense e seguiu para a decisão, onde neste sábado viria a sagrar-se campeão.
Veja quem já levantou a taça da competição:
Ano Campeão Vice
2012 Atlético-PR Vasco
2011 Cruzeiro Atlético-PR
2010 Internacional Grêmio
2009 Internacional Fluminense
2008 Vasco Santos

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Vasco supera Santos sem dificuldade e se mantém na cola do líder
Artilheiro do Brasileiro, Alecsandro faz seu sétimo gol. Sem Neymar e Ganso, Peixe mostra falta de criatividade mais uma vez 
 
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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O sábado começou com más notícias para o Vasco, que confirmou as saídas de Fagner e Diego Souza, negociados. À noite, entretanto, a torcida encontrou motivos para sorrir. O time recebeu o Santos, em São Januário, e não teve dificuldades para vencer o rival, que tem jogado desfalcado de seus maiores craques, Neymar e Ganso, que estão a serviço da Seleção olímpica. Douglas e Alecsandro fizeram os gols da vitória cruz-maltina pelo placar de 2 a 0. A partida foi válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Com o resultado, o Vasco chegou a 26 pontos e se manteve em segundo lugar, a dois pontos do líder Atlético-MG, que também neste sábado goleou o Sport na Ilha do Retiro por 4 a 1. O Peixe, por sua vez, segue na 14ª colocação, com modestos dez pontos. O time continua sem conseguir sequer fazer gol nos jogos fora de casa neste Brasileirão.
O Vasco volta a campo na próxima quarta-feira. O time faz o clássico contra o Botafogo, no Engenhão. No dia seguinte, o Santos visita o líder Atlético-MG, em Belo Horizonte.
Sem poder mais contar com Diego Souza e Fagner, negociados, o técnico Cristóvão Borges promoveu a estreia de Auremir na lateral direita do Vasco. No setor de criação, Carlos Alberto ficou com o lugar do antigo camisa 10 ao lado de Juninho. Wendel e Nilton formaram a dupla de volantes.
Bola parada decide
No lado do Santos, as ausências de Neymar e Ganso, que estão na Seleção olímpica, assim como o goleiro Rafael, pesaram. O Peixe teve em campo o jovem Felipe Anderson com a função de criar. O ataque foi formado por Dimba e Miralles. A dificuldade para chegar perto do gol adversário foi muito grande.
Nos minutos iniciais, o Vasco tratou logo de impor seu ritmo. Carlos Alberto, após cruzamento de Eder Luis, por pouco não abriu o marcador, aos 3.
Alecsandro gol Vasco x Santos (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do vasco)Alecsandro, artilheiro do Brasileiro, comemora sétimo gol no certame (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)
A defesa santista, que não poderá contar mais com o lesionado Edu Dracena até o fim do ano, teve Bruno Rodrigo ao lado de Durval no miolo de zaga. E foi numa engrossada do substituto de Dracena que o Vasco tirou o zero do placar. Após cobrança de escanteio, o zagueiro do Peixe foi tentar afastar, furou e viu a bola bater nele e ficar limpa, na pequena área, para Douglas. O vascaíno encheu o pé e correu para o abraço.
Em vantagem, o time da casa continuou dono do jogo ao longo de todo o primeiro tempo. Os santistas, sem ligação alguma entre defesa e ataque, não tiveram um lance de perigo sequer até o intervalo.
O Vasco poderia ter ampliado em ao menos duas oportunidades. Numa delas, Douglas obrigou Aranha a fazer uma boa defesa. No rebote, o mesmo Douglas tocou para o meio da pequena área. Carlos Alberto tentou empurrar para a rede de voleio, mas furou. Já perto do fim da primeira etapa, Juninho, em cruzamento que mais pareceu um chute, viu Aranha se esticar todo para mandar a bola para escanteio.
Alterações pouco melhoram o Peixe
Na volta para o segundo tempo, o técnico Muricy Ramalho tentou dar novo gás ao time do Peixe. Ele sacou o atacante Miralles para lançar Victor Andrade, também homem de frente. O Santos, entretanto, não teve tempo para experimentar o novo panorama da partida. Logo aos 2 minutos, a equipe sofreu o segundo gol. Após escanteio batido por Juninho antes do primeiro pau, Alecsandro apareceu para desviar de cabeça e fazer a festa da torcida vascaína. Foi o sétimo gol do atacante, artilheiro isolado do Brasileirão.
Com dois gols de desvantagem, o Santos tentou, ainda que timidamente, buscar mais o ataque. O time, entretanto, seguiu com dificuldade para assustar o rival. O primeiro lance de perigo em todo o jogo só aconteceu aos seis minutos: Adriano bateu falta de longe, uma bomba, e Fernando Prass teve de se virar para espalmar.
Aos 14, Muricy fez sua segunda alteração na partida. O atacante Dimba deu lugar ao meia ofensivo João Pedro. O andamento do jogo, porém, pouco mudou. O Peixe, embora tentasse, não conseguia levar perigo ao gol de Fernando Prass.
No lado do Vasco, a primeira substituição se deu aos 20 minutos. Cristóvão Borges tirou Carlos Alberto e lançou o atacante Pipico. Os vascaínos puxaram o freio de mão na partida e até permitiram que o Santos se arriscasse à frente. Felipe Anderson, em penetrações pelo lado esquerdo, chegou a levar algum perigo. Numa delas, rolou a bola rasteira, para o meio da área, mas ninguém apareceu para concluir.
Mesmo com o ritmo mais baixo, o Vasco não deixou de assustar o Peixe nos lances de bola parada. Todo escanteio causava calafrios à defesa santista. A partir dos 30 minutos, Cristóvão tratou de queimar suas últimas alterações. Fellipe Bastos, já com a situação regularizada, voltou ao time no lugar de Wendel. Depois, Diego Rosa entrou na vaga de Juninho, que deixou o campo aplaudido.
Daí para o fim, a partida se arrastou quase sem emoções. A se destacar apenas uma boa arrancada de Eder Luis, pelo lado direito da área, mas o goleiro Aranha estava atento e segurou o chute do atacante vascaíno. No fim, festa da torcida em São Januário.

Com direito a golaços, líder
Atlético-MG vira e atropela o Sport

Bernard faz um golaço e participa dos outros três da vitória por 4 a 1. Galo continua líder absoluto. Pelo Leão, Mancini é muito vaiado pela torcida

Por Léo Simonini Recife
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Com direito a golaços e belos lances, o Atlético-MG fez valer a condição de líder do Campeonato Brasileiro e derrotou mais um adversário: goleou o Sport, na Ilha do Retiro, por 4 a 1. Foi a quinta vitória em seis jogos fora de casa do time comandado pelo técnico Cuca. A equipe pernambucana, de Vágner Mancini, está na 12ª colocação, com 12 pontos.
O próximo adversário do primeiro colocado do Brasileirão será quinta-feira, às 21h (de Brasília), contra o Santos, no Independência. O Sport joga um dia antes, no Moisés Lucarelli, contra a Ponte Preta.
Com campanha irregular e precisando da vitória em casa, Vágner Mancini apostou num esquema ousado contra o Atlético-MG, apesar de a equipe visitante liderar o Brasileirão e ter a melhor campanha fora de casa. Escondendo a escalação até o último minuto, o treinador mandou a campo um esquema parecido com o 4-3-3, com Marquinhos Gabriel, Felipe Azevedo e Gilberto no ataque, com Felipe Menezes funcionando como meia ofensivo.
Pelo lado alvinegro, Cuca também fez mistério antes de o jogo começar, mas resolveu mandar a campo a equipe que vinha sendo titular, com a volta de Jô ao comando do ataque e com Guilherme perdendo a vaga na equipe para Danilinho. Desta forma, o Galo jogava no 4-5-1.

Bem definidos taticamente, Sport e Atlético-MG procuravam espaços para criarem jogadas ofensivas, mas a marcação encaixada de parte a parte não permitia que os ataques criassem chances de gol. Com os dois times bem armados, a troca de passes rápidas e precisas foi fundamental para o gol sair. Cicinho, que já vestiu a camisa do Galo, tocou para Felipe Azevedo na direita, o atacante devolveu já dentro da área para o lateral que cruzou rasteiro. A bola ia cruzando a pequena área,mas Gilberto chegou de carrinho para colocar o time da casa na frente. A torcida, em bom número da Ilha do Retiro, fez grande festa para comemorar o gol do jogador, o segundo dele no Brasileiro.

Como vem sendo nos jogos deste Brasileirão, o Atlético-MG mostrou autocontrole e não sentiu o gol sofrido. Pelo contrário. Em desvantagem, se organizou melhor e passou a ser mais presente no campo de ataque. E sete minutos depois veio o empate. Bernard deu linda arrancada pela esquerda, trouxe pelo meio e deu ótimo passe para Ronaldinho. O meia dominou, mas deixou a bola escapar, já dentro da área. Na hora do chute ele foi abafado pelo defensor e também por Magrão, mas para sorte do Galo, a bola sobrou limpa para Danilinho, que tocou com categoria para deixar tudo igual. Quarto gol dele no Brasileiro, artilheiro da equipe mineira.

Ao contrário do que ocorreu com o rival, o Sport sentiu o gol, juntamente com sua torcida. Já o time mineiro passou a dominar as ações ofensivas e até teve chances para virar. Após boa trama no ataque, Bernard cruzou na cabeça de Jô, que livre, perdeu chance incrível de deixar o time na frente. Sem mais tempo, o primeiro tempo terminou com o Galo mais perto do gol do que o Leão, que havia dominado por cerca de 25 minutos.

Bernard comanda virada
Os dois times voltaram sem alterações para a etapa final. Mas, diferentemente dos minutos iniciais da partida, já foram com mais ímpeto para o campo de ataque,mesmo sem grande criatividade. A primeira chance veio com Danilinho, após ótima troca de passes alvinegra.

Com o jogo equilibrado, Mancini resolveu mexer na equipe. Apesar de ainda não ter atingido nem um terço da etapa final, ele resolveu abrir ainda mais a equipe, que já atuava com três atacantes. Ele sacou Marquinhos Paraná para a entrada do atacante Gilsinho. Com isso, o Sport ficou apenas com Tobi, como homem de marcação no meio-campo.

Coincidência ou não, o Galo conseguiu a virada logo depois, aos 14 minutos. A bola estava no campo de ataque do Sport, quando Marquinhos Gabriel caiu pedindo falta. O árbitro Paulo César Oliveira mandou seguir. Junior Cesar tocou para Bernard, que deu lindo passe em profundidade para Ronaldinho Gaúcho. R49 ficou no mano a mano com Edcarlos e só na ginga chegou até a área com o defensor cercando. Com um toque, ele limpou Edcarlos e bateu no canto esquerdo alto de Magrão, que nada pôde fazer. O Gaúcho voltou a marcar com bola rolando e colocou fim a um jejum que vinha desde o dia 18 de fevereiro, quando marcou na vitória do Flamengo sobre o Duque de Caxias.

Agora em desvantagem, Mancini voltou a mexer na equipe. Desta vez ele trocou um lateral por outro, sacando Cicinho para a entrada de Moacir. Alguns vaiaram a alteração e muitos aplaudiram o lateral substituído. Mais uma vez, Mancini mostrou que não estava num dia de sorte, já que o terceiro gol do Galo saiu em jogada de Bernard em cima de Moacir. O garoto arrancou, ameaçou o cruzamento duas vezes e deixou o lateral para trás. Na hora em que cruzou, colocou a bola na cabeça de Jô, quarto gol dele no Brasileirão. Esta foi a senha para que a torcida do Leão se revoltasse e chamasse o treinador de burro.

E se o garoto Bernard já vinha tendo atuação soberba, com participação nos três gols, ele coroou sua noite com uma pintura. Ele deu entre as pernas de Reinaldo e tocou para Danilinho. Magrão saiu para abafar e a bola sobra para o camisa 11. Na entrada da área ele viu o posicionamento do goleiro que voltava e mandou por cima. A bola morreu no ângulo direito, golaço na Ilha do Retiro.

A partir daí, parte dos 18.262 torcedores presentes começaram a deixar o estádio. Quem ficou por parte do Sport, passou a vaiar e xingar alguns jogadores, como Edcarlos e a xingar Mancini. Muitos também gritaram pelo volante Hamilton, afastado do grupo pelo treinador. Com o placar consolidado, o Atlético-MG tocou a bola a espera do apito final. Com 28 pontos, o Galo permanece na liderança do Brasileirão, independentemente do complemento da rodada. Sexta vitória seguida da equipe, que repete campanha do Brasileirão de 1986.

Declaração de Joel Santana sobre Juan não soa bem no Fla

Técnico peca ao comentar negociação com zagueiro e causa incômodo interno. Zinho e Patricia Amorim chegam depois do treino deste sábado

Por Janir Júnior Rio de Janeiro
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Joel Santana na coletiva do Flamengo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)Joel Santana durante acoletiva de sexta quando falou
sobre Juan (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
O sol esquentou na manhã deste sábado, e Joel Santana recorreu à sombra de uma árvore para fugir do calor no treino no Ninho do Urubu. Mas a chapa segue quente para o treinador. Na entrevista coletiva de sexta-feira, ele escorregou em uma de suas declarações ao comentar o caso Juane gerou mal-estar interno.
No clube e entre grande parte dos jogadores, a paciência com Joel se esgotou. E Zinho certamente não deve ter gostado do que ouviu do treinador. Em uma de suas declarações, ao comentar o desfecho do caso Juan, o técnico disse:
- No caso do Juan, até porque o conheço há muito tempo, acho que o Inter deve ter chegado primeiro. Acho que ele viria para cá se o Flamengo tivesse chegado na frente... Jamais renunciaria a uma proposta de um clube que ele conhece, a casa dele.
Um influente dirigente da sede da Gávea ironizou:
- Joel poderia deixar de ser técnico e virar dirigente. Se bem que acho que já começaria mal se pensa isso das conversas com Juan.
A negociação com o zagueiro causou dor de cabeça ao diretor de futebol. E, ao contrário do que supôs Joel, Zinho disse na semana passada que a negociação começou bem antes do que a oferta do Internacional.
- Comecei a conversar com o Juan no dia 11 de maio, no meu primeiro dia de Flamengo. Num primeiro momento, ele disse que talvez não fosse a hora de voltar, que precisava conversar com a família dele. Juan pediu para que eu fizesse uma proposta por escrito para ajudar a convencer o Roma a liberá-lo. A proposta foi enviada por e-mail do dia 10 de julho (terça-feira passada). Na quinta-feira, um dia antes de sair a notícia sobre o acerto com o Inter, eu liguei para ele. Ele me disse que tinha uma proposta, mas não disse qual era o clube. Se ele fez a opção de jogar no Inter porque a proposta era melhor, porque ficaria mais seguro, é um direito dele. Mas não venha dizer que o Flamengo demorou para fazer uma proposta. Foi uma escolha dele – declarou Zinho.
Neste sábado, somente depois do treino encerrado, Zinho e Patricia Amorim chegaram ao CT. O Flamengo passou em branco na janela de transferências internacionais. Nesta sexta-feira à noite, poucas horas antes do fechamento das janelas, Zinho deu por encerrada a tentativa de contratar algum reforço de fora do país.
A presidente Patricia Amorim, que apareceu no Ninho do Urubu e aproveitou para passear pelo CT a bordo de um carrinho, disse que o clube não derrapou, e tratou de minimizar os fracassos nas negociações.
- Não tem tragédia alguma, algo absurdo.

Dinamite confirma que Fagner e Diego Souza estão negociados

Lateral vai para o Wolfsburg, da Alemanha, e o meia-atacante, para o Al Itthad, da Arábia Saudita

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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Diego Souza e Fagner (Foto: Marcelo Sadio / vasco.com.br)Fagner e Diego Souza durante treino do Vasco
(Foto: Marcelo Sadio / vasco.com.br)
O presidente Roberto Dinamite confirmou neste sábado a negociação de dois dos principais jogadores do Vasco: o lateral-direito Fagner e o meia-atacante Diego Souza. Fagner irá para o Wolfsburg, da Alemanha, e Diego Souza, para o Al Itthad, da Arábia Saudita. Na sexta-feira já havia indícios de que ambos deixariam o clube de São Januário, pois levaram todas as suas chuteiras do vestiário.
- Conversei com as pessoas envolvidas, e é uma situação irreversível. Se fossem propostas só para o Vasco, a gente contornaria. Mas nos dois casos foram propostas que chegaram para os representantes, e nos dois casos o Vasco tem a menor parte dos direitos. Então, fica difícil contornar. Conversei com os atletas, argumentei, mas não teve jeito. Conversei principalmente com o Fagner, mas a cabeça dele já estava feita. Também vamos respeitar a vontade dos atletas - disse Dinamite.
O Vasco detém 33% dos direitos econômicos de Diego Souza, que tinha contrato até março de 2015. No caso de Fagner, o clube de São Januário é dono de 20% dos direitos econômicos, e o lateral tinha vínculo até dezembro deste ano. Recentemente o time cruzmaltino havia perdido os volantes Romulo, negociado com o Spartak Moscou, e Allan, para o Udinese, da Itália.
O Vasco joga neste sábado contra o Santos, em São Januário, já sem Fagner e Diego Souza. A partida está marcada para começar às 18h30m (de Brasília).

Vasco contrata meia Dakson, que atuava na Bulgária

Brasileiro de 25 anos já teve seu nome registrado em boletim da Ferj, fez exames médicos e deve ser apresentado durante a semana

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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Dakson na partida do Lokomotiv Plovdiv (Foto: Divulgação / Site Oficial do Lokomotiv Plovdiv)Dakson em partida do Lokomotiv Plovdiv
(Foto: Divulgação / Site Oficial do Lokomotiv Plovdiv)
Por uma fresta no último dia da janela de transferências internacionais, o Vasco fez uma contratação. E no momento em os titulares Fagner e Diego Souza deixam São Januário, o clube anunciou a chegada de um nome pouco conhecido: o meia-atacante Dakson, que tem 25 anos e estava no Lokomotiv Plovdiv, da Bulgária.
O nome dele já consta no boletim diário da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), faltando a documentação de transferência internacional para que ele seja registrado pela CBF e tenha condição de jogo. O diretor de futebol Daniel Freitas informou que o Vasco ficará com parte dos direitos do jogador, mas não quis informar quanto foi pago. Segundo a imprensa búlgara, seriam € 150 mil (o equivalente a R$ 370 mil).
Já foram realizados os exames médicos, e Dakson poderá começar a treinar com o elenco já neste domingo ou na segunda-feira. Ele será apresentado durante a semana.
Dakson apareceu no time principal do Fluminense, mas sem muitas oportunidades. Foi para a Bulgária em 2006, depois de passar pelo Campo Grande, também do Rio de Janeiro.
 

Vasco bate Botafogo nos pênaltis
e conquista o título da Supercopa

Após empate por 2 a 2 no tempo normal e na prorrogação, time da Colina supera o Glorioso a faz a festa na inauguração da Arena Maestro Júnior

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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A facilidade encontrada pelo Vasco na goleada por 10 a 0 sobre o Flamengo passou longe da arena Maestro Júnior, neste sábado, na sede da Gávea. Em duelo equilibrado, a equipe da Colina levou a melhor sobre o Botafogo nos pênaltis após um empate por 2 a 2 no tempo normal e na prorrogação e conquistou o título da I Supercopa de Clubes de futebol de areia.
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Vasco futebol de areia (Foto: Bryan Clem / SiteOficial / Vasco)Jogadores cruz-maltinos comemoram o título da Supercopa de Clubes (Foto: Bryan Clem / SiteOficial / Vasco)
Os gols da equipe da Colina foram marcados por Allan e Boquinha, enquanto Rodrigo e Dário anotaram para o Glorioso. Na disputa por pênaltis, Boquinha marcou para o Vasco, e Gabriel desperdiçou a chance para a equipe de General Severiano.
Além da Supercopa, o Vasco também conquistou neste ano a Copa Brasil de Clubes, que foi realizada em Manaus. Na ocasião, o time cruz-maltino superou o Sampaio Corrêa-MA na final. A equipe da Colina possui em seu currículo o título do primeiro Mundialito de Clubes, em 2011.

Sob forte chuva, Alonso detona rivais e marca pole position na Alemanha

Espanhol crava 1m40s621, quase meio segundo melhor que Vettel, segundo colocado no grid. Massa largará em 13º, logo à frente de Senna

Por GLOBOESPORTE.COM Hockenheim, Alemanha
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Bicampeão mundial e líder da temporada, Fernando Alonso provou mais uma vez por que é considerado por muitos o melhor piloto da atualidade. O espanhol sobrou na pista molhada em Hockenheim e conseguiu a primeira colocação no grid de largada do GP da Alemanha, décima etapa do ano. A poucos minutos do fim da superpole, o piloto da Ferrari anotou uma boa volta, que não foi alcançada pelos rivais. Como se quisesse provar sua superioridade, o espanhol - já com a pole garantida - baixou ainda mais a marca e cravou 1m40s621, quase meio segundo melhor que o piloto da casa, Sebastian Vettel, segundo colocado. Companheiro do alemão na RBR, Mark Webber fez o terceiro melhor tempo (1m42s459), mas como perdeu cinco posições em razão de uma troca de câmbio, cedeu o lugar para Michael Schumacher, da Mercedes.
Felipe Massa e Bruno Senna ficaram pelo caminho. Os brasileiros não se deram bem com a chuva que começou a cair durante a atividade e foram eliminados no Q2. Massa anotou o 14º tempo, e Bruno, o 16º, mas largarão em 13º e 14º, respectivamente, por conta de punições levadas por rivais. O piloto da Williams ganhou duas colocações e o compatriota uma porque Romain Grosjean, 15º no treino, e Sergio Pérez, 12º, foram penalizados com cinco posições no grid. O francês por ter trocado a caixa de câmbio da Lotus e o mexicano por bloquear Alonso e Raikkonen no Q2.
Alonso comemora pole no GP da Alemanha (Foto: Getty Images)Alonso comemora a conquista da pole position para o GP da Alemanh (Foto: Getty Images)
Foi a segunda pole seguida de Alonso no ano, a 21ª na carreira. Há duas semanas, em Silverstone, o espanhol garantiu a primeira colocação no grid em um treino classificatório com também com pista molhada.
A largada do GP da Alemanha está marcada para as 9h (horário de Brasília) deste domingo. A prova terá transmissão ao vivo da TV Globo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real, com vídeos.
Header_Q1 (Foto: Infoesporte)
Por pouco Michael Schumacher não pagou mais um mico diante da torcida alemã. Depois de bater com sua Mercedes na segunda sessão livre de sexta, o maior vencedor do GP da Alemanha quase foi eliminado logo na primeira parte do treino classificatório. Com o cronômetro já zerado, o heptacampeão escapou da degola ao baixar o tempo de Jean-Eric Vergne, da STR, por apenas 55 milésimos. Além do francês, os outros eliminados foram os seis pilotos das equipes menores: Heikki Kovalainen e Vitaly Petrov, da Caterham; Charles Pic e Timo Glock, da Marussia; e Pedro de la Rosa e Narain Karthikeyan, da HRT. O mais rápido desta parte da atividade foi Kimi Raikkonen, da Lotus, com 1m15s693. Os brasileiros avançaram com tranquilidade: Massa marcou o sétimo tempo e Bruno, o 11º.
Header_Q2 (Foto: Infoesporte)
Foi acender a luz verde para o início do Q2 que a chuva começou a cair no circuito de Hockenheim. A mudança climática fez todos os pilotos saírem dos boxes para marcarem seus tempos antes de a pista ficar muito molhada. Felipe Massa e Bruno Senna não conseguiram fazer boas primeiras voltas e ficaram fora dos dez primeiros que avançaram à superpole. Como a chuva apertou, as condições da pista pioraram, e quase nenhum piloto conseguiu baixar sua marca. Junto com os brasileiros, foram eliminados: Daniel Ricciardo (STR); a dupla da Sauber, Sergio Pérez e Kamui Kobayashi; além de Romain Grosjean (Lotus) e Nico Rosberg (Mercedes). Estes dois últimos ainda perderão cinco posições no grid de largada por terem trocado os câmbios de seus carros. O tempo mudou, e o desempenho de Schumacher também. O alemão, que havia penado para avançar ao Q2, anotou o segundo melhor tempo da parte intermediária da atividade: 1m38s010, atrás apenas de Hamilton (1m37s365).
Header_Q3 (Foto: Infoesporte)
Por causa da forte chuva, logo no início da superpole, Alonso e Schumacher chegaram a pedir a interrupção do treino. Mesmo com compostos para chuva extrema, os pilotos tinham muita dificuldade para se manter na pista molhada, que provocava aquaplanagem em alguns setores. Apesar das condições desfavoráveis, a direção de prova preferiu continuar com atividade. Enquanto Vettel, Webber e Schumacher duelavam na pista pelos melhores tempos, Alonso retornou aos boxes. E este foi o "pulo do gato" do espanhol. Ele voltou a pista a  poucos minutos do fim com um jogo novinho de pneus para chuva extrema - contra os compostos desgastados dos adversários - e anotou 1m40s904, desbancando os rivais. Com o cronômetro zerado, Vettel quase bateu a marca, ficando apenas um décimo atrás (1m41s026). Mesmo com a pole garantida, o espanhol ainda baixou o tempo para 1m40s621 e mostrou que não largará na frente por acaso em Hockenheim.
Confira o grid de largada para o GP da Alemanha:
1 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m40s621
2 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – 1m41s026
3 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m42s459
4 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – 1m43s501
5 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – 1m43s950
6 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m44s113
7 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m44s186
8 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault)* - 1m41s496
9 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m44s889
10 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – 1m45s811
Não avançaram à superpole:
11 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) – 1m39s789 (eliminado no Q2)
12 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m39s985  (eliminado no Q2)
13 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m40s212  (eliminado no Q2)
14 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – 1m40s752  (eliminado no Q2)

15 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) – 1m16s741 (eliminado no Q1)
16 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – 1m17s620 (eliminado no Q1)
17 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) ** – 1m39s933 (eliminado no Q2)
18 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – 1m18s531 (eliminado no Q1)
19 - Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault)* - 1m40s574  (eliminado no Q2)
20 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – 1m19s220 (eliminado no Q1)
21 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – 1m19s291 (eliminado no Q1)
22 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes)* - 1m41s551  (eliminado no Q2)
23 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – 1m19s912 (eliminado no Q1)
24 - Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – 1m20s230 (eliminado no Q1)
*  Mark Webber, Romain Grosjean e Nico Rosberg perderam cinco posições no grid por terem trocado os câmbios de seus carros
** Sergio Pérez foi punido com cinco posições no grid por bloquear Alonso e Raikkonen no Q2

Criciúma faz 2 a 1 no Paraná e segue líder na Série B

Jogando em casa, Tigre abre vantagem no primeiro tempo e segura adversário na etapa final. Tricolor se distancia

Por GLOBOESPORTE.COM Criciúma, SC
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Um líder não é feito apenas de vitórias folgadas. Foi com dificuldade que o Criciúma venceu o Paraná por 2 a 1 neste sábado, no Heriberto Hulse, para se consolidar um pouco mais na ponta da Segundona. Em um jogo equilibrado, o time catarinense abriu vantagem no primeiro tempo e conseguiu controlar o oponente no período final.
Os três gols saíram em um intervalo de três minutos, na etapa inicial. Desta vez, Zé Carlos não marcou, mas ajudou. Ele participou dos dois lances que garantiram a vitória do Criciúma, com gols de Válber e Fransérgio. Wendel descontou para o Paraná.
Anderson Paraná e Zé Carlos Criciúma (Foto: Fernando Ribeiro / Ag. Estado)Zé Carlos participa dos dois gols do Criciúma na partida (Foto: Fernando Ribeiro / Ag. Estado)
Com o resultado, o líder da Série B subiu para 29 pontos. O Paraná, com 18, é o nono, momentaneamente. Na próxima rodada, o Criciúma visita o Barueri, na sexta-feira, e o Paraná recebe o Ceará no sábado.

Três gols em três minutos

Sequer haviam transcorrido cinco minutos de jogo, e o Criciúma já lamentava dois gols anulados pela arbitragem no Heriberto Hulse. Era um sinal de que a primeira etapa distorceria as noções habituais de tempo. Seria um período com sucessão de lances em velocidade de relâmpago.
O Criciúma começou em cima. O quarteto ofensivo do time catarinense, com Kléber, Válber, Lucca e Zé Carlos, infernizou o adversário desde o início. Só abriu o placar aos 16 minutos, mas poderia ter chegado lá antes – em avanço de Lucca pela esquerda, em falta batida por Zé Carlos, em cabeceio de Matheus.
Mas quem marcou foi Válber. E graças a Zé Carlos, o principal jogador do Tigre, o artilheiro da Série B, com 14 gols. O atacante recebeu dentro da área e, marcado por dois defensores, deu um passe de camisa 10 para o colega, com o lado do pé. O meia aproveitou a assistência e mandou chute cruzado.
O porém é que era um primeiro tempo de respostas rápidas. O Paraná logo reagiu. Anderson chutou, Douglas Leite espalmou e Wendel aproveitou o rebote: 1 a 1.
Outro giro dos ponteiros, outro gol. Em seu primeiro ataque após ser vazado, o Criciúma voltou a assumir a ponta do jogo. E de novo com participação de Zé Carlos. Ele mandou o chute, o goleiro Luís Carlos deu rebote e Fransérgio apareceu bem para completar.
Depois de três gols em três minutos, o jogo se acalmou. As duas equipes erraram muitos passes no meio. O Criciúma seguiu mais incisivo, mas o Paraná também soube ameaçar. Ficou, porém, tudo para o segundo tempo.

Paraná ameaça
Necessitado de mudar o panorama do jogo, o Paraná voltou melhor para o segundo tempo. O time treinado por Ricardinho passou a rondar a área adversária. Tentou jogadas aéreas, mas sem sucesso. Arriscou com Wendel e depois com Cambará – também em vão.
O Criciúma, mesmo mais discreto do que na etapa anterior, tentou não recuar. Aos 16 minutos, Lucca poderia ter dado a tranquilidade que os catarinenses esperavam. Recebeu livre na área, mas bateu mal, torto, para fora.
Conforme passava o tempo, mais inseguro ficava o Criciúma. Paulo Comelli mexeu no time. Tirou Válber, Fransérgio e Lucca para colocar Diego Oliveira, Giovanni Augusto e Lins. Deu certo. O Tigre conseguiu domar o oponente.
Mas ainda levou um grande susto. Quando o jogo já se encaminhava para o fim, a bola sobrou na área para Wendel. O atacante paranista, livre, isolou. Era a prova de que o Criciúma, mesmo sem ser brilhante, venceria a partida.

Janela fechada: 42% dos jogadores contratados têm 30 anos ou mais

Botafogo e Sport foram os que mais fizeram uso do mercado externo, com três reforços. Período de transferências para o exterior segue até agosto

Por Mariana Kneipp Rio de Janeiro
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Fim da janela de transferências do exterior para o Brasil, e um número chama a atenção em meio a nomes de peso, como Seedorf, Forlán e Juan. Dos 26 jogadores contratados, 11 têm 30 anos de idade ou mais: 42% do total. A média de idade entre os recém-chegados ao país chega perto dos 29 anos. A crise econômica na Europa ajuda a explicar a procura por cenários mais favoráveis, mas o envelhecimento das contratações com altos salários preocupa pelo risco da aposta. A forma física não é mais a mesma, a adaptação ao estilo de futebol pode demorar. Mas ainda sobram talento e marketing para justificar.
- Acredito que a maioria dos jogadores que está fora entende que vir para o Brasil é como um fim de carreira. Eles acabam passando uma mensagem para o mercado de que não têm mais chances na Europa. Então, estão vindo para cá os caras de 30 anos, que têm vontade de jogar no país, já que aqui têm bons salários, que não teriam mais em um time na Europa. Claro que o Brasil está evoluindo, é a sexta economia mundial, tem a Copa do Mundo em dois anos. Mas ainda é uma aposta de mudança de cenário para a gente também. Eles precisam ter a garantia de que vão receber os salários prometidos, porque o passado mostra situações complicadas - lembrou Amir Somoggi, da empresa de consultoria BDO, que atua no mercado esportivo e todo ano divulga um estudo baseado no balanço divulgado pelos principais clubes brasileiros.
montagem Seedorf Forlán Botafogo Internacional (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)Seedorf e Forlán deixaram a Europa pelo Brasil
(Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)
O times que mais conseguiram reforços no mercado externo durante a janela foram Botafogo e Sport, com três atletas cada. Bahia, Corinthians, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Vasco e Santos contrataram dois. Já Coritiba, Flamengo, Portuguesa, Palmeiras, Atlético-MG e São Paulo assinaram com um jogador. O país que mais perdeu atletas para o Brasil foi a Itália, com cinco no total. Argentina e Espanha cederam três.
Para esse levantamento, foram consideradas negociações entre clubes brasileiros e estrangeiros (caso do cruzeirense Sandro Silva, que estava no Inter mas pertence ao Málaga-ESP) ou entre clubes brasileiros e jogadores cujos contratos com um clube estrangeiro chegaram ao fim e estavam livres (caso de Seedorf).
Dos 26 jogadores que chegaram durante a janela de transferências, 17 foram repatriados e oito são estrangeiros. Os meias foram os mais procurados, com nove - contra cinco atacantes, cinco volantes, cinco laterais e dois zagueiros. Nenhum goleiro foi negociado.
Amir Somoggi pede calma na euforia pela chegada de grandes nomes ao futebol brasileiro. Para ele, é preciso analisar as contratações em longo prazo e entender suas consequências e riscos.
- Os clubes entenderam que estamos vivendo um período de vacas gordas, mas será que pagar salários milionários é o melhor caminho? E se esse cenário mudar? Estão pulando etapas, isso me assusta. Se essas contratações estiverem fundamentadas em projetos, ótimo. Se não, temo por apostarem todas as fichas em um jogador que pode não resolver e terem de pagar alto por isso, como foi o caso do Ronaldinho Gaúcho no Flamengo. Vão precisar ralar muito para equilibrar as contas ou, pelo menos, empatar a visibilidade e o retorno com o investimento inicial - afirmou Somoggi.
Balanço de chegadas e saídas é positivo
A janela de transferências para Europa, Japão e mundo árabe, com exceção da Arábia Saudita, fecha somente em 31 de agosto.
A janela da China já fechou
A janela do lado brasileiro fechou, mas a porta está aberta. Apenas a China já encerrou o período de contratações de quem está jogando fora do país. Europa, Japão e mundo árabe continuam contratando até 31 de agosto, com exceção da Arábia Saudita, que fecha em 25 de julho.
No entanto, a balança, pelo menos por enquanto, está favorável ao Brasil. Enquanto 26 chegaram, 17 saíram. Corinthians e Vasco foram os clubes que mais perderam jogadores, três cada. O segundo ainda perdeu Diego Souza e Fagner neste sábado, um dia após o período de estudo desta matéria. Botafogo e Cruzeiro cederam dois. Atlético-PR, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Náutico e São Paulo tiveram uma saída.
Houve recusas de propostas importantes também. O São Paulo não quis saber de oferta do Manchester United (Inglaterra) por Lucas. O Corinthians fechou a porta para o Inter de Milão (Itália), que queria Paulinho. Leandro Damião também disse não ao Tottenham (Inglaterra), e o Botafogo preferiu manter Elkeson, que despertou interesse do Kashiwa Reysol (Japão) e do Bologna (Itália).
- Até o fim de 2007, os clubes sempre usavam aquela frase feita de que precisavam vender jogadores para fechar a conta do ano. Então, houve a crise internacional, que obrigou todo mundo a acordar. Para obter melhores receitas, investiram em marketing, teve uma melhora na venda de ingressos, patrocínios, cotas de TV. Os clubes viram que não precisavam mais vender tanto, que poderiam também comprar. A musculatura dessa estratégia ainda é frágil, mas agora eles têm mais condições para segurar os jogadores - concluiu Somoggi.

Carnaval ao som dos Beatles: Brasil faz festa para a chegada da Tocha

Trio elétrico, carros alegóricos e artistas brasileiros garantem o agito na recepção da chama olímpica em Londres. Monobloco é principal atração

Por Cahê Mota Direto de Londres
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Ao som dos Beatles, mas com um swing bem brasileiro, a Tocha Olímpica chegou a Londres neste sábado e provocou um verdadeiro carnaval nas ruas da cidade. Com direito a trio elétrico, carros alegóricos e fantasias, o Brasil marcou presença em desfile realizado na região Norte e que teve como principal atração a banda carioca Monobloco e o bloco de carnaval Sargento Pimenta, que tem repertório destinado aos quatro rapazes de Liverpool. Escolas de Samba brasileiras fundadas na capital britânica ainda ajudaram a tornar o Brasil a nação mais festejada no percurso, o mesmo por onde a chama das Olimpíadas passou horas depois.
passistas tocha olímpica Londres 2012 (Foto: EFE)Em Londres, passistas desfilam pelas ruas e fazem um verdadeiro carnaval neste sábado (Foto: EFE)
A iniciativa de convidar os artistas brasileiros partiu da própria organização dos Jogos, em mais uma ação que visa aproximar as duas próximas sedes olímpicas, e foi batizada de “Rio Lapa Londres”. Apresentações culturais de outros países também fizeram parte da programação, mas ninguém empolgou tanto as milhares de pessoas presentes no desfile quanto os brasileiros. Durante toda a próxima semana, a Tocha Olímpica segue rodando a imensa e cosmopolita Londres, até fixar “moradia” no Estádio Olímpico, em Stratford, bairro por onde também passou neste sábado.
Monobloco com sotaque britânico
Atração mais esperada pelos brasileiros presentes ao evento, o Monobloco levou um sotaque especial para as ruas londrinas. Dos 65 ritmistas, 40 eram ingleses, formados pela oficina inaugurada no local em visita em 2007. A apresentação, que teve início por volta das 11h (local, 7h de Brasília), durou cerca de duas horas e meia e intercalou músicas em inglês, parte destinada ao Sargento Pimenta, e sucessos em português. Já no fim da tarde, o grupo voltou ao trio elétrico, momentos antes da passagem da Tocha, para apresentação no bairro de Dalston.
Monobloco e Sargento Pimenta em trio elétrio em Londres (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Monobloco e Sargento Pimenta em trio elétrio em Londres (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
- Essa experiência é o maior barato. É diferente. Ficamos muito felizes por termos sido lembrados para representar o Rio em uma data tão especial. É legal ver a reação da galera com o nosso som – disse Celso Alvim, maestro da bateria do Monobloco.
tocha olímpica Londres carnaval  (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Tocha olímpica é conduzida pelas ruas de Londres
neste sábado (Foto: Cahê Mota/Globoesporte.com)
No embalo das bandas cariocas, duas escolas de samba fundadas em Londres compuseram a ala carioca: Paraíso School of Samba e London School of Samba. Ambas levaram para as ruas tudo que se tem direito no carnaval, desde passistas, carros alegóricos e Mestre Sala e Porta-Bandeira até uma bateristas fantasiados da tradicional guarda real britânica.
Presidente da Paraíso School of Samba, Henrique da Silva comemorou a oportunidade de apresentar a escola em um evento com grande presença do público.
- Sempre que saímos aqui em Londres é uma festa .Não podíamos perder essa oportunidade de representar o Brasil, e justamente em um evento que mostra a diversidade. Foi um verdadeiro Carnaval.
A apresentação de artistas brasileiros neste sábado não foi uma ação isolada. Para integração das próximas cidades olímpicas, a organização dos Jogos de Londres tem realizado o projeto “Rio Occupation London”, que faz parte do London 2012 Festival e conta com programação diária até o dia 3 de agosto.
A ex-atleta romena Nadia Comaneci, primeira ginasta a conquistar uma nota 10, nos Jogos de Montreal-76, com apenas 14 anos, e o ex-jogador de basquete John Amaechi conduziram a chama neste sábado, na Greenwich Arena, na capital britânica.
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Nadia Comaneci e John Amaechi com a tocha olímpica na Greenwich Arena Londres (Foto: AP)Nadia Comaneci e John Amaechi conduzem a tocha na Greenwich Arena, em Londres (Foto: AP)

Milan promete devolver dinheiro de fãs irritados com saídas de Ibra e Thiago

Grupo de torcedores ameaça entrar na Justiça contra o clube por ter comprado ingressos por causa de sueco e brasileiro, que estão no PSG

Por GLOBOESPORTE.COM Milão
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Adriano Galliani do Milan (Foto: Getty Images)Galliani promete devolver dinheiro de torcedores
insatisfeitos com o Milan (Foto: Getty Images)
As transferências de Thiago Silva e Ibrahimovic para o Paris Saint-Germain podem custar caro ao Milan. Um grupo de torcedores ameaçou entrar na Justiça contra o clube por ter comprado ingressos para a temporada com a esperança de ver os dois craques em campo. Segundo o vice-presidente Adriano Galliani, a diretoria está disposta a devolver o dinheiro de quem se sentiu lesado.
A polêmica aconteceu porque Thiago e Ibra eram dois dos cinco jogadores escolhidos pelo Milan para a campanha de vendas dos ingressos para as partidas no San Siro, ao lado de Ambrosini, Boateng e Nocerino.
- Dois dos cinco atletas não estão mais no time. E não são apenas dois nomes: são os jogadores que mais influenciaram os torcedores para a compra do pacote da próxima temporada. Enganaram os consumidores - disse Marco Maria Donzelli, representante do grupo que promete processar o Milan.
Irritado com a postura desses torcedores, Galliani afirmou que o clube está à disposição para devolver o dinheiro dos ingressos para quem se sentiu lesado com as saídas de Ibra e Thiago para o PSG:
- O Milan está disponível imediatamente para devolver o investimento de quem não estiver satisfeito com a conduta do clube.
O primeiro a trocar o Milan pelo PSG foi o zagueiro brasileiro, que havia assinado uma prorrogação de contrato com o time italiano até 2017 poucos dias antes do anúncio da transferência (sábado passado). Na última quarta, o clube francês apresentou Ibra, que deverá receber o maior salário do futebol mundial atualmente (quase R$ 30 milhões por temporada).