sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Torcida do Raja promete 'caldeirão' de novo e brinca com R10: 'Terá medo'

Empolgados com a chance de enfrentar o Galo, marroquinos dizem que boa parte da força do time vem da arquibancada. Em praça, fãs se empolgam com músicas; confira

Por Direto de Agadir, Marrocos
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Muitos não acreditam que uma torcida, presa no concreto das arquibancadas, tenha o poder de ganhar um jogo de futebol. Mas até mesmo os mais céticos e desconfiados reconhecem que há, sim, alguma influência - por ínfima que ela seja. Para o Raja Casablanca, o discurso não é bem assim: não à toa os torcedores se autodenominam os melhores de todo o continente africano (o site francês “So Foot” a elegeu a quarta mais vibrante de todo mundo em um ranking recente). Eles apresentaram argumentos importantes na última quarta-feira, quando a exibição no Stade Adrar, em Agadir, guiou o time à vitória dramática sobre o Auckland City, pela abertura do Mundial de Clubes. Se o mesmo ocorrer neste sábado, diante do Monterrey, às 17h30m (de Brasília), os marroquinos garantirão a viagem a Marrekesh para enfrentar o Atlético-MG de Ronaldinho Gaúcho numa inédita semifinal.
Já há a promessa de um novo “caldeirão” com a ida para o norte do país, facilitando ainda mais o deslocamento de seus torcedores - fica no meio do caminho entre Agadir e Casablanca. Que o camisa 10 do Galo esteja preparado.

- Respeitamos muito o Ronaldinho, foi um grande craque no Barcelona. Mas estamos aqui para fazer a nossa parte e levar o Raja para a história. Ele terá medo quando olhar para a nossa torcida – disse o confiante Khalid Ishmaily, em tom semelhante a basicamente todos ao seu redor. E nem mesmo a notícia de que os atleticanos chegarão em peso ao Marrocos amenizou o seu entusiasmo.
Torcida Raja Casablanca (Foto: Victor Canedo)Torcida do Raja Casablanca fez bonito até para a reportagem do GloboEsporte.com (Foto: Victor Canedo)


É um momento de total êxtase por parte dos marroquinos. Se durante a conversa com a reportagem do GloboEsporte.com curiosos já espiavam, bastou a câmera ser ligada para surgirem mais torcedores do Raja, vestidos a caráter depois de uma festa que varou a madrugada pela vitória nas quartas de final. “Foi até as 3h”, contou um dos muitos empolgados com a chance de levar o seu clube para todo o mundo.
Torcida Raja Casablanca (Foto: Victor Canedo)Marroquinos são fãs do futebol brasileiro (Foto: Victor Canedo)
Na praça onde a Fifa instalou a Fan Fest, muitos deles voltaram a entoar as músicas que marcaram a noite anterior. Uma delas leva a mistura de um espanhol com o árabe - é possível perceber a expressão “tiki-taka”, posterizada pelo Barcelona de Guardiola e a Espanha campeã do mundo. O futebol jogado não é lá um fator que os anime muito, mas a presença de Moutaouali, o camisa 5 mais ofensivo dos últimos tempos, é quem contribui para dar confiança.

- Ele é o nosso Ronaldinho. Espero que jogue bem de novo contra o Monterrey e contra o (Atlético) Mineiro – encerrou Khalid.
Torcida Raja Casablanca (Foto: Victor Canedo)Torcedor exibe o número 5, em referência a Moutaouali, o craque do time (Foto: Victor Canedo)
Torcida Raja Casablanca (Foto: Getty Images)Ultras do Raja deram show na vitória sobre o Auckland City, na abertura do Mundial (Foto: Getty Images)

Briga em Joinville leva a perda de 12 mandos do Atlético-PR e oito do Vasco

Metade da pena dos dois clubes será cumprida com portões fechados, além de multa de R$ 140 mil e R$ 80 mil. Árbitro e federações são absolvidos pelo tribunal

Por Rio de Janeiro
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A 4ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou nesta sexta-feira o incidente ocorrido na Arena Joinville durante o jogo entre Vasco e Atlético-PR, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. No jogo que acabou com a goleada por 5 a 1 para os paranaenses, as torcidas brigaram na arquibancada, e o jogo ficou paralisado por 73 minutos. Caracterizado com maior responsabilidade no incidente, o Furacão foi condenado com a perda de 12 mandos de campo, sendo seis com portões fechados, além de multa de R$ 140 mil (sendo R$ 120 mil no artigo 213 e R$ 20 mil no artigo 191, combinado com 211 na forma do 183, que é o que permite que um artigo absorva o outro). Já o Vasco recebeu a pena de oito mandos de campo, sendo quatro com portões fechados, além de multa de R$ 80 mil (veja o vídeo com a sentença).
As partes entrarão com recurso nos próximos dias e o julgamento no Pleno já está marcado para o dia 27. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro, a Federação Paranaense e a Federação Catarinense foram absolvidos. A pena só vale pra competições organizadas pela CBF, então o Atlético-PR poderá disputar os jogos da Libertadores normalmente. Foram identificados 40 torcedores (veja no vídeo abaixo).
O árbitro foi absolvido por unanimidade, enquanto as federações receberam dois votos pela absolvição e dois pela punição com multa de R$ 20 mil, incluindo o do presidente da comissão, Paulo Bracks. No entanto, segundo o próprio, havendo empate prevalece a defesa. O Atlético foi condenado a pagar multa de R$ 20 mil no artigo 191, e condenado por unanimidade no artigo 213. O Cruz-Maltino foi condenado por unanimidade no 213.
O Atlético-PR, mandante do jogo, foi enquadrado no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em "deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de medidas para garantir a segurança dos torcedores antes, durante e após a realização da partida", além do artigo 211, por "deixar de manter o local indicado para a realização da partida com infraestrutura necessária a assegurar a plena garantia e segurança para a sua realização".
Os dois clubes foram denunciados duas vezes no artigo 213, por deixarem de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens na praça de desporto, além de atirar objetos no gramado; as federações paranaense e catarinense foram denunciadas no artigo 191, e o árbitro no artigo 261-A (deixar o árbitro, auxiliar ou membro da equipe de arbitragem de cumprir as obrigações relativas à sua função).

Na última quinta-feira, o STJD, na figura do presidente Flávio Zveiter, decidiu rejeitar a ação do Vasco, que pediu a impugnação do resultado da partida. O argumento é de que o jogo não tinha condições de ter sido reiniciado por conta da falta de segurança e por ter ultrapassado em 13 minutos o tempo de paralisação previsto no regulamento. Com isso, o clube cruz-maltino se viu impedido de ganhar os pontos perdidos com a derrota por 5 a 1 e, assim, foi confirmado na Série B do ano que vem. O Vasco, entretanto, ainda poderá fazer um pedido de reconsideração, a ser avaliado novamente pelo presidente do tribunal.
O julgamento
A Federação Paranaense foi representada pelo advogado Osvaldo Sestário, pivô de uma polêmica que pode rebaixar a Portuguesa e manter o Fluminense na Série A do Brasileiro, em julgamento que acontecerá na segunda-feira. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro foi defendido pelo ex-árbitro e diretor jurídico da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), Giuliano Bozanno. O relator do processo foi Wanderley Godoy Junior, participaram dois outros auditores, Lucas Rocha Lima e Marcelo Coelho de Souza, e o sub-procurador geral do tribunal, Alessandro Kishinho. A sessão foi presidida por Paulo Bracks.

Inicialmente, o relator começou a leitura da súmula da partida, na qual o árbitro Ricardo Marques Ribeiro relatou três torcedores feridos gravemente na briga entre torcidas e invasão de campo pela imprensa e torcedores que pularam da arquibancada para não sofrer agressão, durante a paralisação do jogo. O documento relata pedido de reforço pelo árbitro, que justificou o período da paralisação de 73 minutos com o tempo de deslocamento do reforço policial. Relatou, depois de reiniciado o jogo, o arremesso de uma peça de torneira de metal no campo, enquanto vascaínos atiraram pedras em direção ao goleiro do Atlético-PR.

Em seguida, Godoy Junior passou a ler a denúncia feita pela Procuradoria do STJD, relatando também a violência e o arremesso de objetos pelas torcidas de ambos os clubes. A denúncia inclui também a Federação Paranaense e o árbitro. O relator destacou que, em relação aos antecedentes, o Atlético-PR é reincidente e estava jogando na Arena Joinville por conta de uma punição, bem como o Vasco, reincidente após o episódio no jogo contra o Corinthians em Brasília. A Federação Paranaense, a Federação Catarinense e o árbitro foram colocados como réus primários. As federações foram denunciadas no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o árbitro no artigo 261-A, o Vasco foi enquadrado duas vezes no 213 e o Atlético, além do 213, foi denunciado também nos artigos 191 e 211.

O Joinville pediu intervenção como terceiro interessado no processo, por ser a "casa" onde manda os seus jogos. O relator e o presidente da comissão indeferiram o pedido por não existir prova de legítimo interesse e pelo fato de a arena ser municipal. Mas, como dois auditores votaram a favor, houve um impasse, e Paulo Bracks decidiu deferir o pedido, que permite ao Joinville recorrer de decisões no processo, para garantir a "ampla defesa", apesar de criticar a ausência de um representante do clube.
Julgamento Atlético-PR x Vasco (Foto: Gustavo Rotstein)Paulo Bracks (ao centro), preside a sessão que julgou Atlético-PR e Vasco (Foto: Gustavo Rotstein)

Árbitro diz ter tomado decisão de reiniciar jogo antes de 60 minutos
Na sequência, houve exibição de prova de vídeo produzida pela Procuradoria. O sub-procurador geral, Alessandro Kishino. Imagens fortes de violência foram exibidas no vídeo, bem como o resgate dos feridos, mostrando também o exato momento da paralisação da partida. Foram exibidas entrevistas do comando da Polícia Militar no estádio. Em seguida foi pedido que o diretor de futebol do Atlético-PR, Antônio Lopes, se retirasse da sala para o depoimento do árbitro, por também ser testemunha no processo.

Ricardo Marques Ribeiro afirmou não haver necessidades de falar sobre a briga e as imagens, por serem claras. O presidente pediu a confirmação da súmula e a primeira pergunta, do relator, foi se ele encontrou a Polícia Militar ao chegar no estádio.

- Como de praxe, a equipe chegou com 2h30 de antecedência, providenciamos a vistoria de praxe no campo de jogo, voltamos para o vestiário e tive a presença do coronel Adilson Moreira, chefe do policiamento, junto com dois delegados, dizendo da presença da PM no estádio. No momento dessa vistoria, eu e o delegado do jogo constatamos a presença de policiais na zona mista, que é bem próxima ao banco de reservas. No aquecimento, constatamos também a presença desses policiais. Quando entrei no campo de jogo, eles permaneceram e eu não tinha conhecimento desse fato de a PM não atuar dentro do estádio, o comandante em momento algum trouxe essa informação à equipe de arbitragem. Desconhecia também a presença da segurança privada e essa ação do Ministério Público de Santa Catarina sugerindo que a PM não pudesse atuar no interior da arena, só soube desses fatos depois da confusão.

Depois de afirmar não ter tomado conhecimento da ausência de policiamento no interior do estádio antes do início da confusão, o árbitro garantiu ter tomado a decisão de reiniciar o jogo antes dos 60 minutos previstos no regulamento do Brasileiro. O tempo relatado na súmula, 73 minutos, segundo ele, incluiu o tempo para retirada das pessoas que estavam dentro do campo de jogo.
A torcida do Vasco furou o bloqueio e nisso também a do Atlético veio na direção, aí começou a confusão
Antônio Lopes, diretor do Atlético-PR
 - Procuramos manter a tranquilidade embora o clima fosse desfavorável, tomamos todas as providências no sentido de garantir a integridade física dos presentes. Pedimos que aumentassem o efetivo, o pedido foi atendido e a nossa decisão de dar reinício ao jogo, que isso fique claro, aconteceu dentro dos 60 minutos, já tinha essa convicção pois já tinha contato direto com o comando da PM, que me garantiu que o reforço estaria presente. Então esse tempo foi para retirar as pessoas que estavam no campo de jogo, deixar só as pessoas habilitadas, o policiamento se posicionar nas áreas estratégicas – disse o árbitro, acrescentando que jamais atuou em um jogo somente com segurança privada dentro do estádio.

A advogada do Vasco, Luciana Lopes, passou então a interpelar o árbitro. Questionou sobre o que a PM disse sobre o efetivo, e Ricardo Marques Ribeiro esclareceu que foi informado que havia policiamento no estádio, sem maiores detalhes sobre o efetivo ou se era interno ou externo. O árbitro então foi dispensado.

Antônio Lopes diz que torcida do Vasco foi primeira a furar bloqueio de segurança

O advogado do Atlético-PR, Domingos Moro, chamou então Antônio Lopes de volta à sala para prestar depoimento como testemunha.

- Eu estava localizado em camarote quase centralizado, do meu lado direito, atrás do gol, estava a torcida do Vasco, separada em um espaço muito grande, onde não tinha ninguém, e mais adiante a torcida do Atlético-PR. A partida se desenvolvia normalmente. Com relação ao problema da briga, em determinado momento tive a minha atenção despertada para o lado direito. A torcida do Vasco furou o bloqueio e nisso também a do Atlético veio na direção, aí começou a confusão. A briga continuou, fiquei lá em cima uns 20 ou 30 minutos, começaram a entrar em campo, dirigentes do Vasco, aí também desci para ver o que estava acontecendo. Dinamite, Peralta, conversando com o árbitro, e o delegado da partida tentando tirar todo mundo. O pessoal do Vasco queria que o árbitro interrompesse a partida, começou aquela discussão, o Vasco alegando que não poderia haver jogo, mas o árbitro disse que havia garantia suficiente e os policiais estavam chegando ao estádio. Foi reiniciado e transcorreu normalmente – afirmou Lopes, ressaltando que aparentemente não havia objetivo de agredir atletas ou árbitro por parte dos torcedores.

Questionado se houve solicitação pelo Atlético-PR de efetivo da PM dentro do estádio, Lopes se esquivou:

- Isso não é da minha alçada, o departamento de segurança é que pode informar. Eu acho que sim – disse Lopes, que manteve a posição mesmo ao ser lembrado do seu passado na segurança pública, por ter sido delegado de polícia.

Atlético-PR optou por “controle visual” e Vasco não participou de reunião de segurança
Adílson Marcos, do departamento de segurança do Atlético-PR, foi então chamado para prestar depoimento. Foi questionado se antes do evento o clube fez as solicitações de segurança para todos os órgãos.

- Sim, todos os ofícios foram feitos como de praxe. Não tivemos nenhuma resposta negativa da PM, não houve oficialmente essa resposta. Temos todos os ofícios, assinados pelo clube, e comprovação de recebimento. Chegaríamos na quinta-feira cedo, teria uma reunião, mas houve problemas na estrada, não chegaríamos a tempo, a reunião foi para sexta-feira à tarde com o policiamento. Pontuamos todos os acessos que seriam fechados, inclusive tapumes com reforço interno de grades para separar na área externa, nas arquibancadas separamos uma área bem grande para ser feito um controle visual. A PM nos disse que estaria à disposição, mas só atuaria após a nossa informação com esse controle visual. Fizemos um contrato com a empresa de segurança, fizemos levantamento do que seria necessário, e reforçamos com o pessoal que tem mais experiência e já nos acompanha, o nosso pessoal de Curitiba. No jogo do Flamengo, trabalhamos com a média de 80 seguranças. No Náutico, um pouco menos. E contra o Vasco usamos a mesma coisa que usamos contra o Flamengo – disse, afirmando que o Atlético-PR vem usando essa postura de controle visual.
Não adianta mais perder mando, você transfere o local da briga. É a maior prova da falência da pena de perda de mando como está hoje. Então vamos fazer com portão fechado, o Atlético-PR está disposto
Domingos Moro, advogado do Atlético-PR
Ele foi então questionado se o aumento do espaço foi pela venda de ingressos superior aos 1.700 lugares que eram separados fisicamente por uma grade dupla e reconheceu que essa também foi uma das razões – 2.683 ingressos foram vendidos para a torcida do Vasco, segundo o borderô da partida. Indagado se a segurança falhou, atestou:

- Não, em hipótese alguma. No jogo do Flamengo, tivemos a presença da polícia e tudo correu dentro da normalidade, tivemos apenas casos isolados na área externa.

Sestário pediu que a testemunha afirmasse se a Federação Paranaense teve alguma interferência na escolha do estádio, e Adílson não soube responder. Luciana Lopes, pelo Vasco, perguntou novamente sobre o ofício enviado à PM. E questionou também sobre o uso de segurança privada no entorno.

- A resposta foi que sim, haveria policiamento no evento – disse a testemunha, respondendo também que o Vasco não participou da reunião de segurança e que não existe ata.

Procuradoria pede pena máxima para os clubes

Com uma hora e meia de julgamento, foi pedido um intervalo. No retorno, o sub-procurador geral afirmou que houve uma clara falha no planejamento de segurança e que o Atlético-PR escolheu uma arena que não oferecia condições para a partida. Alessandro Kishinho pediu a condenação dos dois clubes pelo artigo 213 em sua pena máxima, tanto com relação à desordem como o arremesso de objeto. Somando as penas, a máxima seria de perda de 20 mandos de campo e multa de R$ 200 mil. Kishino pediu ainda que a pena fosse cumprida com portões fechados, com base em artigo do Código Disciplinar da Fifa.
Ele pediu ainda condenação do mandante nos artigos 191 e 211. Pediu ainda a condenação das duas federações, justificando que as duas receberam percentuais do faturamento da partida. A procuradoria também pediu a condenação do árbitro, alegando que se omitiu ao não pedir informações complementares sobre o policiamento.

Defesa do Atlético-PR questiona ausência da CBF entre acusados

Foi chamado então Domingos Moro para o pronunciamento da defesa do Atlético-PR. Fez uma extensa saudação a todos na sala e leu o artigo 191, o descumprimento de obrigação legal. Passou a questionar, discursando em tom enérgico, como é costume do advogado no tribunal. Citou o Estatuto do Torcedor e afirmou:

- Onde está o descumprimento? Todos os ofícios estão aí. Pode ser que o padrão esteja errado, é outra questão, mas tudo que é exigido por lei está aí. Então o 191 não cabe. Passando ao artigo 211 (“deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infra-estrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização”), quem escolhe o local de jogo? A CBF. Então se o estádio não tinha condições, a culpa tem de ser imputada ao Atlético? As federações estão no processo, a CBF não.

Advogado do Furacão propõe portões fechados
O advogado então passou a discursar sobre o artigo 213. E chegou a dizer que o clube concorda com a pena de portões fechados, em atuação quase teatral, com gritos e gestos largos.

- O que está acontecendo nos estádios é o reflexo dos questionamentos sociais. Acontece lá porque lá tem foco. Não vai acontecer na quermesse da esquina, porque ninguém vai filmar a quermesse da esquina. O que foram fazer aqueles torcedores? Foram brigar, não foram ver o jogo. É nítido. Não posso ser tão infantil de dizer que quem começou tem mais ou menos responsabilidade. Vou tomar a liberdade de fazer uma proposição. Não adianta mais perder mando, você transfere o local da briga. É a maior prova da falência da pena de perda de mando como está hoje. Então vamos fazer com portão fechado, o Atlético-PR está disposto. Vamos ver se consegue resolver.

Ele ressaltou, porém, que há uma grande diferença entre o efeito de uma perda de mando de campo e uma pena de jogos com portões fechados.

- Mas o peso do portão fechado do que o peso da perda de mando. Os remédios são errados e a dose errada de um remédio mata o paciente. Assim serão mortos os clubes, as federações, e não se resolverá o problema. O MP diz para a polícia não entrar, e a culpa é do Vasco, do Atlético? O clube quer uma mudança e está disposto a concordar com essa mudança. O diabo sempre sabe para quem aparece. Outra vez apareceu na minha vida – disse Moro, citando ainda o Bom Senso FC, movimento de atletas.

Advogada do Vasco diz que torcida só se defendeu, mas admite excessos
Foi convocada então a advogada do Vasco, Luciana Lopes, que questionou a responsabilidade do clube, usando o regulamento de competições da CBF no ponto que afirma ser atribuição das federações locais e ao clube mandante providenciar as medidas de ordem técnica e administrativa, em relação à logística e segurança.

- Não são torcedores, são bandidos e como tal tem de ser tratados. Mas não estamos aqui para julgar quem cometeu o ato, mas a responsabilidade do Vasco da Gama. Em momento algum o regulamento determina a responsabilidade do visitante. O jogo foi marcado pela CBF, o Vasco jogou em um estádio que não escolheu, não indicou e sequer foi convocado para a reunião de segurança, como prevê o regulamento e o Estatuto do Torcedor. Não vejo a CBF indiciada no caso. É a entidade organizadora do evento. Faço minhas as palavras do advogado do Atlético-PR em relação a isso. O árbitro diz que não viu o policiamento, o policial garantiu que ia ter mas ele não viu. São torcidas calmas, o Vasco ameaçado de rebaixamento e o Atlético-PR de perder a vaga na Libertadores. Só isso. Era um confronto anunciado. Perder mando vai resolver? Não vai. Qualquer academia de ginástica hoje tem identificação biométrica para quem pode ou não pode entrar. Na porta do estádio é papel e lápis.
Luciana Lopes afirmou também que a torcida do Vasco, apesar dos excessos, se defendeu de agressões da torcida rival:

- A imprensa relatou que quem começou a briga foi a torcida do Atlético-PR, ou dos bandidos que estava infiltrados na torcida. Que tipo de defesa a torcida do Vasco teria ali? A defesa foi excessiva, é outra história. Os torcedores foram agredidos e revidaram. Houve excesso, claro, nem gosto de ver essa imagem. Mas bandido é assim, bandido psicopata é dessa forma. Então o Vasco requer que a condenação seja dentro do limite da sua responsabilidade, no máximo uma multa, sem perda de mando. No CBJD não tem portão fechado.

Federações se eximem de responsabilidade

Sestário foi convocado então para falar em nome da Federação Paranaense. Comparou a situação a um pai sendo julgado por um crime de um filho maior de idade.

- É como um pai sendo acusado por um crime que o filho cometeu. Mas o filho nesse caso é maior de idade. Quem participou da renda tem de estar aqui? Esse fundo da Série C que recebe um percentual teria de estar aqui? Fiz alguns julgamentos de brigas entre torcidas. Em nenhum dos dois casos as federações estavam denunciadas. A Federação Paranaense não participou em nada, não indicou o estádio, não teve qualquer envolvimento da partida. Está nos autos porque participou financeiramente, somente. É como um maior de idade cometer um assassinato, e o pai ser julgado junto. Por quê? Só porque é o pai. Não vejo como punir a federação, não enxergo qualquer desrespeito ao regulamento. Ela recebeu porque tinha direito de receber. A defesa então pede a absolvição – discursou Sestário, lembrando que a entidade é primária e que foi absolvida em todas as vezes que foi denunciada porque “trabalha bem”.

Federação Catarinense responsabiliza “promotor (do MP) despreparado”

O presidente da Federação Catarinense, Delfim Pádua Peixoto Filho, fez pessoalmente a defesa da entidade. Aproveitou para alfinetar o presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, na presença da filha do mandatário carioca, Luciana Lopes, lembrando que Santa Catarina no momento tem um clube a mais na Série A. Citou uma frase que atribuiu a Rubens Lopes, de que não poderia haver futebol profissional em Santa Catarina. Delfim passou então a destacar os números dos clubes catarinenses, de público e renda.

- Santa Catarina é rígida na aprovação dos laudos. Temos ajustes de conduta com diversas autoridades. Lá o negócio funciona, o campeonato é organizado. Mas vamos a esse jogo. O problema que enfrentamos foi a imaginação de um promotor substituto, despreparado, que ainda usa gravatinha borboleta dourada para aparecer na televisão, e entrou com uma ação pública porque tem a ideia de que a PM não tem de fazer policiamento interno. Esse promotor é gaúcho e pertencia à brigada militar do Rio de Janeiro. É um promotor polícia, que ainda quer mandar na polícia. A ação não foi nem distribuída a juiz nenhum de Joinville e o comandante da PM em Joinville achou que tinha de se submeter a essa opinião do promotor despreparado e que não conhece o Estatuto do Torcedor – afirmou.

Delfim afirmou ainda que não existiu barra de ferro, tratava-se de um pé de mesa. O advogado do Atlético-PR, com um sorriso irônico, lhe mostrou o objeto usado por um torcedor do Vasco para agredir o rival.

- Viu, é de madeira – disse o presidente da Federação Catarinense, narrando que ouviu de um policial, animado, que haveria algo inusitado naquela partida, a ausência de policiamento na arquibancada, e que pediu policiamento sob sua responsabilidade.

Bozanno diz que árbitro se prepara para “guerra”
Começou então, já com 2h40 de julgamento, a explanação de Giuliano Bozzano, em defesa do árbitro Ricardo Marques Ribeiro. Primeiro ele falou sobre as qualificações do árbitro e sobre as imagens, afirmando que o juiz está preparado para isso.

- Chegamos no campo de camburão, o juiz está preparado para guerra. A procuradoria diz para indiciar o Ricardo porque, supostamente, ele deu início a um jogo sem segurança. Compete ao árbitro identificar o comando do policiamento. O Ricardo fez isso. Eu ia mostrar imagens de outras confusões, para mostrar que isso foge ao controle do árbitro. Ele perguntou ao comando do policiamento se estava tudo bem para começar o jogo. Se ele não começa aquele jogo, com o comandante do policiamento dando sinal positivo, ele estaria aqui sendo julgado por isso. Eu nunca vi um jogo não ser iniciado com ok do policiamento e as torcidas separadas por 70 metros – disse Bozanno, ressaltando que houve jogos na arena com muito mais público do que na última rodada do Brasileiro deste ano.

Perfil: Sestário acumula teia extensa de clubes e contradição com a CBF

Advogado pivô da polêmica do caso Héverton se diz viciado em trabalho e tem 43 times como clientes. Alguns dizem que foram apresentados a ele pela confederação

Por Rio de Janeiro
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Osvaldo Sestário advogado caso Portuguesa (Foto: Thiago Lima )Sestário também sorri: advogado diz ter pouco tempo livre em rotina de julgamentos (Foto: Thiago de Lima )
Pegue 43 clubes brasileiros mais três federações, junte de 25 a 30 audiências semanais e adicione cerca de 20 horas por dia de trabalho. A quantidade pode variar um pouco de ingrediente para ingrediente, mas o sabor não muda para Osvaldo Sestário, "workaholic" assumido (gíria em inglês que significa alguém viciado em trabalho).
- É uma cachaça. Já teve vezes no STJD em que a pauta toda era minha - afirma o advogado.
A repercussão envolvendo seu nome nesta semana, por ter sido o representante da Portuguesa no caso Héverton - que pode mudar o rebaixamento da Série A do Campeonato Brasileiro -, não abala a rotina do jurista. Convicto de que não deixou de informar a Lusa da suspensão de dois jogos do atleta, ele usa como argumento os 16 anos de carreira no futebol.
- Eu falo muito para aqueles que me criticam, para outros advogados aí que falam que eu domino, que tenho reserva de mercado e essa coisa toda: se eu não fosse bom naquilo que faço, não estava há tantos anos fazendo. Eu penso dessa maneira. Eu advogo por exemplo os três grandes de Recife (Sport, Náutico e Santa Cruz), e há muitos anos já. Isso não é à toa, isso se conquista. Até porque beleza aqui não está, não é? (risos). Acho que é com competência e trabalho. Para se ter uma ideia, fui advogado de clube, procurador na Liga de Futebol de Londrina, ou seja, fazia o papel que o Paulo Schmitt faz hoje de acusar, fui auditor do TJD aqui do Rio, fui dirigente. Então, a minha experiência está voltada para todos os lados: tenho visão do dirigente, do clube. Essa escola ajudou muito - defendeu-se.
O escritório de Sestário tem oito integrantes, incluindo um sócio e a esposa Renata Elisa, com quem é casado há nove anos. Ele tem duas filhas do primeiro casamento, que moram com a mãe em Londrina. O advogado não se estende ao falar da vida pessoal. E não se exalta nas respostas, apesar do confronto com a Portuguesa, que o acusa de não comunicar a punição de Héverton e dispensou seus serviços.
- Sou muito sereno, procuro ser muito técnico. Eu até admiro alguns colegas que têm essa veia mais teatral às vezes, mas não é o meu caso. Já teve julgamentos de eu me exaltar, por exemplo, de a procuradoria fazer denúncia duas vezes de um mesmo atleta meu. Então você acaba ficando revoltado com a situação. Mas sou sereno, tranquilo, quem me conhece sabe que sou da paz, digamos assim. Acho que é até uma virtude nesse caso.
A teia de Sestário: como conseguiu tantos clientes
A declaração sobre Sestário é de Paulo Schmitt, procurador geral do STJD:
- Dizem que ele defende 200 clubes, mas não sei se é verdade.
Tabela cliente Sestário (Foto: Globoesporte.com)Lista de clientes tem 43 clubes brasileiros
Não é verdade. Mas é uma lista vasta: no momento, segundo sua assessoria, seus clientes são três federações de futebol (Cearense, Paranaense e Mineira) e 43 clubes. De todas as divisões. E até mesmo times que não têm série - que sequer participaram da Série D em 2013. Esporadicamente, o advogado também atende outros clubes, como o Vasco, por mais de dois anos. Por tudo isso, ele é conhecido por todos no STJD e, em média, está presente em 30 julgamentos por semana. A extensa relação de fregueses começou a ser formada quando ainda estava na presidência do Londrina e ajudou na criação da Futebol Brasil Associados (FBA), em 2002. O órgão defendia os interesses das equipes da Série B.
Após o fim de seu mandato no Londrina, no fim de 2003, Sestário foi incentivado por Peter Silva, amigo e também ex-presidente do clube paranaense e ex-mandatário da FBA, a se mudar para o Rio de Janeiro. Na cidade, tornou-se advogado da FBA. Era o início da relação intensa com muitos clubes do Brasil, que fez com que observasse uma carência no mercado jurídico da época.
- Eu acabei criando esse vínculo com os clubes e comecei a fazer um trabalho específico de STJD. Na época era muito difícil para os clubes, e eu senti isso na pele no Londrina para contratar um advogado no Rio. Não havia advogados especializados. E era caro, tinha muitas coisas que dificultavam esse trabalho. Passei a atender estes clubes até pela facilidade do nosso relacionamento, acabei me especializando só nisso e hoje trabalho só com STJD - explicou.
A primeira vez em que atuou no STJD foi em 2002, quando ainda presidia o Londrina e defendeu o clube em um caso de doping do ex-atacante João Fumaça. Mal sabia que tal experiência seria sua rotina diária anos mais tarde. Após a extinção da FBA, em 2009, Sestário não diminuiu seu trabalho. Pelo contrário. Manteve os clientes e intensificou sua relação com eles. A demanda foi instantânea.
- A profissão de advogado é de relações públicas. Se ninguém me conhecer, ou eu não conhecer ninguém, eu posso ser um gênio, mas ninguém vai me procurar - opinou o ex-presidente do STJD Rubens Approbato.
Mosaico Osvaldo Sestário advogado caso Portuguesa (Foto: Thiago Lima )Sestário em sua casa, com várias referências ao Londrina, clube em que foi presidente (Foto: Thiago Lima )

Relação com CBF é negada em meio a indícios de apoio
Sestário nega ter "qualquer vínculo com a CBF". Mas no percurso para se tornar destaque da área jurídica e uma espécie de defensor público do futebol brasileiro há indícios de que a entidade teve uma relação de apoio à carreira do advogado. Em entrevista ao site da ESPN em 26 de dezembro de 2012, o advogado declarou que a confederação bancava o serviço a clubes das Séries A e B com menos recursos e que o pagamento era descontado da cota financeira que os clubes recebiam pela participação nos campeonatos. Ainda de acordo com o mesmo depoimento, Reinaldo Carneiro Bastos, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e diretor de desenvolvimento e projetos da CBF, coordenava o serviço terceirizado através de uma agência. A assessoria da federação desmentiu a informação alegando que Reinaldo conhece Sestário, mas que "não participa ou participou de qualquer tipo de coordenação ou indicação de profissionais na área jurídica esportiva".
Alguns clubes de sua lista de clientes, ouvidos pelo GloboEsporte.com, levantaram outros sinais de ligação da CBF. Segundo o diretor jurídico do Atlético-GO, Marcos Egídio, foi a entidade que apresentou os serviços do advogado.
- Até 2012 eu era o advogado do Atlético-GO nos julgamentos no Rio. Mas, em 2013, a CBF nos ofereceu os serviços do Sestário e, por questão de economia, optamos por ele. Ele sempre disse: "A CBF vai me pagar, e estou à disposição. Caso o Atlético-GO queira mandar alguém, pode mandar". Como ele sempre está à disposição, preferimos ficar com ele.
O diretor jurídico Sandro Barreto disse que no caso do Avaí não houve indicação da CBF. Mas reforçou a informação de que o pagamento feito pelos clubes da Série B é descontado nas cotas do campeonato.
- Já faz muitos anos, desde a FBA, que ele presta serviços para a gente e sempre foi ótimo. Ele trata diretamente com os clubes, nós tínhamos contrato diretamente com ele. Na Primeira Divisão, quem arca são os clubes. Na Série B tem uma ligação, não é a CBF quem indica. Nós usamos os serviços dele, e os honorários são descontados no valor das cotas que o clube recebe da Série - afirmou.
O diretor de competições da CBF, Virgílio Elísio, disse que conhece Sestário há anos, elogiou o trabalho do advogado, mas desmentiu qualquer relação da entidade com o jurista.
- Ele não presta nenhum serviço à CBF. Sou responsável pelo departamento de competições e, no que diz respeito à minha área, nunca ouvi nada a respeito disso. Ao que me consta, ele é um profissional sério, honrado. No tempo que tenho contato com ele, não tenho testemunhos que questionem a índole dele.
Currículo extenso: os casos polêmicos

Em 2007, o Rio Branco-PR se classificou diante do Avaí na primeira fase da Copa do Brasil ao empatar o primeiro jogo por 1 a 1 e vencer o segundo confronto por 1 a 0. Os paranaenses chegaram a enfrentar o Villa Nova-MG pela fase seguinte e venceram por 3 a 0 no jogo de ida. Mas, devido à escalação irregular do jogador Paulo Massaro, o Rio Branco-PR foi eliminado, e os catarinenses avançaram na competição. Em 2013, houve outro caso semelhante. O Paysandu retornou à Copa do Brasil, após ser eliminado pelo Naviraiense na segunda fase, porque o adversário havia escalado jogadores irregulares - Paulo Sérgio e Bahia.
Em 2011, o Fortaleza jogava contra o CRB pela última rodada da primeira fase da Série C e precisava vencer por quatro gols de diferença para escapar da degola. Venceu. No entanto, após o jogo, imagens da TV mostraram o atacante Carlinhos Bala, do Tricolor cearense, dizendo para que os alagoanos aliviassem. O Campinense, que lutava com o Fortaleza contra o descenso, brigou na Justiça contra os dois. CRB e Fortaleza foram absolvidos no caso.
No mesmo ano, a Anapolina disputava com o Itumbiara a classificação para a segunda fase da Série D. O Itumbiara perdeu para o Tupi-MG, resultado que o eliminaria da competição caso a Anapolina vencesse os Tocantinópolis por quatro gols de diferença. Quando a partida apontava 4 a 1 para a Anapolina, a partida foi interrompida, já que os tocantinenses só tinham seis atletas em campo - foram três expulsões e duas lesões. O jogo foi anulado pelo STJD, remarcado pela CBF, e a Rubra goiana venceu por 6 a 1 e avançou na competição.
Todos estes casos têm uma semelhança: os clubes vitoriosos nos julgamentos tinham Osvaldo Sestário como advogado. Mas ele os trata como todos os outros quase 300 julgamentos que tem por ano. Quem o acompanha e o conhece há muito tempo não fala em segredos para as vitórias.
- Talvez eu não vá lembrar detalhes. São muitos julgamentos importantes, e eu tenho isso com muito carinho, porque a gente conseguiu obter muitos resultados favoráveis. E eu tenho todo ano um controle dos processos que faço, e só neste ano (2013), até novembro, foram mais de 230 processos, com mais de 300 denunciados. Para mim não existe processo pequeno ou grande, então eu me dedico muito, todos são importantes, trato todos iguais.
Faixa protesto Náutico (Foto: Otávio de Souza - Ag. Estado)Faixa do protesto do Náutico foi um dos casos vencidos: Sestário orienta torcidas (Foto: Otávio de Souza - Ag. Estado)
O fato de ser conhecido nas pautas do STJD lhe rendeu trabalhos extras. Aulas e cursos preparatórios para o direito esportivo estão na rotina do profissional, além de dar palestras e consultorias a clubes, dirigentes, atletas e chefes de torcidas organizadas.
- Procuro orientar o máximo possível para prevenir e para, quando acontecer, você ter provas suficientes para poder defender os clubes. A gente separa os momentos dos jogadores, depois comissão técnica e diretoria, e por fim chefes de torcida, para que eles ajudem o clube deles. No ano passado fiz isso no Sport e no Náutico, e tivemos uma resposta muito positiva. O único problema que tive foi aquela faixa do Náutico, "Ninguém vai nos derrubar no apito". A gente conseguiu até absolver o Náutico também.
a reputação de Sestário

Auditores, advogados, dirigentes e um ex-presidente do STJD foram ouvidos pelo GloboEsporte.com para dar depoimentos sobre Sestário. A avaliação geral é positiva, e a lista extensa de clientes, sempre usada como argumento para reforçar a ideia. Dirigentes e diretores jurídicos dos clubes que trabalham com o advogado foram unânimes: ele dificilmente erraria ao informar o resultado de um julgamento para seu cliente.
O diretor de futebol do CRB, Ednílton Lins, estranhou o fato de o advogado ter usado apenas o telefone para comunicar à diretoria da Lusa sobre a suspensão de Héverton.
- O Sestário é um cara com quem temos um relacionamento correto. Ele foi indicação de um amigo que foi auditor do STJD e tem cumprido à risca tudo que tem acertado conosco. A verdade não é essa que estão colocando, que foi negligência dele. Foi negligência do supervisor ou diretor da equipe. Nenhum jogador entra ou deixa de entrar em um jogo sem minha supervisão. Essa história está muito mal contada. O Sestário nunca fez isso. Ele dá orientação técnica para gente, sempre avisa os resultados. É prática dele.
Sestário sai de cena no caso Héverton, que será julgado na próxima segunda-feira e pode rebaixar a Portuguesa para a Segunda Divisão no lugar do Fluminense. Em conversa com a Lusa, as partes resolveram mudar a defesa devido ao desgaste causado pelo assunto. Ele garante que faz o mesmo quando tem dois clientes com interesses conflitantes em um mesmo processo.
Osvaldo Sestário advogado caso Portuguesa (Foto: Thiago Lima )Sestário diz que, quando há interesses conflitantes, ele deixa de defender os clubes (Foto: Thiago Lima )

- Nesses anos, graças a Deus, foram poucos os conflitos, mas sempre que existe indico profissionais, e isso já está implícito nos contratos que faço, ou então peço para que os jurídicos dos clubes venham se fazer apresentar. Mas é raro, nesses dez anos dá para contar nos dedos conflitos que aconteceram - explicou.
Advogados que atuam no STJD não veem problemas na teia de relacionamentos criada por Sestário. Domingos Moro, que presta serviços para clubes paranaenses, e Gabriel Vieira, advogado do Grêmio, adotaram o mesmo discurso: nunca ouviram questionamentos sobre a ética do colega. Colecionador de vitórias em julgamentos polêmicos, Sestário agora se torna protagonista de um. Quem convive com o "advogado porta de STJD", expressão usada por um dos entrevistados, acha difícil que tudo tenha acontecido por falha dele.
- Podem estar querendo pegar ele para Cristo - resumiu Paulo Schmitt.

Grêmio lidera ranking da CBF de 2014; campeão brasileiro, Cruzeiro é oitavo

Tricolor sobe da quinta colocação para primeiro posto na tabela, que tem Corinthians em segundo e Flamengo em terceiro. Entidade considera apenas os cinco últimos anos

Por Rio de Janeiro
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A CBF divulgou na tarde desta sexta-feira o seu ranking nacional de clubes. Mesmo sem títulos na temporada, o Grêmio terminou o ano na liderança. O Tricolor, que tem 15.286 pontos, terminou 2013 em quinto na tabela da entidade. O Corinthians, com 15.048 pontos, manteve a segunda posição. Sétimo colocado no ano passado, o Flamengo subiu quatro degraus e terminou o ano em terceiro. O campeão brasileiro Cruzeiro subiu duas posições, mas é apenas o oitavo. (confira abaixo todo o ranking)
Maxi Rodriguez grêmio gol flamengo (Foto: Wesley Santos / Pressdigital)Mesmo sem títulos em 2013, Grêmio assumiu a liderança do ranking (Foto: Wesley Santos / Pressdigital)


A lista dos dez melhores do ranking da entidade tem ainda rebaixado Vasco, que está na quarta colocação, o Fluminense, que caiu da primeira posição para o quinto posto, o Internacional em sexto, o São Paulo em seguida, o Santos em nono e o Atlético-PR na décima posição. O Palmeiras é o 11º, seguido por Botafogo, Goiás e Coritiba.
Campeão da Libertadores, o Atlético-MG seguiu sem resultados expressivos em competições nacionais e caiu da 12ª posição para o 15º posto. O ranking da CBF considera apenas os resultados obtidos em competições organizadas pela entidade nos cinco últimos. A pontuação é importante principalmente para a definição de vagas na Copa do Brasil.
os critérios
Este é o segundo ranking da CBF com o novo formato, adotado no fim de 2012. Até o ano passado, eram levados em conta os resultados em competições nacionais desde 1959, ano em que o primeiro campeonato abrangendo todo o país foi disputado. O novo critério leva em conta apenas as cinco últimas temporadas, que têm pesos diferentes na soma dos pontos. O ano vigente multiplica a pontuação por cinco, o ano anterior por quatro e assim por diante.  
O campeão brasileiro da Série A recebe 800 pontos. O vencedor da Série B leva 400 pontos, o primeiro colocado na Terceirona tem 200 e o campeão da Série D obtém 100. Os campeões da Copa do Brasil e da Copa do Brasil de Futebol Feminino levam a mesma pontuação: 600 pontos. Os vice-campeões sempre recebem 80% dos pontos do campeão. Os clubes que participam da Libertadores e entram apenas nas oitavas de final recebem uma bonificação de 400 pontos. O clube que for campeão da Copa Sul-Americana e não participar da Copa do Brasil receberá 280 pontos.
Ranking de federações
A CBF também divulgou o ranking de federações, que teve poucas alterações em relação ao último. A Federação Paulista de Futebol continua na primeira colocação, com 100.001 pontos, seguida das federações carioca, mineira, gaúcha e paranaense. As federações catarinense, goiana, pernambucana, baiana e cearense fecham a lista das dez melhores ranqueadas, todas mantendo as mesmas posições do último ranking.
veja em que posição está seu clube
Ranking Nacional de clubes (Foto: Reprodução)

Central do Mercado: Abel volta ao Colorado, e Walter não fica no Goiás

Cruzeiro contrata paraguaio Samudio, Flamengo tenta a volta de Sheik, Dida entra na pauta do Vasco, e Alex permanece no Coritiba

Por Rio de Janeiro
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Abel Braga, técnico de futebol (Foto: Rafael Cavalieri)Abel Braga volta a treinar o Internacional (Foto: Rafael Cavalieri)
O grande destaque desta sexta-feira foi o esperado retorno do técnico Abel ao Internacional. Quem também tenta uma volta é o Flamengo, que busca a contratação de Emerson Sheik. No entanto, um diretor nega interesse no atleta, e outro diz que falta pouco para o acerto.
O Cruzeiro, campeão brasileiro, anunciou seu primeiro reforço para 2014. Trata-se do lateral-esquerdo paraguaio Samudio, que chega para disputar a posição com Egídio.
O dia também foi de despedidas. Uma aconteceu de forma oficial: o técnico Jorginho não chegou um acordo salarial e deixou a Ponte Preta. Já Walter, do Goiás, e Paulo Baier, do Atlético-PR, tiveram as saídas de seus respectivos clubes praticamente decretadas. O primeiro pediu alto e dificilmente permanecerá. O outro, que faz 40 anos em 2014, está fora dos planos do Furacão devido à sua idade.

 Sonho do Palmeiras, o meia Alex frustrou a torcida do Verdão e acertou sua permanência no Coritiba.
Assombrado pelo péssimo desempenho de seus goleiros em 2013, o Vasco busca a contratação do experiente Dida, de 40 anos.

Central do Mercado: Abel volta ao Colorado, e Walter não fica no Goiás

Cruzeiro contrata paraguaio Samudio, Flamengo tenta a volta de Sheik, Dida entra na pauta do Vasco, e Alex permanece no Coritiba

Por Rio de Janeiro
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Abel Braga, técnico de futebol (Foto: Rafael Cavalieri)Abel Braga volta a treinar o Internacional (Foto: Rafael Cavalieri)
O grande destaque desta sexta-feira foi o esperado retorno do técnico Abel ao Internacional. Quem também tenta uma volta é o Flamengo, que busca a contratação de Emerson Sheik. No entanto, um diretor nega interesse no atleta, e outro diz que falta pouco para o acerto.
O Cruzeiro, campeão brasileiro, anunciou seu primeiro reforço para 2014. Trata-se do lateral-esquerdo paraguaio Samudio, que chega para disputar a posição com Egídio.
O dia também foi de despedidas. Uma aconteceu de forma oficial: o técnico Jorginho não chegou um acordo salarial e deixou a Ponte Preta. Já Walter, do Goiás, e Paulo Baier, do Atlético-PR, tiveram as saídas de seus respectivos clubes praticamente decretadas. O primeiro pediu alto e dificilmente permanecerá. O outro, que faz 40 anos em 2014, está fora dos planos do Furacão devido à sua idade.

 Sonho do Palmeiras, o meia Alex frustrou a torcida do Verdão e acertou sua permanência no Coritiba.
Assombrado pelo péssimo desempenho de seus goleiros em 2013, o Vasco busca a contratação do experiente Dida, de 40 anos.

Bota e Fla encaram altitude, mineiros se dão bem, e Grêmio tem pedreira

Atlético-MG e Cruzeiro têm chave mais tranquila, enquanto o Furacão encara o Sporting Cristal, do Peru, na pré-Libertadores. Cariocas terão jogo nas alturas

Por Luque, Paraguai
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sorteio libertadores (Foto: Martín Fernandez)Grupos foram definidos durante evento na sede da Conmebol (Foto: Martín Fernandez)
O Grêmio caiu no "Grupo da Morte"; Botafogo e Flamengo vão encarar altitude; os mineiros Cruzeiro e Atlético terão adversários teoricamente mais fáceis; e o Atlético-PR vai encarar o Sporting Cristal, tradicional time peruano, na pré-Libertadores.
Este é o resumo para os brasileiros do sorteio da Libertadores-2014, realizado nesta quinta-feira, em Luque, no Paraguai.
O Flamengo caiu no 7, que tem o Bolívar, da Bolívia, e terá de jogar em La Paz, 3.600 metros acima do nível do mar. Além de encarar o ar rarefeito da capital boliviana, o Rubro Negro ainda terá de viajar bastante: atuando contra Emelec, do Equador, a quem enfrentou no ano passado, e diante do León, do México.
Já o Botafogo estreia na primeira fase, a chamada pré-Libertadores, contra o Deportivo Quito, do Equador, na capital equatoriana, a 2.850 metros. Quem avançar entra no Grupo 2, com Unión Española (Chile), o terceiro representante da Argentina (San Lorenzo ou Lanús) e o Independiente José Teran (Equador).
O Grêmio não terá de jogar nas alturas, mas pegou um grupo complicado, o 6, com Newell's Old Boys, da Argentina, e Nacional de Medellín, da Colômbia, e o vencedor do confronto entre Nacional (Uruguai) e Oriente Petrolero (Bolívia), pela pré-Libertadores.
O Atlético-PR, terceiro colocado do Brasileirão, enfrentará o Sporting Cristal, do Peru, também pela pré-Libertadores. Quem avançar entra no Grupo 1, com Vélez Sarsfield (Argentina), Bolívia 2 (The Strongest ou San José) e Peru 1 (Garcilaso ou Universitário).
O Cruzeiro encabeça o Grupo 5, com Defensor (Uruguai), Peru 2 (Garcilaso ou Universitário) e o vencedor do jogo 3 (Guarani-PAR e Chile 3).
Atual campeão, o Atlético-MG, cabeça do Grupo 4, terá pela frente Nacional (Paraguai), Zamora (Venezuela) e o vencedor do duelo entre Independiente Santa Fé (Colômbia) e Monarcas Morélia (México).
Veja como serão os confrontos da chamada Pré-Libertadores:
Jogo 1 - Atletico-PR x Sporting Cristal-PER
Jogo 2 - Botafogo x Deportivo Quito-EQU
Jogo 3 - Guarani-PAR x Chile 3
Jogo 4 - Argentina 5 x Caracas-VEN
Jogo 5 - Independiente Santa Fé-COL x Monarcas Morelia-MEX
Jogo 6 - Nacional-URU x Oriente Petrolero-BOL
Confira os grupos

Grupo 1: Vélez-ARG, Bolívia 2 (The Strongest ou San José-BOL), Peru 1 (Garcilaso ou Universitario) e Vencedor do Jogo 1 (Sporting Cristal-PER ou Atlético-PR).

Grupo 2: Unión Española-CHI, Argentina 3 (San Lorenzo ou Lanús), Independiente José Terán-EQU, Vencedor do Jogo 2 (Botafogo ou Deportivo Quito-EQU).

Grupo 3:
Cerro Porteño, O'Higgins-CHI, Deportivo Cali-COL, Vencedor do Jogo 4 (Caracas x Lanús-ARG ou River Plate-ARG)

Grupo 4:
Atlético-MG, Nacional-PAR, Zamora-VEN e Vencedor do Jogo 5 (Monarcas Morelia-MEX x Independiente Santa Fé-COL)

Grupo 5:
Cruzeiro, Defensor-URU, Peru2 (Garcilaso ou Universitario) e Vencedor do Jogo 3 (Chile 3 x Guaraní-PAR).

Grupo 6:
Newell's, Grêmio, Atlético Nacional-COL, Vencedor do Jogo 6 (Nacional-URU x Oriente Petrolero-BOL)

Grupo 7:
Bolívar-BOL, Flamengo, Emelec-EQU e León-MEX

Grupo 8:
Peñarol-URU, Arsenal-ARG, Anzoátegui-VEN e Santos Laguna-MEX

Conheça Kahili Blundell, a ring girl australiana do UFC: Hunt x Pezão

Modelo, maquiadora e personal trainer, jovem de 24 anos diz se sentir lisonjeada com os pedidos de fotos e elogios dos fãs em sua terra natal

Por Brisbane, Austrália
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Kahili Blundell RIng Girl UFC (Foto: Getty Images)Kahili Blundell posa com o uniforme oficial de ring girl do
UFC em Brisbane, na Austrália (Foto: Getty Images)
Além das lutas, o UFC Fight Night no Combate: Hunt x Pezão terá uma atração especial nos intervalos dos rounds: a bela ring girl australiana Kahili Blundell. Aos 24 anos, a jovem é personal trainer, maquiadora e concluiu a faculdade de nutrição antes de iniciar a carreira de modelo fotográfico. Com belos olhos azuis e medidas perfeitas, Blundell estampou capas de diversas revistas em seu país. Atuando sozinha no evento desta noite, a loura garantiu em entrevista ao site do UFC que não se sente pressionada pela responsabilidade.
- Na verdade, é uma honra ser ring girl do UFC. Gosto muito de estar ali e fazer parte do show. Os fãs também são muito atenciosos, e eu gosto bastante dos pedidos de fotos, autógrafos e elogios.
A loura participou do seu primeiro UFC no evento de 15 de dezembro de 2012, que teve como luta principal o duelo entre os técnicos do TUF: The Smashes, Ross Pearson e George Sotiropolous.
Confira algumas fotos de Kahili Blundell:
Montagem Kahili Blundell RIng Girl UFC (Foto: Reprodução/Facebook)A australiana Kahili Blundell participa de seu segundo UFC como ring girl (Foto: Reprodução/Facebook)
O canal Combate transmite o "UFC Fight Night no Combate: Hunt x Pezão" ao vivo e com exclusividade na noite desta sexta-feira, a partir de 21h20m (horário de Brasília). O Combate.com acompanha o evento em Tempo Real a partir de 21h20m e exibe em vídeo ao vivo a primeira luta do torneio, entre os pesos-meio-médios Ben Wall e Alex Garcia.

Curtinhas: depois de Velásquez, Pettis também passa por cirurgia nos EUA

Campeão peso-leve diz que deu tudo certo durante o procedimento. Diego Sanchez adia retorno aos meio-médios e pega Myles Jury em março

Por Rio de Janeiro
Comente agora
No dia seguinte em que o campeão dos pesados do Ultimate, Cain Velásquez, postou uma foto nas redes sociais logo após ser submetido a uma cirurgia no ombro, Anthony Pettis fez o mesmo. A diferença é que o dono do cinturão dos leves operou o joelho por ter machucado o ligamento posterior cruzado.
- A cirurgia transcorreu de forma incrível! Obrigado por todas as orações e vibrações positivas - escreveu o americano no Twitter.
Antes da cirurgia, Pettis deu uma declaração de que gostaria de lutar em julho.
Anthony Pettis MMA (Foto: Reprodução/Instagram)Anthony Pettis posta foto logo após a cirurgia (Foto: Reprodução/Instagram)
Contrato melhor
Para assinar com o UFC, as lutadoras peso-palha do Invicta FC receberam aumentos nos salários. De acordo com o programa de TV "Fox Sports Live", cada uma das 11 atletas passou a ganhar US$ 8 mil (cerca de R$ 18,7 mil na cotação desta quinta-feira) de bolsa de aparição e mais outros US$ 8 mil de bolsa de vitória. A campeã da categoria no Invicta, Carla Esparza, ganhou aumento um pouco maior, para US$ 10 mil (R$ 23,4 mil) em cada bolsa.
Além disso, como as gravações do The Ultimate Fighter com a presença das mulheres só começam em maio de 2014 e o UFC não quer que elas lutem até lá, todas elas receberam o equivalente a duas vitórias, o que significa que cada uma levou US$ 32 mil (cerca de R$ 75 mil) de adiantamento antes de entrar no octógono. Esparza ganhou US$ 40 mil (R$ 93,8 mil). As filmagens do TUF 20 começam em 18 de maio de 2014 e a temporada estreia nos EUA em setembro. A vencedora do reality show será coroada primeira campeã do peso-palha do UFC.
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Sanchez luta com Jury em Dallas
Vindo de uma das melhores lutas do ano, contra Gilbert Melendez, o americano Diego Sanchez tem seu próximo oponente definido. O campeão do torneio peso-médio do primeiro TUF vai encarar o invicto Myles Jury, apelidado de "MFJ", no UFC 171, no dia 15 de março, em Dallas. Sanchez vem de derrota para Melendez no UFC 166, em outubro, e tem 24 vitórias e seis derrotas na carreira. Jury, por sua vez, tem 13 triunfos em 13 lutas, a mais recente delas através de decisão dividida contra Mike Ricci no UFC 165, em setembro.
Alex Garcia encara Sean Spencer no UFC 171
Menos de uma semana após estrear no Ultimate, quando nocauteou Ben Wall em apenas 43s do primeiro round, na edição australiana do evento, o dominicano Alex Garcia já tem novo compromisso marcado no octógono mais famoso do mundo. Aos 26 anos e com um cartel de 11 vitórias e uma derrota, o meio-médio vai enfrentar Sean Spencer no UFC 171, dia 15 de março, em Dallas. Já o americano, que possui 11 vitórias e duas derrotas como profissional de MMA, também estreou no UFC em 2013. Ele perdeu a primeira luta para o brasileiro Rafael Natal em janeiro, mas venceu as duas seguintes contra Yuri Villefort e Drew Dober, em setembro e novembro, respectivamente.
Joe Martinez será a voz do UFC em Cingapura
Bruce Buffer, conhecido como "A Voz do Octógono", dará lugar a outro nome conhecido no mundo das lutas. O veterano Joe Martinez comunicou em sua página oficial no Facebook que será o apresentador oficial do UFC em Cingapura, dia 4 de janeiro de 2014. A primeira aparição dele em uma edição do Ultimate foi em dezembro de 2012, na Austrália, no UFC: Pearson x Sotiropoulos, evento que marcou a final do TUF: The Smashes, reality show que contava com lutadores australianos e britânicos. Ele já foi o apresentador do extinto WEC e atualmente anuncia as lutas do Invicta FC.
Freddy Assunção assina com WSOF
Mais um lutador brasileiro assinou com o World Series of Fighting (WSOF). Trata-se de Freddy Assunção, de 29 anos e natural de Recife, Pernambuco. O peso-pena comunicou a novidade em sua conta no Twitter e informou, inclusive, que irá fazer sua estreia na organização dia 18 de janeiro, na Flórida (Estados Unidos). Faixa marrom de jiu-jítsu e professor de capoeira, Freddy possui um cartel de sete vitórias e uma derrota como profissional de MMA.

WOCS 32 fecha 2013 com disputas de títulos nos leves e nos meio-pesados

Pesagem oficial tem clima quente entre Arthur 'Gogó' e Armando 'Sapinho' na divisão 93kg. Luta principal será entre Giovanni Diniz e Lucas 'Bob Esponja'

Por Rio de Janeiro
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WOCS 32 Giovanni Diniz Lucas Bob Esponja (Foto: Carol Correia/Divulgação)Giovanni Diniz e Lucas "Bob Esponja" se enfrentam
no WOCS 32(Foto: Carol Correia/Divulgação)
Nesta sexta-feira, 13 de dezembro, no Clube Hebraica, em Laranjeiras, Rio de Janeiro, o WOCS 32 fecha o ano de 2013 com dois cinturões em jogo: nos pesos-leves (até 70kg), o campeão Giovanni Diniz encara Lucas "Bob Esponja" na luta principal da noite, e nos meio-pesados (até 93kg), Arthur "Gogó" enfrenta Armando "Sapinho". A nona edição do evento no ano terá ainda outras nove lutas entre profissionais e mais quatro com lutadores amadores. Na pesagem oficial desta quinta-feira, todos os atletas escalados bateram seus pesos normalmente.
Atleta da Nova União, onde também é treinador de boxe de José Aldo, Giovanni Diniz vai colocar em jogo seu cinturão dos pesos-leves e uma invencibilidade de quatro lutas no WOCS, onde lutou a última vez em novembro de 2012. Campeão paulista de boxe, seu cartel como profissional de MMA é de 20 vitórias e sete derrotas. Já Lucas "Bob Esponja", de 33 anos, tem 14 vitórias, 10 derrotas e um No Contest (Luta sem Resultado) em seu currículo. Ele chega para disputar o título da categoria após vencer Jadison Dimitry e Bruno Mirando, em abril e agosto de 2013, respectivamente.
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Entre os pesos-meio-pesados, Arthur "Gogó", da Team Nogueira, e Armando "Sapinho", da Brazilian Top Team, vão medir forças pelo cinturão da categoria até 93kg. Após uma pesagem tensa, onde precisaram ser separados pela organização, os dois lutadores buscam seguir o mesmo caminho de Francimar Bodão, ex-campeão da organização e que hoje figura entre os atletas do UFC. Gogó possui um cartel de 20 vitórias e oito derrotas, enquanto Sapinho tem sete triunfos e perdeu em três oportunidades como profissional de MMA.
WOCS 32 Arthur Gogó Armando Sapinho (Foto: Carol Correia/Divulgação)O clima esquentou entre Arthur Gogó e Armando Sapinho na pesagem oficial do WOCS 32 (Foto: Carol Correia/Divulgação)
O Canal Combate e o Sportv transmitem o card profissional, a partir das 21h (horário de verão de Brasília).
WOCS 32
13 de dezembro de 2013 - Clube Hebraica, Rio de Janeiro
CARD PRINCIPAL
Giovanni Diniz x Lucas Bob Esponja
Arthur Gogó x Armando Sapinho
Julian Jabba x Alexandre Baixinho
Felipe Nilo x Oseas Viana
Paulo Gato Preto x Denison Silva
Felipe Borges x Bruno Baptista
Jeferson Brother x Thiago Paulista
Wanderson Psicopata x Mauro Pedra
Alex Cowboy x Denilson Neves
Élton Batoré x Gabriel Cardoso
Leonardo Lindemberg x Paulo Roberto
CARD AMADOR
Adam Felipe x Martin Silva
Matheusx Vagner Luiz
Gustavo Jerry x David Lopes
Gabriel Muniz x Gutemberg Baiano

Lyoto admite surpresa por enfrentar Mousasi, mas elogia: 'Merece crédito'

Dragão diz que desafios a Belfort não são pessoais, e sim baseados no lado profissional, e que Spider está numa posição que lhe permite recusar lutas

Por Rio de Janeiro
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Atual nono colocado do ranking meio-pesado do UFC, Gegard Mousasi não era visto por Lyoto Machida como um possível adversário para agora. O brasileiro, que ainda aparece na décima posição na lista até 93kg, fez uma luta entre os médios (nocauteou Mark Muñoz) e já está em quarto na nova divisão. Ele admitiu surpresa por ter sido casado contra o armênio, que acabou de descer para 84kg, mas mostrou respeito pelo rival. Os dois vão se enfrentar na atração principal do UFC que será realizado em Jaraguá do Sul-SC, dia 15 de fevereiro:
- Eu não pensava que pudessem me casar contra o Mousasi, até porque eu estava na dúvida se ele continuaria na categoria de cima ou não, e foi meio que uma surpresa para mim. Mas como eu quero lutar contra os tops e me manter em atividade, achei que essa luta seria importante para mim. Ele chegou agora ao UFC, mas foi campeão do Strikeforce e do Dream, então merece crédito. O Mousasi já nocauteou, já bateu, já finalizou, é um cara muito perigoso e que tem todos os fundamentos da luta. É um grande campeão e é perigoso em todos os aspectos - disse o Dragão, em entrevista ao Combate.com nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro.
Lyoto Machida UFC MMA (Foto: Adriano Albuquerque)Lyoto Machida posa para foto em hotel no Rio de Janeiro (Foto: Adriano Albuquerque)
O adversário que Lyoto gostaria mesmo de enfrentar neste momento é Vitor Belfort, tanto que desafiou o compatriota algumas vezes. O baiano radicado em Belém garante que não existe nenhum problema pessoal entre eles, e que o desafio foi somente uma questão profissional:
- As pessoas olham como uma coisa muito pessoal. Eu olho como uma coisa profissional. O Vitor é o cara que está mais perto do cinturão, então é o cara que eu tenho que desafiar. Não posso desafiar o Weidman porque ele já é o campeão e vai lutar agora contra o Anderson. Então, quem é o cara que posso desafiar? O Vitor Belfort! É o cara que está lá na frente. É pelo lado profissional, porque ele é um caminho mais rápido para eu tentar chegar à disputa de cinturão. Na verdade todo mundo pensa assim. Poxa, vou lutar contra um "zé ninguém" ou contra o Vitor Belfort? Sou muito mais o Vitor, porque vai me dar mais projeção.
Eu olho como uma coisa profissional. O Vitor é o cara que está mais perto do cinturão, então é o cara que eu tenho que desafiar"
Lyoto Machida, sobre desafiar Belfort
Lyoto tem o costume de jogar no contra-ataque em suas lutas e vai enfrentar um oponente de postura agressiva. O brasileiro, consequentemente, vê isso como vantagem:
- Se ele caminhar para a frente vai ser bom para mim, porque não vou precisar ir em busca dele. Deixo ele vir. A gente tenta casar o jogo dessa forma. Se ele não vem, eu preciso ir. Se ele vem, eu não preciso ir tanto.
Último rival de Lyoto no octógono, o americano Mark Muñoz disse esta semana que teve dificuldade para separar a amizade com o brasileiro do lado profissional, o que teria contribuído para a derrota. O Dragão não sofreu do mesmo problema:
- Talvez ele não estivesse tão preparado mentalmente para essa luta, mas eu fiquei tranquilo. Eu sabia que continuaria amigo do Muñoz e que nada disso iria interferir na nossa relação, até pelo que a gente conversou antes da luta.
Lyoto Machida e Gegard Mousasi encarada UFC (Foto: Wander Roberto / UFC)Lyoto Machida e Gegard Mousasi em frente à Arena Jaraguá (Foto: Wander Roberto / UFC)
Lyoto, por sinal, teve atitude exemplar ao travar o ímpeto e deixar de dar um soco a mais quando percebeu que Muñoz já estava nocauteado. Segundo ele, é tudo questão de controle emocional:
- É o controle emocional e técnico de cada um. Eu consigo ver a hora em que o cara realmente não está mais atuando, aí vejo que não tem necessidade de mais um golpe. Mas tem gente que não faz por maldade, faz porque não consegue entender. O cara está tão emocionado e na pilha que manda mais um ou dois socos, só que nisso vocês às vezes machuca o adversário. Esse é o meu estilo. Fico muito calmo, não deixo a emoção tomar conta de mim, e isso facilita na luta. Vejo cada lance, sei para onde vou correr, para onde vou andar, como vou me levantar.
Talvez ele não estivesse tão preparado mentalmente para essa luta, mas eu fiquei tranquilo"
Sobre ter enfrentado o amigo Mark Muñoz
Machida também comentou uma declaração recente de Anderson Silva de que, caso reconquiste o cinturão dos médios do UFC, optaria por abdicar do mesmo para não ter de enfrentá-lo. Lyoto acha que o Spider está numa posição que lhe permite falar algo desse tipo, mas não se vê no mesmo lugar:
- Acho que é um ponto positivo. Cada um está numa situação. Ele já foi campeão durante sete anos e pode falar uma coisa dessas com muita tranquilidade. Ele pode fazer superlutas ali e vai continuar sendo o Anderson Silva sempre. Quem fez o que ele fez? Mas tem certas posições em que você pode declarar certas coisas. Como eu vou declarar algo assim? Não tenho nem um terço do que o Anderson já fez na carreira dele. É um pouco diferente a posição de cada um, assim como o interesse de cada um.
UFC: Machida x Mousasi
15 de fevereiro de 2014, em Jaraguá do Sul-SC
CARD DO EVENTO (até agora):
Lyoto Machida x Gegard Mousasi
Ronaldo Jacaré x Francis Carmont
Francisco Massaranduba x Jesse Ronson
Thiago Tavares x Zubair Tuhugov
Viscardi Andrade x Nicholas Musoke
Charles do Bronx x Andy Ogle
Rodrigo Damm x Ivan Batman
Cristiano Marcello x Joe Proctor
Erick Silva x Nate Loughran
Alan Nuguette x John Makdessi
Ildemar Marajó x Albert Tumenov

Curtinhas: após reunião misteriosa com UFC, Werdum vibra: 'Tudo certo'

Peso-pesado se reúne com o presidente, Dana White, e o CEO, Lorenzo Fertitta. Dana descarta segunda luta seguida entre Antônio Pezão e Mark Hunt

Por Rio de Janeiro
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Fabrício Werdum divulgou nesta quarta-feira uma foto que foi tirada pouco depois de uma reunião que ele teve com Dana White e Lorenzo Fertitta, respectivamente presidente e CEO do Ultimate. Coincidentemente, o encontro foi realizado um dia após a cirurgia de Cain Velásquez no ombro esquerdo. Werdum é teoricamente o próximo desafiante do americano.
Fabrício Werdum com a cúpula do UFC (Foto: Reprodução/Instagram)Lucas Pieres, Rafael Cordeiro, Fabrício Werdum, Lorenzo Fertita e Dana White após a reunião
desta quarta-feira no Ultimate: mistério no ar (Foto: Reprodução/Instagram)
Sem revelar o teor da reunião, o brasileiro comemorou o resultado da conversa.
- Acabamos de sair do escritório do UFC e, após uma ótima reunião com Dana e Lorenzo... Tudo certo! - escreveu Werdum, que estava acompanhado do técnico Rafael Cordeiro e do empresário Lucas Pires.
Nada de Pezão x Hunt II por enquanto
Em entrevista ao site americano "Sportsnet", Dana White disse que acha improvável que haja uma segunda luta imediata entre Antônio Pezão e Mark Hunt. Ambos se enfrentaram no sábado passado, em Brisbane (AUS), e a luta terminou empatada. Entretanto, o neozelandês não deve estar apto a entrar novamente no octógono por cerca de seis meses.
- Nessa luta, Hunt quebrou a mão em dois lugares e vai ficar fora por um tempo. Então, não, não haverá uma revanche imediata. Acredito que Silva queira lutar de novo antes da volta de Hunt - disse o dirigente.
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Mike Pyle x T.J. Waldburger no UFC 170
Através de sua conta oficial do Twitter, o Ultimate anunciou nesta quarta-feira o meio-médio Mike Pyle diante de T.J.Waldburger como mais uma luta para o card do UFC 170, dia 22 de fevereiro de 2014, em Las Vegas, Estados Unidos. Agora, o evento possui quatro combates confirmados, sendo Daniel Cormier contra Rashad Evans como luta principal da noite.
Aos 38 anos, Mike Pyle possui um cartel de 25 vitórias, nove derrotas e um empate. O experiente lutador entrou a última vez no octógono dia 17 de agosto desse ano, quando perdeu para Matt Brown em um nocaute relâmpago aos 29s do primeiro round.
T.J. Waldburger também vem de derrota por nocaute. O lutador de 25 anos perdeu para Adlan Amagov no UFC 166, em outubro desse ano, aos três minutos do primeiro round e possui 16 vitórias e oito derrotas na carreira.
Mudança de ares
Em preparação para enfrentar Donald Cerrone, Adriano Martins treinou na Constrictor Team, em Brasília, nesta quarta-feira. O peso-leve foi comandado pelo mestre Rodrigo Aguiar e fez trabalho específico de trocação. Diogo Fofão simulou o jogo de Cerrone, com destaque para os chutes altos. O duelo está marcado para o dia 25 de janeiro, em Chicago (EUA).
Guilherme Soares, Diogo Fofão, Adriano Martins, Rodrigo Aguiar e Rander Junio MMA (Foto: Arquivo pessoal)Guilherme Soares, Diogo Fofão, Adriano, Rodrigo Aguiar e Rander Junio no treino (Foto: Arquivo pessoal)
UFC: Henderson x Thomson
25 de janeiro de 2014, em Chicago (EUA)
CARD PRINCIPAL
Ben Henderson x Josh Thomson
Gabriel Napão x Stipe Miocic
Donald Cerrone x Adriano Martins
Darren Elkins x Jeremy Stephens
CARD PRELIMINAR
Eddie Wineland x Yves Jabouin
Mike Rio x Daron Cruickshank
Chico Camus x Yaotzin Meza
Adam Khaliev x Pascal Krauss
Junior Hernandez x Hugo Wolverine
Walt Harris x Nikita Krylov
Oleksiy Oliynyk x Jared Rosholt