quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Família de Laís Souza relata angústia e esperança por boas notícias

Reunidos em Ribeirão Preto-SP, pai e irmãos revelam noite em claro, desespero e expectativa pela melhora de Laís: 'Só quero abraçá-la mesmo, muito', diz irmã caçula

Por Ribeirão Preto, SP
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Ainda no aguardo sobre notícias oficiais sobre o estado de saúde de Laís Souza, a família da atleta vive uma “mistura de sentimentos”, segundo palavras do próprio pai, Antônio Luís. Reunido em seu apartamento com os outros dois filhos, o mais velho, Mateus, e a mais nova, Marina, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Antônio relata a reação da família quando soube do acidente de Laís, que treinava em Salt Lake City, em Utah, nos Estados Unidos, para os Jogos Olímpicos de Sochi.
- A gente sempre espera notícias de medalhas, de ela conseguir fazer um novo movimento, e quando vem uma notícia assim, com pessoas chorando do outro lado da linha, a gente fica em desespero. Recebemos a notícia por volta das 22h (de segunda-feira), quando ela já estava entrando em um processo cirúrgico. Ficamos desesperados, nós nem conseguimos dormir. A mãe dela não parou de chorar ainda. A angústia é muito grande, é um sofrimento quase comparável a uma perda. Mas ao mesmo tempo, estamos ansiosos e esperançosos por boas notícias. É uma mistura de sentimentos - disse o pai.
Família de Laís Souza, em Ribeirão Preto (Foto: João Fagiolo)Em Ribeirão Preto, família de Laís Souza aguarda notícias da atleta (Foto: João Fagiolo)


A mãe da atleta, Dona Odete, viajou para São Paulo no fim da manhã desta terça-feira e tenta conseguir a documentação necessária para poder viajar até os EUA.
- A presença da mãe lá é para dar um apoio psicológico, é importante que alguém da família acompanhe esse processo e dê força, esteja junto dela nesse momento e também fica mais fácil para que a gente tenha informações concretas - comentou Antônio.
Angustiado, o pai de Laís revelou que nunca foi entusiasta da mudança de modalidade da atleta, que deixou a ginástica para praticar o esqui aéreo.
- A primeira informação que tive desse esporte é que era muito perigoso, então, todo dia eu fazia uma oração para ela, para que nada acontecesse. Ontem (segunda) não deu certo. Mas ela é mestra da vida dela, ela escolhe o que faz. Estamos aguardando que ela melhore.
Para a irmã Marina Souza, Laís teve dificuldades de adaptação ao novo esporte no início, mas conseguiu se adequar e estava feliz com a provável vaga nas Olimpíadas de Inverno.
- No início, quando ela se informou sobre o esqui aéreo, ela disse que era arriscado. Mas a ginástica já tinha desgastado muito ela, então, o que viesse seria “fichinha”. Depois ela “pegou o jeito”, e não tinha mais medo. Estava muito bem. A classificação para as Olimpíadas foi uma alegria. Conversei com ela no domingo e estava tudo bem, ela estava feliz, estava na expectativa de ir para Sochi, estava curiosa para saber como seria o evento.
Antônio Luís, pai de Laís Souza (Foto: Valdinei Malaguti / EPTV)Antônio, pai de Laís Souza, não era entusiasta do novo esporte da filha (Foto: Valdinei Malaguti/EPTV)
Para os familiares, maior que a ansiedade por notícias é a esperança da recuperação de Laís Souza.
- A esperança é que ela volte inteira para nós. Estamos rezando. Essa é a resposta que a gente quer - comentou o pai.
- Estamos torcendo e rezando para que seja uma lesão leve, para que fique tudo bem com ela - confia o irmão Mateus.
- Só quero abraçá-la mesmo, muito, e quero que ela esteja muito feliz por superar mais esse desafio - concluiu a irmã Marina.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Filhos de Isabel aprovam parceria com Wand e falam sobre relação com MMA

Maria Clara, Carol e Pedro Solberg aproveitam intervalo entre os treinos para simular
luta na praia. Jogadores voltam a competir na etapa do Circuito Brasileiro em Natal

Por Rio de Janeiro
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Verão no Rio de Janeiro, um dia ensolarado na Praia de Ipanema sob forte calor, pouco vento e um ambiente familiar. O "escritório" em frente à Rua Garcia D'Ávila é o quintal de casa para a família Solberg. Filhos de Isabel, um dos maiores ícones do vôlei de praia brasileiro, Pedro Solberg, Maria Clara e Carol herdaram o talento nas areias e têm a praia como seu habitat natural. Dividem a mesma quadra e se divertem nos intervalos entre um treino e outro. Inspirados pelo clima do MMA, após a mãe aceitar o desafio de participar da terceira temporada do The Ultimate Fighter Brasil - Em Busca de Campeões, eles falaram sobre a relação com a modalidade e simularam socos, chutes e outros golpes e até rolaram na areia, descontraídos, como numa típica brincadeira entre irmãos.
Confira a galeria de fotos de Maria Clara, Carol e Pedro Solberg
Campeã mundial de vôlei de praia e atleta olímpica na quadra e nas areias, a ex-jogadora estará do lado de Wanderlei Silva, enquanto Hortência, campeã mundial e medalhista de prata olímpica no basquete, vai auxiliar o americano Chael Sonnen. As duas atuarão como treinadoras, aprendendo sobre MMA e contribuindo com suas experiências nos seus respectivos esportes. Apesar de apontarem diferenças entre o MMA e o vôlei de praia, os filhos de Isabel destacam que a força psicológica é fundamental para ambas as modalidades.
Volei x Mma (Foto: Alexandre Durão)Pedro aplica chave de braço em Maria Clara, enquanto Carol se prepara para dar soco (Foto: Alexandre Durão)
- Uma semelhança é a questão psicológica. Todo o esporte precisa de foco e qualquer segundo de distração pode ser fatal. Achei divertido vê-la no TUF, acho legal mudar de ares... Quando a minha mãe entra em alguma coisa, ela se envolve e pesquisa sobre o assunto. Dizem que o Wanderlei é um cara muito bacana, que bom que ela caiu no time dele. O MMA é um esporte que está crescendo muito. Eu confesso que não gosto muito de ver sangue, me dá pena, mas gosto da luta em si, de ver os movimentos do jiu-jítsu, por exemplo. Meu primo, Chico (Salgado), é faixa preta. Eu até penso em lutar depois do vôlei, de repente, boxe - disse Maria Clara.
Volei x Mma (Foto: Alexandre Durão)Pedro Solberg é dominado pelas irmãs nas areias da Praia de Ipanema (Foto: Alexandre Durão)
Fã de MMA e UFC, Pedro conta que Wanderlei Silva o influenciou a gostar do esporte. Atual campeão brasileiro e vice mundial na praia, o carioca torce por uma vitória de Wand sobre Sonnen no fim do programa nos meio-pesados (até 93kg). O jogador criticou o americano, que gosta de alfinetar os adversários e o Brasil. "Eu quero uma luta fácil. Anderson Silva, Wanderlei Silva. Qualquer Silva. Pé-Grande Silva. Eles todos são uns bostas. Me dê um Silva", foi uma das frases de Sonnen, provocando ainda Pezão. Outra pérola disparada pelo lutador deixou o "Spider" irritado: "Diga ao Anderson que vou bater na sua porta dos fundos, dar um tapinha na bunda de sua mulher e falar para ela me fritar um bife, ao ponto, como eu gosto".
- Foi o Wanderlei que me incentivou a acompanhar o MMA. Desde a época do Pride, gosto de ver "Cachorro Louco". Estou curioso para ver essa luta, que será muito dura, os dois têm um bom nível técnico. Espero que o Wanderlei meta a porrada, estou torcendo por ele. Acho o Sonnen um babaca, otário, falastrão e arrogante, que fica falando mal do Brasil sem conhecer direito - avaliou Pedro, que já praticou boxe e capoeira na infância.
Parceiro de Emanuel, campeão olímpico em Atenas 2004, Pedro lamentou a lesão de Anderson Silva a revanche contra Chris Weidman e está na torcida pela rápida recuperação do lutador. O confronto mais aguardado do ano teve um fim imprevisível e dramático para o brasileiro, que sofreu uma fratura chocante na perna esquerda ao aplicar um chute no rival. Após cair no chão, ele saiu de maca e foi submetido a uma cirurgia, mas passa bem.
- Acho que o Anderson venceria essa luta. Foi uma pena ele ter sofrido a lesão. Para mim, é o melhor lutador de MMA de todos os tempos. Estou torcendo para ele se recuperar e recuperar  cinturão dos médios (até 84kg). Outro lutador que eu também gosto muito e o Minotauro.
Volei x Mma (Foto: Alexandre Durão)Pedro monta a guarda e Maria e Clara saltam para acertá-lo de brincadeira (Foto: Alexandre Durão)
Carol lembra que tinha horror às lutas marciais o passado. Há cinco anos namorando o fotógrafo Fernando Young, que pratica jiu-jítsu nas horas vagas, ela passou apreciar o embate de "gladiadores" após o crescimento mundial do UFC. Agora, os eventos promovidos por Dana White viraram tradição na rotina casal, que costuma convidar os amigos para assistirem as lutas. A adrenalina e a agressividade dos atletas é o que chama mais atenção da jogadora.
- Quando é dia de luta, chamo os amigos para irem lá em casa e gosto muito da adrenalina que a luta provoca. Prefiro assistir à luta principal do UFC, já está de bom tamanho (risos), não fico vendo todas. A luta virou um entretenimento. Os lutadores têm carisma e tem esse lance dos ídolos. Acho que em qualquer esporte você entra querendo matar, temos esse instinto de ganhar. E o sentimento de agressividade é fundamental no MMA. Eles são muito profissionais. Apesar de brigarem no octógono, se abraçam e dão beijos no fim da luta. Eu não teria o menor jeito para luta, detesto contato físico... Futebol, basquete, handebol e polo aquático eu passo... Prefiro o vôlei. O único esporte que eu pratico além dele é o surfe - contou a atleta, que desfalcou a sexta etapa do Circuito Brasileiro, em São Luís (MA), depois que Maria Clara sentiu dores nos ombros.
A família Solberg volta às quadras para a disputa da sétima etapa do Circuito, em Natal (RN), de 7 a 9 de fevereiro. Os campeões na capital maranhense foram Ricardo/Márcio e Ágatha/Bárbara.
Volei x Mma (Foto: Alexandre Durão)Com vôlei no DNA, filhos de Isabel comentaram participação da mãe no Ultimate Fighter (Foto: Alexandre Durão)

Fim do mistério: José Maria 'Sem Chance' é demitido pelo UFC

Após duas derrotas seguidas, para John Lineker e Dustin Ortiz, brasileiro é desligado do evento e estuda ofertas, mas ainda não tem data para voltar

Por Rio de Janeiro
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Após muitas especulações, foi confirmada neste domingo a demissão de José Maria "Sem Chance" do UFC. Em entrevista ao site "MMA Fighting", o empresário do atleta, Marcelo Brigadeiro, deu a confirmação, e disse que o atleta ainda não tem data para voltar a lutar.
ufc 163 john LIneker e José Maria no chance (Foto: André Durão / Globoesporte.com)José Maria 'Sem Chance' (à esquerda) é derrotado por John Lineker no UFC 163, no Rio (Foto: André Durão)
- Agora é hora de sentar e analisar outras oportunidades. Vamos analisar o que ele deveria ter feito para vencer no UFC e seguir em frente. Mesmo sem ter vencido no UFC, "Sem Chance" fez o que esperávamos dele, sendo agressivo e realizando boas lutas. Mas quando se está em um torneio tão grande quanto o UFC a pressão é muito grande e às vezes você não toma os cuidados necessários, e acaba não vencendo - disse Brigadeiro.
Com 33 vitórias, cinco derrotas e duas lutas sem resultado na carreira, "Sem Chance" foi derrotado duas vezes no UFC, por John Lineker (UFC 163) e Dustin Ortiz (UFC Fight Night no Combate 32), encerrando uma sequência de 16 vitórias.

UFC 169 pode mudar para domingo se Super Bowl passar para sábado

Final da NFL pode ser adiantada em um dia por ameaça de nevasca em Nova Jersey e Ultimate faz plano de contingência para não perder audiência

Por Chicago, EUA
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Estádio Metlife Neve (Foto: Reuters)O MetLife Stadium, sede do Super Bowl, coberto de
neve (Foto: Reuters)
Com especulação de que o Super Bowl, final da NFL (liga profissional de futebol americano), pode ser adiantado de domingo, dia 2 de fevereiro, para o próximo sábado, dia 1º , o Ultimate criou um plano de contingência para não competir com o evento, já que tem um card marcado para a mesma área - ambos acontecem no estado de Nova Jersey - na mesma data. Caso a partida seja adiantada, o UFC 169 será adiado para domingo.
O plano de contingência foi confirmado à imprensa pelo diretor de comunicações do UFC, Dave Sholler, durante entrevista coletiva posterior ao UFC: Henderson x Thomson, neste sábado em Chicago. Sholler acrescentou que o Ultimate só tomará a medida de adiar seu card se a NFL confirmar a mudança de data do jogo.
A possibilidade de nevasca em East Rutherford, onde acontece o Super Bowl, preocupa os organizadores do jogo. A previsão para o domingo que vem, de acordo com o site especializado "AccuWeather", é de temperatura máxima de 2°C e mínima de -3°C, com 30% de possibilidade de neve. Porém, uma nevasca é esperada para a região entre sexta-feira e domingo. O MetLife Stadium, estádio que sediará a decisão, é aberto e sem cobertura para os assentos dos espectadores.
A nevasca não afetaria o UFC 169, que será realizado no ginásio coberto Prudential Center, em Newark, mas a mudança do Super Bowl para a mesma data prejudicaria a audiência do evento. A decisão da NFL é o espetáculo esportivo mais assistido na TV nos EUA; em 2013, o jogo foi o programa mais assistido do ano, com 48,1 pontos de audiência e mais de 108 milhões de telespectadores sintonizados. Neste ano, a partida será transmitida pela emissora que é parceira do UFC nos EUA, o que também influenciou a realização do UFC 169 em Newark, a 20 minutos de distância de East Rutherford.
O UFC 169 destaca a primeira defesa de cinturão de Renan Barão como campeão absoluto do peso-galo, contra Urijah Faber. No coevento principal, José Aldo defende o cinturão dos pesos-penas contra Ricardo Lamas. O evento tem transmissão ao vivo com exclusividade no canal Combate.
UFC 169
1º de fevereiro de 2014, em Newark (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-galo: Renan Barão x Urijah Faber
Peso-pena: José Aldo x Ricardo Lamas
Peso-pesado: Frank Mir x Alistair Overeem
Peso-mosca: John Lineker x Ali Bagautinov
Peso-leve: Jamie Varner x  Abel Trujillo
CARD PRELIMINAR
Peso-leve: John Makdessi x Alan Nuguette
Peso-mosca: Chris Cariaso x Danny Martinez
Peso-médio: Nick Catone x Tom Watson
Peso-leve: Al Iaquinta x Kevin Lee
Peso-médio: Clint Hester x Andy Enz
Peso-leve: Tony Martin x Rashid Magomedov
Peso-meio-médio: Neil Magny x Gasan Umalatov

Para Dana White, Ben Henderson não terá chance ao título depois de vitória

Presidente do UFC diz que Smooth não fez nada de extraordinário em duelo deste sábado conta Josh Thomson: “Esse é o jeito que ele luta”

Por Chicago, EUA
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O presidente do UFC, Dana White, parece não ter ficado impressionado com a performance de Ben Henderson e de Josh Thomson no duelo deste sábado, pelo UFC Henderson x Thomson que aconteceu em Chicago, nos EUA. O combate acabou com vitória de “Smooth” na decisão dividida dos juízes:

- Se você tinha o Henderson vencendo a luta, não foi por essa margem grande. A luta foi muito equilibrada. Eu não acho que nenhum deles realmente buscou o combate e tentou conseguir a vitória. Assim como as lutas do Ben são, essa foi uma luta típica do Ben Henderson, é a maneira que as lutas dele acontecem. Ele é um moedor, ele mói decisões - declarou o chefão em entrevista à FOX logo após o evento.
UFC Ben Henderson Josh Thomson (Foto: Agência Getty Images)Ben Henderson venceu Josh Thomson por decisão dividida (Foto: Agência Getty Images)

Dana ficou ainda mais irritado quando questionado sobre o que achou da arbitragem do duelo, já que um dos juízes deu quatro rounds a favor de Henderson, causando questionamento nas redes sociais:

- Isso foi insano. Isso é sempre um problema. A minha visão é, vocês dois sabem que estão lutando por uma chance ao título, ok? Vocês vão receber a chance ao título.Você vai, vai, vai para quebrar tudo. Não deixe nas mãos dos juízes, ou ao menos faça algo suficiente ou uma performance boa o suficiente para saber que você venceu, porque você nunca pode confiar nos juízes. Ben Henderson perdeu duas vezes para o Petis, o campeão, e foi destruído na última luta. Ele não fez nada que fizesse com que as pessoas gritassem: ‘Oh, eu quero vê-lo tendo outra chance contra o Pettis’.

Após derrota em Chicago, Josh Thomson já fala em aposentadoria

Aos 35 anos de idade, peso-leve acredita ter vencido Ben Henderson, e diz que o fez com apenas uma mão, já que a outra estava quebrada

Por Chicago, EUA
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A noite de sábado em Chicago não foi das mais fáceis para Josh Thomson. Após perder uma luta equilibrada e controversa para Ben Henderson e de ver a chance de disputar o cinturão dos pesos-leves do UFC contra Anthony Pettis ir embora, o lutador confirmou a fratura na mão direita, que ele havia avisado seu córner no intervalo do primeiro para o segundo round. E, como se não bastasse, a aposentadoria passou a ser uma realidade na cabeça do californiano de 35 anos.
Perguntado se manteria o pensamento de se aposentar mesmo se tivesse vencido a luta contra Ben Henderson, Thomson foi direto.
- Eu teria a mesma opinião. Existe até mesmo a possibilidade de eu recusar um eventual convite para disputar o cinturão. Qual o sentido de se conquistar o cinturão se não vou lutar por mais muito tempo? Não gostaria de fazer isso com o UFC. Tenho que sentar com a minha equipe e conversar sobre como serão as coisas. Amo esse esporte, e amo tanto estar junto a esses caras quanto estar nos bastidores. Todos que estavam comigo no vestiário sabem, eu estava sorrindo lá. Eu adoraria ser comentarista, apenas para fazer parte disso aqui por mais tempo. Como eu disse, amo esse esporte e não gostaria de me afastar dele. Mas você precisa saber quando a sua hora chega. Talvez a minha ainda não tenha chegado, mas não quero ser aquele cara que luta mais do que deveria por não ter percebido a hora de parar.
UFC Josh Thomson (Foto: Evelyn Rodrigues)Josh Thomson não escondeu a frustração pela derrota para Ben Henderson em Chicago (Foto: Evelyn Rodrigues)
A derrota por decisão dividida para Ben Henderson não agradou, obviamente, a Josh Thomson. Para ele, não houve dúvidas de sua vitória, ao contrário da derrota para Gilbert Melendez, essa considerada pelo lutador como uma luta de resultado mais duvidoso.
- A luta contra Gilbert Melendez foi, para mim, uma luta equilibrada e que qualquer um poderia ter saído vencedor. A dessa noite eu sinto que venci. E venci com uma mão apenas. Derrotei o ex-campeão do UFC, que defendeu o cinturão por dois anos, com somente uma mão. É isso que mais me irrita - finalizou.

Depois de perder para Stipe Miocic, Napão posta foto da mão quebrada

Brasileiro fraturou mão direita no primeiro round do duelo deste sábado, em Chicago, e disse que não conseguiu lutar direito por conta da dor no local

Por Direto de Chicago, EUA
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Depois de perder o duelo para Stipe Miocic no UFC: Henderson x Thomson realizado neste sábado, em Chicago, EUA, o brasileiro Gabriel “Napão” Gonzaga usou as redes sociais para mostrar a  mão fraturada no primeiro round do combate.
- Quebrei a mão direita no primeiro round e isso mudou tudo. Mesmo ele sendo mais rápido do que eu, eu não pude lutar direito por causa da dor que senti na mão - declarou o brasileiro assim que saiu do octógono.
Mais tarde, ele postou duas fotos em sua conta do Facebook e, em uma delas, mostrava a mão bastante inchada com a legenda “Perdi - Mão quebrada".
MMA Gabriel Napão mão quebrada (Foto: Reprodução/Facebook)Gabriel Napão mostra a foto da mão direita quebrada na luta contra Stipe Miocic (Foto: Reprodução/Facebook)
Durante o combate, Napão fez um bom primeiro round, mas passou a aparentar cansaço a partir da primeira metade do segundo assalto. Ele acabou sendo derrotado em decisão unânime dos juízes (30-27, 30-27 e 29-28). O revés interrompeu a sequência de duas vitórias do brasileiro, que tinha levado a melhor sobre Shawn Jordan e Dave Herman. Já Miocic comemorou a sua segunda vitória seguida e a 11ª em 12 lutas na carreira.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Wolverine comemora vitória e diz que seu plano de luta era 'cair na porrada'

Brasileiro afirma que se surpreendeu com performance na luta em pé de Junior Hernandez no octógono: 'Ele era pugilista e eu não sabia'

Por Direto de Chicago, EUA
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Único brasileiro a vencer no card do UFC: Henderson x Thomson em Chicago, Hugo Wolverine comemorou a sua vitória sobre Junior Hernandez, que acabou na decisão unânime dos juízes, mas reconhece que poderia ter se saído melhor. Com um corte no supercílio direito e a mão direita inchada, ele conversou com a equipe do Combate.com já no hotel e disse que ficou surpreso com os golpes sofridos no final do terceiro round.
- O "plano A" era cair na porrada, né? Fazer a parte de trocação, que a gente faz bem, e conectar bem a mão. A mão estava bem dura, a gente tem uma linha de boxe que é muito boa. E o "plano B" era, caso eu tivesse dificuldade para fazer isso, tentar levar a luta para baixo para fazer uma diferença no round. Acabei que não fiz o plano B. Eu tive uma complicação no terceiro assalto, porque tomei dois golpes que me deixaram tonto, e tive que administrar aquela situação. Tive que usar muito o meu coração e as minhas pernas. O primeiro e o segundo assalto foram rounds em que eu conectei muito bem a mão, e isso me deu confiança na parte de trocação e me fez não pensar em jogo de solo. Eu consegui um bom knockdown, estava machucando bem ele. Então, no terceiro round, quando a coisa começou a complicar, eu meio que insisti no jogo que eu estava fazendo bem para ver se voltava a ficar bem naquele plano. Graças a Deus deu tudo certo, tive um pouco de complicação ali no fim do terceiro assalto, mas garanti os dois muito bem e acho que isso foi importante.
MMA UFC Hugo Wolverine hotel (Foto: Evelyn Rodrigues)Hugo Wolverine mostra o olho inchado após a luta contra Junior Hernandez em Chicago (Foto: Evelyn Rodrigues)
O bom humor do brasileiro era tanto, que ele fez até piada com os pontos que levou no supercílio direito:
- Está tudo bem. Eu só tomei um corte no olho direito, que já costurou logo. O médico, graças a Deus, era um cirurgião plástico, então espero que eu saia mais bonitinho depois que cicatrizar legal. A mão tá ok, só está inchada mesmo de tanto dar porrada. Não posso reclamar. E o que eu quero dizer é para que os fãs continuem torcendo, continuem apoiando, porque essa energia positiva é o que me alavanca para o meu sucesso pessoal, é o que me faz ser um homem e um atleta melhor.
Voltando a falar da luta, Wolverine explicou que, no terceiro round, como Hernandez passou a se arriscar mais e a andar mais para frente, ele tentou apostar no contragolpe, mas encontrou uma certa dificuldade de conectar os golpes porque estava se sentindo instável dentro do octógono.
- No terceiro assalto eu estava tentando o contragolpe, mas na verdade senti que o chão estava muito escorregadio. Eu estava escorregando muito e sentindo pouca estabilidade. Tanto que eu lembro que, no intervalo do primeiro para o segundo round, pedi para o Dórea jogar água no chão de novo para eu poder bater o pé e ver se ganhava mais aderência. Eu tenho um soco muito forte, muita pressão no golpe de mão, e preciso de muita estabilidade no chão para poder segurar o corpo. Geralmente quando a gente escorrega ou sente muita instabilidade, para você corrigir o seu corpo de volta, você gasta o dobro da energia. E como eu jogo um golpe com muita explosão, para eu me corrigir no espaço de novo acabo consumindo muita energia. Aquilo estava me consumindo demais. Eu não sei se estava suando e estava molhando embaixo do pé, mas alguma coisa estava acontecendo, porque eu estava escorregando. Mas, claro, não é justificativa. Acho que deu para a gente fazer um bom jogo. Eu sou muito perfeccionista. Quando terminou a luta, eu estava meio bravo comigo, várias coisas que eu poderia ter feito e não fiz, como o fato de que não concluí a luta. Depois que eu dei o knockdown nele, estava na cara que ele ficou tonto e eu não aproveitei. Mas é um aprendizado para eu mastigar, digerir bem.
UFC Hugo Viana Wolverine e Junior Hernandez (Foto: Agência Getty Images)UFC Hugo Wolverine venceu Junior Hernandez por decisão unânime no UFC em Chicago (Foto: Getty Images)
O baiano também elogiou o adversário e disse que se surpreendeu com a trocação de Hernandez, revelando que não sabia que o oponente tinha iniciado a carreira no taekwondo e no boxe:
- Ele é um cara muito duro. O meu overhand de direita não estava entrando muito bem, mas ele não soltava o jab com medo de tomar um overhand de direita meu e isso me salvou um pouco. O Hernandez estava guardando a esquerda para proteger a cabeça dele, e toda hora que eu jogava a direita forte, pegava meio que no bloqueio dele, então estava difícil de contundí-lo efetivamente. Eu acertava mais as minhas canhotas nele do que a direita, que é a mais forte. Ele tomou logo a direita no início, caiu no chão, porque a minha direita é muito forte. E o cara também é pugilista e eu não sabia, achei que ele era mais do wrestling (risos). Então foi uma coisa meio louca. Eu vi as lutas dele, mas foram duelos muito misturados, lutas antigas e eu não tinha muita noção. E o cara já foi pugilista e, por mais que ele estivesse levando porrada, estava confortável no mundo dele. Então, na verdade, eu fui lutar no mundo dele e na hora eu nem pensei em levar o duelo para o chão. Eu estava esperando uma mão que fizesse a diferença e mantive a esperança de encaixar um golpe ou um jab que machucasse ele.
Sobre os planos para o futuro, Wolverine diz que quer repensar algumas coisas, mas está feliz por ter conseguido fazer as pazes com a vitória:
- Muita coisa agora vai vir na minha mente, já veio na minha cabeça que preciso enfatizar certas coisas. Eu começo a me entender melhor como lutador a cada luta que passa, a entender melhor as tendências instintivas.  Eu acho que eu tenho que respeitar um pouco isso. Às vezes a gente fala: ‘Ah você tem que treinar wrestling’. Realmente temos, mas existe uma tendência natural, o movimento que o corpo faz naturalmente. Eu vejo que sou um atleta que me movimento muito, saltito muito. Eu tenho um jogo leve e preciso respeitar isso. Eu gosto de trabalhar a minha parte de boxe, um jogo limpo, solto, sou muito evasivo e tudo isso trouxe um aprendizado bacana. Também venho de lesão e não sei se senti o ritmo ou não, estava até bem seguro na luta, mas também fiquei quase um ano sem lutar, estou voltando agora no ritmo de novo. Entretanto, no total, foi tudo positivo, o grupo estava muito coeso, estava um clima muito bom e isso fez muito a diferença.

Torcedor burla segurança e é flagrado com camisa de organizada no estádio

Cruzeiro e URT é a primeira partida com proibição do MP para entrada identificada de facções punidas. Cruzeirense usa blusa com escudo de subdivisão da Máfia Azul

Por Belo Horizonte
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torcedor cruzeiro camisa máfia Azul - Comando Nova Lima (Foto: Mauricio Paulucci)Torcedor na cadeira do Mineirão; no escudo, iniciais do Comando Nova Lima, 'braço' da Máfia Azul
O clima de serenidade no Mineirão, neste domingo, não lembra, nem de longe, as cenas de selvageria protagonizadas pelas torcidas organizadas do Cruzeiro, no último ano. As brigas entre Máfia Azul e Pavilhão Independente levaram o Ministério Público a proibir as facções de entrar no Mineirão com roupas ou acessórios que identificassem as torcidas. No entorno do estádio, seguranças e policiais militares impediam a entrada de cruzeirenses que teimassem em desobedecer a proibição.
Apesar da tranquilidade, um torcedor, identificado pela reportagem do GloboEsporte.com, conseguiu burlar a segurança e entrou com uma camiseta com um discreto símbolo da Máfia Azul.
O torcedor do Cruzeiro que passou pela barreira policial, ocupava um lugar no setor inferior amarelo do estádio do Mineirão, local onde a Máfia Azul costuma se reunir nas arquibancadas. A camisa apresenta o símbolo de uma das subdivisões da torcida organizada, de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Perguntado sobre como conseguiu burlar a segurança, o torcedor desconversou e negou que a camisa era da facção.
- Não tem nada de Máfia Azul. Isso aqui é uma camisa do time de futsal da minha região. 
torcida organizada cruzeiro Estádio Mineirão Marcus Vinícius, de 20, da cidade de Ibirité (Foto: Mauricio Paulucci)Marcus Vinícius, de Ibirité, teve que tirar a camisa que usava da Máfia Azul
Os torcedores das organizadas estiveram presentes no Mineirão. No entanto, sem identificação de camisas ou acessórios das facções. O tenente coronel da Polícia Militar, explicou que alguns torcedores podem ter burlado a segurança, assim com flagrou a reportagem do GloboEsporte.com, escondendo a camisa da torcida organizada.  
- É possível. Às vezes o sujeito entra com uma camisa por baixo da outra e, na revista, não manda levantar a blusa de todo mundo. Mas dentro do estádio não identificamos ninguém com a camisa das organizadas.  
torcida organizada cruzeiro Estádio Mineirão (Foto: Mauricio Paulucci)Seguranças e PM´s trabalharam para impedir a entrada de torcedores identificados com as duas organizadas


O Mineirão possui dois acessos para os torcedores entrarem dentro do estádio: a entrada Sul e Norte. Logo na entrada, seguranças e policiais identificavam os torcedores que poderiam estar com roupas que estivessem com algo que identificasse as organizadas. Poucos torcedores, principalmente de outras cidades e da região metropolitana de Belo Horizonte, apareceram nos arredores do Mineirão com camisas e roupas das torcidas organizadas punidas. 
O tenente coronel Robson Queiroz, responsável pelo policiamento de eventos no Mineirão, informou que o domingo foi de tranquilidade para a Polícia Militar. Apenas uma ocorrência foi registrada, fora do estádio e sem associação com as torcidas organizadas. Segundo o tenente, alguns torcedores da URT registraram uma ocorrência porque as bilheterias não estariam aceitando a documentação para a compra dos ingressos de meia entrada.
Valdivia 'estreia' com brilho, e Verdão goleia Atlético Sorocaba
Mago faz primeiro jogo no ano e comanda os 4 a 1 neste domingo, em Sorocaba. Time da casa começa bem, mas não segura rival
 
A CRÔNICA
por Marcelo Hazan
Quando quer jogar e consegue se livrar das lesões, Valdivia é um jogador acima da média no futebol brasileiro. Em seu primeiro jogo pelo Palmeiras na temporada, ainda sob cuidados, o Mago mostrou isso. Comandou a equipe e foi um dos principais responsáveis pela goleada por 4 a 1 sobre o Atlético Sorocaba, neste domingo, no interior paulista, pela terceira rodada do Paulistão. Em 75 minutos, fez um gol, acertou a trave em cobrança de falta e ditou o ritmo de um Palmeiras que começa a tomar forma em 2014 - são três vitórias em três jogos.
Diante de 11.218 pagantes em Sorocaba, Valdivia saiu aplaudido quando foi substituído por Felipe Menezes. Além do Mago, outro "estreante" na temporada deixou sua marca: o atacante Leandro fez o segundo gol. Juninho e Wesley completaram o resultado.
O time de Sorocaba abriu o placar no primeiro tempo, com Ewerthon aproveitando o desentrosamento entre Lúcio e Henrique. Depois, porém, só deu Palmeiras. A vitória levou a equipe de Gilson Kleina aos nove pontos, na liderança isolada do Grupo D. O Atlético continua com um ponto no Grupo A.
O Atlético Sorocaba volta a campo na próxima quarta-feira, às 17h (horário de Brasília), quando enfrenta o Mogi Mirim, fora de casa. Na quinta, o Verdão recebe o Penapolense, às 19h30, no Pacaembu.
Valdivia palmeiras e Chico Atlético Sorocaba  (Foto: Piervi Fonseca / Agência Estado)Valdivia comandou as ações do Palmeiras em Sorocaba (Foto: Piervi Fonseca / Agência Estado)
Velocidade empata com cadência
Aos 32 anos, Ewerthon mostra uma forma física que não apresentou em suas últimas temporadas, quando rodou pelo mundo, defendeu o próprio Palmeiras e não se firmou. Fininho, o camisa 10 do Atlético Sorocaba investiu na velocidade para vencer os lentos Lúcio e Henrique. Nas costas deles, a equipe do interior assustou e criou ótimas chances.
Ainda em fase de entrosamento, os badalados zagueiros do Verdão perderam todas para Ewerthon. Em uma linha de impedimento mal executada, o atacante aproveitou belo lançamento de Fabão e apareceu sozinho na frente de Fernando Prass: 1 a 0 Atlético Sorocaba, aos 13 minutos.
O Palmeiras é um time melhor, claro, e acordou após o gol. Colocou a bola no chão, usou a cadência, a inteligência. Jogando como volante, Marcelo Oliveira teve mais liberdade para avançar com a bola e ajudar Wesley e Valdivia. Em seu primeiro jogo no ano, o Mago foi muito acionado e ficou mais próximo da área.
Aos poucos, o chileno se encontrou em campo. Esperto, correu para a área quando Wendel recebeu pela direita e ensaiou um cruzamento. Valdivia se posicionou longe dos zagueiros e, sozinho, pôde arrematar para empatar o jogo, aos 21. Na defesa, porém, a preocupação com Ewerthon continuou. Fernando Prass foi quem garantiu o empate ao Palmeiras no primeiro tempo.
Leandro ‘vinga’ Mago, e Verdão deslancha
O gigante zagueiro Fabão foi o combustível para a reação palmeirense no segundo tempo. Explica-se. Na base da força, o beque do Atlético Sorocaba tentou intimidar os “baixinhos” Valdivia e Leandro, ambos estreando na temporada. O chileno levou uma solada e um soco do zagueiro, reclamou, e acabou levando cartão amarelo. Nervoso, jurou que daria o troco.
O Mago nem precisou se mexer. Foi preservado pelos companheiros e se manteve longe de Fabão. Coube a Leandro a tarefa de dar a resposta – na bola. Após passe de Alan Kardec, o atacante deu um leve toque que fez o zagueiro passar batido na marcação. O grandalhão ficou caído, de costas para o gol, e nem viu a finalização certeira que decretou a virada palmeirense: 2 a 1, aos 22 minutos.
Ainda sem o ritmo ideal, Valdivia jogou 75 minutos e foi aplaudido em sua substituição. Com Leandro, a mesma coisa. A saída da dupla deu espaço a nomes menos badalados. Estreando com a camisa alviverde, o meia Marquinhos Gabriel entrou no segundo tempo e agradou a Gilson Kleina. Inteligente, aproveitou lançamento de Henrique e deu assistência para Juninho marcar o terceiro gol, aos 30. Wesley, nos acréscimos, confirmou a goleada.
Aos poucos, o Palmeiras 2014 ganha uma cara. De time de elite, que pode brigar em igualdade com seus rivais. Se Valdivia conseguir uma sequência, as chances do Verdão aumentam consideravelmente.
 
Santos sofre pressão, Aranha salva e Cícero decide vitória sobre o Ituano
Peixe vai mal, mas faz 1 a 0 com gol de falta do meia nos minutos finais. Time do interior cria e finaliza mais, mas para em boa atuação do goleiro
 
A CRÔNICA
por GloboEsporte.com
Aos 45 minutos do segundo tempo, uma falta cobrada por Cícero deu a vitória ao Santos por 1 a 0 sobre o Ituano, neste domingo, no Novelli Júnior. A equipe do interior jogou melhor, exigiu grandes defesas de Aranha, mas foi castigada em uma bola parada que desviou na barreira e enganou seu goleiro. O Peixe venceu, mas terá de tirar lições se quiser melhorar e brigar em condições de igualdade com seus adversários pelo título paulista.
Com um meio-campo dominado durante toda a partida, o Peixe assistiu à pressão do Ituano no segundo tempo. Não fosse Aranha, a trave e o zagueiro Jubal, o Santos sairia derrotado de Itu. E a vitória do time da casa seria até o placar mais justo. O resultado levou o Santos aos sete pontos, na segunda posição do Grupo C do Campeonato Paulista. O Ituano tem apenas um ponto somado no Grupo B.
Na próxima rodada, o Ituano vai até Jundiaí enfrentar o Paulista, quarta-feira, às 17h (horário de Brasília), no Jayme Cintra. No mesmo dia, mas às 22h, o Santos faz seu primeiro clássico na temporada, contra o Corinthians, na Vila Belmiro.
Lance do jogo entre ituano e Santos (Foto: Denny Cesare / Agência Estado)Cicinho domina a bola e é marcado por jogador do Ituano (Foto: Denny Cesare / Agência Estado)
Peixe não cria, Aranha salva
À vontade e vestindo uma bermuda para amenizar o calor de Itu, Oswaldo de Oliveira apostou no retorno de Cícero para dar vitalidade ao meio-campo santista. Nem ele foi capaz de efetuar a necessária ligação até o ataque. Assim, o Santos viveu da ligação direta vinda da defesa e de alguns lampejos de Geuvânio, arisco, cheio de dribles, mas sem ajuda de Gabriel e Thiago Ribeiro, muito bem marcados.
Oswaldo terá trabalho para suprir a ausência de Montillo, que costumava fazer com eficácia a armação de jogadas. Sem o argentino, o Peixe perde muita qualidade e precisa de jogadas individuais para criar. Foi assim nas poucas chances que o time teve.
O Ituano não se limitou a defender e tentou agitar um jogo monótono, finalizando mais do que o rival e buscando o ataque. Nas bolas paradas, Anderson Sales deu trabalho. Com a bola rolando, os ex-palmeirenses Marcinho e Cristian tiveram chances de abrir o placar. Ambos pararam no goleiro Aranha, melhor santista em campo no primeiro tempo.
Aranha salva, Cícero decide
A vantagem física do Ituano foi decisiva para o formato do jogo, que teve a equipe do interior no comando das ações durante todo o segundo tempo. O Ituano passou a trocar passes, abrir espaços e colocar o Santos para correr. Aranha continuou fazendo o que pôde – e quando não pôde, contou com valiosa ajuda da sorte, com no chute de Paulinho que acertou a trave.
Oswaldo trocou Gabriel por Victor Andrade – seis por meia dúzia, já que a formação do ataque não mudou, e o substituto, assim como o titular, mal tocou na bola. O Santos pareceu satisfeito com o empate na maior parte da segunda etapa. Do outro lado, o técnico Doriva percebeu as intenções do rival e não teve medo de colocar seu time para pressionar.
O empate sem gols era lucro para o Santos, que passou os últimos minutos dentro de sua área, se segurando para evitar a derrota. No lance mais perigoso, Jubal se jogou na frente da bola para salvar o time. Oswaldo de Oliveira demorou muito para mexer, colocou Leandrinho nos minutos finais, mas não conseguiu fazer o Peixe jogar.
Mesmo satisfeito, o Santos teve uma falta aos 45 minutos e arriscou. Cícero bateu, a barreira abriu, e o goleiro Vágner não pôde fazer nada: 1 a 0. Insatisfeito com a atuação e as vaias da torcida, o meia desabafou e levou a mão ao ouvido, querendo uma resposta da torcida. A vitória veio, mas Oswaldo terá muito trabalho para fazer esse time jogar mais.
 

Grêmio resolve jogo em meia hora, e time A começa ano com vitória: 4 a 0

Após duas rodadas com equipe B, Tricolor, de Enderson Moreira, supera Aimoré.
Barcos, Bressan e Edinho marcam antes dos 30 minutos. Kleber completa no final

Por Porto Alegre
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Valeu a pena esperar. Afastado das duas primeiras rodadas do Gauchão por pré-temporada na Serra, o time principal do Grêmio só estreou neste domingo. E tirou o atraso com sobras. Venceu fácil o Aimoré, numa Arena festiva e indiferente ao fato de o esquema do novo técnico Enderson Moreira se mostrar, ao menos no papel, semelhante ao de Renato Gaúcho, tão criticado. E daí que eram três volantes novamente? Em menos de 30 minutos, já estava 3 a 0, e acabaria 4 a 0, com direito a golaço de Barcos, artigo raro em 2013. Uma prévia de 2014, pequena, é verdade, mas capaz de deixar os torcedores - 15.911 almas presentes ao estádio - cheios de esperança.
Afinal, outros fantasmas e tabus também foram extirpados. Maxi Rodríguez, enfim, virou titular, e Kleber, sem gols desde 7 de setembro, voltou a anotar. Os gols, a propósito, saíram com espantosa naturalidade, o que admitiu o próprio autor do primeiro, o argentino Barcos, um golaço no ângulo. Depois, Bressan, a cara nova Edinho e o já citado Kleber, de pênalti, completaram o placar, que, por justiça, deveria ser mais elástico - embora Marcelo Grohe tenha feito milagre no início do segundo tempo em tardia e vã reação de um rival sem forças.
Provavelmente com a volta do time de garotos, o Grêmio retorna a campo na quarta-feira, no caldeirão do Bento Freitas, em visita ao Brasil de Pelotas, às 22h. No mesmo dias, mas às 20h30m, o Aimoré, zerado, recebe o São Luiz, para tentar sair da lanterna do Grupo A - já o Tricolor lidera o B, com seis pontos.
Barcos grêmio gol Aimoré (Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA)Barcos comemora com Wendell, que também foi bem (Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA)
Tabus de 2013 caem por terra

Enderson Moreira pegou o Gauchão com três pontos do time B, que perdera na estreia e se recuperara na segunda rodada. E, de largada, ganhou desfalques. O principal, de longe, é Zé Roberto, que ainda não renovou contrato, forçando o estreante técnico a retornar aos três volantes de Renato Gaúcho. Ramiro, Riveros e o também novato Edinho formavam a linha atrás de Maxi Rodríguez, antes sempre reserva com o antigo treinador.
Mas que linha? A movimentação dos volantes se mostrou intensa, o trio não parava em naco algum da ainda nem tão confiável grama da Arena - estádio, aliás, que recebeu um público sem mágoas ou ressentimentos de falhas de um 2013 sem títulos. E fizeram bem os torcedores ao dar um voto de confiança a esse novo Grêmio. A esse novo Barcos, que, logo aos 13 minutos, limpou o zagueiro e, de canhota, colocou a bola com firmeza e categoria no ângulo de Rafael. Golaço e 1 a 0.
A partir daí, a partida tomou contornos de jogo-treino. As chances se avolumavam, incontroláveis como o apetite dos fãs nas cadeiras. Aos 19, Kleber chutou fraco e perdeu chance. Ainda fora puxado, mas o árbitro Jean Pierre de Lima Henrique não marcara pênalti. Aos 22, no entanto, não houve como segurar. Riveros cruzou, Barcos cabeceou, e Bressan completou: 2 a 0. Riveros estava impedido na origem do lance e seria flagrado em impedimento mal marcado, que redundaria no 4 a 0. Antes disso, aos 27, o terceiro, do estreante Edinho, que escorou cruzamento do também participativo Maxi Rodríguez. Ufa! Fim de massacre. Ao menos no primeiro tempo.
- Não imaginava essa vantagem já no primeiro tempo - admitiu Barcos, bastante saudado pela torcida enquanto tomava o rumo do vestiário.

Goleada tem até milagre de Grohe
O cansaço da pré-temporada pesou na etapa final. Maxi chegou a perder boa chance logo nos primeiros minutos, dando indício a nova blitz. Mas o Aimoré melhorou, se aproveitou do recuo tricolor e até criou chances de gol. Duas num lance só. Aos 6 minutos, Lucas Silva chutou, Marcelo Grohe espalmou e, no rebote, mesmo caído, impediu tiro de Cleiton na pequena área. Milagre!
Se as forças divinas ajudaram o goleiro gremista... o mesmo não ocorreu com Maxi Rodríguez, que já havia sido garçom de Edinho, mas não conseguia emplacar gols. Aos 22, tentou encobrir Rafael, seria um golaço, mas a bola subiu demais. Quem fechou o placar foi Kleber, que tenta marcar desde 7 de setembro, num incrível jejum que terminou aos 33 minutos, em cobrança de pênalti sofrido por Bressan. Agora, sim. Time com volantes jogando bem, Maxi de titular, Barcos fazendo golaço e Kleber livre da seca. O ano de 2014, enfim, pode começar para o Grêmio.
GRÊMIO 4 X 0 AIMORÉ
Marcelo Grohe; Pará, Rhodolfo, Bressan e Wendell; Edinho, Riveros, Ramiro, Maxi Rodríguez (Jean Deretti) e Kleber (Lucas Coelho); Barcos (Paulinho)
Rafael; Danilo Baia, Marcelo Ramos, Rogério e Juca; Luanderson, Cristian Lucca, Toto (João Paulo) e Diego Torres; Paulinho Macaíba (Cleiton) e Lucas Silva (Moacir)

Técnico: Enderson Moreira
Técnico: Ben-Hur Pereira
Gols: Barcos, aos 13, Bressan, aos 22 e Edinho, aos 27 minutos do primeiro tempo.
Kleber, aos 33 do segundo tempo.
Cartões: Danilo Baia, Cristian Lucca, Rogério (A)
Local:  Arena do Grêmio, em Porto Alegre