domingo, 22 de fevereiro de 2015

Sem passeios ou distrações, Johnson diz que Barboza vai se dar mal com ele

Peso-leve americano garante que está concentrado, projeta disputa de cinturão da categoria daqui a três lutas e elege Pettis favorito contra Rafael dos Anjos

Por Porto Alegre
Concentração total e foco em Edson Barboza. Assim pode ser descrito o estado de espírito do peso-leve Michael Johnson, que fará contra o brasileiro a penúltima luta do "UFC: Pezão x Mir" no próximo domingo, em Porto Alegre. Evitando as distrações da capital gaúcha, americano garante que não viajou tanto para fazer turismo ou relaxar. Suas atenções estão totalmente voltadas para a luta.
- Eu dei uma volta pela cidade, mas foi uma coisa rápida. Estou aqui para trabalhar, não é uma viagem de turismo ou de lazer. Vou fazer o meu trabalho domingo, vencer e depois tiro um tempo para passear e conhecer melhor a cidade.
Os chutes de Edson Barboza, famosos pela velocidade e potência, não são, na opinião de Johnson, motivo para muita preocupação.
- Os chutes dele são muito bons, assustam muita gente, mas venho trabalhando o kickboxing com meu treinadores e meus companheiros de equipe, que são os melhores do mundo. Não estou nem um pouco preocupado com o que o Edson vai fazer na luta. Estou muito bem preparado e 100% concentrado no que tenho que fazer. E vou fazer.
Treino Aberto UFC Michael Johnson X Edson Barboza (Foto: Jefferson Bernardes/Inovafoto)Treino Aberto UFC Michael Johnson X Edson Barboza (Foto: Jefferson Bernardes/Inovafoto)
Perguntado se acreditava que, por ter treinado com Frankie Edgar e Ricardo Cachorrão, Edson Barboza conseguiria surpreendê-lo no jogo de chão, Michael Johnson foi irônico.
- É, ele vai me surpreender no chão, sim (risos). Não me importa com quem ele vem treinando. Ele não treinou comigo, e Frankie não é o mesmo lutador que eu. É um grande lutador, ex-campeão mundial, mas sua trocação não se compara à minha. Ricardo Cachorrão não foi um grande atleta em pé. Ele é excelente no jiu-jítsu. Mas, com todo o respeito a esses dois caras, não importa com quem ele treinou. Ele não vai se dar bem contra mim no domingo.
 Não estou nem um pouco preocupado com a torcida brasileira. Tenho muito respeito pelos fãs aqui do Brasil, mas já senti o que eles podem fazer em uma arena, e nada mais vai me surpreender"
Michael Johnson
 Johnson também falou sobre como se vê na categoria dos pesos-leves e opinou sobre a disputa do título, entre Rafael dos Anjos eAnthony Pettis, que acontece dia 15 de março em Dallas, nos EUA.
- Eu me vejo entre os melhores dos pesos-leves. Não vejo ninguém que possa me vencer se eu estiver na minha melhor forma e concentrado. Vou em busca da vitória no domingo para merecer uma disputa de cinturão daqui a algumas lutas. Com uma vitória convincente acredito que esteja a três lutas de disputar o título.  Me desculpem os brasileiros, mas acho que Pettis vence. Sei que os brasileiros não queriam ouvir isso, mas Anthony vem fazendo parecer fácil fazer o que ele faz. Acho que serei a luta mais difícil que ele terá feito quando chegar lá, e espero que ele esteja preparado para mim.
Companheiro de treinos de Vitor Belfort e Anthony Johnson, que disputarão no UFC 187, dia 23 de maio, em Las Vegas, os cinturões dos pesos-méios e meio-pesados, respectivamente, Johnson disse ter certeza que seus dois colegas da equipe Blackzilians deixarão suas lutas com os cinturões de campeões mundiais.
- Os dois serão campeões. Para mim, eles já são campeões. Vitor é ex-campeão dos meio-pesados e dos pesados e é um lutador absolutamente sensacional. Anthony Johnson também é. Ele mudou a sua vida completamente, vem se preparando como nunca e merece ser campeão.
Treino Aberto UFC Michael Johnson (Foto: Jefferson Bernardes/Inovafoto)Treino Aberto UFC Michael Johnson (Foto: Jefferson Bernardes/Inovafoto)
O americano também não pareceu se importar com a famosa pressão que a torcida brasileira fará contra ele na luta contra Edson Barboza.
- Não estou nem um pouco preocupado com a torcida brasileira. Tenho muito respeito pelos fãs aqui do Brasil, mas já senti o que eles podem fazer em uma arena, e nada mais vai me surpreender. O máximo que eles podem fazer é vaiar e cantar suas músicas, e isso não vai ajudar Edson a me vencer - finalizou.
Combate transmite o "UFC: Pezão x Mir" ao vivo neste domingo a partir de 18h40 (horário de Brasília), e o Combate.com acompanha em Tempo Real. No sábado, canal e site exibem em vídeo ao vivo a pesagem oficial, a partir de 15h45. Confira o card completo:
UFC: Pezão x Mir
22 de fevereiro, em Porto Alegre (RS)
CARD PRINCIPAL
Peso-pesado: Antônio Pezão x Frank Mir
Peso-leve: Edson Barboza x Michael Johnson
Peso-médio: Cezar Mutante x Sam Alvey
Peso-leve: Adriano Martins x Rustam Khabilov
Peso-galo: Iuri Marajó x Frankie Saenz
Peso-meio-médio: Santiago Ponzinibbio x Sean Strickland
CARD PRELIMINAR
Peso-galo: Jéssica Andrade x Marion Reneau
Peso-meio-médio: William Patolino x Matt Dwyer
Peso-pena: Tiago Trator x Mike de la Torre
Peso-meio-médio: Wendel Negão x TJ Waldburger
Peso-galo: Douglas D'Silva x Cody Gibson
Peso-leve: Ivan Batman x Josh Shockley

Waldburger desmaia na sauna, e luta contra Wendell Negão é cancelada

Americano passa mal poucas horas antes da pesagem oficial do UFC Porto Alegre e obriga organização a cancelar o duelo. Brasileiro vai receber sua bolsa normalmente

Por Porto Alegre
TJ Waldburger pesagem UFC 170 (Foto: Getty)TJ Waldburger na pesagem do UFC 170: americano passou mal e foi forçado a deixar card de Porto Alegre (Foto: Getty Images)
O card da primeira edição do UFC em Porto Alegre, programado para acontecer neste domingo, no Ginásio Gigantinho, sofreu uma baixa de última hora. TJ Waldburger, adversário de Wendell Negão, desmaiou na sauna do hotel em que estão hospedados os lutadores da organização, enquanto tentava perder peso. O atleta foi levado ao hospital, conforme apurou o Combate.com, e os médicos vetaram a participação do americano no duelo, que acabou cancelado. O incidente ocorreu há poucas horas da pesagem oficial, marcada para 16h deste sábado.
Empresário do brasileiro, Stéfano Sartori afirmou que Joe Silva, matchmaker do Ultimate, havia entrado em contato para avisar que Waldburger não bateria o peso, pois estava com 2,2kg acima do permitido. Quinze minutos depois, uma nova ligação de Joe Silva informou que o adversário havia sido hospitalizado - o cancelamento seria questão de tempo.
Frustrado por não poder entrar no octógono, Wendell Negão lamentou ter de ficar fora do evento após o trabalho árduo feito durante meses.
- Foi uma notícia muito ruim saber que depois de tento treinamento, de passar por tanta fase difícil, perda de peso, parte técnica... Deixei de fazer várias coisas, me privei de momentos bons, de diversão com a família, e a luta não acontecer devido a uma falha técnica do meu adversário e dos treinadores dele por conta da perda de peso. Ele passou mal, alegou não estar bem e a luta foi cancelada. Espero enfrentá-lo futuramente, isso vai acontecer com certeza e estarei com o mesmo foco para buscar o nocaute, declarou, em entrevista ao Combate.com, exaltando a postura da organização.
Wendell Negão, lutador do UFC, e Jairo Corsino, preparador físico (Foto: Marcelo Barone)Wendell Negão com Jairo Corsino, seu preparador físico: decepção com luta cancelada (Foto: Marcelo Barone)
- Fico lisonjeado pelo UFC e por toda a entidade me darem a bolsa normalmente. A frustração é pela luta não ocorrer. O que eu queria mesmo era lutar, mostrar o lutador que sou, as técnicas que eu tenho. Estava empolgado, treinado, infelizmente, não será dessa vez.
Jairo Corsino, preparador físico do atleta da War Machine, comentou o assunto, como profissional da área, e lamentou o que considerou falta de profissionalismo de Waldburger.

- A primeira coisa que temos de pensar é na saúde do atleta, realmente saber o que aconteceu. Fora isso, é inadimissível um profissional do maior evento de lutas do mundo não bater o peso. Não tem explicação. O atleta só tem dois compromissos: bater peso e lutar. O cara recebeu a notícia da luta tem três meses, não tem nem a desculpa de que pegou em cima da hora. O Wendell deixou de comer no Natal, no Ano Novo, não saiu da dieta no Carnaval, porque tem compromisso com o evento. É irresponsabilidade (não bater o peso). O Wendell não fez sauna, nem banheira. Jantou um dia antes da pesagem e, hoje (sábado) de manhã, tomou café da manhã e já está no peso. Não é só nós que perdemos. O esporte perde, os patrocinadores, cujas marcas não aparecerão no evento, também. Fora a possibilidade de aumentar financeriamente a bolsa com a vitória ou um bônus. Não sabemos o dia de amanhã, mas fazemos de tudo para minimizar os riscos para a saúde do Wendell e para que ele bata o peso. Trabalhamos com uma equipe multidisciplinar, com o Arthur Bessa, fisiologista, a Paolo, nutricionista, além de mim. É preciso profissionalização - reclamou Corsino.
Combate transmite o "UFC: Pezão x Mir" ao vivo neste domingo a partir de 18h40 (horário de Brasília), e o Combate.com acompanha em Tempo Real. Confira o card completo:
UFC: Pezão x Mir
22 de fevereiro, em Porto Alegre (RS)
CARD PRINCIPAL
Peso-pesado: Antônio Pezão x Frank Mir
Peso-leve: Edson Barboza x Michael Johnson
Peso-médio: Cezar Mutante x Sam Alvey
Peso-leve: Adriano Martins x Rustam Khabilov
Peso-galo: Iuri Marajó x Frankie Saenz
Peso-meio-médio: Santiago Ponzinibbio x Sean Strickland
CARD PRELIMINAR
Peso-galo: Jéssica Andrade x Marion Reneau
Peso-meio-médio: William Patolino x Matt Dwyer
Peso-pena: Tiago Trator x Mike de la Torre
Peso-galo: Douglas D'Silva x Cody Gibson
Peso-leve: Ivan Batman x Josh Shockley

Herói do clássico, Luan explica por que 



bateu pênalti e homenageia filho



Defensor diz que pênalti sofrido por ele próprio foi indiscutível e afirma treinar cobranças frequentemente em São Januário

Por Rio de Janeiro

O zagueiro Luan surpreendeu a todos ao pegar a bola para bater o pênalti que ele mesmo sofreu na vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, neste domingo, no Engenhão. Explicou que não pediu para cobrar à toa, afirmando treinar a jogada frequentemente em São Januário. Aproveitou também para dedicar o gol ao filho (a) que vem aí. Inclusive, o (a) homenageou na celebração.
- Isso é treinamento. Sempre treinamos eu, Marcinho Bernardo. Eu pedi para bater e fui feliz. Um gol para o meu filho. Minha esposa está gravida de dois meses, não sei se é menina ou menino, mas já está trazendo felicidade para a minha família. Estava devendo isso pra torcida. Meu primeiro gol foi no comecinho, em 2013 ou 2012. E personalidade a gente tem que ter. Agora estamos devendo uma grande atuação em casa - afirmou, já pensando no jogo do próximo sábado, contra o Bangu, às 16h, em São Januário.
O primeiro gol de Luan como profissional, do qual tinha dúvida se foi marcado em 2012 ou 2013, ocorreu 29 de setembro de 2012, na vitória vascaína por 2 a 1 sobre o Figueirense.
Luan Vasco X Fluminense (Foto: Andre Durão)Luan homenageia filho (a) na comemoração do gol vascaíno (Foto: Andre Durão)
Questionado a respeito das reclamações de Fred, que afirmou que o próprio Luan teria pedido para nunca mais colocarem Luiz Antonio Silva Santos para apitar jogos, o zagueiro cruz-maltino desconversou. Afirmou, aliás, que o pênalti sofrido por ele foi indiscutível.
- Fizemos o que o Doriva propôs num jogo bem intenso. Se tivesse que ter um vencedor, teria que ser a gente. O juiz poderia ter deixado o jogo correr mais, o pênalti foi pênalti, então não tem o que falar - encerrou.

No clássico da união, Coritiba vence o 



nervoso Atlético-PR no Couto Pereira


Mais ofensivo e experiente, Coritiba faz 2 a 0 no primeiro tempo, administra e assume o segundo lugar. Atlético-PR mostra nervosismo do início ao fim e cai para oitavo lugar

Por Curitiba
 
O Coritiba levou a melhor no "Atletiba da união". Com gols do atacante Rafhael Lucas e do volante Alan Santos, o time alviverde construiu o placar até os 18 minutos do primeiro tempo e venceu o Atlético-PR por 2 a 0 na noite deste domingo, no Couto Pereira, pela quinta rodada do Campeonato Paranaense. O Verdão chega aos 12 pontos e fica atrás apenas do JMalucelli, que tem 13. O Rubro-Negro, por sua vez, cai para o oitavo lugar, com sete pontos.
O Atletiba 362 era especial antes mesmo de a bola rolar por marcar o primeiro duelo após a aproximação das diretorias dos dois clubes. Coritiba e Atlético-PR têm promovido várias ações em conjunto, como a apresentação de uma mesma patrocinadora e uma entrevista coletiva com a presença de presidentes, técnicos e capitães antes do jogo. A harmonia, como esperado, ficou apenas fora de campo. O jogo teve várias divididas duras e algumas discussões.
No fim, prevaleceu a postura ofensiva e a experiência dos titulares do Coritiba. Rafhael Lucas e Alan Santos fizeram os gols ao aproveitar falhas da defesa rubro-negra. Depois, os mandantes diminuíram o ritmo, mas não tiveram a vitória ameaçada em nenhum momento. Com o resultado, o Verdão ampliou sua vantagem no histórico do clássico. Chegou à 139° vitória, contra 113 do Furacão, além de 110 empates. O clássico teve 15.721 pagantes, com 17.852 presentes e R$ 344.268,00 de renda.
O Coritiba vai tentar assumir a liderança contra o Prudentópolis, às 16h (horário de Brasília) do próximo domingo, no Newton Agibert. Antes, o Atlético-PR buscará a reação contra o Foz do Iguaçu, às 19h30 de quinta-feira, na Arena da Baixada.
Alan Santos gol Atletiba Atlético-PR Coritiba (Foto: Monique Silva)Jogadores do Coritiba comemoram o gol do volante Alan Santos (Foto: Monique Silva)
Ofensivo e experiente, Coritiba abre vantagem
O Coritiba tinha uma formação nova no estadual, com três zagueiros e três atacantes. Na frente, Rafhael Lucas atuava centralizado, com Wellington Paulista pela direita e Negueba pela esquerda. Já o Atlético-PR jogava no 4-2-3-1, com Caíque isolado no ataque. Com uma postura mais ofensiva e jogadores mais experientes, o time da casa partiu para a pressão logo no início. E ela não demorou a dar resultado. Aos nove, Rafhael Lucas recebeu de Carlinhos e tocou na saída do goleiro para abrir o placar. No embalo da torcida, que passou a cantar ainda mais forte, o Coxa ampliou. Aos 18, Lucas Macanhan deu rebote após cabeceio de Leandro Almeida, e o volante Alan Santos mostrou oportunismo e mandou para o fundo das redes - 2 a 0.
Com apenas um jogador com mais de 23 anos (o volante Matteus, de 25), o Rubro-Negro mostrava nervosismo. Guilherme Batata errava passes de cinco metros; Gustavo Marmentini abusava das jogadas individuais diante da forte marcação alviverde; Caíque, isolado, praticamente não tocava na bola. O time visitante até conseguiu equilibrar o jogo, muito pelo fato de o rival ter tirado o pé do acelerador, mas só conseguiu criar uma chance clara no primeiro tempo. Marmentini cruzou para a área, e Crysan cabeceou perto. No lance seguinte, porém, a defesa falhou, e Wellington Paulista apareceu livre na área e quase marcou - Lucas Macanhan salvou com a ponta dos dedos.
Coxa tira o pé do acelerador, mas Atlético-PR nem assusta
Para buscar a reação, o técnico Marcelo Vilhena trocou o volante Guilherme Batata pelo meia Bruno Mota na volta para o segundo tempo. Sem sucesso. A equipe seguia errando muitos passes e apostando nas jogadas individuais, facilmente desarmadas pela defesa adversária. Já o Coxa, sem alterações, marcava a saída de bola e trocava passes com categoria. Não levava tanto perigo quanto no primeiro tempo, mas raramente era ameaçado. Em uma chance, Sidcley fez jogada pela esquerda e chutou na rede, pelo lado de fora. Para dar um novo gás ao time, Marquinhos Santos trocou Negueba por Luis Cáceres - que estreou com a camisa alviverde. Depois, tirou Wellington Paulista e colocou Mazinho.
As substituições surtiram efeito. O Coritiba voltou a dominar o jogo e a assustar o rival. Mazinho arriscou de fora da área, por cima. Rafhael Lucas chegou a mandar para o gol, mas a arbitragem já assinalava impedimento. Mazinho, de novo ele, bateu em cima de Lucas Macanhan após receber lilvre na área. No mesmo lance, Rafhael Lucas e Mazinho pararam no goleiro atleticano. No final, Gustavo Marmentini cobrou falta, mas Vaná pulou para salvar. 

Algoz de Nadal, Fognini não brilha, e 



Ferrer leva o título do Aberto do Rio


Mais regular na decisão, número 9 do mundo leva a melhor e se sagra campeão com o 23º título da carreira, o 12º no saibro, e é um dos únicos com dois triunfos no ano

Por Rio de Janeiro

De um lado, o italiano Fabio Fognini, algoz de Rafael Nadal nas semifinais. Do outro, o espanholDavid Ferrer, cabeça de chave 2 no Aberto do Rio. Numa final sem favoritismo para qualquer um dos tenistas, neste domingo, na quadra central do Jockey Club Brasileiro, prevaleceu a regularidade do atual número 9 do mundo. Diante de um disperso Fognini, 28º do ranking da ATP, que chegou a cometer três "foot faults" (pisar na linha durante o saque) na partida e tacou raquete na parede, Ferrer não teve muitos problemas para conquistar o título do torneio carioca em sets diretos, parciais de 6/2 e 6/3, em 1h23.
tenis david ferrer troféu aberto do rio (Foto: AFP)Após vitória sobre Fognini, Ferrer levanta o troféu de campeão do Aberto do Rio (Foto: AFP)
Ferrer manteve a invencibilidade sobre Fognini com a vitória deste domingo. Agora o espanhol já tem oito triunfos em oito confrontos com o italiano no circuito profissional. Esse também foi o 23º título do número 9 do mundo em simples, o 12º no saibro. E Ferrer se junta agora ao suíço Stan Wawrinka (ATP 250 de Chennai e ATP 500 de Roterdã) como os únicos que têm dois títulos na temporada - além do Rio (nível ATP 500), venceu o ATP 250 de Doha, na primeira semana do ano.
Primeiro a falar na cerimônia de premiação, que contou com a presença de Gustavo Kuerten, Fognini agradeceu o público e até pediu desculpas por ter eliminado Nadal e estragado a festa de quem esperava ver o Touro Miúra em ação na final.
- Foi uma semana muito especial para mim. Desculpas se venci o rei do saibro. Guga, queria estar do teu lado hoje. Espero vê-los em 2016, aqui e nas Olimpíadas - disse o italiano.
Em seguida foi a vez de Ferrer, que recebeu o troféu das mãos do secretário de Esporte, Lazer e Juventude do Rio de Janeiro, Marco Antônio Cabral, e do Ministro do Esporte, George Hilton. As duas autoridades foram vaiadas pelos torcedores. No discurso, Ferrer aproveitou para elogiar Guga.
- Queria felicitar Fognini pelo grande torneio e a grande semana que fez, sobretudo pela partida de ontem (sábado). Foi uma semana especial para mim, desde que vim e tive a experiência de ir no Carnaval com Rafa e Guga (no desfile da Viradouro no último domingo). Ano que vem prometo aprender a dançar (risos). Estou feliz e contente. E Fabio, você falou que ganhou o rei do saibro, mas o rei do saibro está aqui, que é o Guga. Esse é o rei do saibro. Nos vemos no ano que vem - disse Ferrer.
Além de ganhar de Fognini, a campanha de Ferrer no Rio teve vitórias sobre o compatriota Daniel Gimeno-Traver (6/4 e 6/3) na estreia, o holandês Thiemo de Bakker (7/6(8) e 2/0) nas oitavas de final, o argentino Juan Mónaco (6/1 e 7/6(4)) nas quartas e o austríaco Andreas Haider-Maurer (7/5 e 6/1) nas semifinais.
tenis david ferrer fabio fognini aberto do rio (Foto: EFE)Ferrer manteve a invencibilidade sobre Fognini: agora são oito vitórias em oito confrontos diretos no circuito (Foto: EFE)
O jogo
A exemplo do jogo contra Nadal, Fognini não teve um primeiro set inspirado. Nos dois primeiros games de serviço, teve que salvar três break points, mas não evitou a quebra. Ferrer abriu 4/1 e depois assistiu as perdas de paciência do italiano, que reclamou com o próprio espanhol e até soltou a raquete no chão ao errar uma jogada fácil próxima da rede no sétimo game. Com direito a dois “foot faults”, Fognini terminou o primeiro set sendo quebrado novamente: 6/2 para Ferrer.
Falando muito consigo mesmo e bastante disperso, Fognini não conseguiu entrar muito bem no segundo set. Ferrer até que salvou um break point no terceiro game. Mas, no quarto, foi a vez de Fognini salvar dois antes de ter que defender mais um break point, ao levar uma paralela vencedora do espanhol. Foi o estopim para que ele jogasse a raquete contra a parede e tomasse uma advertência. Em seguida sofreu a quebra e depois viu Ferrer abrir 4/1. 
Fognini pareceu entregar o jogo no sexto game. Teve outro game de saque quebrado, mas por pouco não foi de zero. Com o adversário sacando para o jogo, o italiano ganhou uma sobrevida ao devolver uma das quebras e em seguida diminuir para 5/3. Na segunda vez em que sacou para o jogo, Ferrer teve sorte num segundo serviço que quicou na linha e que lhe deu o match point no transcorrer do ponto. Desperdiçou a chance de fechar a partida atacando para fora, mas veio uma segunda oportunidade. Fognini arriscou tudo e acabou decretando a sua derrota, e o título de Ferrer, jogando a bola na rede.
tenis david ferrer fabio fognini aberto do rio (Foto: AP)Ferrer garantiu o título do Aberto do Rio com vitória sobre Fognini neste domingo (Foto: AP)