sexta-feira, 17 de julho de 2015

Thales Leites ignora provocações de Bisping: "Vamos resolver no octógono"

Atleta da Nova União tenta manter boa fase contra falastrão inglês no UFC Escócia, sábado e afirma: "Vejo a luta terminando com um nocaute ou finalização ao meu favor"

Por Rio de Janeiro
Thales Leites autografa pôster (Foto: reprodução/Instagram)Thales autografa pôster na Escócia (Foto: reprodução/Instagram)
A boa fase de Thales Leitesimpressiona. Desde que sofreu derrotas seguidas para Anderson Silva e Alessio Sakara, que resultaram em sua saída do UFC, em 2009, o peso-médio brasileiro soma 11 vitórias em 12 lutas. Seu retorno ao Ultimate se deu em 2013 e, em busca do sexto triunfo consecutivo na companhia, ele encara o falastrãoMichael Bisping no próximo sábado, no UFC Escócia, ciente de que as provocações do inglês poderão aumentar. 
Em entrevista ao Combate.com, o atleta da Nova União afirmou que não está preocupado com as possíveis alfinetadas do adversário e aposta em vitória antes do término dos cinco rounds. 
- Para mim não faz diferença. Vamos resolver no octógono. Vejo a luta terminando com um nocaute ou finalização ao meu favor.
Fã do filme Coração Valente, que conta a história de William Wallace, revolucionário escocês que lutou na guerra de independência do país, o brasileiro não sabe se conseguirá entrar à caráter na pesagem, conforme havia planejado, e prefere não pensar para qual lado os torcedores irão pender. 
- Tenho que comprar tinta aqui, mas não consegui sair pra procurar, não sei se vou conseguir. Em relação aos torcedores, Escócia e Inglaterra têm uma longa história. Como o Bisping é inglês e vai lutar na Escócia, não sei o que esperar da torcida. Se estiver do meu lado, ótimo, se não, tudo bem, vou estar focado no octógono. Lá dentro será só nós dois. Vou ouvir o meu córner e focar na luta. Mas é claro, que se os torcedores estiverem ao meu favor, vou canalizar para o lado positivo - afirma.
Thales Leites e equipe (Foto: reprodução/Instagram)Léo Santos, Gustavo Dantas, Thales Leites e Welton Ribeir: quarteto unido pela vitória (Foto: reprodução/Instagram)

Com 36 anos, 26 triunfos e sete derrotas na carreira, Bisping não consegue emplacar duas vitórias seguidas desde 2011. Em abril deste ano, venceu CB Dollaway, por decisão unânime. O inglês dominou os três rounds, usou bem o boxe, mas não conseguiu chegar perto de nocautear o oponente. Para Thales, isso revela pontos fracos e fortes do inglês.
 
– Um ponto forte do Bisping é o volume da luta, ele distribui muitos socos, chutes, é um cara experiente, acostumado a lutar e tem um gás muito bom. De ponto fraco, vejo que ele não é aquele lutador que dá um nocaute de um soco, mas isso é compensado com o volume de luta dele. A parte de chão dele não é muito refinada, mas isso não significa que ele seja um faixa branca no chão. Ele tem conhecimento, mas eu me vejo superior nesse quesito.
Além de Thales Leites, o UFC Escócia contará com a presença dos brasileiros Ivan Batman e Leonardo Macarrão. O evento será transmitido pelo Combate, e tem início às 11h do próximo sábado, dia 18 de julho.
Confira, abaixo, a programação completa:

UFC Escócia18 de julho, em Glasgow
CARD PRINCIPAL - 14h de BrasíliaMichael Bisping x Thales Leites
Evan Dunham x Ross Pearson
Joseph Duffy x Ivan Batman
Joanne Calderwood x Cortney Casey
Leon Edwards x Pawel Pawlak
Leonardo Macarrão x Stevie Ray
CARD PRELIMINAR - 11h de BrasíliaPaddy Holohan x Vaughan Lee
Ilir Latifi x Hans Stringer
Mickael Lebout x Teemu Packalen
Paul Redmond x Robert Whiteford
Marcus Brimage x Jimmie Rivera
Chris de la Rocha x Daniel Omielanczuk

José Aldo sobre Dana White: "Não 
é médico. Pode falar o que quiser"

Campeão peso-pena também falou sobre novos uniformes do UFC, após contrato 
com a Reebok: "Não posso fazer nada, temos que aceitar. Somos os Power Rangers"

Por Rio de Janeiro

José Aldo teve que se retirar do UFC 189 após sofrer contusão, e não pôde enfrentar o falastrão Conor McGregor no último sábado. O irlandês acabou vencendo Chad Mendes e ficando com o cinturão interino da categoria. Antes do confronto, no entanto, a lesão de havia gerado polêmica. Presidente da organização, Dana White chegou a comentar que a costela do brasileiro não estava fraturada, e que ele desistira da luta por medo de não conseguir bater o peso. Em entrevista coletiva na academia Upper, onde treinam atletas da Nova União, nesta quinta-feira, 16, José Aldo esclareceu a contusão que teve:
- Eu estava machucado, então tenho nada pra falar, quem quiser a chapa, pode pegar. E, com doping, não tenho problema nenhum. Mostramos tudo para eles, tanto a ressonância, raio-X, vídeo de como foi. A tradução às vezes não traduz o que ele (Dana White) falou. Ele sabia que eu estava machucado. Ele não é médico, é presidente do UFC, promove lutas, e quem tem que falar que estou machucado ou não é quem entende do assunto. Vários médicos viram o que aconteceu. Ele pode falar o que quiser.

Também presente na coletiva, seu treinador, Dedé Pederneiras, falou sobre o processo de recuperação do campeão peso-pena. Segundo ele, Aldo quer voltar em duas semanas, como havia dito em entrevista no último final de semana, mas exames ainda precisam ser analisados. Dedé também comentou a possibilidade de McGregor encarar Frankie Edgar, no lugar de Aldo, em sua próxima luta.
José Aldo André Pederneiras (Foto: Marcelo Barone/ Globoesporte.com)José Aldo e André Pederneiras em entrevista coletiva nesta quinta-feira (Foto: Marcelo Barone/ Globoesporte.com)
- Aldo quer voltar em duas semanas, mas temos novo exame pra ser feito para saber como está a fratura e ver a sensibilidade dele antes de voltar a fazer qualquer coisa. Não acredito que Frankie Edgar lute com Conor antes do Aldo, porque com certeza até o final do ano ele estará apto a lutar. Falei que ele conseguiria completar a oitava luta dele em quatro anos, colocando cinturão duas vezes por ano, e é o que acho. Não sou médico, não sei como vai curar a lesão. Tenho um atleta que quebrou o braço numa luta e, por ter voltado a treinar antes da liberação do médico, a fissura até hoje não curou. Tem nove meses. Não dá pra botar o carro na frente dos bois. Vai voltar quando os médicos falarem que tá apto pra voltar sem risco de fraturar de novo no mesmo lugar. Ele vai voltar sim, vai ao médico, fez os exames. Se estiver consolidado, sem risco de nova fratura, volta a treinar.
Aldo falou também sobre a luta entre McGregor e Mendes, sua lesão, aposentadoria e novos uniformes do Ultimate. Confira as respostas abaixo:
Novos uniformes do UFC e acordo com a Reebok
Foi uma m*****. Mas fazer o quê? Sabemos que é uma empresa privada, todos têm contrato. Não achei bonito, todos têm um estilo. Não posso fazer nada, só falar. Temos de aceitar. Somos os Power Rangers. Vamos ver. Quando eu colocar, te falo melhor.
McGregor x Mendes
É engraçado. Quando não tem ninguém da equipe, nem assisto, as pessoas que me falam. O Dedé me passou que foi tranquilo, luta boa pra nós. Enquanto o Chad estava inteiro, estava ganhando. Não era pra ter parado a luta. Quando não estou lutando, nem leio e nem vejo nada.
Nova turnê com McGregor
Primeiro isso é chato pra caramba, fazer essa po*** toda. É uma coisa chata, você dorme num lugar e acorda em outro. Vamos fazer diferente, ele vai vir mudado. No outro mantivemos mais a calma. Temos que ser mais agressivos também. Já sabemos qual é a dele. Vai ser difícil ele levar. Não estou nem aí pra ele.
Aposentadoria após luta com McGregor
Penso em me aposentar, mas não sei se depois dessa luta, não quebrei o recorde ainda. Quero quebrar os recordes. Sou um cara novo, tenho muito o que fazer pela frente.

Contusão na costela
Eu fiquei triste. Essa luta seria uma das maiores da história, fez toda a promoção, tudo o que foi preciso. Nunca passei por isso, principalmente uma luta que todos queriam assistir. Era uma luta que ia trazer muito dinheiro. 

O que a gente ia ganhar não era salário, e sim pay-per-view. O que pesa é o legado e a história que temos para chegar lá em cima e manter o cinturão. Não me preocupei com isso, dinheiro é igual sombra. Ando pra frente e ele vem atrás. Penso em ser o campeão e saber que quando eu parar só fiz coisas boas.

Prejuízo em caso de vitória de Chad
Seria um prejuízo grande para mim. Ter que lutar com Chad, um cara duríssimo, treinado e financeiramente não tão bom. Pensamos em lutar (contra Conor), seria histórico, gosto desses eventos. Estava treinando bem. Pedimos um prazo para recuperar para lutar mesmo machucado. Mas foi passando e a melhora não veio como o esperado. Ainda sinto um pouco ainda. Eu deitava só de lado, não me mexia. Isso atrapalhou bastante nossos planos. Se tivesse condição, ia, estava bem treinado. Mas vimos que não dava.


Repetidas lesões
Muita gente falou de treinar com cara pesado e tudo mais. Eu fico sozinho. O Weidman saiu umas três vezes do Vitor, Velásquez ficou fora. E falam da gente se proteger. Treinamos num esporte de contato e temos esse risco. Se for preciso vou treinar com Cigano, quem for pra manter o titulo. Foi uma fatalidade. Depois disso, não aguentei mais. Só vim treinando. Vi como eles treinam também e vou treinar da mesma maneira.
 
Tratamento do UFC
Como falei, primeiramente não penso nisso. Mas quando um atleta não traz tanto dinheiro, isso muda completamente o tratamento que vai ter. Como o Conor também. Ele fazendo isso tudo, até se fosse meu funcionário eu botava no colo.

Recado para McGregor
Se prepare que estou chegando. Pode falar o que for, as armas que ele tem não chegam aos pés do que vou mostrar a ele.

Ronda sonha com apoio da torcida e vitória no Brasil à la “Rocky Balboa”

Campeã peso-galo afirma que luta contra Bethe Correia é a mais pessoal que já teve: "Preciso que as garotas da divisão olhem para ela como exemplo a não ser seguido"

Por Direto de Glendale, EUA
Ronda Rousey UFC MMA (Foto: Evelyn Rodrigues)Ronda Rousey quer se vingar de Bethe Correia por suas provocações (Foto: Evelyn Rodrigues)
“Só mais um dia no caos”. Foi com essa frase que Ronda Rouseyrecebeu a imprensa na Glendale Fighting Clube, na Califórnia, para uma sessão de perguntas e respostas a respeito de sua luta contra Bethe Correia, no UFC 190, que acontecerá na HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Sorridente, a campeã peso-galo falou empolgada da torcida brasileira e disse sonhar com um momento à la “Rocky Balboa” no país. No filme "Rocky IV", o lendário boxeador vai para a Rússia lutar na casa de seu adversário, Ivan Drago, em busca de vingança pela morte do amigo Apollo Creed e é ovacionado pela torcida rival após nocautear o oponente no último round.
- Eu espero que a torcida esteja dividida. Eu amo o Brasil, mas mesmo que a torcida não esteja do meu lado, isso não vai me ofender. Eles têm todo o direito de torcer para a garota do seu país, mas seria muito legal ter um momento à la “Rocky Balboa”, trazendo a torcida para o meu lado. Seria legal, mas eu não ficaria brava se eles me vaiassem de novo. Eles já fizeram isso antes e eu curti, porque mostra que eles se importam. Tudo o que eu quero que eles façam é se importar com essa luta - disse Rousey durante o "media day".
Quando o assunto era Bethe Correia, no entanto, a feição sorridente de Ronda dava lugar a um semblante sério e fechado. A americana evitava repetir o nome da oponente, demonstrando que ainda não esqueceu a recente troca de farpas pelas redes sociais:
- Eu já disse isso antes: a vingança é um prato que se come frio. Eu tento não ser impulsiva com esse tipo de coisa, porque acredito que um adversário metódico é o pior tipo para se ter. As pessoas tentam dizer coisas para que eu reaja de cabeça quente, mas eu tento fazer o oposto para reagir no momento que vai me beneficiar mais. Essa é, definitivamente, a luta mais pessoal que eu já tive, e eu vou me sentir muito mais satisfeita com essa vitória do que com qualquer uma que eu já tive antes. Bethe fez tantos comentários maldosos sobre suicídio, quando sabia como isso afetou o meu passado. E, então, ela pediu desculpas de uma forma tão não-genuína, o que, aliás, nem foi um pedido de desculpas. Ela apenas elogiou a si mesma dizendo o quão humilde era e pediu perdão. Pedir perdão não é pedir desculpas. Eu acho que a forma como ela fingiu que não sabia é um insulto tão grande quanto o que ela disse em primeiro lugar. E tiveram tantos eventos da minha vida que ela também mencionou, que inclusive estavam no meu livro que foi lançado logo depois e eram uma parte menos conhecida do que a história do meu pai e da minha família. Então, ela estava insultando a minha inteligência se esperou que eu fosse acreditar que ela sabia de vários outros eventos da minha vida, mas não sabia do evento que mais me impactou durante toda a minha vida - declarou.
Ronda Rousey UFC MMA (Foto: Evelyn Rodrigues)Ronda Rousey falou com a imprensa em sua academia em Glendale (Foto: Evelyn Rodrigues)
Ronda afirmou que já não gostava de Bethe desde que a brasileira surgiu no UFC derrotando suas amigas e provocando o seu quarteto, conhecido como “Quatro Amazonas”. Para a campeã peso-galo no entanto, a declaração da potiguar, que disse que esperava que ela não se matasse depois de perder a próxima luta, ultrapassou todos os limites do bom-senso:
- Eu já não gostava dela antes por causa da forma que ela desrespeitou a Jessamyn (Duke) e a Shayna (Baszler) depois de derrotá-las, mas isso ainda é algo que posso entender sob o ponto de vista do marketing. Essas garotas escolheram essa carreira e escolheram se colocar nessa situação. Eu entendo essa parte, mas ainda assim não ia deixar isso passar porque sou uma “mamãe ursa” e não gosto de ver ninguém perturbando meus filhotes. Mas quando chegou ao ponto em que ela estava rindo do assunto suicídio e da forma como isso afetou a minha família, foi aí que eu achei que ela tinha ido muito longe. Ela já tinha conseguido a luta, já havia falado muito antes disso e foi um comentário completamente desnecessário. Minha família não merecia esse tipo de comentário e eu preciso ter certeza de que ninguém mais tente isso novamente.
Apesar das desavenças, “Rowdy” acredita que Bethe mereça a chance de disputar o cinturão. A americana, no entanto, quer derrotar a adversária de forma exemplar.
- Eu acho que ela merece a chance ao título. Ela está invicta e tem muita gente a apoiando, muita gente está interessada em vê-la lutar. A forma como ela se conduziu até a chance ao título… Eu já tentei fazer "trash talk" para ganhar o meu caminho ao título antes, mas não obtive sucesso. A maneira como ela fez isso… Não ligo de ser alvo, porque esse é o trabalho que escolhi. Mas quando isso começa a afetar a minha família, é hora de fazer disso um exemplo. Vou vencê-la de forma exemplar. Preciso que todas as garotas que estão subindo na divisão olhem para ela e vejam que é um exemplo que não deve ser seguido - finalizou.
UFC 190
1 de agosto, no Rio de Janeiro
CARD PRINCIPAL - a partir de 23h (horário de Brasília)
Peso-galo: Ronda Rousey x Bethe Correia
Peso-meio-pesado: Mauricio Shogun x Rogério Minotouro
Final do TUF Brasil 4 peso-leve: Fernando Açougueiro x Glaico França
Final do TUF Brasil 4 peso-galo: Dileno Lopes x Reginaldo Vieira
Peso-pesado: Stefan Struve x Rodrigo Minotauro
Peso-pesado: Antônio Pezão x Soa Palelei
Peso-palha: Cláudia Gadelha x Jessica Aguilar
CARD PRELIMINAR - a partir de 19h (horário de Brasília)
Peso-meio-médio: Demian Maia x Neil Magny
Peso-meio-pesado: Rafael Feijão x Patrick Cummins
Peso-meio-médio: Warlley Alves x Nordine Taleb
Peso-galo: Iuri Marajó x Leandro Issa
Peso-médio: Vitor Miranda x Clint Hester
Peso-galo: Hugo Wolverine x Guido Cannetti

"Segunda" vitória do dia: seleção feminina bate Porto Rico no tie-break

Liderado por Jaque, Adenízia e Garay, Brasil supera falta de entrosamento e larga com vitória no Pan de Toronto, repetindo triunfo de horas antes pelo Grand Prix

Por Direto de Toronto, Canadá
Atual bicampeã olímpica e dona de dez títulos do Grand Prix, a seleção brasileira conseguiu superar a falta de entrosamento para alcançar a façanha de vencer nesta quinta-feira duas partidas separadas por cerca de 8.000km. Primeiro na Itália, em duelo pela terceira fase do Grand Prix, com Paulo Coco como técnico, a vítima foi a Rússia em sets diretos. E, cerca de três horas depois, na estreia da atual bicampeã olímpica nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Exhibition Centre. 
Diante de um rival empolgado, o time treinado por José Roberto Guimarães começou muito mal, mas depois cresceu em quadra e contou com destacada atuação das campeãs olímpicas Adenízia, Jaqueline e Fernanda Garay, para derrotar Porto Rico, de virada, em um jogo duro decidido no tie-break: 3 sets a 2, com parciais de 23/25, 28/26, 25/17, 25/23 e 15/10, e liderança do Grupo B do vôlei feminino no Pan.
- Eu tinha falado que o jogo seria complicado pelo momento atual de Porto Rico e do nosso time. Em geral, o resultado foi bem, porque ganhamos. Mas cometemos um grande número de erros, principalmente no saque. O entrosamento ainda precisa ser melhor, mas isso vai acontecer ao longo da competição - comentou o técnico José Roberto Guimarães.
Pan 2015: Brasil estreia no vôlei feminino contra Porto Rico (Foto: William Lucas/ Inovafoto)Adenízia, Jaqueline e Fernanda Garay mostraram força em time com pouco entrosamento (Foto: William Lucas/ Inovafoto)
A maior pontuadora do Brasil, com 20 pontos, foi a central Adenízia, que costuma ser reserva de Fabiana, que pediu dispensa nesta temporada, e Thaísa, que operou recentemente os dois joelhos. Jaque, com 16 pontos, e Fê Garay (14) vieram a seguir. Por Porto Rico, a ponteira Enright, com 21 pontos, foi a principal pontuadora da partida. O próximo compromisso brasileiro no Pan de Toronto é contra o Peru, no sábado, às 12h30 (de Brasília).
O jogo
Zé colocou em quadra uma formação com Macris, Fernanda Garay, Jaqueline, Bárbara, Adenízia e Joycinha, além da líbero Camila Brait. A partida começou com as duas equipes demorando um pouco para embalar. Erros incomuns eram vistos dos dois lados da quadra e, assim, o equilíbrio em quadra era a tônica do início do jogo. Aos poucos, as meninas brasileiras começaram a melhorar o saque e o passe, mas a levantadora Macris não conseguia imprimir um ritmo veloz, dificultando a vida do ataque. Mais conectado, Porto Rico fazia um digno feijão com arroz e ia somando ponto atrás de ponto. O Brasil reagiu e encostou no placar. Porém, na hora decisiva da primeira parcial, as caribenhas fizeram dois pontos seguidos e precisaram de apenas um set point para vencer por 25/23.
Embaladas, as atletas de Porto Rico continuaram na mesma toada e não permitiram uma reação imediata da seleção brasileira. A trinca formada por saque, passe e ataque apresentava uma irregularidade rara para os padrões das bicampeãs olímpicas, que mesmo com o time desfalcado costuma jogar em um nível superior. Era hora de respirar e tentar jogar com mais tranquilidade para minimizar os erros e virar bolar com mais segurança. Foi o que aconteceu, principalmente pela boa atuação da jovem oposta Rosamaria. As brasileiras enfim tinham o domínio das ações e, depois de três empates seguidos 24/24, 25/25 e 26/26, Cruz atacou para fora e as meninas da seleção comemoram bastante o triunfo por 28/26 que empatou o jogo.
Pan 2015: Brasil estreia no vôlei feminino contra Porto Rico (Foto: William Lucas/ Inovafoto)Jaqueline tenta se recuperar de frustrações em Pan (Foto: William Lucas/ Inovafoto)
O terceiro set viu o melhor do vôlei brasileiro. Nem parecia aquela equipe um tanto perdida na primeira parcial. Jaque, Fê Garay e Adenízia viravam bola atrás de bola e enfim deixavam clara a superioridade técnica desse trio que conquistou junto o ouro olímpico em Londres 2012. As aguerridas portorriquenhas não conseguiam mais quebrar o passe da seleção. A vitória que viraria a partida era uma questão de tempo. E ela veio em 25/17, após 26 minutos no set mais rápido do embate.
No quarto set,  a inspirada Adenízia continuou fazendo muito bem o seu trabalho no meio de rede. Jaqueline, além de passar com extrema qualidade, também cravava bola na quadra portorriquenha. Mas a ponteira Enright seguia também dominando todos os ataques da seleção caribenha. O resultado foi uma equilibrada parcial final, que acabou sendo vencida por Porto Rico por 26/24, o que levou o jogo para o tie-break.
A atuação do Brasil no tie-break foi muito boa e corrigiu vacilos cometidos ao longo do jogo. Com propriedade e bem no saque, a seleção abriu 4/0 e deslanchou. Rosamaria, Jaque, Fê Garay e Adenízia fizeram a diferença e veio um triunfo por 15/10. Caminhada iniciada com vitória para a dividida seleção brasileira no Pan de Toronto.
Pan 2015: Brasil estreia no vôlei feminino contra Porto Rico (Foto: William Lucas/ Inovafoto)Fê Garay e Jaqueline: experiência e talento na seleção do Pan (Foto: William Lucas/ Inovafoto)