domingo, 14 de agosto de 2016

CBF não consegue mudar data, e Tite fará primeira convocação na segunda

Seleção vai enfrentar Equador e Colômbia pelas eliminatórias da Copa do Mundo

Por Rio de Janeiro
A CBF tentou, fez um pedido formal à Fifa, mas não conseguiu mudar a data da convocação da seleção brasileira para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. O técnico Tite anunciará pela primeira vez a sua lista nesta segunda-feira, às 16h (de Brasília), na sede da CBF, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Serão chamados 23 atletas para os jogos contra Equador (Quito) e Colômbia (Manaus), dias 1º e 6 de setembro. A intenção da comissão técnica era esticar o prazo em virtude da disputa da Olimpíada, mas a entidade máxima do futebol exige 15 dias de antecedência por conta dos clubes europeus. 
Grêmio x Corinthians Arena do Grêmio Tite  (Foto: Rodrigo Rodrigues/Divulgação Grêmio)Tite viu a vitória do Grêmio sobre o Corinthians neste domingo, em Porto Alegre (Rodrigo Rodrigues/Divulgação Grêmio)


A CBF não gostaria de divulgar os escolhidos durante os Jogos Olímpicos para evitar quaisquer transtornos a jogadores, como sentimentos de ansiedade, frustração ou euforia. A seleção disputa a semifinal contra Honduras na próxima quarta-feira, às 13h (de Brasília), no Maracanã.

Desde que assumiu a função, em junho, Tite tem conversado com dezenas de técnicos do Campeonato Brasileiro, e recentemente voltou de uma viagem à Europa, onde colheu informações técnicas, comportamentais, táticas e físicas sobre brasileiros “convocáveis”. Neste domingo, ele esteve presente em Porto Alegre, onde viu a vitória do Grêmio sobre o Corinthians. 

Simone Biles salta com maestria e garante seu terceiro ouro nos Jogos

Americana sensação da ginástica artística fica à frente de russa e suíça

Por Rio de Janeiro

A americana Simone Biles garantiu sua terceira medalha de ouro no salto feminino, neste domingo, na Arena Olímpica do Rio de Janeiro. A sensação da ginástica artística dos Jogos do Rio 2016 executou sua segunda apresentação com maestria e cravou a nota mais alta de 16.033. A prata ficou com a russa Maria Paseka, e o bronze, com a suíça Giulia Steingruber (assista ao vídeo acima).
No seu primeiro salto, Biles acabou dando um pulo para trás na aterrissagem e não ficou muito contente, mas mesmo assim recebeu 15.900. A ginasta, que costuma cravar os pés na finalização, aumentou a dificuldade na segunda apresentação e conseguiu tocar o solo com perfeição.
- Eu me sinto muito animada, porque tinha duas pratas e um bronze nos Mundiais nessa prova, isso agora significa muito para mim. É algo que eu queria tanto, então apenas tentei manter a concentração para entrar no salto. Eu fique um pouco desapontada pelo primeiro salto, só isso, mas o ouro veio. 

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Paseka saltou 15.266 e 15.241, ficando em segundo lugar. Steingruber alcançou 15.533 no início, mas caiu para 14.900 depois, e garantiu o bronze. A diferença foi pequena para Dipa Karmakar, que fez história ao se tornar a primeira ginasta indiana classificada para uma final em aparelhos nos Jogos. Ela chegou a viver a expectativa de subir ao pódio, mas ficou com o quarto lugar, com 14.866 e 15.266.
Simone Biles (Foto: Reuters)Simone Biles salta com maestria na segunda vez e chega a nota 16.033 (Foto: Reuters)
Paseka, prata, Biles, ouro, e Steingruber, bronze, no salto (Foto: Reuters)Paseka, prata, Biles, ouro, e Steingruber, bronze, no salto (Foto: Reuters)

Nory destaca amadurecimento após bronze: "Aprendemos com os erros"

Novo medalhista olímpico do Brasil comemora pódio ao lado de Diego Hypolito no solo da ginástica; no ano passado, ele esteve envolvido numa polêmica nas redes sociais

Por Rio de Janeiro

Foi a melhor forma de virar a página. Agora medalhista olímpico, Arthur Nory pôde mostrar aos brasileiros enfim a faceta de um dos representantes da nova geração da ginástica do país. Bronze no solo neste domingo, ele sempre evita falar sobre quando esteve envolvido em uma polêmica nas redes sociais – um vídeo com outros ginastas chegou a ser considerado racista por internautas, e os atletas pediram desculpas publicamente. O que não impediu a Confederação Brasileira de Ginástica de suspendê-los da seleção por um período determinado.
Desta fez, Nory citou um amadurecimento pessoal e garante que aprendeu com os erros para chegar a um lugar no pódio – o também brasileiro Diego Hypolito foi prata, e o britânico Max Whitlock levou o ouro.
– Sempre aprendemos com os erros, sempre. E isso vale também para a ginástica. Eu cresci bastante, amadureci bastante. Não é querer ser o melhor só ali dentro, no treino, é querer ser melhor como pessoa também. Quem trabalha junto com a gente, sabe da nossa essência, acredita junto. Na Olimpíada você escuta muita crítica, muito elogio, e o que conta é estar com a cabeça boa, focado no seu trabalho e fazer o que mais ama – comentou Nory. 
Arthur Nory e Diego Hypolito com as medalhas da ginástica artística (Foto: Marcio Fernandes/Estadão/Nopp)Arthur Nory e Diego Hypolito com as medalhas da ginástica artística (Foto: Marcio Fernandes/Estadão/Nopp)

Cristiano Albino, técnico de Arthur Nory, também foi questionado sobre o assunto, mas não entrou em detalhes, preferindo exaltar a conquista do pupilo. 
– Já é um assunto esquecido. Não temos que voltar em coisa ruim. Vamos falar de medalha. Foi comprovado judicialmente que foi uma brincadeira entre amigos. Se fosse assim, eu deveria entrar na Justiça porque me chamavam de narigudo na escola.

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Arthur Nory aplica pirueta na apresentação que lhe rendeu o bronze no solo (Foto: Reuters)Arthur Nory aplica pirueta na apresentação que lhe rendeu o bronze no solo (Foto: Reuters)

Arthur Nory é um generalista. Ou seja, um ginasta que consegue ir bem nos seis aparelhos. Chegou ao Rio na expectativa de conseguir uma vaga na final da barra fixa, prova em que foi quarto colocado no último mundial. O pódio na final do solo, onde se classificou como oitavo, foi tão improvável quanto emocionante.
– Estou bem feliz. Era um sonho ser medalhista olímpico e acredito que a ginástica vai crescer bastante com isso. Todos vão sonhar e acreditar que dá para chegar lá. Eu queria muito a final de barra, treinei muito para isso. Veio o solo. Depois, foi caindo a ficha em ser medalhista olímpico de série. Dificultamos a série – completou.

Floyd Mayweather gesticula, tira selfie 
e "seca" brasileiro durante luta de boxe

Lenda da nobre arte e famoso pela marra, "Money" torce para Batuhan Gozgec, 
da Turquia, que venceu Joedison Chocolate pelas oitavas de final do peso até 64kg

Por Rio de Janeiro

Debruçado na grade da arquibancada do Pavilhão 6 do Riocentro, palco das lutas de boxe na Olimpíada do Rio de Janeiro, Floyd Mayweather - ex-pugilista e lenda do esporte - acompanhou a luta entre Joedison "Chocolate" Teixeira e Batuhan Gozgec, da Turquia, pelas oitavas de final até 64kg. Por estar no Brasil, a expectativa era que o americano torcesse para o anfitrião - contudo, não foi o que aconteceu.

Ao lado de amigos e de funcionários que impediam a aproximação da imprensa, Mayweather - trajando um casaco dos Estados Unidos, com o número 16 às costas - ficou cerca de uma hora no local. Gesticulou durante o combate - como quem pedia para o turco ir para cima do brasileiro - tirou selfie com duas mulheres que estavam ao seu lado e aplaudiu quando Gozgec foi declarado vencedor por decisão unânime. 
Floyd Mayweather Jr acompanha o boxe dos Jogos do Rio (Foto: REUTERS/Peter Cziborra)Mayweather acompanhou as lutas de boxe colado na grade, neste domingo (Foto: REUTERS/Peter Cziborra)


Nas cadeiras do outro lado da arquibancada, integrantes das delegações de outros países, atletas e torcedores faziam fotos a distância de "Money", que sorria apenas para os amigos e diante da câmera que registrava suas reações durante o combate.

Conhecido, também, pela fama de marrento e ostentador, Mayweather compareceu ao boxe no sábado e neste domingo e, agora, fica a expectativa para presença dele na final olímpica de terça-feira, quando Robson Conceição disputa a medalha de ouro, 19h15, contra Sofiane Oumiha, da França, que bateu Otgondalai Dorjnyambuu, da Mongólia, por decisão unânime.

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