quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Especulado contra Floyd Mayweather, Conor obtém licença para lutar boxe

Campeão peso-leve do UFC e ex-atleta da nobre arte já trocaram farpas várias vezes

Por Califórnia, EUA
Matéria McGregor e Mayweather (Foto: GloboEsporte.com)Atletas se provocaram diversas vezes através da imprensa nos últimos anos, aumentando o interesse na luta (Foto: GloboEsporte.com)
Um duelo de boxe entre Conor McGregor e Floyd Mayweather Jr. é especulada há algum tempo. O fato é que o irlandês conseguiu licença para lutar boxe na Califórnia, conforme noticiou a "ESPN" americana na noite de quarta-feira e confirmada pela comissão atlética local. É prematuro fazer qualquer previsão a respeito de um possível combate entre os dois no ringue, porém, a licença representa um passo à frente na ideia de torná-lo realidade. 
Campeão peso-leve do UFC, McGregor trocou farpas com Mayweather - que se aposentou do boxe invicto em 49 lutas, no ano passado - diversas vezes através da imprensa. "Money", inclusive, declarou em 2015 que o "falastrão" seria o único adversário capaz de fazê-lo calçar as luvas novamente para voltar à ativa. O ex-boxeador, inclusive, declarou que a popularidade do atleta de MMA era uma prova de que o racismo existe.
A rixa entre Conor McGregor e Mayweather, recentemente, foi além dos dois atletas. O pai do ex-pugilista, cujo nome é o mesmo que batizou o filho, declarou que colocaria o irlandês para dormir, mesmo estando aposentado do boxe desde os anos 90. 
- Se ele sabe o que é bom para a bunda, é melhor ele ir para algum lugar e sentar. Se eles quiserem que eu lute com ele, eu luto. Aposto que o nocautearia. Eu o colocaria para dormir e daria umas porradas nele de verdade - declarou Floyd Mayweather Sr., no mês passado.
EMPRESÁRIO DE MAYWEATHER ESFRIA DUELO
A obtenção da licença de boxe por parte de Conor McGregor - embora tenha animado os fãs - não significa nada para Leonard Ellerbe, empresário de Floyd Mayweather Jr. Ele afirma que o irlandês está sob contrato com o Ultimate, portanto, precisa de liberação para subir em um ringue, o que é pouco provável que aconteça.

- Ele conseguiu a licença. Parabéns para ele. McGregor pode dizer o que quiser, mas ele tem um patrão, cujo nome é Dana White. McGregor está sob contrato com o UFC e, se ele quiser lutar boxe contra Mayweather, não poderá porque seu chefe não irá permitir que isso aconteça. Eles nunca vão deixá-lo pisar em um ringue com Mayweather, porque todo mundo sabe o resultado. Ele iria levar uma surra - declarou o manager, em entrevista para a "ESPN".

Cris Cyborg garante deixar o UFC se não tiver divisão nova para seu peso

Brasileira, com apenas uma derrota em 18 lutas na carreira, ainda tem mais duas
no contrato com a organização, e não descarta ida para Rizin e Bellator, por exemplo

Por Rio de Janeiro
A luta maior da brasileira Cris Cyborg no MMA não tem sido dentro do cage, mas fora dele. Ela tenta a todo o custo que a maior organização do esporte, o UFC, crie novas divisões entre as mulheres, já que hoje existem apenas duas - peso-galo (até 61kg) e peso-palha (até 52kg). Cyborg, que costuma lutar nos penas (65,7kg) no Invicta, admite deixar o UFC caso em breve não abram uma categoria que comporte o seu peso. Outros eventos já estão no horizonte da brasileira, como revelou em entrevista ao diário peruano “El Comercio”.
- Vou continuar lutando para abrir mais divisões (no UFC). Se não tiver uma divisão no UFC, vou para alguma empresa como Rizin, Bellator ou outro evento na minha divisão. Vou continuar a lutar por ela. Quero ficar em 145 libras (65,7kg), sei que não é bom para a minha saúde ter que descer para 140 libras (63,5kg). A principal coisa é que existem duas lutas na minha categoria. Vou ficar e ver se o UFC abre minha divisão. Se não fizer isso, vou (embora) - disse Cyborg, que revelou ter mais duas lutas nos 65,7kg no contrato com o UFC, em que lutou duas vezes no peso casado de 63,5kg.
Cris Cyborg UFC Brasília (Foto: Getty Images)Cris Cyborg venceu por nocaute técnico as duas lutas que fez no UFC, em Curitiba e em Brasília (Foto: Getty Images)
Apesar de ciente dos riscos à saúde com a perda de muito peso, Cris Cyborg ressalta que a cabeça hoje está apenas em lutar. Descer para 63,5kg era a única forma de entrar no UFC.
- Me preparei por quase três anos para lutar em 145 libras (65,7kg). Depois, a minha equipe viu poderia lutar com até 140 libras (63,5kg) e, finalmente, fiz isso para estrear no UFC. Foi muito difícil chegar nesse peso, mas era a única oportunidade de entrar no UFC. Acho que no momento só penso em lutar, não há muito espaço em minha mente para outras coisas.
O nome de Ronda Rousey, naturalmente, não ficou de fora entre os assuntos da entrevista. Cyborg não vê justiça no fato de a americana lutar contra a brasileira Amanda Nunes pelo cinturão dos galos. Para ela, agora basta fazer provocações para ganhar uma chance.
- Não acredito (que seja justo ela lutar pelo cinturão). Ela passou um ano fora e agora há muitas meninas que vêm antes na disputa por uma chance pelo cinturão. Mas o MMA mudou: agora, se você falar muito, você começa a lutar pelo título. Muitas pessoas gostam do meu amigo (Ronaldo) Jacaré e acha que ele merece lutar pelo cinturão, como Demian Maia e também outros caras. Eles merecem lutar pelo título, porque eles ganharam dentro do octógono.
Com 17 vitórias e apenas uma derrota na carreira, Cris Cyborg também se vê lutando em outras modalidades de luta antes de se aposentar. Por enquanto, planeja voltar ao cage a partir de fevereiro do ano que vem.
- Me mantive ocupada lutando MMA, mas antes de me aposentar gostaria de lutar “muay thai” novamente e talvez fazer uma ou duas lutas de boxe - completou.

Tim Elliott vence TUF 24 e enfrentará Demetrious Johnson pelo cinturão

Na final do programa, lutador americano leva a melhor contra Hiromasa Ogikubo 
e garante o posto de desafiante ao título do peso-mosca, no evento deste sábado

Por Las Vegas, EUA
Joseph Benavidez x Tim Elliott UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)Tim Elliott (de boné) fez diversas lutas pelo Ultimate, inclusive, contra Joseph Benavidez, na edição 172 do evento (Foto: Evelyn Rodrigues)
O "The Ultimate Fighter 24: Tournament of Champions" terminou, na quarta-feira, consagrando Tim Elliott, que enfrentará Demetrious Johnson, campeão do peso-mosca, no TUF 24 Finale, neste sábado, em Las Vegas, nos Estados Unidos. 

Na final do reality show - cujo campeão ganharia o direito de disputar imediatamente o título da divisão - Elliott bateu Hiromasa Ogikubo por pontos na decisão do programa e se credenciou ao posto de desafiante ao título de "Mighty Mouse".

Ex-lutador do UFC, Elliott, que venceu apenas duas das seis lutas pela organização, retorna à companhia um ano e dez meses após sua saída. Fora do Ultimate, ele abocanhou o cinturão dos moscas do Titan FC ao enfileirar três brasileiros: Iliarde Santos, Felipe Efrain e Pedrinho Nobre.

Primeiro colocado no ranking peso-por-peso do UFC, Demetrious Johnson é o campeão mais dominante da franquia e o cinturão o pertence desde que a divisão foi criada. Ele bateu Joseph Benavidez em 2012 e defendeu, com sucesso, o posto por oito vezes.

TUF 24 Finale
3 de dezembro, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL (a partir de 1h, horário de Brasília)
Peso-mosca: Demetrious Johnson x Tim Elliott
Peso-mosca: Joseph Benavidez x Henry Cejudo
Peso-meio-médio: Jake Ellenberger x Jorge Masvidal
Peso-meio-pesado: Ion Cutelaba x Jared Cannonier
Peso-galo: Sara McMann x Alexis Davis
Peso-mosca: Brandon Moreno x Ryan Benoit
CARD PRELIMINAR (a partir de 22h, horário de Brasília)
Peso-pena: Gray Maynard x Ryan Hall
Peso-galo: Rob Font x Matt Schnell
Peso-leve: Dong Hyun Kim x Brendan O'Reilly
Peso-palha: Kailin Curran x Jamie Moyle
Peso-médio: Elvis Mutapcic x Anthony Smith
Peso-médio: Joshua Stansbury x Devin Clarka

"Sou o melhor atleta maconheiro ao lado de Michael Phelps", diz Nick Diaz

Lutador de MMA nunca escondeu o uso da "cannabis", e em entrevista na internet cita o nadador americano maior medalhista olímpico de todos os tempos ao falar da erva

Por Rio de Janeiro
O lutador de MMA Nick Diaz nunca escondeu o uso de maconha, mas numa entrevista nesta semana envolveu o nome do maior atleta olímpico da história ao falar sobre o assunto, do qual é ativista pela legalização. No podcast feito na internet pelo cantor americano Jamey Jasta, o The Jasta Show”, ele se colocou ao lado do nadador Michael Phelps como os dois maiores atletas usuários de maconha do mundo.Ex-campeão meio-médio (77 kg) do Strikeforce e do WEC, Nick Diaz espera acabar com o preconceito existente com a droga.
- Sou o melhor atleta maconheiro ao lado de Michael Phelps. Eu sou o cara que representa a maconha entre os atletas e até acho que é uma droga que melhora a performance, como vitaminas por exemplo. Eu quero trazer um pouco de luz para esclarecer esse assunto cheio de estigmas, como quando falam que as pessoas que fumam maconha são preguiçosas, que não pensam, isso é muito… Deve ser horrível morrer sem nunca ter fumado maconha - afirmou.
Nick Diaz Audiência NAC (Foto: Evelyn Rodrigues)Nick Diaz ficou suspenso por 18 meses pelo uso de maconha, mas já está livre para lutar (Foto: Evelyn Rodrigues)

A comparação feita pelo lutador com Phelps remete ao episódio em que o agora nadador aposentador, dono de 28 medalhas olímpicas, foi flagrado usando maconha nos Estados Unidos logo depois das Olimpíadas de Pequim, em 2008.
Segundo as regras da Agência Antidoping dos EUA (USADA, na sigla em inglês), responsável pelo controle de substâncias no UFC, o uso de maconha só é vedado no período de competição, entre 12h antes do combate e 12h depois. Fora dele, a entidade não busca a presença desta droga no organismo dos atletas. Nick Diaz não luta desde janeiro de 2015, quando foi flagrado pela presença de maconha em seu organismo após confronto com Anderson Silva. Reincidente, chegou a ser suspenso por cinco anos, mas teve a pena reduzida a 18 meses e já está livre para voltar a lutar.

Bruno Korea supera lesão, volta a lutar nesta sexta, e não pensa em cinturão

Brasileiro enfrenta o americano Abdiel Velazquez, no peso-galo do Titan 42, em
Miami. Apesar de oferta por título, Korea mantém foco no próximo adversário

Por Rio de Janeiro
Na próxima sexta-feira, dia 2, o brasileiro Bruno “Korea” Rodrigues faz no Titan 42, em Miami, sua terceira luta no ano, em que pode terminar invicto depois de deixar o UFC com derrota no ano passado. Vindo de duas vitórias no WOCS, ele luta em novo evento depois de ter que cancelar uma luta que faria em agosto, após lesão. Apesar do desejo pelo cinturão, o foco é o próximo rival.
- Há seis meses tinha uma lesão no ombro que me incomodava muito. Não estava conseguindo treinar direito, fazer sparring. Caiu até uma luta minha em agosto por causa dessa lesão, não estava conseguindo levantar o braço. E essa lesão me acompanhou por uns meses, mas o meu fisioterapeuta Bernardo Moura me ajudou, me tratou e me deixou em totais condições de fazer essa luta agora. Só no começo do camp que fiquei incomodado, mas para o final já estava bem melhor, fazendo sparring duro com todo mundo.
Bruno Korea Matheus Nicolau UFC São Paulo MMA (Foto: Combate.com)Bruno Korea diante de Matheus Nicolau no UFC São Paulo, no ano passado (Foto: Combate.com)
Já recuperado, Bruno Korea destaca que treinou todas as especialidades para enfrentar o americano Abdiel Velazquez, no peso-galo (56,7kg). Lutador da academia Tatá Fight Team, no Rio de Janeiro, ele classifica o adversário como completo.
- Treinei muito. A galera da TFT está muito casca grossa, estou treinando com os melhores. Fiz uma preparação física muito forte. Não treinei nada específico para esse adversário porque ele é muito completo, troca bem, coloca bem para baixo, defende bem queda... Então procurei treinar um pouco de cada coisa. Lógico, treinar o máximo de tudo. Treinei boxe, wrestling, mua thay, jiu-jítsu, treinei o MMA completo para essa luta.
O lutador carioca de 25 anos prefere não pensar muito na sequência e focar no combate desta sexta. Korea revelou que o dono do evento já lhe disse de uma possível luta pelo cinturão da divisão no Titan, hoje com o americano Jose “Shorty” Torres, mas prefere não se aprofundar no assunto.
- Não parei muito para pensar nessa luta ainda. Meu foco primeiro é nessa luta, para depois pensar no que posso almejar. Lógico que a gente quer sempre o cinturão, quer ser o melhor, quer ser o número 1, mas no momento em que me encontro só penso no meu adversário, em fazer a próxima luta. Depois que passar, começo a pensar em cinturão ou algo do tipo. O dono do evento aqui (nos Estados Unidos) até me disse que se ganhar eu disputaria o cinturão, mas nem procuro pensar nisso. Acho que isso tira o foco, então ainda não parei para analisar essa situação.
Bruno Korea UFC (Foto: Reprodução/Instagram)Korea vem de duas vitórias neste ano, já fora do UFC (Foto: Reprodução/Instagram)
Integrante do TUF Brasil 4, Bruno lutou no “UFC Belfort x Henderson”, em São Paulo, em novembro de 2015, quando perdeu por finalização no terceiro round diante de Matheus Nicolau. Depois disso, enfrentou Flávio “Baiano” dos Santos e André “Minobroca”, e venceu por decisão unânime das duas oportunidades. Sobre a última luta, Korea se viu precipitado para conseguir a finalização, que não veio.
- Acho que em toda luta a gente aprende alguma coisa, tanto na vitória como na derrota. Na minha última não foi diferente. Lutei com André “Minobroca” Lourenço na disputa do cinturão do WOCS 43 e consegui sair com a vitória, mas aprendi, ganhei experiência no cage, fiz três rounds. Não consegui finalizar, apesar de ter conseguido encaixar algumas posições. Aprendi que a gente tem que valorizar mais alguns detalhes das posições. Acho que pequei muito nisso na minha última luta, poderia ter finalizado, mas fui com muita sede ao pote e acabei me desgastando à toa. Acho que isso me cansou um pouco e não consegui finalizar.
Restando poucas semanas para o próximo ano, Bruno Korea espera fazer no máximo quatro lutas em 2017, e fez grandes elogios ao evento brasileiro Fight 2 Night, organizado pelo ator Bruno Gagliasso no mês passado.
- Espero que 2017 seja um ano bom para mim, que possa fincar bandeira nos eventos internacionais. Mas não pretendo me prender a nenhum deles. Luto o evento que tiver que lutar. Lógico que estou procurando sempre os melhores, estar entre os melhores lutadores. Aqui fora tem muito evento bom. Para mim o mais importante é me manter ativo, que seja no Brasil ou aqui fora. No Brasil tem o Fight 2 Night, evento novo que chegou para ficar, com grande estrutura. Pude presenciar a primeira edição e achei espetacular. Se um dia pintar, gostaria muito de lutar esse evento. E o importante é se manter ativo. Normalmente priorizo no máximo quatro lutas por ano, acho que mais que isso dá um desgaste no corpo, os treinos são muito duros