Ultimate planeja Tyron Woodley x Nate Diaz para o evento principal do UFC 219
Após negociações frustradas com astros e luta cancelada por lesão, organização apela a campeão dos meio-médios e a algoz de McGregor para salvar torneio de 30 de dezembro em Las Vegas
Por Combate.com, Las Vegas
Ainda sem uma luta principal anunciada para o UFC 219, evento marcado para 30 de dezembro em Las Vegas, o Ultimate encontrou uma solução surpreendente. O campeão peso-meio-médio (até 77,1kg), Tyron Woodley, deve defender o cinturão contra Nate Diaz no torneio, segundo reportam diversos veículos de imprensa especializada nos EUA.
Tyron Woodley (esq.) pode fazer contra Nate Diaz (dir.) sua quarta defesa de cinturão dos meio-médios (Foto: Infografia)
Apesar de não haver nenhum anúncio oficial ainda, tanto Woodley quanto membros da equipe de Diaz já divulgaram nas redes sociais que iniciaram camps de treinamento, sem confirmar que o outro seria o adversário. Em entrevista ao site americano "Espn.com", Woodley se disse aberto ao confronto.
- Se Nate quiser lutar no UFC 219, eu estou pronto - declarou o campeão, que já declarou inúmeras vezes no passado que quer fazer lutas que rendam muito dinheiro, e vê no californiano potencial para isso.
O plano inicial da organização era ter Conor McGregor no torneio. Contudo, com as negociações entre as partes em impasse e a polêmica gerada pela invasão do cage do Bellator na última sexta-feira, o irlandês agora parece distante de lutar no evento - o presidente da Associação de Comissões de Boxe e Esportes de Combate, Mike Mazzulli, declarou esta semana que o "Notório" foi retirado do card após a confusão.
Houve negociações também para Cris Cyborg, campeã peso-pena, defender seu cinturão contra a ex-campeã peso-galo Holly Holm, mas a lutadora americana não chegou a um acordo com a organização. Um duelo entre a atual campeã peso-galo, Amanda Nunes, e a desafiante Raquel Pennington chegou a ser fechado para o evento, mas Pennington sofreu uma lesão e se retirou do combate. Com isso, o UFC passou ao plano D.
Tyron Woodley, 35, lutou pela última vez em julho, no UFC 214, quando defendeu seu cinturão peso-meio-médio contra Demian Maia. O americano já defendeu o título três vezes, e tem um cartel de 18 vitórias, três derrotas e um empate. Nate Diaz, 32, não luta desde agosto de 2016, quando sofreu uma derrota por decisão majoritária para Conor McGregor no UFC 202. Seu cartel geral é de 19 vitórias e 11 derrotas; como meio-médio, ele conta apenas três vitórias e três derrotas, sendo um triunfo e um revés contra McGregor, em lutas que quebraram o recorde de vendas de pay per view do UFC, superando a marca de 1,3 milhão de pacotes vendidos. O californiano já disputou o cinturão dos pesos-leves (até 70,3kg), em 2012, quando foi superado por Benson Henderson.
Germaine nega ter aceitado luta, e afirma: "Não tenho ideia de quando voltarei"
Holandesa garante que não aceitou luta com Ketlen Vieira, e que o UFC sabe que ela ainda se recupera de cirurgia: "Nunca assinei ou concordei em lutar contra qualquer uma neste momento"
Por Combate.com, Rio de Janeiro
Germaine de Randamie não faz previsão para retornar ao octógono do UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)
Sem lutar desde fevereiro, quando foi campeão peso-pena do UFC, a holandesa Germaine de Randamie não tem previsão de retorno. Em setembro, uma luta com Marion Reneau foi cancelada para que ela operasse a mão depois de uma lesão na luta com Holly Holm. Depois, teria sido agendada uma luta contra Ketlen Vieira em 3 de fevereiro, em Belém, mas a própria brasileira afirmou nas redes sociais que Germaine não estaria pronta. A holandesa, no entanto, garante que nunca acertou essa luta no Brasil.
- Ainda estou em recuperação da minha lesão. Nunca assinei ou concordei em lutar contra qualquer uma neste momento. O UFC também sabe que não sou capaz de lutar agora. Preciso deixar meu corpo se curar adequadamente - disse Randamie ao site “MMA Fighting”.
Germaine foi submetida à cirurgia na mão em setembro, mas já voltou a treinar. Em 12 de outubro, a própria lutadora publicou nas redes sociais que estava liberada pelo médico para treinar.
- Estou começando a treinar, mas tenho que tomar muito cuidado. Então, desculpe, não tenho ideia de quando voltarei a lutar.
Desde 2014, Germaine acumula três vitórias nas três lutas que fez, mas ao mesmo tempo deixou quatro lutas por conta de lesão. E apesar de conquistar o cinturão dos penas contra Holly Holm, teve o título retirado ao se recusar a enfrentar Cris Cyborg, que conquistou o cinturão vago ao nocautear Tonya Evinger. Em cinco lutas no UFC, a única derrota da holandesa foi para a brasileira Amanda Nunes.
Borrachinha dispara: "Brunson está com medo de lutar comigo. É um covarde"
Peso-médio brasileiro revela ter sido testado cinco vezes pela USADA nos últimos quatro meses, diz que categoria está embolada e acredita que chegará à disputa do título em mais três ou quatro lutas
Por Marcelo Russio, Rio de Janeiro
A vitória sobre Johny Hendricks no UFC 217, em Nova York, no último sábado, ainda repercute para Paulo Borrachinha. O peso-médio, que foi elogiado por Dana White após a luta por sua performance diante de um ex-campeão mundial, disse, em entrevista por telefone ao Combate.com, que a recusa de Derek Brunson em enfrentá-lo por, segundo o americano, ele estar dopado, mostrou que Brunson estaria com medo de encará-lo no octógono.
Paulo Borrachinha disse ter demorado a encontrar a distância devido à movimentação de Johny Hendricks no UFC 217 (Foto: Jason Silva)
- Eu acho que ele está com medo de lutar comigo. Ele sabe que vou ser demais pra ele. Todo mundo quer o título, e ele é o sexto do ranking. Quer lutas mais fáceis. Se o argumento dele fosse que eu cheguei agora, e ele quer pegar alguém melhor ranqueado, eu entenderia. Mas dizer que eu sou dopado não tem nada a ver. Ele tentou dar uma de bobo. Botou mensagem dizendo que a gente se vê na metade de 2018 se eu não cair no doping. Eu fui testado cinco vezes nos últimos quatro meses. Quem diz que eu estou dopado está falando uma grande besteira. Sempre fui testado e nunca deu nada. Ele é um covarde.
O objetivo de Borrachinha é chegar o quanto antes à disputa do cinturão. Para isso, seu plano é enfrentar lutadores consagrados, com nome forte na organização, ou ex-campeões mundiais. Caso a luta contra Derek Brunson não ocorra, o brasileiro já tem um outro nome em vista.
- Quero enfrentar os melhores ranqueados ou os caras com melhores nomes, para me projetar e para eu chegar logo ao topo, enquanto estou novo. Não quero esperar três ou quatro anos. Quero bons nomes, que tenham experiência, ou que já tenham sido campeões. O Vitor Belfort me interessaria. Essa luta já foi oferecida, mas ele recusou. Também poderia ser o vencedor de Vitor x Uriah Hall, apesar de achar que o Vitor se aposenta ou deixa o UFC depois dessa luta.
Derek Brunson recusou o desafio de Borrachinha, acusando-o de estar dopado, e foi chamado de covarde pelo brasileiro (Foto: Jason Silva)
Para o lutador, a categoria dos pesos-médios do UFC está embolada, com muitos nomes com potencial para serem campeões. A prova, segundo ele, é a vitória de Georges St-Pierre, que Borrachinha considera pequeno demais para a divisão, sobre Michael Bisping.
- Acho que com três ou quatro lutas eu chego ao cinturão. Quando você pega o cinturão, muda de patamar. O cinturão mostra que você, em algum momento, foi o melhor do mundo. O meu objetivo é esse. Dá pra chegar em quatro lutas, porque a categoria está muito embolada. O Georges St-Pierre voltou após quatro anos parado e foi campeão. Eu acho que ele não continua no peso-médio, porque é muito pequeno, mesmo sendo experiente. Ele ganhou do Bisping, que é fraco, muito fraco. O Anderson Silva, o Ronaldo Jacaré e o Yoel Romero podem chegar. Com mais três vitórias eu disputo o título.
Analisando sua luta contra Johny Hendricks, Borrachinha acredita que o americano tenha mudado a sua forma de lutar, passando a se movimentar mais do que nas lutas anteriores. O brasileiro se surpreendeu com a qualidade do adversário, mas afirma que ele ter cansado no fim do primeiro round foi determinante para a sua vitória por nocaute no segundo round.
- Eu revi a luta, mas não toda. Só consegui ver alguns pedaços, mas deu para perceber que no primeiro round eu tive uma certa dificuldade de encontrar ele. O Johny Hendricks, apesar de não estar na melhor fase da carreira, tem muita experiência, é muito duro e sabe o que está fazendo. Não foi campeão à toa. Ele dificultou muito para eu ter o espaço correto para nocautear, que é o que eu sempre busco. Eu tento cercar e acertar os golpes. Mas ele costuma lutar parado, só que comigo não foi assim. A movimentação dele me dificultou. Eu vi no intervalo o córner dele falando para ele não parar. Ele parece ter treinado muito isso, não ficar parado. Mas no minuto final do primeiro round ele cansou mais que eu, e ficou mais parado. Ali eu passei a encontrar ele melhor. Na volta, como ele estava mais desgastado, e ficou mais fácil para acertar a distância, conectar os golpes e nocautear. Lutar no MSG tem uma pressão, é o maior palco do mundo e a energia é diferente. Não tem como ser igual aos outros. Antes da luta você pensa em muita coisa, deixa o monstro maior do que ele é. A exposição é muito grande, o mundo todo vê. Mas quando fecha a grade, lá dentro é igual.
Paulo Borrachinha diz que gostaria de enfrentar o vencedor de Vitor Belfort x Uriah Hall (Foto: infoesporte)
Com três lutas em 2017, Paulo Borrachinha disse que pretende descansar e se preparar para lutar apenas a partir de abril de 2018, o que o deixaria fora do card do UFC Belém, que acontece dia 3 de fevereiro. O lutador disse que pretende voltar em um card numerado no próximo ano.
- É sempre interessante pra mim lutar no Brasil, adoro lutar aqui. Tem gente que não gosta da torcida a favor, sente a pressão, mas eu adoro. Infelizmente o evento de Belém está muito perto. Quero descansar e me preparar bem. Lutei três vezes esse ano, e deu uma cansada. Preciso descansar. Como acho que posso entrar no ranking, quero esperar pra ver, e lutar só a partir de abril, talvez em um evento numerado, ou com mais exposição.
Muito elogiado por Dana White pela vitória sobre Johny Hendricks, Borrachinha se disse surpreso com as declarações do presidente do evento, mas revelou que não recebeu nenhuma premiação extra em dinheiro pela apresentação.
- Eu conversei com ele depois da luta. O Dana não é de bajular. Quando ele elogia, ele acha aquilo mesmo. Fiquei muito feliz com as declarações dele. Foi de surpresa. Ser tratado como estrela por ele é incrível. Ainda não recebi nenhum "agrado". Acho que não vai aparecer nada além do que eu espero, não... (risos).