Dono da bola, Montillo repete Zidane e se inspira em Enzo Francescoli
Craque uruguaio foi ídolo do apoiador na infância, época em que nada lhe interessava mais que a ‘pelota’. Até o dia em que se deparou com um preso
- Como era torcedor do River, Montillo sempre foi ver Sorín jogar, e agora tem a oportunidade de repetir seu sucesso no Cruzeiro. Mas o ídolo dele sempre foi o Francescoli. Mais do que de Maradona – conta o pai Walter.
Dos tempos de infância, o camisa 10 da Raposa traz consigo outras recordações que foram fundamentais para que alcançasse sucesso no mundo de futebol. A maior delas, a fixação por seu atual instrumento de trabalho: a bola. Apaixonado pelo brinquedo preferido, Montillo o carregava para tudo quanto é lado, mesmo que tivesse que deixar de lado alguns objetos importantes, como, por exemplo, a mochila escolar.
- A fixação dele pela bola era tanta que sempre esquecia todo o resto. Uma vez fui chamada na escola correndo para resolver um problema, quando cheguei lá vi que ele não podia estudar porque tinha esquecido a mochila. Era sempre assim, esquecia tudo, tudo, tudo, menos a “pelota” – recorda a mãe Marta.
Em casa, bola no pé e 'perigo constante'
principalmente,Francescoli na infância (Cahê Mota)
- Agora ele é mais tranquilo, mas quando criança sempre foi muito bagunceiro. Não deixava a bola em momento algum dentro de casa. Quebrava tudo, até o primeiro troféu quebrou com chutes – diz Marta.
E a bola, mais do que responsável pela diversão, parecia ser também uma espécie de amuleto para o jovem. Tanto que a mais recorrente das recordações sem sua companhia não é das melhores. Trata-se de um episódio cômico e traumático de quando foi levado ao trabalho pelo pai, funcionário do fórum de Lanús.
- Na infância, tive que levá-lo para o meu trabalho uma vez e deixá-lo sozinho por alguns minutos. Foi quando, por engano, levaram um preso para o andar onde Walter (o filho) estava. Foi um susto tremendo e ele saiu correndo. Quando voltei, não o encontrei e depois o achei desesperado com medo do preso (risos). É uma história que ele sempre conta.
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