Após acidente fatal de Sondermann, pilotos criam uma comissão própria
Grupo de atletas cobrará atitudes das autoridades do automobilismo brasileiro; segurança é o principal ponto a ser cobrado pelos novos líderes da categoria
A morte de Gustavo Sondermann alertou os bastidores do automobilismo para a falta de segurança dos autódromos brasileiros. Para diminuir o risco nas pistas, os pilotos decidiram criar uma comissão própria. Os líderes deste grupo serão Felipe Maluhy, Nonô Figueiredo, Allam Khodair e Luciano Burti. Eles serão os porta-vozes da categoria e serão os responsáveis por cobrar as autoridades automobilísticas.
- Nós vínhamos fazendo vários pedidos para que atitudes fossem tomadas diante das nossas previsões em relação a acidentes. Pelo fato de ser piloto, às vezes, a gente consegue uma visão mais ampla daquilo que pode vir a acontecer. Então, a partir dessa comissão, não serão mais pedidos e sim imposições para que tenhamos de fato mudanças que achamos necessárias - explicou Thiago Camilo, da RCM Motorsport.
O acidente fatal de Sondermann chamou a atenção dos pilotos, que cobram segurança das autoridades envolvidas no automobilismo; comissão será responsável por cobrar mudanças (Foto: Vanderley Soares)Essa não é a primeira vez que uma comissão de pilotos é criada. Mas as solicitações feitas pelo grupo anterior, normalmente, não eram atendidas pelas autoridades brasileiras. Luciano Burti, da Boettger Competições, e Daniel Serra, da RBR, afirmam que a segurança sempre foi o tema principal do grupo.
- Desde de 2007, a gente tem a comissão de pilotos que visa, principalmente, a melhorar a segurança. Algumas coisas técnicas são analisadas, mas, principalmente, a segurança dos autódromos - disse Burti.
- A gente já tentou fazer uma comissão. Já brigamos pela Curva do Café algumas vezes e não conseguimos. Tem gente que acha que não estamos questionando porque a gente não sai a público fazendo baruho. Mas, internamente, os pilotos estão sempre tentando melhorar a segurança no autódromo - comentou Serrinha.
O paulista Popó Bueno, dono do carro 74 da A.Mattheis, preferiu falar sobre os riscos de acidentes durante as corridas. Para o piloto, o automobilismo deve estar sempre de olho em novos equipamentos para a segurança dos atletas.
- O automobilimso não pode ficar parado nunca. Temos que seguir atualizando os carros e tornando-os mais seguros. E a pista também - cobrou.
Pilotos esperam com a nova comissão diminuir os riscos de acidentes durante as provas da Stock Car; eles sabem que não é apenas o Autódromo de Interlagos que necessita de mudanças (Foto: Duda Bairros)O acidente fatal de Gustavo Sondermann aconteceu na Curva do Café, local conhecido como um dos mais perigosos do Autódromo de Interlagos. Mas os pilotos sabem que em outros circuitos brasileiros o risco é ainda maior.
- Quase todo autódromo tem um ou outro ponto que é perigoso. Em Interlagos, outro lugar que ninguém fala é a entrada dos boxes. Ela é perigosa, porque temos um muro ali. Todo autódromo precisa de alguma melhora - explicou Serra.
- Apesar da Curva do Café, que é bem perigosa, Interlagos é muito estruturado. A gente sabe das necessidades que temos em outras pistas e isso vai ser cobrado. Nós vamos ter uma evolução muito grande com essa comissão. A gente vai conseguir tirar bom proveito disso tudo e cobrar a CBA de maneira mais rígida para que as coisas aconteçam - finalizou Thiago Camilo.
- Nós vínhamos fazendo vários pedidos para que atitudes fossem tomadas diante das nossas previsões em relação a acidentes. Pelo fato de ser piloto, às vezes, a gente consegue uma visão mais ampla daquilo que pode vir a acontecer. Então, a partir dessa comissão, não serão mais pedidos e sim imposições para que tenhamos de fato mudanças que achamos necessárias - explicou Thiago Camilo, da RCM Motorsport.
- Desde de 2007, a gente tem a comissão de pilotos que visa, principalmente, a melhorar a segurança. Algumas coisas técnicas são analisadas, mas, principalmente, a segurança dos autódromos - disse Burti.
- A gente já tentou fazer uma comissão. Já brigamos pela Curva do Café algumas vezes e não conseguimos. Tem gente que acha que não estamos questionando porque a gente não sai a público fazendo baruho. Mas, internamente, os pilotos estão sempre tentando melhorar a segurança no autódromo - comentou Serrinha.
O paulista Popó Bueno, dono do carro 74 da A.Mattheis, preferiu falar sobre os riscos de acidentes durante as corridas. Para o piloto, o automobilismo deve estar sempre de olho em novos equipamentos para a segurança dos atletas.
- O automobilimso não pode ficar parado nunca. Temos que seguir atualizando os carros e tornando-os mais seguros. E a pista também - cobrou.
- Quase todo autódromo tem um ou outro ponto que é perigoso. Em Interlagos, outro lugar que ninguém fala é a entrada dos boxes. Ela é perigosa, porque temos um muro ali. Todo autódromo precisa de alguma melhora - explicou Serra.
- Apesar da Curva do Café, que é bem perigosa, Interlagos é muito estruturado. A gente sabe das necessidades que temos em outras pistas e isso vai ser cobrado. Nós vamos ter uma evolução muito grande com essa comissão. A gente vai conseguir tirar bom proveito disso tudo e cobrar a CBA de maneira mais rígida para que as coisas aconteçam - finalizou Thiago Camilo.
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