Guerreiro, Flu bate o Americano e
se mantém vivo na Taça Guanabara
Com um jogador a menos desde os 30 minutos da etapa inicial, Tricolor
se garante na superioridade técnica e vence por 3 a 2 no Godofredo Cruz
Além da vitória, as boas exibições do volante Jean e do atacante Wellington Nem em Campos serviram para dar a Abelão a certeza de que o time tricolor precisa de jogadores mais velozes para dominar seus adversários. O técnico, que já começa a sofrer pressão nas Laranjeiras após os primeiros maus resultados da temporada, foi muito festejado pelo elenco em todos os gols. Na arquibancada, porém, uma faixa com os dizeres "Fora, Abel" se destacava.
Na primeira partida após o pedido da diretoria tricolor pela exoneração do presidente da Comissão de Arbitragem do Rio de Janeiro, Jorge Rabello, o juiz Rodrigo Nunes de Sá marcou um pênalti para o Fluminense - o primeiro do clube no Campeonato Carioca - e expulsou o atacante Rafael Moura por suposta cotovelada. O jogo contou com 3.791 pagantes, 3.433 presentes e renda de R$ 74.070,00.
O Fluminense volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Bangu, às 19h (de Brasília), em São Januário. No mesmo dia e horário, o Americano vai até o Marrentão para enfrentar o Duque de Caxias.
Precisando da vitória a todo custo, o Fluminense começou o jogo estudando o Americano. Tanto que nos minutos iniciais a equipe de Campos se impôs mesmo sem levar perigo ao gol de Diego Cavalieri. Aos poucos, porém, o Tricolor passou a fazer uso de sua maior técnica para dominar a partida. E não demorou muito para o placar sair do zero. Após bom passe de Bruno, Wellington Nem foi seguro na área por Ricardo Braz. Pênalti que Rafael Moura cobrou no canto direito sem chances para o goleiro Erivélton: 1 a 0 aos 13 minutos. Na comemoração, todos os jogadores foram abraçar o técnico Abel Braga, que já começa a ser questionado pelos maus resultados no início da temporada.
O empate do Americano quase saiu logo depois, quando Tardelly perdeu boa chance de cabeça na pequena área. Mas o Fluminense seguida dono do jogo e quase ampliou com Thiago Neves, que cobrou falta no travessão. O jogo parecia tranquilo para o Tricolor quando o árbitro Rodrigo Nunes de Sá expulsou Rafael Moura aos 30 minutos de jogo. O atacante protegia a bola de Adalberto com o corpo quando o zagueiro caiu no chão com a mão no rosto reclamando de uma cotovelada. Cartão vermelho direto para o camisa 10, que deixou o campo indignado. Foi a quinta expulsão tricolor nos últimos três jogos.
A expulsão atordoou o Fluminense, e foi suficiente para o Americano chegar ao gol de empate. Sete minutos após a saída do He-Man, a equipe de Campos cobrou escanteio pela direita, Thiago Neves desviou no primeiro pau e a bola sobrou livre para o lateral-esquerdo Marcos Felipe soltar a bomba.
Técnica garante os três pontos
(Foto: Rafael Cavalieri/Globoesporte.com)
A superioridade do Americano na partida se restringia apenas ao número de jogadores em campo. Na parte técnica, a vantagem era toda do Fluminense. E foi tocando a bola com calma e inteligência que o Tricolor chegou ao terceiro gol. Aos 23, Jean recebeu na entrada da área, se livrou da marcação e achou Thiago Neves livre na área. Na frente de Erivélton, o camisa 7 teve apenas o trabalho de rolar para Wellington Nem chutar com o gol vazio.
Com a vantagem de dois gols no placar, o Tricolor passou a esperar o apito final. Abel ainda colocou Wagner e Lanzini em campo para dar mais consistência ao meio-campo e reforçar a marcação no setor. Depois de começar com três atacantes, o time terminou sem nenhum em campo. O susto final veio quando já não havia tempo para mais nada. Aos 46, Leandro Euzébio falhou ao cortar cruzamento da direita e a bola sobrou limpa para Hugo diminuir. O 3 a 2 no final garantiu os três pontos necessários e a sobrevida do Fluminense na Taça Guanabara. Pelo menos até o próximo sábado.
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