Minotouro projeta ano melhor em 2015: "A vontade está dentro de mim"
Aos 38 anos, meio-pesado evita falar em aposentadoria e quer conseguir se manter saudável no ano que vem para tentar subir no ranking do UFC
- Estou começando a treinar agora de novo. Depois da luta senti um pouco as costas, depois tive um probleminha no joelho, mas estou voltando de novo, devagar e já estou zerado de lesão. Pretendo voltar daqui a uns três meses para dar tempo de me preparar. Tenho que tentar me motivar dentro da equipe, a equipe está indo bem, tem uma garotada nova chegando e treinando cada vez melhor, isso me dá motivação. Ainda me sinto motivado, a vontade está dentro de mim. O cara quando é competidor, compete a cada treino, a cada luta. O importante é estar bem de saúde. Quando estiver 100% de saúde é manter o ritmo, que a tendência é a competição ser cada vez melhor. Se Deus quiser, vou fazer um ano melhor em 2015 - afirmou, em entrevista ao Combate.com.
- Especialmente não tem ninguém que eu pense em lutar. O importante é lutar e manter um 2015 bom. Quero fazer duas ou três lutas boas e voltar bem para o ranking. Têm atletas que estão fora do ranking, aí conseguem dois ou três nocautes e voltam para o top 3. É mostrar resultado, treinar bem, evitar lesões e, pelo meu talento, dá para voltar bem sim. Acho que o Shogun é uma luta boa. Mesmo perdendo essa luta, não dá para avaliar que o Shogun estava ruim ou bom. Entrou o golpe no começo da luta, como aconteceu comigo, o cara foi para a sequência e não deixou ele se recuperar. Mas ele é muito duro, fez uma grande luta comigo em 2005, uma das melhores do Pride e, com certeza, seria uma boa revanche. Estivemos para lutar ano retrasado, não lutamos e acho que ficou essa revanche para fazermos - disse.
Ao analisar sua performance contra Johnson, Rogério Minotouro admitiu que a falta de ritmo pode ter lhe atrapalhado e também considerou ter cometido erros estratégicos no combate.
- Foi uma luta que não aconteceu porque eu tomei um upper no comecinho. Quando fui para a grade, ele já tinha sentido o golpe, fiquei bem tonto, fora de mim, não deu para me defender. Avalio que foi uma luta difícil, ele me surpreendeu naquele momento que cruzou, me abaixei um pouco para pendular e me defender, ele jogou o upper, e eu senti. Acho que se a luta tivesse rendido mais, poderia ser diferente. Talvez tenha me faltado mais ritmo de competição. Era para andar mais, não ir para a troca franca no começo. O cara é peso-pesado, pega duro e me acertou aquele golpe - finalizou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário