domingo, 10 de outubro de 2010

Em domingo marcante, Bruno Senna pilota carro do tio em Suzuka

Brasileiro faz exibição com Lotus que Ayrton Senna usou em sua primeira vitória na Fórmula 1. Na corrida, piloto chega em 15º, sua melhor colocação

Bruno Senna pode não ter feito uma corrida brilhante em Suzuka, mas o fim de semana com certeza ficará na memória do brasileiro. A 15ª posição, beneficiada por muitos problemas dos outros pilotos, foi a melhor colocação do piloto na Fórmula 1. Para completar o domingo, entre o treino classificatório e a corrida ele fez uma exibição com a Lotus que seu tio Ayrton Senna pilotou em sua primeira vitória na Fórmula 1 no GP de Portugal de 1985 e levantou a torcida japonesa.
- Dei apenas uma volta, mas foi legal homenagear a memória do Ayrton diante de um público tão apaixonado por ele – disse Bruno, por meio de sua assessoria de imprensa.
Bruno Senna anda na Lotus de Ayrton SennaBruno Senna pilota a Lotus que Ayrton Senna usou em sua primeira vitória na Fórmula 1 (Foto: Divulgação)
Antes do 15º lugar em Suzuka, a melhor colocação de Bruno Senna havia sido a 16ª posição na Malásia e na China. Neste domingo, o piloto da Hispania largou em 23º, mas se beneficiou da entrada do safety car logo no começo da corrida para mudar sua estratégia de prova.
- Acho que foi a decisão correta. Pude manter um ritmo satisfatório e ganhar a posição do Sakon Yamamoto quando ele fez o pit stop – analisou.

Rossi dá show em vitória na Malásia; Lorenzo é o 3º e leva título da MotoGP

Italiano larga mal, mas faz várias ultrapassagens em Sepang para assumir a liderança. Dovizioso é o segundo e Lorenzo sobe ao pódio como campeão

MotoGP - Jorge Lorenzo comemoraJorge Lorenzo comemora o título após o terceiro
lugar na Malásia (Foto: Getty Images)
Valentino Rossi deu show no GP da Malásia de MotoGP, mas a festa maior foi de Jorge Lorenzo, que se sagrou campeão mundial ao chegar na terceira posição na corrida deste domingo. O "Doutor" largou na sexta posição, mas caiu muito no início e chegou a estar em 11º. Com uma impressionante série de ultrapassagens, o italiano da Yamaha assumiu a ponta e travou um bom duelo com o compatriota Andrea Dovizioso, da Honda, que chegou em segundo.
Lorenzo precisava apenas da nona posição para levar o título, mas travou um belo duelo com Dovizioso pela liderança no início da corrida. Após ser ultrapassado por Rossi, seu companheiro na Yamaha, ele optou por sossegar na terceira posição e assegurar o título. Dani Pedrosa, seu rival mais próximo, quebrou a clavícula no Japão e sequer disputou a corrida. Já Casey Stoner, da Ducati, caiu ainda na primeira volta em Sepang e abandonou o GP da Malásia.
- Fiquei realmente impressionado por ficar na frente e não perder tempo até o fim da corrida. Mas quando meus pneus perderam rendimento, pensei que era melhor terminar a corrida para ser campeão. Este é o dia mais feliz da minha vida e temos de comemorá-lo - diz Lorenzo.
A vitória de Rossi encerrou seu maior jejum na MotoGP. O "Doutor", que ficou algumas corridas fora por causa de uma perna quebrada, não vencia desde o GP do Qatar, há seis meses, em Losail. O americano Ben Spies, da Yamaha Tech 3, superou Marco Simoncelli, da Honda Gresini, no fim da prova e chegou em quarto. O italiano caiu para a oitava colocação em Sepang.
Confira o resultado final do GP da Malásia de MotoGP, em Sepang:
1 - Valentino Rossi (ITA/Yamaha Factory) - 20 voltas em 41m03s448
2 - Andrea Dovizioso (ITA/Honda HRC) - a 0s224
3 - Jorge Lorenzo (ESP/Yamaha Factory) - a 6s035
4 - Ben Spies (EUA/Yamaha Tech 3) - a 13s676
5 - Alvaro Bautista (ESP/Suzuki) - a 15s402
6 - Nicky Hayden (EUA/Ducati) - a 18s826
7 - Hiroshi Aoyama (JAP/Honda Interwetten) - a 20s218
8 - Marco Simoncelli (ITA/Honda Gresini) - a 23s574
9 - Marco Melandri (ITA/Honda Gresini) - a 23s964
10 - Randy de Puniet (FRA/Honda LCR) - a 31s850
11 - Hector Barbera (ESP/Ducati Aspar) - a 38s579
12 - Mika Kallio (FIN/Ducati D'Antin) - a 38s849
13 - Colin Edwards (EUA/Yamaha Tech 3) - a 11 voltas
14 - Aleix Espargaro (ESP/Ducati D'Antin) - a 14 voltas
15 - Loris Capirossi (ITA/Suzuki) - a 16 voltas
16 - Casey Stoner (AUS/Ducati) - a 20 voltas

Com pole e vitória no mesmo dia em Suzuka, Vettel festeja: 'Foi incrível' Alemão da RBR diz que manteve Webber sob controle na segunda posição

Vencedor do GP do Japão, Sebastian Vettel comemorou, segundo ele, um dia incrível por marcar a pole e subir ao alto do pódio em pouco mais de cinco horas. O treino classificatório foi adiado para a manhã da corrida e o alemão da RBR dominou as duas atividades deste domingo no circuito de Suzuka. Ele está agora 14 pontos atrás do companheiro Mark Webber no Mundial.
- Foi incrível. A pole position pela manhã e a vitória à tarde foram fantásticas. Tudo aconteceu graças à equipe, que trabalhou muito. A maioria deles nem dormiu de quinta até sábado, por isso acabou sendo bom o adiamento da classificação. Eles mereceram. O circuito foi feito para o nosso carro, com curvas de alta. À medida que ele ficava mais leve, era mais divertido. Estamos em uma posição muito boa. Estou feliz por voltar e vencer pela segunda vez aqui, realmente orgulhoso - diz Vettel.
Vettel disse que manteve Webber, seu companheiro, sob controle, apesar do australiano ter terminado a corrida menos de um segundo atrás. O alemão disse que foi bom para o campeonato vencer pela segunda vez em Suzuka, como Mika Hakkinen e Michael Schumacher já fizeram.
- Webber tentou forçar, mas sabia que ultrapassar não seria fácil. É sempre especial vencer aqui. Subir ao pódio pela segunda vez te deixa apaixonado pelo circuito. Estou orgulhoso.
sebastian Vettel RBR do gp do japão suzukaSebastian Vettel comemora a vitória em Suzuka após a corrida com o champanhe e o troféu (Foto: Reuters)
Sábado, 09 de outubro
  • Prudente
    2X3
    São Paulo
    18h30
    Prudentão

  • Vasco
    3X3
    Grêmio
    18h30
    São Januário

  • Domingo, 10 de outubro

  • Goiás
    X
    Vitória
    16h00
    Serra Dourada

  • Cruzeiro
    X
    Fluminense
    16h00
    Parque do Sabiá

  • Botafogo
    X
    Palmeiras
    16h00
    Engenhão

  • Ceará
    X
    Guarani
    18h30
    Castelão


  • Vettel dá show, faz a pole e confirma domínio da RBR no grid em Suzuka

    Alemão supera tempo de Webber, líder do campeonato, por um décimo. Alonso fica só em quarto e Massa, em 12º. Rubinho é o melhor brasileiro, em sétimo


    A chuva parecia que iria atrapalhar, mas a RBR mostrou que é mais forte do que a tempestade que adiou o treino em Suzuka. Em um circuito que favorece amplamente seu carro, a equipe austríaca conseguiu sua 13ª pole em 16 classificações na temporada 2010. Com uma volta excepcional em 1m30s785, Sebastian Vettel conseguiu a primeira colocação do grid de largada para o GP do Japão. É a oitava vez no ano que o alemão sai na posição de honra em uma corrida. De quebra, Mark Webber, líder do campeonato, completou a dobradinha do time, em segundo.
    Lewis Hamilton, da McLaren, foi o piloto que mais se aproximou da dupla da RBR, com o terceiro tempo. Mas a equipe inglesa trocou o câmbio de seu carro no sábado, ele foi punido em cinco posições e larga apenas em oitavo. O polonês Robert Kubica, da Renault, herdou a posição do campeão de 2008 no grid. O espanhol Fernando Alonso, que não teve um bom desempenho com a Ferrari, será o quarto colocado. A largada no Japão será às 3h (de Brasília) deste domingo, com transmissão ao vivo da Rede Globo. O GLOBOESPORTE.COM acompanha as 53 voltas em Suzuka em Tempo Real com vídeos.
    Rubens Barrichello, da Williams, foi o melhor brasileiro no treino, com a sétima posição. Ele largará ao lado do punido Hamilton em Suzuka. Com dificuldades, Felipe Massa foi eliminado do treino ainda na segunda parte. Sem achar o aquecimento ideal dos pneus, especialmente no terceiro setor do circuito de Suzuka, ele não conseguiu um bom tempo e vai largar apenas na 12ª posição neste domingo. Ele acabou superado até pelo alemão Nick Heidfeld, da Sauber, que sai em 11º.
    Sebastian Vettel pole treino classificatório GP do JapãoSebastian Vettel festeja a pole position no treino classificatório para o GP do Japão, em Suzuka (Foto: AFP)
    Apesar de ter ficado mais uma vez na primeira parte do treino (Q1), Lucas di Grassi ao menos conseguiu superar o tempo marcado por Timo Glock, seu companheiro na VRT. O brasileiro vai largar em 21º, uma posição e 33 milésimos à frente do alemão. Bruno Senna, da Hispania, será o 23º no grid, à frente apenas do japonês Sakon Yamamoto, piloto da casa.
    Tempo seco e Williams bem no Q1
    Após a forte tempestade da tarde de sábado em Suzuka, o domingo começou com muito sol e calor. O circuito tinha apenas algumas partes úmidas, como a reta dos boxes - na parte interna - e a chicane Triangle, ponto de maior frenagem da pista. Quase todos entraram rapidamente na pista com pneus slicks, à exceção da McLaren, que colocou Hamilton e Button com os intermediários. A aposta se revelaria errada e ambos entraram nos boxes após uma volta para trocar os compostos.
    A primeira parte do treino (Q1) começou com as Williams de Nico Hulkenberg e Rubens Barrichello andando na frente, fazendo uma dobradinha. Mark Webber e Sebastian Vettel, a dupla da RBR, entraram na pista com apenas oito minutos para o fim do tempo regulamentar e logo se aproximaram dos tempos marcados pela dupla da equipe inglesa. O alemão, melhor nas sessões livres de sexta-feira, ainda com pista seca, logo assumiu o primeiro posto da tabela de tempos.
    Entre os eliminados no Q1, nenhuma surpresa. Além dos seis pilotos das equipes estreantes - Lotus, VRT e Hispania, o suíço Sebastien Buemi, da STR, não conseguiu superar o tempo do companheiro Jaime Alguersuari e vai largar apenas na 18ª posição do grid de largada em Suzuka.
    Massa sofre com os pneus no Q2
    Após um Q1 com um desempenho longe do esperado, as Ferraris foram cedo para a pista na segunda parte do treino (Q2). Fernando Alonso e Felipe Massa marcaram seus tempos ainda de pneus duros, mas foram rapidamente superados por Webber, Button e Vettel. As Williams continuaram a andar bem: Barrichello e Hulkenberg andaram muito próximos dos carros da RBR, McLaren e Ferrari, as três principais equipes da temporada 2010.
    Massa sofreu com os pneus duros no início do Q2 e estava fora da zona de classificação para a superpole até os cinco minutos finais. Ele e Alonso entraram nos boxes e foram os primeiros a optar pelos macios. O espanhol entrou com folga, na quinta posição, mas o brasileiro sofreu com o carro, principalmente no terceiro setor do circuito de Suzuka e não conseguiu entrar na superpole.
    Confira o grid de largada para o GP do Japão, em Suzuka:
    1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m30s785
    2 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m30s853
    3 - Robert Kubica (POL/Renault) - 1m31s231
    4 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m31s352
    5 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m31s378
    6 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1m31s494
    7 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - 1m31s5358 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m31s169 (punido em cinco posições)
    9 - Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth) - 1m31s559
    10 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1m31s846
    Eliminados na seginda parte do treino classificatório:
    11 - Nick Heidfeld (ALE/Sauber-Ferrari) - 1m32s187
    12 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m32s32113 - Vitaly Petrov (RUS/Renault) - 1m32s422
    14 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - 1m32s427
    15 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m32s659
    16 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - 1m33s071
    17 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes) - 1m33s154
    Eliminados na primeira parte do treino classificatório:18 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m33s568
    19 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth) - 1m35s346
    20 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth) - 1m35s464
    21 - Lucas di Grassi (BRA/VRT-Cosworth) - 1m36s26522 - Timo Glock (ALE/VRT-Cosworth) - 1m36s332
    23 - Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth) - 1m37s27024 - Sakon Yamamoto (JAP/Hispania-Cosworth) - 1m37s365

    sábado, 9 de outubro de 2010

    Kelvin Rodrigues é o campeão no skate de rua entre os amadores

    Kelvin Rodrigues é o campeão no skate de rua entre os amadores

    Modalidade reuniu 60 atletas no Jump Festival, em São Bernardo (SP)

    Por GLOBOESPORTE.COM São Bernardo do Campo, SP
    Kelvin - Jump FestivalKelvin Rodrigues em ação  (Foto: Eduardo Braz)
    O skate de rua definiu o quarto vencedor da quinta edição do Jump Festival. Após duas sessões - eliminatória e final - e quatro horas de disputa no Ginásio Poliesportivo de São Bernardo do Campo (SP), Kelvin Rodrigues foi o melhor da modalidade. A disputa reuniu 60 atletas amadores.
    - Já conhecia a maioria dos outros skatistas, então tentei inovar e usar a minha criatividade. Pretendo continuar a participar das próximas etapas do Jump - vibrou Kelvin, de 17 anos.
    Entre os skatistas que competiram, Vinícius dos Santos foi o segundo melhor. Fecharam a relação dos cinco melhores da modalidade em São Bernardo do Campo (SP): William Campos, em terceiro; Diego Fontes, em quarto; e Vinícius Amorim, em quinto.
    - A disputa foi tão acirrada que saiu até faísca. Já tinha participado do Jump Festival de São Bernardo do Campo no ano passado e, mais uma vez, gostei da estrutura. Acho que a minha principal manobra na final foi o nollie de back 360 - disse Vinicius dos Santos.
    A eliminatória do Skate vertical profissional foi adiada para este sábado. Os skatistas realizarão a sessão a partir das 16h. Uma hora depois, acontecerá a semifinal com os classificados.
    Confira os melhores da final do skate de rua (amador):
    1º - Kelvin Hoefler Rodrigues
    2º - Vinícius dos Santos
    3º - William Sérgio Ramos de Campos
    4º - Diego Fontes
    5º - Vinícius Amorim
    6º - Sérgio Santoro
    7º - Fabio Gheraldini
    8º - William Campos
    9º - Renato Sales
    10º - Alexandre Calado
    Meus sinceros agradecimento a você que esteve nos acompanhado nestes 30 dias do blog Esporte Total permitindo uma marca de 1800 visitas em tão pouco tempo meus sincero obrigado e continuo contando com vocês.valeuuuuuuuuuuuuu

    Animado com reforma do futebol no Haiti, técnico acredita em surpresas

    Após tragédia que devastou o país, Edson Tavares vê ‘Projeto-2014’ com
    bons olhos, apesar de todas as dificuldades: ‘Vida de treinador é 90 minutos’

    Por Victor Canedo Rio de Janeiro
    Uma obra triste do destino colocou o técnico Edson Tavares no caminho do Haiti. Por conta do terremoto de sete graus que chocou o mundo e arruinou o país em janeiro, a Federação de Futebol, em parceria com a ONG Viva Rio, optou por dar chance aos brasileiros no comando - é assim também na seleção feminina. O treinador, que até pensara em abandonar o esporte, em 2007, pediu demissão de seu clube no Omã e aceitou o desafio.
    Treino Haiti Rio de Janeiro BrasilNão está apenas no bigode a semelhança de Edson Tavares com René Simões (Foto: André Durão)
    Edson Tavares foi para a Suíça, ainda jovem, tentar futuro no futebol como todo jogador deslumbra. Viveu por lá durante 18 anos, incrementou o currículo com o francês entre as línguas fluentes - é como se comunica com os jogadores - e realizou um curso de treinador. Depois, passou muitas temporadas no Oriente Médio, entre Irã, Omã e outros países. Agora são novos tempos.
    GALERIA DE FOTOS: veja as imagens do primeiro treino do Haiti no Rio de Janeiro
    Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, o treinador se mostrou animado com o projeto, apesar de todas as dificuldades dentro e fora de campo e do seu estilo calmo, semelhante ao de René Simões, a quem foi “aluno” nos tempos de Vasco. A meta, é claro, é vaga na Copa do Mundo de 2014, embora admita que ainda é um sonho muito distante da realidade do Haiti, que está no Rio de Janeiro em preparação para a pré-Copa Ouro, em novembro, em Trinidad e Tobago.
    Confira a entrevista completa abaixo:
    GLOBOESPORTE.COM: como surgiu o convite para treinar o Haiti?
    Treino Haiti Rio de Janeiro BrasilTreinador morou 18 anos na Suíça, onde tentou
    fazer sucesso como jogador (Foto: André Durão)
    EDSON TAVARES: Há três anos, em 2007, eu tinha decidido parar com o futebol. Um amigo que é agente da Fifa me apresentou a uma pessoa que tinha sido dirigente do Flamengo, Nildo Leão. Era diretor de futebol numa equipe da Grécia. Passou um tempo e nesse ano quando eu voltei dos Emirados, de férias, ele ligou para mim. Precisavam de um treinador bilíngue. Encontrei-me com ele, que explicou o projeto da ONG Viva Rio. O presidente veio ao Rio para ver as instalações e deu o aval dele. Só que a decisão demorou e eu voltei para o Omã. Fiquei até agosto, quando confirmaram tudo e pude assinar minha carta de demissão.
    Esse projeto é até o fim das eliminatórias?
    O projeto de futebol é 90 minutos. A vida de treinador é 90 minutos também. Então, em tese, é até o fim das eliminatórias mesmo. Mas a gente vive uma realidade desagradável no mundo inteiro, exceção à Europa.
    O Haiti tem realmente condição de surpreender?
    Se houver investimento, sim. Eles têm material humano, o pessoal não é bobo, sabem jogar e têm qualidade, mas falta muita coisa ainda para desenvolver. Refiro-me à base local. A base do exterior, em teoria, é formada de jogadores que estão formados, independentes financeiramente e que não moram no Haiti. Acredito que naquela zona da América Central há poucas equipes para ir à Copa do Mundo. Estados Unidos e México são de carteirinha, mas nem sempre os mexicanos vão. Ainda temos Costa Rica, Honduras, Jamaica... E só. É diferente da América do Sul, que temos dez países mais ou menos no mesmo nível, exceção à Brasil e Argentina. Quase todos já foram à Copa do Mundo. A Venezuela está muito forte. O Brasil não ganhou da Bolívia nas eliminatórias.
    O que dá para tirar de proveito do mês que vocês ficam no país (a cada três, os outros dois são no Brasil)?
    Lá é observação, pegar os jogadores e colocar para treinar. E só. A estrutura é zero, está tudo destruído. Caiu prédio, morreu treinador... Eu, inclusive, só estou aqui porque o treinador morreu. Mas vai acontecer alguma coisa, pois a Fifa está construindo um novo centro da Federação. É claro que não sabem fazer campo de futebol, fazem sem sistema de drenagem, vestiário sem chuveiro... Esse tempo em que fiquei lá pude ajudar a fazer as coisas profissionalmente. Há outro centro que é o do Viva Rio, esse sim de altíssima qualidade e primeiro mundo. Acho que com capacidade para 200 ou 300 atletas, boas acomodações, piscina, cozinha, quadra de areia... Tem de tudo lá.
    Treino Haiti Rio de Janeiro BrasilTécnico não sentou na janela do ônibus e ainda brincou com a equipe de reportagem (Foto: André Durão)
    Houve algum progresso no futebol do Haiti nos últimos anos?
    Tem que se considerar que houve uma catástrofe no país esse ano. Então a liga, que era para começar em março, teve início em agosto. Eles estão jogando com um traumatismo muito grande. Muitos jogadores morreram, familiares, o que acabou igualando o nível. Antes eu soube que estava progredindo muito, talvez pela influência brasileira.
    Você comentou sobre a alegria e descontração dos jogadores, algo cultura. Eles chegaram a desabafar e contar histórias sobre a tragédia?

    Não. E eu nunca perguntei. Não se deve tocar em ferida fechada ou que se quer fechar. Não vou entrar nesse detalhe. A evidência está lá. O próprio presidente da federação ficou com sequelas, com mão e perna paralisadas.

    O Que é Bungee jumping

    Bungee jumping é um esporte radical praticado por muitos aventureiros corajosos, que consiste em saltar para o vázio amarrado aos tornozelos a uma corda elástica. Há muito tempo, este esporte era uma espécie de prova iniciática pela qual os rapazes de uma aldeia teriam de passar para poderem começar a ser chamados de adultos. Apesar de só haver uma prova por ano, consistia em irem buscar lianas, subirem uma espécie de escada com cerca de 5 metros, prenderem um extremo da liana à cana da escada e o outro extremo a um dos seus pés. Depois teriam de se atirar e, se chegassem lá a baixo sãos e salvos, tornar-se-iam adultos. Mas, se por outro lado, a liana se rompesse ou se fosse comprida demais, eles morreriam .

    Origem

    Segundo uma lenda, tudo começou na em Pentecost, uma ilha do Pacífico Sul, quando uma mulher traiu o seu marido e teve de arranjar maneira de fugir dele. Para isso, subiu à árvore mais alta que encontrou com uma videira amarrada aos tornozelos. O marido foi atrás dela mas não conseguiu apanhá-la porque ela saltou da árvore. Como estava presa pelos pés, nada lhe aconteceu. O mesmo não se pode dizer do marido que saltou atrás dela mas... sem videira!
    Ao que parece, a moda pegou e os homens da região começaram a saltar de torres construídas por eles. Não se sabe bem porquê, mas a tradição manteve-se.
    Em 1954, dois jornalistas da revista National Geographic foram a esta ilha e viram homens a saltar de uma torre com videiras amarradas aos tornozelos. A técnica já era tão avançada que as videiras tinham as medidas exactas para que quem saltasse encostasse apenas a cabeça no chão, mantendo a distância suficiente para não partir o pescoço.
    Em 1955, na edição de Janeiro da revista, estes dois jornalistas (Irving e Electa Johnson) relataram ao mundo este estranho costume.
    Quinze anos mais tarde, o escritor Kal Muller foi à ilha e tornou-se o primeiro "homem branco" a realizar o salto.
    Em 1979, membros da Oxford University´s Dangerous Sport Club saltaram da ponte Clifton, em Bristol, de uma altura de 75 m, presos por elásticos usados para amarrar a bagagem aos carros.
    Em 1987, o neozelandês A. J. Hackett saltou da torre Eiffel, em Paris, uma coisa impensável na altura e que deixou o mundo de olhos postos naqueles "malucos" que se atiram de alturas impressionantes presos apenas pelo tornozelo.
    A partir daí, o bungee jumping passou a ser considerado um desporto radical e tem já milhares de adeptos por todo o mundo

    Equipamento

    Como qualquer outro desporto, o bungee jumping utiliza um equipamento próprio. Além das presilhas, engates e cintos, que são também utilizados na prática do alpinismo, o bungee jumping utiliza cordas elásticas, cordas essas que são essenciais para a segurança e o sucesso do salto. Existem quatro tipos de cordas, que variam consoante o peso da pessoa que vai fazer o salto. Todas as cordas têm um tempo de vida útil de aproximadamente 1200 saltos. Depois de alcançarem este limite, são imediatamente substituídas.
    As cordas são testadas e aprovadas para aguentarem até 4000 kg. Entrelaçada no seu interior, têm uma corda de nylon com capacidade até 2500 kg, que tem aproximadamente um metro a mais de comprimento do que a corda elástica esticada, o que torna o salto mais seguro, uma vez que, se a corda elástica se romper, há ainda a de nylon.
    Algumas das empresas que organizam este tipo de saltos utilizam também um colchão de ar que é colocado no chão para maior segurança.

    Onde Praticar

    Apesar de os mais afoitos insistirem em saltar de pontes e torres, essa prática, além de proibida, é muito perigosa. Por isso, além dos locais apropriados que as várias empresas de saltos propõem, o bungee jumping também pode ser praticado em feiras ou exposições, onde a torre e o guindaste são armados por uma equipe treinada e com todas as condições de segurança.

    O salto mais alto

    O Guinness (livro dos recordes mundiais) informa que o maior salto comercial de bungee jump é feito da Bloukrans River Bridge, uma ponte a 40km ao leste de Plettenberg Bay, na África do Sul. O salto é dado de uma plataforma sob a ponte e a altura de lá até o chão do vale é de 216m (709 pés). Há outro bungee comercial operante que alega ser um pouco mais alto com 220m (722 pés). Este último fica perto de Locarno, na Suíça, e pula-se do topo da barreira de uma hidrelétrica. O salto apareceu rapidamente na abertura de um dos filmes de James Bond. Em Dezembro de 2006, a AJ Hackett, empresa de esportes radicais, colocou um ponto de bungee jumping na Macau Tower, China, inaugurando assim o salto mais alto com 233m (764 pés). No entanto, este último não é considerado bungee jumping, já que é uma espécie de descida desacelerada.
    O Guinness só registra saltos de plataformas fixas para garantir a precisão das medidas. John Kockleman, no entanto, entrou para o livro após um salto de 2200 pés de um balão na Califórnia, em 1989. Em 1991, Andrew Salisbury saltou 9000 pés de um helicóptero em Cancún para um programa de televisão, patrocinado pela Reebok. A corda atingiu uma tensão máxima de 3157 pés. Ele pousou a salvo de pára-quedas após o salto.

    Brasil espanta a polêmica, despacha a Itália e avança à final em busca do tri Após primeiro set avassalador, seleção supera lesão de Bruninho, mantém a cabeça no lugar e cala a Arena de Roma para chegar à decisão de domingo

    Clima hostil, troca de farpas, acusações voando de um lado para o outro. Quando a bola subiu neste sábado, o Brasil só precisou de 20 minutos para pulverizar duas semanas de polêmicas. Foi o tempo que durou o primeiro set da semifinal, num avassalador 25/15 que nocauteou a seleção italiana e fez a torcida se engasgar com as vaias na Arena de Roma. Dali em diante, os comandados de Bernardinho se dedicaram à tarefa de abater os donos da casa. Até então invicta, a Azzurra até se levantou e roubou a terceira parcial, mas logo voltou para o chão. Com grandes atuações de Leandro Vissotto e Marlon, que segurou a onda após uma lesão de Bruninho, a seleção verde-amarela aplicou um incontestável 3 a 1 (25/15, 25/22, 23/25 e 25/17) e saltou para encarar na final deste domingo a última barreira antes do tri mundial: os valentes cubanos.
    Se conseguiu escapar de Cuba na terceira fase ao perder para a Bulgária, agora não tem mais jeito. Será justamente contra os caribenhos a decisão do Mundial, às 16h15m de domingo, com transmissão ao vivo do SporTV. Na primeira fase do torneio, eles levaram a melhor, batendo os brasileiros por 3 a 2 num jogo espetacular. Agora o cenário é diferente e vale a medalha de ouro.
    vôlei Brasil x ItáliaFesta em amarelo na Arena de Roma: o Brasil despacha a Itália e avança para a decisão (Foto: Reuters)
    O equilíbrio que todos esperavam neste sábado não chegou a acontecer. Após um primeiro set irrepreensível, o Brasil perdeu Bruninho, que levou um pisão acidental de Murilo no pé esquerdo. O levantador deu lugar a Marlon e ainda tentou voltar no fim da terceira parcial, mas não resistiu. Mesmo após todos os problemas físicos que teve no início do Mundial, com uma doença no intestino, Marlon deu conta do recado com sobras. Foi um dos motores da vitória verde-amarela, ao lado de um quase infalível Vissotto, autor de 24 pontos.
    - Estou muito feliz por ter ajudado o time a vencer, mas o fim da guerra é amanhã. Temos que ter a cabeça no lugar para ganhar - afirmou Vissotto, em entrevista ao SporTV.
    vôlei Matej CernicA Itália de Cernic foi nocauteada (Foto: AFP)
    Primeiro set irretocável
    O Brasil entrou na Arena de Roma com 12.178 torcedores gritando “buffoni” (palhaços), ofensa que tinha ouvido pela primeira vez em Ancona, na derrota para os búlgaros. E foi no meio das vaias que a seleção, blindada contra a pressão, mostrou o cartão de visitas e abriu 3/0. No terceiro ponto, Mastrangelo já encarava Dante na rede. Olhava e ria de forma irônica. Mas quem respondeu foi Vissotto. Com atuação impecável, o oposto virou todas e foi abrindo vantagem.
    No retorno da primeira parada técnica, o placar era de 8/5. Logo pulou para 14/9, numa invasão do levantador Vermiglio. Quando os italianos erraram mais uma vez, com Mastrangelo atacando para fora, o técnico Andrea Anastasi pediu tempo. No 15º ponto, Bruninho vibrou e gritou em direção aos reservas. A seleção embalou e abriu seis pontos: 17/11. Estranhamente calmo, Bernardinho fazia no máximo sinais de positivo. A vantagem chegou a impensáveis 21/12, e a torcida já não esboçava o ânimo habitual. Anastasi ainda trocou seus jogadores, lançando Birarelli e Cernic nos lugares de Sala e Parodi. Não adiantou, o nocaute do primeiro set estava sacramentado. No chão, os italianos viram Lucão fechar a parcial em 25/15.
    Apesar do golpe, a Itália não voltou grogue para o segundo set. Equilibrado, o placar de 8/8 fez Bernardinho parar o jogo. Na volta, Cernic, que tinha acertado um ace para empatar a partida, sacou para fora. Os italianos queriam bola dentro, abrindo a primeira de muitas polêmicas de arbitragem no set. O juiz chinês chamou Murilo na rede, e o ginásio quase veio abaixo com as vaias. O Brasil levou o ponto, mas sofreu um baque pouco depois. Bruninho levou um pisão no pé esquerdo e deixou a quadra. Foi substituído por Marlon, que não jogou a primeira metade do Mundial por causa de uma doença intestinal.

    Mudou o levantador, mas a discussão continuou. Savani atacou e disse que a bola raspou no bloqueio de Dante, abrindo um bate-boca entre Marlon e Vermiglio na rede. O italiano recorreu ao juiz, mas não adiantou. As duas equipes seguiam se revezando na liderança. Enquanto Bruninho recebia atendimento no banco, Marlon arredondava a bola para Vissotto, que continuava virando todas as bolas. Murilo manteve o Brasil à frente e, com um ace de Lucão, veio o 23º ponto. Escorada na experiência de Fei, a Itália ainda tentou reagir, mas levou outro golpe: Brasil 25/22, 2 a 0 na partida.
    vôlei BrasilEm dia ruim para Bruninho (à direita), que se machicou, o Brasil venceu e foi à final (Foto: AFP)
    Os fiscais de linha, italianos, cometiam erros grosseiros a favor do time da casa, e era o juiz chinês que corrigia as falhas. Os brasileiros tentavam não perder a cabeça. Mas, como Rodrigão tinha previsto durante a semana, as provocações começaram no terceiro set. Vermiglio falava com Dante, que andava pela quadra. Murilo chamou o companheiro e pareceu pedir para que ele não caísse no jogo emocional. Mas o time caiu, e os italianos abriram vantagem no placar. Mastrangelo gesticulava para Vissotto, Marlon encarava e, perdendo por 10/6, Bernardinho pediu tempo. Os atletas ouviram os gritos do técnico e as orientações de Giba. Ainda assim, a Itália foi para a segunda parada técnica com 16/13.
    E seguiu na frente. Fei atacava bem pela saída de rede, enquanto Mastrangelo conseguia parar Murilo no meio fundo. Com 18/13, Bernardinho parou o jogo outra vez. O Brasil melhorou, e o técnico fez a inversão de 5-1, mandando Bruninho de volta à quadra ao lado de Theo, nos lugares de Marlon e Vissotto. Mas Bruninho mal conseguia se movimentar em quadra, mancava e, na bola que poderia ser o 19º ponto brasileiro, errou o saque. No banco, o treinador levou a mão ao rosto e baixou a cabeça. Com a alteração desfeita, a seleção ainda apertou e cortou a diferença para um ponto. Mas não deu. Os italianos fecharam em 25/23, respiraram no jogo e acordaram a torcida.
    vôlei BrasilOs brasileiros festejam a vitória (Foto: AFP)
    Mas não abalaram os brasileiros. Com os brios mexidos, os jogadores voltaram afiados para a quarta etapa. Com bons saques de Murilo, um bloqueio de Dante e erros de Fei, o Brasil abriu 6/2. Em uma só tacada, congelou a torcida e ganhou o fôlego necessário para controlar o ritmo do jogo. Isso não significa que Bernardinho estava calmo. O técnico quase rasgou a camisa ao ver Murilo errar um passe. A Itália apertou o placar. Bloqueado por Mastrangelo, Rodrigão se irritou e chutou a bola nas arquibancadas.

    Vermiglio provocava na rede. Durante um rali, chegou a cair no chão e demorou a levantar. A pedido de Dante, o juiz parou o ponto. O brasileiro foi até o levantador, que dispensou a ajuda. Dante insistiu, estendendo a mão, mas o italiano não parava de falar. Virou-se para Vissotto, que o chamou de maluco.
    Fato é que, na segunda parada, o Brasil já tinha 16/10 no placar. E continuou abrindo vantagem. Com Vissotto no ataque e um ace de Dante, colocou 20/11. Fei ainda retornou à quadra e atrapalhou a recepção brasileira, mas àquela altura o estrago estava feito, e Vissotto seguia virando todas. A Arena de Roma já não gritava. Os italianos já não provocavam. Os fiscais de linha já não ajudavam. E o Brasil garantia a vaga na final, sem se desviar do caminho que leva ao tricampeonato mundial.

    Tempestade não cessa em Suzuka, e treino é adiado para as 22h de sábado

    Pilotos disputarão o treino classificatório do GP do Japão apenas cinco horas antes da prova, que tem largada programada para as 3h deste domingo

    E não teve jeito. A forte tempestade que desaba sobre Suzuka desde a tarde de sexta-feira e deixou as condições da pista impraticáveis forçou o adiamento do treino classificatório do GP do Japão. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) marcou o início da luta pela pole no circuito japonês para as 22h de sábado (de Brasília), 10h de domingo no horário local.

    Com a decisão de Charlie Whiting, diretor de provas da FIA, o treino classificatório será disputado apenas cinco horas antes da largada, programada para as 3h (de Brasília), 15h locais. O safety car saiu algumas vezes à pista para avaliar as condições do circuito, mas sem sucesso. O alemão Bernd Maylander, piloto do carro de segurança, sofreu para manter o Mercedes SLS AMG, preparado para andar em um ritmo próximo dos carros de Fórmula 1 na pista.
    Esta é a primeira vez que um treino classificatório é adiado desde o GP do Japão de 2004, também em Suzuka. Na ocasião, a pole foi disputada no domingo por causa da passagem do tufão Ma-on. Na época, a previsão era de ventos de até 180 km/h, mas a tempestade acabou sendo mais branda. O circuito, de qualquer forma, não teve atividades de pista durante todo o sábado.
    Jenson Button, atual campeão mundial, disse que não havia chances do treino classificatório ser realizado. Segundo o inglês da McLaren, as condições eram piores do que no GP do Brasil de 2009, quando a luta pela pole durou mais de quatro horas por causa da forte chuva em Interlagos.
    Estava molhado demais, mais ainda do que no Brasil no ano passado. No treino livre, tivemos de andar devagar, pois se forçássemos mais, poderíamos sofrer um acidente. Não dava para completar uma volta. As condições pioraram muito e estavam bem complicadas - diz Button, em entrevista à imprensa inglesa.
    Durante a espera, de mais de uma hora, pelo cancelamento do treino classificatório, os pilotos e equipes fizeram de tudo para se divertir. Lucas di Grassi, Timo Glock e seus mecânicos optaram por jogar pôquer em uma mesa improvisada. Já a RBR, a Lotus e a Sauber fizeram barquinhos que desciam o rio formado pelo excesso de água no pit lane de Suzuka, que fica em uma descida.

    No dia da batalha, Bruninho brinca: ‘Sonífero no ar condicionado’

    Levantador afirma que seleção brasileira dormiu bem e acordou melhor ainda antes da semifinal do Mundial de Vôlei contra a Itália

    Bruninho no treino da seleção brasileira de vôleiBruninho, no treino da seleção brasileira de vôlei
    (Foto: Carol Oliveira / Globoesporte.com)
    Depois de alguns dias de muita tensão, a descontração e a tranquilidade tomaram conta do último treino da seleção brasileira horas antes do esperado confronto com os italianos na semifinal do Mundial. Na manhã deste sábado, na Arena de Roma, o técnico Bernardinho caminhava mancando atrás das bolas. Com um par de tênis, encostou as muletas no banco de reservas. O capitão Giba e Rodrigão, na parte lateral da quadra, se aqueciam e riam um do outro. Já no fim, quando todos se encaminhavam para o ônibus, Bruninho tentou explicar o clima.

    - Até brinquei com o João Paulo, acho que colocaram sonífero no ar condicionado. A gente dormiu muito bem e acordou melhor ainda - contou o levantador, rindo.

    Brincadeiras à parte, Bruninho sabe a importância da partida que está por vir. A semifinal entre Brasil e Itália, além de uma vaga na decisão, vale colocar um fim às polêmicas que envolveram as duas equipes no campeonato. Situações que ultrapassaram a rivalidade em quadra. Os brasileiros acusaram os italianos de terem sido beneficiados pelo regulamento, enquanto os donos da casa criticaram a postura do rival na segunda fase, quando perdeu para a Bulgária e acabou pegando um caminho mais fácil.

    De acordo com o levantador, o importante agora é se manter relaxado e com a cabeça no lugar para, quando entrar em quadra, estar totalmente pronto para a batalha.

    - A gente sempre fica pensando no jogo, é normal, mas o que a gente tem que fazer agora é descansar. Isso é importante. A gente fez um bom treino, tranquilo e alegre. Agora, é manter o foco estar pronto na hora da batalha - afirmou Bruninho.

    Brasil e Itália estarão frente a frente às 16h (de Brasília), disputandouma vaga na decisão. Os brasileiros buscam o tricampeonato, enquanto os italianos tentam o tetra. Na outra semifinal, às 12h (de Brasília), Cuba e Sérvia se enfrentam. O SporTV transmite as partidas ao vivo,