quinta-feira, 16 de junho de 2011
De quase dispensado a referência: a volta por cima de Dedé no Vasco
Hoje ídolo da torcida, zagueiro relembra que quase saiu pela porta dos fundos. Apesar de não saber o que será do futuro, sonha com a Libertadores
Por Fred Huber e Rafael Cavalieri Rio de Janeiro
(Foto: Rafael Cavalieri/Globoesporte.com)
De lá para cá, Dedé só cresceu. Ano passado, terminou com o título de melhor zagueiro do Campeonato Brasileiro. Este ano, foi novamente premiado no Campeonato Carioca. Tudo isso com muita raça e disposição em campo. Fatalmente o assédio europeu está cada vez maior. Até o momento, nenhuma definição sobre o futuro, mas há pelos menos três sondagens, sendo uma delas do Benfica. Para alívio dos torcedores, que antes mesmo de pedir autógrafos já gritam para ele continuar, Dedé já adiantou que sonha disputar a Libertadores. Mas sabe que a decisão não depende só dele.
- Como não vou querer jogar a Libertadores depois de tudo que passei para conquistar a Copa do Brasil? Quero mais. É uma competição que só agrega ao currículo. Mas as sondagens existem e eu fico muito honrado. Procuro ficar de lado nesse assunto, principalmente porque não me passaram nada de concreto. É uma situação que passa por diversas partes. Me preocupo apenas em ajudar o Vasco. Gosto muito do clube - afirmou.
A permanência no Vasco, caso aconteça, seria um trunfo na luta pelo principal sonho na carreira: chegar à Seleção Brasileira. Nesta semana, o técnico Mano Menezes falou abertamente que o zagueiro pode receber uma chance caso mantenha o alto nível. Dedé mal acreditou quando os amigos falaram. Precisou ver com os próprios olhos. E, ao perceber que realmente eram elogios, tratou de repetir o vídeo mais de 20 vezes. Agora ele vê o sonho ganhar contornos de realidade.
- Vou buscar isso ajudando o Vasco. Foi inacreditável ouvir os elogios da boca do Mano. Lá no clube os meus companheiros falaram e eu não acreditei. Pensei: "Ou é bomba, ou é o que eu sempre quis escutar". Quando vi o vídeo vibrei muito. E a repercussão da torcida foi impressionante. Pelo Twitter a campanha ganhou força.
GLOBOESPORTE.COM: - A conquista da Copa do Brasil foi um marco para o Vasco. Esperava aquela reação da torcida quando vocês desembarcaram no Rio?
Dedé: - Eram onze anos sem um título nacional. Foi muito tempo sem uma alegria. A reação foi incrível na Copa do Brasil, imagina só em um título internacional como o da Libertadores? Foi muito legal ver a alegria do torcedor, isso motiva ainda mais para buscarmos novas conquistas. Ninguém está satisfeito. Temos um Brasileiro pela frente e não vamos entrar só para disputar.
(Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)
Olha, toda hora passa um filme do jogo na cabeça. Toda hora eu assisto à partida, que eu tenho gravada. Mesmo sozinho em casa, acabo ficando tenso. Quando o Willian pega a bola para chutar, torço para não entrar. Depois do gol tiveram duas bolas do Coritiba alçadas na área e eu grito para eu mesmo tirar (risos). Foi meu primeiro título e isso é inesquecível. Não sei o que vou conquistar na carreira, mas sempre lembrarei daquele momento.
A sua rotina mudou com a conquista?
Nada. Continuo fazendo as mesmas coisas, só que hoje o pessoal me pede mais fotos e autógrafos, o que não é nenhum problema. Pelo contrário, acho muito maneiro esse calor humano. Outro dia fui ao shopping de chinelo e bermuda. Aí um torcedor disse para mim que eu era simples mesmo. Brinquei na hora dizendo que esta era a maneira educada de falar que eu estava mal-vestido (risos).
Você imaginava ter o sucesso que tem hoje depois de quase não ter tido o contrato renovado?
Tudo vira forma de motivação. Passei por muita coisa ruim. Ouvi boatos de que seria dispensado, depois tive uma proposta do futebol coreano e quase saí... Eu era a última opção, mas sempre acreditei. Revia os meus vídeos da época do Volta Redonda e sabia que precisava de uma oportunidade para mostrar o meu valor. Sabia da minha qualidade. Hoje em dia valorizo muito isso e sinceramente não sei se a ficha caiu.
A fatalidade com o Carlos Alberto ainda marca?
Passei por muita coisa ruim. Ouvi boatos de que seria dispensado, depois tive uma proposta do futebol coreano e quase saí... Eu era a última opção, mas sempre acreditei"
Dedé
Já dá para se considerar ídolo do Vasco?
A torcida diz que sim, mas não sei o que passa na cabeça deles. Veio a conquista da Copa do Brasil, que foi um momento histórico, mas ainda não me vejo no mesmo lugar de jogadores como Edmundo, Felipe e o Juninho Pernambucano.
Mas sua relação com a torcida é impressionante. A possibilidade de você sair já mexeu com eles, que criaram movimentos pedindo para que continue no Vasco por mais tempo...
É verdade e isso mexe. Antes de falar qualquer coisa comigo, os torcedores já dizem que eu não posso sair do Vasco. Dá ainda mais vontade de continuar. Mas eu sei bem que tudo é um conjunto de fatores.
Você se sente pronto para jogar no futebol europeu caso isto se concretize ou seria melhor passar mais tempo no futebol brasileiro?
Cresci muito neste período aqui no Vasco. Hoje eu me sinto pronto para encarar o futebol europeu. Mas tem uma Libertadores no ano que vem e isto acrescenta muita coisa no currículo. É uma competição diferente, mais um aprendizado. Mas não entro nesse assunto porque não chegou nada de concreto para mim. Minha cabeça hoje está somente no Vasco.
E a Seleção?
É meu grande sonho. Tenho como referência jogadores como Juan, Lucio e Thiago Silva. Seria uma honra poder dividir o mesmo grupo com eles. Vi e revi os vídeos do Mano e vou continuar lutando muito para concretizar o meu sonho. Tudo isso sem perder o foco no Vasco.
No Vasco, o diretor de futebol, Rodrigo Caetano, sempre fez críticas construtivas no intuito de manter seus pés no chão e ver você subindo cada vez mais na carreira. Hoje em dia , depois de dois prêmios de melhor zagueiro e do título da Copa do Brasil, como é o discurso dele?
Pior é que continua assim! O baixinho pega mesmo no meu pé (risos)! Só que é o jeito dele mesmo. O Rodrigo é um cara sério. Mas também é muito chato de vez em quando (risos).
De quase dispensado a referência: a volta por cima de Dedé no Vasco
Hoje ídolo da torcida, zagueiro relembra que quase saiu pela porta dos fundos. Apesar de não saber o que será do futuro, sonha com a Libertadores
Por Fred Huber e Rafael Cavalieri Rio de Janeiro
(Foto: Rafael Cavalieri/Globoesporte.com)
De lá para cá, Dedé só cresceu. Ano passado, terminou com o título de melhor zagueiro do Campeonato Brasileiro. Este ano, foi novamente premiado no Campeonato Carioca. Tudo isso com muita raça e disposição em campo. Fatalmente o assédio europeu está cada vez maior. Até o momento, nenhuma definição sobre o futuro, mas há pelos menos três sondagens, sendo uma delas do Benfica. Para alívio dos torcedores, que antes mesmo de pedir autógrafos já gritam para ele continuar, Dedé já adiantou que sonha disputar a Libertadores. Mas sabe que a decisão não depende só dele.
- Como não vou querer jogar a Libertadores depois de tudo que passei para conquistar a Copa do Brasil? Quero mais. É uma competição que só agrega ao currículo. Mas as sondagens existem e eu fico muito honrado. Procuro ficar de lado nesse assunto, principalmente porque não me passaram nada de concreto. É uma situação que passa por diversas partes. Me preocupo apenas em ajudar o Vasco. Gosto muito do clube - afirmou.
A permanência no Vasco, caso aconteça, seria um trunfo na luta pelo principal sonho na carreira: chegar à Seleção Brasileira. Nesta semana, o técnico Mano Menezes falou abertamente que o zagueiro pode receber uma chance caso mantenha o alto nível. Dedé mal acreditou quando os amigos falaram. Precisou ver com os próprios olhos. E, ao perceber que realmente eram elogios, tratou de repetir o vídeo mais de 20 vezes. Agora ele vê o sonho ganhar contornos de realidade.
- Vou buscar isso ajudando o Vasco. Foi inacreditável ouvir os elogios da boca do Mano. Lá no clube os meus companheiros falaram e eu não acreditei. Pensei: "Ou é bomba, ou é o que eu sempre quis escutar". Quando vi o vídeo vibrei muito. E a repercussão da torcida foi impressionante. Pelo Twitter a campanha ganhou força.
GLOBOESPORTE.COM: - A conquista da Copa do Brasil foi um marco para o Vasco. Esperava aquela reação da torcida quando vocês desembarcaram no Rio?
Dedé: - Eram onze anos sem um título nacional. Foi muito tempo sem uma alegria. A reação foi incrível na Copa do Brasil, imagina só em um título internacional como o da Libertadores? Foi muito legal ver a alegria do torcedor, isso motiva ainda mais para buscarmos novas conquistas. Ninguém está satisfeito. Temos um Brasileiro pela frente e não vamos entrar só para disputar.
(Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)
Olha, toda hora passa um filme do jogo na cabeça. Toda hora eu assisto à partida, que eu tenho gravada. Mesmo sozinho em casa, acabo ficando tenso. Quando o Willian pega a bola para chutar, torço para não entrar. Depois do gol tiveram duas bolas do Coritiba alçadas na área e eu grito para eu mesmo tirar (risos). Foi meu primeiro título e isso é inesquecível. Não sei o que vou conquistar na carreira, mas sempre lembrarei daquele momento.
A sua rotina mudou com a conquista?
Nada. Continuo fazendo as mesmas coisas, só que hoje o pessoal me pede mais fotos e autógrafos, o que não é nenhum problema. Pelo contrário, acho muito maneiro esse calor humano. Outro dia fui ao shopping de chinelo e bermuda. Aí um torcedor disse para mim que eu era simples mesmo. Brinquei na hora dizendo que esta era a maneira educada de falar que eu estava mal-vestido (risos).
Você imaginava ter o sucesso que tem hoje depois de quase não ter tido o contrato renovado?
Tudo vira forma de motivação. Passei por muita coisa ruim. Ouvi boatos de que seria dispensado, depois tive uma proposta do futebol coreano e quase saí... Eu era a última opção, mas sempre acreditei. Revia os meus vídeos da época do Volta Redonda e sabia que precisava de uma oportunidade para mostrar o meu valor. Sabia da minha qualidade. Hoje em dia valorizo muito isso e sinceramente não sei se a ficha caiu.
A fatalidade com o Carlos Alberto ainda marca?
Passei por muita coisa ruim. Ouvi boatos de que seria dispensado, depois tive uma proposta do futebol coreano e quase saí... Eu era a última opção, mas sempre acreditei"
Dedé
Já dá para se considerar ídolo do Vasco?
A torcida diz que sim, mas não sei o que passa na cabeça deles. Veio a conquista da Copa do Brasil, que foi um momento histórico, mas ainda não me vejo no mesmo lugar de jogadores como Edmundo, Felipe e o Juninho Pernambucano.
Mas sua relação com a torcida é impressionante. A possibilidade de você sair já mexeu com eles, que criaram movimentos pedindo para que continue no Vasco por mais tempo...
É verdade e isso mexe. Antes de falar qualquer coisa comigo, os torcedores já dizem que eu não posso sair do Vasco. Dá ainda mais vontade de continuar. Mas eu sei bem que tudo é um conjunto de fatores.
Você se sente pronto para jogar no futebol europeu caso isto se concretize ou seria melhor passar mais tempo no futebol brasileiro?
Cresci muito neste período aqui no Vasco. Hoje eu me sinto pronto para encarar o futebol europeu. Mas tem uma Libertadores no ano que vem e isto acrescenta muita coisa no currículo. É uma competição diferente, mais um aprendizado. Mas não entro nesse assunto porque não chegou nada de concreto para mim. Minha cabeça hoje está somente no Vasco.
E a Seleção?
É meu grande sonho. Tenho como referência jogadores como Juan, Lucio e Thiago Silva. Seria uma honra poder dividir o mesmo grupo com eles. Vi e revi os vídeos do Mano e vou continuar lutando muito para concretizar o meu sonho. Tudo isso sem perder o foco no Vasco.
No Vasco, o diretor de futebol, Rodrigo Caetano, sempre fez críticas construtivas no intuito de manter seus pés no chão e ver você subindo cada vez mais na carreira. Hoje em dia , depois de dois prêmios de melhor zagueiro e do título da Copa do Brasil, como é o discurso dele?
Pior é que continua assim! O baixinho pega mesmo no meu pé (risos)! Só que é o jeito dele mesmo. O Rodrigo é um cara sério. Mas também é muito chato de vez em quando (risos).
De quase dispensado a referência: a volta por cima de Dedé no Vasco
Hoje ídolo da torcida, zagueiro relembra que quase saiu pela porta dos fundos. Apesar de não saber o que será do futuro, sonha com a Libertadores
Por Fred Huber e Rafael Cavalieri Rio de Janeiro
(Foto: Rafael Cavalieri/Globoesporte.com)
De lá para cá, Dedé só cresceu. Ano passado, terminou com o título de melhor zagueiro do Campeonato Brasileiro. Este ano, foi novamente premiado no Campeonato Carioca. Tudo isso com muita raça e disposição em campo. Fatalmente o assédio europeu está cada vez maior. Até o momento, nenhuma definição sobre o futuro, mas há pelos menos três sondagens, sendo uma delas do Benfica. Para alívio dos torcedores, que antes mesmo de pedir autógrafos já gritam para ele continuar, Dedé já adiantou que sonha disputar a Libertadores. Mas sabe que a decisão não depende só dele.
- Como não vou querer jogar a Libertadores depois de tudo que passei para conquistar a Copa do Brasil? Quero mais. É uma competição que só agrega ao currículo. Mas as sondagens existem e eu fico muito honrado. Procuro ficar de lado nesse assunto, principalmente porque não me passaram nada de concreto. É uma situação que passa por diversas partes. Me preocupo apenas em ajudar o Vasco. Gosto muito do clube - afirmou.
A permanência no Vasco, caso aconteça, seria um trunfo na luta pelo principal sonho na carreira: chegar à Seleção Brasileira. Nesta semana, o técnico Mano Menezes falou abertamente que o zagueiro pode receber uma chance caso mantenha o alto nível. Dedé mal acreditou quando os amigos falaram. Precisou ver com os próprios olhos. E, ao perceber que realmente eram elogios, tratou de repetir o vídeo mais de 20 vezes. Agora ele vê o sonho ganhar contornos de realidade.
- Vou buscar isso ajudando o Vasco. Foi inacreditável ouvir os elogios da boca do Mano. Lá no clube os meus companheiros falaram e eu não acreditei. Pensei: "Ou é bomba, ou é o que eu sempre quis escutar". Quando vi o vídeo vibrei muito. E a repercussão da torcida foi impressionante. Pelo Twitter a campanha ganhou força.
GLOBOESPORTE.COM: - A conquista da Copa do Brasil foi um marco para o Vasco. Esperava aquela reação da torcida quando vocês desembarcaram no Rio?
Dedé: - Eram onze anos sem um título nacional. Foi muito tempo sem uma alegria. A reação foi incrível na Copa do Brasil, imagina só em um título internacional como o da Libertadores? Foi muito legal ver a alegria do torcedor, isso motiva ainda mais para buscarmos novas conquistas. Ninguém está satisfeito. Temos um Brasileiro pela frente e não vamos entrar só para disputar.
(Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)
Olha, toda hora passa um filme do jogo na cabeça. Toda hora eu assisto à partida, que eu tenho gravada. Mesmo sozinho em casa, acabo ficando tenso. Quando o Willian pega a bola para chutar, torço para não entrar. Depois do gol tiveram duas bolas do Coritiba alçadas na área e eu grito para eu mesmo tirar (risos). Foi meu primeiro título e isso é inesquecível. Não sei o que vou conquistar na carreira, mas sempre lembrarei daquele momento.
A sua rotina mudou com a conquista?
Nada. Continuo fazendo as mesmas coisas, só que hoje o pessoal me pede mais fotos e autógrafos, o que não é nenhum problema. Pelo contrário, acho muito maneiro esse calor humano. Outro dia fui ao shopping de chinelo e bermuda. Aí um torcedor disse para mim que eu era simples mesmo. Brinquei na hora dizendo que esta era a maneira educada de falar que eu estava mal-vestido (risos).
Você imaginava ter o sucesso que tem hoje depois de quase não ter tido o contrato renovado?
Tudo vira forma de motivação. Passei por muita coisa ruim. Ouvi boatos de que seria dispensado, depois tive uma proposta do futebol coreano e quase saí... Eu era a última opção, mas sempre acreditei. Revia os meus vídeos da época do Volta Redonda e sabia que precisava de uma oportunidade para mostrar o meu valor. Sabia da minha qualidade. Hoje em dia valorizo muito isso e sinceramente não sei se a ficha caiu.
A fatalidade com o Carlos Alberto ainda marca?
Passei por muita coisa ruim. Ouvi boatos de que seria dispensado, depois tive uma proposta do futebol coreano e quase saí... Eu era a última opção, mas sempre acreditei"
Dedé
Já dá para se considerar ídolo do Vasco?
A torcida diz que sim, mas não sei o que passa na cabeça deles. Veio a conquista da Copa do Brasil, que foi um momento histórico, mas ainda não me vejo no mesmo lugar de jogadores como Edmundo, Felipe e o Juninho Pernambucano.
Mas sua relação com a torcida é impressionante. A possibilidade de você sair já mexeu com eles, que criaram movimentos pedindo para que continue no Vasco por mais tempo...
É verdade e isso mexe. Antes de falar qualquer coisa comigo, os torcedores já dizem que eu não posso sair do Vasco. Dá ainda mais vontade de continuar. Mas eu sei bem que tudo é um conjunto de fatores.
Você se sente pronto para jogar no futebol europeu caso isto se concretize ou seria melhor passar mais tempo no futebol brasileiro?
Cresci muito neste período aqui no Vasco. Hoje eu me sinto pronto para encarar o futebol europeu. Mas tem uma Libertadores no ano que vem e isto acrescenta muita coisa no currículo. É uma competição diferente, mais um aprendizado. Mas não entro nesse assunto porque não chegou nada de concreto para mim. Minha cabeça hoje está somente no Vasco.
E a Seleção?
É meu grande sonho. Tenho como referência jogadores como Juan, Lucio e Thiago Silva. Seria uma honra poder dividir o mesmo grupo com eles. Vi e revi os vídeos do Mano e vou continuar lutando muito para concretizar o meu sonho. Tudo isso sem perder o foco no Vasco.
No Vasco, o diretor de futebol, Rodrigo Caetano, sempre fez críticas construtivas no intuito de manter seus pés no chão e ver você subindo cada vez mais na carreira. Hoje em dia , depois de dois prêmios de melhor zagueiro e do título da Copa do Brasil, como é o discurso dele?
Pior é que continua assim! O baixinho pega mesmo no meu pé (risos)! Só que é o jeito dele mesmo. O Rodrigo é um cara sério. Mas também é muito chato de vez em quando (risos).
Com boas lembranças do rival, Réver espera repetir a dose e voltar a vencer
Zagueiro recorda que equipe vem de bons jogos, mas precisa conseguir
os três pontos para se manter entre os líderes do Campeonato Brasileiro
Por GLOBOESPORTE.COM Belo Horizonte
O próximo adversário alvinegro traz boas recordações para o Galo. Foi contra o Atlético-GO que o time de Dorival Júnior reagiu no Brasileirão do ano passado. O triunfo por 3 a 2, em Goiânia, abriu caminho para que o Atlético-MG fugisse da zona de rebaixamento. A vitória teve uma importância em particular para o zagueiro Réver, autor de um gol de bicicleta na partida. (Relembre os gols da partida).- Me lembro. Foi o gol mais bonito da minha carreira. Foi um jogo dramático. Foi onde a gente começou a nossa reação para sair da zona da degola. Ficamos naquele momento muito felizes pelo resultado. Mas agora já faz parte do passado. Vamos pensar no Atlético-GO que deu uma reformulada. Espero que a gente tenha uma noite feliz e possa sair com o resultado positivo.
O reencontro dos Atléticos será realizado em condições diferentes. Com o Brasileirão ainda no início, as únicas preocupações alvinegras são os desfalques. O técnico Dorival Júnior sofre com problemas de contusão e suspensão, o que o impede de repetir a equipe. No entanto, o que seria um problema pode ser visto por outro lado.
O zagueiro Réver destacou a participação dos atletas que têm entrado. Por isso, espera que pouco mude com os desfalques no meio. Afinal, o Galo não terá Fillipe Soutto, Toró e Richarlyson, volantes titulares em partidas anteriores.
- Ao mesmo tempo que não manteve a sequência com o time, a equipe se mostrou muito madura. Principalmente no Brasileiro, a equipe mais uma vez entrou desacreditada. A equipe fez quatro jogos que fizeram muita gente mudar de opinião. Então, é manter essa característica por toda a competição.
Reencontro com a vitória
O Atlético-MG iniciou bem o Brasileiro, vencendo Atlético-PR e Avaí, mas não sai vitorioso há dois jogos. Para o zagueiro Réver, o confronto contra o Atlético-GO precisa marcar também o reencontro com as vitórias.
- Sem dúvida. Está na hora da gente vencer. O que fizemos nos dois primeiros jogos, a gordurinha que fizemos, já foi queimada. Está na hora de voltar a vencer para chegar ao segundo lugar. Mas sei que dependemos de outros resultados para ficarmos sempre entre os quatro primeiros.
Atlético-MG e Atlético-GO se enfrentam neste domingo, às 18h30m (de Brasília), na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
De camisa 7 para camisa 7: Maurício pede dois gols a Mago contra o Fla
Ex-atacante diz que confia na capacidade do meia para desequilibrar a partida deste domingo
Por Thiago Fernandes Rio de Janeiro
em favor do Botafogo (Foto: Satiro Sodré / AGIF)
- O Maicosuel está muito bem. Está voltando a ser o mesmo de antes. Precisa ter paciência para se readaptar. Não vou pedir um gol a ele não. Vou pedir logo dois porque tenho certeza que ele pode realizar – disse Maurício.
Além de pedir gols a Maicosuel, Maurício falou sobre o atual momento do Botafogo e teceu elogios a um dos novos contratados pelo clube.
- O time está bem. Dá para ver que está evoluindo. A vitória de virada sobre o Coritiba foi importante. O Coxa tem uma equipe muito entrosada, muito certinha. É difícil vencer eles, ainda mais de virada. O Elkeson está mostrando ter sido uma boa contratação. Já fez dois gols e deu assistência. Se continuar assim, vai ser ótimo.
Flamengo e Botafogo se enfrentam pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo será disputado neste domingo, a partir das 16h (horário de Brasília). O Engenhão será o palco do duelo entre os rivais.
Líderes do elenco garantem: vestiário é protegido contra turbulências
Bolívar e Kleber garantem que instabilidade fica fora do ambiente de trabalho. Semana teve frases fortes, pressão e saída de dirigente
Por Alexandre Alliatti Porto Alegre
(Foto: Lucas Uebel/VIPCOMM)
Bolívar, capitão do time e principal líder do elenco, não vê razão para faíscas chamuscarem a pele dos atletas. Ele lembra que é um elenco experiente e vencedor que está dentro daquelas quatro paredes e daquelas quatro linhas.
- Esse vestiário está blindado. Sempre foi. O que vem de fora, de críticas, coisas que escutamos, procuramos absorver muito bem, porque é um grupo experiente. Estamos em uma competição importante, em que precisamos de pontos fora. Esses problemas que acontecem, procuramos esquecer – disse o jogador.
Já Kleber, em momentos de instabilidade, procura escapulir do que é dito sobre o Inter. Prefere não ler nada, não ver nada, não ouvir nada.
- No vestiário, isso não entra. Todo mundo fica triste com algumas coisas indevidas que são colocadas. Temos que fazer o melhor pelo Inter e buscar as vitórias – opinou ele.
Acima de tudo, o elenco parece lutar para impedir que críticas, rusgas e brigas de poder afetem seu trabalho. Eles usam a confiança no próprio futebol como arma.
- O mais importante é os jogadores que aqui estão não desconfiarem do trabalho. Ninguém está aqui por apadrinhagem. Para vestir a camisa desse clube, é preciso uma identificação muito grande. São jogadores vitoriosos, em um dos clubes mais ganhadores dos últimos cinco anos. Os jogadores mais experientes procuram passar aos mais jovens que aqui é um clube campeão e que a confiança precisa ser normal – afirmou Bolívar.
O Inter tem cinco pontos conquistados nas quatro rodadas iniciais do Brasileirão. No domingo, visita o Coritiba no Couto Pereira.
André vai à Ucrânia com empresário tentar ser liberado pelo Dínamo
Atacante tem passagem para Kiev marcada para esta quinta-feira, dia em que o grupo de jogadores se reapresenta para a pré-temporada
Por Janir Júnior e Richard Souza Rio de Janeiro
Mano Menezes (Foto: GLOBOESPORTE.COM)
A intenção, no entanto, é bater e voltar. André pretende jogar novamente no Brasil e escolheu o Flamengo. Entre o jogador e o Rubro-Negro, tudo certo. As bases salariais estão acertadas há mais de uma semana, mas a negociação entre os clubes está difícil. O agente do atacante faz a ponte Rio-Ucrânia. Além dele, um dirigente do Dínamo, que fala português, participa das conversas. As partes vão tratar pessoalmente.
André já manifestou ao presidente do Dínamo, Ihor Surkis, a vontade de voltar ao futebol brasileiro. A decisão passa pelo desejo de ser novamente convocado para a Seleção. Como tem idade olímpica, 20 anos, ele pretende entrar na lista de Mano Menezes para os Jogos de Londres no ano que vem.
Os ucranianos aceitam vendê-lo, mas não têm pressa e nem pretendem facilitar o negócio. Há um ano, o clube pagou € 8 milhões (R$ 18,2 milhões) para tirá-lo do Santos e quer recuperar boa parte do investimento. Segundo a imprensa da Ucrânia, o Dínamo finaliza a contratação de um reforço para o setor. Trata-se do atacante nigeriano Ideye Aide Brown, de 22 anos, que estava no Sochaux, da França.
No próximo sábado, o grupo do Dínamo parte para a Áustria. É lá que a equipe vai realizar a pré-temporada durante duas semanas e disputar quatro amistosos. Outros brasileiros que defendem o clube já viajaram para a reapresentação, casos do volante Correa, que estava emprestado ao Flamengo, e do zagueiro Betão, ex-Corinthians.
Hoje, André é a primeira opção do técnico Vanderlei Luxemburgo para reforçar o ataque. Porém, a complexidade do negócio faz os dirigentes rubro-negros pensarem em outros nomes para a posição, conforme informou a presidente Patricia Amorim, na última terça-feira.
'Primeiro tempo' da batalha termina empatado. Melhor para o Santos
Alvinegro joga bem, cria chances, segura os uruguaios e agora joga por vitória simples no Pacaembu, na próxima quarta-feira, para ser campeão
por Adilson Barros, Julyana Travaglia e Sergio Gandolphi
Foi tenso, brigado, mas jogado também. Como tem de ser final de Taça Libertadores. Como tem de ser um encontro entre times de camisas tão importantes. Faltou, porém, o gol. Melhor para o Santos, que decide em casa agora. O 0 a 0 com o Peñarol, nesta quarta-feira à noite, na fria Montevidéu, dá aos dois times a chance de jogar por um placar mínimo na quarta-feira que vem, no Pacaembu, para conquistar o tricampeonato da Taça Libertadores. Se houver novo empate, prorrogação. Persistindo a igualdade, pênaltis. Não há mais a regra do gol fora de casa valer mais, o que ajudou bastante o time uruguaio a se classificar nas fases anteriores (assista aos melhores momentos).A taça sul-americana, que foi conquistada pela última vez em 1963, diante do Boca Juniors-ARG, nunca esteve tão próxima de voltar à Vila Belmiro. Em 2003, o Peixe foi derrotado pelo mesmo time argentino no primeiro jogo, em Buenos Aires, por 2 a 0 e já se afastou do troféu. No Morumbi, sofreu outro revés, por 3 a 1, e ficou com o vice. Desta vez conseguiu um bom resultado fora de casa.
GALERIA DE FOTOS: confira as imagens do primeiro duelo da decisão
Estrelas apagadasUm jogo estudado, com marcação forte no meio de campo. O Santos não se assustou com a festa impressionante que a torcida aurinegra fez no início da partida. Trocou mais passes, não permitiu pressão adversária e acertou uma bola na trave, com Bruno Rodrigo. O Peñarol, por sua vez, se mostrou uma equipe perigosa, que se faz de morta e, de repente, assusta nos contra-ataques.
Os dois principais jogadores das duas equipes foram muito mal no primeiro. O santista Neymar voltou a cair à toa. Até levou um cartão amarelo por isso. Esteve bem marcado, é verdade, mas quando houve espaço, não conseguiu acertar as jogadas. A cada tropeço no ar do astro santista, o Centenário se desmanchava em vaias. Houve até um lance em que o lateral Darío Rodríguez ergueu o santista do chão, com um puxão, arrancando aplausos carboneros.
Com as estrelas neutralizadas, o jogo se tornou apenas morno. Os santistas trocavam passes no meio. Arouca iniciava as jogadas, mas quando chegava a Elano, o ataque morria. O camisa 8 não conseguiu dar sequência aos lances e isolou Neymar e Zé Eduardo.
O Peñarol, mesmo sem ser avassalador, se aproveitou de bobeiras da zaga santista, que abusou das falhas nas coberturas. No último minuto do primeiro tempo, Darío Rodríguez perdeu a grande chance da etapa inicial, quando apareceu sozinho pela esquerda e optou por tocar de cobertura. A bola acabou subindo demais. Sorte santista.
Zé Love perde duas grandes chances
no segundo tempo da final (Foto: Reuters)
Este tem se tornado um problema recorrente do Santos: sem Ganso, machucado, falta alguém para pensar o jogo alvinegro. Elano é homem de primeiro passe, da saída com qualidade de trás. Jogando perto dos atacantes, ele não tem ido bem. Ainda assim, o time santista ia envolvendo os uruguaios e criou duas ótimas chances desperdiçadas por Zé Eduardo.
De repente, o Peñarol acordou. Como tem sido nesta Libertadores. Quando o adversário se assanha, o time carabonero trata de chegar. A entrada do rápido Pacheco, aberto pela direita, deu agilidade ao ataque aurinegro. O Santos recuou e só não levou o gol aos 29 porque Martinuccio atrapalhou Olivera, que fez a limpa na defesa santista. Uma chance incrível desperdiçada.
No momento em que o Peñarol saiu mais, o jogo, finalmente, se tornou muito bom. Aberto, bem jogado, com os uruguaios apertando, mas dando espaços para os contra-ataques do Santos. Para tentar consertar o problema de armação de sua equipe, Muricy Ramalho tirou Elano e colocou Alan Patrick.
Um gol, para qualquer lado, seria uma questão de tempo. O Peñarol fez, aos 40. O Centenário explodiu. Mas Alonso estava impedido. Um longo suspiro percorreu o espaço reservado para santistas no estádio.
Foi o último lance a se notar na partida. Agora, é esperar a próxima quarta-feira.
| Sosa, González, Valdéz, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Corujo (Pacheco), Aguiar, Freitas e Mier (Estoyanoff); Martinuccio e Olivera (Alonso). | Rafael, Pará, Bruno Rodrigo, Durval e Alex Sandro; Adriano, Arouca, Danilo e Elano (Alan Patrick); Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar). |
| Técnico: Diego Aguirre. | Técnico: Muricy Ramalho. |
| Cartões amarelos: Martinuccio, Corujo (Peñarol); Neymar, Arouca (Santos) | |
| Data: 15/06/2011. Local: Estádio Centenário, em Montevidéu-URU. Árbitro: Carlos Amarilla-PAR. Auxiliares: Nicolas Yegros-PAR e Rodney Aquino-PAR. | |
Ex-jogador Edmundo é preso em São Paulo
Considerado foragido após mandado de prisão expedido na terça, antigo atacante foi encontrado em um flat na Zona Oeste
Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
(Foto: Futura)
Edmundo, que foi levado para a Delegacia Seccional Oeste, teve a prisão decretada na terça-feira após mandado expedido pela Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).
Ainda durante a madrugada, o "Animal" foi submetido a exame de corpo de delito no IML e retornou à delegacia, onde, segundo informação da polícia, deverá ficar sozinho em uma cela aguardando a transferência para o Rio.
O ex-jogador foi condenado em 1999 a quatro anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto, pelos homicídios culposos de três pessoas e lesões corporais de outras três em um acidente de carro na madrugada do dia 2 de dezembro de 1995, depois de sair de uma boate na Lagoa, bairro da zona sul carioca. A defesa recorreu e Edmundo ficou preso por somente 24 horas após a sentença da Justiça.
O juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, da Vara de Execuções Penais, rejeitou a atual alegação da defesa do ex-atleta, que se baseia em uma possível prescrição do crime (prazo para punição foi ultrapassado), e determina o cumprimento da pena.
Segundo o magistrado, entretanto, o caso só prescreverá em outubro, quando terão decorridos 12 anos desde que a 6ª Câmara Criminal do Rio confirmou a condenação do ex-jogador.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Sasha troca os holofotes pelo vôlei
Há um ano, ela entrou para o time juvenil do esporte no Flamengo. Xuxa apoia a filha e costuma torcer pela menina nos campeonatos. Perto de 1,70m de altura, a menina de 12 anos, tem levado a sério o esporte.
Para evitar uma virose, Sasha não visitou a avó no hospital na semana passada, mas já enche de mimos Dona Alda, que passa bem.
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