sexta-feira, 5 de agosto de 2011

São Paulo faz a lição de casa, bate o Bahia e retoma sua posição no G-4
Diante de um adversário cauteloso, São Paulo faz 3 a 0 no Morumbi, gols de Rogério Ceni, Dagoberto e Lucas e deixa o rival baiano perto do Z-4
CRÔNICA
por Marcelo Prado e Julyana Travaglia
O São Paulo afastou na gelada noite desta quinta-feira o fantasma que havia se instalado no Morumbi. Depois de empatar com o Atlético-GO e perder do Vasco, o Tricolor fez o que o técnico Adilson Batista havia prometido e presenteou o seu torcedor com uma boa atuação. Diante de um Bahia excessivamente cauteloso e que foi prejudicado pelos erros infantis de sua defesa, o Tricolor Paulista não teve dificuldade para fazer 3 a 0, gols de Rogério Ceni, Dagoberto e Lucas (assista aos lances no vídeo acima). Foi o primeiro triunfo como mandante do treinador em sua nova equipe e no Campeonato Brasileiro, já que ele também havia trabalhado no Atlético-PR. A partida desta noite foi acompanhada por 11.262 torcedores e teve uma renda de R$ 253.847.
Com a vitória, a nona em 14 partidas disputadas, o São Paulo retomou seu lugar no G-4. O Tricolor é o terceiro, com 28 pontos, três a menos que o líder Corinthians, que ainda tem um jogo a menos. Já o Bahia, que sofreu seu terceiro revés como visitante, segue numa faixa perigosa da tabela. O Tricolor da Boa Terra é o 14º, com 15 pontos, dois a menos que o Avaí, que é o primeiro integrante da zona de rebaixamento.
As duas equipes voltarão a campo no próximo domingo, às 18h30m (de Brasília). O São Paulo vai até a Ressacada, em Florianópolis, enfrentar o Avaí, time que o eliminou nas quartas de final da Copa do Brasil. Já o Bahia buscará a reabilitação dentro de casa, em Pituaçu, contra o Atlético-GO.
Ceni faz de pênalti, e Dagoberto mete um golaço
Pressionado pelo fato de ter decepcionado em suas duas últimas apresentações em casa, o São Paulo entrou em campo com uma baixa de última hora: Luiz Eduardo, que sofreu uma pancada na mão esquerda no último treino, teve uma fratura diagnosticada no local e foi vetado. Sem alternativa, o técnico Adilson Batista improvisou o volante Rodrigo Caio na posição. No restante, o treinador manteve a base dos últimos jogos, com três volantes, Rivaldo como articulador e dois homens de velocidade na frente. No Bahia, Renê Simões usou a mesma fórmula, com três volantes no meio e o ex-corintiano Lulinha como organizador.
Quando a bola rolou, o São Paulo tomou a iniciativa da partida. Em 12 minutos, chegou três vezes com perigo, com Lucas em dois lances e Dagoberto. Aos 16, tensão no Morumbi: o improvisado Rodrigo Caio sentiu uma lesão no joelho esquerdo e caiu no gramado. Após ser medicado duas vezes, o camisa 36, no sacrifício, continuou. Caso saísse, a alternativa seria colocar Jean na lateral, deslocando Piris para a zaga.
Rogério Ceni gol São Paulo (Foto: Wagner Carmo / VIPCOMM)Rogério Ceni comemora o seu gol pelo São Paulo, de pênalti (Foto: Wagner Carmo / VIPCOMM)

 A partir dos 20 minutos, o jogo caiu de rendimento. Muito por culpa do São Paulo, que sofria com a pouca inspiração do meio-campo e a falta de uma referência no ataque. Rivaldo, muito bem marcado, pouco aparecia em campo. Aos 24, Jobson quase fez em chute de pé direito dentro da área. Quatro minutos depois, o Tricolor abriu o marcador. Em cobrança de falta de Rogério Ceni, da entrada da área, o zagueiro Titi afastou a bola com o braço direito. Pênalti bem marcado pelo juiz Márcio Chagas da Silva. Oo capitão e camisa 1 bateu com perfeição: 1 a 0 e alívio nas arquibancadas.
A desvantagem não fez o Bahia mudar sua postura cautelosa. E o São Paulo, mais à vontade em campo, contou com um lance de gênio de Dagoberto para marcar seu segundo gol. Aos 44, o camisa 25 roubou a bola de Ávine no meio-campo, avançou livre pelo lado direito e, cara a cara com Marcelo Lomba, bateu por cobertura. Um golaço.
Lucas faz o terceiro no início do segundo tempo e mata o jogo
Insatisfeito com o desempenho da equipe, Renê Simões mexeu no Bahia no intervalo, sacando o volante Diones e colocando o veterano meia Ricardinho. O time melhorou sensivelmente e, nos primeiros cinco minutos, fez o que não havia feito até então na partida. Com velocidade, troca de posições, o time assustou em dois lances a meta de Rogério Ceni. Mas toda a estratégia do treinador foi por água abaixo quando Titi perdeu a bola para Lucas na intermediária. O camisa 7 foi livre até a área e bateu no canto direito de Marcelo Lomba: 3 a 0.
Jogo definido no Morumbi? Longe disso. Aos 11, Piris, que já tinha cartão amarelo, foi expulso após fazer falta em Jobson na entrada da área. Adilson então mexeu, sacando Rivaldo e colocando Ilsinho. Lulinha, de cabeça, exigiu grande defesa de Rogério Ceni. Aos 24, o goleiro voltou a trabalhar muito bem, desta vez em chute de Jobson. Renê Simões deu ainda mais força ofensiva com a entrada de Junior. O São Paulo, acuado em campo, valorizava ao máximo a posse de bola e só foi assustar novamente o gol de Marcelo Lomba aos 31, com Dagoberto. Na sequência, o camisa 25 deixou o campo para a entrada de Fernandinho.
Depois, foi esperar o tempo passar e comemorar a reabilitação. Nos acréscimos, Rogério Ceni foi fazer graça ao tentar driblar Júnior fora da área, mas o atacante roubou a bola e bateu para o gol. Rhodolfo, de cabeça, salvou o gol em cima da linha. Foi o último lance de perigo da partida.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

brasileirão série a 2011

CLASSIFICAÇÃOPJVEDGPGCSG%
1
Corinthians
31
13
10
1
2
23
9
14
79.5
2
Flamengo
30
14
8
6
0
27
13
14
71.4
3
Vasco
27
14
8
3
3
22
16
6
64.3
4
Palmeiras
26
14
7
5
2
21
10
11
61.9
5
São Paulo
25
13
8
1
4
20
17
3
64.1
6
Botafogo
22
14
6
4
4
16
14
2
52.4
7
Internacional
19
13
5
4
4
20
15
5
48.7
8
Figueirense
19
14
5
4
5
13
15
-2
45.2
9
Fluminense
18
12
6
0
6
13
12
1
50
10
Coritiba
18
14
5
3
6
25
20
5
42.9
11
Cruzeiro
18
14
5
3
6
15
14
1
42.9
12
Ceará
18
14
5
3
6
19
24
-5
42.9
13
Atlético-MG
15
14
4
3
7
19
25
-6
35.7
14
Bahia
15
13
3
6
4
16
16
0
38.5
15
Grêmio
14
13
3
5
5
14
17
-3
35.9
16
Atlético-GO
13
13
3
4
6
12
14
-2
33.3
17
Avaí
13
14
3
4
7
17
29
-12
31
18
Santos
11
11
3
2
6
15
20
-5
33.3
19
Atlético-PR
8
13
2
2
9
9
21
-12
20.5
20
América-MG
8
14
1
5
8
13
28
-15
19
  • Qua 03/08/2011 - 19h30 Pacaembu
    COR
    2 1
    AMG
  • Qua 03/08/2011 - 19h30 Olímpico
    GRE
    2 2
    CAM
  • Qua 03/08/2011 - 19h30 Orlando Scarpelli
    FIG
    2 0
    BOT
  • Qua 03/08/2011 - 19h30 Presidente Vargas
    CEA
    0 3
    AVA
  • Qua 03/08/2011 - 21h50 São Januário
    VAS
    2 0
    SAN
  • Qua 03/08/2011 - 21h50 Arena do Jacaré
    CRU
    0 1
    FLA
  • Qua 03/08/2011 - 21h50 Couto Pereira
    CFC
    1 1
    PAL
  • Qui 04/08/2011 - 21h00 Morumbi
    SPO
    BAH
  • Qui 04/08/2011 - 21h00 Engenhão
    FLU
    INT
  • Qui 04/08/2011 - 21h00 Serra Dourada
    ATG
    CAP
Taça LibertadoresSul-AmericanaRebaixados
P pontosJ jogosV vitóriasE empatesD derrotasGP gols próGC gols contraSG saldo de gols(%) aproveitamento

Para Gomes, 'recuperação fantástica' ajuda a explicar a boa fase do Vasco

Técnico recorda mau início de ano e garante que equipe tem grandes ambições no Brasileiro, mesmo tendo conquistado a Copa do Brasil

O excelente desempenho do Vasco, que tem o melhor início desde que o Campeonato Brasileiro passou a ser disputado no sistema de pontos corridos, em 2003, vem enchendo os olhos dos torcedores, da diretoria e também da comissão técnica. A queda de produção na competição, comum aos clubes que conquistam a Copa do Brasil, não aconteceu com o clube de São Januário.

- Para que entrar na zona de conforto após uma recuperação fantástica como a que tivemos? Só porque conquistou a Copa do Brasil? Não é assim. Estamos disputando o melhor campeonato do mundo, brigando ponto a ponto e vamos assim até o fim. Nosso grupo tem grandes ambições - afirmou Ricardo Gomes, lembrando o começo ruim de temporada no Campeonato Carioca.

Atualmente, o Vasco está com 27 pontos e ocupa a terceira posição. Pode terminar a rodada em quarto, se o São Paulo derrotar o Bahia no Morumbi. E é justamente por causa deste equilíbrio entre os cinco primeiros na tabela do Campeonato Brasileiro que Ricardo Gomes não quer ver o time relaxado.

- Não podemos parar de pontuar. Só assim que vamos arrancar em determinado momento. Achei que poderia ser ainda nesta rodada, mas o pessoal que está na frente também está ganhando. Não há moleza - explicou Ricardo Gomes.
Ao mesmo tempo em que elogia a equipe e vislumbra vitórias, o treinador cruz-maltino quer conter a empolgação.

- Vamos com o pé no chão. Não posso negar que o time deu jeito, mas vamos com calma, sem euforia - finalizou.

Após a vitória, o Vasco se reapresenta em São Januário nesta quinta-feira, às 15h30m. O time volta a entrar em campo no clássico contra o Botafogo, no próximo domingo, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão.

Jornal inglês diz que Inter está prestes a oferecer Maicon por Tevez

Contudo, City avalia lateral direito em torno de R$ 38,6 mi, e argentino, em R$ 128,8 mi

Por GLOBOESPORTE.COM Londres
Maicon Inter de Milão (Foto: AFP)Jornal cogita Maicon no City (Foto: AFP)
O Inter de Milão está prestes a oferecer o lateral brasileiro Maicon ao Manchester City pelo atacante argentino Carlos Tevez. De acordo com o jornal britânico "Daily Mail", os italianos acreditam que a troca seja justa. Contudo, os ingleses avaliam Maicon em torno de £15 milhões (R$ 38,6 milhões), enquanto pedem £ 50 milhões (R$ 128,8 milhões) por Tevez, tanto que recusaram ofertas milionárias do Corinthians.

Além disso, o técnico Roberto Mancini estaria impressionado com as boas atuações de Micah Richards como lateral direito na última temporada. Na semana passada, o City confirmou a chegada de Sergio Kun Agüero, do Atlético de Madri. O time inglês já tem Edin Dzeko, Mario Balotelli, Emmanuel Adebayor e Craig Bellamy, além de Tevez, na posição.

Recentemente, o City tentou contratar Samuel Eto'o, mas o time nerazzuri não quis deixar o artilheiro camaronês sair. O Inter de Milão contratou o lateral direito Jonathan, junto ao Santos, por isso, Maicon poderá perder espaço.

Gudauskas supera Slater e elimina Alejo; Medina e Mineiro também caem

Brasil segue na etapa prime do WQS em Huntington Beach apenas
com Thiago Camarão, Miguel Pupo, Hizunomê Bettero e Jadson André

Por GLOBOESPORTE.COM Huntington Beach, EUA
Contra três integrantes da elite do surfe, Tanner Gudauskas usou a seu favor o conhecimento nas ondas de Huntington Beach. O californiano, que no ano passado perdeu sua vaga no Circuito Mundial, venceu nesta quinta-feira, com direito a uma nota 9,00, a bateria contra o compatriota Kelly Slater, o australiano Josh Kerr e o brasileiro Alejo Muniz. Slater conseguiu, com uma onda salvadora no fim, passar em segundo à terceira fase do US Open, etapa prime da divisão de acesso. Josh e Alejo foram eliminados.

O Brasil teve outras duas perdas de peso: Adriano de Souza, o Mineirinho, e Gabriel Medina. Melhor do ranking, Mineirinho ficou em terceiro em uma bateria com dobradinha verde-amarela - com Miguel Pupo e Thiago Camarão. Hizunomê Bettero e Jadson André seguem na briga. O australiano Mick Fanning estava inscrito, mas retornou à Austrália por problemas pessoais.
Surfe Tanner Gudaskas US Open (Foto: AP)Tanner Gudaskas se garante na terceira fase do US Open (Foto: AP)
Apesar de ser WQS, o US Open é disputado pela maioria dos surfistas do Circuito MUndial. O campeonato vale pontos para o ranking unificado, lista que definirá, em setembro, o grupo de 32 surfistas que farão parte da elite.
Quando Slater, Alejo, Tanner e Josh entraram na água, a maré estava baixa; as ondas, pequenas. Slater assumiu a liderança nos primeiros minutos, com uma onda fraca, que lhe rendeu 4,83. Na segunda, deu algumas batidas, mas caiu da prancha depois de tentar um aéreo.
Alejo tomou a frente quando conseguiu 6,17, e Tanner deu o troco com 7,33. Em sua segunda onda, o brasileiro remou forte ao lado do americano, que levou a melhor e arrancou três manobras fortes dela: nota 9,00, a maior do campeonato.
Slater novamente pegou uma esquerda e então arrancou um 7,87 para ficar em segundo. Para assumir a ponta, no entanto, ainda precisaria de 8,47.
Só então Josh Kerr entrou na briga. Tirou um 7,43 e um 5,43 da gaveta, empurrando Slater para terceiro. Alejo trocou a nota mais baixa por 6,33, mas estava na lanterna. O americano corria atrás de 4,99 e, a 1 minuto do fim, arriscou tudo em uma onda e ganhou 6,03. Era o segundo. O brasileiro, que a essa altura precisava de 7,58, tirou 5,20, nota insuficiente para salvá-lo.

Mineirinho leva virada no fim
Terceiro colocado no Circuito Mundial, Mineirinho era a maior esperança brasileira. Ele abriu a bateria com 4,33 e assumiu a liderança ao tirar 7,33. Na metade do confronto, trocou a mais baixa por 6,67. Logo depois, porém, viu Miguel tomar a frente. Ele, que já tinha 5,93, ganhou 8,67 e depois ainda descartou a primeira por 6,80.
Mineirinho passou então a precisar de 8,15 para liderar. Camarão, com 6,27 e 7,23, corria atrás de 6,78. A dois minutos do fim, surpreendeu com 8,93 para empurrar Miguel para segundo e eliminar Mineirinho.

Em Dubai, Diego Maradona promete novos métodos de treinamento

Técnico argentino chega empolgado ao Al Wasl para começar a trabalhar

Por GLOBOESPORTE.COM Dubai, Emirados Árabes Unidos
maradona dubai  Al Wasl (Foto: Reprodução/Twitter)Maradona foi recebido por flores na chegada em
Dubai para iniciar trabalho (Foto: Twitter)
Diego Maradona teve apenas três experiências como técnico até o momento, todas sem muito sucesso: Deportivo Mandiyú (1994), Racing (1995) e seleção argentina (2008 a 2010). Pronto para mais um desafio no Al Wasl, o Pibe desembarcou nos Emirados Árabes na quarta-feira prometendo revolucionar os métodos de trabalho em Dubai.
- Estou muito empolgado em voltar aqui e ansioso para começar a trabalhar com o time. Pensei  muito em diferentes métodos de treinamento  e estratégias quando estive fora. Até mesmo no avião, novas ideias se formaram na minha cabeça e não posso esperar para colocá-las em prática no campo - disse o ex-camisa 10 da Argentina.
Maradona assinou contrato com o Al Wasl em 4 de junho, mas depois voltou a Buenos Aires para acompanhar a Copa América e ainda passou pela Venezuela antes de retornar a Dubai. O técnico tem compromisso por duas temporadas, com salário de € 3,5 milhões (R$ 7,7 milhões) por ano e direito a um jatinho particular.
Antes do Pibe desembarcar nos Emirados, seus auxiliares já estavam treinando o time: Héctor Enrique, Roberto Trotta e Javier Villamitjana. Até o momento, o Al Wasl contratou três reforços estrangeiros para o campeonato nacional: Edson Puch (Chile), Mohammed Al Shaiba (Omã) e Juan Manuel Olivera (Uruguai).
- Maradona não é um convidado apenas do Al Wasl, mas sim de toda Dubai. Temos certeza que ele vai amar seu novo lar - afirmou o presidente do clube, Marwan bin Bayat.

Botafogo é absolvido, e Engenhão não será interditado por apagão

Clube é inocentado pela segunda vez em julgamento do STJD

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Pela segunda vez, o Botafogo saiu inocentado do processo sobre o apagão no Engenhão durante a partida contra o Grêmio pela sexta rodada do Brasileirão, em 26 de junho. Na tarde desta quinta-feira, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu por unanimidade o clube de culpa na queda de energia no estádio, após negar recurso da Procuradoria sobre decisão de primeira instância.
Durante o julgamento desta quinta-feira, o advogado do Botafogo Aníbal Rouxinol alegou que durante a partida contra o Grêmio houve uma “grande oscilação de energia por parte da concessionária responsável pelo fornecimento da cidade (Light) e os refletores desligaram automaticamente”.
Rouxinol ressaltou ainda que o custo de manutenção mensal do Engenhão gira em torno de R$ 500 mil e R$ 600 mil e citou a absolvição do Vasco no julgamento sobre o apagão em São Januário antes do jogo entre o Cruz-maltino e Atlético-PR, em 16 de julho.
Caso fosse considerado culpado, o Botafogo poderia ter que pagar duas multas de até R$ 100 mil cada e teria o Engenhão interditado por infringir os artigos 211 (deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infra-estrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização) e 191, inciso III (deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento: de regulamento, geral ou especial, de competição), do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

Cariocas em vantagem sobre paulistas


qui, 04/08/11
por ilan |
categoria Extra, Extra

O sentido da Via Dutra anda mesmo mudado no Brasileirão. Depois de um período de amplo domínio paulista, os cariocas reagem pelo terceiro ano consecutivo.
Ocupando as seis primeiras colocações do Brasileiro (podendo chegar a sete, se o Fluminense vencer o Inter), paulistas e cariocas travam um duelo à parte no campeonato.
E por enquanto, 2011 vai repetindo a vantagem dos grandes clubes do Rio no confronto direto contra os grandes de São Paulo.
Depois de quatorze rodadas, os cariocas venceram sete confrontos, contra cinco dos paulistas, com dois empates.

Uma tendência que começou em 2009, ano em que o Flamengo foi campeão, se confirmou em 2010, quando o Fluminense levou o título, e por enquanto se consolida em 2011, onde o Corinthians lídera, mas já seguido de perto por Flamengo e Vasco.
Entre 2003 (quando foi instituída a fórmula por pontos corridos) e 2008, a supremacia paulista foi sólida. Mas no atual Brasileiro, a mudança no cenário aparece até nos pontos conquistados contra qualquer adversário.
Até o momento, somados, os cariocas têm 97 pontos, contra 93 dos paulistas. Entretanto, como os times do Rio já fizeram mais partidas (54 contra 51), o aproveitamento dos times de SP é ligeiramente superior: 60,78% contra 59,87%.
Até Dezembro, o duelo promete.
(Fonte: Consultoria WSC. No quadro, só estão computados jogos entre os quatro grandes de SP contra os quatro grandes do RJ)

Montillo é absolvido por unanimidade em julgamento no STJD

Jogador foi julgado em última instância por expulsão no primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro

Por GLOBOESPORTE.COM Belo Horizonte
montillo cruzeiro treino (Foto: Washington Alves / Vipcomm)Montillo escapou de punição em julgamento no
STJD (Foto: Washington Alves / Vipcomm)
Em julgamento realizado nesta quinta-feira no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o meia argentino Walter Montillo foi absolvido por unanimidade pela expulsão no primeiro duelo da final do Campeonato Mineiro, contra o Atlético-MG. O caso foi julgado em última instância, e o jogador poderia ser suspenso por até seis jogos no estadual de 2012.
O caso chegou ao STJD após o jogador ser advertido no primeiro julgamento. Como o clube e a procuradoria não ficaram satisfeitos com o resultado, recorreram. No segundo julgamento, o meia teve até a advertência retirada, o que fez com que a promotoria entrasse com novo recurso, que por fim chegou ao STJD.
Relembre o caso
No fim da primeira partida da final do Campeonato Mineiro entre Atlético-MG e Cruzeiro, Montillo entrou de forma violenta em Giovanni Augusto e recebeu o cartão vermelho direto. Na súmula, o árbitro Paulo César de Oliveira relatou que o argentino havia desferido “um pontapé no adversário...”. Montillo cumpriu a suspensão automática no duelo seguinte e não terá outra pena no estadual de 2012.

Quase seis anos depois, Abel volta a encarar o Internacional: 'É diferente'

Último confronto foi em 2005, também pelo Fluminense. Depois disso, técnico ganhou a Libertadores e o Mundial de Clubes comandando o Colorado

Por Edgard Maciel de Sá Rio de Janeiro
Uma história de respeito, carinho, amizade e títulos. Assim pode-se resumir as passagens do técnico Abel Braga pelo Internacional. Ao todo foram cinco, com três títulos: a Libertadores e o Mundial de Clubes de 2006, e o Campeonato Gaúcho de 2008. Nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), no Engenhão, Abelão voltará a enfrentar o Colorado após quase seis anos. E novamente no comando do Fluminense.
montagem Abel Braga Internacional Fluminense (Foto: Editoria de Arte)Abel foi campeão mundial pelo Inter em 2006.  Agora no Flu, reencontra seu ex-clube (Foto: Editoria de Arte)
- Para mim será um jogo diferente. A última vez que enfrentei o Internacional foi em 2005, justamente pelo Fluminense. Lá se vão mais de cinco anos e meio. Naquele clube eu consegui tudo o que um treinador poderia conseguir na carreira. Tenho um carinho enorme e respeito pelo Inter. Fiz grandes amigos dentro e fora de campo. Foram cinco passagens diferentes. Vou ter um sentimento legal no pensamento e no coração por tudo o que o clube representou na minha carreira. Tudo isso mexe demais. Não sei como vai ser esse reencontro. Só sei que vai ser pedreira - analisou Abel.
O jogo foi válido pelo Campeonato Brasileiro de 2005. No dia 2 de outubro, Internacional e Fluminense empataram em 2 a 2 no Beira-Rio. No primeiro turno, o Tricolor já tinha vencido por 3 a 0. Depois desses jogos, Abelão foi comandar o próprio clube gaúcho e só saiu de lá para o Al Jazira, dos Emirados Árabes, clube que comandava até assumir o Flu em junho passado. Entre elogios e mais elogios ao adversário, o treinador lembrou que do outro lado também há quem conheça bem as Laranjeiras.
- O Osmar era auxiliar do Fluminense até pouco tempo e hoje comanda interinamente o Inter. Talvez ele conheça mais o meu time do que o próprio Inter. Vai ser um jogo difícil por vários fatores. Eles tem um grande time, com uma das melhores posse de bola do país. Precisamos ter atenção para não sermos envolvidos. Não é qualquer equipe que tem três meias como Tinga, Andrezinho e D'Alessandro. Além de bons zagueiros, um bom goleiro, bons laterais... Rezei muito para o Leandro Damião ser suspenso contra a gente, mas não deu (risos).
Com 18 pontos, o Fluminense ocupa a oitava posição do Campeonato Brasileiro. O Internacional é o sétimo, com um ponto a mais.

Botafogo é absolvido, e Engenhão não será interditado por apagão

Clube é inocentado pela segunda vez em julgamento do STJD

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Pela segunda vez, o Botafogo saiu inocentado do processo sobre o apagão no Engenhão durante a partida contra o Grêmio pela sexta rodada do Brasileirão, em 26 de junho. Na tarde desta quinta-feira, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu por unanimidade o clube de culpa na queda de energia no estádio, após negar recurso da Procuradoria sobre decisão de primeira instância.
Durante o julgamento desta quinta-feira, o advogado do Botafogo Aníbal Rouxinol alegou que durante a partida contra o Grêmio houve uma “grande oscilação de energia por parte da concessionária responsável pelo fornecimento da cidade (Light) e os refletores desligaram automaticamente”.
Rouxinol ressaltou ainda que o custo de manutenção mensal do Engenhão gira em torno de R$ 500 mil e R$ 600 mil e citou a absolvição do Vasco no julgamento sobre o apagão em São Januário antes do jogo entre o Cruz-maltino e Atlético-PR, em 16 de julho.
Caso fosse considerado culpado, o Botafogo poderia ter que pagar duas multas de até R$ 100 mil cada e teria o Engenhão interditado por infringir os artigos 211 (deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infra-estrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização) e 191, inciso III (deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento: de regulamento, geral ou especial, de competição), do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
 

Jacques Villeneuve: ‘Vejo pilotos como gladiadores e circuitos como arenas’

Pouco antes de experimentar o carro da Stock Car, ex-campeão da Fórmula 1 analisa as duas categorias e fala sobre sua relação com a velocidade

Por Alexander Grünwald e Alfredo Bokel São Paulo
Villeneuve concede entrevista em Interlagos (Foto: Carsten Horst)Villeneuve concede entrevista, antes de ter o primeiro
contato com um Stock Car (Foto: Carsten Horst)
O convidado mais badalado da Corrida do Milhão já está em Interlagos. Ansioso para andar no carro 27 com o qual disputará a prova deste domingo, Jacques Villeneuve atendeu os jornalistas brasileiros na manhã desta quinta-feira. Além da expectativa para a disputa milionária, o canadense disparou contra o momento atual da Fórmula Indy, o excesso de punições na Fórmula 1, e falou de sua relação com o mundo da velocidade. Confira os principais trechos da entrevista:
Motivação após uma carreira de sucesso
Decidi aos 5 anos que correr era a única coisa que eu queria fazer, minha vida sempre foi relacionada às corridas e sempre vai ser. Adoro pilotar, competir. É especial andar no limite, não importa quanto sucesso ou experiência você tem. Você está sempre aprendendo, e, por isso, provavelmente correrei até morrer.
O carro da Stock Car
Conheci o carro ao fazer o banco, parece um pouco com o da Nascar, onde já corri no ano passado. Fiquei bem impressionado, é um bom carro de competição, precisa de apenas algumas evoluções. Estou ansioso para guiar, pois ele parece um pouco mais difícil do que os outros carros de turismo que já guiei. Fiquei feliz com o convite, é uma categoria muito forte, com vários pilotos no mesmo segundo, mas com a quilometragem que terei nos treinos livres vamos ver se terei chances de ser competitivo.
Leonardo Linden, Jacques Villeneuve e Mauricio Slaviero (Foto: Duda Barrios)Villeneuve entre o diretor de marketing Leonardo
Linden e o presidente da Vicar, Mauricio Slaviero
(Foto: Duda Barrios / Divulgação)
Velhos conhecidos
Estamos em uma situação bem diferente agora, pelas circunstâncias. Quando Luciano Burti, Ricardo Zonta, Tarso Marques e Antonio Pizzonia estavam na Fórmula 1, eu era experiente e eles eram os novatos. Hoje eles conhecem o carro muito bem, eu sou o aprendiz. Mas é bom correr com quem você já conhece.
Excesso de punições na F-1
Sempre vi os pilotos como gladiadores e os circuitos como arenas. A Fórmula 1 foi perdendo isso com o passar dos anos. Na Nascar, não há regras sobre isso. Se você bate, faz parte do jogo, na próxima etapa você pega o cara e joga ele no muro. Talvez o problema da falta de ultrapassagens tenha feito a Fórmula 1 tomar este caminho das punições em excesso. Nos anos 70 e 80 havia um respeito muito maior entre os pilotos, talvez por naquela época o esporte fosse bem mais perigoso do que hoje em dia.
Vettel já é campeão?
Nunca sabemos o que pode acontecer. Vettel pode quebrar uma perna num acidente, por exemplo, e não correr mais neste ano, o que faria o campeonato mudar inteiramente. No entanto, em condições normais, ele será campeão com facilidade.
A Stock Car tem o espírito das corridas, correr regularmente numa categoria deste tipo seria muito interessante."
Villeneuve
Voltar a correr regularmente
Tenho muita vontade. É muito bom lutar por um título com a mesma equipe, o mesmo carro, na mesma categoria, competindo em busca de um objetivo. Você cria uma relação de confiança e o resultado, quando vem, é muito gratificante. Numa situação como esta que estou vivendo neste fim de semana, você começa a se sentir à vontade apenas quando a corrida acaba. Sinto falta das disputas puras, sem o lado político que tem na Fórmula 1, por exemplo. A Stock Car tem o espírito das corridas, correr regularmente numa categoria deste tipo seria muito interessante.
Retorno à Fórmula Indy
A Indy foi um grande campeonato na época em que competi lá, nos anos 90, mas no momento não tem a mesma visibilidade e muitas das pistas são perigosas. Sem falar que alguns pilotos querem ser rápidos, mas não têm capacidade para isso. Não correria na Indy se não fosse num bom time, andando na frente, fora da zona de perigo. Nem mesmo o prêmio milionário da última prova do ano, em Las Vegas, me atrai. Não é por causa disso que eu corro.
Nova chicane de Interlagos
Todos conhecem a pista muito bem, e esta alteração no traçado não faz tudo recomeçar do zero. Vai ser uma novidade para todos, mas não vejo como tirar vantagem disso. Não gosto de chicanes, gosto de curvas desafiadoras.