domingo, 2 de outubro de 2011

Flamengo estraga a 'festa fabulosa' e derrota o São Paulo no Morumbi
Com grandes atuações de Rogério Ceni e Felipe, Rubro-Negro leva melhor e volta a pensar no título brasileiro. Tricolor estaciona na tabela do Brasileiro
 
A CRÔNICA
por Carlos Augusto Ferrari e Marcelo Prado
A festa foi apenas vermelha e preta neste domingo. Na chuvosa tarde em que Luis Fabiano reestreou pelo São Paulo, quem celebrou em um Morumbi lotado foi o Flamengo. Rogério Ceni e Felipe foram os destaques do jogo com defesas milagrosas, mas os cariocas levaram os pontos. Com gols de Thiago Neves e Renato Abreu, o Rubro-Negro venceu por 2 a 1, segurou o adversário na classificação e voltou a sonhar com o título. Com o resultado, o São Paulo fecha um ciclo amargo neste Brasileirão: foi derrotado em casa pelos quatro clubes cariocas.
Os mais de 60 mil são-paulinos que queriam comemorar os 51 anos do Morumbi e o retorno de um de seus principais ídolos voltaram para a casa com o gosto amargo na boca. A equipe permanece com 46 pontos e perde grande chance de encostar nos adversários acima, Vasco e Corinthians, que empataram em São Januário. Quarta-feira, enfrenta o Cruzeiro, às 21h50m, em Sete Lagoas.
Já o Flamengo emplaca a segunda vitória consecutiva e sobe para os 44 pontos, seis abaixo do rival carioca. Domingo, tem o clássico contra o Fluminense, às 16h, no Engenhão.
Chuva e muita marcação na etapa inicial

A espera por Luis Fabiano acabou, mas o São Paulo esqueceu de jogar no primeiro tempo. Contra um Flamengo cauteloso, as principais peças ofensivas do Tricolor paulista sumiram diante da forte marcação carioca e ainda viram a defesa dar alguns sustos em dois belos passes de um discreto Ronaldinho.
Casemiro e Cícero pouco fizeram na função de carregar a bola até o ataque. A equipe sentiu falta de dois laterais mais objetivos. Wellington e Juan praticamente não chegaram à linha de fundo e embolaram as jogadas pelo meio. Pior para Lucas e Dagoberto que, sem espaço, esbarraram na muralha feita por Airton, Renato e Willians. Com 23 minutos, a pouco paciente torcida são-paulina já cobrava a entrada de Rivaldo.
Cansado de esperar, Luis Fabiano fez o São Paulo crescer quando recuou para procurar o jogo. Em boa atuação, o Fabuloso teve sua grande chance aos 25, quando recebeu de Wellington e chutou cruzado. A bola passou por Felipe, mas Alex Silva salvou antes que ela entrasse. Dez minutos mais tarde, o goleiro rubro-negro fez linda defesa em cobrança de falta de Rogério Ceni que desviou na barreira.
Apesar de ter privilegiado a defesa, o Flamengo também levou problemas para o ídolo tricolor. As duas grandes oportunidades saíram dos pés de Ronaldinho Gaúcho, pela esquerda. Na primeira, o craque deu belo passe para Deivid desviar com muito perigo à esquerda de Ceni. Na segunda, aos 45, Thiago Neves cabeceou na pequena área, a bola bateu nas pernas do goleiro e sobrou para Rhodolfo afastar.
Três gols, duas expulsões e vitória rubro-negra
O segundo tempo começou com duas exibições de gala dos goleiros. De um lado, aos quatro, Felipe espalmou um verdadeiro foguete disparado por Luis Fabiano ao girar sobre um marcador. Logo em seguida, foi a vez de Rogério Ceni fazer com os pés uma das defesas mais espetaculares do Brasileirão em cabeçada cara a cara de Deivid. Felipe voltaria a aparecer na sequência ao desviar um cruzamento venenoso de Casemiro. No rebote, Alex Silva salvou os cariocas em finalização de Lucas.
A joia do São Paulo, porém, fez bobagem, aos nove. Depois de perder a bola no ataque, Lucas deixou a perna em Willians e, como já tinha cartão amarelo, foi expulso. O clima de euforia que tomou conta da torcida pelo bom início da etapa final se transformou em raiva quando o técnico Adilson Batista, chamado de “burro”, tirou Luis Fabiano, aos 14, para a entrada do volante Carlinhos Paraíba.
O São Paulo sentiu a perda de um de seus principais jogadores e viu o Flamengo assumir o controle do jogo. Rogério Ceni fez ainda mais duas grandes defesas, em chute de Thiago Neves e cabeçada de Deivid. A cota de milagres, porém, chegou ao fim, aos 19 minutos. Junior Cesar cruzou com precisão da esquerda, a defesa olhou, e Thiago Neves cabeceou sem chances para o goleiro adversário: 1 a 0
Perdido em campo, o Tricolor ganhou um alento, aos 24, com a expulsão de Willians depois de uma duvidosa marcação de falta em Carlinhos Paraíba. Adilson Batista, enfim, ouviu a torcida e colocou Rivaldo. Mesmo sem uma grande atuação do pentacampeão, o time melhorou e chegou ao empate, aos 33. De fora da área, Dagoberto acertou uma bomba no ângulo direito de Felipe e fez um golaço para delírio da torcida. Na comemoração, o atacante são-paulino tirou a camisa e foi advertido com cartão amarelo. E na saída de bola, Dagol fez falta por trás em Galhardo e só não foi expulso porque o árbitro Fabrício Neves Correa (RS) se omitiu.
O sonho de fechar o dia com uma virada acabou aos 39 para o São Paulo. Renato Abreu dominou na intermediária e chutou rasteiro. A bola desviou em Carlinhos Paraíba, enganou Rogério Ceni e entrou mansamente: 2 a 1. O São Paulo ainda tentou reagir, na base do "abafa" mas o Flamengo segurou os três pontos.
Vasco e Corinthians empatam duelo de líderes em São Januário
Cariocas ficam à frente por duas vezes, mas permitem empate e por pouco Timão não consegue a virada na parte final do confronto
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
Em dois pontos estava e em dois pontos continuou a distância do líder Vasco para o vice-líder Corinthians. Os ponteiros do Campeonato Brasileiro duelaram intensamente neste domingo e empataram por 2 a 2 diante de 22.855 torcedores (19.156 pagantes) que lotaram o estádio de São Januário.
Mesmo atrás no marcador em duas ocasiões, o Timão deixa o Rio tendo mais a lamentar. O time paulista perdeu pelo menos três chances nos minutos finais e ainda reclama de um pênalti não marcado – Fagner teria colocado a mão na bola – no primeiro tempo.
O Vasco teve em Dedé seu ponto forte. Firme atrás e perigoso na frente, o zagueiro abriu o placar de cabeça. Alex empatou, mas Fagner colocou novamente os anfitriões em vantagem. No segundo tempo, Danilo, o melhor corintiano em campo, garantiu o pontinho.
dedé vasco x corinthians (Foto: Agência Estado)Vascaínos Renato Silva e Dedé disputam bola com corintianos Castán e Paulo André (Foto: Agência Estado)



Ainda líder, o time cruz-maltino chega aos 50 pontos e na 28ª rodada duela contra o Inter, no Beira-Rio. O Timão, por sua vez, tem 48 e recebe o Atlético-GO no domingo.

Defensores colocam Vasco na boa; Corinthians reclama de pênalti ignorado

O banco do Vasco teve duas novidades. Fora dos campos desde o fim de agosto, Felipe voltou a ser relacionado. O mesmo aconteceu com o volante Nilton, que operou o joelho duas vezes e estava recuperando-se há quase um ano.
Do outro lado, o Corinthians empilhou desfalques importantes. Principalmente no ataque. Sem contar com Emerson, suspenso, e Liedson, machucado, houve até a tentativa de antecipar a estreia de Adriano. Porém, por precaução, o Imperador sequer ficou no banco. Tite escalou Willian e Jorge Henrique.
Os visitantes tiveram mais posse de bola nos minutos iniciais e priorizaram as tentativas pelo lado direito, com Jorge Henrique. Mas a primeira chance foi vascaína. Juninho levantou com precisão, mas Elton, mesmo livre, cabeceou fraco, e Julio Cesar segurou.
Aos dez, Leandro Castán cabeceou e acertou o pé da trave, mas estava impedido, e a jogada foi interrompida acertadamente. Em outra bola aérea, aos 15, o Vasco abriu o placar. Juninho cobrou escanteio da direita, Dedé subiu no meio da área e cabeceou por cima de Julio César. A bola bateu no travessão antes de entrar. Foi o quarto gol do zagueiro no Brasileirão.
O Corinthians não se abalou com a falha defensiva e empatou pouco depois. Paulinho fez ótimo lançamento para Danilo na direita, nas costas de Marcio Careca. Ele avançou e rolou para Alex chutar no alto, com o gol vazio.
O goleiro Julio Cesar deu um susto aos 25. Elton tentou desviar cruzamento da direita, mas acertou – sem querer – o joelho na cabeça do corintiano, que e ficou imóvel por alguns segundos. Entretanto, após atendimento médico, ele voltou ao jogo sem problemas.
O Corinthians teve o que lamentar nos minutos finais do primeiro tempo. Primeiro, Fagner bloqueou com o antebraço direito dentro da área uma bola que Jorge Henrique cabeceou. O árbitro Sandro Meira Ricci não entendeu que foi pênalti.

- Vi que a bola resvalou em mim, mas nem sei onde.  Foi sem intenção alguma - justificou o lateral vascaíno, na saída para o intervalo.

Logo depois, Paulinho teve a chance dentro da pequena área, mas, com o gol aberto, desviou para fora. Por último, quando estava melhor no jogo, o time permitiu um contragolpe mortal dos anfitriões. Eder Luis fez ótima jogada no meio e acionou Fagner. Ele esperou a saída de Julio César e tocou por cima para fazer o segundo gol.

Danilo empata, mas Timão chuta para fora a chance de virada
O Corinthians passou a ter um incentivo a mais para buscar o empate. Durante o intervalo, cerca de 30 ônibus com as torcidas organizadas chegaram ao estádio. Mas o time não conseguiu se impor.
O Vasco trocou Elton por Alecsandro, e Juninho por Allan. Sumido no primeiro tempo, Diego Souza fez a primeira boa jogada no duelo aos 13. Ele girou na ponta direita, entrou na área e finalizou cruzado. Julio César socou para frente. A soberania de Dedé nas bolas aéreas teve novo capítulo pouco depois. Mas desta vez a cabeçada passou rente à trave.
A iminência do terceiro gol despertou o Corinthians. Alex bateu falta lateral e Paulinho, livre, não alcançou. Pouco depois, aos 23, Danilo recebeu cruzamento de Willian e cabeceou no canto direito para empatar.
O mesmo Danilo teve chance semelhante da virada após outro belo cruzamento de Willian. A bola, desta vez, passou rente à trave esquerda.
As chances se multiplicaram. O Vasco chegou a celebrar a o terceiro gol em desvio de Alecsandro. Contudo, o auxiliar Altemir Hausmann assinalou impedimento corretamente. Na continuação, Danilo obrigou Fernando Prass a fazer excelente defesa. Willian também teve suas chances, mas bateu por cima e no lado de fora da rede.
Nieto brilha, o Atlético-PR vence o Inter e respira na luta contra o Z-4
Furacão sobe para o 17° lugar, mas continua na zona de rebaixamento. Já o Internacional segue em sétimo, mas se distancia do G-5 do Brasileirão
 
A CRÔNICA
por Fernando Freire
O atacante Federico Nieto viveu uma tarde de herói neste domingo, na Arena da Baixada. Foram dele os gols da vitória do Atlético-PR sobre o Internacional, por 2 a 0, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O argentino marcou dois gols de cabeça, ambos no segundo tempo, e deu força ao Furacão na luta contra a degola.
Com esse resultado, o Atlético-PR sobe para 27 pontos, ultrapassa o Atlético-MG e sobe chega ao 17° lugar. Já o Colorado, que estava a apenas um ponto do G5 antes da rodada, segue no sétimo lugar, com 40, a quatro do Fluminense, quinto colocado.
Atlético-PR e Internacional voltam a campo no domingo. O Furacão visita o Avaí, às 18h (horário de Brasília), na Ressacada. O Colorado recebe o Vasco, às 16h, no Beira-Rio.
Equilíbrio e poucas chances de gol no primeiro tempo
O Atlético-PR começou a partida no 4-4-2, com três volantes e apenas Paulo Baier na criação das jogadas. Já o Internacional tinha, no 4-5-1, dois volantes, três meias e Jô avançado. Com a vantagem numérica no meio-campo, o Colorado foi mais perigoso nos primeiros dez minutos. No principal lance, Ricardo Goulart arriscou, e a bola sobrou para Jô, que finalizou para defesa de Renan Rocha.
A resposta atleticana veio aos 14. Nieto recebeu lançamento, dividiu com Bolívar e ficou cara a cara com Muriel. O argentino, porém, parou no lance porque pensou que o árbitro Paulo César Oliveira havia marcado falta. Quando percebeu que não, ele bateu para boa defesa do goleiro colorado.
Depois disso, o jogo ficou bastante equilibrado, e os lances de gol, que já eram poucos, se tornaram raríssimos. Com D'Alessandro bem marcado por Renan Foguinho, o Inter ameaçou apenas mais duas vezes na etapa inicial. Livre na área, Jô cabeceou para fora. Já Oscar chutou de longe, à direita do gol de Renan Rocha.
Também com dificuldades para criar, os atleticanos tentaram cavar dois pênaltis, com Nieto e Paulo Baier, mas o árbitro acertou e mandou os lances seguirem. Antes do intervalo, o Furacão arriscou com Edílson, que cobrou falta direto para fora. O Rubro-Negro chegou a balançar as redes com Guerrón, mas o equatoriano estava impedido quando recebeu passe de Paulo Baier.
d'alesandro guerron ATLÉTICO-PR X INTERNACIONAL (Foto: Agência Estado)Atlético-PR do Guerrón levou a melhor sobre o Inter de D'Alessandro (Foto: Agência Estado)
Nieto decide para o Furacão
Para tentar resolver a falta de criatividade do meio-campo, Antônio Lopes colocou o meia Marcinho, que teve o nome gritado pelos torcedores ainda na etapa inicial, na vaga de Paulinho. E Marcelo Oliveira passou do meio-campo para a ala esquerda. O técnico teve de promover outra alteração antes do segundo tempo. Renan Foguinho passou mal antes do reinício da partida e foi substituído por Fransérgio.
O Internacional, que voltou sem alterações, começou melhor e, assim como o Atlético-PR no primeiro tempo, teve um gol anulado. Jô recebeu em posição legal e tocou na saída do goleiro, mas o auxiliar assinalou o impedimento inexistente. O Colorado teve mais duas oportunidades, mas Bolívar, de cabeça, e D'Alessandro, de fora da área, bateram para fora.
A resposta foi fatal. Aos 13 minutos, Marcinho cruzou com perfeição, na cabeça de Nieto. O camisa 9 não perdoou e abriu o placar na Arena da Baixada. O Inter, em cabeçada de Jô, quase empatou, mas Renan Rocha fez milagre e espalmou a bola para escanteio.
Nieto teve a chance de fazer o segundo dele aos 21, quando recebeu de Baier, tentou driblar o goleiro e foi facilmente desarmado. Em desvantagem, o Inter partiu para a pressão. D'Alessandro de longe e Jô de cabeça erraram o alvo. O Furacão, que apostava nos contra-ataque, aproveitou para ampliar e matar o jogo.
Edílson cruzou na cabeça de Nieto, aos 38 minutos. Ele tocou no canto direito, sem chance para Muriel. Furacão 2 a 0 e um respiro na luta contra o Z-4. Antes do apito final, Nieto ainda perdeu um gol claro, sozinho e de frente para Muriel. Mas ada que estragasse a festa atleticana.
 
Com dois a menos, Ceará conquista empate heroico diante do Atlético-MG
Goleiro Fernando Henrique, com uma atuação impressionante, defende pênalti de Magno Alves e garante um ponto precioso para o time cearense
A CRÔNICA
por Marco Antônio Astoni
Atlético-MG e Ceará empataram em 1 a 1, neste sábado, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para o Galo, foi um desastre total. Para o Ceará, um empate heroico. Isso porque o time mineiro atuou em grande parte do segundo tempo com dois jogadores a mais e, mesmo assim, não conseguiu fazer o gol da vitória, mesmo após pressão impressionante. Carlos César marcou para o Atlético-MG, e Leandro Chaves empatou para o Ceará
A partida da expulsão de Michel e João Marcos, o Ceará ficou com nove jogadores no campo de defesa, na tentativa de evitar o gol do Atlético-MG. O técnico da equipe mineira colocou jogadores ofensivos em campo, mas não conseguiu furar a retranca cearense. No fim, um resultado digno de comemoração. O goleiro Fernando Henrique, o grande destaque da partida, fez defesas incríveis e espetaculares. Roger, por reclamação, também foi expulso do banco de reservas.
fernando henrique Atlético-MG x ceará (Foto: Bruno Cantini/Flick Atlético-MG)Fernando Henrique defende pênalti cobrado por Magno Alves (Foto: Bruno Cantini / Flick do Atlético-MG)
A partida também foi marcada por erros da arbitragem. No gol do Atlético-MG, o atacante André, que participou do lance, estava impedido. E no pênalti disperdiçado por Magno Alves, ainda no primeiro tempo, Fernando Henrique se adiantou muito para fazer a defesa.
Agora, na próxima rodada, os dois times seguem na luta contra o rebaixamento. O Atlético-MG fará o clássico com o América-MG, neste sábado, às 18h (de Brasília), novamente na Arena do Jacaré. Já o Ceará receberá o Figueirense, no domingo, às 18h, no Presidente Vargas, em Fortaleza.
Confronto frenético
A situação de Atlético-MG e Ceará na tabela do Campeonato Brasileiro exigia que ambos mostrassem um futebol ofensivo, já que somente a vitória interessava. E foi exatamente isto que aconteceu. O confronto na Arena do Jacaré começou eletrizante. O Atlético-MG pressionava muito, e o Ceará levava perigo nos contragolpes.
Depois de 12 rodadas, o Galo iniciou uma partida com dois laterais de origem. A expectativa pela estreia de Carlos César diante da torcida era muito grande. Contra o Internacional, em Porto Alegre, o jogador já tinha feito boa partida. E o ex-jogador do Boa Esporte não decepcionou e, aos 12 minutos, apareceu como elemento surpresa para abrir o placar em Sete Lagoas. O atacante André, que participou ativamente da jogada, estava em posição de impedimento, mas a arbitragem validou o lance.
O Ceará acusou o golpe e não conseguiu se organizar em campo, a não ser em lampejos do veloz Osvaldo. E também não conseguia parar Carlos César. O lateral, outra vez, apareceu como uma bala dentro da área cearense, até ser derrubado. Pênalti que Magno Alves cobrou para a defesa de Fernando Henrique, que também se adiantou bastante.
O lance fez com que o Ceará renascesse no jogo. Tanto que, logo depois, chegou ao empate, aos 37 minutos, com Leandro Chaves, de cabeça, após boa jogada de Osvaldo.
O primeiro tempo terminou empatado, mas, antes do fim, o volante Michel foi expulso, ao receber dois cartões amarelos, por faltas em Pierre e Daniel Carvalho.
Pressão e resistência
O Ceará voltou quente para o segundo tempo. Antes dos três minutos, já havia criado duas boas chances, com Rudnei e Osvaldo. Mas uma confusão do árbitro Francisco Carlos Nascimento complicou de vez o jogo para o Vovô. O juiz expulsou o lateral João Carlos, por reclamação. O detalhe é que o jogador não havia recebido cartão amarelo anteriormente. A comissão técnica e os reservas do Ceará ficaram inconformados.
Com dois a mais em campo, o Atlético-MG encurralou o Ceará no campo de defesa, e apenas o Galo atacava. A pressão era quase insuportável, e o gol parecia ser questão de tempo. Com total posse de bola, o Galo criava várias jogadas, mas as conclusões eram imperfeitas. Quando os atleticanos arrematavam bem, Fernando Henrique evitava o gol.
A confusão na arbitragem continuou. Mesmo no banco de reservas, Roger foi expulso, após reclamar da arbitragem. O empate foi um grande resultado para o Ceará e um desastre para o Atlético-MG, que segue na zona de rebaixamento do Brasileirão.
 
Figueirense e Coritiba empatam em jogo morno e se afastam do G-5
Times estão agora sete pontos atrás do Fluminense no Campeonato Brasileiro. Paranaenses levam vantagem no número de vitórias
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
Coritiba e Figueirense iniciaram a 27ª rodada do Campeonato Brasileiro de olho no G-5. E, abraçados, assistiram o Fluminense abrir sete pontos. O sonho de classificação para a Libertadores ficou mais distante após um empate morno por 0 a 0 no Orlando Scarpelli. As duas equipes somam 37 pontos (vantagem para o Coxa no número de vitórias: 10 a 9).
Na próxima rodada (domingo, 09/10) o Figueira visita o Ceará, no Estádio Presidente Vargas. O Coxa recebe o Grêmio, no Couto Pereira, no sábado.
Primeiro tempo morno
O técnico Jorginho, sem Elias e Fernandes, que ainda recuperam a forma física após se lesionarem, manteve o jovem Jean Deretti, de 18 anos, no time titular. Ao lado de Maicon, a cria das divisões de base do Figueira jogava pela primeira vez diante da torcida – estreou contra o Santos, na Vila Belmiro. E quase não apareceu.
bill FIGUEIRENSE X CORITIBA (Foto: Agência Estado)Bill marca o zagueiro Roger Carvalho no ataque (Foto: Agência Estado)
Com um Maicon pouco operante no meio de campo, restava a opção ofensiva com Wellington Nem. Rápido e veloz, porém, ele era bem marcado. Pela direita, com o apoio do lateral Bruno, ainda arriscou alguns cruzamentos (foram três bolas levantas na área por cada um no primeiro tempo). Mas, seguro, Vanderlei cortou com eficiência em todas oportunidades.
No dia em que completou 100 jogos com a camisa do Coritiba, Vanderlei foi o principal nome no primeiro tempo ao defender uma bela falta cobrada por Julio César e passar segurança quando exigido. No início da partida, quando o Coxa dominava, assistiu ao chute cruzado de Tcheco, logo aos oito minutos, que passou rente à trave de Ricardo.
Depois, com o passar do tempo e o crescimento do Figueirense, Vanderlei precisou trabalhar. Foram seis finalizações dos anfitriões contra duas da sua equipe. O baixo número de tentativas se deve ao fato de o meio de campo praticamente não encontrar espaços após o susto que Tcheco deu na torcida alvinegra. Everton Costa (substituto de Rafinha, lesionado), mais na base da vontade que propriamente com técnica, se esforçou, mas em nada pôde ajudar.
Somália é vaiado
Atento à falta de criatividade da equipe, o técnico Jorginho tirou Deretti e colocou Somália na volta do intervalo. Wellington Nem passou a ocupar mais o meio de campo, caindo pelos dois lados. No entanto, os 15 minutos iniciais seguiram o padrão do primeiro, com mais cruzamentos infrutíferos do que chances claras.
O Coritiba, também sem muitas alternativas, apostava em um chutes de fora da área e bola levantadas sem nenhuma direção. Everton Costa, a melhor opção até então, assustou em chute de fora da área. Assim como Tcheco, que exigiu uma boa defesa de Ricardo.
Enquanto Somália (não finalizou uma vez sequer) era vaiado pela torcida, Bruno deixava o campo machucado. Pior para o Figueirense, que perdeu sua principal arma no ataque. Mas o mesmo lado direito que era a melhor alternativa de Jorginho, também dava dor de cabeça atrás.
O problema é que o Coritiba não soube aproveitar, mesmo com a tentativa do técnico Marcelo Oliveira ao colocar em campo Anderson Aquino e Leonardo. Ruim para os dois times, agora mais distantes do G-5.

Local das Ilhas Reunião tira nota 10,
e Tâmega se recupera no Mundial

Hexacampeão e vice-líder da temporada, brasileiro tenta se classificar
entre os 16 da sexta etapa do Circuito Mundial de bodyboard

Por GLOBOESPORTE.COM Ilhas Reunião, França
A sexta etapa do Circuito Mundial de bodyboard começou em ondas de até 1,5m na bancada de Les Arches, nas Ilhas Reunião. E foi um atleta da casa quem garantiu o maior show: Amaury Laverhne tirou a primeira nota 10,00. Hexacampeão mundial e vice-líder do ranking, o brasileiro Guilherme Tâmega ficou em último em sua primeira bateria, mas se recuperou e venceu a segunda. Está com sete pontos, em 16º, uma posição à frente do havaiano Mike Stewart, eneacampeão mundial.
bodyboard Amaury Lavernhe Mundial Ilhas Reunião (Foto: Divulgação / Specker)Amaury Lavernhe tira nota 10,00 nas Ilhas Reunião (Foto: Divulgação / Specker)
O Circuito Mundial de bodyboard funciona por "pontos corridos". Depois da terceira rodada, apenas os 16 primeiros continuam. O francês Pierre Louis Costes, o australiano Dave Winhcester e o sul africano Jared Houston foram os únicos que venceram nas duas rodadas.
Magno Oliveira, oitavo do ranking, está em situação complicada. Com apenas quatro pontos, ele precisa de uma combinação de resultados para garantir a vaga.
Tabela após a segunda rodada:
1 – Pierre Louis Costes (FRA) – 12 pontos
2 – Dave Winchester (AUS) – 12 pontos
3 – Jared Houston (AFS) – 12 pontos
4 – Amaury Laverhne (REU) – 10 pontos
5 – Ryan Hardy (AUS) 10 pontos
6 – Jake Stone (AUS) – 10 pontos
7 – Alex Uranga (ESP) – 10 pontos
8 – Yohan Florentin (REU) – 8 pontos
9 – Dallas Singer (AUS) – 8 pontos
10 – Dave Hubbard (HAV) – 8 pontos
16 – Guilherme Tâmega (BRA) – 7 pontos
23 – Magno Oliveira (BRA) – 4 pontos

Do Rock in Rio para Volta Redonda: Rafael Sobis festeja gol Rock and Roll

Após visitar a Cidade do Rock, atacante tricolor revela que passou a ser zoado pelo companheiros: 'Esqueci até de comemorar com guitarra'

Por Edgard Maciel de Sá Volta Redonda
Aos poucos, Volta Redonda está se tornando um lugar especial para o atacante Rafael Sobis. Depois de marcar dois gols na vitória sobre o Atlético-GO, há cerca de um mês, o camisa 23 contribuiu com mais um golaço no Estádio Raulino de Oliveira, dessa vez sobre o Santos, no último sábado, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mas a comemoração mesmo foi no Rock in Rio. O jogador tricolor deixou a Cidade do Aço direto para a Cidade do Rock. A dose será repetida neste domingo para acompanhar os shows de System of a Down e Guns N'Roses.
Na última quarta, Sobis conheceu Cidade do Rock a convite do GLOBOESPORTE.COM. Na entrevista, falou sobre sua paixão pelo estilo musical, garantiu que não gosta de pagode como a maioria dos companheiros e posou até com uma guitarra. A reportagem repercutiu no elenco tricolor, que passou a encarnar ainda mais no atacante roqueiro. A zoação foi tanta que Rafael esqueceu até de fazer a comemoração que desejava depois do gol.
- Queria comemorar tocando uma guitarra imaginária, mas está todo mundo pegando no meu pé (risos). Viram a reportagem e ficam falando iêiê, uhul... Mas vou agora aproveitar os dois últimos dias do Rock in Rio - garantiu o jogador na saída do estádio Raulino de Oliveira.
Para Sobis, a vitória sobre o Santos pode servir de ânimo para dar continuidade à arrancada do Fluminense no Brasileirão. Com seis vitórias nos últimos oito jogos, o Tricolor lidera o segundo turno e ocupa atualmente a quinta posição, com 44 pontos.
- Foi, acima de tudo, uma vitória da equipe. Mais um jogo épico. Sabíamos que seria complicado. Enfrentamos, na minha opinião, a melhor equipe do Campeonato Brasileiro. Por isso é um resultado que marca e esperamos que o mesmo sirva de ânimo para seguirmos crescendo na competição.
Depois da vitória em Volta Redonda, o elenco tricolor ganhou dois dias de folga. Os jogadores se reapresentam na próxima terça-feira, nas Laranjeiras. O Fluminense volta a campo no domingo, para disputar o clássico contra o Flamengo, às 16h (de Brasília), no Engenhão.

Neymar aproveita show do Coldplay ao lado de belas mulheres

Atacante do Santos é muito assediado na área vip do Rock in Rio e não se cansa de tirar fotos com fãs durante apresentações deste sábado

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Neymar no Rock In Rio (Foto: GLOBOESPORTE.COM)Neymar acena (Foto: GLOBOESPORTE.COM)
Muito assediado e ao lado de belas mulheres, Neymar roubou a cena durante o show do Coldplay na madrugada deste domingo, no Rock in Rio. O jogador do Santos, que horas antes estava em campo na derrota do time paulista para o Fluminense por 3 a 2, só passou a aproveitar a apresentação da banda britânica na parte final. Ele vibrou bastante quando foi cantada a música "Viva la Vida", uma das mais famosas do Coldplay.

Neymar chegou à área Vip do Rock in Rio quando o show dos ingleses estava começando. Ele precisou da ajuda de muitos seguranças até chegar a um setor isolado, reservado às celebridades. Com um óculos azul e boné, o atacante foi paciente e sorridente com os fãs e tirou dezenas de fotos.
Neymar no Rock In Rio (Foto: Thiago Lavinas/GLOBOESPORTE.COM)Neymar ri e confere o celular durante os shows do Rock In Rio (Foto: GLOBOESPORTE.COM)

Ao lado do pai e de amigos, Neymar assistiu ao show e vibrou com o mais novo sucesso da banda, "Every teardrop is a waterfall", a última música a ser tocada. Ele também assistiu admirado ao show de fogos de encerramento deste penúltimo dia do festival.

Após o show do Coldplay, Neymar seguiu no camarote enquanto o público deixava a Cidade do Rock. Ele conversava animadamente com duas garotas por volta das 3h15m. Neste domingo, o atacante se apresenta à Seleção Brasileira, que viaja para os amistosos contra o México e a Costa Rica.
Neymar no Rock In Rio (Foto: Thiago Lavinas/GLOBOESPORTE.COM)Neymar conversa com loura durante show do Coldplay no Rock In Rio (Foto: GLOBOESPORTE.COM)

Campeão pelo Fla, Álvaro admite alcoolismo: 'Passei dos limites'

Hoje no Vila Nova-GO, zagueiro revela que abandonou a carreira por seis meses para se tratar e não bebe há mais de um ano

Por O Popular Goiânia, GO
Ser campeão Brasileiro é motivo de orgulho para qualquer jogador de futebol. Em 2009, pelo Flamengo, o zagueiro Álvaro teve essa glória, mas também viu o início de um sério drama pessoal. Entregue ao alcoolismo, o zagueiro não conseguiu conciliar o vício com o trabalho e abandonou o futebol por seis meses para se tratar. Afastado dos gramados, decidiu pedir ajuda de psicólogos para superar um dos momentos mais difíceis não só da carreira, mas também da vida. Hoje no Vila Nova, que luta para não ser rebaixado para a Série C, Álvaro abriu o jogo.

O álcool sempre fez parte do cotidiano de Álvaro. A convivência com os pais e familiares fizeram da bebida algo comum na vida do jogador. Quando morou na Espanha, passou a ter o hábito de tomar vinho durante as refeições, algo típico da cultura local. Até então, era uma rotina sob controle e sem problemas.
Alvaro Flamengo arquivo (Foto: Ag. Estado)No Flamengo, o maior título da carreira e o auge do alcoolismo (Foto: Ag. Estado)
Porém, ao retornar para o Brasil, em 2008, o vício passou a ser prejudicial. Mesmo assim, foi campeão Sul-Americano, Gaúcho e da Copa Suruga, pelo Internacional. No ano seguinte, foi para o Flamengo e conquistou o Brasileiro, título mais importante da carreira. Mas chegou ao fundo do poço.
Seis meses após o título nacional, a diretoria carioca propôs a renovação de contrato, mas Álvaro rejeitou e abandonou o clube.
- Falaram que larguei o treinamento e fui embora. Outros falaram que o Flamengo me mandou embora. Nada disso. Eu tinha um contrato na mesa para renovar e não aceitei. Eu estava sofrendo com aquele problema e já tinha perdido o controle da situação. Eu fiz os meus pais e filhos sofrerem bastante - desabafou o jogador.
Após tantos transtornos, Álvaro reconheceu o problema e interrompeu a carreira de jogador em junho de 2010.
Falaram que o Fla me mandou embora. Nada disso. Eu tinha um contrato na mesa para renovar e não aceitei. Eu estava sofrendo com aquele problema e já tinha perdido o controle da situação"
Álvaro, zagueiro do Vila Nova
- Era o momento de parar. Pensei comigo e falei: Não, não, eu preciso me cuidar. Preciso me tratar porque eu estou doente e estava realmente me levando para a morte mesmo. Eu dou graças a Deus porque eu tive tempo de me recuperar e estou recuperado. Muitas pessoas não têm essa oportunidade.
Na base de tratamento com psicólogos e orações, Álvaro conseguiu abandonar o vício e disse que não ingere uma gota de álcool há um ano. Porém, o defensor disse que a luta é contínua, sem tréguas.

- O alcoolismo é uma doença que não tem cura, você tem de trabalhar em cima dela dia a dia e, graças a Deus, hoje eu estou recuperado.
A história de Álvaro lembra a situação enfrentada pelo ex-jogador Sócrates, que foi internado duas vezes nos últimos meses. Álvaro preferiu não comentar sobre o craque da seleção brasileira de 1982.
- Cada caso é diferente. Algumas pessoas conseguem ter o controle. Não era o meu caso.
Mudança de filosofia
Aos 33 anos, Álvaro acredita que o futebol brasileiro precisa repensar algumas atitudes, principalmente no tratamento aos jogadores mais jovens, que são tratados como mercadoria.
- Eu acho que o Brasil em si está pouco preparado. Os dirigentes estão pensando muito na questão de empresa. Hoje, você vê jogadores de 13, 14 anos, ganhando grandes salários e com contratos. É errado. Esses jogadores precisam de uma preparação diferente para assimilar bem quando chegar o momento de fama e de grandes salários - concluiu o zagueiro do Vila Nova.

‘Só quero que ele saia da cadeia’,
afirma pai de Breno

Em entrevista ao 'Bild', ele diz que seu filho não é uma pessoa ruim e isenta Renata, esposa do jogador, de culpa pela situação

Por GLOBOESPORTE.COM Munique, Alemanha
Pais Breno (Foto: Reprodução / Bild.de)Assustado, pai de Breno afirma que seu filho não é
uma pessoa ruim (Foto: Reprodução / Bild.de)
O pai do zagueiro Breno, detido preventivamente desde o sábado passado sob a acusação de ter incendiado sua casa, quer que seu filho saia desta situação logo e afirmou que ele não é uma pessoa ruim. Em entrevista ao jornal alemão “Bild”, Cláudio também isentou Renata, esposa do jogador do Bayern de Munique, de culpa no episódio.
- Só quero que ele saia da cadeia. Meu filho não é uma pessoa ruim – destacou Cláudio, que confessou que Breno e Renata viviam uma crise conjugal.
Segundo a imprensa alemã, antes do incêndio, que aconteceu na terça-feira da semana passada, houve uma discussão entre o jogador do Bayern e a esposa, que deixou a casa com seus três filhos. Após o incêndio, Breno, que estava sozinho, entregou três isqueiros a um membro dos serviços de emergência que o atendeu.
- Casais brigam, isso é normal. Não se pode dizer que a Renata é culpada. Dizer que ela é a culpada por tudo seria uma grande mentira - apontou.
Em sua conta no Twitter, a esposa do jogador tem se mostrado tranquila. Entre suas publicações recentes está a frase “o choro pode durar um noite, mas a alegria vem pela manhã. Nesse momento de muita dor, acredito na justiça do meu Deus”. Cláudio, no entanto, afirma que a relação entre ambos nem sempre era harmoniosa.
Em uma audiência fechada realizada nesta quinta-feira, a promotoria de Munique decidiu negar o pedido de habeas corpus para o ex-zagueiro do São Paulo que foi tema de uma reportagem no programa "Esporte Espetacular" (assista no vídeo acima).

Cacá leva a melhor em duelo contra Ricardinho e vence em Londrina

Pilotos 0 e 90 travam disputa espetacular e tricampeão se defende bem para cruzar em primeiro e assumir a liderança a duas provas do fim do ano

Por Alfredo Bokel Londrina, Paraná

Numa disputa emocionante até os últimos metros, Cacá Bueno, da equipe RBR Mattheis, segurou Ricardo Maurício e venceu a 10ª etapa da Stock Car, em Londrina (veja no vídeo ao lado). Max Wilson, companheiro de Ricardinho na equipe RC, completou o pódio em terceiro. Com a vitória, o tricampeão da Stock Car assumiu a liderança da temporada, com 255 pontos, sete a mais que Max, e se credenciou definitivamente para brigar pelo tetra.
- A corrida para mim começou com a pole de sábado. Quase fiquei fora da segunda parte do treino classificatório, mudamos o carro todo e conseguimos o primeiro lugar do grid. Hoje, foi uma batalha das melhores com o Ricardinho, venci, assumi a liderança, mas esses sete pontos de vantagem não são definitivos. Tenho dois monstros (Max e Ricardinho) na minha cola. Acho que o título será definido por nós três - declarou Cacá.
Stock Car Pódio londrina Cacá Bueno (Foto: Carsten Horst)O segundo colocado Ricardo Maurício (E); Andreas Mattheis, chefe da equipe RBR; o vencedor Cacá Bueno e o terceiro colocado Max Wilson comemoram no alto do pódio, em Londrina  (Foto: Carsten Horst)
Depois de muito calor e sol a pino durante os treinos, o domingo amanheceu nublado em Londrina. Com a temperatura mais amena, o problemático asfalto recém-colocado no Autódromo Ayrton Senna resistiu. A preocupação de que o asfalto ruim causasse muitas interrupções na prova não se confirmou. Melhor para os pilotos, que proporcionaram um grande espetáculo.
Numa largada limpa, quem se deu pior entre os ponteiros foi Valdeno Brito, que foi para a grama e caiu de quinto para 11º. Duda Pamplona pulou de quarto para terceiro ao ultrapassar Ricardo Maurício, que logo deu o troco e reassumiu a posição. Na frente, os irmãos Bueno mantiveram a ordem de largada, com Cacá em primeiro e Popó em segundo.
Na quinta volta, Ricardinho passou Popó e assumiu o segundo lugar. O líder Cacá Bueno inaugurou as paradas de box para reabastecimento na sexta volta junto com Popó. Ricardinho fez um pitstop mais rápido logo depois e voltou na frente dos irmãos Bueno.
Ricardinho, em primeiro, e Cacá, logo atrás, se distanciaram do segundo pelotão formado por Popó, Max Wilson, Duda Pamplona e Ricardo Zonta. Começava aí a disputa particular entre os dois pela vitória.
Na 16ª volta, numa briga por posições intermediárias, Alceu Feldmann tentou ultrapassar Felipe Maluhy. Até conseguiu, mas os dois se tocaram e o piloto do carro número 100 da equipe A. Mattheis levou a pior, batendo contra a proteção de pneus. A direção de prova puniu o carro 33 de Maluhy, que foi obrigado a pagar um drivethrough (passagem pelos boxes). Na 20ª volta, Thiago Camilo, até então quarto no campeonato, que já vinha reclamando pelo rádio de problemas no motor, abandonou.
A disputa pela liderança esquentou de vez na 21ª volta. Embutido no vácuo de Ricardinho, Cacá reassumiu a ponta, mas o piloto do carro 90 deu o troco poucos metros depois. Na 23ª volta, a história se repetiu: o tricampeão da Stock Car ultrapassou, mas Ricardinho recuperou a posição em seguida.

Três pilotos se envolvem em forte acidente
As atenções de todos estavam voltadas para a briga emocionante pela ponta. Na 25ª volta, Cacá voltou ao primeiro lugar. Mas a disputa também era intensa no segundo pelotão. Na 27ª volta, o pior acidente da prova: Valdeno Brito bateu em Átila Abreu, que atravessou na pista. Duda Pamplona não conseguiu desviar e colidiu contra o carro 51. Átila voltou para o traçado de forma perigosa e quase provocou outro acidente. Os três abandonaram a corrida. Uma decisão da direção de prova excluiu Valdeno e Átila, resultado que não poderá ser descartado pelo sorocabano na SuperFinal.
Stock Car Londrina Átila Abreu e Valdeno Brito (Foto: Luca Bassani/ Divulgação)A disputa entre Átila Abreu (51) e Valdeno Brito (77), pouco antes do série de batidas que faz os dois pilotos serem eliminados da etapa de Londrina da Stock Car pela direção de prova (Foto: Luca Bassani/ Divulgação)
Na volta seguinte, Rodrigo Navarro bateu forte na proteção de pneus e o safety car entrou na pista pela primeira e única vez em toda a prova, agrupando novamente os carros. Na relargada, na 29ª volta, Cacá e Ricardinho desgarraram novamente do segundo pelotão. Na 36ª e última volta, Ricardinho tentou o bote final, mas Cacá, mesmo com problemas no motor, se defendeu muito bem, recebeu a bandeirada em primeiro e assumiu a liderança do campeonato pela primeira vez na temporada.
Resultado da 10ª etapa da Stock Car 20111. Cacá Bueno, RBR Mattheis
2. Ricardo Maurício, RC Competições
3. Max Wilson, RC Competições
4. Popó Bueno, A. Mattheis
5. Ricardo Zonta, RZ Motorsport
6. Allam Khodair, Vogel Motorsport
7. Luciano Burti, Boettger Competições
8. Daniel Serra, RBR Mattheis
9. Marcos Gomes, Full Time
10. Nonô Figueiredo, FTS
11. David Muffato, Boettger Competições
12. Tuka Rocha, Vogel Motorsport
13. Giuliano Losacco, Hot Car
14. Rodrigo Sperafico, JF Racing
15. Julio Campos, RZ Motorsport
16. Alceu Feldmann, A. Mattheis
17. Eduardo Leite, Hot Car
18. Matheus Stumpf, Scuderia 111
19. Ricardo Sperafico, Scuderia 111
20. Denis Navarro, Bassani Racing
21. Lico Kaesemodel, RCM
Abandonaram
Felipe Maluhy, ProGP
Xandinho Negrão, Full Time
Duda Pamplona, ProGP
Rodrigo Navarro, JF Racing
Thiago Camilo, RCM
Serafin Jr., AMG Motorsport
Excluídos
Valdeno Brito, FTS
Átila Abreu, AMG Motorsport

Stoner erra, Pedrosa vence, e Lorenzo aproveita na etapa do Japão

Líder do campeonato passa direto em curva, perde posições e termina atrás do atual campeão, que diminui desvantagem no Mundial de Motovelocidade

Por SporTV.com Motegi, Japão
O espanhol Dani Pedrosa, da Honda HRC, foi o grande vencedor da etapa do Japão da MotoGP, na madrugada deste domingo, em Motegi. Pedrosa fez uma grande prova desde a largada e se aproveitou de um erro do seu companheiro de equipe e líder do campeonato, Casey Stoner, para cruzar a bandeirada final em primeiro lugar. Vice-líder do Mundial de Motovelocidade e atual campeão, Jorge Lorenzo também se beneficiou do erro de Stoner para terminar em segundo e diminuir a desvantagem na competição para 40 pontos.
Casey Stoner manteve a primeira posição na largada e seus companheiros de equipe, Andrea Dovizioso e Dani Pedrosa, largaram bem, deixando Lorenzo, segundo colocado no grid de largada, na quarta posição. Em busca da recuperação, o espanhol tocou o heptacampeão da MotoGP Valentino Rossi, que perdeu o equilíbrio, derrapou e saiu da prova ainda na primeira volta.
Dani Pedrosa e Casey Stoner no pódio em Motegi (Foto: Reuters)Dani Pedrosa comemora no pódio em Motegi, enquanto Stoner passa de cabeça baixa (Foto: Reuters)
Porém, as coisas não estavam perdidas ainda para Lorenzo. Na quinta volta, a moto de Stoner balançou, o australiano brigou com a moto e perdeu o ponto de frenagem numa curva, indo parar na caixa de brita. Quando voltou à pista, estava na sétima posição. Ao mesmo tempo, Dovizioso e Marco Simoncelli cumpriram punição por queimar a largada e tiveram de passar em ritmo lento pela reta dos boxes. Com isso, Lorenzo saltou para a segunda posição, apenas com Dani Pedrosa à sua frente.
O contratempo não diminuiu o ritmo de Stoner, que poucas voltas depois já estava em terceiro lugar. Pedrosa, por sua vez, marcava as melhores voltas da prova e aumentava aos poucos a diferença para o rival da Yamaha. O catalão da Honda HRC conseguiu preservar a liderança até o final e saiu vencedor da etapa japonesa, com Lorenzo em segundo e Stoner em terceiro.
Antes da corrida, uma cerimônia envolvendo dirigentes da categoria, da Federação Internacional de Motociclismo e o piloto Hiroshi Aoyama homenageou o Japão por dar a volta por cima após o terremoto que abalou o país no começo do ano e causou um acidente na Central Nuclear de Fukushima. A MotoGP entregou um cheque no valor de 104.882 euros às autoridades locais, arrecadado através da venda de camisas assinadas por pilotos na campanha "Nós somos pelo Japão".
Nas 125cc, o francês Johann Zarco venceu pela primeira vez na carreira, deixando o líder da categoria, Nicolas Terol, em segundo lugar. Na Moto2, o italiano Andrea Iannone foi o vencedor e o espanhol Marc Marquez, segundo colocado, assumiu a primeira posição no campeonato, com um ponto de vantagem para o alemão Stefan Bradl. A próxima parada do Mundial de Motovelocidade acontece em 18 de outubro, em Phillip Island, na Austrália.
Confira a classificação completa da etapa do Japão da MotoGP:
1. Dani Pedrosa (ESP) Honda HRC - 42m47s481
2. Jorge Lorenzo (ESP) Yamaha Factory - a 7s299
3. Casey Stoner (AUS) Honda HRC - a 18s380
4. Marco Simoncelli (ITA) Honda Gresini - a 23s550
5. Andrea Dovizioso (ITA) Honda HRC - a 23s691
6. Ben Spies (EUA) Yamaha Factory - a 37s604
7. Nicky Hayden (EUA) Ducati - a 39s167
8. Colin Edwards (EUA) Yamaha Tech 3 - a 45s023
9. Hiroshi Aoyama (JAP) Honda Gresini - a 49s074
10. Randy De Puniet (FRA) Ducati Pramac - a 59s022
11. Cal Crutchlow (ING) Yamaha Tech 3 - a 1m13s964
12. Kousuke Akiyoshi (JAP) Honda LCR - a 1m21s709
13. Shinichi Ito (JAP) Honda - a 1m26s381
Abandonaram:
Toni Elias (ESP) Honda LCR - a sete voltas
Álvaro Baustista (ESP) Suzuki - a 11 voltas
Damian Cudlin (AUS) Ducati Pramac - a 11 voltas
Hector Barberá (ESP) Ducati Aspar - a 22 voltas
Valentino Rossi (ITA) Ducati - a 24 voltas