sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Despedida de Edmundo será em jogo contra um time sul-americano

Intenção do atacante é enfrentar um adversário que foi marcante para o time de São Januário. Rival não será da Argentina

Por Fábio Leme Rio de Janeiro
Edmundo no Mundialito de Sociaty (Foto: Reprodução SporTV)Edmundo escolherá o adversário da sua
despedida (Foto: Reprodução SporTV)
O Vasco vai realizar, muito provavelmente na semana seguinte ao fim do Campeonato Brasileiro, devido à reforma que será feita no gramado de São Januário, uma despedida para o ex-atacante Edmundo. A data e os moldes da festa ainda não estão decididos, mas o adversário do Vasco virá da América do Sul e não será argentino, anunciou o presidente Roberto Dinamite.
- Eu e o Edmundo conversamos e ele me mostrou o projeto. Ele é que vai escolher o adversário, mas posso afirmar que não será um clube argentino. Acho que pode ser alguma equipe que foi importante naquela conquista da Libertadores, mas será ele que vai decidir – informou o dirigente.
Além desta festa para o atacante, o presidente vascaíno conversa com empresas que apresentarão projetos para a ampliação do estádio para 50 mil pessoas.
- Isso é um projeto grande de um clube que pensa grande. Queremos dar ao torcedor mais espaço e mais comodidade. A idéia é a construção de uma Arena que sirva para ser utilizada mesmo em dias sem jogos – informou.
Novo site oficial será lançado nesta semana
Além de cuidar da festa de despedida do ídolo, o departamento de marketing do Vasco está preparando o lançamento do novo site oficial que acontecerá já nesta semana. Nele, os torcedores poderão ter mais interatividade, conhecimento sobre a história do clube e informações atuais.

Confirmado: São Paulo abre a Copa do Mundo e Rio de Janeiro terá a final

Seleção só jogará no Maracanã se for à decisão do Mundial em 2014

Por GLOBOESPORTE.COM Zurique, Suíça
Só falta a bola rolar: A Fifa e o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 (COL) divulgaram nesta quinta-feira os detalhes do Mundial no Brasil. Como era esperado, São Paulo receberá a abertura do torneio em 12 de junho, enquanto o Rio de Janeiro, mais uma vez, organizará a final no Maracanã no dia 13 de julho. A Seleção só jogará no estádio carioca se chegar à decisão (veja a tabela completa abaixo).
- Nada como abrir a competição no estado onde nasceu o futebol no Brasil e o desfecho ser no Rio, não poderia ser em outro lugar, que é o templo máximo do futebol brasileiro: o Maracanã - disse o presidente da CBF e do COL, Ricardo Teixeira.
Ricardo Teixeira e Jerome Valcke no anuncio das sedes copa mundo e confederações na FIFA (Foto: Rafael Maranhão/Globoesporte.com)Ricardo Teixeira e Valcke anunciaram detalhes da tabela (Foto: Rafael Maranhão/Globoesporte.com)
O dirigente e o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, foram os responsáveis por revelar os horários e os locais dos principais jogos. A tabela completa foi disponibilizada no site oficial da entidade. Após a abertura no estádio do Corinthians, a Seleção jogará em Fortaleza em 17 de junho e em Brasília, seis dias depois.
As duas semifinais serão em Belo Horizonte e São Paulo, nos dias 8 e 9 de julho. A disputa do terceiro lugar será em Brasília, que foi escolhida também como jogo de abertura da Copa das Confederações em 2013, no dia 12 de julho.
A partida de abertura será disputada às 17h (de Brasília). Ao contrário da África do Sul em 2010, o primeiro dia da Copa só terá um jogo, o do Brasil, que será cabeça-de-chave do Grupo A do Mundial em casa.
Na fase de grupos haverá até quatro jogos por dia: às 13h, 16h, 19h e 22h (horários de Brasília). As oitavas e quartas de final serão às 13h e 17h. As semifinais acontecerão às 17h, enquanto a final será disputada às 16h no Maracanã.
Para chegar à decisão final, Fifa e COL mudaram a tabela 57 vezes. São Paulo sediará no total seis partidas, incluindo uma das semifinais. As cidades com o maior número de jogos são Rio de Janeiro e Brasília, com sete.
Belo Horizonte também será sede de seis partidas, assim como Fortaleza e Salvador. Cuiabá, Manaus, Curitiba e Natal foram as que ficaram com menos jogos, apenas quatro da primeira fase. Porto Alegre e Recife farão cinco confrontos.
O Maracanã é o único dos seis estádios utilizados na primeira Copa do Mundo disputada no Brasil, em 1950, que também fará parte da Copa de 2014. No Mundial de 1950, as outras sedes do torneio foram Belo Horizonte (Estádio Independência), São Paulo (Pacaembu), Curitiba (Durival de Britto), Porto Alegre (Estádio dos Eucaliptos) e Recife (Ilha do Retiro).

Mais rápido do planeta, Cielo voa nos 50m e puxa dobradinha com Fratus

A exemplo do Mundial, Bruno rasga bermuda e nada com uma emprestada

Por Lydia Gismondi Direto de Guadalajara, México
Do nadador mais rápido do planeta, não dava para esperar outra coisa nos Jogos Pan-Americanos. Cesar Cielo caiu na água na noite desta quinta-feira para disputar sua prova favorita, o tiro curto dos 50m livre. Mesmo na altitude mexicana, só precisou de 21s58 para cruzar a piscina de Guadalajara, confirmar o favoritismo com a medalha de ouro e, de quebra, bater seu próprio recorde pan-americano. Atrás dele, completando a dobradinha verde-amarela, veio Bruno Fratus, com 22s05 e, como já está virando hábito, uma bermuda emprestada do campeão olímpico. Foi o mesmo roteiro do Campeonato Mundial, quando Bruno rasgou sua bermuda e pegou uma de Cielo para cair na água. Deu certo outra vez.
Pan natação 50m livre Cesar Cielo e Bruno Fratus (Foto: Satiro Sodré/AGIF)Fratus e Cielo após a prova: bermuda rasgada e dobradinha brasileira no Pan (Foto: Satiro Sodré/AGIF)
O bronze ficou com o cubano Hanser García, que nadou em 22s15. E a festa só não foi completa para Cielo porque ainda não será desta vez que o técnico Albertinho vai raspar a barba. A aposta era que isso aconteceria se o tempo ficasse abaixo de 21s30, mas o treinador salvou sua barba por 28 centésimos.
- Muito boa a dobradinha. De novo a bermuda dele rasgou, está parecendo que é praga esse negócio. De novo ele usou a minha, e deu certo de novo. Ele tem conseguido fazer bons resultados, e é bom ver que o Brasil está evoluindo nas provas de velocidade – afirmou Cielo ao deixar a piscina.
Assim que bateu em primeiro, o campeão olímpico não comemorou, ao contrário do que tinha feito quando ganhou o ouro nos 100m livre. Culpa do placar, que já tinha dado defeito mais cedo, nas eliminatórias.
- O placar sumiu, não vi o tempo, não consegui enxergar. Eu olhava e ninguém sabia também, então o placar acabou estragando um pouquinho a festa do pós-prova – adimitiu Cesão.
O tempo de 21s30 não veio, mas Cielo ficou satisfeito com o recorde pan-americano.
- Foi uma prova boa. No finzinho pesou um pouco a altitude, hoje deu para sentir bem. Achei que eu fosse conseguir passar sem respirar, mas começou a pesar nos últimos 15 metros. Com rampinha no bloco e o pulmão pronto para passar sem respirar, vai dar para tirar um tempo bom para o ano que vem – afirmou Cielo, referindo-se ao bloco de Guadalajara, que não tem a rampa.
Fratus ainda lamentou o tempo, mas também deixou a piscina feliz com o rendimento.
- Foi bacana, foi divertido. Não nadei para 21s, então não estou tão satisfeito, mas está bom para terminar um ano. Foi um ano bem cansativo, e esses 50m marcam o fim dele. É meu primeiro Pan, com duas medalhas, está excelente - afirmou.

Seleção feminina vence a Costa Rica se classifica para a semifinal do Pan

Time esbarra no travessão no primeiro tempo, mas desencanta na segunda etapa e consolida vitória por 2 a 1. Jogo contra Canadá definirá colocação

Por Gustavo Rotstein Direto de Guadalajara, México
Demorou, mas a segunda vitória da Seleção Brasileira veio. Depois de um primeiro tempo no qual parou no travessão, o time feminino fez 2 a 1 na Costa Rica, nesta quinta-feira, no Estádio Omnilife, em Guadalajara. O resultado deixou a equipe comandada por Kleiton Lima a um ponto da classificação para a semifinal do torneio de futebol dos Jogos Pan-Americanos.
O Brasil chegou aos seis pontos e ocupa a liderança do Grupo B ao lado do Canadá. Na última rodada da primeira fase, que acontece neste sábado, a Seleção enfrenta o Canadá, que também tem o mesmo saldo de gols. Costa Rica e Argentina não somaram pontos e estão eliminadas.
Debora de Oliveira gol Brasil Pan Guadalajara (Foto: Reuters)Débora (17) é rodeada durante comemoração do primeiro gol da Seleção Brasileira (Foto: Reuters)
O primeiro tempo foi um verdadeiro treino de ataque contra a defesa. A Seleção Brasileira teve quase a exclusividade das ações ofensivas, mas não teve sucesso nas finalizações. A goleira Arroyo e o travessão foram os resposáveis para que a equipe fosse para o intervalo com um 0 a 0 no placar.
Em menos de 20 minutos o Brasil acertou simplesmente três bolas no travessão. Maurine foi responsável por duas delas. Na primeira a bola carimbou a trave depois que a lateral chutou de longe e Arroyo espalmou. Daniele cabeceou para a rede, mas assistente assinalou impedimento da atacante. Na segunda, Maurine levou perigo numa cobrança de falta. Aos 31 minutos, Daniele recebeu passe e tentou encobrir Arroyo, mas a bola parou no travessão.
Apesar das chances perdias, o Brasil não desanimou e seguiu pressionando. Mas os muitos erros de passe dificultaram as possibilidades de finalização. Enquanto isso, a Costa Rica tinha como preocupação se defender e catimbar para segurar o empate até o intervalo.
Com Débora no lugar de Daniele, a Seleção voltou para o segundo tempo com disposição e novamente arriscando muitos chutes ao gol. A goleira Arroyo, que foi a melhor da Costa Rica no primeiro tempo, passou a se enrolar em algumas defesas. Mesmo assim, a equipe de Kleiton Lima mostrava dificuldades no momento de finalizar.
rosana brasil x costa rica pan-americano futebol (Foto: Reuters)Rosana, do Brasil, disputa bola com Lixy Rodriguez
em vitória sobre a Costa Rica (Foto: Reuters)
Mas depois de tanto insistir de fora da área, foi dentro dela que finalmente saiu o primeiro gol do Brasil, aos 15 minutos. Rosana fez linda jogada pelo lado direito e cruzou para Débora, que completou para a rede. Na comemoração, a atacante ganhou um "Parabéns pra você" das companheiras, comemorando seu aniversário de 20 anos.
Com a vantagem, o Brasil aproveitou a falta de estabilidade da Costa Rica para consolidar a vitória aos 17 minutos. Thaís cruzou com efeito pelo lado direito e bola foi direto para o gol de Arroyo. Para celebrar, as meninas reproduziram uma partida de vôlei, homenageando o time feminino que faz contra Cuba a final do Pan-Americano, nesta quinta-feira. Foi o segundo gol da atacante de 18 anos em duas partidas no Pan.
Sem ter sua equipe ameaçada pela Costa Rica, o técnico Kleiton Lima passou a pensar na partida contra o Canadá, considerado o adversário mais difícil da primeira fase, e queimou suas duas últimas substituições para poupar as jogadoras. A veterana Maicon, de 34 anos, e a zagueira Karen puderam descansar.
No último lance do jogo, aos 51 minutos do segundo tempo, Shirley Cruz marcou um gol de falta para a Costa Rica. Mas já era tarde, e o Brasil garantiu sua vaga na semifinal.
O Brasil jogou com a seguinte formação: Bábara, Tânia Maranhão, Bagé e Karen (Grazielle); Maurine, Francielle, Rosana, Formiga e Maicon (Renata); Thaís e Daniele (Débora).

Caminho do Brasil em 2014: em 1º ou em 2º, Seleção jogará em três regiões

Além de estreia em São Paulo e partidas em Fortaleza e Brasília na 1ª fase, time pode passar das oitavas à final por BH, Fortaleza, Salvador, SP e Rio

Por GLOBOESPORTE.COM Zurique, Suíça
Já está definido que a Seleção Brasileira ficará entre as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste ao longo da Copa do Mundo 2014. Na primeira fase, a Fifa confirmou o que se esperava, em evento em Zurique, na Suíça, nesta quinta-feira: a sequência de jogos do anfitrião será São Paulo, Fortaleza e Brasília. Depois, se passar como líder do Grupo A, o time de Mano Menezes irá a Belo Horizonte, Fortaleza novamente, repete a capital mineira e Rio de Janeiro na final. No caso do segundo posto, eis a trajetória: Fortaleza, Salvador, São Paulo e Rio.
Assim, o Sul, que conta com Porto Alegre (Beira-Rio ou Arena do Grêmio) e Curitiba (Arena da Baixada), e o Norte (que recebe duelos com a Arena Amazônia) não verão o Brasil. Curiosamente, o Maracanã, sede também da final da Copa das Confederações, só abrigará a Seleção numa hipotética decisão. Apesar disso, o estádio é o que mais recebe partidas do Mundial, junto a Brasília: sete. Salvador, BH, São Paulo e Fortaleza vêm logo atrás, com seis.
- Seria a coisa mais inacreditável tirar a final do Maracanã. E se Deus quiser, vamos (Brasil) chegar à final, tenho certeza absoluta - afirmou Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local), sobre a pouca presença canarinho do "Maior do Mundo".
Portanto, o Brasil não terá dois confrontos seguidos na mesma cidade. Caso vá avançando, as viagens mais longas serão de São Paulo a Fortaleza, entre o primeiro e segundo jogos, e Belo Horizonte a Fortaleza, em ida e volta, entre as oitavas e semifinais. Nada além do que três horas e meia de avião, sem conexões. A distância das partidas será entre quatro e seis dias.
Os horários estão distribuídos entre 13h e 22h, a abertura será às 17h, em São Paulo, no dia 12 de junho, e a final acontece às 16h, em 13 de julho de 2014 (horários de Brasília). A sequência de horários nas fases respeitará o clima mais quente das regiões Nordeste e Norte (com jogos à noite), ainda que na época do ano, no Brasil, a estação seja o inverno.
Só falta definir os três primeiros adversários, que serão apontados entre europeus, africanos, asiáticos e seleções da Concacaf. Na última competição, como cabeça de chave, a equipe orientada por Dunga teve uma chave relativamente dura: Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte. E avançou com duas vitórias e um empate (diante dos lusos). comfira a tabela  no link da globo

http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2011/10/caminho-do-brasil-em-1-ou-em-2-selecao-fica-entre-sudeste-e-nordeste.html

Conselheiro xinga a imprensa, e jogadores do Fluminense aplaudem

Cena aconteceu antes do treino desta quinta, nas Laranjeiras. Sócio quase agrediu um jornalista por causa de uma matéria publicada pelo LANCE!

Por Edgard Maciel de Sá Rio de Janeiro
Conselheiro exaltado nas Laranjeiras (Foto: Edgard Maciel / Globoesporte.com)Conselheiro (à dir.) grita com o jornalista que é
tirado do local por um dos assessores do Flu
(Foto: Edgard Maciel de Sá / Globoesporte.com)
Uma cena marcou o treinamento do Fluminense nesta quinta-feira. Antes do início da atividade, um conselheiro, que normalmente assiste aos treinos na arquibancada, se exaltou e começou a agredir verbalmente os profissionais de imprensa que estavam na tribuna para acompanhar o treinamento. Ele chegou a partir para cima de um jornalista que entrava no clube naquele momento e o ameaçou fisicamente. Os jogadores aplaudiram o "espetáculo" do gramado.
A revolta do torcedor era com a matéria publicada nesta quinta-feira pelo Diário LANCE!. Com o jornal na mão, o conselheiro reclamava do fato de o jornal ter subido no Pão de Açúcar para fotografar a atividade secreta comandada pelo técnico Abel Braga na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), na Urca. Sem poder contar com Fred e Rafael Moura, suspensos, Abelão preferiu fazer um treino fechado, o primeiro do ano, para não dar pistas ao Atlético-MG, adversário do próximo sábado, às 18h (de Brasília), no Engenhão, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.
- Mídia fedorenta! Vocês fedem! Se eu sou presidente desse clube, vocês iam cobrir o Fluminense na p.q.p! Não precisamos de vocês! Jornalistas de m. Imprensa flamenguista! Quebro você em cinco pedaços - brandava o conselheiro, que momentos antes comentava a derrota rubro-negra para a Universidad do Chile, para o jornalista.
Diante da gritaria, os jogadores pararam o aquecimento e olharam para as arquibancadas. Em seguida, começaram a bater palmas. No centro das atenções, o conselheiro começou a balançar o jornal na direção do gramado.
- Você viu o que eles fizeram, Abel? - disse ele.
- Já vi. E também não gostei - respondeu o treinador, que não chegou a bater palmas, mas também riu do lamentável episódio.
Até o meio do ano, os profissionais da imprensa acompanhavam os treinamentos nas Laranjeiras em uma área perto do estacionamento dos jogadores sem quase nenhum contato com torcedores. Para dar mais privacidade aos atletas, porém, os jornalistas foram transferidos para a antiga tribuna de imprensa do Estádio Manoel Schwartz, no meio da arquibancada, entre os sócios do clube.
Clique aqui e assista a vídeos do Fluminense
Em nota, o Fluminense lamentou o episódio:
"Por conta do episódio ocorrido na Tribuna de Imprensa, na tarde desta quinta-feira (20/10), o Fluminense Football Club vem a público esclarecer que o conselheiro que agrediu verbalmente os jornalistas durante o treino não representa e não fala em nome do clube.
O Fluminense é uma instituição democrática, que preza o direito de livre expressão em suas dependências, mas não coaduna com ofensas ou ameaças à imprensa ou a quem quer que seja. Como determina o estatuto, o caso será encaminhado ao Conselho Deliberativo do clube que tomará as medidas disciplinares cabíveis".

Grêmio tenta contratar Kleber; Palmeiras pede Douglas

Diretorias estudam maneiras de viabilizar negociação iniciada há poucos dias

Por Eduardo Cecconi e Diego Ribeiro Porto Alegre e São Paulo
Kleber no treino do Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)Kleber pode trocar o Palmeiras pelo Grêmio
(Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)
Um representante nomeado pelo Grêmio procurou o supervisor do Palmeiras, Galeano, manifestando o interesse do clube gaúcho em contar com o centroavante Kleber.
Foram apresentados nomes de jogadores com pouca possibilidade de aproveitamento na próxima temporada - o meia Leandro, emprestado ao Vasco, o lateral Gabriel e o atacante Miralles estão na lista de possíveis ofertas ao Palmeiras - porque o Grêmio não tem recursos agora para viabilizar a compra dos 50% dos direitos do atleta vinculados ao alviverde paulista.
Os outros 50% são do Cruzeiro, que teria enviado ao Grêmio sinal positivo para alinhavar a troca diretamente com o Palmeiras. Mas os nomes oferecidos não agradaram. Após conversar com Galeano, o vice de futebol Roberto Frizzo mostrou-se mais interessado em outro jogador gremista: Douglas.
- Teve um contato do Grêmio por meio do Galeano, mas fiquei sabendo há pouco tempo e ainda não recebi qualquer documento oficial. Estamos estudando possibilidades, ainda é cedo para falar em qualquer negociação. O Kleber vale muito, então precisamos pensar bem. O Douglas é um bom jogador, mas não falamos sobre ele até agora - disse Frizzo.
Segundo o diretor-executivo do Grêmio, Paulo Pelaipe, não foi formalizada nenhuma proposta, mas ele garante que o clube está acompanhando "com muito carinho" a situação de Kleber, afastado do grupo principal pelo técnico Felipão. Mas o dirigente ainda não se pronunciou sobre o desejo palmeirense de incluir Douglas nesta troca.
Kleber pode ser emprestado se o Grêmio pagar seu salário de forma integral. O Palmeiras quer abrir espaço na folha salarial para trazer reforços de grande impacto. O valor mínimo para uma negociação definitiva é de 6 milhões de euros (R$ 14 milhões), número acordado entre Palmeiras e Cruzeiro.
Douglas está vinculado ao Grêmio, que o contratou do futebol árabe no início de 2010 - o acerto vai até o final de 2012. Referência técnica da equipe, entretanto, ele é sistematicamente vaiado por alguns torcedores do Grêmio, que não o consideram aguerrido o suficiente.

Marlos detona Adilson e se agarra em interino para recuperar boa fase

Meia espera dar a volta por cima e quer nova chance entre os titulares contra o Coritiba, no próximo domingo, no Morumbi

Por Wagner Eufrosino São Paulo
Marlos do São Paulo  (Foto: Wagner Eufrosino / Globoesporte.com)Marlos do São Paulo
(Foto: Wagner Eufrosino / Globoesporte.com)
Pouco aproveitado por Adilson Batista durante o período em que o treinador comandou o São Paulo, o meia Marlos desabafou contra o ex-comandante tricolor e tentou explicar os motivos que contribuíram para que seu futebol caísse de rendimento.
- Vou ser sincero, não estava feliz porque não estava sendo utilizado. O Adilson chegou, e não tive mais oportunidades. Não sei se ele não gostou do meu estilo de jogo. É normal o treinador ter os jogadores de confiança dele, mas tive poucas chances - declarou o jogador.
Marlos afirmou que não teve tempo de mostrar o seu futebol, já que sempre entrou na parte final das partidas em que foi utilizado por Adilson.
- Eu entrava e jogava cinco, seis ou sete minutos, no máximo, e é difícil fazer milagres em minutos. O único que ouvi falar que decidia jogos em minutos era o Pelé. É muito complicado entrar e fazer algo em tão pouco tempo - disse o são-paulino.
Com a saída de Adilson, Marlos quer virar a página e torce para que o interino Milton Cruz permaneça mais tempo à frente da equipe. Na vitória contra o Libertad, ele entrou no decorrer da partida e, neste domingo, contra o Coritiba, poderá até iniciar como titular.
- Fico feliz de ter a possibilidade de começar a partida. Ele (Milton Cruz) deixou claro que vai me aproveitar mais e que quer me utilizar. É um cara inteligente, super do bem e sabe das qualidades e dos defeitos de cada um. Se ele ficar é bom para nós – comentou.
Marlos despertou interesse do Metalist, da Ucrânia. O jogador desconversou sobre a proposta e agora quer esperar um pouco mais para definir seu futuro.
- Fico feliz de ser valorizado, mas queria ter sido valorizado aqui no clube. Quero jogar aqui e minha cabeça está aqui. Se eu não estivesse sendo aproveitado até o final do ano, iria buscar outro lugar – afirmou o meio-campista.

Declarações polêmicas de Josiel sobre o Pará incomodam Paysandu

Dirigente do Paysandu diz que atacante foi 'infeliz' em suas declarações polêmicas em rede social e confirma que vai ter uma conversa com ele

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Josiel Paysandu (Foto: Divulgação / Paysandu)Josiel recebe críticas por declarações polêmicas
em rede social (Foto: Divulgação / Paysandu)
As declarações polêmicas de Josiel em redes sociais vão ser cobradas pela diretoria do Paysandu. De acordo com o diretor-executivo do clube, Fred Carvalho, o atacante, que já teve passagens por Flamengo e Paraná, vai ser questionado sobre comentários envolvendo sua insatisfação em morar em Belém, o comprometimento com o clube e até mesmo sobre a beleza das mulheres paraenses.
- É uma situação delicada pelo momento que passamos. O Josiel foi um pouquinho infeliz. Ele pode até ter uma opinião sobre o estado, mas não deve externá-la numa rede social. Pelo momento que vive no clube (vaiado pela torcida) deveria ter sensibilidade. Respeito o jogador, mas não foi uma forma bacana. Mas é hora de contornar e a melhor forma de se desculpar é dentro de campo, fazendo os gols. O Andrade (novo técnico do Paysandu) terá mais essa no currículo para resolver. Chego a Belém durante a madrugada e vou ouvir o jogador na minha sala. O momento não é de polêmica, mas de união. Se depois disso ele quiser seguir a vida dele longe do Pará, tudo bem – afirmou Carvalho.
Saudades do meu Rio Grande, de Goiânia... de gente bonita. (Aqui) Só paquita, depois do incêndio"
Josiel, na rede social
Segundo o jornal “Diário do Pará”, Josiel chegou escoltado para o treino na manhã desta quinta-feira. O jogador está sendo protegido por seguranças depois de ter comentado em uma rede social sobre um churrasco com amigos na noite do último domingo, dia da derrota do time paranaense para o CRB. O atacante, que atuou apenas no primeiro tempo e foi substituído por Helinton, escreveu:
- Churras (churrasco) com os amigos, gelada e aquele sertanejão para acabar. Mas que vontade de um bailão (gíria gaúcha para barril) de chopp...desulivreeeeeeeeeeeeee. Ter que aguentar mais um mês é f... – escreveu, ainda respondendo a um amigo, chamando Belém de “fim ou começo do mundo".
A revolta dos torcedores com a declaração de domingo foi somada a outras feitas por Josiel durante o ano. Em agosto, ele escreveu sobre as mulheres do Pará:
- Saudades do meu Rio Grande, de Goiânia... de gente bonita. (Aqui) Só paquita, depois do incêndio – afirmou.
Os comentários de Josiel causaram indignação também da imprensa local. Muito nervoso, o jornalista Edson Matoso, da TV afiliada do SBT em Belém, comentou em seu programa:
- Não agüento... vir um filho da p... lá da casa do c... vir ganhar o meu dinheiro, ganhar o dinheiro do povo do Pará e falar mal da gente. Pode me tirar do ar, eu não aguento isso – disse, ao vivo, na televisão (confira o vídeo no blog de Rica Perrone).
O Paysandu está na segunda fase da Série C e é vice-líder do Grupo E. O Papão soma seis pontos, com duas vitórias e duas derrotas nessa etapa da competição. A próxima partida será nesta quarta-feira, às 21h30m, contra o Rio Branco-AC. Faltam duas rodadas para a definição da fase final. Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para a Série B de 2012.

Suposto novo affair de Neymar despista: “Quem tem boca fala o que quer”


qui, 20/10/11
por cintia.barlem |
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Neymar com um novo affair? A ex-candidata a musa do Bahia Rianne Ferreira despistou ao comentar sobre um possível relacionamento com o craque santista. Perguntada se tinha mesmo ido inclusive a Santos visitar o jogador, ela disse: “Quem tem boca fala o que quer”.
A loira não negou um possível relacionamento com o jogador. Ela apenas declarou que não ia comentar nada sobre o assunto: “Não tenho nada a dizer sobre isso”, declarou ao blog Donas do Campinho.
Segundo o EGO, os dois se conheceram durante uma partida do Santos contra o Bahia, em Pituaçú, estádio em Salvador.
Na manhã desta quinta-feira, 20, Rianne postou uma foto dos dois juntos em seu Facebook e escreveu: “Vou te contratar pra vim  [sic] pro meu Bahia meu amor! Hahahaha…. Sou sua fã e não abro mão!”. E seguiu com as postagens: “Ele é lindo!!!!!!! Vocês falam de todo mundo também! Neymar é o cara e pronto…. Adoro ele! Vão ficar na curiosidade! Quem pode pode, quem não pode se sacode, fui”.




CONFIRA O ENSAIO DE RIANNE FERREIRA PARA O MUSA DO BRASILEIRÃO

Diante de um velho conhecido, uma festa já armada e a espera pelo fim do jejum


qui, 20/10/11
por lucasloos7 |
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Nova Zelândiz x FrançaDe um lado, a seleção da casa, considerada a mais forte da atualidade, vinda de uma campanha brilhante, com direito a vitória irretocável sobre o maior rival nas semifinais – no duelo que era considerado uma espécie de decisão antecipada, contra a Austrália – e sonhando com o fim de um jejum. Do outro, uma equipe desacreditada (que, inclusive, perdeu para os anfitriões na primeira fase, além de um outro duro revés para Tonga, equipe que sequer avançou às quartas de finais), em busca do seu primeiro título. Esta é a síntese da decisão da Copa do Mundo de Rúgbi, entre Nova Zelândia e França, que acontece neste domingo, no Eden Park, em Auckland.
Empurrado por uma população de pouco mais de quatro milhões fanáticos por rúgbi, o All Blacks chega à final com status de grande favorito. Um tropeço diante da França sequer é cogitado pelos kiwis, e a festa já está preparada. E não é pouca coisa que vem por aí. Afinal, eles encaram um jejum de 24 anos sem título na principal competição do esporte mais popular do país e têm tudo para conquistar o bi dentro de casa, após seis triunfos impecáveis nos seis jogos na competição. A conquista é uma ideia fixa na cabeça de dez em cada dez neozelandeses.
Para que não ocorra uma frustração do tamanho do mundo, o All Blacks terá que passar ainda pelos franceses. Apesar da campanha irregular do rival (com derrotas para Nova Zelândia e Tonga na primeira fase e uma classificação suada nas semis diante do azarão País de Gales), a seleção europeia não quer nem saber da festa kiwi. Espalhados por todos os lados de Auckland, os franceses fanáticos por rúgbi garantem que o esporte da bola oval é quase tão popular no país da Torre Eiffel quanto o futebol, e essa é mais uma chance que eles têm de conquistar, enfim, seu primeiro título na Copa do Mundo da modalidade.
Rivalidade de longa data no retrospecto de cada equipe
Única das grandes forças do rúgbi sem título mundial, a França já bateu na trave duas vezes: primeiramente em 1987, ano em que foi vice após perder justamente para os neozelandeses por 29 x 9, e depois em 1999, quando foi derrotada na final para a Austrália (o detalhe  é que nesse ano foi a vez de os franceses tirarem o All Blacks da competição, em duelo válido pela semifinal).
All Blacks HakaA rivalidade entre França e Nova Zelândia no esporte não para por aí. As seleções se enfrentaram também nas últimas três edições da competição (2003, 2007 e 2011), sendo que as duas primeiras resultaram em eliminação. Em 2003, os kiwis levaram a melhor no duelo pela disputa de terceiro lugar. Em seguida, foi a vez de os europeus darem o troco nas quartas de final. Os franceses, no entanto, tiveram que se contentar com o quarto lugar nesta mesma edição. Agora, por sua vez, as equipes caíram na mesma chave da primeira fase, e os neozelandeses não deram chance aos rivais.
Com isso, falta falar do desfecho de cada equipe nas Copas de 91 e 95 – únicas edições em que os rivais não estiveram frente a frente num mata-mata. No ano em que defendeu o seu único título, o All Blacks caiu nas semis e fechou a competição na terceira colocação após derrotar a Escócia, enquanto a França foi eliminada nas quartas. Em 95, a Nova Zelândia novamente foi mais longe que os rivais. O All Blacks caiu na decisão diante da África do Sul, e a França terminou como a terceira melhor.
Outras finais
Após a primeira decisão da Copa do Mundo de Rúgbi, vencida pela Nova Zelândia sobre a França, em 87, outras cinco finais puderam ser assistidas. Na primeira dessas, em 91, foi a vez de a Austrália, maior rival dos kiwis na modalidade, levantar sua primeira taça ao bater a Inglaterra por 12 x 6. A edição seguinte parou na África do Sul, em torneio que deu origem ao filme Invictus. E, como toda boa história, os donos da casa levaram a melhor, após derrotarem o All Blacks na final por 15 x 12.
A Austrália faturaria seu segundo caneco oito anos vencer pela primeira vez. A vítima da vez foi a França, que teve que contentar-se com seu segundo vice após o revés por 35 x 12. Os australianos, porém, sentiram o amargo sabor da derrota quatro anos depois, quando tombaram diante da Inglaterra na decisão de 2003: 20 x 17. Por fim, na vez em que os franceses atuaram em casa, os sul-africanos foram novamente os donos da festa: vitória por 15 x 6 sobre a Inglaterra. Agora, no entanto, é a vez de os franceses tentarem surpreender e jogar água no chope rival. Façam suas apostas.

Citado em narração no tri de Senna, Mihaly Hidasy conta histórias do piloto

Húngaro que deu bandeirada para vitória do brasileiro no GP do Brasil de
1991 viu seu nome cair na boca do povo na transmissão de Galvão Bueno

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Senna, com Ricardo Patrese e Gerhard Berger, no pódio de Interlagos em 1991 (Foto: Getty Images)Esgotado, Senna comemora a primeira vitória no
Brasil, em 1991 (Foto: Getty Images)
"Mihaly Hidasy! Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil!". Os fãs de Senna certamente não esquecem desta emocionante narração de Galvão Bueno na bandeirada final para a primeira vitória de Ayrton Senna no GP do Brasil, em 1991, importante capítulo da temporada que marcou a conquista do tricampeonato da F-1 e que completa 20 anos nesta quinta-feira.

VOANDO BAIXO: Relembre a narração de Galvão Bueno na vitória de Senna no Brasil
Foi naquela emocionante corrida que Mihaly Hidasy, diretor de provas do GP do Brasil, viu seu nome cair na boca do povo. O "húngaro mais brasileiro do mundo" - como se auto-intitula - responsável pela bandeirada para a histórica vitória de Senna, lembra com carinho daquela data.
- Sem dúvida foi o momento mais especial da minha carreira. Até hoje a bandeirada é mostrada quando se fala da história da F-1 ou de Ayrton e meus amigos sempre me ligam quando veem o lance na TV. Tinha gente que imitava o grito quando me encontrava – conta o húngaro naturalizado brasileiro, que fez amizade com o narrador Galvão Bueno em seus 30 anos de F-1.
Na ocasião, Senna liderava a corrida com 40 segundos de vantagem sobre o italiano Riccardo Patrese, da Williams, a 11 voltas do fim. Então, sua McLaren começou a ter problemas de câmbio, colocando em risco a vitória. Com muito esforço, o brasileiro completou as últimas sete voltas apenas com a sexta marcha. E a chuva no fim da corrida deu um tom ainda mais dramático ao GP.
E foram nessas últimas voltas, que Galvão, com o "coração na boca", começou a gritar: "Está chovendo! Mihaly Hidasy, acaba com isso logo", em um pedido, em vão, ao diretor de prova para que encerrasse a corrida antes do tempo. A vitória de Senna acabou vindo da mesma forma.
Mihaly Hidasy, diretor de provas do GP do Brasil de 1991 ayrton senna (Foto: Arquivo Pessoal)Mihaly Hidasy com Ayrton Senna em Interlagos (Foto: Arquivo Pessoal)
Diretor do GP do Brasil por 18 anos, Mihaly Hidasy pode se gabar de ter sido o responsável pelas bandeiradas para as duas vitórias de Ayrton Senna na Fórmula 1 no país. Além de 1991, Senna venceu em Interlagos em 1993.

- Todas as corridas têm emoções diferentes, porém ser o único a dar a bandeirada final para as vitórias de Senna no Brasil é especial. Não tenho dúvidas que ele era o melhor piloto daquela época, seguido por Alan Prost e Nigel Mansell.
Bastidores e histórias curiosas com o tricampeão Ayrton Senna
Durante o tempo que conviveu com Senna, Hidasy criou uma relação de amizade com o tricampeão mundial, mas sem deixar o profissionalismo de lado. Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, ele contou que conheceu o brasileiro ainda nos tempos de kart.
- Tinha bastante contato com Ayrton. Já o conhecia da época do kart e conversávamos muito sobre a mudança no circuito de Interlagos. Mas a relação tinha de ser profissional na Fórmula 1. Uma vez o puni no GP da Hungria, quando ele deixou o carro na entrada dos boxes e pegou o reserva - contou Mihaly, que participou efetivamente da construção do circuito de Hungaroring, na Hungria, onde trabalhou como diretor de competições e comissário desportivo por dez GPs.
Hidasy lembrou outra história com o brasileiro, desta vez no autódromo de Jacarepaguá.
- Uma vez no autódromo do Rio, Ayrton passou duas vezes pela bandeira quadriculada, o que era proibido naquela época. O chamei para a torre de controle, o adverti e brinquei perguntando se ele tinha problema de visão. No dia seguinte ele me trouxe um atestado médico do oftalmologista (risos).
Mihaly Hidasy foi 'escalado' para acabar com inimizade entre Senna e Prost (Foto: AFP)Mihaly Hidasy foi 'escalado' para acabar com a
inimizade entre Senna e Prost (Foto: AFP)
Em razão da relação próxima, mas profissional com Senna, Hidasy conta que foi escalado para tentar promover a paz entre o brasileiro e Alain Prost em 1991, que haviam se desentendido nos dois anos anteriores, quando acidentes entre os dois decidiram os títulos. Na corrida anterior, na Alemanha, eles discutiram pela imprensa após o GP.
- Na época do desentendimento entre Ayrton e Prost, no GP da Hungria, fui designado para tentar promover a paz entre os dois pilotos. Nós nos reunimos no trailer da FIA. Durante meia hora argumentei, pedi para não continuarem como inimigos. Os dois conversaram bastante e bateram um papo aparentemente amigável. Mas parece que tudo continuou na mesma, não é? - disse.
Nascido em Budapeste em 1938, Mihaly Hidasy chegou ao Brasil aos 19 anos, meses após deixar o país natal em razão dos conflitos da Revolução da Hungria, em 1956. Naturalizado brasileiro, ele tem grande identificação com o país que o acolheu.
- Completei 54 anos de Brasil em 2011. Aqui construí minha história e minha família. Considero-me o húngaro mais brasileiro do mundo – brincou.
De patrocinador de equipe de kart à diretor de prova da Fórmula 1
A entrada no automobilismo, que se tornou sua grande paixão, foi por acaso, no início da década de 1970. Mihaly relembrou um de seus primeiros contatos com o esporte.
- Comecei a frequentar um kartódromo no Recreio (bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro) e fiz amigos lá. Um dia estava assistindo a uma corrida e um piloto rodou perto de mim. Empurrei o kart para ele voltar para pista, só que na categoria dele não era permitido e ele foi desclassificado por minha culpa (risos).
Mihaly Hidasy, diretor de provas do GP do Brasil de 1991 bernie ecclestone (Foto: Arquivo Pessoal)Mihaly Hidasy, diretor de provas do GP do Brasil ao lado de Bernie Ecclestone (Foto: Arquivo Pessoal)
De espectador, Mihaly passou a patrocinar, através de sua empresa de lubrificantes, uma equipe de kart na época. Anos depois, parou com o patrocínio e começou a organizar corridas de kart. Seu envolvimento com o automobilismo foi crescendo gradativamente com o tempo. Participou da reinauguração do autódromo do Rio de Janeiro, foi chefe de boxe e depois diretor de prova de grandes competições até ser convidado para trabalhar na Fórmula 1, em 1973.
Mihaly começou como comissário e chefe de boxe do GP do Brasil. Nos dois anos seguintes foi diretor adjunto e em 1976 tornou-se diretor de prova, função que exerceu por 18 anos. Nos 30 anos de Fórmula 1, Mihaly fez muitos amigos, dentre eles o chefe comercial da categoria Bernie Ecclestone.
- No início, não o conhecia pessoalmente, apenas de nome. Uma vez na corrida de Fórmula 1 no Rio de Janeiro, Bernie queria entrar na pista com um Galaxy cinco minutos antes de começar o primeiro treino. Eu o proibi. Depois ele veio falar comigo, dizer que agi corretamente, e a partir daí nos tornamos amigos – relembra.
Mihaly Hidasy, diretor de provas do GP do Brasil de 1991 bandeirada kart volta redonda (Foto: Alex Macabú)Hidasy dirige provas de kart em Volta Redonda,
onde mora atualmente (Foto: Alex Macabú)
Aos 73 anos de idade, engana-se quem pensa que Mihaly Hidasy se afastou das pistas. Apaixonado pelo automobilismo, Hidasy costuma fazer direção de provas de kart atualmente. No fim de agosto, trabalhou na Copa Brasil de Kart Indoor, competição amadora de kart que reuniu pilotos de diversos estados do país em Volta Redonda, cidade onde mora atualmente.
- Comecei no kartismo e fico muito feliz em voltar a ter contato com ele. Foi o kart que me abriu as portas para o automobilismo – conta Mihaly, que também participou da direção de prova do Mundial de Kart amador realizado em Macaé, Rio de Janeiro, em 2009.
Morando atualmente em Volta Redonda para ficar mais próximo dos filhos, Mihaly conta já ter uma identificação especial com a cidade.
- Coincidentemente, minha chegada no Brasil foi no dia do aniversário de Volta Redonda, em 17 de julho. Esse ano recebi uma bela homenagem pelos meus 54 anos no país. Moro a alguns minutos do Kartódromo Volta Redonda. Isso me permite me manter próximo de minha paixão que é o automobilismo e fazer novos amigos – comemorou.
Mihaly Hidasy, diretor de provas do GP do Brasil de 1991 bandeirada kart volta redonda (Foto: Alex Macabú)Mihaly Hidasy foi diretor da Copa Brasil de Kart amador em Volta Redonda neste ano (Foto: Alex Macabú)