domingo, 19 de maio de 2013

UFC oficializa Aldo x Pettis e Demian x Koscheck para 3 de agosto, no Rio

Evento, que será o quarto da organização na capital carioca, marca o retorno de José Aldo ao octógono depois da vitória sobre Frankie Edgar

Por Jaraguá do Sul, SC
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O Ultimate confirmou oficialmente mais um evento para o Brasil. O UFC 163 será disputado no Rio de Janeiro, no dia 3 de agosto, e terá como luta principal a disputa do título do peso-pena entre José Aldo e Anthony Pettis. Será a quarta edição do Ultimate na capital carioca.
José Aldo (Foto: Antônio Lima/Semdej)José Aldo vai voltar a lutar depois de seis meses (Foto: Antônio Lima/Semdej)
Tanto Aldo quanto Pettis foram campeões no WEC, extinto evento absorvido pelo UFC em 2011. Porém, como a divisão do brasileiro não existia no Ultimate, ele manteve seu cinturão ao fazer a transição para a organização, e o defendeu quatro vezes desde então. Pettis aceitou fazer uma luta antes de encarar o então campeão, Frankie Edgar, e acabou derrotado por Clay Guida, por pontos. Desde então, venceu três combates seguidos e se reposicionou como desafiante número 1 ao cinturão dos pesos-leves, atualmente em posse de Benson Henderson.
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Pettis tem 16 vitórias e duas derrotas no cartel. José Aldo, por sua vez, compila 22 triunfos e apenas um revés na carreira, e está invicto em 15 lutas desde 2006.
Demian em ação também
Outra luta confirmada para o evento é o encontro dos pesos-meio-médios Demian Maia e Josh Koscheck. Demian (18-4) vem de três triunfos seguidos desde que estreou na categoria. Koscheck (17-7), participante do TUF 1, perdeu seus dois últimos combates.

Com chute espetacular, Vitor Belfort nocauteia Luke Rockhold pelo UFC

Com golpe à la Edson Barboza, lutador brasileiro cala críticos e derruba último campeão dos pesos-médios do Strikeforce, em Jaraguá do Sul

Por Jaraguá do Sul, SC
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O brasileiro Vitor Belfort ignorou todas as críticas que ouviu nos últimos meses, principalmente de seu adversário, e calou o americano Luke Rockhold com um nocaute espetacular neste sábado, no evento principal do UFC no Combate 2, em Jaraguá do Sul. O lutador carioca derrubou o último campeão peso-médio do Strikeforce com um incrível chute rodado de esquerda, que lembrou o melhor nocaute de 2012, um chute rodado de direita de Edson Barboza no UFC Rio 2.
Por meses, Belfort foi criticado por fazer uso da polêmica terapia de reposição de testosterona (TRT), o que fez Rockhold dizer que era "mais homem" que ele. O clima de tensão foi sentido por toda a semana que antecedeu o combate e ficou claro na última encarada antes da luta. Enquanto o árbitro Leon Roberts dava as últimas instruções, os dois lutadores mantiveram a distância e não quiseram tocar luvas.
UFC Vitor Belfort e Luke Rockhold (Foto: Agência Getty Images)Vitor Belfort acerta o chute rodado que nocauteou Luke Rockhold (Foto: Agência Getty Images)
Rockhold atacou primeiro, passando no vazio com um chute alto e se desequilibrando. Belfort, por sua vez, ficou na guarda com uma meia-lua. O brasileiro partiu para cima e machucou o americano com golpes em linha reta, usando a velha velocidade de suas mãos. O ex-campeão do Strikeforce aguentou bem, passou a conectar chutes e a provocar com as mãos. Belfort estudou, esperou o momento certo e acertou um espetacular chute rodado de esquerda no queixo. Rockhold despencou. Belfort não perdeu tempo e encerrou a luta com uma série de socos no chão. Foi seu segundo nocaute seguido com chute na cabeça - ele se tornou o primeiro atleta a conseguir o feito em lutas consecutivas no UFC.
- Galera, que energia! Estou agora mais forte do que era antes, estou muito feliz com essa oportunidade. Tenho um ótimo time no Blackzilians, quero agradecer a todos eles - disse o brasileiro, que não quis pedir uma luta por cinturão e ainda prometeu torcer pelo algoz Anderson Silva em mais uma defesa de cinturão em 6 de junho, no UFC 162, contra Chris Weidman.
- Eu não estou aqui para pedir lutas. Eu venço lutas. Estou feliz, vou torcer pelo Anderson Silva - afirmou, antes de mandar um último recado a Rockhold e seus detratores.
- Quando você duvida de mim, eu provo que você está errado.
Luke Rockhold foi bom esportista e admitiu a derrota.
- Tiro meu chapéu para o Vitor, ele conseguiu um chute rodado incrível. Achei que estava achando meu tempo na luta, mas ele veio com esse chute. Eu tenho que voltar à academia e treinar. Eu estava me sentindo bem e achava que poderia vencer hoje. Só posso tirar meu chapéu para o Vitor - lamentou.
Confira os resultados completos do UFC no Combate 2:
UFC no Combate 2 - Belfort x Rockhold
18 de maio de 2013, em Jaraguá do Sul (SC)
CARD PRINCIPAL
Vitor Belfort venceu Luke Rockhold por nocaute aos 2m32s do primeiro round
Ronaldo Jacaré venceu Chris Camozzi por finalização (kata-gatame) aos 3m37s do primeiro round
Rafael dos Anjos venceu Evan Dunham por decisão unânime
Rafael "Sapo" Natal venceu João Zeferino por decisão unânime
CARD PRELIMINAR
Nik Lentz venceu Hacran Dias por decisão unânime
Francisco Massaranduba venceu Mike Rio por finalização (katagatame) aos 3m08s do primeiro round
Gleison Tibau venceu John Cholish por finalização (guilhotina) aos 2m34s do segundo round
Paulo Thiago venceu Michel Trator por decisão unânime
Iuri Marajó venceu Iliarde Santos por nocaute técnico aos 2m31s do primeiro round
Fábio Maldonado venceu Roger Hollett por decisão unânime
John Lineker venceu Azamat Gashimov por nocaute técnico a 1m07s do segundo round
Jussier Formiga venceu Chris Cariaso por decisão unânime
Lucas Mineiro venceu Jeremy Larsen por nocaute aos 13s do terceiro round

Massaranduba comete gafe em SC: 'Gosto de lutar aqui ou no Brasil'

Participante da primeira edição do TUF no Brasil se confunde na hora de dar uma resposta na entrevista coletiva e arranca gargalhadas dos presentes

Por Jaraguá do Sul, SC
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Sempre irreverente e com tiradas bem-humoradas, Francisco Massaranduba fez os presentes à coletiva de imprensa do UFC no Combate 2 - Belfort x Rockhold sorrirem, mas desta vez sem ter a intenção de fazer alguma graça. Em Jaraguá do Sul (SC), local do evento deste sábado, ele foi perguntado sobre qual a diferença de lutar no Brasil e no exterior, e o piauiense se confundiu.
- Eu gosto de lutar, seja aqui ou seja no Brasil. Mas aqui é mais gostoso, entendeu? Aqui é bom, a torcida é muito quente. Não fica parada - disse Massaranduba, sendo interrompido pelas brincadeiras de algumas pessoas e por um abraço carinhoso de Vitor Belfort, que estava ao seu lado.
Na sequência, um pouco sem graça, Massaranduba se corrigiu.
- É muito gostoso lutar no Brasil.
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Ronaldo Jacaré, Francisco Massaranduba e Vitor Belfort MMA UFC (Foto: Ivan Raupp)Massaranduba (centro) arranca gargalhadas de Jacaré (esq.) e Vitor Belfort (dir.)  (Foto: Ivan Raupp)
Mais experiente e no UFC desde 2006, Gleison Tibau já lutou em diversos países e cidades diferentes. O peso-leve elogiou o apoio da torcida catarinense.
- Tem sete anos que luto no UFC, já lutei em vários estados dos EUA, e aqui não tem igual. A gente tira força não sei de onde. A energia é muito boa, só no Brasil tem isso - declarou.

Liddell critica 'superlutas' de Spider com Jon Jones ou GSP: 'Não é legal'

Ex-campeão dos pesos-meio-pesados diz que 'cada um tem sua categoria', conta que planeja abrir academia em breve e que não tem rixa com Wand

Por Jaraguá do Sul, SC
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Chuck Liddel, tradutor e Paula Sack UFC  (Foto: Ivan Raupp)Chuck Liddell (centro), seu tradutor e a repórter
Paula Sack (Foto: Ivan Raupp)
Um dos assuntos mais debatidos no mundo do MMA nos últimos anos tem sido a possibilidade, cada vez maior, de superlutas entre Anderson Silva e Georges St-Pierre e entre Anderson e Jon Jones para definir quem é o melhor lutador peso-por-peso do mundo. O ex-campeão dos pesos-meio-pesados do UFC, Chuck Liddell, porém, surpreendeu ao se posicionar contra esses duelos. O lendário lutador americano deu sua opinião sobre os duelos durante uma sessão de perguntas e respostas com o público brasileiro na Arena Jaraguá, antes da pesagem do UFC no Combate 2, na última sexta-feira.
- Essa questão de Anderson lutar com St-Pierre ou Jones não é legal. Cada um tem sua categoria de peso - disse Liddell, nadando contra a maré.
O ídolo, que fez uma pequena "turnê" por algumas cidades brasileiras em promoção do evento de sábado, foi muito aplaudido pelo público presente na Arena Jaraguá e disse que pretende abrir sua própria academia em breve. Confira as respostas do americano por tópicos:
Enfrentar Tito Ortiz de novo?
- Sempre é divertido bater no Tito. Sei como é isso. Mas infelizmente acho que não vai acontecer de novo.
Nocaute mais importante da carreira
- É difícil dizer. Acho que foi nocautear Randy Couture. O Randy nunca tinha sido nocauteado, fui o primeiro.
Decisão de se aposentar
- Falei com minha família e meus treinadores, e então fui falar com o Dana. Ele achou que eu ia pedir outra luta e ficou aliviado. Só pedi a ele para esperar três meses até anunciar, para eu poder digerir a ideia. Foi uma decisão difícil, amo lutar, mas foi a decisão certa.
Brasileiro mais casca-grossa que enfrentou
- Todos foram duros. Shogun, Wanderlei... Todos são duros. Vitor é duro, assistir às lutas dele é interessante.
Chuck Liddell Arena Jaraguá mma ufc (Foto: Ivan Raupp)Chuck Liddell assina autógrafos na Arena Jaraguá (Foto: Ivan Raupp)

Saudade do que era permitido no Pride?
- Acho que é mais um esporte de evolução. E sempre falo isso: se você quer aprender a trocar em pé, tem que impedir queda e saber levantar rápido se for quedado. Falo isso para todo striker.
Voltar a lutar?
- Acho que tomei a decisão certa. Então, não. Acho que vou ficar aposentado como estou. Percebo que todos vocês gostariam de me ver lutando de novo, mas foi a decisão correta.
Anderson Silva x Jon Jones
- Anderson sempre é perigoso. É um cruzamento interessante. Anderson é um dos meus lutadores favoritos. Acho que Jones não ia poder ficar dançando tão fácil que nem faz com os outros. Tem que levar para o chão. Só que no chão o Anderson também é bom. Jones não consegue bater forte o suficiente para ficar em pé. A única chance dele é levar para o chão e usar o wrestling. Essa questão de Anderson lutar com St-Pierre ou Jones não é legal. Cada um tem sua categoria de peso.
Rixa com Wanderlei Silva
- Sempre terei respeito pelo Wanderlei. Foi mais rivalidade porque não tínhamos a oportunidade de lutar. Ele era do Pride e eu, do UFC. Quando fui lutar contra ele, não precisei assistir a nennhum vídeo, já tinha visto todas as lutas. Sempre curti assistir às lutas dele. Nunca tive problema com ele.

Vitor diz que rival quis fazer bullying:
'Ele esqueceu que estava na selva'

Brasileiro revela que treinou o chute rodado apenas uma vez durante a sua
preparação, mas pressentiu no vestiário que golpe poderia lhe dar a vitória

Por Jaraguá do Sul, SC
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Vitor Belfort conquistou uma grande vitória ao acertar um chute rodado impressionante na cabeça de Luke Rockhold, na luta principal do "UFC no Combate 2", em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, na noite deste sábado. Foi o desfecho brilhante para uma semana tensa, em que os dois se estranharam nas encaradas. O americano não gostou do braço direito esticado do brasileiro na coletiva de imprensa. No dia seguinte, na pesagem, foi para cima e levou um empurrão. Para Belfort, a atitude de Rockhold de caminhar para a frente foi uma espécie de "bullying", e ele justificou o empurrão dizendo que o rival esqueceu que ele é o "leão da selva":
- Não dependo de encarada para me motivar. Eu sou o leão. Como você vai chegar perto da jaula do leão e ficar frente a frente com ele? Eu respeito todo mundo, não fiz nada de errado, só fiz a minha postura. Ele falou muito. Só que chegou perto de mim. Não quero que ninguém chegue perto de mim da maneira como ele chegou. Vai fazer um bullying? Eu sou contra bullying, e ele esqueceu que estava na selva - disse em entrevista ao COMBATE.COM num hotel após o evento.
UFC Vitor Belfort e Luke Rockhold (Foto: Agência Getty Images)Vitor Belfort acerta chute rodado em Luke Rockhold na Arena Jaraguá (Foto: Agência Getty Images)
O peso-médio carioca revelou ter treinado o chute rodado apenas uma vez durante todo o período de preparação para o duelo, mas que pressentiu no vestiário que o golpe poderia lhe dar a vitória. Por isso, pediu aos técnicos para fazer o movimento antes da luta.
Eu respeito todo mundo, não fiz nada de errado, só fiz a minha postura. Ele falou muito. Só que chegou perto de mim. Não quero que ninguém chegue perto de mim da maneira como ele chegou. Vai fazer um bullying? Eu sou contra bullying, e ele esqueceu que estava na selva"
Belfort, sobre empurrão em rival na pesagem
- Eu e meus treinadores temos uma conectividade muito boa, e treinamos muito esse chute no camp passado (para a luta contra Michael Bisping). Temos treinado bastante umas técnicas diferentes. Desta vez, esse chute eu só treinei um dia na academia, foi bem pouco. Estávamos focados em outras armas. Só que no vestiário eu senti. O Espírito Santo falou no meu coração: "Treina esse chute". Aí eu falei: "Henri (Hooft, treinador de striking da equipe Blackzilians), segura para mim aquele chute que a gente treinou?". Eu senti alguma coisa me falando para treinar esse chute, e treinei. Comecei a visualizar, eu visualizo muito de todas as formas. Tive confiança nisso, alguma coisa me avisando, era um foguinho dentro do meu coração. Os meus treinadores me conhecem, e quando pedi essa coisa eles me atenderam. Não sei se todos eles sentiram, mas eu senti muito forte dentro de mim, como se Deus estivesse falando: "Vitor, treina isso aí". Minha vida é fé. Se você não tiver fé, não chega a lugar nenhum.
Belfort contou ainda que o chute foi um pedido do filho Davi, de 8 anos, e elogiou o carinho da torcida que marcou presença no evento em Santa Catarina.
Vitor Belfort (Foto: Ivan Raupp)Brasileiro posa para foto em entrevista ao COMBATE.COM (Foto: Ivan Raupp)
- O Davi adora esse chute. Ele queria muito que eu nocauteasse assim, aí ficava pedindo. E eu pude dar esse chute para ele e para o Brasil inteiro. Acabei de ver o vídeo, fico até emocionado de lembrar daquela torcida. E eu, com minha idade e com tudo que já fiz pelo esporte, poder estar proporcionando e recebendo também, porque é muito carinho do povo brasileiro - disse o carioca, que está com 36 anos.
O próximo passo de Vitor agora é tirar férias, mas não por muito tempo. Ele mostrou que não pretende ficar muito tempo parado, por isso estará de volta aos treinos em duas semanas.
- Minha vida é isso, treinamento. Agora vou tirar férias, mas em duas semanas estou na academia treinando de novo. Faço isso porque amo. O Cezar (Mutante) vai lutar em agosto, o (Gilbert) Durinho, o (Andrews) Nakahara, o pessoal todo da Blackzilians vai lutar, e vou ajudar minha equipe. Ir para a academia, para mim, não é trabalho. São férias.

Dani Pedrosa supera pista molhada, vence na França e assume a liderança

Após largar mal, o pole Marc Márquez fez corrida de recuperação e termina no terceiro lugar, atrás de Cal Crutchlow. Jorge Lorenzo é o sétimo

Por SporTV.com Le Mans, França
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Apesar de fazer a segunda pole da carreira, não deu para Marc Márquez. O mais jovem piloto a vencer na Moto GP teve problemas com a chuva no circuito de Le Mans, na França. Quem não teve dificuldades com as condições do tempo foi seu compatriota Dani Pedrosa. Além do pódio, o espanhol também tirou de seu companheiro de equipe a liderança da competição (assista aos melhores momentos da corrida).
A chuva atrapalhou os pilotos, mas Pedrosa se adaptou melhor às condições da pista molhada e subiu da sexta posição para segundo logo no início da prova. O espanhol assumiu a ponta na 11ª volta e dominou a prova, completando o percurso em 49 minutos e 17 segundos.
Dani Pedrosa pódio MotoGP França (Foto: Reuters)Dani Pedrosa conquista vitória no em Le Mans (Foto: Reuters)
O segundo lugar ficou com Cal Crutchlow. O britânico, que sofreu um acidente nos treinos de sábado, conquistou a melhor posição desde que começou a disputar o mundial de motovelocidade. Marc Márquez terminou em terceiro após um início bastante complicado, em que caiu na largada para o nono lugar.
Atual campeão mundial,  Jorge Lorenzo ficou em sétimo. Já Valentino Rossi mostrou agressividade na pista molhada, mas sofreu uma queda na 18ª volta. Mesmo conseguindo retornar, terminou em 12º.
Com a vitória, Pedrosa assumiu a liderança do campeonato com 83 pontos. Marc Márquez está em segundo com 77. E Jorge Lorenzo em terceiro com 66. A próxima corrida da MotoGP acontece no circuito italiano de Mugello, no dia 2 de junho.

Ancelotti decide deixar o PSG, diz TV

Treinador anuncia intenção de deixar o clube após reunião com o dono do time francês, Nasser Al Khelaifi, e com o diretor esportivo Leonardo

Por GLOBOESPORTE.COM Paris
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Carlo Ancelotti coletiva PSG (Foto: EFE)Carlo Ancelotti coletiva PSG (Foto: EFE)
Carlo Ancelotti não será o treinador do Paris Saint-Germain na próxima temporada. Neste domingo, o treinador italiano se reuniu com o dono do clube, o catari Nasser Al Khelaifi, e com o diretor esportivo Leonardo e decidiu por não seguir no comando do PSG. A informação foi confirmada pelo canal de TV "BeIN Sport".
De acordo com o canal, que tem sede no Catar e tem os direitos do Campeonato Francês, a reunião entre o treinador e os dirigentes do PSG durou pouco mais de uma hora. O encontro selou a decisão.
Em contato com a imprensa francesa, Leonardo confirmou que o italiano quer comandar o Real Madrid na próxima temporada. Mas não adiantou se Ancelotti está realmente fora do PSG.
- Ele quer ir para o Real Madrid. Mas queremos que ele fique no PSG - disse Leonardo, em entrevista ao jornal "L'equipe".
Ancelotti chegou ao PSG em dezembro de 2011. No clube, o treinador conquistou a atual edição do Campeonato Francês. O time de Paris não levantava a competição nacional desde 1994.

Mané Garrincha passa no teste,
mas apresenta pontos falhos

Em partida inaugural, beleza e atendimento ao público no estádio agradam.
Acessos, áreas em obras e sinais de internet e telefone são os problemas

Por Fabrício Marques e Marcelo Baltar Brasília
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Quinto palco da Copa das Confederações a ser entregue, o Estádio Nacional Mané Garrincha passou no teste da inauguração, mas com ressalvas. Neste sábado, a nova arena da capital federal recebeu cerca de 20 mil pessoas para a decisão do campeonato candango (Brasiliense 3 x 0 Brasília), e o resultado apresentou mais acertos do que erros.
Há vários problemas a serem corrigidos, e o principal deles é o acesso ao estádio. Apesar de o trânsito de Brasília geralmente ser tranquilo nos fins de semana, o entorno da arena viveu um dia de muitos transtornos. As principais vias de acesso ao Mané Garrincha foram fechadas num teste de operação visando à Copa das Confederações. No entanto, o resultado foi a formação de grandes congestionamentos nas avenidas mais próximas.
MOSAICO - Estádio mané garrincha Funcionamento (Foto: Fabrício Marques)Entre acertos e erros, estádio sobreviveu ao seu primeiro evento-teste (Foto: Marcelo Baltar)
Sem poder parar os carros no entorno, os brasilienses também tiveram de andar bastante para chegar ao estádio. Ennquanto isso, o enorme estacionamento encontrava-se vazio. O governo colocou alguns coletivos para transportar o público, dos locais indicados para os veículos, até uma área mais próxima do estádio. No entanto, houve reclamações do serviço.
– Chegamos atrasados porque tivemos que andar três quilômetros para chegar. E não vi ônibus nenhum para nos trazer até aqui perto. Muito desorganizado – protestou o bombeiro Edson Alves.
O secretário extaordinário da Copa no DF, Cláudio Monteiro, admitiu o problema e prometeu ajustes para o próximo jogo.
– Foi uma das dificuldades que enfrentamos. Para o jogo do próximo domingo vamos tentar diminuir esse raio interditado – garantiu ele, referindo-se ao duelo Santos x Flamengo. A estreia das equipes no Brasileirão 2013 será o segundo evento-teste. – Mas para a Copa das Confederações terá de ser este esquema, uma vez que é exigência da Fifa.
A entrada dos torcedores no estádio foi razoavelmente tranquila. Com um público reduzido (apenas as arquibancadas inferiores e alguns camarotes foram liberados), não houve tumulto. Quem chegou cedo não teve grandes problemas. No entanto, quem só conseguiu chegar perto do horário do jogo perdeu parte do primeiro tempo de partida. Os motivos: filas para revista e passagem nas catracas.
Área interna agrada
Dentro da arena, quase tudo funcionou bem. Voluntários da Fifa e funcionários do governo do Distrito Federal procuravam o tempo todo orientar os torcedores que buscavam seus lugares. Muita gente respeitou a numeração das cadeiras, mas houve exceções.
– Hoje não tem essa de lugar marcado – gritou um torcedor, ao ser repreendido por um voluntário.
A acessibilidade também foi aprovada, mas apenas no interior do estádio, que contava com rampas e espaços reservados para cadeirantes e acompanhantes.
– Aqui dentro foi tranquilo. Usamos rampas e elevador. Também gostei do espaço adaptado. Podemos ficar junto com os outros torcedores. Mas do lado de fora, ainda há muitas dificuldades e falta de informação – avaliou a arquiteta Tassiana Casagrande, que usa cadeira de rodas.
inauguração Estádio Mané Garrincha (Foto: Marcelo Baltar)Cerca de 20 mil pessoas estiveram na partida de inauguração do estádio (Foto: Marcelo Baltar)
O serviço de alimentação foi outro ponto elogiável. A circulação de ambulantes dentro do estádio não foi permitida, mas por todos os cantos era possível ver vendedores oficiais. Não houve tumulto nos pontos de vendas de bebidas atrás das arquibancadas e nas lanchonetes. As reclamações ficavam por conta dos preços: água (R$ 3), Refrigerante (R$ 4), Cerveja (R$ 5) e pipoca (R$ 5).
– Isso é a final do Campeonato Candango, ainda não é a Copa do Mundo – reclamou um torcedor.
Também não houve problemas graves com os banheiros. Alguns ainda apresentaram falhas no acabamento, falta de água ou espaços alagados, mas a maioria funcionou bem e permaneceu limpa. Faltou tempo foi para concluir a sinalização, e em alguns casos os funcionários da limpeza tiveram ficar na porta orientando homens e mulheres para os locais certos.
Os espaços reservados para o público Vip também agradaram. Nem todos os 74 camarotes do estádio estavam com mobília completa e acabamento concluído. No entanto, convidados e autoridades desfrutaram de confortáveis áreas de circulação e visão privilegiada do campo.
Falhas no sinal e espaços ainda em obras
estádio Mané Garrincha (Foto: Marcelo Baltar)Algumas áreas do Mané Garrincha ainda estão
em obras (Foto: Marcelo Baltar)
Um ponto negativo foi a questão dos sinais de internet e telefonia móvel no estádio. Boa parte da imprensa sofreu sem conexão, enquanto muitos aparelhos de celular ficaram sem serviço.
– Trouxemos vários caminhões de operadoras para auxiliar nessa questão de internet. É difícil. É um ponto que precisa ser melhorado – reconheceu Cláudio Monteiro.
Algumas áreas do estádio também continuam claramente em obras. No entorno, era possível encontrar tapumes e máquinas. Algumas partes internas também continuam interditadas, aguardando acabamento.
Por outro lado, o ex-jogador e atual comentarista da "TV Globo" Júnior elogiou o Mané Garrincha. Segundo ele, foi ótimo trabalhar no estádio.
– Está muito bonito. Para trabalhar, até agora foi o melhor estádio dos que visitei para a Copa das Confederações  – disse Júnior, que também já esteve no Mineirão e no Maracanã, mas não na área de imprensa.
É preciso melhorar
Entre erros e acertos, o Mané Garrincha sobreviveu ao primeiro evento-teste. A meta agora é corrigir o que deu errado para a partida entre Santos e Flamengo, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, no próximo domingo. Na ocasião, o estádio receberá 70 mil pessoas.
– Sou suspeito para falar, pois sou um pai-coruja. Sei que tivemos algumas falhas, mas esse foi nosso primeiro teste. Acredito que fomos bem na questão de serviços, mas o próprio pessoal de apoio teve seu primeiro teste, e vamos melhorar. E hoje (sábado) tivemos uma singularidade. Foram dois eventos nos mesmo dia (pela manhã, a presidente Dilma Rousseff participou da inauguração oficial). Deu muito trabalho para esvaziar todo o estádio e receber um jogo na parte da tarde – disse o secretário da Secopa-DF, Cláudio Monteiro.
Brasília terá apenas um jogo na Copa das Confederações. No dia 15 de junho, a cidade recebe a abertura do torneio: Brasil x Japão. Na Copa do Mundo serão sete partidas.
Estádio mané garrincha Funcionamento (Foto: Fabrício Marques)Próximo teste do Mané Garrincha será com o jogo entre Santos e Flamengo (Foto: Marcelo Baltar)

Rui Costa vê pressão externa para saída de Luxa: 'Não partiu do Grêmio'

Dirigente afirma que comissão técnica será reavaliada em uma reunião
nesta segunda-feira. Encontro terá a presença do presidente Fábio Koff

Por GLOBOESPORTE.COM Porto Alegre
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Vanderlei Luxemburgo e Rui Costa no treino do Grêmio (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)Rui Costa poupou Luxemburgo das críticas
(Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)
A forte pressão para a demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo não encontra eco dentro do Grêmio. Ao menos essa é a avaliação do diretor executivo do clube, Rui Costa. Para ele, as especulações sobre a queda do treinador partiram de pessoas que não trabalham no Tricolor, que na última quinta-feira foi eliminado da Libertadores nas oitavas de final, com a derrota para o Santa Fé.
- Isso (demissão de Luxemburgo) é uma especulação que não teve origem no clube. É algo que surgiu na imprensa, o que é normal depois de uma desclassificação. Nunca se ouviu algum dirigente do Grêmio falando sobre isso, nunca partiu daqui. Em nenhum momento se ouviu que o trabalho do técnico estava em avaliação. É claro que todo o trabalho está em avaliação constante. Temos reuniões semanais, inclusive com a presença do Vanderlei, para avaliar elenco e desempenho. É claro que a eliminação nos impõe uma avaliação mais ampla - afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha.
Nesta segunda-feira, quando jogadores e comissão técnica se reapresentam depois da folga, uma reunião está marcada para discutir os erros do primeiro semestre. O encontro ocorre de forma rotineira, mas desta vez servirá para fazer uma avaliação mais minuciosa.
- Vamos conversar com a comissão técnica e com o presidente para que possamos ter uma análise da gestão, do futebol e também da comissão técnica. Precisamos ver o que podemos aprimorar para buscar as nossas metas para o resto do ano, que são o Brasileirão e a Copa do Brasil.
O dirigente fez elogios ao currículo de Luxemburgo e lembrou que o técnico tinha a aprovação da torcida quando a atual gestão assumiu e manteve o treinador.
- O presidente, quando renovou com o Vanderlei, fez algo em cima de uma convicção e também com um apelo da torcida, além de ser uma comissão técnica vencedora e de qualidade. Renovamos com todos que tiveram um bom desempenho no ano anterior, inclusive os jogadores, e ainda fizemos investimentos altíssimos para manter a equipe em muito bom nível - disse.
Durante todo o sábado, o presidente Fábio Koff colheu informações sobre o que ocorreu na Colômbia para tomar uma decisão. Ouviu do Conselho de Administração que a multa rescisória do técnico não impediria uma eventual demissão. O mandatário do clube, porém, irá esperar o encontro de segunda-feira para anunciar oficialmente o futuro de Luxemburgo.

Mineirinho perde final para Jordy, mas sai do Rio líder do ranking

Brasileiro buscava o bicampeonato da etapa brasileira, terceira da temporada

Por Gabriele Lomba e Leo Velasco Rio de Janeiro
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Adriano de Souza, o Mineirinho, viu o bicampeonato do Rio Pro escapar. Mas, assim como em 2011, deixou o Rio de Janeiro como líder do Circuito Mundial. Na decisão, em ondas de 1m no Postinho, na Barra da Tijuca, perdeu para o sul-africano Jordy Smith, que agora pula do sexto lugar para a vice-liderança da temporada. Foi a segunda final consecutiva do brasileiro, campeão em Bells Beach, na Austrália, há pouco mais de um mês.
Kelly Slater, vencedor na Gold Coast australiana e até então primeiro colocado, foi a primeira vítima de Mineirinho neste domingo. Com a eliminação nas quartas, o americano caiu para quarto do ranking, atrás ainda do australiano Mick Fanning, carrasco de Jordy nas semis. A próxima etapa será nas Ilhas Fiji, a partir do dia 2 de junho. De lá, o circuito segue para Bali, na Indonésia; Teahupoo, no Taiti; Trestles, nos Estados Unidos; South West Coast, na França, Cascais, em Portugal e, finalmente, Pipeline, no Havaí.
Para chegar à final, depois de passar por Slater, Mineirinho teve de superar o amigo Gabriel Medina. Uma bateria dura, com vira-vira e só decidida nos últimos segundos. Filipinho Toledo manteve-se na briga até as quartas de final, quando perdeu para Jordy.
Jordy Smith surfe Rio Pro comemoração (Foto: Daniel Smorigo / ASP)Jordy Smith comemora o título da etapa carioca do WCT (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

A bateria verde-amarela garantiu um brasileiro na final. Dois anos depois, Mineirinho voltava a decidir o título do Rio Pro. Em 2011, uma decisão contra o australiano Taj Burrow numa tarde ensolarada. Agora, um domingo nublado.
Os gritos de "Mineiro, Mineiro" se fizeram ouvir desde os primeiros segundos de bateria. O paulista do Guarujá arrancou 4,67 com um floater, rasgada e batida. Logo depois, 6,17. Jordy assustou com um 7,33, mas o troco de Mineirinho veio em seguida: 7,17.
Adriano de Souza surfe Mineirinho Rio Pro  (Foto: EFE)Mesmo com a derrota em casa, Mineirinho assumiu o topo do ranking do WCT (Foto: EFE)
Jordy precisava de 6,01. A 13 minutos do fim, tirou 8,50 para assumir a liderança. Mineirinho, que passou a precisar de 8,66, tirou uma carta da manga: uma direita, aplicando boas rasgadas. Mas Jordy remou para a onda seguinte e decolou em um aéreo. Pousou com perfeição. Mineiro levou 7,87, e Jordy, 9,30.
- A sensação é incrível. A pressão da torcida foi bem dura. Eu enfrentei dois brasileiros hoje (domingo), o Filipe Toledo e o Adriano. A cada manobra deles ouvia o pessoal gritando. Sabia que o Adriano iria apostar nos aéreos, então tinha que fazer isso também. Ele tem um dos melhores aéreos do circuito, e sabia que precisava ir alto – afirmou Jordy Smith.
Mineirinho tinha seis minutos para buscar uma nota 9,93. Na primeira tentativa tirou 8,47, trocando sua nota mais baixa. Teria de correr atrás de 9,33. Tentou um aéreo, mas não conseguiu completá-lo. Saiu da da água aplaudido e sob gritos de "Mineiro".
- Estou muito feliz de estar aqui representando o Brasil. Quero deixar claro que dei o meu sangue e o meu melhor lá dentro, pensando também na torcida. Mas quero dar o parabéns para o Jordy, que foi melhor nesses 35 minutos da final. Antes de entrar no mar, tentei pegar essa energia do povo brasileiro e levar para o mar. Foi o que aconteceu. Dei o meu melhor e estou saindo de cabeça em pé – destacou Mineiro.
Final:
Jordy Smith (AFS) 17,80 x 16,34 Adriano de Souza (BRA)
Semifinais:
Adriano de Souza (BRA) 17,64 x 17,50 Gabriel Medina (BRA)
Jordy Smith (AFS) 14,83 x 8,26 Mick Fanning (AUS)
Quartas de final:
Adriano de Souza (BRA) 15,33 x 12,30 Kelly Slater (EUA)
Gabriel Medina (BRA) 16,43 x 14,93 Adrian Buchan (AUS)
Mick Fanning (AUS) 13,37 x 12,37 Sebastian Zietz (HAV)
Jordy Smith (AFS) 17,76 x 14,07 Filipinho Toledo (BRA)

Sem trocar pneus, Ricardo Maurício vence e Rubinho faz primeiro pódio

Em dia de 'sambadinha' de Barrichello, opção de ficar na pista com pneus de chuva no asfalto seco vale vitória e liderança do campeonato ao carro 90

Por Alexander Grünwald Direto de Salvador
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A forte chuva que caiu sobre Salvador na manhã deste domingo provocou um atraso de quase uma hora na largada da quarta etapa da Stock Car, mas a espera valeu a pena para quem optou por ousar na estratégia. Largando na segunda fila, Ricardo Maurício e Rubens Barrichello apostaram nas diversas entradas do safety cara para se manterem na pista com pneus de chuva – mesmo quando o asfalto já estava completamente seco. A tática deu certo, e os dois terminaram a prova nas duas primeiras posições, com o campeão de 2008 - Ricardo Maurício - à frente. O pódio foi completado por outro piloto que brilhou na capital baiana: Thiago Camilo, que havia largado em 23º e fez exatamente o contrário dos dois primeiros. Com pneus slick, o carro 21 “voou” nas ruas do centro administrativo da Bahia e ganhou nada menos que 20 posições.
Sem vencer uma prova desde 2010, quando faturou a Corrida do Milhão, Ricardo Mauríxio, novo líder do campeonato, disse que não havia pressão por uma nova vitória na categoria. Só lamentou o pouco tempo para comemorar, já que a próxima etapa será em duas semanas, no anel externo do autódromo de Brasília.
- Nunca tive um peso nas minhas costas por ter que ganhar ou não. Esta é a décima prova que eu ganho na Stock Car, é meu sexto pódio consecutivo, contando os do ano passado. Guio em uma equipe de ponta, e algumas vezes a gente está liderando e algo acontece que nos faz perder a corrida. Mas sempre lutei pelo título, fui vice-campeão nos últimos dois anos. Era uma questão de encaixar tudo para essa vitória vir – disse Ricardo Maurício.
Barrichello e Ricardo Maurício pódio Stock Car Salvador 2 (Foto: Miguel Costa Jr. / Divulgação MF2)Barrichello e Ricardo Maurício no pódio da Stock Car em Salvador (Foto: Miguel Costa Jr. / Divulgação MF2)
Corrida teve quatro intervenções do safety car
A largada foi dada com um atraso de 50 minutos, e com o carro de segurança puxando o grid. Ele só foi aos boxes no começo da quarta volta, e foi aí que começou o duelo entre o pole Átila Abreu e o segundo colocado Allam Khodair, vencedor da prova baiana em 2012. Com a largada, começaram também as confusões sobre o asfalto molhado. Popó Bueno, que largava em nono, foi tocado por Sergio Jimenez e rodou. Max Wilson, que depois partir de oitavo já havia ganho as posições de Felipe Lapenna e Duda Pamplona, também perdeu o controle do carro.
Na nona volta, com o asfalto secando, Valdeno Brito – que vinha em décimo lugar – entrou nos boxes, mas só trocou um pneu, mantendo os compostos de chuva. Na volta seguinte, Patrick Gonçalves, único baiano da categoria, passou reto e bateu na curva da balança. Oportunidade de ouro para Max Wilson, que havia entrado exatamente naquela volta para colocar pneus para pista seca. Como a batida de Patrick exigiu a entrada do safety car, diversos carros optaram por trocar pneus, o que deu a liderança a Ricardo Maurício, à frente de Rubens Barrichello e Rafa Matos.
De volta à pista com os pneus ainda frios, Khodair perdeu o ponto de freada e acertou uma barreira, perdendo diversas posições e avariando seu carro. Mas a bandeira verde durou pouco: envolvido em toques em disputas por posições, Julio Campos parou na reta principal, provocando a terceira intervenção do safety car e juntando os carros mais uma vez. A relargada foi dada a cerca de dez minutos para o fim do tempo regulamentar de 40 minutos.
Ricardo Maurício pódio Stock Car Salvador (Foto: Duda Bairros / Stock Car)Ricardo Maurício comemora com a equipe a vitória em Salvador (Foto: Duda Bairros / Stock Car)
Àquela altura, Thiago Camilo era o melhor entre os que haviam trocado pneus, em 13º, logo à frente de Cacá Bueno. Com os compostos mais adequados, ambos ganharam muitas posições e já estavam respectivamente em quatro e quinto lugares quando ocorreu a quarta entrada do safety car, em decorrência da batida de Ricardo Zonta no muro.
Motivo de alívio para Ricardinho, Barrichello e Rafa Matos. Afinal, o ritmo mais lento poupava seus pneus de chuva, já muito desgastados no asfalto seco. E, com o cronômetro correndo, só haveria tempo para mais uma volta.
Com a bandeira verde, veio mais emoção: os três primeiros colocados foram muito pressionados por Thiago e Cacá. Ambos superaram Rafa Matos, e assim o piloto do carro 21 garantiu um lugar no pódio, passando a meio carro de Rubinho na linha de chegada. Ricardo Maurício conquistou sua primeira vitória em três anos e se tornou o novo líder do campeonato.
Veja o resultado da quarta etapa da temporada 2013 da Stock Car, em Salvaddor:
1. Ricardo Maurício – carro 90 da RC
2. Rubens Barrichello – carro 111 da Full Time
3. Thiago Camilo – carro 21 da RCM
4. Cacá Bueno – carro 0 da RBR Mattheis
5. Átila Abreu – carro 51 da AMG
6. Max Wilson – carro 90 da RC
7. Nonô Figueiredo, carro 11 da AMG
8. Marcos Gomes – carro 80 da Carlos Alves
9. Sergio Jimenez – carro 73 da VS Racing
10. Luciano Burti – carro 14 da Boettger
11. Popó Bueno, carro 74 da A. Mattheis
12. Felipe Lapenna – carro 27 da Cavaleiro Racing
13. Duda Pamplona – carro 23 da ProGP
14. Daniel Serra – carro 29 da RBR Mattheis
15. Galid Osman – carro 28 da RCM
16. Tuka Rocha – carro 25 da RZ Motorsport
17. Alceu Feldmann – carro 82 da Full Time
18. Fábio Fogaça – carro 72 da Vogel
19. Allam Khodair – carro 18 da Vogel
20. Vitor Genz – carro 46 da Gramacho Racing
21. Rodrigo Sperafico, carro 19 da Mico’s Racing
22. Diego Nunes – carro 70 da Bassani Racing
23. Lico Kaesemodel – carro 63 da Boettger.
24. Wellington Justino – carro 26 da Hot Car
25. Beto Cavaleiro – carro 7 da Cavaleiro Racing
26. Rafa Matos – carro 2 da Hot Car
27. Valdeno Brito – carro 77 da A. Mattheis
Não completaram
Ricardo Zonta – carro 10 da RZ Motorsport
David Muffato – carro 35 da Carlos Alves
Rodrigo Pimenta – carro 3 da Gramacho Racing
Denis Navarro, carro 5 da VS Racing
Júlio Campos – carro 4 da Mico’s Racing
Ricardo Sperafico – carro 20 da ProGP
Patrick Gonçalves – carro 8 da Bassani Racing

Carreira, família, fortuna, Ronaldo
e Neymar: Beckham abre o jogo

Antes de anunciar a aposentadoria, inglês deu ao 'Esporte Espetacular' a
sua última exclusiva como jogador. E ele para tendo realizado os sonhos

Por GLOBOESPORTE.COM Paris, França
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Em sua última entrevista antes de anunciar que deixaria os gramados, David Beckham falou ao "Esporte Espetacular" sobre futebol, carreira, família e os craques brasileiros Neymar e Lucas. Jogador mais bem pago do mundo, ganhando o equivalente a R$ 97 milhões por ano, o inglês diz ser uma pessoa "simples". Mas afinal, quem é David Robert Joseph Beckham?
– Ah, é uma pessoa normal do leste de Londres. Alguém que ama jogar futebol, que tinha o sonho de jogar pelo Manchester United e pela seleção inglesa. É uma pessoa apaixonada pela bola, pela família e pelos amigos. Uma pessoa que deseja continuar amando o futebol, como amou nos últimos 30 anos. Simples assim – disse o meia.
Bem-humorado, Beckham explica que tenta passar essa simplicidade aos quatro filhos. As regras em casa são rígidas, e o dinheiro não é dado com facilidade para os herdeiros, frutos do casamento com Victoria Beckham, ex-cantora do grupo Spice Girls.
Tive muita sorte na carreira, ganhei muito dinheiro. Hoje estou numa posição na qual posso fazer o que quiser com meu salário"
Beckham
- Toda semana eles têm que fazer a própria cama, colocar a roupa suja na máquina de lavar. Se não fizerem isso, não ganham mesada. No fim da semana, recebem dez libras (cerca de R$ 30) se cumprirem suas obrigações. Se não, eles não ganham nada.
A disciplina rigorosa faz parte da experiência de quem começou a ter responsabilidade com 15 anos, quando chegou ao poderoso Manchester United. E foi lá que começou a relação entre ele e o treinador mais importante da história do clube inglês: Alex Ferguson.
- A filosofia do Ferguson sempre foi a seguinte: você trabalha duro para chegar onde quer. E eu adotei essa mentalidade. Sempre fui o primeiro a chegar ao treino e o último a ir embora.
O talento precoce logo virou ídolo e mostrou que queria deixar sua marca. Em 1999, ele conquistou o Campeonato Inglês, a Copa da Inglaterra, a Liga dos Campeões e o Mundial - este último, em decisão contra o Palmeiras.
Fora de campo, Beckham também fazia muito sucesso com os penteados estilosos. A grande preocupação com o visual lhe rendeu mais um título: símbolo sexual. No entanto, o inglês diz não ser vaidoso, muito menos se considera um dos homens mais bonitos do mundo.
- Não, de jeito algum. Mas é um orgulho enorme ser visto assim. Para mim, o mais importante é ser visto como um grande jogador. Mas é uma honra ser admirado por vários pontos de vista.
O ídolo também é fã
Em 2003, Beckham foi contratado pelo Real Madrid, por cerca de R$ 120 milhões, para jogar ao lado de pessoas que admirava muito.
- Eu queria jogar ao lado de Zidane, Ronaldo e Roberto Carlos. Queria estar no mesmo time desses caras. Foi um sonho pra mim. Foi uma honra treinar e jogar com Ronaldo. Ver o jeito como ele jogava, ver a alegria com que atuava. Foi incrível. Roberto e Ronaldo tornaram-se grandes amigos. São pessoas incríveis. Sempre agradeci a eles e continuo agradecendo até hoje, pela forma como sempre me trataram, por tê-los visto jogar.
Beckham no Esporte Espetacular4 (Foto: Jefferson Rodrigues / TV Globo)Beckham fala com exclusividade ao Esporte
Espetacular (Foto: Jefferson Rodrigues / TV Globo)
Hoje, o meia inglês se prepara para se juntar ao time dos amigos aposentados e apreciar os novos talentos brasileiros, como Neymar.
- Eu o encontrei uma vez apenas, e ele fez algo muito especial para mim recentemente. Meu filho mais velho é um grande fã do Neymar. E por sorte eu consegui uma camisa autografada dele, que ele mesmo enviou. E ainda gravou um vídeo dizendo: “Parabéns, Brooklin”. Quando as pessoas fazem isso para crianças, provam que são muito especiais. E, claro, Neymar é um dos melhores jogadores da atualidade.
No início deste ano, Beckham chegou ao Paris Saint-Germain como o jogador mais valioso do mundo. Mas o investimento valeu a pena: na loja oficial do clube, os objetos e roupas com o nome e a imagens do craque são os mais procurados.
Com propagandas, vendas de produtos e salários, o jogador recebe R$ 8 milhões por mês. Sua fortuna é estimada em R$ 610 milhões. Tanto dinheiro deu ao inglês a possibilidade de fazer ações beneficentes, como ajudar crianças carentes.
- Tive muita sorte na carreira, ganhei muito dinheiro. Hoje estou numa posição na qual posso fazer o que quiser com meu salário. Sinto uma coisa muito especial quando faço isso, e com certeza as crianças carentes de Paris vão ficar mais felizes.
São por atitudes como essas, pelo talento com a bola e pelo sucesso como garoto-propaganda que o astro é admirado por jogadores, treinadores e milhares de fãs. Prova disso foi o seu adeus ao PSG no sábado, com a vitória por 3 a 1 sobre o Brest. O inglês chorou ao deixar o campo, foi ovacionado pelos torcedores e ganhou um mimo destinado a técnicos campeões: foi jogado para o alto pelos companheiros. David Beckham se aposenta com lugar cativo na história do futebol mundial.
Beckham no Esporte Espetacular2 (Foto: Jefferson Rodrigues / TV Globo)A fortuna do craque é estimada em R$ 610  milhões (Foto: Jefferson Rodrigues / TV Globo)