quinta-feira, 6 de junho de 2013

Thiago Silva declara guerra a Feijão: 'É um idiota, muito pequeno para mim'

Peso-meio-pesado diz que tentou ser cordial com compatriota antes da
luta, mas que adversário está se sentindo 'estrela de Hollywood'

Por Fortaleza
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lutador Thiago Silva MMA (Foto: Reprodução / Twitter)Thiago Silva (foto) está na antepenúltima luta da
noite em Fortaleza (Foto: Reprodução / Twitter)
A suposta amizade entre Thiago Silva e Rafael Feijão, adversários no TUF Brasil 2 Finale deste sábado, rapidamente se transformou numa rivalidade e evoluiu a uma guerra declarada. Silva havia dito que Feijão era um amigo, mas após ser desmentido pelo conterrâneo paulista, ficou irritado e prometeu enchê-lo de tapas. Agora, mesmo hospedado no mesmo hotel em Fortaleza, o peso-meio-pesado não quer nem cruzar o caminho do adversário.
- Ainda bem que não (vi), graças a Deus não, porque eu nem quero ver esse bostão, esse cara é um idiota pra mim. Nem quero encontrar. Se a gente se encontrar, eu nem vou olhar na cara dele, Ele é muito pequeno pra mim - disse o paulista da equipe Blackzilians.
O próprio Thiago Silva admitiu que sua afirmativa de que era amigo de Feijão foi mais um gesto de educação. Porém, não gostou do que leu do lutador da Team Nogueira em entrevista ao Combate.com e repetiu o discurso do adversário.
- Não sou amigo do Feijão, não. Somos conhecidos. Tentei ser cordial com ele, mas ele andou trocando farpas nas outras entrevistas, dizendo que não é meu amigo... Eu tinha um respeito por ele, como pessoa, a gente nunca foi amigo bem íntimo, mas eu tinha uma amizade com ele sim, de conhecer, de conversar. Mas acho que ele está se achando muito estrela de Hollywood, porque eu não dou muita entrevista, e está todo mundo vindo atrás dele... Vamos ver no sábado à noite, quando eu encher a cara dele de tapa que nem fiz com o Brandon Vera, como ele vai se comportar - declarou.
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O canal Combate e o Combate.com transmitem ao vivo a pesagem do TUF Brasil 2 Finale na próxima sexta-feira, às 16h (de Brasília), na íntegra. No sábado, o Combate transmite ao vivo e na íntegra, direto de Fortaleza, o TUF Brasil 2 Finale, a partir de 17h. O Combate.com fará a cobertura de todo o evento em Tempo Real, transmitindo a primeira luta do card preliminar, entre Antônio Braga Neto e Anthony Smith. A TV Globo transmitirá ao vivo as duas últimas lutas a partir de 23h20m, após o Zorra Total, com narração de Sérgio Maurício e comentários de Junior Cigano.
TUF Brasil 2 Finale
8 de junho de 2013, em Fortaleza
CARD PRINCIPAL
Rodrigo Minotauro x Fabricio Werdum
William Patolino x Léo Santos
Thiago Silva x Rafael Feijão
Daniel Sarafian x Eddie Mendez
Erick Silva x Jason High
Rony Jason x Mike Wilkinson
CARD PRELIMINAR
Raphael Assunção x Vaughan Lee
Ronny Markes x Derek Brunson
Godofredo Pepey x Felipe Arantes
Ildemar Marajó x Leandro Buscapé
Rodrigo Damm x Mizuto Hirota
Caio Magalhães x Karlos Vemola
Antônio Braga Neto x Anthony Smith
De pênalti, Cruzeiro bate Corinthians e assume a liderança do Brasileirão
Dagoberto faz gol decisivo nos minutos finais e dá justo triunfo à equipe celeste. Timão esbarra em gols perdidos de Pato e inspiração de Fábio
 
 
DESTAQUES DO JOGO
  • lance capital
    39 do 2º tempo

    Dagoberto converte pênalti, com chute rasteiro, no canto direito de Cássio, e decreta a vitória cruzeirense em Sete Lagoas.
  • muralha
    Fábio

    No primeiro tempo, foi o grande responsável por segurar o ataque corintiano. Em três duelos com Pato, três grandes defesas.
  • como fica?
    Vários líderes

    Seis times têm sete pontos: Cruzeiro, São Paulo, Vitória, Grêmio, Botafogo e Bahia. Mas a Raposa leva a melhor nos critérios de desempate.
A CRÔNICA
por Diego Ribeiro
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Cruzeiro e Corinthians entraram na quarta rodada do Campeonato Brasileiro com chances de liderança da tabela da competição. Sem um futebol convincente, porém, foi difícil achar uma jogada que resultasse em gol. Só de pênalti. Graças à insistência celeste e à competência de Dagoberto numa penalidade máxima, o Cruzeiro fez 1 a 0 na noite desta quarta-feira, em Sete Lagoas, e assumiu a ponta por ter maior número de gols marcados – nove, contra sete do São Paulo. Outros quatro times (Vitória, Grêmio, Botafogo e Bahia) também têm sete pontos.
A volta do Cruzeiro à Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, foi na medida. Após mais de um ano afastado do estádio, o time celeste deu um presente à torcida que lotou o local e fez muita festa, apesar de alguns momentos de protestos contra o técnico Marcelo Oliveira. Ao menos por enquanto, o time está cumprindo seu objetivo: ficar no grupo dos classificados para a Taça Libertadores.
Objetivo que o Corinthians também tinha, mas não consegue alcançar por causa de um futebol burocrático, sem a mesma eficiência de antes. Com cinco pontos, o Timão já não pode mais tornar realidade sua meta para as primeiras cinco rodadas – eram 10 pontos nos planos.
  •  
Dagoberto, Cruzeiro x Corinthians (Foto: Washington Alves/Vipcomm)Dagoberto, do Cruzeiro, em lance com Fábio Santos, do Corinthians (Foto: Washington Alves/Vipcomm)
Nem Pato, nem Mito. Deu ídolo
O Cruzeiro controlou a posse de bola por quase todo o primeiro tempo, mas não teve chances claras de gol. Tocou, tocou, tocou, e na hora de chegar perto do gol de Cássio, os zagueiros corintianos salvaram - ou a equipe celeste tropeçava nos próprios erros de passes. Marcelo Oliveira ainda teve de fazer uma troca logo no início: Ceará, machucado, deu lugar a Mayke. Mesmo consciente, o bom time do Cruzeiro não traduziu o toque de bola de Diego Souza, Everton Ribeiro e Dagoberto em oportunidades reais.
Todos os grandes lances passaram pelos mesmos pés – todos eles bem longe do gol defendido por Cássio. Lá do outro lado do campo, três protagonistas se encontraram. Alexandre Pato, Dedé e Fábio, quase sempre juntos, em quatro diferentes cenas com o mesmo final feliz para o goleiro cruzeirense.
Pato vive um incômodo jejum de gols que chega agora a oito jogos. Sem Guerrero, infiltrou-se como centroavante e aterrorizou Dedé, provocando pelo menos duas falhas grotescas do zagueiro chamado de Mito pela torcida celeste – e anteriormente pela vascaína. O corintiano sempre levou vantagem sobre o beque rival.
O problema é que passar por Dedé não era suficiente. Primeiro, bola enfiada por Emerson, chute cruzado, defesa de Fábio. Minutos depois, lançamento em profundidade, matada com estilo no peito, defesaça de Fábio. No fim, falha da zaga cruzeirense, bola limpa para Pato, intervenção milagrosa de Fábio. Sem contar uma bola para fora, de pé esquerdo, também livre na grande área. Entre o Pato e o Mito, melhor mesmo para o goleiro, ídolo e capitão do Cruzeiro.
Leandro Guerreiro Emerson Sheik, Cruzeiro x Corinthians (Foto: Washington Alves/Vipcomm)Leandro Guerreiro disputa com Emerson Sheik
(Foto: Washington Alves/Vipcomm)
Jogo arrastado e pênalti decisivo
No primeiro tempo, ao menos, o Corinthians criava chances de gol. No segundo, só o Cruzeiro mostrou disposição em buscar a vitória, mesmo com a impaciência da torcida local, que lotou a Arena do Jacaré. A cada erro ofensivo, um apupo, uma vaia, quase sempre contra o técnico Marcelo Oliveira. Quando ele trocou Anselmo Ramon por Luan, alguns protestos puderam ser ouvidos.
Perigo, mesmo, só na bola aérea. Dedé, agora mais tranquilo, foi quem chegou mais perto do gol – uma cabeçada à direita do gol de Cássio, aos cinco minutos. Depois, o toque de bola, mais uma vez, não foi traduzido em chances real de gol.
Após os 30, a pressão aumentou. A cobrança de falta de Dagoberto raspou a trave de Cássio. Três minutos depois, Elber teve chance quase na pequena área, ajeitou, mas soltou a bomba nas arquibancadas. A paciência da torcida celeste foi embora, mas só até os 37: o mesmo Elber sofreu pênalti claro de Fábio Santos. Dagoberto bateu com tranquilidade, no canto direito de Cássio: 1 a 0.
Tite mexeu pouco no Corinthians - colocou apenas Romarinho na vaga de Douglas, para tentar dar velocidade ao meio-campo. Nada que mudasse o destino de um jogo arrastado, enfadonho, duro de assistir. Um 0 a 0 era até merecido, mas o Cruzeiro foi premiado pela insistência. O Timão, mais uma vez, mostrou que é apenas sombra daquele forte elenco campeão mundial.
Dagoberto, Cruzeiro x Corinthians (Foto: Washington Alves/Vipcomm)Dagoberto comemora gol do Cruzeiro sobre o Corinthians (Foto: Washington Alves/Vipcomm)
Náutico vence a primeira no Brasileiro e enterra o Flamengo
Rogério faz o gol da vitória em Florianópolis e tira o Timbu da zona de rebaixamento. Ainda sem vencer, Rubro-Negro é penúltimo na tabela
 
DESTAQUES DO JOGO
  • estatísticas
    passes errados
    O jogo teve média de quase um passe errado por minuto: foram 85. O Flamengo foi responsável por 49, e o Náutico, por 36. Renato Santos errou sete.
  • deu certo
    marcação
    O Náutico conseguiu anular  jogadas do Flamengo. Teve 24 roubadas de bolas (contra 12 do adversário) e 39 desarmes (contra 23 dos cariocas).
  • deu errado
    armação
    O Fla teve três volantes e três atacantes. Resultado: apostou em lances de linha de fundo, mas sem ser incisivo. Cruzou 39 bolas na área.
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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O Náutico se defendeu bravamente e conseguiu aproveitar uma das poucas chances que teve para arrancar na raça uma vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo em Florianópolis, pela quarta rodada do Brasileiro. Assim, o time quebra um jejum de seis jogos contra o Rubro-Negro (a última vitória havia sido em 2007, nos Aflitos), conquista sua primeira vitória na competição e se coloca fora da zona de rebaixamento, em 16º lugar com quatro pontos. Rogério marcou o gol, aos 37 minutos do segundo tempo, diante de 5.033 pagantes (5.241 presentes), para uma renda de R$ 263.189.
Do lado rubro-negro, mais preocupante do que os resultados é a atitude do time e a total falta de capacidade de se impor em campo, mesmo diante de rivais de baixa qualidade técnica. O time  segue sem vencer no nacional e está na penúltima colocação, com apenas dois pontos ganhos. O Flamengo já enfrentou três dos outros cinco times que estão nas últimas posições na tabela (Náutico, Ponte Preta e Santos) e não ganhou de nenhum deles.
- Estamos jogando bem independentemente da formação, mas não estamos conseguindo fazer os gols. Não tem explicação. Os times vêm fechados, e não conseguimos superar isso. Precisamos esquecer essa pressão e ganhar os jogos - afirmou Luiz Antonio.
Os cariocas fazem uma última partida pelo Brasileiro, antes da paralisação em razão da Copa das Confederações, diante do Criciúma, no sábado, às 16h20m, no estádio Heriberto Hülse. Já o Náutico joga novamente fora de casa, desta vez contra o Coritiba, no domingo, às 18h30m, no Couto Pereira.
- Jogamos bem e fizemos o que o Levi (Gomes) pediu. Conseguimos a vitória com determinação - afirmou o atacante Rogério na saída de campo no Scarpelli.
João Paulo jogo Flamengo contra Náutico (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)O lateral-esquerdo João Paulo recebe forte marcação do Náutico (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
O técnico Jorginho vive uma situação complicada. Seu único armador mais clássico, Carlos Eduardo, não consegue render. Sem ele, o meio-campo se enche de volantes, o que se traduz em menos criatividade e velocidade. Com três atacantes, o time deveria ser agudo, mas Rafinha, Gabriel e Paulinho não emplacam, e os centroavantes sofrem. Em quatro jogos, são quatro escalações diferentes, e o time não se encaixa.
Insistência pelo meio atrapalha o Fla
Contra o Náutico, o treinador sacou Carlos Eduardo e Gabriel e voltou com Renato e Rafinha. Assim, Elias ganhou mais liberdade para aparecer como elemento surpresa, como na primeira boa chance rubro-negra, na qual o volante fez boa jogada com Léo Moura, e Hernane desperdiçou, logo aos sete minutos. Pouco depois, o próprio Elias concluiu com perigo, para fora. O Náutico, muito limitado tecnicamente, justificava sua posição na tabela e, recuado, basicamente se defendia.
Pouco inteligente, no entanto, o Rubro-Negro mais uma vez empacava diante de um sistema de marcação mais postado. O time insistia nas bolas pelo meio, facilitando o trabalho da zaga pernambucana. A posse de bola era toda do Flamengo (64% contra 36% no primeiro tempo), e o Náutico pouco ameaçava - ainda assim, a superioridade não era tão clara. Tanto que a chance mais perigosa foi do Timbu, em contra-ataque de Jones Carioca que Felipe salvou com o pé. No fim da primeira etapa, o Flamengo até ensaiou uma pressão, mas não impediu as fortes vaias no intervalo.
Hernane perde chance; Rogério não perdoa
O panorama seguiu complicado para o Rubro-Negro no segundo tempo. Lento e sem inspiração, o time mal chegava ao gol de Gideão. Diante da inércia, Jorginho lançou Val e Gabriel no lugar de Rafinha e Paulinho. Impaciente, a torcida vaiou forte, e gritos de "burro" ecoaram no Orlando Scarpelli. Os catarinenses até tentavam empurrar a equipe, mas o que era apresentado em campo esfriava qualquer entusiasmo.
Quando a situação é difícil, é fundamental aproveitar as poucas oportunidades que aparecem. Mesmo desordenado, o Flamengo teve uma excelente chance de abrir o placar. Mas Hernane conseguiu furar uma cabeçada quase na pequena área, sozinho, de frente para o goleiro. Depois, ele saiu para entrada de Adryan, deixando o time sem uma referência na área. Rogério teve uma oportunidade semelhante, não perdoou e abriu o placar depois de cruzamento de Hugo. A torcida foi ao desespero, e o Flamengo também. Renato foi expulso e o Timbu conseguiu segurar um resultado muito comemorado pelos jogadores.
 
Com dois de Fernandão, Bahia vira sobre o Botafogo e encosta no G-4
Na despedida do Batistão, em Aracaju, Tricolor de Aço vence por 2 a 1 e tira invencibilidade do Alvinegro, que perde a oportunidade de se tornar líder
 
 
DESTAQUES DO JOGO
  • deu certo
    Potita
    O atacante entrou improvisado na meia numa alteração forçada em lesão de Marquinhos. E foi bem: participou do primeiro gol e deu o passe para o segundo
  • lance capital
    25 do 1º tempo
    Quando vencia por 1 a 0, o Botafogo teve a chance de fazer o segundo gol e ficar confortável, mas o chute de Fellype Gabriel carimbou o travessão.
  • estatísticas
    domínio em vão
    O Botafogo teve mais posse de bola (56%) e finalizou 12 vezes, uma a mais que o Bahia. Mas criou só duas chances reais de gol contra seis do adversário.
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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Com a derrota do São Paulo no início da noite desta quarta-feira, a notícia de que o Botafogo poderia assumir a liderança isolada do Campeonato Brasileiro deve ter chegado aos jogadores ainda no vestiário. Mas o que era para servir de ânimo acabou tendo um efeito contrário. Nervoso, o Alvinegro se tornou a nova vítima do empolgado Bahia. Após surpreender o campeão gaúcho fora de casa, o Tricolor de Aço ganhou do campeão carioca por 2 a 1, de virada, no gramado irregular do Batistão, em Aracaju. Chegou ao sexto lugar com sete pontos, mesma pontuação de todos no G-4, e de quebra tirou a invencibilidade de 19 jogos do adversário, que terminou a rodada na quinta posição.
Vitinho marcou seu primeiro gol na competição e por um momento deixou o Botafogo líder. Mas Fernandão, autor dos dois gols da virada, tornou-se o carrasco dos cariocas e o herói do Bahia. O atacante deixou o campo no segundo tempo muito aplaudido por parte dos 13.759 torcedores pagantes que foram à despedida do Batistão. O estádio agora será fechado para uma ampla reforma, orçada em R$ 15 milhões e com duração prevista de 18 meses. A renda da partida foi de R$ 386.300,00.
- Nós queremos (vencer) em casa. Queremos a torcida junto. Queremos voltar com a Fonte Nova lotada e a torcida empurrando - comemorou Cristóvão Borges, numa espécie de desabafo contra a conturbada relação que a torcida criou com o time após o estadual, mas sem se ater ao fato de que o Bahia vai jogar fora de casa na próxima rodada.
Apesar do retorno deFellype Gabriel, recuperado de dores na coxa, o Botafogo sentiu a falta de Lodeiro, convocado para a seleção do Uruguai para a Copa das Confederações. A ausência do meia, autor dos dois gols na vitória sobre o Cruzeiro, parece ter sido o suficiente para desentrosar a equipe.
- Começamos bem, mas a gente começa a dar chutão e perde a característica. Perdemos por nossa culpa. O Bahia não fez nada assim. A gente tem que manter nosso padrão - criticou Seedorf.
Fernandão, Bahia x Botafogo (Foto: Jorge Henrique/Agência Estado)Fernandão, em dois erros do Botafogo, virou o herói do Bahia (Foto: Jorge Henrique/Agência Estado)
Na próxima rodada, o Botafogo volta a ser visitante contra a Ponte Preta, sábado, às 21h (de Brasília), no Moisés Lucarelli. No mesmo dia, mas às 18h30m, o Bahia vai a Volta Redonda, no Rio de Janeiro, encarar o Vasco no Raulino de Oliveira.
Goleiros falham, atacantes agradecem
Contra o Botafogo, o Bahia não repetiu a tática de jogar nos contra-ataques, que funcionou na vitória fora de casa sobre o Internacional. E nem teve chance para tanto. Logo nos primeiros minutos, Vitinho arriscou de muito longe, Marcelo Lomba chegou na bola mas aceitou, e o Alvinegro pulou à frente do placar. O resultado obrigou o Tricolor a sair para o ataque, só que Fernandão ficava isolado entre os zagueiros e era facilmente desarmado, e Ryder tentava explorar as costas de Lucas mas não conseguia finalizar. Estava difícil. O único lance de perigo foi na bola aérea, mas Diones cabeceou em cima de Renan.
Enquanto isso, o segundo gol do Botafogo quase pintou com Fellype Gabriel, que concluiu um cruzamento de Julio Cesar no travessão. O meia também reclamou de pênalti após falha de Titi na zaga, mas o juiz nada marcou. Até que uma substituição forçada acabou sendo a solução para o Bahia. Marquinhos Gabriel se lesionou, e Cristóvão lançou Potita no jogo. Num raro ataque que o time conseguiu com quatro jogadores, o meia-atacante recebeu na entrada da área e chutou forte. Renan bateu-roupa, e Fernandão escorou o rebote para empatar.
Em fogo-amigo de Fellype Gabriel, Fernandão vira herói
O gol no fim do primeiro tempo reanimou o Bahia, que voltou melhor para a etapa final. E nem precisou jogar no contra-ataque. O time continuou no ataque, e Fernandão seguiu levando perigo. Numa tentativa de antecipar o passe, Antônio Carlos falhou e deixou o atacante na cara de Renan, mas o chute foi na rede pelo lado de fora. Mas o erro de Fellype Gabriel custou mais caro. Ao recuar a bola para o campo de defesa, jogou de presente para o camisa 9, que dessa vez não desperdiçou e virou o jogo para o Tricolor. Cansado, o artilheiro do jogo deixou o campo aplaudido logo depois.
E quem entrou foi Souza, atacante que ficou marcado por provocações ao Botafogo desde a época em que defendia o Flamengo. Recuperado de um estiramento na coxa, ele também teve a chance de voltar a ser carrasco do Alvinegro ao sair na cara do gol, mas o chute foi em cima de Renan. Com Seedorf apagado, Oswaldo de Oliveira foi para o tudo ou nada: tirou Vitinho e Fellype Gabriel para as entradas de Andrezinho e Bruno Mendes. No último minuto, o atacante - que já foi xodó no ano passado e convive com a reserva em 2013 - teve a chance de igualar tudo novamente, mas a finalização na pequena área raspou a trave esquerda de Marcelo Lomba e foi para fora. Alívio da torcida na Bahia e em Aracaju.
Vasco supera o Atlético-MG em Volta Redonda e se reabilita no Brasileirão
Com gols de Alisson e Abuda, time carioca fica a um ponto do seis primeiros colocados e deixa o Galo, desfalcado, na última posição da competição
 
DESTAQUES DO JOGO
  • estatísticas
    finalizações
    Os goleiros foram exigidos. Michel Alves fez cinco defesas difíceis nas 16 finalizações do Galo. E Victor fez quatro nas dez conclusões do Vasco.
  • a volta
    Carlos Alberto
    O meia voltou após dois meses e uma absolvição por doping. Começou elétrico, acertando dribles, e saiu no segundo tempo, cansado.
  • deu errado
    volantes
    Sem quatro titulares, Cuca escalou três volantes (Pierre, Donizete e Josué) e recuou Guilherme para o meio. O time sentiu falta de um armador.
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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A casa era alugada, mas serviu muito bem para a reabilitação do Vasco. Após duas derrotas longe do Rio no Campeonato Brasileiro, o time voltou a vencer ao fazer 2 a 0 sobre o Atlético-MG, na noite desta quarta-feira, em Volta Redonda, já que São Januário foi cedido à Fifa para a Copa das Confederações. O Galo, desfalcado de quatro titulares (Réver, Bernard, Ronaldinho e Tardelli), pressionou no fim da partida, mas não foi capaz de empatar e pecou pela falta de eficiência ao longo dos 90 minutos. Os gols foram marcados pelo ex-cruzeirense Alisson e, já nos acréscimos, pelo volante Abuda.
Aliás, não faltou motivação para a recuperação dos cariocas, que tiveram relacionados cinco jogadores com passagem pela Raposa: Sandro Silva, Wendel, Pedro Ken, Alisson e o reserva Thiaguinho - os três últimos emprestados pelo arquirrival do time de Cuca. O público no Raulino de Oliveira foi pequeno, refletindo o mau momento do Vasco. Somente 1.601 pagaram ingresso (2.744 presentes), para uma renda de R$ 30.770.
Com o resultado, o Vasco saltou da 13ª para a nona posição, com seis pontos, um a menos do que todos os seis primeiros colocados, que estão empatados. Enfrenta o Bahia no sábado, novamente no Raulino, às 18h30m. Já o Atlético-MG, que prioriza a Libertadores e vem poupando alguns destaques, amarga a lanterna, com um ponto, mas um jogo a menos do que a maioria dos concorrentes. Encara o Grêmio, às 18h30m de domingo, na Arena do Jacaré.
Eufórico, o meia Alisson disse que a equipe ainda vai evoluir na competição.
- Fico feliz, estamos desacreditados, mas mostrando a cada dia que podemos dar mais. Carlos Alberto voltou, mesmo sem estar 100%, e mostrou que vai ajudar a equipe.
Já o volante Pierre, do Galo, lamentou o cenário e pediu mais empenho.
- Precisamos dar um pouquinho mais, acordar. Depois, para recuperar, será muito difícil. É difícil explicar (jejum de seis jogos sem vencer), não tem desculpa de cansaço, pois temos feito um trabalho de recuperação muito bom. Temos que focar no Brasileiro, pois recuperar esses pontos perdidos é complicado - ponderou.
Alisson gol Vasco jogo Atlético-MG (Foto: Luciano Belford / Agência Estado)Alisson comemora muito o gol marcado sobre o Galo (Foto: Luciano Belford / Agência Estado)
Jogo aberto e equilibrado
A torcida vascaína presente ao Raulino de Oliveira tentou se aquecer e combater o clima frio com apoio ao time no início da partida, apesar das duas derrotas seguidas, para São Paulo e Vitória. E foi correspondida, com um elétrico Carlos Alberto, de volta após dois meses, buscando o jogo e criando as duas melhores oportunidades no primeiro tempo: de cabeça, aos três minutos, parando na defesa de Victor, e com um chute cruzado, aos 13, passando rente à trave.
O Galo, em contrapartida, demorou a se acertar e pareceu sentir a mudança de esquema - atuou com três volantes e com Guilherme recuado na armação. A velocidade de Luan foi a principal arma para confundir a defesa adversária. E, quando a equipe de Cuca equilibrou as ações, Michel Alves salvou duas vezes, redimindo-se de um lance em que quase engoliu um frango, em desvio para trás do zagueiro Luan.
Pierre jogo Vasco x Atlético-MG (Foto: Luciano Belford / Agência Estado)Pierre e Carlos Alberto disputam a bola no primeiro
tempo (Foto: Luciano Belford / Agência Estado)
Eficiência do Vasco decide
Na volta do intervalo, repetiu-se o panorama de jogo corrido, animado, mas recheado de passes errados e pouca inspiração. Vasco e Atlético-MG procuraram explorar as laterais e, por ali, produziram mais. Ex-cruz-maltino, Alecsandro entrou no lugar de Guilherme. Logo depois, o técnico Paulo Autuori mudou duas vezes: Tenorio, sacado de última hora, tomou a vaga do apagado Edmílson, e Dakson substituiu Carlos Alberto, cansado.
Os goleiros, aos poucos, se tornavam os melhores em campo, espalmando bolas à queima-roupa. Mas uma tabela de dois jogadores formados na base do Cruzeiro abriu o marcador, aos 24: Wendel rolou na medida para Alisson, que chutou com categoria, de pé direito, no cantinho de Victor. Na sequência, Cuca agiu e finalmente colocou Leleu, um meia de ofício que faltava no time, no lugar do volante Josué. O Galo cresceu, dominou o terreno e ensaiou uma pressão. Mas trabalhava pouco a bola e insistia em cruzamentos para a área - foram 26 na partida, contra 16 do Vasco.
Alecsandro teve, aos 43, a grande chance para empatar, mas bateu por cima. Nos acréscimos, Luan limpou a jogada e parou em Michel Alves mais uma vez. Quando o árbitro já olhava para o relógio, para alívio dos vascaínos, Elsinho tocou para Abuda, que em posição duvidoda partiu livre em contra-ataque fulminante e fechou o marcador com chute no canto direito de Victor.
 
Nos acréscimos, Atlético-PR vira e derrota Ponte em jogo de sete gols
Marcão faz aos 47 da etapa final e garante primeira vitória do Furacão após o retorno à elite. Terceira derrota mantém a Macaca perto do Z-4
 
DESTAQUES DO JOGO
  • momento decisivo
    47 min
    A Ponte se lançou à frente, e Marcão aproveitou contra-ataque para se infiltrar na defesa e tocar na saída de Edson Bastos para definir a vitória.
  • nome do jogo
    Weverton
    O goleiro falhou no primeiro gol da Ponte, mas fez muitas defesas que garantiram a vitória, como em cabeçada de Cleber e cobrança de falta de Chiquinho.
  • tabu
    15 anos
    A Macaca não leva sorte contra o Furacão no Majestoso. A única vitória jogando em casa foi em 1998. Desde então, muitas lamentações paulistas.
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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Enfim, a vitória. Depois de sair na frente contra Cruzeiro e Flamengo para depois sofrer o empate e decepcionar a torcida dentro de casa, o Atlético-PR sentiu na quarta rodada do Campeonato Brasileiro o sabor da recuperação. No Moisés Lucarelli, o Furacão deixou a Ponte Preta abrir vantagem, se recuperou, tomou o empate no fim e, nos acréscimos, deu o xeque-mate na Macaca: 4 a 3. Um jogo de muitos gols que valeu não apenas a manutenção de um tabu de 15 anos sem perder para a equipe paulista em Campinas, mas também a primeira vitória do time paranaense na volta à elite do futebol nacional.
A Ponte abriu o placar com Chiquinho e contou com mais dois gols de William. Ficou duas vezes à frente no placar, mas não soube aproveitar os momentos de vantagem técnica. Do outro lado, o Atlético-PR mostrou força de reação, chegou a virar o placar (gols de Paulo Baier, Éderson e Everton) e ressurgiu momentos depois para confirmar o triunfo, com Marcão aos 47 minutos do segundo tempo.
Com a primeira vitória, o Atlético-PR chega a cinco pontos e deixa um pouco para trás a parte inferior da classificação. A Ponte Preta, que perdeu três dos quatro jogos que fez, soma três e ficou mais próxima da zona de rebaixamento.
Na último rodada antes da parada para a Copa das Confederações, a Macaca recebe o Botafogo no sábado, às 21h, em Campinas. Domingo, o Furacão enfrenta o Vitória, às 18h30m, no Joia da Princesa, em Salvador.
Meio-campo embolado dificulta ações ofensivas
Ponte e Atlético deixaram claras as táticas de seus respectivos técnicos nos primeiros toques na bola. Em um jogo embaralhado num só setor (o meio-campo), os times fizeram o possível para encontrar espaço no gramado. As investidas de Cicinho e Uendel foram as válvulas de escape da Macaca, enquanto o Furacão abriu os meias na tentativa de aproveitar as costas dos laterais adversários.
Atlético-PR vence a Ponte Preta (Foto: Site oficial do Atlético-PR/Gustavo Oliveira)Furacão conquistou a primeira vitória na competição (Foto: Site oficial do Atlético-PR/Gustavo Oliveira)
Com muita dificuldade para entrar na área e finalizar, os ataques só funcionaram em chutes de longa distância. A Ponte arriscou com William, que mandou longe, mas só teve sucesso num lance fortuito. Chiquinho buscou o cruzamento da direita para a esquerda e, enquanto todos esperavam o cruzamento, contou com uma imensa colaboração de Weverton para marcar por cobertura: 1 a 0.
Se entrar na área era missão quase impossível para a Ponte, que mesmo após o gol teve muitas dificuldades para criar chances, o Atlético-PR provou que o contra-ataque era a melhor opção. E foi assim que nasceu o gol de Paulo Baier. Posicionado à direita, o veterano recebeu lançamento, deu um tapa para ajeitar a bola e fuzilou cruzado para empatar, sem chance para Edson Bastos. A sorte que sobrou para Chiquinho faltou a Cleber. O xerife da Macaca acertou um belo cabeceio no ângulo direito, mas Weverton decidiu se redimir.
Gol até o último lance
Ao contrário da primeira etapa, entrar na área não foi problema para nenhum lado no segundo tempo. Em menos de 30 segundos, William aproveitou assistência de Rildo e estufou a rede de Weverton. A Ponte estava novamente à frente no placar, mas o Atlético também se achou no direito de arriscar. Após excelente defesa de Edson Bastos, Éderson surgiu livre na pequena área e deixou tudo igual em 11 minutos.
Enrrar na defesa pontepretana não impediu o Furacão de seguir arriscando de longe. E foi assim que o Rubro-Negro pela primeira vez ficou em vantagem no marcador. Everton saiu livre pela esquerda, cortou para o meio e acertou o pequeno espaço entre Edson Bastos e a trave esquerda: 3 a 2.
Em desvantagem, Guto Ferreira mudou o estilo de jogo da Ponte, que passou a apostar nos cruzamentos para Alemão e William em vez de usar a velocidade de Rildo. Funcionou. Após passe do primeiro para o segundo, o empate aos 40 minutos.
Chiquinho ainda teve chance de colocar a Macaca na frente novamente, mas os espaços deixados na defesa foram determinantes. No último lance da partida, Marcão saiu livre na frente de Edson Bastos e tocou na saída do goleiro, virando definitivamente o jogo para o time paranaense: 4 a 3.
 
Goiás vence São Paulo no Morumbi, e torcida tricolor pede volta de Muricy
Rodrigo, dispensado pelo clube paulista em 2009, marca de cabeça e dá primeira vitória ao Esmeraldino. São-paulinos cobram jogadores
 
 
A CRÔNICA
por Carlos Augusto Ferrari
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Foram quatro longos anos até que Rodrigo conseguisse responder à polêmica saída. Campeão brasileiro em 2008, o zagueiro foi dispensado do São Paulo depois de sofrer uma embolia pulmonar. Hoje, virou algoz tricolor e herói esmeraldino. Graças a um gol dele de cabeça, o Goiás saiu do sufoco ao obter uma surpreendente vitória por 1 a 0 sobre o então líder do Campeonato Brasileiro, nesta quarta-feira, no Morumbi.
O São Paulo voltou a jogar mal como na Libertadores e não chegou ao milésimo gol em casa em Brasileiros - permanece com 999. O time errou demais na defesa, sobretudo o pentacampeão Lúcio, facilmente batido por Rodrigo no lance do gol. Os 8.892 torcedores não perdoaram: voltaram a pedir raça e reforços, exigiram o título nacional e gritaram pelo nome do técnico Muricy Ramalho, demitido do Santos na semana passada. Até a saída do presidente Juvenal Juvêncio foi pedida.
O Tricolor estacionou nos sete pontos e só volta a jogar no dia 12  de junho, quando enfrenta o Grêmio, às 22h, em Porto Alegre.
O triunfo, o primeiro no torneio, alivia a pressão sobre o Goiás, que até agora havia acumulado apenas dois empates e uma derrota no torneio - sobe agora para cinco pontos e se afasta da zona do rebaixamento. No domingo, enfrenta o Fluminense, às 18h30m, em Macaé, no Rio de Janeiro.
Goiás comemora gol sobre São Paulo (Foto: Marcos Bezerra/Agência Estado)Jogadores do Goiás festejam gol: Rodrigo não comemorou (Foto: Marcos Bezerra/Agência Estado)

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Entra campeonato, sai campeonato, trocam-se os defensores, mas o São Paulo continua incorrigível nas bolas levantadas para a área. A zaga, que parecia melhorar neste início de Brasileirão, voltou a abusar dos erros, principalmente Lúcio, em péssima noite. Com um minuto, o pentacampeão, de 1,88m, perdeu pelo alto para Rodrigo, seis centímetros mais baixo, e viu o Goiás em vantagem. O defensor esmeraldino, bicampeão brasileiro pelo Tricolor, não comemorou.
O tempo de sobra para reagir permitiu que o São Paulo fizesse seu papel de mandante. O time controlou o jogo, teve chances, mas em nenhum momento exerceu uma forte pressão. Com Ganso discreto, Maicon foi o melhor, distribuindo bem o jogo e com um chute que parou no braço de William Matheus, ignorado pela arbitragem. Luis Fabiano e Douglas também chegaram com perigo, porém, erraram o alvo.
O Goiás, por pouco, não termina o primeiro tempo com um placar ainda mais favorável graças aos espaços dados pela defesa rival. Hugo, outro ex-Tricolor, venceu Rogério Ceni, mas as travas da chuteira de Douglas impediram que a bola entrasse. De frente para o goleiro, Araújo mandou para longe a última oportunidade.
Goiás segura vitória, e torcida tricolor protesta
Luis Fabiano - São Paulo x Goiás (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)Luis Fabiano passa em branco no Morumbi(Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
O São Paulo voltou para a etapa final com uma substituição e três trocas de posições. Aloísio entrou no lugar de Douglas, passando Rodrigo Caio para a lateral direita e Maicon, para segundo volante. O time ganhou mais força na frente e só não empatou por um milagre de Renan após desvio de Juan quase dentro da pequena área.
O ímpeto, contudo, caiu rapidamente. O bom posicionamento ofensivo e as seguidas faltas para matar as jogadas impediram que o Goiás fosse sufocado. De quebra, a equipe do Centro-Oeste continuou sendo perigosa nos contra-ataques. Ramon acertou o ângulo em chute de fora da área, mas Rogério Ceni conseguiu espalmar para escanteio.
Com o time sem reação, Ney Franco voltou a mexer na lateral direita, com a entrada de Caramelo no lugar de Maicon. Silvinho também entrou em substituição a Juan. Nada mudou. O Goiás, bem fechado, segurou o jogo e praticamente não correu riscos.
A baixa produtividade do São Paulo irritou a torcida, que passou a protestar contra time, treinador e diretoria. Nos minutos finais, a equipe ainda tentou pressionar, mas muito pouco para quem sonha conquistar o sétimo titulo brasileiro.
Inspirado, Criciúma vence Santos sem dificuldades no Heriberto Hülse
Tigre mantem 100% de aproveitamento em casa, enquanto o Peixe, após quatro rodadas, segue sem triunfar no Campeonato Brasileiro
 
 
DESTAQUES DO JOGO
  • nome do jogo
    Lins
    O camisa 7 do Tigre foi o grande destaque. Iniciou a jogada do primeiro gol e sofreu o pênalti que deu origem ao segundo. Fez carnaval na defesa santista.
  • polêmico
    Árbitro
    Pablo dos Santos Alves teve atuação confusa e contestada no Heriberto Hülse, incomodando igualmente jogadores de Santos e Criciúma.
  • promessa
    Neilton
    Ao lado de Gabriel no segundo tempo, o garoto cresceu em campo e fez o gol de honra do Peixe. Foi o seu primeiro gol
    entre os profissionais
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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Organizado e empurrado pela torcida que lotou o Heriberto Hülse na noite desta quarta-feira, o Criciúma venceu o Santos por 3 a 1, em partida válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. A vitória do Tigre teve gols de João Vitor, Giancarlo e Matheus Ferraz. Neilton descontou. Com o resultado, o time catarinense confirma a boa fase em casa - duas vitórias em dois jogos - e chega a seis pontos na competição. Já o Peixe, ainda sentindo a saída de Neymar, permanece sem saber o que é vitória na competição - em quatro partidas, dois empates e duas derrotas.
O Criciúma volta a campo no próximo sábado, quando enfrenta o Flamengo, às 16h20 (horário de Brasília), no estádio Heriberto Hülse, em Cricíuma. O Santos, por sua vez, folga no fim de semana e só joga novamente na próxima quarta-feira, contra o Atlético-MG, na Vila Belmiro.
João Vitor gol Criciúma contra o Santos (Foto: Fernando Ribeiro / Futura Press)Jogadores do Criciúma festejam um dos gols sobre o Santos (Foto: Fernando Ribeiro / Futura Press)
Santos 'engana', e Criciúma abre o placar
Sem vencer no Brasileirão, o Santos começou a partida dando a impressão de que finalmente voltaria a jogar um bom futebol. Logo no início, aos quatro minutos, Felipe Anderson quase abriu o placar para o Peixe, ao receber lançamento da intermediária e tocar entre as pernas do goleiro Bruno, mandando bem perto do gol. Depois disso, porém, o alvinegro caiu de rendimento.
Empurrado pela torcida, o Tigre assustou aos 12, quando Marcel aproveitou cruzamento da esquerda e cabeceou firme para grande defesa de Rafael. Dois minutos depois, a equipe catarinense transformou a superioridade em campo em gol. Depois de passe errado de Cícero, Lins arrancou pela direita e cruzou para Marcel, que se antecipou a Edu Dracena e rolou a bola para João Vitor bater no cantinho, abrindo o placar. O Criciúma só não foi para o intervalo com uma vantagem ainda maior porque a arbitragem anulou equivocadamente um gol de Matheus Ferraz, alegando impedimento.
Lins e Rafael, Criciuma x Santos (Foto: Fernando Ribeiro/Futura Press)O goleiro Rafael teve trabalho no duelo contra o Criciúma (Foto: Fernando Ribeiro/Futura Press)
'A bola pune'
O enrendo do segundo tempo foi semelhante ao do primeiro. No início, o Santos assustou: aos oito, Leandrinho recebeu grande passe de Willian José e, cara a cara com o goleiro Bruno, pegou mal e mandou a bola pela linha de fundo sem perigo. Mas a bola pune, como sempre falava o ex-treinador santista Muricy Ramalho. No minuto seguinte, o árbitro Pablo dos Santos Alves marcou pênalti de Léo sobre Lins. Giancarlo bateu firme e marcou o segundo do time catarinense.
O Peixe acusou o golpe. Perdido em campo, o alvinegro viu o Criciúma chegar ao terceiro gol aos 21 minutos, com o zagueiro Matheus Ferraz - ex-jogador do Santos -, após cobrança de falta da direita.
Já com Gabriel em campo, o Peixe ainda tentou diminuir, justamente em um lance de Gabigol. Aos 35, o garoto deixou Neilton na cara do gol, praticamente sem goleiro, mas o camisa 11 errou o chute e mandou para fora. Antes do apito final, o time paulista finalmente balançou as redes. Em jogada de Gabriel, Neilton recebeu na área e apenas escorou para dentro e diminuiu para o Santos.
Iguais em erros e acertos, Lusa e Inter ficam no empate no Canindé
Times marcam quando o adversário era melhor no confronto. Portuguesa tem jogador expulso, e o Colorado não aproveita
 
 
DESTAQUES DO JOGO
  • destaque
    Otávio
    Jovem meia-atacante do Internacional foi muto bem no primeiro tempo, criando jogadas pelo lado esquerdo.
  • minuto-chave
    9 do 2º tempo
    Cañete aparece sozinho dentro da área, cabeceia bem, marca o seu primeiro gol pela Portuguesa e salva a equipe da derrota.
  • coisa feia
    Ferdinando
    Ferdinando acerta o rosto de  Willians, recebe o cartão vermelho e quase complica o jogo para a Lusa.
A CRÔNICA
por Gustavo Serbonchini e Maria Clara Ciasca
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Portuguesa e Internacional fizeram um jogo igual. Tanto nos erros, quanto nos acertos. Cada time marcou o seu gol quando o adversário era melhor em campo, e nada mais justo, portanto, que o 1 a 1 desta quarta-feira, no Canindé, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Os dois tempos tiveram roteiro idêntico. O melhor em campo criou, mas não marcou. O pior teve menos chances, mas soube aproveitar. Na primeira etapa, foi o Inter que saiu na frente, com Rafael Moura. Na segunda, Cañete marcou para a Lusa quando o Colorado pressionava.
A Portuguesa perdeu Ferdinando, expulso no segundo tempo, mas o Inter não conseguiu se aproveitar da vantagem numérica. Com o resultado, o Colorado foi a cinco pontos, e a Lusa agora soma dois.
As duas equipes voltam a campo no próximo sábado. A Portuguesa encara o Corinthians, sábado, às 18h30m, no Pacaembu. O Internacional entra em campo um pouco mais cedo, às 16h20m, contra o Cruzeiro, na Arena do Jacaré.
Lima e Rafael Moura, Portuguesa x Internacional (Foto: Nelson Antoine/Agência Estado)Lima e Rafael Moura disputam a bola no Canindé (Foto: Nelson Antoine/Agência Estado)
Lusa pressiona, Otávio desequilibra, e Colorado marca
Enquanto o técnico da Portuguesa, Edson Pimenta, escalou a equipe sem novidades, Dunga lançou o meia-atacante Otávio no Internacional. A opção do gaúcho surtiu efeito. O garoto deu trabalho pela esquerda, ajudando a linha de três jogadores montada no meio de campo - além dele, D'Alessandro e Fred - e infernizando a defesa da Lusa.
Demorou, porém, para Otávio aparecer. Até a metade da primeira etapa, o time da casa levou certa vantagem, principalmente em jogadas pelas laterais. Em uma dessas investidas, Diogo conseguiu a cabeçada mais perigosa da Portuguesa. Muriel salvou o Inter.
Passado esse lance de perigo, Otávio começou a aparecer. Endiabrado pela esquerda, ele fez boa jogada e mandou na cabeça de Rafael Moura. O atacante colorado subiu para marcar seu quarto gol pelo clube, aos 25. O gol animou os gaúchos, que passaram a atuar dentro da área adversária, sempre no embalo de Otávio, que quase ampliou o placar. Gledson salvou.

Inter comanda as ações, e a Lusa empata
A segunda etapa começou com o Internacional mais presente no campo de ataque, rondando a área de Gledson. A Portuguesa, retraída, esperava uma oportunidade para sair de trás e chegar ao gol. A chance não tardou. Logo aos nove minutos, a equipe rubro-verde igualou o placar. Após cruzamento de Souza, Cañete apareceu sozinho na área e completou de cabeça. Foi o primeiro gol do argentino com a camisa da Lusa.
O gol de empate melhorou o nível da partida, com as duas equipes se lançando ao ataque. A Portuguesa quase ganhou um gol cedido por Rafael Moura, que estava ajudando a defesa colorada e mandou a bola na trave ao tentar cortar um cruzamento. Na resposta, Gabriel assustou com um chute forte de fora da área. Aos 23, Ferdinando acertou o rosto de Willians e recebeu o cartão vermelho, deixando a Lusa com dez.
Com um jogador a mais, o Inter passou a ficar ainda mais no campo de ataque. Mas seguiu sem conseguir criar lances realmente perigosos. A bola passava de pé em pé perto da grande área, mas não assustava o goleiro Gledson. A Lusa ainda tentou alguns contra-ataques, mas pecava sempre no último passe, antes de concluir. No fim, um justo 1 a 1.

Contrato é assinado, e concessão do Maracanã já aparece no Diário Oficial

Grupo chamado de 'Consórcio Maracanã' comandará o estádio por 35 anos

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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O Governo do Rio de Janeiro assinou, na tarde desta terça-feira, o contrato de concessão do Maracanã com o grupo denominado de "Consórcio Maracanã", que é formado por Odebrecht Participações e Investimentos S.A. (empresa líder, com 90%), IMX Venues e Arena S.A (de propriedade de Eike Batista, com 5%) e AEG Administração de Estádios do Brasil LTDA, e comandará o estádio nos próximos 35 anos. O acordo foi publicado no Diário Oficial, desta quarta.
O grupo foi confirmado como vencedor no último dia 9 de junho, quando apresentou toda a documentação necessária para o processo de licitação e foi aprovado por unanimidade pela Comissão Especial de Licitação, superando o "Consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro" - composto por Construtora OAS S.A., Stadion Amsterdam N.V. e Lagardère Unlimited. O concorrente teria cinco dias para recorrer do resultado da licitação, mas abriu mão da medida, o que gerou comemoração entre os representantes do "Consórcio Maracanã" presentes à sessão.
estádio maracanã brasil e inglaterra (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)Maracanã será administrado por 35 anos por empresas privadas (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)
De acordo com o edital de licitação, a proposta técnica tinha 60% do valor da nota, enquanto a econômica vale 40%. No dia 16 de abril, a Comissão Especial de Licitação abriu os envelopes e apresentou os valores das propostas dos dois consórcios. A oferta do “Consórcio Maracanã” (R$ 5,5 milhões anuais, em 33 parcelas, totalizando R$ 181,5 milhões) foi R$ 26,4 milhões superior à do outro concorrente, o "Consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro" (R$ 4,7 milhões por ano, também em 33 parcelas, R$ 155,1 milhões no total).
Após sair na frente na disputa, o “Consórcio Maracanã” também teve a melhor avaliação na disputa técnica. Na segunda fase do processo de licitação, o grupo recebeu 98,26 pontos, contra 94,4624 dos concorrentes.
Confusão ao longo do processo
Antes da apresentação das propostas das empresas, no início de abril, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ) ingressou com ação civil pública para suspender a licitação. O órgão alegava que diversas obras previstas no edital - como a demolição do parque aquático Júlio Delamare e do estádio de atletismo Célio de Barros - não são necessárias para a realização da Copa do Mundo, assim como os Jogos Olímpicos de 2016.
O MP/RJ também questionava a legalidade da participação da empresa IMX, de Eike, no processo de licitação, uma vez que foi ela a responsável pelo estudo de viabilidade da concessão. Segundo o órgão, todo o processo favorece a IMX, já que a empresa teve acesso a informações privilegiadas e exclusivas. A baixa rentabilidade do negócio para o governo do Rio de Janeiro é outro ponto abordado.
Vale ressaltar que os valores da concessão não vão quitar os gastos com as obras de reforma do estádio, que ultrapassam R$ 1 bilhão. Durante a Copa das Confederações deste ano, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o estádio será exclusivo dos organizadores dos eventos (Fifa e COI).
No ano passado, durante o lançamento do edital, as receitas e despesas do Maracanã foram estimadas pelo governo. Pelo estudo, o estádio vai gerar R$ 154 milhões por ano e terá um gasto de R$ 50 milhões. A previsão é de que os recursos investidos pelo concessionário sejam quitados em 12 anos. Com isso, o novo gestor teria lucro durante 23 anos do contrato, gerando R$ 2,5 bilhões.
Desde o lançamento do edital, em outubro do ano passado, todo o processo de licitação foi marcado por protestos e polêmicas. Na audiência pública para a aprovação do edital, em novembro, estudantes, índios e atletas revoltados com a demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare protestaram no Galpão da Cidadania, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, e impediram a realização do evento. Após quase três horas, o governo do Rio deu como encerrada a audiência, e o edital foi aprovado. Em março, após muito tumulto, foi necessário que o Batalhão de Choque da Polícia Militar entrasse em ação para desocupar o Museu do Índio.

Neymar, Marcelo e Hernanes fazem 'disputa' de capoeira durante treino

Após show de habilidade dos companheiros, atacante entra na brincadeira e arranca sorrisos dos demais jogadores ao fim das atividades

Por Thiago Correia Rio de Janeiro
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Após os 90 minutos de treino intenso da Seleção na tarde desta quarta-feira, o meia Hernanes e o lateral Marcelo aproveitaram a hora do alongamento para realizar um pequeno desafio de capoeira. A habilidade dos dois instigou Neymar, que resolveu se juntar à brincadeira e fazer uma acrobacia inesperada (confira no vídeo ao lado).
Hernanes começou com um salto mortal para trás, conhecido nas rodas de capoeira como "macaquinho" e depois arriscou um "beija-flor", chute característico da arte marcial brasileira. Marcelo até estava conseguindo repetir os movimentos do companheiro, mas um chute cruzado seguido de um salto mortal sem as mãos deixaram clara a superioridade do volante.
O lateral do Real Madrid chegou a se preparar para tentar repetir a façanha, mas acabou desistindo da ideia. Foi aí que Neymar decidiu mostrar o que sabe. Instigado pela destreza do companheiro, o camisa 10 da Seleção caminhou até a grande área, se preparou, correu, mas quando fez sua peripécia acabou arrancando sorrisos dos companheiros.
Depois do truque de Neymar, a brincadeira teve fim e os jogadores seguiram sorrindo para o vestiário. Nesta quinta-feira, a seleção brasileira volta a treinar, mas desta vez apenas no período da tarde, com portões fechados aos jornalistas durante a maior parte da atividade.
No domingo, o Brasil faz amistoso com a França, às 16h, em Porto Alegre, o último antes da Copa das Confederações. A partida terá transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM, da TV Globo e do SporTV.
capoeira treino Brasil seleção (Foto: Thiago Correia)Marcelo arrisca um 'beija-flor' durante a brincadeira depois do treino em Goiânia (Foto: Thiago Correia)

Brasileiros param nos tubos de Fiji e se despedem da quarta etapa do WCT

Adriano de Souza, Gabriel Medina, Alejo Muniz e Filipe Toledo são despachados na segunda rodada em dia de show de Florence e Slater

Por GLOBOESPORTE.COM Ilhas Fiji
Comente agora
O dia não foi bom para os brasileiros no Fiji Pro. Depois de folgar por falta de ondas, os surfistas caíram na água na tarde desta quarta-feira (manhã de quinta, no horário local) para a conclusão da primeira rodada e para a repescagem (segunda rodada). Só que que um por um os brasileiros foram se despedindo da quarta etapa do Circuito Mundial (WCT, na sigla em inglês). Adriano de Souza, o Mineirinho, foi o primeiro a ser batido e deve perder a liderança do ranking mundial. Gabriel Medina, Alejo Muniz e Filipe Toledo sofreram com o vento forte e os tubos apertados e também foram despachados.
Se não era o dia do "Brazilian Storm", como é chamado o grupo de brasileiros da elite, John John Florence, Kelly Slater e Joel Parkinson estrearam com show em Fiji. O havaiano, aliás, conseguiu as três melhores ondas do dia (10, 9,80 e 9,40). O Brasil ainda tem dois representantes na etapa. Miguel Pupo e Heitor Alves venceram suas baterias na primeira rodada, na segunda-feira (terça, em Fiji), e avançaram direto para a terceira rodada.
Adriano de Souza, o Mineirinho, no WCT de Fiji (Foto: ASP/Robertson)Adriano de Souza, o Mineirinho, no WCT de Fiji (Foto: ASP/Robertson)
O mar ajudou a elite do surfe pela manhã. O francês Jeremy Flores conseguiu aproveitar bem os tubos para vencer a bateria 11 com o somatório de 17,80. O havaiano John John Florence, que havia ficado fora da etapa do Rio de Janeiro por conta de uma lesão no tornozelo, voltou ao circuito na última bateria da primeira rodada. Ele, porém, foi superado pelo americano Brett Simpson e teve de disputar a repescagem.
Kelly Slater surfe Fiji  (Foto: ASP)Depois de faltar à primeira rodada, Kelly Slater não
teve problema para avançar em Fiji (Foto: ASP)
O 11 vezes campeão do mundo, Kelly Slater abriu a segunda rodada. O americano havia sido ausência na primeira roda, por ter ficado na Flórida para acompanhar o nascimento de seu sobrinho. Na repescagem, ele recompensou a torcida local com um belo show, pegando muitas ondas brancas. Ele não deu chances para o surfista da casa Aca Lalabalavu.
Na bateria 2, o australiano Mick Fanning não teve trabalho para despachar o americano Alex Gray, que foi para Fiji para narrar a competição e acabou sendo convidada a surfar para preencher uma das vagas dos surfistas lesionados.
Era a vez do brasileiro líder do ranking da ASP (Associação de Surfistas Profissionais) ir para o mar. Mineirinho até foi melhor do que na primeira rodada, quando não somou nem seis pontos. O brasileiro viu o australiano ganhar uma nota 8,27 e levar a disputa. Adriano de Souza deu adeus precocemente ao WCT de Fiji e, de quebra, perderá a ponta do ranking ao fim da etapa.
A exemplo de Kelly Slater, o australiano Joel Parkinson também não disputou a primeira rodada, só que o motivo foi banal. O surfista foi pescar e não conseguiu voltar a tempo de disputar sua bateria. Para compensar a falta, ele deu show na bateria 4 da repescagem e conseguiu as duas melhores ondas do dia até então (9,37 e 9,10) para superar o havaiano Dusty Payne.
Depois da pouca ondulação nas baterias vencidas pelo australiano Taj Burrow e pelo sul-africano Jordy Smith, as condições do mar melhoraram um pouco paras as baterias dos brasileiros Gabriel Medina e Alejo Muniz, apesar de o forte vento ter atrapalhado os surfistas. Só que, assim como Mineirinho, os garotos do “Brazilian Storm” não se deram bem em Fiji.
Favorito no duelo, Medina até esteve à frente do americano Kolohe Andino, mas o brasileiro não conseguiu uma segunda onda boa para somar à sua nota 6. Gabriel tentou vários tubos, mas acabou tendo dificuldades para completar a manobra.
Alejo Muniz demorou muito para se encontrar na bateria 8 e viu o australiano Julian Wilson abrir grande vantagem. O brasileiro ainda conseguiu uma boa onda (6,87), mas ficou longe de virar e também se despediu da etapa.
Florence surfe Fiji  (Foto: ASP)De volta ao Circuito Mundial, John John Florence conseguiu as melhores notas do dia (Foto: ASP)
As ondas ficaram mais limpas justamente quando John John voltou para a água para a repescagem. Era o que o havaiano precisava para dar show. Já em sua primeira onda ele conseguiu um belo tubo e a nota 9,80. A note já era a melhor do dia, mas ele foi além, em outro tubo sensacional, John John conseguiu a nota 10. E ele ainda conseguiu mais uma nota 9,40, que não entrou para o seu somatório.
As esperanças brasileiras recaíram sobre Filipinho Toledo, mas o calouro na elite mundial não foi páreo para Nat Young. O americano dominou os tubos cedo para abrir boa vantagem e obrigar o brasileiro a esperar por uma onda boa, em vão.
Complemento da primeira rodada
Bateria 11: Jeremy Flores (FRA) 17,80 x Nat Young (EUA) 12,93 x Kolohe Andino (EUA) 9,10
Bateria 12: Brett Simpson (EUA) 13,20 x John John Florence (HAV) 12x40 x Adrian Buchan (AUS) 11,00
Baterias da segunda rodada
Bateria 1: Kelly Slater (EUA) 16,27 x 10,90 Aca lalabalavu (FIJ)
Bateria 2: Mick Fanning (AUS) 14,67 x 6,26 Alex Gray (EUA)
Bateria 3: Adriano de Souza (BRA) 12,60 x 12,77 Yadin Nicol (AUS)
Bateria 4: Joel Parkinson (AUS) 18,47 x 15,53 Dusty Payne (HAV)
Bateria 5: Taj Burrow (AUS) 7,87 x 7,76 Adam Meling (AUS)
Bateria 6: Jordy Smith (AFS) 13,50 x 8,43 Glenn Hall (IRL)
Bateria 7: Gabriel Medina (BRA) 9,67 x 11,50 Kolohe Andino (EUA)
Bateria 8: Julian Wilson (EUA) 13,93 x 9,04 Alejo Muniz (BRA)
Bateria 9: Michel Bourez (PFR) 10,33 x 15,57 Matt Wilkinson (AUS)
Bateria 10: Adrian Bucham (AUS) 17,06 x 17,10 Sebastian Zietz (HAV)
Bateria 11: John John Florence (HAV) 19,80 x 12,83 Bede Durbidge (AUS)
Bateria 12: Nat Young (EUA) 18,23 x 7,60 Filipe Toledo (BRA)