O dia não foi bom para os brasileiros no Fiji Pro. Depois de folgar por
falta de ondas, os surfistas caíram na água na tarde desta quarta-feira
(manhã de quinta, no horário local) para a conclusão da primeira rodada
e para a repescagem (segunda rodada). Só que que um por um os
brasileiros foram se despedindo da quarta etapa do Circuito Mundial
(WCT, na sigla em inglês). Adriano de Souza, o
Mineirinho, foi o primeiro a ser batido e deve perder a liderança do ranking mundial.
Gabriel Medina,
Alejo Muniz e
Filipe Toledo sofreram com o vento forte e os tubos apertados e também foram despachados.
Se não era o dia do "Brazilian Storm", como é chamado o grupo de brasileiros da elite,
John John Florence,
Kelly Slater e
Joel Parkinson
estrearam com show em Fiji. O havaiano, aliás, conseguiu as três
melhores ondas do dia (10, 9,80 e 9,40). O Brasil ainda tem dois
representantes na etapa.
Miguel Pupo e Heitor Alves venceram suas baterias na primeira rodada, na segunda-feira (terça, em Fiji), e avançaram direto para a terceira rodada.
Adriano de Souza, o Mineirinho, no WCT de Fiji (Foto: ASP/Robertson)
O mar ajudou a elite do surfe pela manhã. O francês Jeremy Flores
conseguiu aproveitar bem os tubos para vencer a bateria 11 com o
somatório de 17,80. O havaiano John John Florence, que havia ficado fora
da etapa do Rio de Janeiro por conta de uma lesão no tornozelo, voltou
ao circuito na última bateria da primeira rodada. Ele, porém, foi
superado pelo americano Brett Simpson e teve de disputar a repescagem.
Depois de faltar à primeira rodada, Kelly Slater não
teve problema para avançar em Fiji (Foto: ASP)
O 11 vezes campeão do mundo, Kelly Slater abriu a segunda rodada. O
americano havia sido ausência na primeira roda, por ter ficado na
Flórida para acompanhar o nascimento de seu sobrinho. Na repescagem, ele
recompensou a torcida local com um belo show, pegando muitas ondas
brancas. Ele não deu chances para o surfista da casa Aca Lalabalavu.
Na bateria 2, o australiano Mick Fanning não teve trabalho para
despachar o americano Alex Gray, que foi para Fiji para narrar a
competição e acabou sendo convidada a surfar para preencher uma das
vagas dos surfistas lesionados.
Era a vez do brasileiro líder do ranking da ASP (Associação de
Surfistas Profissionais) ir para o mar. Mineirinho até foi melhor do que
na primeira rodada, quando não somou nem seis pontos. O brasileiro viu o
australiano ganhar uma nota 8,27 e levar a disputa. Adriano de Souza
deu adeus precocemente ao WCT de Fiji e, de quebra, perderá a ponta do
ranking ao fim da etapa.
A exemplo de Kelly Slater, o australiano Joel Parkinson também não
disputou a primeira rodada, só que o motivo foi banal. O surfista foi
pescar e não conseguiu voltar a tempo de disputar sua bateria. Para
compensar a falta, ele deu show na bateria 4 da repescagem e conseguiu
as duas melhores ondas do dia até então (9,37 e 9,10) para superar o
havaiano Dusty Payne.
Depois da pouca ondulação nas baterias vencidas pelo australiano Taj
Burrow e pelo sul-africano Jordy Smith, as condições do mar melhoraram
um pouco paras as baterias dos brasileiros Gabriel Medina e Alejo Muniz,
apesar de o forte vento ter atrapalhado os surfistas. Só que, assim
como Mineirinho, os garotos do “Brazilian Storm” não se deram bem em
Fiji.
Favorito no duelo, Medina até esteve à frente do americano Kolohe
Andino, mas o brasileiro não conseguiu uma segunda onda boa para somar à
sua nota 6. Gabriel tentou vários tubos, mas acabou tendo dificuldades
para completar a manobra.
Alejo Muniz demorou muito para se encontrar na bateria 8 e viu o
australiano Julian Wilson abrir grande vantagem. O brasileiro ainda
conseguiu uma boa onda (6,87), mas ficou longe de virar e também se
despediu da etapa.
De volta ao Circuito Mundial, John John Florence conseguiu as melhores notas do dia (Foto: ASP)
As ondas ficaram mais limpas justamente quando John John voltou para a
água para a repescagem. Era o que o havaiano precisava para dar show. Já
em sua primeira onda ele conseguiu um belo tubo e a nota 9,80. A note
já era a melhor do dia, mas ele foi além, em outro tubo sensacional,
John John conseguiu a nota 10. E ele ainda conseguiu mais uma nota 9,40,
que não entrou para o seu somatório.
As esperanças brasileiras recaíram sobre Filipinho Toledo, mas o
calouro na elite mundial não foi páreo para Nat Young. O americano
dominou os tubos cedo para abrir boa vantagem e obrigar o brasileiro a
esperar por uma onda boa, em vão.
Complemento da primeira rodada
Bateria 11: Jeremy Flores (FRA) 17,80 x Nat Young (EUA) 12,93 x Kolohe Andino (EUA) 9,10
Bateria 12: Brett Simpson (EUA) 13,20 x John John Florence (HAV) 12x40 x Adrian Buchan (AUS) 11,00
Baterias da segunda rodada
Bateria 1: Kelly Slater (EUA) 16,27 x 10,90 Aca lalabalavu (FIJ)
Bateria 2: Mick Fanning (AUS) 14,67 x 6,26 Alex Gray (EUA)
Bateria 3: Adriano de Souza (BRA) 12,60 x 12,77 Yadin Nicol (AUS)
Bateria 4: Joel Parkinson (AUS) 18,47 x 15,53 Dusty Payne (HAV)
Bateria 5: Taj Burrow (AUS) 7,87 x 7,76 Adam Meling (AUS)
Bateria 6: Jordy Smith (AFS) 13,50 x 8,43 Glenn Hall (IRL)
Bateria 7: Gabriel Medina (BRA) 9,67 x 11,50 Kolohe Andino (EUA)
Bateria 8: Julian Wilson (EUA) 13,93 x 9,04 Alejo Muniz (BRA)
Bateria 9: Michel Bourez (PFR) 10,33 x 15,57 Matt Wilkinson (AUS)
Bateria 10: Adrian Bucham (AUS) 17,06 x 17,10 Sebastian Zietz (HAV)
Bateria 11: John John Florence (HAV) 19,80 x 12,83 Bede Durbidge (AUS)
Bateria 12: Nat Young (EUA) 18,23 x 7,60 Filipe Toledo (BRA)