Náutico vence a primeira no Brasileiro e enterra o Flamengo
Rogério faz o gol da vitória em
Florianópolis e tira o Timbu da zona de rebaixamento. Ainda sem vencer,
Rubro-Negro é penúltimo na tabela
DESTAQUES DO JOGO
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estatísticaspasses erradosO jogo teve média de quase um passe errado por minuto: foram 85. O Flamengo foi responsável por 49, e o Náutico, por 36. Renato Santos errou sete.
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deu certomarcaçãoO Náutico conseguiu anular jogadas do Flamengo. Teve 24 roubadas de bolas (contra 12 do adversário) e 39 desarmes (contra 23 dos cariocas).
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deu erradoarmaçãoO Fla teve três volantes e três atacantes. Resultado: apostou em lances de linha de fundo, mas sem ser incisivo. Cruzou 39 bolas na área.
A CRÔNICA
por
GLOBOESPORTE.COM
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O Náutico se defendeu bravamente e conseguiu aproveitar uma das poucas
chances que teve para arrancar na raça uma vitória por 1 a 0 sobre o
Flamengo em Florianópolis, pela quarta rodada do Brasileiro. Assim, o
time quebra um jejum de seis jogos contra o Rubro-Negro (a última
vitória havia sido em 2007, nos Aflitos), conquista sua primeira vitória
na competição e se coloca fora da zona de rebaixamento, em 16º lugar
com quatro pontos. Rogério marcou o gol, aos 37 minutos do segundo
tempo, diante de 5.033 pagantes (5.241 presentes), para uma renda de R$
263.189.
- Estamos jogando bem independentemente da formação, mas não estamos conseguindo fazer os gols. Não tem explicação. Os times vêm fechados, e não conseguimos superar isso. Precisamos esquecer essa pressão e ganhar os jogos - afirmou Luiz Antonio.
Os cariocas fazem uma última partida pelo Brasileiro, antes da paralisação em razão da Copa das Confederações, diante do Criciúma, no sábado, às 16h20m, no estádio Heriberto Hülse. Já o Náutico joga novamente fora de casa, desta vez contra o Coritiba, no domingo, às 18h30m, no Couto Pereira.
- Jogamos bem e fizemos o que o Levi (Gomes) pediu. Conseguimos a vitória com determinação - afirmou o atacante Rogério na saída de campo no Scarpelli.
O lateral-esquerdo João Paulo recebe forte marcação do Náutico (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
O técnico Jorginho vive uma situação complicada. Seu único armador mais
clássico, Carlos Eduardo, não consegue render. Sem ele, o meio-campo se
enche de volantes, o que se traduz em menos criatividade e velocidade.
Com três atacantes, o time deveria ser agudo, mas Rafinha, Gabriel e
Paulinho não emplacam, e os centroavantes sofrem. Em quatro jogos, são
quatro escalações diferentes, e o time não se encaixa.
Insistência pelo meio atrapalha o Fla
Contra o Náutico, o treinador sacou Carlos Eduardo e Gabriel e voltou com Renato e Rafinha. Assim, Elias ganhou mais liberdade para aparecer como elemento surpresa, como na primeira boa chance rubro-negra, na qual o volante fez boa jogada com Léo Moura, e Hernane desperdiçou, logo aos sete minutos. Pouco depois, o próprio Elias concluiu com perigo, para fora. O Náutico, muito limitado tecnicamente, justificava sua posição na tabela e, recuado, basicamente se defendia.
Pouco inteligente, no entanto, o Rubro-Negro mais uma vez empacava diante de um sistema de marcação mais postado. O time insistia nas bolas pelo meio, facilitando o trabalho da zaga pernambucana. A posse de bola era toda do Flamengo (64% contra 36% no primeiro tempo), e o Náutico pouco ameaçava - ainda assim, a superioridade não era tão clara. Tanto que a chance mais perigosa foi do Timbu, em contra-ataque de Jones Carioca que Felipe salvou com o pé. No fim da primeira etapa, o Flamengo até ensaiou uma pressão, mas não impediu as fortes vaias no intervalo.
Hernane perde chance; Rogério não perdoa
O panorama seguiu complicado para o Rubro-Negro no segundo tempo. Lento e sem inspiração, o time mal chegava ao gol de Gideão. Diante da inércia, Jorginho lançou Val e Gabriel no lugar de Rafinha e Paulinho. Impaciente, a torcida vaiou forte, e gritos de "burro" ecoaram no Orlando Scarpelli. Os catarinenses até tentavam empurrar a equipe, mas o que era apresentado em campo esfriava qualquer entusiasmo.
Quando a situação é difícil, é fundamental aproveitar as poucas oportunidades que aparecem. Mesmo desordenado, o Flamengo teve uma excelente chance de abrir o placar. Mas Hernane conseguiu furar uma cabeçada quase na pequena área, sozinho, de frente para o goleiro. Depois, ele saiu para entrada de Adryan, deixando o time sem uma referência na área. Rogério teve uma oportunidade semelhante, não perdoou e abriu o placar depois de cruzamento de Hugo. A torcida foi ao desespero, e o Flamengo também. Renato foi expulso e o Timbu conseguiu segurar um resultado muito comemorado pelos jogadores.
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Do lado rubro-negro, mais preocupante do que os resultados é a atitude
do time e a total falta de capacidade de se impor em campo, mesmo diante
de rivais de baixa qualidade técnica. O time segue sem vencer no
nacional e está na penúltima colocação, com apenas dois pontos ganhos. O
Flamengo já enfrentou três dos outros cinco times que estão nas últimas
posições na tabela (Náutico, Ponte Preta e Santos) e não ganhou de
nenhum deles.- Estamos jogando bem independentemente da formação, mas não estamos conseguindo fazer os gols. Não tem explicação. Os times vêm fechados, e não conseguimos superar isso. Precisamos esquecer essa pressão e ganhar os jogos - afirmou Luiz Antonio.
Os cariocas fazem uma última partida pelo Brasileiro, antes da paralisação em razão da Copa das Confederações, diante do Criciúma, no sábado, às 16h20m, no estádio Heriberto Hülse. Já o Náutico joga novamente fora de casa, desta vez contra o Coritiba, no domingo, às 18h30m, no Couto Pereira.
- Jogamos bem e fizemos o que o Levi (Gomes) pediu. Conseguimos a vitória com determinação - afirmou o atacante Rogério na saída de campo no Scarpelli.
Insistência pelo meio atrapalha o Fla
Contra o Náutico, o treinador sacou Carlos Eduardo e Gabriel e voltou com Renato e Rafinha. Assim, Elias ganhou mais liberdade para aparecer como elemento surpresa, como na primeira boa chance rubro-negra, na qual o volante fez boa jogada com Léo Moura, e Hernane desperdiçou, logo aos sete minutos. Pouco depois, o próprio Elias concluiu com perigo, para fora. O Náutico, muito limitado tecnicamente, justificava sua posição na tabela e, recuado, basicamente se defendia.
Pouco inteligente, no entanto, o Rubro-Negro mais uma vez empacava diante de um sistema de marcação mais postado. O time insistia nas bolas pelo meio, facilitando o trabalho da zaga pernambucana. A posse de bola era toda do Flamengo (64% contra 36% no primeiro tempo), e o Náutico pouco ameaçava - ainda assim, a superioridade não era tão clara. Tanto que a chance mais perigosa foi do Timbu, em contra-ataque de Jones Carioca que Felipe salvou com o pé. No fim da primeira etapa, o Flamengo até ensaiou uma pressão, mas não impediu as fortes vaias no intervalo.
Hernane perde chance; Rogério não perdoa
O panorama seguiu complicado para o Rubro-Negro no segundo tempo. Lento e sem inspiração, o time mal chegava ao gol de Gideão. Diante da inércia, Jorginho lançou Val e Gabriel no lugar de Rafinha e Paulinho. Impaciente, a torcida vaiou forte, e gritos de "burro" ecoaram no Orlando Scarpelli. Os catarinenses até tentavam empurrar a equipe, mas o que era apresentado em campo esfriava qualquer entusiasmo.
Quando a situação é difícil, é fundamental aproveitar as poucas oportunidades que aparecem. Mesmo desordenado, o Flamengo teve uma excelente chance de abrir o placar. Mas Hernane conseguiu furar uma cabeçada quase na pequena área, sozinho, de frente para o goleiro. Depois, ele saiu para entrada de Adryan, deixando o time sem uma referência na área. Rogério teve uma oportunidade semelhante, não perdoou e abriu o placar depois de cruzamento de Hugo. A torcida foi ao desespero, e o Flamengo também. Renato foi expulso e o Timbu conseguiu segurar um resultado muito comemorado pelos jogadores.
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