terça-feira, 17 de setembro de 2013

Antes de pegar o Corinthians, Ponte tem discussão entre Jorginho e Rildo

Atacante se revolta ao deixar time titular, reclama com técnico e auxiliar e
acaba expulso do treino desta terça-feira. Jorginho pede punição ao atleta

Por Campinas, SP
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A preparação da Ponte Preta para enfrentar o Corinthians terminou de maneira conturbada. Conhecido pela personalidade forte, o atacante Rildo deixou o clima tenso ao discutir com o técnico Jorginho e ser expulso do treino da tarde desta terça-feira, no Estádio Moisés Lucarelli (assista à confusão no vídeo ao lado). Existe o risco de o jogador acabar afastado pela diretoria. Contra o Timão, nesta quarta, às 21h50, no Majestoso, ele já está fora até do banco.
Os testes de Jorginho no time titular durante o coletivo foram os motivos da insatisfação de Rildo. Depois de começar entre os reservas, o atacante entrou no lugar do volante Alef, mas voltou à equipe de baixo após cerca de 15 minutos. O pouco tempo para mostrar serviço revoltou Rildo, que foi à linha lateral para beber água e aproveitou para reclamar com o auxiliar Marcelo Cabo.
- Se for para jogar 10 minutos só, me deixa no DM (departamento médico) tratando – disse o jogador, em referência às dores no joelho que tem sentido.
Rildo, atacante da Ponte Preta (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)Jorginho expulsa Rildo após discussão: clima quente na Macaca (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)
Cabo pediu para Rildo parar, mas o atacante continuou falando. Em vão, Chiquinho também tentou acalmar o companheiro. Foi quando Jorginho se deu conta da reação e perguntou o que estava acontecendo. Rildo rebateu e foi expulso. Na saída do gramado, jogou o colete no chão e seguiu resmungando até descer o túnel para o vestiário. Brian Sarmiento foi chamado para substituí-lo entre os reservas.
O episódio causou desconforto entre os jogadores, que desaprovaram a atitude de Rildo. O atacante William, aliás, se virou para o gerente de futebol Marcus Vinícius e balançou a cabeça negativamente. Na entrevista coletiva após a atividade, Jorginho criticou o comportamento do atleta, pediu uma punição, mas deixou a decisão nas mãos da diretoria.
- Foi uma atitude infeliz, uma falta de respeito comigo, com a comissão técnica e com os companheiros. No contrato não está que o jogador tem de ser titular. Eu avisei que ia testar duas formações, mas ele queria trabalhar o tempo todo. Foi um ato de indisciplina que precisa ter uma repreensão. O grupo ficou inconformado com a atitude. Tenho certeza que os próprios companheiros vão conversar com ele. Vou deixar com a diretoria para tomar as decisões necessárias. O Rildo não é mais importante que a Ponte – afirmou o comandante alvinegro.
Rildo, atacante da Ponte Preta (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)Em vão, Chiquinho tenta acalmar Rildo, que reclama de ser substituído (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)
Uma polêmica atrás da outra
Rildo ficou marcado por dar um chute no árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva durante um jogo da Série B de 2011, quando defendia o Vitória. A agressão lhe custou 90 dias de suspensão. O atacante voltou a atuar pela Ponte no empate por 1 a 1 com o Flamengo, no último domingo, depois de ficar afastado por duas semanas devido a uma entorse no tornozelo.
Com a crise no Campeonato Brasileiro, as polêmicas também têm caminhado lado a lado com a Ponte Preta. No último domingo, o meia peruano Ramírez foi hostilizado pela torcida e entrou em rota de colisão com a diretoria ao desabafar sobre as cobranças públicas que recebeu da cúpula alvinegra. Anteriormente, o executivo de futebol Ocimar Bolicenho, pressionado pela torcida, já havia deixado o cargo, assim como diretoria e elenco lavaram a roupa suja, com direito a bate-boca entre atletas.
O ambiente tumultuado é consequência da situação delicada na luta contra o rebaixamento. Sem vencer há oito partidas, a Ponte aparece na vice-lanterna, com 16 pontos, a oito do São Paulo, que é o primeiro time fora da zona da degola. Para escapar sem depender de outros resultados, a Macaca trabalha com as contas de nove triunfos nos 18 compromissos restantes.
* Com informações do repórter Caio Maciel, da EPTV

Seedorf reclama de perseguição dos árbitros: 'Vou ter que cair, pedir cartão'

Camisa 10 do Bota queixa-se de faltas não marcadas, critica calendário,
minimiza 'final' com Cruzeiro e revela mágoa com a seleção holandesa

Por Rio de Janeiro
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A véspera da partida mais esperada do Campeonato Brasileiro para o torcedor botafoguense foi marcada por uma entrevista coletiva bastante franca com Seedorf, no Engenhão. Na tarde desta terça-feira, vários assuntos foram abordados pelo camisa 10, que em momento algum ficou em cima do muro ou fugiu das indagações. As críticas sobre a arbitragem e o calendário do futebol do país chamaram a atenção. Com o foco no duelo contra o Cruzeiro, o holandês minimizou o teor decisivo ao afirmar que são três pontos em jogo, como em qualquer outro confronto.
Seedorf inclusive agradeceu quando o assunto árbitros veio à tona. Para o jogador, os homens do apito estão deixando de marcar infrações quando ele é o protagonista no lance. Sobre a maratona de jogos adotada no Brasil, o meia classificou como desumano o esforço feitos por alguns times que recentemente chegaram a jogar tanto na terça, quanto na quinta-feira de uma mesma semana.
Seedorf coletiva Botafogo (Foto: Globoesporte.com)Sem fugir de nenhum tema, Seedorf atacou a arbitragem brasileiro em coletiva (Foto: Globoesporte.com)
Até a Copa do Mundo de 2014 entrou na pauta. Deixado de lado nas duas últimas edições pela seleção holandesa, em 2006 e 2010, o ídolo botafoguense fez questão de afirmar que não deixou de vestir a camisa da Holanda por vontade própria. Ele não soube explicar as razões de ter ficado fora, por isso prefere voltar as suas atenções ao Botafogo para esquecer as mágoas com a sua equipe nacional.
Duelo com cara de final?
Nosso objetivo é de chegar ao fim do ano em primeiro lugar. Sabemos que é um jogo maravilhoso, entre os dois primeiros colocados. Tem esse valor. Mas são três pontos como todos os jogos. Então vamos enfrentar esse jogo como todos os outros, com uma atenção pela frente por ser o líder, por estar lá em cima junto com a gente por mérito. Será uma partida muito boa para jogar e também para ver. Estamos fazendo o mesmo trabalho. É apenas externamente que pensam assim (como uma final). Ninguém da comissão técnica pensa que é o jogo decisivo do campeonato. Não é. É mais um jogo, e nós vamos ao menos tentar manter a diferença de quatro pontos. Depois vamos continuar somando.
Elenco do Cruzeiro
Não estou aqui para analisar o Cruzeiro. Já passou metade do campeonato, e todo mundo conseguiu ver esse time. Tem um elenco importante, muitos jogadores, peças de trocas. Respeita muito por terem construídos resultados
Perseguido pela arbitragem?
Sinto uma diferença de desde que cheguei aqui até essas últimas oito rodadas. Está difícil apitarem faltas para mim. Nos últimos quatro jogos, por exemplo, levei sempre mais pancada sem bola e não conseguia me proteger. Eles (marcadores) entram de maneira excessivamente forte, e não sei por que a arbitragem mudou a postura. Não sou um jogador de cair. Contra o Corinthians, com um pênalti feito, fiquei em pé. Se puder ficar em pé, eu fico. No último jogo (contra o Santos), teve uma falta claríssima que o cara caiu em cima de mim, e disseram que me joguei. Os árbitros têm que rever, porque não estou vendo justiça nos meus lances.
Estou também recebendo mais amarelos do que nos quatro anos em que joguei no Milan. Três foram justos porque foram faltas parando contra-ataque. Os outros são discutíveis. Todo jogo estou falando com eles, perguntando “por que isso?”, e não estou entendendo. Se não pular ou me proteger, fica complicado. Os jogadores estão vendo que não estão marcando falta, aí vêm com tudo. Não é um arbitro só, são todos. Espero que essa tendência pare, estou sinceramente muito irritado com isso. Estou mais preocupado com a entrada do jogador, porque eles sabem que é o Seedorf que está lá e (os árbitros) não vão apitar.
Não consigo nem reclamar, porque eles (árbitros) me olham de uma maneira diferente. Se eu falo alguma coisa, eles já sacam o cartão. Então eu fico quieto, tomando pancada, o que tira o valor do meu jogo. Espero que mude, senão vou ter que cair, como gostam aqui. Cair, pedir cartão, essa coisa toda".
Seedorf, sobre reclamação contra a arbitragem
Ex-colega de Milan como exemplo
Disseran que com o Ronaldinho (Gaúcho) foi assim também. Quando é falta tem que ser marcada, não é porque é sobre o Ronaldinho ou o Seedorf que não vai marcar. Ele também sempre quer ficar em pé, mas tem horas que não dá. Jogadores como ele e como eu têm que ser protegidos mesmo. Se o zagueiro puder para os jogadores com violência, aí fica difícil. Gosto quando jogam duro comigo, até já falei isso, mas somente quando vêm para cima da bola.
Estou bastante movido por essa falta de justiça. Nunca falei porque achava que ia piorar as coisas. Não consigo nem reclamar, porque eles (árbitros) me olham de uma maneira diferente. Se eu falo alguma coisa, eles já sacam o cartão. Então fico quieto, tomando pancada, o que tira o valor do meu jogo. Espero que mude, senão vou ter que cair, como gostam aqui. Cair, pedir cartão, essa coisa toda.
Calendário do futebol brasileiro
Tem de ser revisto, com certeza. Temos bastante coisa para rever no Brasil. É desumano, ninguém aguenta. Por isso tem tanto infortúnio, tanta gente machucando. O trabalho que fazemos no Botafogo é muito importante, mas o calendário não favorece o espetáculo. Já foi falado por vários jogadores, vários reclamam disso. As viagens também são bastante desgastantes. O que São Paulo e Santos, entre outros, fizeram na última semana... Não vou falar porque depois pode trazer problema. Mas é complicado, jogar de novo em dois dias é pedir para ter problemas. Se não é diretamente que afeta às equipes, vem mais para frente.
Seedorf jogo Botafogo contra o Corinthians (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Lance com goleiro do Corinthians virou argumento de defesa do meia (Foto: André Durão/Globoesporte.com)
Copa do Mundo e mágoa com seleção holandesa
Claro que posso jogar (em 2014). Estou jogando aqui no Brasil. Perdi dois Mundiais, minha relação com a seleção holandesa é uma coisa bem particular. Em 2006 e 2010 eu queria participar, só que levaram outros jogadores que atuavam em times pequenos na Holanda. Claro que fiquei muito triste naquela época. Eu não podia fazer mais do que fazia no Milan, e não posso fazer mais do que estou fazendo aqui. Meu objetivo é aqui no Botafogo, e o resto é problema deles. Nunca falei que não queria jogar mais pela seleção. Mas tenho um desafio muito grande agora no Botafogo, que está me dando tudo o que preciso.
Treinadores europeus olham pouco para o Brasil?
Não sei, mas também não quero me colocar junto com o Petkovic (apontado pela imprensa como eferência de estrangeiro bem-sucedido, mas que não teve oportunidades na seleção da Sérvia). Eu estava jogando no Milan, em 2006 estava no topo, em 2010 também. Foram quatro anos sem ser convocado, então tinha uma coisa por trás que não sei. Politica, não sei o que é. Técnico, cada um tem sua explicação. Não é a mesma situação. Meu caso foi particular, mas estou tranquilo, já aceitei, passou já. Não me deram a possibilidade de mostrar o valor em alguns momentos. Quero inclusive mandar um abraço ao Petkovic, que é um grande amigo, uma grande pessoa (jogaram juntos por uma temporada no Real Madrid).
Claro que posso jogar (em 2014). Estou jogando aqui no Brasil. Perdi dois Mundiais, minha relação com a seleção holandesa é uma coisa bem particular. (...) Nunca falei que não queria jogar mais pela seleção (...) Foram quatro anos sem ser convocado, então tinha uma coisa por trás que não sei. Politica, não sei o que é."
Seedorf, sobre mágoa com seleção da Holanda
Retorno de Lodeiro e peças no elenco
Ele foi embora? (risos). Lodeiro é importante para nós como todos os outros são. Todos têm de se sentir importantes, o próprio Gegê que entrou bem também, todos que vão entrando têm que sentir. Quem joga menos sempre faz a diferença. Treina com determinação, fica pronto, entra e dá conta do recado. Para o Lodeiro foi importante descansar. Ele jogou pelo Uruguai 45 minutos, voltou e jogou aqui contra o Corinthians. No fim, a suspensão foi boa para ele voltar com energia.
Sistema defensivo e entrada de André Bahia
A defesa são os onze jogadores que jogam. Ataque também são onze (neste momento, Seedorf é perguntado sobre a saída de Dória e a entrada de André Bahia, criticado por parte da torcida após gol contra feito contra o Goiás) Não lembro de ele ter sido contestado pela torcida. Não dá para falar pela torcida. A torcida não falou nada, ele foi elogiado pelo que fez. Que zagueiro nunca fez gol contra? Bahia é um grande jogador do nosso elenco. Joga menos, mas não tem um treino que ele não vá bem. Fez um grande jogo contra o Goiás, mas acontece. Errei um gol também outro dia, não dá para ficar falando até hoje. Toda vez que ele entrou foi bem, é um dos jogadores mais importante do nosso elenco.
Campeonato equilibrado por cima ou por baixo?
Acho que no Brasil tem mais técnica que em qualquer outra parte do mundo. O (jogador) brasileiro é técnica. Você fala nele e pensa nisso, não em gente que só corre. O Campeonato Brasileiro é principalmente técnico. Na Inglaterra é difícil, na Espanha tem técnica também, mas é diferente, com tática um pouco mais importante. Na Itália é tudo muito tático. Não significa também que não tenha outros aspectos. Na Europa vale muito menos isso, e aqui você vai numa jogada e é driblado pelo zagueiro. Ele vem, dá o drible e faz um passe, isso é mais difícil de ver na Europa. Os laterais têm capacidade para fazer pressão, menos que na Europa. Lá não existe essa capacidade, a diferença é a tática. Acho que o Brasil tem um campeonato muito difícil, disputado e equilibrado, diferente dos outros países.
(*) Thiago Benevenutte, estagiário, sob supervisão de Bernardo Eyng

Jairzinho revela: vai ficar de 'coração partido' no jogo entre Cruzeiro e Bota

Ídolo das duas torcidas, ex-craque acredita que time celeste leva
pequena vantagem por jogar em casa e por ter elenco mais qualificado

Por Belo Horizonte
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jairzinho furacão escolinha manguinhos 3 (Foto: André Durão/Globoesporte.com)Jairzinho diz ter carinho especial pelos dois times
(Foto: André Durão/Globoesporte.com)
O jogo entre Cruzeiro e Botafogo, nesta quarta-feira, tem sido tratado como uma final antecipada do Campeonato Brasileiro. E poucos podem falar melhor desse confronto decisivo do que Jairzinho, ídolo de ambos os clubes. O craque, único jogador a marcar em todos os jogos de uma edição de Copa do Mundo, em 1970, no México, revelou que tem um carinho muito especial pelas duas equipes e que ficará com o coração dividido durante o duelo no Mineirão, às 21h50m (de Brasília), pela 22ª rodada.

Jairzinho foi revelado pelo clube alvinegro, no início da década de 1960 e fez história, principalmente com a conquista da Taça Brasil de 1968. Pelo Cruzeiro, o craque foi muito importante no título da Taça Libertadores de 1976. Por isso o coração dividido nesta quarta.

- Tenho um carinho especial pelos dois. Ambos abriram as portas para mim. O Botafogo, quando eu era apenas um jovem, e o Cruzeiro, quando eu já tinha uma certa maturidade. No Cruzeiro, consegui vencer um Campeonato Mineiro e um torneio que o clube nunca tinha levado, a Libertadores. Mas, nesta quarta-feira, meu coração vai estar partido: um lado certamente estará preto e branco, e o outro, azul estrelado.
O craque, que ficou conhecido como "Furacão da Copa de 70", destacou a campanha e o estilo de jogo de Cruzeiro e Botafogo na temporada. Jairzinho considera a velocidade e a ofensividade características marcantes das duas equipes, que estão credenciadas a brigar até o fim pelo título brasileiro. Ele acredita na eficiência dos times, que têm os melhores ataques da competição. O Cruzeiro é o que mais balançou as redes (45 vezes), enquanto o Botafogo, junto com Inter e Atlético-PR, marcou 35.
- É um clássico de muita expectativa, as duas equipes jogam para frente. A estratégia de jogo é ofensiva e veloz. Desta forma, os resultados têm saído, e os atacantes têm feito a diferença. E vai ganhar quem estiver mais equilibrado emocionalmente e conseguir transformar as oportunidades em gols.
Gabriel e Everton Ribeiro, Botafogo x Cruzeiro (Foto: Luciano Belford/Agência Estado)Para o Furacão da Copa, será um clássico de muita
expectativa (Foto: Luciano Belford/Agência Estado)
Diferenças
Cruzeiro e Botafogo vivem momentos parecidos na tabela. Fora das quatro linhas, estão em dissonância. O alvinegro carioca passa por uma crise financeira, com salários atrasados para jogadores e funcionários, enquanto o clube celeste tem uma estrutura de primeira e mantém os pagamento em dia. Para Jairzinho, o momento econômico das duas equipes é um fator que pode pesar.

- O Cruzeiro está em um momento muito especial. Fez contratações muito boas. Tem pontuado merecidamente no campeonato, que é o torneio mais difícil do mundo. E o Botafogo está na cola. Tem um plantel inferior e mais barato. Foi obrigado a se desfazer do Vitinho, que era uma das grandes revelações do time, para conter as despesas. Mas o time tem feito grandes jogos, como contra o Santos. É um clássico, e a expectativa é para ver, de fato, qual é a equipe mais preparada.

Outro fator que pode pesar a favor do Cruzeiro, segundo Jairzinho, é o Mineirão. Ele disse conhecer a pressão dos cruzeirenses. Diante do bom momento do time, a empolgação da torcida poderá transformar o estádio em um cenário desfavorável ao Botafogo. No entanto, o "Furacão" acredita que é impossível prever o resultado.

- Evidentemente que o fator campo tem muita relevância neste confronto. A torcida do Cruzeiro vive um momento especial, e a partida vai ter influência. A torcida do Cruzeiro é especialíssima e o time vai tentar tirar proveito disso - finalizou.

Ronaldinho revela a jogadores do Grêmio vontade de retornar ao clube

Em meio ao ódio da torcida tricolor após 'traições', craque mostra a amigos o desejo de voltar. Irmão só diz que R10 seguirá no futebol brasileiro em 2014

Por Porto Alegre
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Ronaldinho conversa com Dida na saída de campo da Arena (Foto: Hector Werlang/Globoesporte.com)Ronaldinho conversa com Dida na saída de campo
da Arena (Foto: Hector Werlang/Globoesporte.com)
O amor virou ódio. Poderia virar paixão novamente? A relação entre Grêmio e Ronaldinho ganhou novo capítulo após o domingo, na vitória do Atlético-MG, na Arena, pelo Brasileirão. Em sua estreia no novo estádio do clube que o revelou, o camisa 10 confidenciou a jogadores tricolores a vontade de retornar ao lugar onde tudo começou, de olho no encerramento da carreira. Um desejo que, por ora, não indica nenhuma ação do presidente Fábio Koff. O dirigente adota a cautela e repassa a decisão de levar o assunto adiante à torcida.
Nas duas vezes anteriores em que enfrentou o Grêmio (Flamengo, em 2011, e Galo, em 2012), R10 havia adotado comportamento de indiferença. Algo bem diferente do domingo, quando ignorou o repúdio da torcida. Se sentiu tão à vontade que conversou com Kleber antes de iniciar a preparação para o jogo. E, ao final, logo ao chegar à zona mista da Arena, no trajeto até o vestiário visitante, tratou de parar para dar entrevistas e conversou com os atletas gremistas Dida, Zé Roberto e Guilherme Biteco. Tudo confirmado pela reportagem do GLOBOESPORTE.COM.
A conversa de R10 com o goleiro foi igualmente na zona mista. Logo após, o meia atleticano cumprimentou três seguranças do Grêmio. E perguntou:
- Vocês vão lá?
O ‘lá’ era um churrasco em sua casa em Porto Alegre. A delegação estava de folga na noite de domingo, afinal, permaneceria na capital gaúcha até a segunda-feira pela manhã antes de embarcar para São Paulo, onde enfrenta o tricolor paulista na quarta. A verdade é que a relação do meia continua boa com muitos funcionários tricolores. Jogadores do Grêmio – igualmente de folga – também foram convidados.
Kleber confirmou a conversa. Porém, se recusou a revelar o assunto:
- Conheço o Ronaldo. Falamos sempre que jogamos contra. Foram vários assuntos, coisa nossa. Não sei (se teria clima com a torcida para o retorno). Entre os jogadores, acho que sim. É um cara que se dá bem com Renato. Quem tem de falar é a direção. Ele é jogador do Atlético-MG. É algo muito distante para acontecer.
Ronaldinho Conversa com Kleber (Foto: Léo Simonini)Ronaldinho conversa com Kleber antes do jogo (Foto: Léo Simonini)
Se manteve o mistério, o Gladiador levantou um ponto importante do caso. R10 não esconde que admira Renato. O considera um dos grandes treinadores do Brasil. Já com a bola rolando, no domingo, ao se aproximar do banco gremista para cobrar lateral, fez questão de abraçar o maior ídolo azul. O treinador retribuiu o carinho. Depois, em entrevista coletiva, definiu o jogador como ‘um dos melhores do mundo’.
Era Renato o técnico do Grêmio no segundo caso de "traição" de R10, na opinião do torcedor. Em janeiro de 2011, ao anunciar o desejo de sair do Milan e voltar ao Brasil, o jogador recebeu ofertas do Tricolor, do Palmeiras e do Flamengo. Preferiu o carioca. O primeiro, em 2001, foi a saída traumática ao PSG, na qual o clube francês aproveitou o final do acordo para contratá-lo sem pagar indenização. Ao recorrer à Fifa, o Grêmio conseguiria receber pagamento anos depois.
À Rádio Bandeirantes, Fábio Koff falou da relação complicada com o atleta:
- Ronaldinho tem uma relação de amor e ódio com o Grêmio. No domingo, não falei com ele. Tenho boa relação inclusive com a família. Recordo dele pequeno, com 14 anos, na escolinha na época em que era presidente. Nós temos uma concepção sobre o futebol em 2014. Vamos ver se há interesse em contar com jogadores consagrados. O Ronaldinho tem um marketing muito forte, nome de respeito. Acho difícil, hoje é uma relação do ódio. Temos de resolver isso um momento oportuno. Mas uma coisa é clara: eu vou estar sempre com a torcida. Caso a torcida queira ele ou não.
Há um pensamento entre dirigentes tricolores que a relação pode ter dois propósitos: reaproximação ao Grêmio ou pressão por renovação de contrato com o Atlético-MG, a partir de uma concorrência.

R10 segue no Brasil em 2014
Irmão e empresário de Ronaldinho, Assis evita ao máximo falar sobre o futuro do atleta. Só antecipa que o jogador permanecerá no Brasil na próxima temporada.
- É o momento mais importante da história do Atlético-MG, temos uma relação fantástica com o clube. Seria muito ruim começar esse tipo de comentário agora, gera expectativa. Mas nós nascemos no Rio Grande do Sul e temos carinho muito grande pelo estado. Mas vamos deixar assim. Ele vai permanecer no Brasil em 2014. Vai continuar enquanto tiver chance de Seleção – comenta o agente, com ar de preocupação com o boato surgido.
Ronaldinho tem contrato com o Galo até 31 dezembro de 2013.

Charles do Bronx segue confiante na vitória, apesar de novo adversário

Peso-pena se preocupa apenas com próprio rendimento nos treinos há pouco mais de um mês para luta no UFC 166, dia 19 de outubro, em Houston

Por Rio de Janeiro
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Após saber que seu adversário original no UFC 166, em Houston, dia 19 de outubro, não poderia entrar no octógono em função de uma lesão, o brasileiro Charles do Bronx não demonstrou nenhuma preocupação com a escolha de Jeremy Larsen como novo oponente. Com pouco mais de um mês para o encontro no evento que terá Cain Velásquez contra Junior Cigano como luta da noite, o peso-pena acredita que o foco para sair com a vitória deve ser nele próprio.
- Eu estava me preparando para lutar contra o Estevan e também estou pronto para enfrentar o Jeremy. A minha preocupação não é com adversário, mas sim comigo, em estar bem treinado e em condições de conquistar a vitória, independentemente de quem seja o adversário. Esse é o meu foco. Quero fazer uma luta parecida com a do Frankie Edgar, para frente e bem disputada, mas dessa vez eu quero sair com a vitória - disse o lutador.
charles do bronx mma ufc (Foto: Getty Images)Charles do Bronx não liga para mudança de adversário para o UFC 166, em outubro (Foto: Getty Images)
Vindo de duas derrotas consecutivas no UFC, para Cub Swanson no UFC 152, em setembro de 2012, e para Frankie Edgar no UFC 162, em julho deste ano, o paulista quer recuperar o tempo perdido para voltar a ficar entre os grandes nomes da categoria até 66kg. A luta contra Jeremy Larsen em outubro será a segunda do peso-pena no ano, e ele acredita que os pouco mais de três meses de treino entre um confronto e outro não será um obstáculo para alcançar o triunfo.
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- Foram quase oito meses parado depois da derrota para o Cub Swanson, por causa da lesão que sofri no joelho. Depois da luta contra o Edgar, fiquei com tanta raiva que já voltei a treinar cinco dias depois. Acabou que foi bom, porque assim eu consegui pegar ritmo e manter o gás, e isso é bom - analisou Charles do Bronx.
Aos 23 anos, Charles do Bronx possui um cartel de 16 vitórias, quatro derrotas e um No Contest (luta sem resultado). Especialista em jiu-jpitsu, o brasileiro venceu nove de suas lutas por finalização, seis por nocaute ou nocaute técnico e somente uma por decisão dos juízes. Mesmo após a derrota para Frankie Edgar, em 6 de julho, quando recebeu o bônus de "Luta da Noite", Charles do Bronx se manteve confiante em retornar logo aos octógonos já que ganhou muitos elogios pela bela luta contra o ex-campeão peso-leve do UFC.

Após cirurgia, Kevin Souza brinca
com recuperação: 'Estilo Wolverine'

Lutador sofreu fratura na mão direita na estreia no UFC contra Sertanejo

Por Rio de Janeiro
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O peso-pena Kevin Souza estreou no UFC com vitória sobre Felipe Sertanejo por decisão dividida dos jurados e saiu da luta com dois ossos da mão direita fraturados, após um soco que aplicou ainda no primeiro round. O ex-campeão do Jungle Fight passou por uma cirurgia no fim de semana, onde foram colocados alguns pinos para solucionar o problema. A recuperação parece estar sendo boa, tanto que Kevin até brincou ao postar no Twitter fotos do antes e depois do procedimento.
- Recuperação estilo Wolverine!! Rsrsrs ;) - escreveu ele, referindo-se ao fato de o personagem de quadrinhos e do cinema ter uma cicatrização incrivelmente rápida.
Kevin Souza lutador MMA hospital (Foto: Reprodução / Twitter)Kevin Souza no hospital após cirurgia: do lado direito, o antes e depois dos pinos (Foto: Reprodução / Twitter)

John Makdessi aposta na trocação 'imprevisível' para bater Renée Forte

Canadense luta em casa contra o brasileiro no próximo sábado, no UFC 165

Por Rio de Janeiro
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Participante do TUF Brasil 1, Renée Forte fazer sua terceira luta no Ultimate no próximo sábado, quando terá pela frente John Makdessi. O canadense lutará com a torcida quase toda a seu favor, já que o evento será em Toronto. Mas é com a trocação que ele espera levar vantagem diante do brasileiro. Com sete de suas 11 vitórias conquistadas por nocaute, Makdessi aposta na variedade de golpes para alcançar o terceiro triunfo consecutivo na organização.
- Sou muito imprevisível, e isso é uma coisa legal sobre mim. Tento sempre dominar minhas técnicas e fazer coisas malucas para os fãs, porque amo entreter a multidão. Com cada luta minha que os fãs assistem, eles nunca se arrependem e haverá sempre um sabor agradável para todos - disse o canadense ao site oficial do Ultimate.
Montagem John Makdessi e Renée Forte (Foto: Editoria de Arte)John Makdessi e Renée Forte vão lutar no card preliminar (Foto: Editoria de Arte)
Adversário de John Makdessi, Renée Forte tem um jogo mais completo que o canadense no que diz respeito ao MMA como um todo. Ele é faixa-preta de jiu-jítsu, o que pode indicar uma vantagem para ele caso a luta vá para o chão. Ainda assim, Makdessi não teme o brasileiro, seja lá em que tipo de jogo seja necessário atuar.
- Eu treino minhas fraquezas mais duro do que meus pontos fortes. Eu amo trocação. E há mais na minha trocação do que apenas socos e chutes. Dominar uma habilidade pode levar uma vida inteira. Apenas uma habilidade. No MMA, estamos tentando dominar muitas habilidades diferentes. Estou tentando ser inteligente, não tentando me tornar um faixa-preta de jiu-jítsu em um ano. Faixas-pretas não importam para mim. Bom para alguém ser um faixa-preta, mas o MMA é um esporte de combate com socos e chutes. É um jogo totalmente diferente. Tudo é sobre o que eu vou fazer, e não o que ele vai fazer. Acredito que sou um verdadeiro lutador que pode levar a mais danos - declarou Makdessi.
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Renée Forte será um dos quatro brasileiros no UFC 165. Os outros três serão Michel Trator, o estreante Wilson Reis e o campeão interino peso-galo, Renan Barão. O canal Combate o Combate.com transmitem a pesagem ao vivo na sexta-feira, a partir de 17h. No sábado, o evento começa às 19h15m, também com transmissão ao vivo do canal Combate. O Combate.com vai acompanhar todas as lutas em Tempo Real e exibir o primeiro duelo da noite, entre os pesos-pesados Nandor Guelmino e Daniel Omielanczuk.
UFC 165
21 de setembro de 2013, em Toronto (CAN)
CARD PRINCIPAL
Jon Jones x Alexander Gustafsson
Renan Barão x Eddie Wineland
Brendan Schaub x Matt Mitrione
Costa Philippou x Francis Carmont
Pat Healy x Khabib Nurmagomedov
CARD PRELIMINAR
Mike Ricci x Myles Jury
Ivan Menjivar x Wilson Reis
Chris Clements x Stephen Thopmson
Mitch Gagnon x Dustin Kimura
John Makdessi x Renée Forte
Jesse Ronson x Michel Trator
Roland Delorme x Alex Caceres
Nandor Guelmino x Daniel Omielanczuk

Antônio Braga Neto encara Derek Brunson em sua segunda luta no UFC

Duelo será no dia 6 de novembro. Campeão mundial de jiu-jítsu duas
vezes, brasileiro estreou com vitória sobre Anthony Smith no TUF Brasil 2

Por Rio de Janeiro
A segunda luta de Antônio Braga Neto no Ultimate foi anunciada nesta segunda-feira pela organização. Ele vai enfrentar Derek Brunson no UFC Fight for the Troops 3, marcado para o dia 6 de novembro, em Fort Campbell (EUA).
- Feliz é pouco para descrever a alegria de fechar minha próxima luta!! - escreveu o lutador brasileiro em sua conta no Twitter.
Montagem Derek Brunson e Antônio Braga Neto (Foto: Editoria de Arte)Derek Brunson e Antônio Braga Neto lutaram uma vez cada no Ultimate (Foto: Editoria de Arte)
Antônio Braga Neto foi duas vezes campeão mundial de jiu-jítsu na faixa preta (em 2008 e 2011) e no MMA apresenta um cartel com nove vitórias, uma derrota e um "no contest (luta sem resultado). Ele estreou no Ultimate em junho com triunfo diante de Anthony Simth durante o TUF Brasil 2 Finale, em Fortaleza.
Adversário de Braga Neto, o ex-Strikeforce Derek Brunson tem cartel parecido com o do brasileiro. São dez vitórias e duas derrotas e também apenas uma luta pelo Ultimate. Ele derrotou Chris Leben no UFC 155, em dezembro.
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
O card do UFC Fight for the Troops 3 tem outros três brasileiros. Na luta principal, Lyoto Machida vai encarar Tim Kennedy. Pelo peso-médio, Ronny Markes, que era para ter sido adversário de Derek Brunson no TUF Brasil 2 Finale e saiu do evento por conta de um acidente de carro, vai medir forças com Yoel Romero. E no peso-galo feminino, Amanda Nunes enfrentará Germaine de Randamie.
UFC Fight for the Troops 3 (UFC Fight Night 31)
6 de novembro, em Fort Campbell (EUA)
CARD DO EVENTO
Tim Kennedy x Lyoto Machida
Jorge Masvidal x Rustam Khabilov
Niel Magny x Seth Baczynski
Ronny Markes x Yoel Romero
Chris Camozzi x Lorenz Larkin
George Roop x Francisco Rivera
Colton Smith x Michael Chiesa
Dennis Bermudez x Nik Lentz
Liz Carmouche x Alexis Davis
Derek Brunson x Antônio Braga Neto
Bobby Green x James Krause
Amanda Nunes x Germaine de Randamie
Yves Edwards x Yancy Medeiros

Capitão destaca potência da mão de Rayner: 'Muito pesada para a divisão'

Campeão peso-mosca do Jungle Fight começou no MMA há menos de três
anos, é apadrinhado por Alexandre Capitão e amigo do oponente Junior Boya

Por São Paulo
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Rayner Silva teve uma trajetória meteórica até o cinturão do Jungle Fight. Já com uma defesa de título no cartel, ele começou no MMA há menos de três anos e tem somente cinco lutas, com quatro vitórias e uma derrota. Alexandre Capitão, que é considerado por ele seu padrinho no mundo das artes marciais, acredita que o que fez alcançar um ponto tão alto tão rapidamente foi a mão pesada com poder de nocaute, o que é incomum na categoria dos moscas (até 57kg):
- Ele tem que evoluir mais no chão. Eu sou um cara da arte suave, treino desde os 6 anos de idade e não tenho como esconder meu jogo. Se eu botar para baixo, 50% da luta está terminada. Falo para que, já que não é um cara tão experiente no chão, bota essa mão pesada em pé. Treina para se defender de queda, e solta a mão. Ele tem a mão muito pesada para a divisão. Esse é o diferencial dele - disse Capitão ao Combate.com, apontando também a falha do jogo do pupilo.
Rayner Silva Alexandre Capitão Jungle Fight   (Foto: Ivan Raupp)Rayner Silva (com o cinturão), com Alexandre Capitão do seu lado direito (Foto: Ivan Raupp)
Orgulhoso de seu triunfo contra o campeão interino da divisão, Junior Boya, no fim de semana, no Jungle Fight 58, Rayner é humilde e faz questão de dedicar a vitória ao mestre:
Ele treinava, mas eu não dava muita confiança. Mas fui vendo o esforço dele. Chegava cedo, treinava jiu-jítsu e depois MMA comigo. Eu botava para bater nele e via que não desistia"
Alexandre Capitão, sobre Rayner Silva
- Deus enviou as pessoas certas para mim. Tenho muito que agradecer ao Capitão, que me ajudou desde o começo. Tudo que posso fazer, devo a esse cara.
Jungle confirma Alexandre Capitão
na disputa de cinturão contra Gogó

Rayner não passou por uma arte marcial específica e foi direto para o MMA. Alexandre Capitão recorda que a primeira impressão não foi das melhores, mas o pupilo o conquistou aos poucos:
- Foi bem engraçada a história dele. Ele foi para a academia por meio do Vitor Hugo, amigo meu, e chegou de cabelo louro e tal. Aí falei: "Rapaz, quem é esse doido? Batendo no saco todo errado...". Me disseram que ele queria lutar MMA e pensei: "Será que leva jeito mesmo?". Ele treinava, mas eu não dava muita confiança. Mas fui vendo o esforço dele. Chegava cedo, treinava jiu-jítsu e depois MMA comigo. Eu botava para bater nele e via que não desistia. Vi que ele queria mesmo, aí a gente começou a dar toques de boxe e muay thai, ajeitando a mão dele. Depois começou a ficar direto comigo, e o coloquei para fazer algumas lutas. Trouxe ele para duas lutas minhas e pedia para o Wallid dar uma chance para ele lutar.
Rayner Silva comemora vitória sobre Junior Boya (Foto: Vinícius Stasolla / Jungle Fight)Rayner Silva comemora vitória sobre Junior Boya no Jungle (Foto: Vinícius Stasolla / Jungle Fight)
Adversários no Jungle, Rayner e Boya por sinal se conhecem há bastante tempo e são próximos. E o campeão do Jungle Fight provou que soube separar amizade de profissionalismo:
- A gente fazia preparação física junto lá em Manaus e é bastante amigo. Mas eu falei para ele que aqui dentro é o nosso trabalho, e lá fora a amizade continua. Cheguei aqui e esqueci que ele é meu amigo, esqueci totalmente mesmo. Quando eu estava batendo ali, não lembrava de nada, só queria ganhar e que a luta acabasse logo.
Veja todos os resultados do Jungle Fight 58:
Rayner Silva venceu Junior Boya por nocaute técnico no primeiro round
Martin “La Máquina” venceu Cristian Torres por finalização no primeiro round
Felipe Cruz venceu David “Tatá” da Silva por decisão unânime dos jurados
Rafael Nunes venceu Arinaldo Batista por nocaute técnico no primeiro round
Alexandre “Sagat” venceu Salomão Ribeiro por nocaute técnico no segundo round
Diego Paiva venceu Jonathans Silva por finalização no segundo round

Marcus “Maluco” Perez venceu Bruno Silva por finalização no primeiro round

Gustafsson: 'Jones não é invencível e provou isso contra Sonnen e Belfort'

Desafiante ao título dos meio-pesados do UFC diz que atual campeão já mostrou pontos fracos, e que não o admira como lutador ou como pessoa

Por Las Vegas, EUA
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O sueco Alexander Gustafsson finalmente vai ter a chance de tomar o cinturão do campeão dos meio-pesados do UFC, Jon Jones,  no próximo sábado, no UFC 165, que acontece em Toronto, no Canadá. Com um cartel de 15 vitórias e uma única derrota na carreira - e sem perder desde a sua segunda luta no Ultimate, contra o americano Phil Davis, em abril de 2010 - o lutador se diz tranquilo e pronto para o maior desafio de sua carreira.
Em entrevista ao Combate.com por telefone, ele comentou a sua evolução como atleta, falou sobre as comparações entre ele e Jones e afirmou que o atual campeão dos pesos-meio-pesados do UFC já mostrou que não é invencível dentro do octógono:
-  Ele não é invencível, está muito longe disso. Jon provou que não é imbatível e que tem fraquezas, principalmente nas suas duas últimas lutas - contra o Chael (Sonnen) e o Vitor (Belfort). Todo mundo tem um ponto fraco, e não é diferente com ele.
MMA FRAME UFC World Tour 2013 encarada Jon Jones x Gustafsson (Foto: Reprodução)Jon Jones e Alexander Gustafsson se encaram na
turnê mundial do UFC em 2013 (Foto: Reprodução)
Confira a entrevista na íntegra:
COMBATE.COM: Estamos muito perto de sua luta contra Jones. Como você está se sentindo?
Alexander Gustafsson:
Eu me sinto muito bem, treinei duro, me dediquei e agora estamos quase lá. Estou bem animado e pronto para a luta!
Você tem demonstrado muito respeito pelo Jon Jones nas entrevistas que deu até aqui.  Ele é um lutador no qual você se inspirou em algum momento da sua carreira?
Não, isso é uma competição. Eu nunca me inspirei nele, nunca o admirei. Para mim, hoje o Jones lutador é uma ameaça, e apesar de eu ter muito respeito pelo que ele tem feito pelo esporte e pelo que ele conquistou, não sou fã dele como lutador, muito menos como pessoa, por coisas que ele disse e fez desde que essa luta foi agendada. Mas o que importa é que o que ele tem hoje é algo que eu quero. O cinturão é meu objetivo.
Como você o analisa como lutador?
Jones é um bom lutador, é muito imprevisível, usa bem as suas habilidades, mas nada do que ele vai trazer para a luta é algo que eu já não o tenha visto fazer. E vou responder a cada golpe, porque me preparei para isso.
As duas últimas duas lutas de Jon Jones não foram contra desafiantes da divisão dos meio-pesados, e a performance do campeão foi bastante questionada, principalmente porque ele acabou se machucando nos dois combates. Você viu essas lutas? O que achou da sua performance nelas?
Eu assisti a muitas lutas dele para este duelo e só posso dizer que ele não é invencível, está muito longe disso. Jon provou que não é imbatível e que tem fraquezas, principalmente nessas duas últimas lutas - contra o Chael (Sonnen) e o Vitor (Belfort). Todo mundo tem um ponto fraco, e ele não é diferente. É por isso que eu não estou em pânico, porque sei o que eu tenho que fazer. Estou determinado.
UFC 152 JOn jones e vitor belfort (Foto: Agência AP)Vitor Belfort tenta a chave de braço que por pouco não lhe deu a vitória contra Jon Jones (Foto: AP)
Jon Jones disse em algumas entrevistas que está cansado das comparações entre vocês, e que vai provar para as pessoas que ele tem um boxe melhor do que elas dizem. O que você acha sobre isso?
As pessoas ficam nos comparando, mas nós não somos nada parecidos. Ele é um wrestler e eu sou um striker. E o que vai contar ali é quem vai impôr seu estilo primeiro, quem vai estar mais preparado. Ele disse que vai mostrar que tem um boxe tão bom quanto o meu? Eu acho isso ótimo! (risos)

Você se sente subestimado por ele e pelos fãs do esporte?
Eu acho que ele está me subestimando um pouco, sim, mas isso é algo que eu encaro como positivo. Eu gosto disso. Não me importo em ser o azarão, porque a pressão está toda sobre ele. Eu vou mostrar para as pessoas no octógono o quanto elas estão erradas.
Sua primeira e única derrota no UFC até hoje foi contra Phil Davis no UFC 112, em abril de 2010. Como você evoluiu desde então?
Eu mudei muito desde a minha primeira e única derrota no UFC. Sou um lutador completamente novo, muito melhor. Não tem nem como comparar. Aprendi muito com aquela derrota e, depois daquela luta, eu e o Phil nos tornamos parceiros de treino e amigos, e temos treinado juntos desde então. Amadureci muito como lutador, evoluí em todas as áreas do meu jogo. Phil  foi o adversário mais duro da minha carreira, mas hoje eu acredito que luto em outro nível.
Jon Jones e Alexander Gustafsson se encontram na Suécia (Foto: Reprodução/Instagram)Jon Jones e Alexander Gustafsson posam para fotos na
Suécia, antes do UFC 165 (Foto: Reprodução/Instagram)
A sua última luta no UFC foi contra o brasileiro Maurício Shogun. Você viu a luta dele contra o Chael Sonnen? Ficou surpreso com o resultado?
Eu não sei o que aconteceu com o Shogun. Fiquei surpreso. Me senti mal e fiquei muito triste por ele, porque Maurício Shogun é uma lenda do esporte e, por alguma razão, ele não conseguiu fazer metade do que costuma fazer em suas lutas. Ele não lutou. É triste, mas eu espero que ele volte melhor e mais forte. Eu torço pelo Shogun.

Quer deixar alguma mensagem para os seus fãs do Brasil?
Eu quero agradecer a todos os meus fãs no Brasil pelo apoio e por tudo. Tenho muito contato com eles pelas redes sociais, e é isso que faz com que a gente continue treinando duro e dando o nosso melhor! Muito obrigado!
UFC 165
21 de setembro de 2013, em Toronto (CAN)
CARD PRINCIPAL
Jon Jones x Alexander Gustafsson
Renan Barão x Eddie Wineland
Brendan Schaub x Matt Mitrione
Costa Philippou x Francis Carmont
Pat Healy x Khabib Nurmagomedov
CARD PRELIMINAR
Mike Ricci x Myles Jury
Ivan Menjivar x Wilson Reis
Chris Clements x Stephen Thopmson
Mitch Gagnon x Dustin Kimura
John Makdessi x Renée Forte
Jesse Ronson x Michel Trator
Roland Delorme x Alex Caceres
Nandor Guelmino x Daniel Omielanczuk

Após Rony Jason, Stephens também se machuca, e combate é cancelado

Empresário do lutador alega lesão na perna para justificar ausência no UFC em Barueri, dia 9 de outubro. Segundo ele, entretanto, problema não é grave

Por Rio de Janeiro
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Com uma lesão na perna, o peso-pena Jeremy Stephens preferiu não permancer no card principal do UFC em Barueri, dia 9 de outubro, deixando o evento com 11 lutas. A decisão do americano foi anunciada nesta segunda-feira, já que o brasileiro Rony Jason, seu adversário inicial, foi retirado da luta também por problemas médicos. Com isso, a luta entre Rousimar Toquinho e Mike Pierce foi promovida ao card principal do evento.
Ryan Hass, empresário do lutador, falou ao site "Bleacher Report" que o peso-pena já sofria com a lesão há algum tempo, inclusive ficando uma semana sem realizar qualquer treino na academia. Por isso, o americano já tinha decidido antecipar sua vinda ao Brasil para finalizar o camp. Entretanto, com a retirada de Rony Jason da luta, Jeremy Stephens preferiu sair também do evento.
Montagem Rony Jason e Jeremy Stephens (Foto: Editoria de Arte)Com lesões, Rony Jason e Jeremy Stephens não se enfrentam no UFC em Barueri (Foto: Editoria de Arte)
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Ainda de acordo com o empresário, a lesão de Stephens não é grave, tendo inclusive, confirmado ao UFC que seria possível remarcar a luta com Jason para uma data posterior, mas que ainda nada está certo. O brasileiro, por sua vez, foi retirado do UFC em Barueri no último sábado, por ter sido detectada no exame de ressonância magnética uma hérnia lombar.
UFC Fight Night no Combate: Maia x Shields
9 de outubro, em Barueri (SP)
CARD PRINCIPAL
Demian Maia x Jake Shields
Erick Silva x Dong Hyun Kim
Thiago Silva x Matt Hamill
Fábio Maldonado x Joey Beltran
Raphael Assunção x TJ Dillashaw
Rousimar Toquinho x Mike Pierce
CARD PRELIMINAR
Hacran Dias x Rodrigo Damm
Ildemar Marajó x Igor Araújo
Yan Cabral x David Mitchell
Iliarde Santos x Chris Cariaso
Alan Nuguette x Garett Whiteley

UFC agenda luta de José Maria 'No Chance' contra estreante em Goiânia

Brasileiro está escalado para enfrentar o americano Dustin Ortiz no 'UFC Fight Night 32: Belfort x Henderson', dia 9 de novembro, na Goiânia Arena

Por Rio de Janeiro
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Após ter a invencibilidade de 17 lutas quebrada com a derrota para John Lineker no UFC 163, em agosto, José Maria "No Chance" foi escalado pelo Ultimate para enfrentar o americano Dustin Ortiz no "UFC Fight Night 32: Belfort x Henderson", pelo categoria dos moscas (até 57kg). O contrato ainda não foi assinado, mas o Combate.com confirmou com fontes ligadas à organização que o duelo está verbalmente acertado.
ufc 163 john LIneker e José Maria no chance (Foto: André Durão / Globoesporte.com) José Maria 'No Chance' (esq.) vem de derrota para John Lineker (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
José Maria "No Chance" tem 31 anos e um cartel com 33 vitórias, quatro derrotas e duas lutas sem resultado (no contest). O brasileiro bateu 15 adversários por nocaute e outros 13 por finalização em sua carreira.
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Já Dustin Ortiz (11-2) ainda não estreou na organização. Ele chegou a ter combate marcado contra Justin Scoggins para o "UFC: Condit x Kampmann 2", mas ela foi retirada do card. O americano já nocauteou quatro rivais e finalizou outros quatro.
UFC Fight Night 32: Belfort x Henderson
9 de novembro, em Goiânia (GO)
CARD DO EVENTO
Vitor Belfort x Dan Henderson
Cezar Mutante x Daniel Sarafian
Rafael Feijão x Igor Pokrajac
Santiago Ponzinibbio x Ryan LaFlare
Thiago Tavares x Quinn Mulhern
Godofredo Pepey x Sam Sicilia
Paulo Thiago x Brandon Thatch
José Maria "No Chance" x Dustin Ortiz