terça-feira, 29 de abril de 2014

Larissa Riquelme apoia Dani Alves: "Racismo é coisa de gente estúpida"

Assim como jogadores e personalidades, modelo paraguaia também reage
contra atitude racista e come banana em protesto a fato ocorrido na Espanha

Por Direto de Assunção, Paraguai
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Larissa Riquelme apoia Daniel Alves (Foto: Marco Antonio Astoni)Larissa Riquelme faz pose e adere à campanha
que faz sucesso na internet (Fotos: Marco Astoni)
A modelo e atriz paraguaia Larissa Riquelme também aderiu à campanha em apoio ao lateral Daniel Alves, do Barcelona. Em Assunção, capital do Paraguai, onde o Cruzeiro enfrenta o time do coração dela, o Cerro Porteño, nesta quarta-feira, a musa da Copa de 2010 posou para o GloboEsporte.com comendo uma banana, repetindo o que jogador brasileiro fez, após a torcida do Villareal ter jogado a fruta no gramado durante o jogo contra o Barcelona, no último domingo, pelo Campeonato Espanhol.

Larissa é muito ligada ao futebol. Torcedora fanática do Cerro Porteño, a modelo, que ganhou notoriedade mundial na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, vive a expectativa do confronto do time paraguaio contra o Cruzeiro, pelas oitavas de final da Taça Libertadores. Apesar da descontração mostrada nas fotos, Larissa falou sério quando se referiu ao racismo.

- Sou contra todo tipo de preconceito. Racismo é coisa de gente estúpida.
Cruzeiro e Cerro Porteño se enfrentam às 22h (de Brasília), em Assunção. Quem vencer se classifica. Como o primeiro jogo terminou em 1 a 1, no Mineirão, o time paraguaio joga pelo empate sem gols para ficar com a vaga, por conta do gol marcado em Belo Horizonte. Se o placar da partida voltar a ficar em 1 a 1, a decisão vai para os pênaltis. Qualquer outro empate, a partir de 2 a 2, classifica o Cruzeiro.
Larissa Riquelme apoia Daniel Alves (Foto: Marco Antonio Astoni)Musa paraguaia apoia Daniel Alves e diz: "Racismo é coisa de gente estúpida"




UFC anuncia TUF América Latina com Velásquez e Werdum de técnicos

Pesos-pesados americano e brasileiro disputarão o cinturão da categoria
no UFC 180, dia 15 de novembro, na primeira edição do evento no México

Por Cidade do México
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O UFC anunciou nesta terça-feira, em uma coletiva de imprensa na Cidade do México, a realização do primeiro The Ultimate Fighter América Latina, que envolverá todos os países do grupo, com exceção do Brasil a princípio. O reality show terá como treinadores o peso-pesado americano Cain Velásquez e o brasileiro Fabricio Werdum. A organização também anunciou que os dois se enfrentarão pelo cinturão da categoria na luta principal do UFC 180, dia 15 de novembro. O evento, que também terá a final do programa, será o primeiro que o Ultimate sediará no México, mais precisamente na Arena Cidade do México. A coletiva teve a presença de Velásquez, Werdum, o presidente Dana White, além de representantes da TV mexicana.
Os dois treinadores com as camisas de suas equipes no TUF (Foto: Reprodução)Os dois treinadores com as camisas de suas equipes no TUF (Foto: Reprodução)
Campeão dos pesados, Velásquez tem raízes mexicanas e sempre faz questão de ressaltá-las para o público. Já Werdum, que morou anos na Espanha e fala muito bem a língua espanhola, atualmente é comentarista do canal oficial do UFC na América Latina.
As gravações começam em maio, e o programa vai ao ar a partir de agosto. Serão duas categorias de peso: galos (até 61kg) e penas (até 66kg). A casa do TUF será em Las Vegas, nos EUA, e não no México. Dana White explicou o porquê:
- Las Vegas é mais perto, é mais fácil para nós. Vou te dizer que, se fosse aqui (no México), seria a mesma coisa, uma casa com uma academia. Vocês não vão perder nada.
Werdum e Velásquez se encaram pela primeira vez (Foto: Reprodução)Werdum e Velásquez se encaram pela primeira vez (Foto: Reprodução)
O presidente do Ultimate também se mostrou empolgado com a ida ao México:
- Temos cultivado talento do México por algum tempo, e queremos usá-los agora. Haverá o México e diversos outros países latinos representados neste show. Por ser o primeiro evento no México, haverá gente de todo o mundo aqui. E haverá muitos brasileiros torcendo por Werdum aqui.
Um dos assuntos mais questionados foi a situação física de Velásquez, que passou por cirurgia após a vitória sobre Junior Cigano, em outubro. Dana White cruzou os dedos:
- Espero que Cain esteja recuperado, porque será difícil vir ao México sem ele. Teremos a final do TUF e ainda não sei o resto do card. Estamos longe ainda, mas tenha certeza que viremos ao México para arrasar. Traremos grandes lutas para vocês.
Dana fala na coletiva na Cidade do México (Foto: Reprodução)Dana fala na coletiva na Cidade do México (Foto: Reprodução)
O campeão se disse animado quanto à recuperação, e Werdum não perdeu a piada:
- Farei tudo o que puder, e estou preparado para fazer o que for preciso para lutar aqui. Sei o que preciso fazer para estar no México e lutar para você - disse Velásquez.
- Não me importaria se o Cain quiser lutar lesionado. Eu gostaria - brincou Werdum.

Após reclamar da reserva, Walter é chamado para papo com Fred e Sobis

Atacante treina normalmente nas Laranjeiras depois de se queixar por não entrar em campo contra o Palmeiras. Cristóvão Borges tratará do tema internamente

Por Rio de Janeiro
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Fred e Sóbis conversando com o Walter (Foto: Marcos Tristão / Agência O Globo )Fred e Sobis conversam com o Walter durante o treino (Foto: Marcos Tristão / Agência O Globo )
Anunciada no final de semana, realizada na terça-feira. Rafael Sobis e Fred aproveitaram a reapresentação do Fluminense, nesta manhã, nas Laranjeiras, para ter uma conversa com Walter. Durante o treino físico e técnico, comandando por Cristóvão Borges, os atacantes trataram da reclamação do colega. No último sábado, o camisa 18 havia se queixado da reserva ao não participar da vitória sobre o Palmeiras.
Foi um papo rápido, que durou menos de dez minutos. Coube ao capitão, o maior líder do grupo, tomar a dianteira, embora Sobis também tenha falado. Ao menos no gramado, o treinador não participou da conversa,  confirmando o tom discreto sobre o caso que já havia adotado na coletiva após a partida em São Paulo. A direção, na figura do vice-presidente de futebol, Ricardo Tenório, tratou do caso como ‘vontade de ganhar’ e descartou qualquer tipo de punição.
Walter não esboçou reação. Ouviu atentamente. E a chamada de atenção ocorre justamente em um período de tranquilidade, no qual a equipe lidera o Brasileirão e vem de quatro vitórias em quatro jogos – incluindo a Copa do Brasil. Durante a atividade, o atacante aparentou normalidade. Riu, brincou e se dedicou no treinamento. 
Titular com Renato Gaúcho, Walter perdeu espaço após a chegada de Cristóvão. O sábado foi a primeira vez, nas quatro partidas do novo treinador, em que não entrou no segundo tempo. Marcou sete gols em 14 jogos.

Sheik promete língua afiada e diz: "Galera me curte, sou maneiro"

Atacante garante que sua personalidade forte não vai mudar no Botafogo e
explica rápida empatia dos alvinegros após estreia contra o Inter, no domingo

Por Rio de Janeiro
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O atacante Emerson Sheik deu entrevista coletiva nesta terça-feira para comentar suas primeiras impressões no Botafogo e, especialmente, sua boa estreia pelo time (veja alguns lances no vídeo ao lado), no empate em 2 a 2 com o Internacional, domingo, no Maracanã. Ele fez um gol e deu assistência para Zeballos marcar.

Satisfeito com seu início no Alvinegro, Emerson garantiu que seguirá com personalidade forte e que não medirá as palavras quando for dar suas opiniões. Doa a quem doer.

- Cada um tem uma personalidade, não me incomoda estar na frente das câmeras. Vou sempre responder o que acho que está certo. Quem não estiver satisfeito, começa a pular, correr... F...-se o resto - disse durante a entrevista.

Sheik mostrou descontração também para comentar sobre o carinho que tem recebido logo de cara no Bota, apesar de já ter atuado nos rivais Flamengo e Fluminense.

- Na rua a recepção está legal. A galera me curte, está amarradona. Sou maneiro - afirmou.
Emerson Sheik treino Botafogo (Foto: Fabio Castro / Ag. Estado)Após o treino, Emerson fala sobre a estreia pelo Botafogo (Foto: Fabio Castro / Ag. Estado)
Durante a coletiva, o atacante protagonizou mais cenas curiosas, como quando interrompeu uma resposta para brincar com um repórter cinematográfico que passou a mão na barriga.

- Está gordinho, hein (risos)...

Apesar da personalidade forte e das brincadeiras, Emerson falou sério quando perguntado sobre se ele já é a grande referência do time do Botafogo. Ele disse não estar pronto para ser o salvador da pátria e afirmou que o segredo do sucesso é força coletiva.  

- Não, não sou salvador da pátria. Vou contribuir, para isso que estou preparado. O futebol é um esporte coletivo, todos precisam dar sua parcela. Não é tênis. Não tem isso de eu ser a referência. Não vejo futuro no futebol quando a palavra é "eu" e sim "nós".

Depois do empate com o Inter, o Botafogo se prepara agora para encarar o Bahia, domingo, na Fonte Nova. O Alvinegro é o 18º colocado com um ponto em duas rodadas.

*Sofia Miranda, sob supervisão de Fred Huber

Dana White: "Temos que impedir que Jon Jones toque os olhos dos rivais"

Presidente do UFC reconhece que campeão dos meio-pesados usa as mãos abertas com mais frequência que o desejável e critica a sua forma de lutar

Por Baltimore, EUA
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A tática de Jon Jones de manter Glover Teixeira à distância colocando as mãos no rosto do brasileiro durante a luta entre os dois, válida pelo cinturão dos meio-pesados no UFC 172, não foi vista com muita simpatia por Dana White. Em entrevista à transmissão oficial do evento após as lutas, o dirigente afirmou que é preciso fazer algo para que essa tática não seja mais usada, pelo perigo de que os olhos dos lutadores sejam atingidos pelos dedos dos rivais com mais frequência.
UFC Jon Jones e Glover Teixeira (Foto: Agência Getty Images)Jon Jones mantém Glover Teixeira à distância pondo a mão em seu rosto no UFC 172 (Foto: Getty Images)
- Temos que fazer os lutadores pararem de lutar de mãos abertas, e de colocarem as mãos no rosto dos adversários. Isso é ruim. Caras como Jon Jones, que têm muito alcance e muita envergadura, fazem isso com muito mais frequência do que deveriam.
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Dana White também falou sobre a possibilidade da revanche entre Jones e Alexander Gustafsson acontecer na Europa, muito provavelmente na Suécia, apesar dos pedidos do campeão para se manter lutando nos EUA.
- Acho que se a luta entre Jon Jones e Alexander Gustafsson acontecer na Europa será um evento absolutamente sensacional. Não me importo muito com o que Jon quer que aconteça ou não. Se tivermos que fazer essa luta na Europa, na Suécia por exemplo, nós faremos.

"Queria dar gostinho aos brasileiros", diz Rubinho, sobre pressão pós-Senna

Vinte anos depois, Barrichello diz que, após "morrer por seis minutos" em batida,
tem poucas memórias do acidente fatal do amigo Ayrton, ocorrido em 1º de maio

Por Rio de Janeiro
Há exatos 20 anos, em 29 de abril de 1994, Rubens Barrichello sofreu naquele sombrio GP de San Marino, em Ímola, o maior susto da sua carreira. Durante os treinos de sexta-feira, sua Jordan decolou após subir na zebra, e ele atingiu violentamente a proteção de pneus, capotando e parando com o carro de cabeça para baixo. Uma das cenas mais impressionantes da história da F-1. Rubinho precisou ser hospitalizado e recebeu a visita de Ayrton Senna. Dois dias depois, sem poder participar da corrida, Barrichello viu pela TV o acidente fatal de seu compatriota, no dia 1º de maio. Uma tragédia da qual Rubinho tem poucas memórias, devido às sequelas das batidas de dois dias antes.
– Falar do Ayrton é uma questão sempre muito delicada. Todo mundo lembra o que estava fazendo no momento do acidente, também lembra quando os aviões bateram nas torres (atentado ao World Trade Center, 11 de setembro). Mas por incrível que pareça, apesar da proximidade, me lembro muito pouco. Meu acidente na sexta-feira, com a visita do Ayrton no ambulatório, é uma vaga memória que parece que lembro por ter visto foto. O professor Sid Watkins, que era o médico daquele evento e muito amigo do Ayrton, disse que eu tinha morrido por seis minutos. Ele disse que engoli a língua, uma situação muito difícil de imaginar. Com toda aquela pancada, fiquei com uma memória reduzida por uns 20 dias. Todo o processo do acidente do Ayrton... Eu sei que estava na Inglaterra, assistindo à corrida e, como todo mundo, o momento em que ele mexe a cabeça é o momento em que pensei: “Estamos salvos. Ele vai levantar do carro e vai continuar nos dando felicidade”. Infelizmente aquele foi o último suspiro – diz o piloto, que hoje compete na Stock Car.
Montage F-1 acidente Rubinho Barrichello Ímola  (Foto: Getty Images)Acidente assustador de Rubinho Barrichello nos treinos de Ímola, em 1994 (Foto: Getty Images)

A perda de um grande ídolo como Ayrton Senna foi um momento difícil para todos os brasileiros, especialmente para Rubens – na época com apenas 22 anos, em sua segunda temporada na F-1. Além de ver em Senna uma referência, começava a criar um forte vínculo de amizade com o piloto, que o tratava como pupilo. Voltar às pistas após se recuperar do acidente foi um desafio para Barrichello.
– Foi muito difícil o processo do enterro. Em cinco dias eu estava de volta num carro com uma dúvida: medo de ter medo. Era uma situação delicada porque eu não estava com medo. Mas estava com medo de sentar no carro e sentir alguma coisa diferente. Mas sentei no carro pensando que eu tinha que ser extremamente atento com todas as curvas que fosse ver e tentar fazer o melhor tempo na pista de Silverstone. Consegui fazer o meu melhor tempo e, a partir daquele dia, realmente defini que aquilo era a minha vida. Depois tivemos que encarar Mônaco sem o Ayrton. Foi muito difícil. Aquele grid com aquelas fotos, aquela faixa “Nós sentimos sua falta”... Aquilo foi muito difícil. 
homenagem Senna Rubens barrichello (Foto: Reprodução / Instagram)Ainda nos tempos de kart, Rubens Barrichello tietando Ayrton Senna em 1987 (Foto: Reprodução / Instagram)

Para Rubinho, porém, o mais complicado foi ter que repentinamente passar de uma jovem promessa para a grande esperança da torcida brasileira, “mal acostumada” com gerações de sucesso e “órfã” de um piloto do naipe de Senna. Barrichello diz que nunca se colocou na responsabilidade de substituir Ayrton, mas quis ao máximo representar bem o país para voltar a dar alegria para os torcedores.
– Mas nada foi mais difícil do que voltar para o Brasil em 95, conviver com a falta do Ayrton no momento em que eu ainda não tinha competitivo para lutar por vitórias, sendo que era algo que eu gostaria muito, porque o brasileiro sempre foi muito apaixonado por F-1, acostumado com as vitórias. Eu não estava querendo suprir a falta do Ayrton, mas sim queria simplesmente dar um gostinho especial para os brasileiros. 
Independentemente do peso de "suceder" Senna, Barrichello trilhou seu caminho e deixou suas marcas na Fórmula 1. Tornou-se o quarto brasileiro mais vitorioso na categoria, ao lado de Felipe Massa, com 11 triunfos. Foi duas vezes vice-campeão, em 2002 e 2004, quando era companheiro de um imbatível Michael Schumacher na Ferrari. Ainda fez 14 poles e subiu 68 vezes ao pódio. De quebra, tornou-se o recordista de GPs disputados, com 326 participações.
Rubens Barrichello comemora a vitória no GP da Europa de 2002, um de seus 11 triunfos na F-1 (Foto: Getty Images)Rubens Barrichello comemora a vitória no GP da Europa de 2002, um de seus 11 triunfos na F-1 (Foto: Getty Images)
Semana #SennaSempre
Nesta semana em que completam-se 20 anos do adeus a Ayrton Senna, o GloboEsporte.com apresenta matérias especiais e entrevistas exclusivas em homenagem ao ídolo brasileiro, além de cobertura "in loco" do "Ayrton Senna Tribute 1994/2014”, evento de quatro dias que será realizado em Ímola em memória ao tricampeão. Fique ligado e confira tudo em nossa página especial “Senna para Sempre”.

Torcida do Fla briga, e procurador do STJD pode denunciar os rubro-negros

Organizadas rubro-negras criam tumulto no Pacaembu e Timão também corre risco

Por Rio de Janeiro
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Não bastasse a derrota por 2 a 0 em campo, o Flamengo pode ter mais problemas após o jogo contra o Corinthians, último domingo, no Pacaembu. Membros de torcidas organizadas rubro-negras brigaram no estádio durante partida válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. E o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) está de olho no caso. Imagens da confusão serão analisadas, e a procuradoria pode oferecer denúncia.

O caso deve ser enquadrado no artigo 213 (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva do (CBJD). A multa vai de R$ 100 a R$ 100 mil com possibilidade de perda de mando de campo de uma a dez partidas. O Corinthians também corre risco de ser punido por ser o mandante do jogo.

- Já pedi as imagens e agora temos que analisar. Solicitamos ontem (segunda-feira) as imagens e, assim que chegarem, o procurador vai avaliar (antes de oferecer ou não denúncia) - disse o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt.
Briga Confusão torcida Flamengo x Corinthians (Foto: Wagner Carmo/Agência Estado)Torcedores de organizadas do Flamengo brigam no Pacembu (Foto: Wagner Carmo/Agência Estado)

Briga Confusão torcida Flamengo x Corinthians (Foto: Epitácio Pessoa/Agência Estado)Torcedores preocupados com a confusão durante a briga (Foto: Epitácio Pessoa/Agência Estado)

Nobre rompe com o São Paulo e rebate Aidar: "Infeliz e arrogante"

Em nota oficial, presidente do Palmeiras responde críticas do são-paulino e lembra que torcidas ajudaram o Tricolor a não fechar no passado

Por São Paulo
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Montagem - Carlos Miguel Aidar e Paulo Nobre São Paulo x Palmeiras (Foto: Editoria de Arte)Aidar e Nobre: de adversários a inimigos (Foto: Editoria de Arte)
A briga entre Palmeiras e São Paulo após a ida de Alan Kardec para o Tricolor promete ser longa. No início da noite desta terça, o presidente do Verdão, Paulo Nobre, respondeu, por meio de uma nota oficial, às críticas que o mandatário tricolor, Carlos Miguel Aidar, fez a ele durante a manhã.

Na publicação, Nobre diz que Aidar teve postura arrogante e o chama de "infeliz". Ele também citou que está rompendo qualquer relação com o São Paulo durante a gestão de Aidar e lembrou que o Tricolor teve ajuda de torcedores de outros clubes no passado para não fechar.
 O problema entre os dois aconteceu por conta da contratação de Alan Kardec pelo clube do Morumbi enquanto o Palmeiras negociava a renovação de contrato do atacante. Paulo Nobre não gostou da atitude de Aidar e criticou publicamente, dizendo que ele agiu de maneira "sorrateira e antiética". Nesta terça, o são-paulino reagiu dizendo, entre outras coisas, que o palmeirense teve postura "juvenil" e que ela era condizente com o tamanho do Alviverde.

Confira a íntegra da nota emitida pelo Palmeiras:

"Em nome da Sociedade Esportiva Palmeiras e dos seus 16 milhões de torcedores venho a público lamentar e repudiar a postura arrogante do presidente do São Paulo Futebol Clube, Carlos Miguel Aidar, ao tentar diminuir o nosso alviverde.

As afirmações em relação ao Palmeiras e que o SPFC “desperta ciúmes dos coirmãos” ratificam a conhecida e repetida conduta de suas diretorias em relação aos demais clubes. Esquece o infeliz dirigente que, no passado, para não fechar as portas, seu time já foi ajudado financeiramente por várias torcidas, inclusive a nossa.

Jamais aceitaremos que alguém ouse se dirigir à nossa S.E.P. de tal forma e, portanto, rompemos qualquer relação política com o São Paulo enquanto o Sr. Aidar estiver à frente da entidade.

O presidente do SPFC não tem ideia do tamanho do Palmeiras. Ele, como presidente de uma agremiação que também é muito grande, deveria saber. Infelizmente, a arrogância causa miopia. 

Paulo Nobre
Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras"

Dono dos Clippers é suspenso pelo resto da vida por racismo na NBA

Donald Sterling será forçado a vender franquia dos Los Angeles Clippers após afirmar que não queria negros na torcida de seu time, e não poderá voltar à Liga

Por Nova York, Estados Unidos
Comente agora
donald sterling, dono do Los Angeles Clippers (Foto: Agência AP)Donald é dono do Los Angeles Clippers
(Foto: Agência AP)
O comissário da NBA, Adam Silver, anunciou na tarde desta terça-feira que Donald Sterling, proprietário do Los Angeles Clippers, está suspenso por racismo pelo resto de sua vida e terá de pagar uma multa de US$ 2,5 milhões(cerca de R$ 5,5 mi), valor máximo para uma punição permitido pela constituição da Liga Americana de Basquete. O dinheiro será doado para organizações que lutam contra o racismo.
- Estou banindo o senhor Sterling pelo resto da vida de qualquer associação com os Clippers ou com a NBA. Ele não poderá assistir a nenhum jogo ou treino de nenhuma equipe. Ele também não poderá mais participar das decisões da equipe dos Los Angeles Clippers nem participar de qualquer reunião associada à Liga - garantiu o comissário, que não conversou pessoalmente com Donald Sterling.
Adam Silver já conversou com as autoridades para que Sterling coloque à venda o time do Los Angeles Clippers.
- Vou insistir ao Conselho de Governadores para forçarem a venda da equipe. Eu vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para garantir isso. Eu espero ter o apoio de todos os donos de equipes da NBA.
No último sábado, foi divulgada pelo site americano "TMZ Sports" uma conversa telefônica fazendo declarações preconceituosas contra negros. Vale lembrar que essa não é a primeira vez que ele se envolve em caso de racismo.  Donald já foi punido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por não deixar negros e hispânicos alugarem seus apartamentos. Esses antecedentes não foram levados em consideração para a punição da NBA, uma vez que não estão relacionados com a Liga.
O comissário da NBA deixou claro que não decidiu a punição para Sterling sozinho. Ele escutou jogadores e técnicos, especialmente os dos Clippers.
- Falei com muitos jogadores antes de tomar minha decisão. Falei diretamente com o Chris Paul e com o técnico Doc Rivers. Acredito que os jogadores estarão satisfeitos com a decisão - afirmou Silver, se referindo ao principal astro dos Clippers e ao treinador da equipe.
Cerca de 15 patrocinadores já romperam contratos com o Clippers após a divulgação da conversa, entre eles a seguradora State Farm e a fabricante de carros Kia. Sobre isso, o comissário da NBA acredita que as marcas voltem ao time de Los Angeles.
Página oficial do Los Angeles Clippers  (Foto: Reprodução)Página oficial do Los Angeles Clippers (Foto: Reprodução)
- Espero que os patrocinadores vejam isso e voltem às suas parcerias com os Clippers. Eu fiquei insultado, entendo que outros também tenham ficado insultados. Pode levar um tempo para os patrocinadores voltarem, mas farei o que puder para eles retornarem à família da NBA - comentou Adam Silver.
Tanto o Facebook do Los Angeles Clippers como a página oficial na internet do time publicaram uma foto imediatamente após o pronunciamento de Adam Silver com a frase "We are one", "somos todos um só", na tradução para o português.
Um dia depois da divulgação do áudio, o Los Angeles Clippers perdeu para o Golden State Warriors, em duelo pelas quartas de final da Conferência Oeste, que está empatado em 2 a 2. O jogo 5 da série será nesta terça-feira, na Califórnia.
jogadores e autoridades apoiam punição 
O prefeito da cidade de Los Angeles, Eric Garcetti, também se pronunciou sobre o assunto.
- Somos uma cidade com dois times, mas hoje estamos com os Clippers. Nós amamos os Clippers, e nosso sentimento é de que a justiça foi feita. Não toleramos isso de ninguém, de nenhuma entidade. Quero agradecer ao Adam Silver por ter sido o mais forte que ele pôde - afirmou o prefeito.
Kevin Johnson, ex-jogador da NBA e atual prefeito de Sacramento, capital da Califórnia, deixou claro que não haverá tolerância ao racismo. Ele, que é porta-voz da Associação de Jogadores Profissionais (NBPA), falou com a imprensa também nesta terça-feira.
- Estou orgulhoso dos jogadores. Não tiveram medo de se articular e fizeram isso de uma maneira muito profissional. Pedimos três coisas ao Adam Silver: ação imediata, voz dos jogadores e mudança na liderança.  Quero agradecer a todos os jogadores por trás de mim. Estamos dando um exemplo para os jogadores futuros. Esse é um momento decisivo da nossa história. O esporte mais uma vez transcende. Não haverá tolerância ao racismo - comentou Kevin Johnson.
donald sterling, dono do Los Angeles Clippers (Foto: Agência AP)Donald Sterling, dono do Los Angeles Clippers, é banido da NBA (Foto: Agência AP)

Bayern em chamas: Pep lamenta, e Beckenbauer volta a criticar equipe

Ídolo do clube diz que time não está bem "há semanas", enquanto técnico evita desculpas e diz que atuação foi ruim. Rumenigge pede paciência e elogia Real

Por Munique, Alemanha
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O inferno prometido por Karl-Heinz Rumenigge contra o Real Madrid se voltou para o Bayern de Munique após a goleada por 4 a 0 sofrida para os merengues em casa (veja os gols no vídeo ao lado), em partida que eliminou os bávaros da Liga dos Campeões. Após o jogo, enquanto Guardiola evitava dar desculpas para o resultado, o presidente de honra do clube, Franz Beckenbauer, voltou a criticar a equipe. 
- O Bayern não está bem. É algo que sabemos há algumas semanas. Desde agosto, quando começou a temporada, até algumas semanas, eles jogaram no nível máximo e com máxima concentração. Depois, iniciaram uma fase de debilidade e pouca concentração que dura até agora – analisou o Kaiser, em entrevista ao canal “Sky”. 
Por outro lado, Rumenigge foi mais comedido. Em vez de criticar a equipe, ele exaltou a partida do Real Madrid e pediu paciência à torcida.
- Em uma noite assim, é melhor não dizer nada. O rival nos dominou com clareza. Mas temos um treinador muito competente, sofremos uma derrota que dói, mas não se tem que começar a questionar tudo agora - disse o dirigente ao canal alemão "ZDF".
Guardiola Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)Guardiola abaixa a cabeça durante derrota para o Real: atuação ruim selou eliminação, segundo ele (Foto: AFP)

Guardiola, por sua vez, foi sucinto nas explicações para a derrota. Segundo ele, o motivo foi simples: o Bayern jogou mal. O catalão, que na véspera da partida disse que queria um time mais agressivo, lamentou que a equipe se lançou demais ao ataque. 
- Todo passa por jogar bem. Eu tive vários golpes duros, mas este é um deles. Jogamos muito mal, esta é a única razão. Quando se joga mal, concede-se muito gols. Sofremos dois em bola parada. Começamos muito empolgados, e aí sofremos um gol – ponderou o técnico. 
Ainda assim, Guardiola não quis criticar seus jogadores e exaltou o esforço deles na partida, chamando para si a responsabilidade pela eliminação.
- Eu me equivoquei em algumas questões táticas, é minha responsabilidade. Não tenho nada a criticar dos meus jogadores.

CR7 bate recorde, Real esfria "inferno" do Bayern e vai à final da Champions

Craque marca duas vezes, chega a 16 gols em 10 jogos e se torna maior artilheiro
em uma só edição do torneio. Merengues goleiam bávaros por 4 a 0 em Munique

Por Munique, Alemanha
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Não foi fácil, mas o Real Madrid fez parecer ser. Com um baile tático e físico, o time espanhol, de Cristiano Ronaldo e companhia, mostrou frieza diante do "inferno" prometido pelo adversário e fez o Bayern de Munique comer poeira. Os comandados de Guardiola foram inferiores durante toda a partida, e não conseguiram frear os merengues, que aplicaram uma histórica goleada por 4 a 0, na Allianz Arena, e vão à final da Liga dos Campeões da Europa pela primeira vez após 12 anos, em busca do sonhado décimo título da competição (assista aos melhores momentos no vídeo acima).

O clima de inferno, prometido pela torcida e diretoria do Bayern, estava lá, desde o começo. Foram 67.500 vozes gritando a plenos pulmões para apoiar o time alemão. Mas foram necessários apenas 19 minutos para três homens aparecerem com um gigantesco balde de água fria, apagarem o fogo e calarem o estádio.
Os três algozes do Bayern foram Sergio Ramos, que marcou de cabeça os dois primeiros gols da partida e se vingou do goleiro Neuer, após ter sido zombado pelo alemão, quando perdeu um pênalti na eliminação de dois anos atrás; o técnico Carlo Ancelotti, destruidor no duelo tático com Guardiola; e, claro, Cristiano Ronaldo.
O português fechou a goleada: no primeiro tempo, marcou em rápido contra-ataque e celebrou mais um recorde em sua carreira com a alegria de uma criança que acabava de ganhar um presente que buscava há muito tempo. Dançando com as mãos espalmadas e movendo uma delas, para somar 15, Ronaldo gritou ao mundo que é o maior artilheiro da história em uma só edição da Liga dos Campeões, superando o rival argentino Messi, do Barcelona, e o brasileiro Mazzola, autores de 14. Aos 44 minutos da etapa final, brilhou de novo e aumentou a marca: em uma cobrança de falta genial, bateu por baixo da barreira, à la Ronaldinho Gaúcho e definiu a goleada. São 16 gols em 10 jogos nesta temporada da Champions.
Cristiano Ronaldo Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)Alegria de criança: Cristiano Ronaldo comemora seu recorde (Foto: AFP)


A atuação do Bayern de Munique foi constrangedora. O atual campeão da Liga foi um time inofensivo e apagado durante quase todo o jogo. Guardiola não conseguiu fazer os ajustes necessários para tornar seu time mais agressivo que na partida de ida.
Do outro lado, Ancelotti melhorou sua equipe, que desta vez não foi submissa. Taticamente, continuou explorando somente os contra-ataques, mas melhorou a marcação. Mérito do italiano, que soube usar a principal característica de Guardiola contra o espanhol. O Real Madrid marcou só no ataque e na defesa e deu todo espaço do mundo ao meio do Bayern. Dali, não saiu nada, porque o time pouco chuta de fora da área, e assim ficou mais fácil ao Madrid reduzir os espaços mais perto do gol.

Nesta quarta-feira, o Real conhece seu adversário do dia 24 de maio, quando será disputada a final da Liga dos Campeões, em Lisboa. Chelsea e Atlético de Madrid se enfrentam no estádio Stamford Bridge, na Inglaterra, a partir de 15h45 (de Brasília), para definir quem será o segundo finalista - o GloboEsporte.com transmite em Tempo Real. A primeira partida entre os dois times terminou empatada em 0 a 0.
Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: Reuters)Bayern desolado: time alemão não conseguiu reagir contra o Real Madrid (Foto: Reuters)

REAL MADRID DECIDE EM 19 MINUTOS

 
O Real Madrid mostrou desde o começou que seria necessário muito mais do que somente barulho para fazer o time espanhol se intimidar. O Bayern, que precisava ser mais agressivo e objetivo, não conseguiu nada disso e não ameaçou o gol de Casillas nos primeiros minutos. Pelo contrário, levou sufoco. Bale quase fez um golaço de longe após saída infantil de Neuer da área, que tentou afastar a bola e tirou mal de cabeça, jogando nos pés do galês na intermediária.
O clima da semifinal esquentou ainda mais quando Ribéry dividiu bola no ataque com Carvajal, pediu falta, não ganhou, e peitou o português Pepe. O bate-boca foi rápido, mas o suficiente para incendiar as arquibancadas, que gritavam o nome do francês. A raiva de Ribéry, pedida por Guardiola na véspera do jogo, estava ali, mas foi canalizada do jeito errado. Sobrou depois para Carvajal, vítima de um tapa do melhor jogador da Europa na temporada passada, eleito pela Uefa (assista o lance no vídeo acima). Enquanto isso, o Real Madrid continuava mandando no jogo. Com muito espaço, o ataque merengue conseguiu sobressair. Di Maria quase abriu o placar aos 12, mas chutou por cima do gol. 
Sérgio Ramos Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)"Estou aqui": Sergio Ramos comemora um de seus gols e prova
que não só de Cristiano Ronaldo vive o Real Madrid (Foto: AFP)
Foi em um contra-ataque de pura imaturidade da zaga do Bayern que o Real Madrid conseguiu abrir o placar. Ronaldo deu de calcanhar para Di Maria, que inverteu o jogo para Benzema, e deixou a defesa adversária perdida. O francês conseguiu dominar e dar mais um toque na bola antes de Dante aparecer para cortar para escanteio. Na cobrança de Modric, Sergio Ramos saltou alto para cabecear sozinho e com força, para o fundo das redes.

O mesmo Sergio Ramos fez o segundo gol e, com apenas 19 minutos de jogo, despejou um balde de água fria gigante em todo o estádio, capaz de apagar o fogo no 'inferno'. O zagueiro decretou o silêncio quando cabeceou mais uma para o fundo das redes, após cobrança de falta de Di Maria pela direita.
E o Bayern? Depois de um começo ruim, os dois gols enfraqueceram ainda mais o time. Seriam necessários, no mínimo, quatro gols para avançar à final. Mas a raiva e a vontade não foram transformadas em futebol. Os bávaros não criaram uma chance relevante de gol na primeira etapa. Absolutamente nada capaz de assustar o adversário. Impressionante para um time dono da força que tem, e jogando em casa. Mais uma vez, foram só passes de lado, cruzamentos mal feitos e tentativas de dribles frustradas.
O terceiro gol do Real Madrid foi uma aula de contra-ataque, que Guardiola assistiu sentado no banco de reservas. O semblante do técnico era de quem parecia não acreditar quando, aos 33 minutos, mais uma vez, os atacantes do Real Madrid fizeram os defensores do Bayern comerem  poeira, e Bale só rolou para Cristiano Ronaldo, na cara de Neuer, marcar seu 15º gol nesta Liga dos Campeões, tornando-se o maior artilheiro da história em uma só edição da competição.
Cristiano Ronaldo Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)Cristiano Ronaldo bate rasteiro na saída de Neuer para quebrar mais um recorde na carreira (Foto: AFP)

BAYERN NÃO REAGE, E CR7 FECHA O CAIXÃO

O Bayern melhorou no segundo tempo. Muito também porque o próprio Real, que já tinha 4 a 0 no placar agregado, naturalmente, relaxou um pouco. Mesmo assim, não foi o suficiente para fazer um gol de honra sequer. Os alemães não souberam aproveitar as poucas chances que criaram.
Guardiola Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: AFP)Sem reação: de cabeça baixa, Guardiola pensa em alternativas contra o Real Madrid (Foto: AFP)
A troca do centroavante Mandzukic pelo volante Javi Martinez deixou a equipe mais solta. Logo aos sete minutos, Alaba teve uma boa oportunidade, quando chutou de dentro da área do Real, mas a bola foi desviada pela zaga para escanteio. Era necessário para o Bayern balançar a rede logo, afinal, se já não é fácil fazer cinco gols em 45 minutos em uma semifinal de Champions, diante de um time aplicado como o Real, a missão era quase impossível.
Robben teve sua chance de abrir o placar, aos 12 minutos. O chute do holandês, plasticamente perfeito, com curva impecável, até pareceu que iria morrer dentro do gol, mas a bola foi para fora, para lamento dos torcedores que voltavam a gritar na Allianz Arena. Ribéry, outro de quem se esperava muito, não foi feliz na noite desta terça-feira. O francês só apareceu bem na partida uma vez, quando driblou dois na entrada da área, avançou e chutou fraco.
Cristiano Ronaldo Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: Reuters)Cristiano Ronaldo bate rasteiro, engana barreira e decreta goleada do Real Madrid (Foto: Reuters)
Götze substituiu Ribéry e quase fez o gol de honra aos 20 minutos, na primeira infiltração dentro da área com sucesso em troca de passes. Mas chutou por cima. Os torcedores começaram a desistir do Bayern e deixar o estádio aos 35 minutos. Estes devem ter ficados agradecidos por não precisarem assistir a mais um momento de gênio de Cristiano Ronaldo, quando o português cobrou falta por baixo da barreira, no canto de Neuer, marcou seu 16º gol e fechou o placar em 4 a 0.
Depois do apito final, os merengues vestiram a camisa com a inscrição: "Por la Décima", em alusão à busca pelo 10º título europeu. Recado direto para quem for enfrentar na final. O Real engrenou.

domingo, 27 de abril de 2014

Top do jiu-jítsu mundial, Gabi diz que luta evitou revidar bullying na infância

Gabi Garcia, que tem oito títulos mundiais, disse no Corujão do Esporte que mudou radicalmente os hábitos para alcançar seu próximo desafio: entrar para o UFC

Por Rio de Janeiro
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Gabi Garcia, jiu-jítsu (Foto: Arquivo Pessoal)Gabi Garcia em treino de muay thai (Foto: Arquivo Pessoal)
Quem gosta luta já está acostumado a ver os campeões brasileiros de jiu-jítsu, ou de diversas artes marciais, migrarem para o MMA, a arte marcial mista. Já com as mulheres, essa transição é quase não acontece. No entanto, se depender da dedicação de Gabi Garcia, brasileira atual número 1 do mundo jiu-jítsu, com oito títulos mundiais - quatro na categoria acima de 74kg e quatro no absoluto, vamos ter uma brasileira lutando no UFC em breve. Em participação no programa do Corujão do Esporte, Gabi diz que sempre gostou de lidar com cobranças e, que aprender algo novo, a deixa mais motivada. Além disso, a lutadora de 1,87m recorda que entrou no mundo da luta quando criança para evitar revidar as agressões dos colegas de escola que implicavam com sua condição física.

- As pessoas esperam sempre um show de você. Se você não finaliza, perguntam por que não finalizou. Eu sempre lidei muito bem com a cobrança porque eu entrei no esporte porque eu sofria bullying -  disse.
Surpreso com a declaração da atleta, Flávio Canto, que lutou judô por muitos anos, ficou curioso.
- Mas quem tinha coragem de fazer bullying com você? -  brincou.
 - Eu não era forte, era uma gordinha. Eu entrei no esporte porque eu batia nas crianças, eu revidava aquela agressão que hoje é bullying, naquela época não era. Hoje eu pago para não entrar numa briga. Essa é a questão da arte suave, da mente e de corpo.
Gabi Garcia
 - Eu não era forte, era uma gordinha. Por isso acho o esporte tão importante na vida. Eu entrei no esporte porque eu batia nas crianças, eu revidava aquela agressão que hoje é bullying, naquela época não era. Eu era gordinha e mexiam comigo. Ai eu entrei no jiu-jítsu, depois no judô, e ali eu achei um caminho. Hoje eu pago para não entrar numa briga. Essa é a questão da arte suave de mente, de corpo.
O ex-lutador Flávio Canto, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004), heptacampeão sul-americano de judô e vencedor de diversos outros títulos, também concordou com a importância da luta na infância.

- Eu sempre sugiro para os meus amigos colocarem os filhos em uma atividade de luta. Porque todo mundo em algum momento passo por isso, eu passei por bullying, mas é uma maneira de você se defender sem brigar.
Gabi Garcia, jiu-jítsu (Foto: Arquivo Pessoal)Gabi Garcia (Foto: Arquivo Pessoal)
A atleta que representa a Alliance e o Corinthians decidiu assumir esse desafio, mas não vai abandonar o jiu-jítsu.

- Eu decidi que queria aprender algo novo, e na verdade não é aquilo: Ah! A Gabi esta indo para o MMA. Isso surgiu porque eu queria aprender, e aprender é sempre bom. Eu não sabia boxear, no muay thai achei que eu nunca ia chutar, agora estou aprendendo a chutar. Estou me sentindo uma criança no parque de diversões aprendendo coisa nova.
Até agosto, quando deve acontecer a primeira luta de Gabi no MMA, ela tem que perder 10 KG. Com 1,87m ela já chegou a pesar mais de 100kg. Justamente pelo porte físico, seria difícil conseguir lutas nas artes marciais mistas. Mas aos poucos Gabi percebeu que seria possível. Mudou radicalmente os hábitos alimentares e hoje apresenta um corpo mais atlético.
- Eu faço acompanhamento com o meu médico. Eu faço o acompanhamento todo com meu médico. Todos os dias eu ligo para o Dr. Paulo Muzy.  Eu tenho muita vontade de comer, não doce, mas salgado. Eu sempre fui gordinha e tenho que manter a dieta. Eu tive uma vontade de comer um pão de queijo um dia, liguei para ele, ele falou: vem para cá e me dá um soco.  Ai eu pensei (risos), acho que não posso mesmo. Então eu estou muito focada na dieta para conseguir. Eu vou tentar, estou dando meu máximo. Aonde eu vou, vou com marmita, acho que vou conseguir. Se não conseguir, vou estar ali perto, e espero que minha adversária aceite lutar mesmo assim (risos) -  disse .
- Acho que esse deve ser o grande desafio, não? Achar alguém para lutar com você, mas deve ter alguma louca aí…(risos) -  brincou Flávio Canto. 
 
MOMENTO DESCONTRAÍDO
Em determinando momento do programa o apresentador Flávio Canto convocou Natália, do vôlei, a lutadora Gabi Garcia e atriz Samantha para ficarem de pé. A diferença de altura entre Samantha e as atletas é gritante. Flávio perguntou para a atriz onde estão os melhores perfumes, nos frascos pequenos ou grandes. Para não ficar em desvantagem, ela brincou.
- Eu acho que estão nos maiores. Não me traga esse problema, Flávio (risos). Com certeza estão nos maiores - brincou.

Em entrevista ao Combate.com, Gabi Garcia contou um pouco sobre a grande mudança que aconteceu na sua vida e a dificuldade e os conflitos diários da perda de peso. Confira a entrevista com ela no Combate.
Lutador Gabi Garcia no Corujão do Esporte (Foto: Daniel Cardoso)Lutador Gabi Garcia no Corujão do Esporte (Foto: Daniel Cardoso)