sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Arenas da Copa se preparam para cenário dos estaduais: veja panorama

Arena Pantanal tem programadas rodadas duplas para atrair torcedor, e Mané Garrincha deve ser usado somente nas duas partidas da final do Candangão

Por Rio de Janeiro
Ingressos esgotados antecipadamente, arquibancada lotada e torcedores das duas equipes em festa apoiando o seu time de coração até o fim. Se na última Copa do Mundo essa foi uma cena recorrente durante as 64 partidas disputadas nas 12 arenas construídas ou reformadas, em 2015 a realidade nestes estádios deve ser bem diferente, pois a presença de público e até mesmo a frequência de sua utilização tendem a variar de acordo com o estado, o campeonato, a expressão do time e o rendimento da equipe, a começar pelos próprios estaduais.
Em grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, arenas que foram palco da Copa conseguem registrar bons públicos com maior facilidade. Já estados como Amazonas, Mato Grosso e Distrito Federal dificilmente conseguem encher seus estádios nas partidas dos times locais e em competições de pouco destaque. Sem atrair público, muitos clubes sequer têm dinheiro para bancar os altos custos de funcionamento destes estádios. Neste caso, o governo ou a concessionária que administra a arena tem que providenciar alguma alternativa, como promover shows ou trazer jogos de clubes grandes de outros estados.
Levantamento do GloboEsporte.com mostra as condições e como as arenas da Copa do Mundo serão usadas em 2015.
Header estadio da copa - Arena da Amazonia (Foto: Editoria de Arte)
Fast e Princesa (Foto: Adeilson Albuquerque)Jogo entre Fast e Princesa foi o único realizado na Arena pelo Estadual 2014; dirigentes querem mais jogos (Foto: Adeilson Albuquerque)
Uma reunião entre a Federação Amazonense de Futebol, a Associação de Clubes e a Fundação Vila Olímpica (FVO), órgão do governo do Amazonas responsável pela Arena da Amazônia, estabeleceu que a princípio o estádio será utilizado em 16 partidas - incluindo a fase de classificação e a finalíssima. A primeira será o clássico entre Nacional e Rio Negro, em 26 de fevereiro, na estreia das duas equipes. O número de partidas ainda pode ser ampliado. Em 2014, a decisão do primeiro turno entre Fast e Princesa do Solimões foi o único jogo do Campeonato Amazonense disputado no estádio. Segundo o diretor da Federação Amazonense, Ivan Guimarães, a Arena é fundamental para o crescimento e promoção do futebol no estado.
 A Arena é muito importante para o nosso Estadual pela infraestrutura, comodidade e capacidade de atrair público
Teófilo Mesquita, diretor do Fast
- A Arena também foi feita para o futebol amazonense, para os clubes amazonenses, e eu não acho justo que ela seja utilizada somente por clubes de fora do Amazonas. Por isso estamos buscando mudar essa ideia com os jogos no estadual.
O preço do ingresso deve ser estipulado pelo clube mandante, que ficará responsável pelas despesas com quadro móvel, gandulas, arbitragem e lanchonetes. A Federação não arcará com qualquer gasto. Nos outros estádios, as entradas vão custar de R$ 10 a R$ 30.
Neste início de ano, a Greenleaf realizou a manutenção da Arena e alertou para o uso excessivo do local. As falhas no gramado, detectadas em algumas partidas do último Brasileiro, foram sanadas. Na semana passada, o campo suportou bem a sequência de três jogos do Torneio de Verão, envolvendo Vasco, São Paulo e Flamengo, que conquistou o título. Com o objetivo de evitar o desgaste do gramado, o Governador do Amazonas, José Melo, vetou o uso da Arena da Amazônia como palco de shows e grandes eventos em datas próximas de partidas.
Header estadio da copa - Arena da baixada (Foto: Editoria de Arte)
Gramado Arena da baixada (Foto: Gel Lima / Agência Estado)Gramado da Arena da Baixada está em perfeitas condições e teto retrátil deve estar pronto em março (Foto: Gel Lima / Agência Estado)
Um dos últimos estádios a serem entregues para a Copa do Mundo, a Arena da Baixada continuará sendo a casa do Atlético-PR nas disputas de estadual, Copa do Brasil e Brasileiro. Apesar de ter sido reinaugurado recentemente e de estar com o gramado em perfeitas condições, é o único dos 12 estádios do Paranaense que ainda não está liberado por não ter apresentado os laudos técnicos relativos à prevenção e combate de incêndio, além de condições sanitárias e de higiene.
O atraso, por enquanto, não representa problema, pois o primeiro jogo na nova Arena está marcado para 8 de fevereiro, contra o Paraná. Já o processo de instalação do teto retrátil continua e deve estar concluído na segunda semana de março. Por exigência do Corpo de Bombeiros, a administração do Furacão também está reposicionando todas as cadeiras dos setores superiores e instalando guarda-copos. O clube ainda não divulgou oficialmente os valores dos ingressos, mas a tendência é que os preços sejam os mesmos do último Brasileiro - entre R$ 75 a R$ 800.
O Coritiba modernizou as instalações e os camarotes do Couto Pereira e reformou o gramado antes da Copa do Mundo. O Paraná mandará seus jogos na Vila Capanema, que possui estrutura e instalações acanhadas, mas agora tem um acesso único e direto do vestiário ao campo. O gramado ainda se recupera de uma praga de lagartas que o atingiu no início do ano. O local dos clássicos será escolhido de acordo com o mandante dos jogos.
Header estadio da copa - Arena corinthians (Foto: Editoria de Arte)
Gramado Arena Corinthians (Foto: Rodrigo Gazanel / Agência Estado)Arena Corinthians começa a ter a cara do Timão com escudo e placas do clube ao redor do campo (Foto: Rodrigo Gazanel / Agência Estado)
Entregue a toque de caixa para a Fifa visando a abertura e outras seis partidas da Copa, só agora a Arena Corinthians começa a ter a cara do Timão. Apesar do gramado em bom estado, muitos procedimentos ainda estão sendo finalizados, como a colocação do escudo do clube, o acabamento dos camarotes e a instalação do teto de vidro, das placas de comunicação visual nas muretas próximas ao campo, dos telões gigantes e dos painéis de LED. No estadual e na Libertadores, o preço do ingresso varia de R$ 50 (setores Norte e Sul) a R$ 400 (Oeste Vip). O primeiro compromisso será neste domingo, às 17h (horário de Brasília), contra o Marília, pelo Paulista.  
O Palmeiras vai mandar suas partidas na sua arena recém-inaugurada, com gramado impecável e moderna infraestrutura de serviço. O Morumbi já não tem a mesma qualidade nas acomodações, enquanto que o gramado, castigado pelas chuvas e mais recentemente pelo show da banda Foo Fighters, encontra-se em reforma desde dezembro visando aos jogos do São Paulo. A princípio, o estádio só estará apto para a partida contra o Audax, no dia 21 de fevereiro. O Santos, assim como nos anos anteriores, vai tentar fazer da Vila Belmiro o seu caldeirão. Se por um lado o estádio está ultrapassado para os padrões atuais e com capacidade reduzida por questões de segurança, o gramado está em boas condições. 
Header estadio da copa - Arena das dunas (Foto: Editoria de Arte)
América-RN - jogo-treino na Arena das Dunas (Foto: Klênyo Galvão/GloboEsporte.com)Arena das Dunas ganhou nova decoração e gramado passou por um processo de revitalização (Foto: Klênyo Galvão/GloboEsporte.com)
A Arena das Dunas, que com seus diversos tipos de eventos já atraiu quase um milhão de visitantes no seu primeiro ano de existência, é o local escolhido pelo América-RN para mandar os seus jogos pelo Campeonato Potiguar, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série B do Brasileiro. Após passar por um processo de revitalização no início do ano, que incluiu corte vertical, adubação e irrigação, o gramado já está pronto para receber partidas. Por enquanto não há um show previsto. As instalações também receberam nova sinalização e decoração. O Mecão faz o seu primeiro jogo oficial na Arena em 2015 no próximo domingo, contra o Potiguar de Mossoró, na estreia do estadual. O preço da arquibancada é de R$ 30, e o da área premium é de R$ 70.
Seu arquirrival, o ABC, vai utilizar bastante o Frasqueirão durante o ano. O estádio, que teve o gramado reformado antes do Mundial, atualmente passa por ajustes nas suas acomodações após Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Corpo de Bombeiros e o Ministério Público para melhorar a segurança e o conforto dos torcedores. O ABC também tem um contrato com a concessionária que administra a Arena que determina que 60% das partidas na temporada sejam no estádio. A tendência é que os clássicos contra o América-RN sejam lá. 
Header estadio da copa - Arena pantanal (Foto: Editoria de Arte)
Gramado da Arena Pantanal em 22 de janeiro de 2015 (Foto: Robson Boamorte)Apesar de vários problemas nas instalações, Arena Pantanal foi liberada para o Campeonato Mato-Grossense (Foto: Robson Boamorte)
Apesar dos problemas elétricos e hidráulicos como alagamentos e infiltrações, que chegaram a fechar a Arena Pantanal pouco depois da Copa e às vésperas do Campeonato Mato-Grossense, o estádio será usado durante todo o estadual dependendo do apelo e importância das partidas. O local é a casa de Mixto, Operário, Cuiabá e Dom Bosco. Na primeira rodada, haverá rodada dupla envolvendo esses quatro clubes. Atingido por uma praga de lagartas no início do ano, o gramado só agora começa a dar sinais de melhora, mas ainda apresenta várias parte com coloração amarelada e aspecto de queimado. Mesmo assim tem condições de jogo.   
Outras cinco rodadas duplas estão previstas como forma de atrair o público. Esse mesmo esquema já foi usado pelos clubes no ano passado durante a disputa das Séries B, C e D do Brasileiro. O Luverdense também tem interesse em atuar no estádio, mas somente em partidas de maior apelo por causa da distância de Lucas do Rio Verde, cidade onde fica localizada a sua sede (350km de Cuiabá).
Os ingressos terão valor fixo de R$ 20 (antecipado) e R$ 30 (no dia do jogo), a princípio com carga de 10 mil bilhetes. Além do estadual, os clubes também devem utilizar a Arena na Copa Verde e Copa do Brasil. Para diminuir custos, apenas as arquibancadas inferiores devem ser liberadas, sendo que, dependendo da partida, o mandante deve abrir apenas um setor do estádio, que tem quatro módulos independentes. 
O Governo de Mato Grosso não vai cobrar aluguel, mas a Federação e os clubes arcarão com todo o custo operacional do estádio envolvendo stewards, bares, bilheteiros e limpeza - em torno de R$ 50 mil por partida. A Arena não recebe uma partida desde novembro (Santos 0 x 1 São Paulo pelo Brasileiro), nem tem shows previstos e está com a arquibancada e cadeiras sujas. Apesar do problema, o governo de Mato Grosso e a Federação garantem que tudo estará pronto até o inicio da competição, que pela primeira na história terá o estádio como local de jogo.
Header estadio da copa - Arena pernambuco (Foto: Editoria de Arte)
Arena Pernambuco Náutico x Ponte Preta (Foto: Daniel Gomes)Arena Pernambuco está em perfeitas condições e apresenta um gramado impecável (Foto: Daniel Gomes)
O Náutico vai disputar na Arena Pernambuco todas as suas partidas no estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série B do Brasileiro, pois tem um contrato com a concessionária que administra o estádio válido por 30 anos. O primeiro compromisso será neste domingo, contra o Salgueiro, pelo Pernambucano. A entrada para sócios custa R$ 20 e para não sócios R$ 50. O Sport fará a maioria dos seus jogos pelo Pernambucano, Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Brasileiro na Ilha do Retiro. O Leão também vai realizar 10 partidas na Arena ao longo da temporada, o que não agrada ao Timbu.
Já o Santa Cruz vai usar o Arruda como local principal dos seus jogos no Pernambucano e na Série B do Brasileiro, mas fará seis jogos na Arena ainda não definidos. O local dos clássicos pernambucanos vai depender do mandante de campo e de acordo entre os clubes. Neste sábado, Santa e Sport se enfrentam no Arruda, na primeira rodada do estadual.
Palco da Copa do Mundo, a Arena está em perfeitas condições e apresenta um gramado impecável, que deve permanecer assim, pois não há nenhum show previsto. Arruda e Ilha do Retiro passaram por pequenas reformas recentemente.
Header estadio da copa - beira-rio (Foto: GloboEsporte.com)
inter gramado beira-rio revitalização (Foto: Reprodução/Twitter)Gramado do Beira-Rio passou por um processo de revitalização recentemente e agora está um tapete. (Foto: Reprodução/Twitter)
Com instalações em perfeito estado e um gramado que mais parece um tapete após passar por um processo de revitalização recentemente, o famoso Gigante da Beira-Rio, estádio do Inter que foi a sede da Copa do Mundo em Porto Alegre, será o local dos jogos do Colorado durante a disputa do Campeonato Gaúcho, da Taça Libertadores e do Brasileiro. A primeira partida, diante do São José, pela segunda rodada do Gauchão, está marcada para quarta-feira. Os valores das entradas, que variam conforme a competição e a importância do confronto, ainda não foram definidos pela diretoria. Por enquanto não há um show programado.
O arquirrival Grêmio fará todos os seus jogos na sua Arena, que agora tem um novo tipo de gramado, mais forte geneticamente e voltado especificamente para estádios com menor incidência solar e que apresenta uma cor verde mais intensa, maior densidade e melhor uniformidade. A estreia será neste sábado, diante do União Frederiquense. O Gre-Nal vai sempre ser disputado no estádio do clube que tiver o mando de campo.
Header estadio da copa - castelao (Foto: Editoria de Arte)
Estádio Castelão, em Fortaleza (Foto: Thaís Jorge)Palco do Clássico entre Ceará e Fortaleza no próximo dia 4, Castelão está com gramado e instalações em boas condições (Foto: Thaís Jorge)
A Arena Castelão deverá ser usada durante o Campeonato Cearense somente nos clássicos entre Ceará e Fortaleza e na semifinal e na final, desde que pelo menos um destes clubes esteja envolvido. Nos demais jogos da dupla, a tendência é que seja usado o Presidente Vargas.
A tabela da Copa do Nordeste - em que Vozão e Tricolor estão no mesmo grupo - indica a Arena como casa de ambos, mas alguns confrontos ainda podem ser transferidos para o PV. O primeiro clássico está marcado para a próxima quarta-feira, com entradas variando entre R$ 15 e R$ 100. Na Copa do Brasil, os jogos com mando de campo do Ceará e do Fortaleza também estão programados para o Castelão, mas também podem mudar para o Presidente Vargas.
Os dois estádios apresentam instalações e gramados em boas condições, pois foram totalmente reformados visando a Copa do Mundo e passaram por manutenção em dezembro, após o termino da temporada. Tanto o Vozão como o Tricolor estão em litígio com a empresa que administra o Castelão por causa do alto custo e número de exigências para realizar partidas no local. As partes ainda buscam um acordo. No estádio Presidente Vargas, tanto Ceará como Fortaleza cobrarão R$ 30 pelo bilhete de arquibancada e R$ 100 pela entrada social. A utilização do Castelão nas Séries B e C do Brasileiro ainda não foi definida. O estádio também não tem show previsto.
Header estadio da copa - Fonte Nova (Foto: Editoria de Arte)
Gramado Fonte Nova (Foto: Lúcio Távora / Agência Estado)Fonte Nova, que será a casa do Bahia, apresenta gramado e instalações em boas condições (Foto: Lúcio Távora / Agência Estado)
A Fonte Nova será o palco dos jogos do Bahia no estadual, na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil, a começar pelo duelo contra o Campinense, na quarta-feira, pela segunda rodada do Baiano. Segundo a diretoria, os preços dos ingressos serão os mesmos do Baianão passado, variando de R$ 30 para o setor Super Norte até R$ 140 para o Lounge Premium.
O Vitória aturará no Barradão nessas três competições. O primeiro confronto será diante do Bahia de Feira, neste domingo, na estreia no estadual. Nos clássicos entre os dois clubes, o local será definido de acordo com o mando de campo. Os dois estádios apresentam instalações e gramado em boas condições. Nenhum show por enquanto está programado para a Fonte Nova. 
Header estadio da copa - Mané Garrincha (Foto: Editoria de Arte)
Mané Garrincha (Foto: Andre Borges / Grandes Eventos GDF)Campo tem boas condições, mas alguns pontos da arquibancada apresentam goteiras (Foto: Andre Borges / Grandes Eventos GDF)
Assim como no ano passado, o Mané Garrincha será usado a princípio apenas nas duas partidas da final do Candangão. Caso haja um confronto de maior apelo, como uma semifinal entre Brasiliense e Gama, o estádio poderá ser utilizado. Apesar de não ter mantido o nível da época da Copa, a grama do Mané Garrincha está bem conservada.
Neste mês, o campo já foi palco de dois amistosos – Flamengo 0 x 0 Shakhtar e Cruzeiro 1 x 1 Shakhtar – e suportou bem. O mesmo não se pode dizer das instalações, que em dias de chuva ainda apresentam goteiras em pontos da arquibancada (veja no vídeo abaixo). Nos próximos meses, os shows já programados serão realizados na área externa. 
No Candangão também estão sendo usados estádios como Boca do Jacaré, Bezerrão e Frei Norberto. Agostinho Lima, Abadião e Serra do Lago também estão recebendo jogos, mas sem a presença de torcedores, pois ainda dependem de laudo da Polícia Militar. Na primeira fase, os ingressos de todas as partidas devem ficar entre R$ 1 e R$ 20. O preço dos ingressos para a decisão ainda não foi definido, mas nenhum clube terá custo para jogar no Mané Garrincha.
A Federação espera que a bilheteria seja suficiente para arcar com os custos do estádio. Se não for, a própria entidade pagará a diferença. Por causa do tamanho do estádio, a ideia é que haja promoções com preços populares. Em 2014, houve ingresso de R$ 1 na final. 

Na opinião dos dirigentes, o estádio pode ser um importante instrumento de valorização do campeonato e do futebol local, desde que os custos para a realização de partidas não sejam tão altos.
 - Para utilizar o estádio inteiro, em média, gastamos R$ 170 mil. Só a parte inferior, custa cerca de R$ 80 mil. Queremos realizar pelo menos um clássico lá, mas temos que discutir os custos. Acho que uma ideia para viabilizar mais jogos no Mané Garrincha poderia ser a realização de rodada dupla. Dois grandes jogos seriam um atrativo a mais. Com o incentivo da Secretaria de Esportes e uma boa divulgação, seria possível fazer. É ruim o estádio ficar parado ou sendo usado apenas por clubes de fora - explica Régis Carvalho, diretor de futebol do Brasília, clube que durante anos mandou seus jogos no antigo Mané Garrincha.
Header estadio da copa - Maracanã (Foto: Editoria de Arte)
Setor sul Maracanã (Foto: Bernardo Eyng)Maracanã apresenta instalações e gramado em ótimo estado para receber jogos de Fla e Flu na temporada de 2015 (Foto: Bernardo Eyng)
Apesar do imbróglio envolvendo o preço dos ingressos para o estadual, Flamengo e Fluminense devem mandar boa parte de seus jogos pelo Carioca, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro no Maracanã. Com a transferência da partida contra o Friburguense, válida pela primeira rodada, para Volta Redonda, a estreia do Tricolor no estádio será contra o Bangu, na terceira rodada. Já o primeiro compromisso do Rubro-Negro será diante do Barra Mansa, na próxima quarta-feira. Palco da final da última Copa do Mundo, o Maracanã apresenta instalações e gramado em ótimo estado após passar neste início de ano por tratamento que incluiu corte, irrigação e adubação, tendo suportando bem ao show da banda Foo Fighters, no último dia 25.
O Botafogo espera a liberação do Engenhão, interditado no fim de março de 2013 para corrigir um problema de sustentação no teto. Apesar de o gramado estar em ótimo estado, ainda há muito entulho nas instalações e na parte externa. A previsão é de que seja liberado na terceira rodada do estadual, com capacidade para 20 mil pessoas. O Vasco continuará mandando os seus jogos em São Januário, que aparenta estar com o campo em boas condições.
A realização dos clássicos no Maracanã ainda depende de acertos entre clubes, Ferj e o consórcio que administra o estádio. Existe a possibilidade de Fluminense x Vasco ser realizado em outro palco, uma vez que o Tricolor não aceita a mudança de lado de sua torcida. Em contrato com o Consórcio Maracanã, o clube tem o direito de ficar à direita das cabines de TV e rádio, mas a Ferj entende que no Carioca não há mando de campo e que o Vasco deve ficar no setor. Diante disso e da polêmica envolvendo o preço dos ingressos, o presidente cruz-maltino, Eurico Miranda, ameaça não jogar clássico algum no estádio.
O preço dos ingressos no estadual foi definido durante arbitral na Federação. Partidas entre times pequenos terão preço entre R$ 5 e R$ 10. Nos estádios menores, jogos entre grandes e pequenos vão custar R$ 20. Em São Januário e no Engenhão, custarão R$ 15 atrás dos gols e R$ 30 nos setores centrais. No Maracanã, os valores serão R$ 20 atrás dos gols e R$ 40 nas laterais. Em todos os clássicos, o valor das entradas será R$ 25 atrás dos gols e R$ 50 nas laterais. Além disso, todas as partidas realizadas às 22h terão ingressos a R$ 10, independentemente do estádio.  
Header estadio da copa - Mineirão (Foto: Editoria de Arte)
Depois de problemas no sistema de drenagem, Mineirão recebe novo gramado (Foto: Leandro Máximo)Após problemas no sistema de drenagem, Mineirão recebe novo gramado visando a temporada 2015 (Foto: Leandro Máximo)
O Mineirão será a casa do Cruzeiro no estadual, na Taça Libertadores e no Brasileiro. Após problemas de drenagem, o gramado do estádio foi replantado em dezembro e atualmente passa pelo processo de poda, irrigação e adubação para que se firme em todo o campo, que não tem previsão de receber shows. O primeiro jogo da Raposa será na quinta-feira, contra a Caldense, pela segunda rodada do Mineiro. O preço das entradas, que é definido com base na competição e no apelo do jogo, ainda não foi divulgado.
Já o Atlético-MG, que adota a mesma política para estipular o valor dos ingressos, vai disputar os seus jogos no Independência, cujo gramado está em boas condições. A única exceção por enquanto é o confronto com o Colo-Colo, pela Libertadores, que será no Mineirão por causa de um show da banda Kiss. A estreia do Galo será no próximo domingo, contra o Tupi.
O América-MG também vai mandar as suas partidas no Independência. Seu primeiro será contra a URT, na quarta-feira, pela segunda rodada do Mineiro. O local dos clássicos envolvendo Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG será definido de acordo com o mandante da partida.  
* colaboraram Augusto Gomes, Chico Feitosa, Fabricio Marques, Fernando Araújo, Jocaff Souza, Juliano Costa, Klenyo Galvão, Marcelo Jordy, Paulo Ludwig, Rafael Araújo, Roberto Leite, Robson Boamorte, Tadeu Matsunaga, Tamires Fukutani e Thais Jorge.

Arenas da Copa se preparam para cenário dos estaduais: veja panorama

Arena Pantanal tem programadas rodadas duplas para atrair torcedor, e Mané Garrincha deve ser usado somente nas duas partidas da final do Candangão

Por Rio de Janeiro
Ingressos esgotados antecipadamente, arquibancada lotada e torcedores das duas equipes em festa apoiando o seu time de coração até o fim. Se na última Copa do Mundo essa foi uma cena recorrente durante as 64 partidas disputadas nas 12 arenas construídas ou reformadas, em 2015 a realidade nestes estádios deve ser bem diferente, pois a presença de público e até mesmo a frequência de sua utilização tendem a variar de acordo com o estado, o campeonato, a expressão do time e o rendimento da equipe, a começar pelos próprios estaduais.
Em grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, arenas que foram palco da Copa conseguem registrar bons públicos com maior facilidade. Já estados como Amazonas, Mato Grosso e Distrito Federal dificilmente conseguem encher seus estádios nas partidas dos times locais e em competições de pouco destaque. Sem atrair público, muitos clubes sequer têm dinheiro para bancar os altos custos de funcionamento destes estádios. Neste caso, o governo ou a concessionária que administra a arena tem que providenciar alguma alternativa, como promover shows ou trazer jogos de clubes grandes de outros estados.
Levantamento do GloboEsporte.com mostra as condições e como as arenas da Copa do Mundo serão usadas em 2015.
Header estadio da copa - Arena da Amazonia (Foto: Editoria de Arte)
Fast e Princesa (Foto: Adeilson Albuquerque)Jogo entre Fast e Princesa foi o único realizado na Arena pelo Estadual 2014; dirigentes querem mais jogos (Foto: Adeilson Albuquerque)
Uma reunião entre a Federação Amazonense de Futebol, a Associação de Clubes e a Fundação Vila Olímpica (FVO), órgão do governo do Amazonas responsável pela Arena da Amazônia, estabeleceu que a princípio o estádio será utilizado em 16 partidas - incluindo a fase de classificação e a finalíssima. A primeira será o clássico entre Nacional e Rio Negro, em 26 de fevereiro, na estreia das duas equipes. O número de partidas ainda pode ser ampliado. Em 2014, a decisão do primeiro turno entre Fast e Princesa do Solimões foi o único jogo do Campeonato Amazonense disputado no estádio. Segundo o diretor da Federação Amazonense, Ivan Guimarães, a Arena é fundamental para o crescimento e promoção do futebol no estado.
 A Arena é muito importante para o nosso Estadual pela infraestrutura, comodidade e capacidade de atrair público
Teófilo Mesquita, diretor do Fast
- A Arena também foi feita para o futebol amazonense, para os clubes amazonenses, e eu não acho justo que ela seja utilizada somente por clubes de fora do Amazonas. Por isso estamos buscando mudar essa ideia com os jogos no estadual.
O preço do ingresso deve ser estipulado pelo clube mandante, que ficará responsável pelas despesas com quadro móvel, gandulas, arbitragem e lanchonetes. A Federação não arcará com qualquer gasto. Nos outros estádios, as entradas vão custar de R$ 10 a R$ 30.
Neste início de ano, a Greenleaf realizou a manutenção da Arena e alertou para o uso excessivo do local. As falhas no gramado, detectadas em algumas partidas do último Brasileiro, foram sanadas. Na semana passada, o campo suportou bem a sequência de três jogos do Torneio de Verão, envolvendo Vasco, São Paulo e Flamengo, que conquistou o título. Com o objetivo de evitar o desgaste do gramado, o Governador do Amazonas, José Melo, vetou o uso da Arena da Amazônia como palco de shows e grandes eventos em datas próximas de partidas.
Header estadio da copa - Arena da baixada (Foto: Editoria de Arte)
Gramado Arena da baixada (Foto: Gel Lima / Agência Estado)Gramado da Arena da Baixada está em perfeitas condições e teto retrátil deve estar pronto em março (Foto: Gel Lima / Agência Estado)
Um dos últimos estádios a serem entregues para a Copa do Mundo, a Arena da Baixada continuará sendo a casa do Atlético-PR nas disputas de estadual, Copa do Brasil e Brasileiro. Apesar de ter sido reinaugurado recentemente e de estar com o gramado em perfeitas condições, é o único dos 12 estádios do Paranaense que ainda não está liberado por não ter apresentado os laudos técnicos relativos à prevenção e combate de incêndio, além de condições sanitárias e de higiene.
O atraso, por enquanto, não representa problema, pois o primeiro jogo na nova Arena está marcado para 8 de fevereiro, contra o Paraná. Já o processo de instalação do teto retrátil continua e deve estar concluído na segunda semana de março. Por exigência do Corpo de Bombeiros, a administração do Furacão também está reposicionando todas as cadeiras dos setores superiores e instalando guarda-copos. O clube ainda não divulgou oficialmente os valores dos ingressos, mas a tendência é que os preços sejam os mesmos do último Brasileiro - entre R$ 75 a R$ 800.
O Coritiba modernizou as instalações e os camarotes do Couto Pereira e reformou o gramado antes da Copa do Mundo. O Paraná mandará seus jogos na Vila Capanema, que possui estrutura e instalações acanhadas, mas agora tem um acesso único e direto do vestiário ao campo. O gramado ainda se recupera de uma praga de lagartas que o atingiu no início do ano. O local dos clássicos será escolhido de acordo com o mandante dos jogos.
Header estadio da copa - Arena corinthians (Foto: Editoria de Arte)
Gramado Arena Corinthians (Foto: Rodrigo Gazanel / Agência Estado)Arena Corinthians começa a ter a cara do Timão com escudo e placas do clube ao redor do campo (Foto: Rodrigo Gazanel / Agência Estado)
Entregue a toque de caixa para a Fifa visando a abertura e outras seis partidas da Copa, só agora a Arena Corinthians começa a ter a cara do Timão. Apesar do gramado em bom estado, muitos procedimentos ainda estão sendo finalizados, como a colocação do escudo do clube, o acabamento dos camarotes e a instalação do teto de vidro, das placas de comunicação visual nas muretas próximas ao campo, dos telões gigantes e dos painéis de LED. No estadual e na Libertadores, o preço do ingresso varia de R$ 50 (setores Norte e Sul) a R$ 400 (Oeste Vip). O primeiro compromisso será neste domingo, às 17h (horário de Brasília), contra o Marília, pelo Paulista.  
O Palmeiras vai mandar suas partidas na sua arena recém-inaugurada, com gramado impecável e moderna infraestrutura de serviço. O Morumbi já não tem a mesma qualidade nas acomodações, enquanto que o gramado, castigado pelas chuvas e mais recentemente pelo show da banda Foo Fighters, encontra-se em reforma desde dezembro visando aos jogos do São Paulo. A princípio, o estádio só estará apto para a partida contra o Audax, no dia 21 de fevereiro. O Santos, assim como nos anos anteriores, vai tentar fazer da Vila Belmiro o seu caldeirão. Se por um lado o estádio está ultrapassado para os padrões atuais e com capacidade reduzida por questões de segurança, o gramado está em boas condições. 
Header estadio da copa - Arena das dunas (Foto: Editoria de Arte)
América-RN - jogo-treino na Arena das Dunas (Foto: Klênyo Galvão/GloboEsporte.com)Arena das Dunas ganhou nova decoração e gramado passou por um processo de revitalização (Foto: Klênyo Galvão/GloboEsporte.com)
A Arena das Dunas, que com seus diversos tipos de eventos já atraiu quase um milhão de visitantes no seu primeiro ano de existência, é o local escolhido pelo América-RN para mandar os seus jogos pelo Campeonato Potiguar, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série B do Brasileiro. Após passar por um processo de revitalização no início do ano, que incluiu corte vertical, adubação e irrigação, o gramado já está pronto para receber partidas. Por enquanto não há um show previsto. As instalações também receberam nova sinalização e decoração. O Mecão faz o seu primeiro jogo oficial na Arena em 2015 no próximo domingo, contra o Potiguar de Mossoró, na estreia do estadual. O preço da arquibancada é de R$ 30, e o da área premium é de R$ 70.
Seu arquirrival, o ABC, vai utilizar bastante o Frasqueirão durante o ano. O estádio, que teve o gramado reformado antes do Mundial, atualmente passa por ajustes nas suas acomodações após Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Corpo de Bombeiros e o Ministério Público para melhorar a segurança e o conforto dos torcedores. O ABC também tem um contrato com a concessionária que administra a Arena que determina que 60% das partidas na temporada sejam no estádio. A tendência é que os clássicos contra o América-RN sejam lá. 
Header estadio da copa - Arena pantanal (Foto: Editoria de Arte)
Gramado da Arena Pantanal em 22 de janeiro de 2015 (Foto: Robson Boamorte)Apesar de vários problemas nas instalações, Arena Pantanal foi liberada para o Campeonato Mato-Grossense (Foto: Robson Boamorte)
Apesar dos problemas elétricos e hidráulicos como alagamentos e infiltrações, que chegaram a fechar a Arena Pantanal pouco depois da Copa e às vésperas do Campeonato Mato-Grossense, o estádio será usado durante todo o estadual dependendo do apelo e importância das partidas. O local é a casa de Mixto, Operário, Cuiabá e Dom Bosco. Na primeira rodada, haverá rodada dupla envolvendo esses quatro clubes. Atingido por uma praga de lagartas no início do ano, o gramado só agora começa a dar sinais de melhora, mas ainda apresenta várias parte com coloração amarelada e aspecto de queimado. Mesmo assim tem condições de jogo.   
Outras cinco rodadas duplas estão previstas como forma de atrair o público. Esse mesmo esquema já foi usado pelos clubes no ano passado durante a disputa das Séries B, C e D do Brasileiro. O Luverdense também tem interesse em atuar no estádio, mas somente em partidas de maior apelo por causa da distância de Lucas do Rio Verde, cidade onde fica localizada a sua sede (350km de Cuiabá).
Os ingressos terão valor fixo de R$ 20 (antecipado) e R$ 30 (no dia do jogo), a princípio com carga de 10 mil bilhetes. Além do estadual, os clubes também devem utilizar a Arena na Copa Verde e Copa do Brasil. Para diminuir custos, apenas as arquibancadas inferiores devem ser liberadas, sendo que, dependendo da partida, o mandante deve abrir apenas um setor do estádio, que tem quatro módulos independentes. 
O Governo de Mato Grosso não vai cobrar aluguel, mas a Federação e os clubes arcarão com todo o custo operacional do estádio envolvendo stewards, bares, bilheteiros e limpeza - em torno de R$ 50 mil por partida. A Arena não recebe uma partida desde novembro (Santos 0 x 1 São Paulo pelo Brasileiro), nem tem shows previstos e está com a arquibancada e cadeiras sujas. Apesar do problema, o governo de Mato Grosso e a Federação garantem que tudo estará pronto até o inicio da competição, que pela primeira na história terá o estádio como local de jogo.
Header estadio da copa - Arena pernambuco (Foto: Editoria de Arte)
Arena Pernambuco Náutico x Ponte Preta (Foto: Daniel Gomes)Arena Pernambuco está em perfeitas condições e apresenta um gramado impecável (Foto: Daniel Gomes)
O Náutico vai disputar na Arena Pernambuco todas as suas partidas no estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série B do Brasileiro, pois tem um contrato com a concessionária que administra o estádio válido por 30 anos. O primeiro compromisso será neste domingo, contra o Salgueiro, pelo Pernambucano. A entrada para sócios custa R$ 20 e para não sócios R$ 50. O Sport fará a maioria dos seus jogos pelo Pernambucano, Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Brasileiro na Ilha do Retiro. O Leão também vai realizar 10 partidas na Arena ao longo da temporada, o que não agrada ao Timbu.
Já o Santa Cruz vai usar o Arruda como local principal dos seus jogos no Pernambucano e na Série B do Brasileiro, mas fará seis jogos na Arena ainda não definidos. O local dos clássicos pernambucanos vai depender do mandante de campo e de acordo entre os clubes. Neste sábado, Santa e Sport se enfrentam no Arruda, na primeira rodada do estadual.
Palco da Copa do Mundo, a Arena está em perfeitas condições e apresenta um gramado impecável, que deve permanecer assim, pois não há nenhum show previsto. Arruda e Ilha do Retiro passaram por pequenas reformas recentemente.
Header estadio da copa - beira-rio (Foto: GloboEsporte.com)
inter gramado beira-rio revitalização (Foto: Reprodução/Twitter)Gramado do Beira-Rio passou por um processo de revitalização recentemente e agora está um tapete. (Foto: Reprodução/Twitter)
Com instalações em perfeito estado e um gramado que mais parece um tapete após passar por um processo de revitalização recentemente, o famoso Gigante da Beira-Rio, estádio do Inter que foi a sede da Copa do Mundo em Porto Alegre, será o local dos jogos do Colorado durante a disputa do Campeonato Gaúcho, da Taça Libertadores e do Brasileiro. A primeira partida, diante do São José, pela segunda rodada do Gauchão, está marcada para quarta-feira. Os valores das entradas, que variam conforme a competição e a importância do confronto, ainda não foram definidos pela diretoria. Por enquanto não há um show programado.
O arquirrival Grêmio fará todos os seus jogos na sua Arena, que agora tem um novo tipo de gramado, mais forte geneticamente e voltado especificamente para estádios com menor incidência solar e que apresenta uma cor verde mais intensa, maior densidade e melhor uniformidade. A estreia será neste sábado, diante do União Frederiquense. O Gre-Nal vai sempre ser disputado no estádio do clube que tiver o mando de campo.
Header estadio da copa - castelao (Foto: Editoria de Arte)
Estádio Castelão, em Fortaleza (Foto: Thaís Jorge)Palco do Clássico entre Ceará e Fortaleza no próximo dia 4, Castelão está com gramado e instalações em boas condições (Foto: Thaís Jorge)
A Arena Castelão deverá ser usada durante o Campeonato Cearense somente nos clássicos entre Ceará e Fortaleza e na semifinal e na final, desde que pelo menos um destes clubes esteja envolvido. Nos demais jogos da dupla, a tendência é que seja usado o Presidente Vargas.
A tabela da Copa do Nordeste - em que Vozão e Tricolor estão no mesmo grupo - indica a Arena como casa de ambos, mas alguns confrontos ainda podem ser transferidos para o PV. O primeiro clássico está marcado para a próxima quarta-feira, com entradas variando entre R$ 15 e R$ 100. Na Copa do Brasil, os jogos com mando de campo do Ceará e do Fortaleza também estão programados para o Castelão, mas também podem mudar para o Presidente Vargas.
Os dois estádios apresentam instalações e gramados em boas condições, pois foram totalmente reformados visando a Copa do Mundo e passaram por manutenção em dezembro, após o termino da temporada. Tanto o Vozão como o Tricolor estão em litígio com a empresa que administra o Castelão por causa do alto custo e número de exigências para realizar partidas no local. As partes ainda buscam um acordo. No estádio Presidente Vargas, tanto Ceará como Fortaleza cobrarão R$ 30 pelo bilhete de arquibancada e R$ 100 pela entrada social. A utilização do Castelão nas Séries B e C do Brasileiro ainda não foi definida. O estádio também não tem show previsto.
Header estadio da copa - Fonte Nova (Foto: Editoria de Arte)
Gramado Fonte Nova (Foto: Lúcio Távora / Agência Estado)Fonte Nova, que será a casa do Bahia, apresenta gramado e instalações em boas condições (Foto: Lúcio Távora / Agência Estado)
A Fonte Nova será o palco dos jogos do Bahia no estadual, na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil, a começar pelo duelo contra o Campinense, na quarta-feira, pela segunda rodada do Baiano. Segundo a diretoria, os preços dos ingressos serão os mesmos do Baianão passado, variando de R$ 30 para o setor Super Norte até R$ 140 para o Lounge Premium.
O Vitória aturará no Barradão nessas três competições. O primeiro confronto será diante do Bahia de Feira, neste domingo, na estreia no estadual. Nos clássicos entre os dois clubes, o local será definido de acordo com o mando de campo. Os dois estádios apresentam instalações e gramado em boas condições. Nenhum show por enquanto está programado para a Fonte Nova. 
Header estadio da copa - Mané Garrincha (Foto: Editoria de Arte)
Mané Garrincha (Foto: Andre Borges / Grandes Eventos GDF)Campo tem boas condições, mas alguns pontos da arquibancada apresentam goteiras (Foto: Andre Borges / Grandes Eventos GDF)
Assim como no ano passado, o Mané Garrincha será usado a princípio apenas nas duas partidas da final do Candangão. Caso haja um confronto de maior apelo, como uma semifinal entre Brasiliense e Gama, o estádio poderá ser utilizado. Apesar de não ter mantido o nível da época da Copa, a grama do Mané Garrincha está bem conservada.
Neste mês, o campo já foi palco de dois amistosos – Flamengo 0 x 0 Shakhtar e Cruzeiro 1 x 1 Shakhtar – e suportou bem. O mesmo não se pode dizer das instalações, que em dias de chuva ainda apresentam goteiras em pontos da arquibancada (veja no vídeo abaixo). Nos próximos meses, os shows já programados serão realizados na área externa. 
No Candangão também estão sendo usados estádios como Boca do Jacaré, Bezerrão e Frei Norberto. Agostinho Lima, Abadião e Serra do Lago também estão recebendo jogos, mas sem a presença de torcedores, pois ainda dependem de laudo da Polícia Militar. Na primeira fase, os ingressos de todas as partidas devem ficar entre R$ 1 e R$ 20. O preço dos ingressos para a decisão ainda não foi definido, mas nenhum clube terá custo para jogar no Mané Garrincha.
A Federação espera que a bilheteria seja suficiente para arcar com os custos do estádio. Se não for, a própria entidade pagará a diferença. Por causa do tamanho do estádio, a ideia é que haja promoções com preços populares. Em 2014, houve ingresso de R$ 1 na final. 

Na opinião dos dirigentes, o estádio pode ser um importante instrumento de valorização do campeonato e do futebol local, desde que os custos para a realização de partidas não sejam tão altos.
 - Para utilizar o estádio inteiro, em média, gastamos R$ 170 mil. Só a parte inferior, custa cerca de R$ 80 mil. Queremos realizar pelo menos um clássico lá, mas temos que discutir os custos. Acho que uma ideia para viabilizar mais jogos no Mané Garrincha poderia ser a realização de rodada dupla. Dois grandes jogos seriam um atrativo a mais. Com o incentivo da Secretaria de Esportes e uma boa divulgação, seria possível fazer. É ruim o estádio ficar parado ou sendo usado apenas por clubes de fora - explica Régis Carvalho, diretor de futebol do Brasília, clube que durante anos mandou seus jogos no antigo Mané Garrincha.
Header estadio da copa - Maracanã (Foto: Editoria de Arte)
Setor sul Maracanã (Foto: Bernardo Eyng)Maracanã apresenta instalações e gramado em ótimo estado para receber jogos de Fla e Flu na temporada de 2015 (Foto: Bernardo Eyng)
Apesar do imbróglio envolvendo o preço dos ingressos para o estadual, Flamengo e Fluminense devem mandar boa parte de seus jogos pelo Carioca, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro no Maracanã. Com a transferência da partida contra o Friburguense, válida pela primeira rodada, para Volta Redonda, a estreia do Tricolor no estádio será contra o Bangu, na terceira rodada. Já o primeiro compromisso do Rubro-Negro será diante do Barra Mansa, na próxima quarta-feira. Palco da final da última Copa do Mundo, o Maracanã apresenta instalações e gramado em ótimo estado após passar neste início de ano por tratamento que incluiu corte, irrigação e adubação, tendo suportando bem ao show da banda Foo Fighters, no último dia 25.
O Botafogo espera a liberação do Engenhão, interditado no fim de março de 2013 para corrigir um problema de sustentação no teto. Apesar de o gramado estar em ótimo estado, ainda há muito entulho nas instalações e na parte externa. A previsão é de que seja liberado na terceira rodada do estadual, com capacidade para 20 mil pessoas. O Vasco continuará mandando os seus jogos em São Januário, que aparenta estar com o campo em boas condições.
A realização dos clássicos no Maracanã ainda depende de acertos entre clubes, Ferj e o consórcio que administra o estádio. Existe a possibilidade de Fluminense x Vasco ser realizado em outro palco, uma vez que o Tricolor não aceita a mudança de lado de sua torcida. Em contrato com o Consórcio Maracanã, o clube tem o direito de ficar à direita das cabines de TV e rádio, mas a Ferj entende que no Carioca não há mando de campo e que o Vasco deve ficar no setor. Diante disso e da polêmica envolvendo o preço dos ingressos, o presidente cruz-maltino, Eurico Miranda, ameaça não jogar clássico algum no estádio.
O preço dos ingressos no estadual foi definido durante arbitral na Federação. Partidas entre times pequenos terão preço entre R$ 5 e R$ 10. Nos estádios menores, jogos entre grandes e pequenos vão custar R$ 20. Em São Januário e no Engenhão, custarão R$ 15 atrás dos gols e R$ 30 nos setores centrais. No Maracanã, os valores serão R$ 20 atrás dos gols e R$ 40 nas laterais. Em todos os clássicos, o valor das entradas será R$ 25 atrás dos gols e R$ 50 nas laterais. Além disso, todas as partidas realizadas às 22h terão ingressos a R$ 10, independentemente do estádio.  
Header estadio da copa - Mineirão (Foto: Editoria de Arte)
Depois de problemas no sistema de drenagem, Mineirão recebe novo gramado (Foto: Leandro Máximo)Após problemas no sistema de drenagem, Mineirão recebe novo gramado visando a temporada 2015 (Foto: Leandro Máximo)
O Mineirão será a casa do Cruzeiro no estadual, na Taça Libertadores e no Brasileiro. Após problemas de drenagem, o gramado do estádio foi replantado em dezembro e atualmente passa pelo processo de poda, irrigação e adubação para que se firme em todo o campo, que não tem previsão de receber shows. O primeiro jogo da Raposa será na quinta-feira, contra a Caldense, pela segunda rodada do Mineiro. O preço das entradas, que é definido com base na competição e no apelo do jogo, ainda não foi divulgado.
Já o Atlético-MG, que adota a mesma política para estipular o valor dos ingressos, vai disputar os seus jogos no Independência, cujo gramado está em boas condições. A única exceção por enquanto é o confronto com o Colo-Colo, pela Libertadores, que será no Mineirão por causa de um show da banda Kiss. A estreia do Galo será no próximo domingo, contra o Tupi.
O América-MG também vai mandar as suas partidas no Independência. Seu primeiro será contra a URT, na quarta-feira, pela segunda rodada do Mineiro. O local dos clássicos envolvendo Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG será definido de acordo com o mandante da partida.  
* colaboraram Augusto Gomes, Chico Feitosa, Fabricio Marques, Fernando Araújo, Jocaff Souza, Juliano Costa, Klenyo Galvão, Marcelo Jordy, Paulo Ludwig, Rafael Araújo, Roberto Leite, Robson Boamorte, Tadeu Matsunaga, Tamires Fukutani e Thais Jorge.

Análise: Ferrari atacou pontos fracos pela raiz. A dúvida agora é a gestão

Novo carro evidencia preocupação com aerodinâmica e pode representar nova era do time nas pistas, mas gestão de Maurizio Arrivabene e Sergio Marchionne é incógnita

Por Direto de Jerez de la Frontera, Espanha
Livio Oricchio - Especialista GloboEsporte.com (Foto: GloboEsporte.com)
A exemplo do que fez a McLaren, a Ferrari produziu este ano um carro bastante distinto do que estreou em 2014 no início da era da tecnologia híbrida da F-1. O modelo SF15T apresentado nesta sexta-feira incorpora mudanças substanciais quando comparado o monoposto do último campeonato. É a primeira Ferrari não concebida pelo grego Nikolas Tombazis desde 2007.

Os principais responsáveis pelo SF15T são o inglês James Allison, ex-Lotus, o vice de Tombazis, o italiano Simone Resta, o especialista em aerodinâmica Dick de Beer, também egresso da Lotus, e a nova dupla da importante área da unidade motriz, os engenheiros Lorenzo Sassi, no projeto, e Mattia Binotto, administração.

As fotos evidenciam grande preocupação com a aerodinâmica. Apesar de os radiadores da nova unidade motriz serem maiores que os de 2014, é possível ver no SF15T sensível redução nas dimensões da carenagem traseira, prova de importante trabalho de engenharia. De um modo geral as linhas do carro compõem um conjunto harmonioso, parece haver certa coerência aerodinâmica entre os vários setores do monoposto.
Mosaico - Ferrari apresenta o SF15-T (Foto: Divulgação)

Embora essa premissa não seja uma garantia de resultados, não deixa de ser um indício inequívoco de se tratar de um projeto concebido globalmente, a exemplo do MP4/30-Honda da McLaren, exposto ontem. Em geral, modelos que seguem essa receita complexa, pois exige entrosamento das várias áreas da equipe, tendem a se dar melhor que carros do tipo colcha de retalhos, como era o da Ferrari em 2014.

Havia discordância relevante entre as soluções defendidas, e utilizadas, por Tombazis, e as do diretor da unidade motriz, Luca Marmorini. Um acusou o outro depois de deixar a Ferrari, o que atesta a falta de sinergia que existia. Se unindo forças o desafio da F1 já é difícil, com brigas no grupo os resultados não têm como ser alcançados.

O SF15T sugere ser o produto de um conjunto de profissionais competentes e que trabalharam na mesma direção, sem um racha interno, como ficou evidente em 2014. O fato, decorrente também da falta de uma liderança forte, que não chamava para si a responsabilidade e deixava o barco correr solto demais, foi talvez o principal motivo de Fernando Alonso decidir trocar de escuderia.

“Não confio nos rumos que o time está seguindo”, falou enquanto piloto da Ferrari. Saiu Stefano Domenicali, em abril, e entrou um homem de marketing no seu lugar que nunca havia visto a F1 de perto. Não sabia o que era bom e ruim para a equipe. Alonso ficou impressionado, segundo fonte bastante próxima ao espanhol.
O tetracampeão Sebastian Vettel é a grande aposta da Ferrari para a temporada 2015 (Foto: Divulgação)O tetracampeão Sebastian Vettel é a grande aposta da Ferrari para a temporada 2015 (Foto: Divulgação)




Time coeso

O bom desse carro da Ferrari é que Allison e Beer falam a mesma língua, sabem o que funciona e o que gera menores possibilidades de conquistas. Sem os recursos técnicos e financeiros da Ferrari, os dois conceberam monopostos na Lotus capazes de permitir a Kimi Raikkonen, em 2012 e 2013, ter chance de ser campeão.

Obviamente Binotto não contou quantos tokens usou dos 32 permitidos para modificar a unidade motriz na versão que vai começar o campeonato, dia 15 de março na Austrália. Mas com certeza algumas áreas da unidade italiana, a única que não ganhou corrida em 2014, foram completamente revistas. A primeira é a substituição do conjunto turbina-compressor por outro maior.

O time descobriu que o seu era pequeno demais. E assumiram publicamente. Como o regulamento não autorizava a troca, teve de se manter assim até o fim o ano. Outro aspecto que explica as deficiências da unidade motriz da Ferrari era a necessidade de trabalhar com misturas ar/combustível muito pobre, a fim de fazer seus carros concluírem os 305 quilômetros das corridas dentro dos 100 quilos de gasolina autorizados. A unidade da Ferrari era beberrona. Também de conhecimento público.

Este ano Mercedes, Ferrari e Renault poderão modificar 32 áreas da unidade motriz, o que corresponde a 48% do projeto. E podem fazê-lo ao longo do campeonato. Ao menos o básico Sassi e Binotto já foram obrigados a utilizar para rever a unidade motriz da Ferrari. Não há como não imaginar que será mais eficiente que a de 2014, razão importante da pouca competitividade do carro. Desde 1993 a Ferrari não vencia ao menos um GP no ano. A Honda, estreante na tecnologia híbrida, terá algumas liberdades de trabalho na sua unidade, mas não totalmente esclarecida para a imprensa.

Ainda em relação a unidade motriz da Ferrari, Alonso e Raikkonen sinalizavam a sua pouca dirigibilidade. A potência surgia muito abruptamente. Só para lembrar, o controle de tração está proibido há muito na F1. O que colaborou para a unidade da Ferrari não proporcionar acelerações progressivas, essenciais para o melhor tracionamento do monoposto e menor desgaste dos pneus, foi o equívoco também na escolha das oito relações de marchas fixas. E depois homologadas pela FIA. Não era possível mudá-las.
Com novo carro, Ferrari quer resgatar competitividade da equipe nas pistas da Fórmula 1 (Foto: Divulgação)Com novo carro, Ferrari quer resgatar competitividade da equipe nas pistas da Fórmula 1 (Foto: Divulgação)


Pensando em tudo

Este ano, além de uma unidade motriz de resposta de potência mais suave, a caixa de transmissão tem relações que permitirão aproveitar melhor a potência e atenuar a crônica dificuldade de tração da Ferrari de 2014. Vale ainda recordar que este ano o regulamento impõe como limite 4 unidades motrizes por piloto, enquanto em 2014 eram 5. O desafio cresceu.

Deu para ver até agora quantas áreas de carência haviam no modelo do ano passado e atacadas pelo novo grupo de projeto? Uma coisa, contudo, é diagnosticar e desenvolver soluções. Outra, sanar, de fato, as deficiências. As primeiras etapas já vão oferecer uma ideia do sucesso ou não do trabalho coordenado pelo diretor técnico.

Raikkonen deve estar feliz com o trabalho no SF15T, ao menos quanto aos cuidados na sua concepção. Allison se preocupou em melhorar o chamado turn in do carro. O piloto breca bem próximo à curva, como gosta Raikkonen, vira o volante com alguma agressividade e a frente entra na curva, não arrasta as rodas, ou sai de frente, como se diz. O campeão do mundo de 2007 se perdia com isso.

Alonso passou a brecar um pouco antes e mudar parcialmente a trajetória na curva. Adaptou-se ao que o modelo de 2014 exigia, dentre outras requisições estranhas. Raikkonen, não, por mais que tentasse. O resultado foi o espanhol somar em 19 etapas 161 pontos e o finlandês, 55. Pode ser diferente, agora.
Modelo SF15-T é aposta para recuperação após duas temporadas de resultados ruins da Ferrari (Foto: Divulgação)Modelo SF15-T é aposta para recuperação após duas temporadas de resultados ruins da Ferrari (Foto: Divulgação)


Vettel não é Alonso

A Ferrari não tem mais Alonso, piloto que mesmo com um monoposto desequilibrado e carente de potência conseguiu dois pódios na temporada, terceiro na China e segundo na Hungria. Esse claramente não é o forte de seu substituto, Sebastian Vettel. O alemão quatro vezes campeão do mundo é brilhante quando dispõe de um supercarro, como provou nos quatro títulos na RBR, de 2010 a 2013. Não é certo que Alonso fizesse o mesmo, ao menos repetisse o mesmo sucesso estrondoso. O espanhol não é o máximo nas sessões de classificação.

Mas quando Vettel competiu com um modelo que exigia adaptação, descobrir o que o faria ser rápido, como explorar melhor as características deficiente da unidade motriz da Renault e dos pneus mais duros da Pirelli, a exemplo do ano passado, demonstrou um lado que surpreendeu a muitos. Vettel tem limitações. Perdeu para um novato em escuderias de ponta, Daniel Ricciardo, em quase todos os parâmetros. O jovem australiano ganhou três GPs. Vettel, nenhum.
Maurizio Arrivabene e Sergio Marchionne na sede da Ferrari (Foto: Divulgação)Os comandantes Maurizio Arrivabene e Sergio Marchionne na sede da Ferrari (Foto: Divulgação)


Não existe a menor dúvida de que esse foi o maior estímulo para Vettel aceitar o convite da Ferrari, fugir da concorrência com Ricciardo no caso de a RBR produzir, este ano, outro carro mais difícil do que estava acostumado.

Por isso não está claro, ainda, o que Vettel poderá fazer na Ferrari. É trabalhador, interessado, dedicado, fecha com o grupo, não atribui aos outros sua falta de resultados, mas precisará que o SF15T seja um carro eficiente. Talvez não na extensão dos monopostos de Adrian Newey para a RBR, mas que ao menos não exija malabarismos para conduzi-lo, pois não é o seu estilo.

Os primeiros treinos aqui em Jerez de la Frontera já começarão a dar indícios do que esperar da fase inicial do campeonato. O que ficou evidente no lançamento do SF15T foi que os pontos fracos da Ferrari no ano passado receberam tratamento de choque. Há um porém: a liderança do grupo. Seu diretor, apesar da forte personalidade, como a organização exige, não entende muito de F1. Maurizio Arrivabene e seu presidente, Sergio Marchionne, presidente da Fiat e da Ferrari, representam uma grande dúvida.
Esteban Gutiérrez, Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel: trio responsável por explorar potencial da nova Ferrari (Foto: Divulgação)Esteban Gutiérrez, Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel: trio responsável por explorar potencial da nova Ferrari (Divulgação)

Treinadores lideram ranking ao lado do já falecido Maurício Simões, o "Rei do Nordeste". Nomes como Givanildo, Abel, Dorival, Geninho e PC Gusmão aparecem bem; confira lista completa

Por Thiago Benevenutte

Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo têm pela frente, a partir deste final de semana, não só a missão rotineira de tentar conquistar títulos no comando de seus clubes. Além disso, os treinadores de São Paulo e Flamengo, respectivamente, brigam por um recorde no século XXI: buscam a oitava conquista estadual, número inédito entre técnicos. Enquanto Luxa, que já faturou uma vez o Carioca pelo Rubro-Negro em 2011, estreia no sábado, às 19h30 diante do Macaé, Muricy, tricampeão brasileiro pelo Tricolor mas que nunca levou o Paulista pelo clube, começa a caminhada contra o Penapolense, no domingo, às 17h.

Ambos começaram a construir os feitos já no primeiro ano do século: em 2001, o Náutico faturava o Pernambucano, enquanto o Corinthians vencia o Paulista. Até 2005, Muricy não sentiu o gosto da eliminação nos estaduais, e Luxemburgo apareceu bem em 2003 com a Tríplice Coroa do Cruzeiro e entre 2006 e 2008 com um tri em São Paulo, por Santos e Palmeiras (confira abaixo a relação completa).

Também com sete conquistas está Maurício Simões, que ficou conhecido como o “Rei do Nordeste” e foi  soberano nos estados de Sergipe e Paraíba. Entre 2001 e 2008, apenas em 2007 ele não foi vitorioso. Vítima de infarto, faleceu em 2011.

Treinador campeões estaduais parte 1


OUTROS VITORIOSOS

Quem pode se igualar aos atuais líderes é Givanildo Oliveira. Com seis títulos conquistados no Norte e no Nordeste do país, o treinador comanda o América-MG no estadual desta temporada. Com cinco conquistas entre 2001 e 2014, aparecem ainda Abel Braga, Dorival Júnior, PC Gusmão, Flávio Araújo, Geninho, Paulo Moroni, Roberto Oliveira e Zé Teodoro. Destes, apenas os três primeiros não estão no comando de nenhuma equipe no momento.

Os clubes onde os bem ranqueados têm chances de buscar o sexto troféu são: Avaí (Geninho), Baraúnas-RN (Paulo Moroni), Interporto-TO (Roberto Oliveira), Remo (Zé Teodoro) e River-PI (Flávio Araújo). Confira abaixo as conquistas detalhadas:
Técnicos estaduais parte 2

CONFIRA AS LISTAS COMPLETAS DE TODOS OS ESTADOS:

ACREANO
2001 - Marcelo Altino (Vasco-AC)
2002 - Flaviano Caruta (Rio Branco)
2003 - Flaviano Caruta (Rio Branco)
2004 - João Carlos Cavalo (Rio Branco)
2005 - João Carlos Cavalo (Rio Branco)
2006 - Marquinhos Bahia (Adesg)
2007 - Artur Oliveira (Rio Branco)
2008 - Pedrinho Rocha (Rio Branco)
2009 - Edson Maria (Juventus)
2010 - Tiago Nunes (Rio Branco)
2011 - Everton Goiano (Rio Branco)
2012 - Guilherme Macuglia (Rio Branco)
2013 - Nilton Nery (Plácido de Castro)
2014 - João Carlos Cavalo (Rio Branco)

ALAGOANO
2001 - Adeildo (ASA)
2002 - Luiz Carlos Cruz (CRB)
2003 - Canhoto (ASA)
2004 - Júlio César (Corinthians-AL)
2005 - Flávio Barros (ASA)
2006 - Gilson Kleina (Coruripe)
2007 - Flávio Barros (Coruripe)
2008 - Flávio Barros (CSA)
2009 - Vica (ASA)
2010 - Edson Ferreira (Murici)
2011 - Vica (ASA)
2012 - Roberto Fonseca (CRB)
2013 - Ademir Fonseca (CRB)
2014 - Jaelson Marcelino (Coruripe)

AMAZONENSE
2001 - Joel Martins (Rio Negro)
2002 - Aderbal Lana (Nacional)
2003 - Édson Ângelo (Nacional)
2004 - Paulo Galvão (São Raimundo)
2005 - João Carlos Cavalo (Grêmio Coariense)
2006 - Carlos Prata (São Raimundo)
2007 - Carlos Tozzi (Nacional)
2008 - Marquinhos Bahia (Holanda)
2009 - Sérgio Duarte (América)
2010 - Adinamar Abib (Penarol)
2011 - Uidemar Olivera (Penarol)
2012 - Aderbal Lana (Nacional)
2013 - Marcos Piter (Princesa)
2014 - Sinomar Neves (Nacional)

BAIANO
2001 - Evaristo de Macedo (Bahia)
2002 - Joel Santana (Vitória)
2003 - Joel Santana (Vitória)
2004 - Agnaldo Liz (Vitória)
2005 - René Simões (Vitória)
2006 - Ferreira (Colo Colo)
2007 - Givanildo Oliveira (Vitória)
2008 - Vagner Mancini (Vitória)
2009 - Carpegiani (Vitória)
2010 - Ricardo Silva (Vitória)
2011 - Arnaldo Lira (Bahia de Feira)
2012 - Paulo Roberto Falcão (Bahia)
2013 - Caio Júnior (Vitória)
2014 - Marquinhos Santos (Bahia)

BRASILIENSE
2001 - Sérgio Alexandre (Gama)
2002 - Reinaldo Gueldini (CFZ)
2003 - Cristiano Baggio (Gama)
2004 - Mauro Fernandes (Brasiliense)
2005 - Valdir Espinosa (Brasiliense)
2006 - Lula Pereira (Brasiliense)
2007 - Roberto Fernandes (Brasiliense)
2008 - Gérson Andreotti (Brasiliense)
2009 - Roberval Davino (Brasiliense)
2010 - Adelson de Almeida (Ceilândia)
2011 - Marcos Soares (Brasiliense)
2012 - Adelson de Almeida (Ceilândia)
2013 - Márcio Fernandes (Brasiliense)
2014 - Ricardo Antônio (Luizânia)

CAPIXABA
2001 - Rubens Filho (Alegrense)
2002 - Moreno (Alegrense)
2003 - Cosme Eduardo (Serra)
2004 - Cosme Eduardo (Serra)
2005 - Cosme Eduardo (Serra)
2006 - Cipriano Alexandre (Vitória)
2007 - Antônio Carlos Roy (Linhares)
2008 - Paulo Marcos (Serra)
2009 - Vevé (São Mateus)
2010 - Dé Aranha (Rio Branco)
2011 - Vevé (São Mateus)
2012 - Moreno (Aracruz)
2013 - Paulo Marcos (Desportiva)
2014 - Dário Lourenço (Estrela do Norte)

CARIOCA
2001 - Zagallo (Flamengo)
2002 - Robertinho (Fluminense)
2003 - Antônio Lopes (Vasco)
2004 - Abel Braga (Flamengo)
2005 - Abel Braga (Fluminense)
2006 - Carlos Roberto (Botafogo)
2007 - Ney Franco (Flamengo)
2008 - Joel Santana (Flamengo)
2009 - Cuca (Flamengo)
2010 - Joel Santana (Botafogo)
2011 - Vanderlei Luxemburgo (Flamengo)
2012 - Abel Braga (Fluminense)
2013 - Oswaldo de Oliveira (Botafogo)
2014 - Jayme de Almeida (Flamengo)

CATARINENSE
2001 - Arthur Neto (Joinville)
2002 - Roberval Davino (Figueirense)
2003 - Vagner Benazzi (Figueirense)
2004 - Dorival Júnior (Figueirense)
2005 - Luiz Carlos Barbieri (Criciúma)
2006 - Adilson Batista (Figueirense)
2007 - Agenor Piccinin (Chapecoense)
2008 - Alexandre Gallo (Figueirense)
2009 - Silas (Avaí)
2010 - Péricles Chamusca (Avaí)
2011 - Mauro Ovelha (Chapecoense)
2012 - Hemerson Maria (Avaí)
2013 - Vadão (Criciúma)
2014 - Vinicius Eutrópio (Figueirense)

CEARENSE
2001 - Luis Antônio Zaluar (Fortaleza)
2002 - Dimas Filgueiras (Ceará)
2003 - Luiz Carlos Cruz (Fortaleza)
2004 - Givanildo Oliveira (Fortaleza)
2005 - Vagner Benazzi (Fortaleza)
2006 - Zé Teodoro (Ceará)
2007 - Paulo Bonamigo (Fortaleza)
2008 - Heriberto da Cunha (Fortaleza)
2009 - Mirandinha (Fortaleza)
2010 - Zé Teodoro (Fortaleza)
2011 - Vagner Mancini (Ceará)
2012 - PC Gusmão (Ceará)
2013 - Leandro Campos (Ceará)
2014 - Sérgio Soares (Ceará)

GAÚCHO
2001 - Tite (Grêmio)
2002 - Guto Ferreira (Internacional)
2003 - Muricy Ramalho (Internacional)
2004 - Lori Sandri (Internacional)
2005 - Muricy Ramalho (Internacional)
2006 - Mano Menezes (Grêmio)
2007 - Mano Menezes (Grêmio)
2008 - Abel Braga (Internacional)
2009 - Tite (Internacional)
2010 - Silas (Grêmio)
2011 - Paulo Roberto Falcão (Internacional)
2012 - Dorival Júnior (Internacional)
2013 - Dunga (Internacional)
2014 - Abel Braga (Internacional)

GOIANO
2001 - Arturzinho (Vila Nova)
2002 - Edinho (Goiás)
2003 - Nelsinho Baptista (Goiás)
2004 - Wanderley Paiva (Crac)
2005 - Édson Gaúcho (Vila Nova)
2006 - Geninho (Goiás)
2007 - Arthur Neto (Atlético-GO)
2008 - PC Gusmão (Itumbiara)
2009 - Hélio dos Anjos (Goiás)
2010 - Geninho (Atlético-GO)
2011 - PC Gusmão (Atlético-GO)
2012 - Enderson Moreira (Goiás)
2013 - Enderson Moreira (Goiás)
2014 - Marcelo Martelotte (Atlético-GO)

MARANHENSE
2001 - Raimundinho Lopes (Moto Club)
2002 - Paulo Comelli (Sampaio Corrêa)
2003 - Marcos Magalhães (Sampaio Corrêa)
2004 - Ruy Scarpino (Moto Club)
2005 - Pedro Rocha Filho (Imperatriz)
2006 - Arlindo Azevedo (Moto Club)
2007 - Meinha (Maranhão)
2008 - Arlindo Azevedo (Moto Club)
2009 - Sandow Feques (JV Lideral)
2010 - Sandow Feques (Sampaio Corrêa)
2011 - Josué Teixeira (Sampaio Corrêa)
2012 - Flávio Araújo (Sampaio Corrêa)
2013 - Vinicius Saldanha (Maranhão)
2014 - Flávio Araújo (Sampaio Corrêa)

MATO-GROSSENSE
2001 - Edson Porto (Juventude)
2002 - Eder Taques (Operário)
2003 - Oscar Conrado (Cuiabá)
2004 - Oscar Conrado (Cuiabá)
2005 - Marcos Birigui (Vila Aurora)
2006 - Carlos Rufino (Operário)
2007 - Marcos Birigui (Cacerense)
2008 - Arildo Berdum (Mixto)
2009 - Tarcisio Pugliesi (Luverdense)
2010 - Everton Goiano (União Rondonópolis)
2011 - Ary Marques (Cuiabá)
2012 - Dado Cavalcanti (Luverdense)
2013 - Ary Marques (Cuiabá)
2014 - Luciano Dias (Cuiabá)

MINEIRO
2001 - Lula Pereira (América-MG)
2002 - Valter Ferreira (Caldense)
2003 - Vanderlei Luxemburgo (Cruzeiro)
2004 - PC Gusmão (Cruzeiro)
2005 - Ney Franco (Ipatinga)
2006 - PC Gusmão (Cruzeiro)
2007 - Levir Culpi (Atlético-MG)
2008 - Adilson Batista (Cruzeiro)
2009 - Adilson Batista (Cruzeiro)
2010 - Vanderlei Luxemburgo (Atlético-MG)
2011 - Cuca (Cruzeiro)
2012 - Cuca (Atlético-MG)
2013 - Cuca (Atlético-MG)
2014 - Marcelo Oliveira (Cruzeiro)

PARAENSE
2001 - Givanildo Oliveira (Paysandu)
2002 - Givanildo Oliveira (Paysandu)
2003 - Júlio César leal (Remo)
2004 - Agnaldo de Jesus (Remo)
2005 - Sinomar Naves (Paysandu)
2006 - Ademir Fonseca (Paysandu)
2007 - Samuel Cândido (Remo)
2008 - Artur Oliveira (Remo)
2009 - Édson Gaúcho (Paysandu)
2010 - Charles Guerreiro (Paysandu)
2011 - Sinomar Naves (Independente)
2012 - Sinomar Naves (Cametá)
2013 - Lecheva (Paysandu)
2014 - Roberto Fernandes (Remo)

PARAIBANO
2001 - Freitas Nascimento (Treze)
2002 - Tassiano Gadelha (Atlético de Cajazeiras)*
2003 - Washington Lobo (Botafogo-PB)
2004 - Maurício Simões (Campinense)
2005 - Maurício Simões (Treze)
2006 - Maurício Simões (Treze)
2007 - Jorge Luiz (Nacional)
2008 - Freitas Nascimento (Campinense)
2009 - Reginaldo Sousa (Sousa)
2010 - Marcelo Vilar (Treze)
2011 - Marcelo Vilar (Treze)
2012 - Freitas Nascimento (Campinense)
2013 - Marcelo Vilar (Botafogo-PB)
2014 - Marcelo Vilar (Botafogo-PB)

* Não existe um consenso sobre o Paraibano de 2002. Na época, o TJD deu o título para o Botafogo-PB, mas a Federação considera, de forma oficial, o Atlético de Cajazeiras como campeão

PARANAENSE
2001 - Geninho (Atlético-PR)
2002 - Val de Melo (Iraty)
2003 - Paulo Bonamigo (Coritiba)
2004 - Antônio Lopes (Coritiba)
2005 - Edinho (Atlético-PR)
2006 - Luiz Carlos Barbieri (Paraná)
2007 - Amauri Knevitz (Paranavaí)
2008 - Dorival Júnior (Coritiba)
2009 - Geninho (Atlético-PR)
2010 - Ney Franco (Coritiba)
2011 - Marcelo Oliveira (Coritiba)
2012 - Marcelo Oliveira (Coritiba)
2013 - Marquinhos Santos (Coritiba)
2014 - Claudio Tencati (Londrina)

PAULISTA
2001 - Vanderlei Luxemburgo (Corinthians)
2002 - Ademir Fonseca (Ituano)
2003 - Geninho (Corinthians)
2004 - Muricy Ramalho (São Caetano)
2005 - Emerson Leão (São Paulo)
2006 - Vanderlei Luxemburgo (Santos)
2007 - Vanderlei Luxemburgo (Santos)
2008 - Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras)
2009 - Mano Menezes (Corinthians)
2010 - Dorival Júnior (Santos)
2011 - Muricy Ramalho (Santos)
2012 - Muricy Ramalho (Santos)
2013 - Tite (Corinthians)
2014 - Doriva (Ituano)

PERNAMBUCANO
2001 - Muricy Ramalho (Náutico)
2002 - Muricy Ramalho (Náutico)
2003 - Hélio dos Anjos (Sport)
2004 - Zé Teodoro (Náutico)
2005 - Givanildo Oliveira (Santa Cruz)
2006 - Dorival Júnior (Sport)
2007 - Alexandre Gallo (Sport)
2008 - Nelsinho Baptista (Sport)
2009 - Nelsinho Baptista (Sport)
2010 - Givanildo Oliveira (Sport)
2011 - Zé Teodoro (Santa Cruz)
2012 - Zé Teodoro (Santa Cruz)
2013 - Marcelo Martelotte (Santa Cruz)
2014 - Eduardo Baptista (Sport)

PIAUIENSE
2001 - Nivaldo Lancuna (River)
2002 - Jaime Oliveira (River)
2003 - Paulo Ricardo Moroni (Flamengo-PI)
2004 - Flávio Araújo (Parnahyba)
2005 - Flávio Araújo (Parnahyba)
2006 - Oliveira Canindé (Parnahyba)
2007 - José Fernando Polozi (River)
2008 - Flávio Araújo (Barras)
2009 - Paulo Ricardo Moroni (Flamengo-PI)
2010 - Aníbal Lemos (Comercial)
2011 - Jorge Pinheiro (4 de Julho)
2012 - Paulo Ricardo Moroni (Parnahyba)
2013 - Paulo Ricardo Moroni (Parnahyba)
2014 - Josué Teixeira (River)

POTIGUAR
2001 - Pedrinho Albuquerque (Corinthians-RN)
2002 - Adilson Batista (América-RN)
2003 - Ferdinando Teixeita (América-RN)
2004 - Miluir Macedo (Potiguar)
2005 - Flávio Lopes (ABC)
2006 - Paulo Ricardo Moroni (Baraúnas)
2007 - Ferdinando Teixeira (ABC)
2008 - Ferdinando Teixeira (ABC)
2009 - Hugo Sales (ASSU)
2010 - Leandro Campos (ABC)
2011 - Leandro Campos (ABC)
2012 - Roberto Fernandes (América-RN)
2013 - Celso Teixeira (Potiguar)
2014 - Oliveira Canindé (América-RN)

RONDIONIENSE
2001 - Da Costa (Ji-Paraná)
2002 - Ionay da Luz (CFA)
2003 - Da Costa (União Cacoalense)
2004 - Ionay da Luz (União Cacoalense)
2005 - Ionay da Luz (Vilhena)
2006 - Dado Cavalcanti (Ulbra)
2007 - Dado Cavalcanti (Ulbra)
2008 - Armando Desessards (Ulbra)
2009 - Ivair Cenci (Vilhena)
2010 - Ivair Cenci (Vilhena)
2011 - Tiago Batizoco (Espigão)
2012 - Luciano de Almeida (Ji-Paraná)
2013 - Marcos Birigui (Vilhena)
2014 - Marcos Birigui (Vilhena)

RORAIMENSE
2001 - Rômulo Bonates (Atlético-RR)
2002 - Rômulo Bonates (Atlético-RR)
2003 - Rômulo Bonates (Atlético-RR)
2004 - Sérgio Caranguejo (São Raimundo)
2005 - Chiquinho Viana (São Raimundo)
2006 - Rômulo Bonates (Baré)
2007 - Fábio Luiz (Atlético-RR)
2008 - Fábio Luiz (Atlético-RR)
2009 - Fábio Luiz (Atlético-RR)
2010 - Fábio Luiz (Baré)
2011 - Edvaldo dos Santos (Real)
2012 - Chiquinho Viana (São Raimundo)
2013 - Serginho Goes (Náutico-RR)
2014 - Chiquinho Viana (São Raimundo)

SERGIPANO
2001 - Maurício Simões (Confiança)
2002 - Maurício Simões (Confiança)
2003 - Maurício Simões (Sergipe)
2004 - Jorge Replay (Confiança)
2005 - Freitas Nascimento (Itabaiana)
2006 - Elenilson Santos (Pirambu)
2007 - Ribeiro Neto (América-SE)
2008 - Maurício Simões (Confiança)
2009 - Nadélio Rocha (Confiança)
2010 - Nadélio Rocha (River Plate)
2011 - Aílton Silva (River Plate)
2012 - Celso Teixeira (Itabaiana)
2013 - Givanildo Sales (Sergipe)
2014 - Betinho (Confiança)

SUL-MATO-GROSSENSE
2001 - Amarildo Carvalho (Comercial)
2002 - Mirandinha (CENE)
2003 - Valter Ferreira (Chapadão)
2004 - Valter Ferreira (CENE)
2005 - Mirandinha (CENE)
2006 - Amarildo Carvalho (Coxim)
2007 - Elói Kruger (Águia Negra)
2008 - Douglas Ricardo (Ivinhema)
2009 - Itamar Bernardes (Naviraiense)
2010 - Amarildo Carvalho (Comercial)
2011 - Mirandinha (CENE)
2012 - Cláudio Roberto (Águia Negra)
2013 - Valter Ferreira (CENE)
2014 - Cláudio Roberto (CENE)

TOCANTINENSE
2001 - Sérgio Belfort (Palmas)
2002 - Everaldo Bezerra (Tocantinópolis)
2003 - Carlos Magnos (Palmas)
2004 - Carlos Magnos (Palmas)
2005 - Luís Carlos (Colinas)
2006 - Roberto Oliveira (Araguaína)
2007 - Roberto Oliveira (Palmas)
2008 - Tomaz Abreu (Tocantis)
2009 - Ricardo Moraes (Araguaína)
2010 - Roberto Oliveira (Gurupi)
2011 - Roberto Oliveira (Gurupi)
2012 - Everton Goiano (Gurupi)
2013 - Roberto Oliveira (Interporto)
2014 - Carlos Magno (Interporto)

obs.: foram considerados os treinadores que comandaram as equipes no jogo do título. Os "Supercampeonatos" de 2002 não entraram na lista.

Central do Mercado: Centurión é do São Paulo, e Arouca, enfim, do Verdão

Bicampeão brasileiro fica próximo de acordo com zagueiro Henrique, atualmente no Napoli e que disputou a Copa do Mundo

Por Rio de Janeiro
Mais uma novela está encerrada no Brasil. O volante Arouca, enfim, desvinculou-se do Santos e assinou por quatro temporadas com o Palmeiras. Alvo de protestos dos santistas quando manifestou o desejo, via Justiça, de deixar a Vila Belmiro, ele enviou carta aos torcedores do Peixe. Outra contratação de peso acertada nesta sexta-feira por um grande paulista foi a de Centurión pelo São Paulo. O Racing, ex-clube do meia-atacante, confirmou o desfecho positivo. O contrato que o argentino firmará com o Tricolor também tem valido de quatro anos.
O zagueiro Henrique, um dos 23 convocados por Felipão para a última Copa e atualmente no Napoli, deve pintar no Cruzeiro. Ainda não se sabe o formato da transferência - empréstimo ou em definitivo -, mas o jogador, revelado pelo Coritiba e com passagem relevante pelo Palmeiras, chega para preencher lacuna.
montagem central do mercado (Foto: Montagem sobre foto de Divulgação)Arouca agora é Verdão, Centurión, tricolor, e Henrique deve virar cruzeirense (Foto: Montagem sobre foto de Divulgação)
O Internacional aproximou-se ainda mais do meia Anderson, herói do Grêmio na Batalha dos Aflitos. Sua chegada a Porto Alegre está prevista para segunda-feira, e, caso tudo dê certo nos exames médicos, a apresentação deve ser feita na terça. O técnico Diego Aguirre, porém, busca mais um atleta para o meio-campo e pediu o uruguaio Álvaro Fernández. O Colorado, aliás, enfim liberou Wellington Paulista, que deve chegar até terça em Curitiba para assinar contrato com o Coxa.
Dois jogadores que defenderam o Flamengo em 2014 tiveram seus destinos definidos nesta sexta-feira. O meia Mattheus, filho de Bebeto, foi emprestado ao Estoril, de Portugal. Já o atacante Elton, que rescindiu com o Fla, acabou anunciado pelo Vitória.
Vagner Love, nos planos do Corinthians para 2015, ainda precisa definir a rescisão de contrato com o Shandong Luneng. O Timão aguarda, mas agora sofre concorrência do exterior.

Bandeira diz que foi ofendido em reunião na Ferj: "Falou da minha mãe"

Presidente do Flamengo afirma que levará o caso à Justiça. Eurico Miranda desdenha de plano de Liga independente e explica dificuldade dos planos de sócio-torcedor

Por Rio de Janeiro
Eduardo Bandeira e Michel Assef Filho, Ferj (Foto: Vicente Seda)Bandeira chegou acompanhado do advogado do Fla Michel Assef Filho (Foto: Vicente Seda)
A Federação de Futebol do Rio (Ferj) realizou nesta sexta-feira mais um Conselho Arbitral, e os ânimos estiveram bem exaltados. Após divulgar um nota com críticas à entidade, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, deixou a reunião indignado, dizendo ter sido ofendido pelo presidente Rubens Lopes. O motivo da discussão teria sido justamente o comunicado assinado pelo Rubro-Negro em conjunto com o Fluminense.
- O desfecho não foi nada positivo. Estou acostumado a me relacionar com pessoas educadas e de alto nível. Além das injustiças e das intenções em nos prejudicar, o presidente (Rubens Lopes) partiu para ofensas pessoais. Não considero que emitimos uma nota ofensiva e nem mal educada, que foram os termos que ele usou quando estava mais calmo. O Flamengo irá à Justiça. O presidente da federação se emocionou e usou até palavras de baixo calão, coisas que não posso reproduzir. Falou coisas da minha mãe e sugeriu o que eu deveira fazer com a nota. Não sei como posso ser mais explícito. Me retirei porque não posso conviver com isso - disse o dirigente.
Após um encontro na terça-feira, o Flamengo foi representado nesta sexta novamente pelo seu presidente, Eduardo Bandeira de Mello, bem como o Vasco, representado por Eurico Miranda. Pelo Fluminense, compareceu o assessor especial da presidência Marcelo Penha. Pelo Botafogo, esteve na reunião o vice de futebol Antonio Carlos Mantuano. A participação do dirigente cruz-maltino, inclusive, iniciou a confusão, segundo Bandeira.
- Parecia que tudo caminhava bem, até o presidente do Vasco começar a ler a nota. 
Com a reação mais exaltada de Rubinho, Bandeira disse que por pouco a reunião não terminou em briga.
- Em mais 30 segundos, poderia até ter se partido para outra situação. O representante do Fluminense foi até mais ofendido do que eu, mas respondi primeiro, e o presidente da Ferj se voltou para mim. O Eurico somente se mostrou revoltado com a nota, quando fala em empobrecimento do futebol carioca. Mas não ofendeu. - continuou Bandeira.
Em entrevista coletiva após o fim da reunião, alguns presidentes explicaram o que aconteceu na sede da Ferj.
 - Na verdade, o que aconteceu foi que, em função da nota, que foi considerada pelo presidente altamente ofensiva, mentirosa, pura e simplesmente, ele, presidente do Flamengo, confirmava todos os tópicos na nota. A ofensa, o que houve na verdade, foi uma retorção. O presidente falando sobre a nota publicada, as ofensas que estão na nota, estava repudiando uma a uma. Só que o presidente do Flamengo confirmava que era aquilo mesmo. Ele confirmava, quando o presidente dizia que estava se sentindo ofendido, aí a coisa virou um bate-boca pessoal. Eu pessoalmente, acho que falo por todos, acho que na verdade o que aconteceu foi fruto da confirmação, depois do presidente estar contestando uma a uma, a coisa ficou daqui para lá e terminou realmente em uma discussão pessoal, com intervenção dos outros, evidentemente também - relatou Eurico Miranda, mandatário do Vasco.
- Claro que havia discussão. O presidente mostrava o que era verdade e o que não era. E culminou com eles chamando todos os presidente ali presente de palhaços. Eu retruquei e ele foi embora - afirmou Elias Duba, presidente do Madureira.
Eduardo Bandeira de Mello Flamengo, coletiva, FERJ (Foto: Uanderson Fernandes / Ag. Estado)Bandeira de Mello Flamengo fala sobre criação de liga independente (Foto: Uanderson Fernandes / Ag. Estado)
liga independente

Além das críticas à postura da Ferj, a nota de Flamengo e Fluminense falava na criação de uma liga independente, e Bandeira disse que a ideia ainda está sendo estudada.
- A ideia é estudar a criação de uma liga municipal, que está prevista em lei. Existem várias, por que o Rio de Janeiro não pode ter uma? Vinculada à Ferj, como previsto. Mas é só uma ideia para ser estudada e, quem sabe, implementada no momento certo.
Essa ideia foi desdenhada pelo presidente do Vasco, Eurico Miranda.
- Se vocês querem saber a verdade do presidente Bandeira de Mello, esse é um filme que se repete. Não é uma coisa nova. Só estão mudando os diretores. Os produtores são sempre os mesmos. Isso de criação de liga, que não vai disputar, isso é história do boitatá. Ninguém joga sozinho. Ele ir a Justiça comum, pode ir, é um direito de cada um. Mas é filiado a uma federação. Até pode dizer que não vai disputar, só que não disputa campeonato nenhum. Tem de pedir licença para não disputar.
projetos de sócio-torcedor

O presidente do Vasco também aproveitou para explicar porque a situação dos planos de sócios-torcedores não podem ser aplicados no Campeonato Carioca, como são usados em outros torneios.
- O grande fator que tirou o público do estádio é o preço do ingresso. Prejuízo financeiro? Qual? Quanto cada clube recebe pela transmissão? É computado? Mas você pode participar de uma competição em que você beneficia um ou dois, e prejudica os outros 10, 14 restantes. Ninguém aqui é contra o projeto sócio-torcedor. O que não pode é fazer um projeto desse, que é uma relação individual com o clube, e dar um benefício. Tem de subsidiar o adversário. Não pode dar o benefício. A renda do Campeonato Carioca não é renda de mandante, é aquela divisão tradicional. Em caso de empate é 50(%) e 50(%), e 60 (% para o vencedor) e 40 (% para o perdedor). Não pode dar um benefício a um torcedor, mas não ao outro. Porque você está prejudicando o adversário desse clube que tem o sócio-torcedor - explicou Eurico.
Flamengo x macaé fora do maracanã

Após ameaçar tirar o Flamengo do Maracanã no Campeonato Carioca, justamente em razão da polêmica dos ingressos, Bandeira disse que o clube voltará a Macaé na quarta-feira para encarar o Barra Mansa.
- Os nossos dois primeiros jogos não serão no Maracanã. O outro também foi transferido para Macaé.
Diversos temas envolvendo o formato da competição do próximo ano foram discutidos. A criação do programa de sócio-torcedor do futebol do Rio, sugerido pela Ferj, por enquanto não emplacou. O debate sobre o tema será feito durante a temporada. O assunto foi motivo de críticas na nota oficial publicada no site rubro-negro e constava no edital de convocação do arbitral.