domingo, 21 de agosto de 2011

Em busca de paz, Abel fecha a ferida tricolor: 'Muricy tinha o direito de sair'

Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, técnico fala abertamente sobre a saída do antecessor e diz que ainda vai tentar salvar o ano do Fluminense

Por Cahê Mota e Edgard Maciel de Sá Rio de Janeiro

O jeito Abelão de ser já é bem conhecido nas Laranjeiras. Sem papas na língua na maioria das vezes, o treinador chegou ao Fluminense em junho como uma espécie de salvador da pátria, para tentar reerguer um campeão brasileiro com problemas extracampo. Pouco mais de dois meses depois, Abel Carlos da Silva Braga, de 58 anos, ainda tenta dar ao time a regularidade capaz de fazer o torcedor sonhar novamente. E nem mesmo o protesto isolado de alguns tricolores, como o episódio da pichação no muro da sede social, parece abalar o comandante e também para-raios do Tricolor, como ele mesmo se define.
No entanto, para seguir em frente, é preciso resolver o passado. Nesta entrevista, Abel fecha a ferida chamada Muricy Ramalho. Se em sua apresentação oficial o treinador não quis entrar muito no assunto e até alfinetou o antecessor, dizendo condenar as críticas públicas à estrutura do Fluminense, agora Abel se coloca no outro lado da história e defende aquele que chama de um grande amigo.
- Por que o treinador também não pode sair? Ele pode não estar contente e querer seguir a vida em outro lugar. Não posso fazer esse julgamento. Muricy é muito meu amigo. Ele já ganhou vários Brasileiros e conseguiu outro aqui nas Laranjeiras, título esse que o clube não conquistava havia 26 anos. Vai falar o que dele? O torcedor ficou chateado porque ele foi embora, e não pelo que ele falou. Muricy tinha o direito de sair.
Em quase uma hora de entrevista no parquinho das Laranjeiras, Abel disse que a pressão por resultados deixa o futebol mais feio e favorece jogadores sem talento, que já aproveita novamente o prazer de morar no Rio e no Leblon e que o planejamento da temporada 2012 já começou. Mas faz uma promessa aos torcedores do Fluminense:
- Nós vamos tentar ainda salvar o ano.
Até agora, qual foi a maior dificuldade desde o seu retorno ao Brasil?
Vim para um desafio. O que me era colocado é que as coisas não estavam boas e o ambiente também não. Com três, quatro dias conquistei os jogadores pela minha forma de ser, de lidar, muito olho no olho, muita verdade. Sem sacanagem, sem nada. Hoje o grupo está excepcional. Estou maravilhado. Mas acho que eles sentiram muito no início a nova filosofia de trabalho. Agora o condicionamento físico está muito bom, tanto que nossas grandes atuações têm sido sempre no segundo tempo. Só que, para o nível de jogadores que temos, tínhamos de ganhar e convencer. É claro que entre jogar bem e perder, prefiro jogar mal e ganhar. Mas acho que temos possibilidade, pelos nomes que temos, pelos laterais que temos, de jogar mais e ganhar mais. Esse está sendo o meu maior desafio. Sobre o futebol brasileiro, eu já comentava dos Emirados Árabes, porque acompanhávamos direto as partidas. Falávamos: "Que velocidade!". E olha que lá o futebol é muito rápido também. Mas no Brasil deixou de existir aquela pegada só no Sul do país. Hoje ela está por todo lado, em Minas, Rio, São Paulo, Nordeste... Ao mesmo tempo, acho que as equipes estão jogando menos, e essa não é a escola do nosso futebol, que realmente é de espetáculo. Recentemente vimos apenas um, quando se enfrentaram as duas equipes que têm os melhores jogadores do país: Santos e Flamengo. Fora isso, você vê bons jogos, mas não nenhum que te encha os olhos.
Recentemente vimos apenas
um (espetáculo), quando se enfrentaram as equipes que têm
os melhores jogadores: Santos e Flamengo. Fora isso, você vê
bons jogos, mas não nenhum
que te encha os olhos"
Abel Braga
Acha que isso acontece pela forma como são formados os times ou os atletas?
Acho que é fundamentalmente pela pressão que se tem hoje no futebol brasileiro por resultados. Ninguém mais quer jogador lento, que marca com o olho... Sempre opta por um atacante que ajuda na marcação. Uma série de detalhes começa a ser priorizada. Quanto mais ajuda você tem dos homens da frente, facilita a vida dos marcadores do meio. Se o meio está sendo ajudado, a defesa ganha. Gosto de futebol bem jogado. Fui um jogador mediano, mas sei que o Fluminense pode fazer mais, e não falo só da regularidade de resultados... Poucos times hoje têm dois laterais da qualidade dos nossos. Quem enfrenta o Fluminense tem uma preocupação grande com os laterais. Temos também atacantes que fazem a diferença. Agora é claro que sem Deco, Conca, Fred... O adversário cresce. O Sobis ainda não encontrou seu melhor momento, mas apareceu o Lanzini, que já leva preocupação, assim como o Rafael Moura. Futebol é isso. Se você entra em campo e o outro time não te respeita, complica.
Até quando dá para continuar sonhando com o título?
Sonhar ainda dá. É só pegar o exemplo do Grêmio no ano passado, que estava na zona do rebaixamento no primeiro turno e terminou na Libertadores. Ainda temos um jogo a menos. No ano passado, Fluminense e Corinthians tiveram um segundo turno bem abaixo do primeiro. Isso pode se repetir em 2011. Estou contando assim: a cada nove pontos, temos de conquistar 66%. O anormal até agora é Flamengo e Corinthians estarem com essa pontuação. Mas daqui a pouco eles caem. Se continuarmos com nosso planejamento de duas vitórias a cada três jogos, poderemos ver em breve se vai dar para chegar ou não. Não quero falar muito para meus jogadores sobre título. Primeiro temos de ir degrau por degrau. Não adianta pular do primeiro para o décimo. Primeiro temos de chegar na zona da Libertadores.
Até que ponto esse jogo a menos é determinante para as pretensões do Fluminense no Brasileiro?
Não adianta pensar nisso. Temos de encarar o Vasco primeiro. Um time que está jogando bem, já está na Libertadores, e faz um rodízio muito bom. A equipe não sente as mudanças. Contra o Avaí não jogou bem e venceu. Está com sorte de time campeão. A bola bate e sobra para alguém marcar. Vamos esperar, não adianta pensar. O confronto diante do Santos pode se tornar muito mais complicado se não vencermos o Vasco.
Abel Fluminense (Foto: Site Oficial do Fluminense)Abel nos tempos de jogador, nas Laranjeiras
(Foto: Site Oficial do Fluminense)
Causa preocupação que esse reencontro do Fluminense com o Muricy ganhe proporções maiores do que o jogo em si?
Não. A torcida ficou chateada porque o Muricy saiu. Se o treinador é mandado embora, o que pode acontecer a qualquer momento, ninguém fala nada. Todo técnico entra no clube com o cargo à disposição. Eu não tenho multa rescisória. Se for mandado embora amanhã, só vou querer receber pelos dias que trabalhei, pois não trabalho de graça. Mais nada. Por que o treinador também não pode sair? Ele pode não estar contente e querer seguir a vida em outro lugar. Não posso fazer esse julgamento. Muricy é muito meu amigo. Já ganhou vários Brasileiros e conseguiu outro aqui nas Laranjeiras, título esse que o clube não conquistava havia 26 anos. Vai falar o que dele? O torcedor ficou chateado porque ele foi embora, e não pelo que ele falou. Muricy tinha o direito de sair. Ele e nós. Se não estava feliz, ia continuar para quê? Só o clube tem esse direito? Não pode ser assim. Acho que o torcedor ficou chateado porque perdeu um grande treinador. Jogar contra o Santos já é complicado pelo time que eles têm. Com o Muricy comandando, fica mais difícil ainda.
Diferentemente do primeiro turno, você poderá disputar o segundo inteiro. Já traça uma meta de pontos?
Empate no Brasileiro não vale nada. É melhor em três jogos ter uma vitória do que três empates. Podem até falar que o time não perdeu e tal. Mas, se o Corinthians não vira para cima do Atlético-MG, eles teriam apenas duas vitórias a mais do que o Fluminense. Temos oito e eles tinham dez. Acho que, se mantivermos o aproveitamento de 66% a cada nove pontos, vamos chegar bem. Não é normal os líderes manterem esse aproveitamento atual. O Vasco está bem, mas já está na Libertadores. Santos também. O Internacional vai subir na tabela, tem equipe para brigar. E nós vamos tentar entrar no bolo com Botafogo, Palmeiras, São Paulo...
Antes de chegar, você foi informado de a situação não estava muito boa. Acha que resolveu rápido pela sua postura ou falava-se muito mais do que realmente era?
Falava-se muito mais do que era. Nessa semana eu li uma declaração muito feliz do Marcos Assunção, dizendo que os jogadores podem se dar bem, mas não precisam ser amigos fora de campo. Eu, por exemplo, gosto de restaurantes e teatros. Por isso vou sair com quem gosta das mesmas coisas. Antes da minha chegada, também aconteceram muitos comentários de jogadores em cima de declarações de outros jogadores. Gente reclamando que não estava jogando... Peraí, não joga um, mas joga o outro. Por que tem de ser Fulano e não Sicrano? Passei isso para eles, e a situação se amenizou. Hoje não vemos ninguém falando bobagem, o que chega até a ser uma deselegância, dependendo da frase. Todo gol é precedido de uma falha. Imagina se a cada derrota eu falar que A ou B foi o culpado? Como vai ser? O treinador tem de assumir a responsabilidade sempre. Eu faço isso e vou continuar fazendo. Sou um para-raios mesmo. O respeito precisa ser recíproco, e cobro dos meus jogadores.
Pode reparar: eu chego ao
clube, entro no gramado, falo
com todos e olho para o Cristo Redentor. Aquela vista é linda demais. O Fluminense é um
lugar privilegiado"
Abel Braga
Como tirar do Fred o melhor que ele pode apresentar? Tem conversado com ele?
Fred é fora de série. E o Mano Menezes sabe disso. Tanto que já colocou que no Brasil o nosso camisa 9 é o único com determinadas características. Fred está precisando aumentar a força física, que caiu um pouco. Está lutando muito, fazendo academia e tal. Não pense que ele não quer. Ele quer e está muito perto de acontecer. Fred está trabalhando, querendo, com cara boa. O problema ficou para trás. Vai fazer esforço suplementar para voltar a ter uma sequência boa.
Com a boa fase do Rafael Moura, já pensa em um ataque com três jogadores ou o Sobis pode sair por não estar rendendo o esperado?
Não é que ele não está rendendo, mas ainda não chegou ao nível que a gente quer. No Internacional, o Sobis vinha jogando com um problema clínico na patela que o incomodava muito. Ainda estava voltando de cirurgia no joelho, que gera problemas musculares. Ele não conseguiu ter a sequência desejada. Depois veio a questão do contrato e tal. Ficou mais de um mês sem jogar. Agora, está buscando e readquirindo o melhor ritmo. E o mais importante: sem sentir nada. Sobis está sem problemas clínicos e fisicamente forte. Só falta aquele empurrãozinho de decidir uma partida para ser o jogador que conhecemos. Por enquanto, estamos pagando o preço. Não só nós, como ele também. Sinceramente? Não sei se jogaria com três atacantes. Mas vou procurar ajudar sempre o Sobis. E isso não significa dizer que ele será titular sempre. Às vezes, começar no banco e marcar o gol da vitória são coisas que ajudam a readquirir a confiança. Ele é decisivo e temos a esperança de que mostre isso em breve.
Após não cair em 2009 e ser campeão brasileiro em 2010, o Fluminense tem sentido a mudança de gestão? Isso tem atrapalhado a deslanchada da equipe?
Foram muitos problemas. Mudança de treinador, o tempo que fiquei para chegar, mudança de gestão, na assessoria, na forma de treinamento, na preparação física, parte técnica e tática... Isso tudo atrapalha. Acho que as coisas estão caminhando muito bem. Hoje eu sinto o futebol blindado. Cada um procurando fazer a sua parte sem interferência, e o presidente cuidando do clube como um todo. Claro que participa também do futebol, mas é um departamento que fica muito mais a cargo do Sandrão e do Marcelo, com a ajuda do Celso. Já estamos começando a planejar o ano que vem para que não haja mudanças. Além disso, teve muita coisa a ver com tudo aquilo que era destaque no Fluminense. Conca começou o ano totalmente diferente por causa da cirurgia no joelho, tanto que os dois melhores jogos dele no ano foram os dois últimos comigo e no clube. Fiquei três jogos falando para ele parar de se preocupar com a marcação. Problemas com o Deco. Problemas com dois jogadores que poderiam estar nos ajudando muito: Araújo e Matheus Carvalho. Fred buscando essa sequência. O próprio Mariano, que só subiu agora a acredito que tenha atingido o nível do ano passado. Carlinhos começou o ano sem jogar. Tem também a lesão do Leandro Euzébio. Se você parar para pensar, é muita coisa junta. E com nomes principais do elenco. Daqui a pouco você olha para o lado e um não está rendendo, o outro saiu, esse machucou, esse também... Já dei treino com 20 jogadores e apenas um atacante para ficar no banco. É muito pouco.
mosaico abel braga fluminense (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
Acha que, depois de todas as turbulências de 2011, o que vier neste ano é lucro? O pensamento já está voltado para o planejamento de 2012?
Nós vamos tentar ainda salvar o ano. Tentar, pelo menos, nós vamos. Os jogadores estão tentando muito. Ninguém pode dizer que falta luta. Estamos jogando com muita raça. Agora vamos tentar dar um salto de qualidade, na pontuação, na classificação. Na concepção nossa, é pouco o que estamos fazendo. Todos querem ajudar, fazer mais. Este ano tem sido atípico, diferente. E não tenha dúvidas de que isso tem a ver com as duas temporadas anteriores. Não ter sido rebaixado em 2009 foi uma coisa que até me faltam palavras para dizer o que representa. Loucura total. Depois veio o título. É normal dar uma relaxada. Mas aí falam que o Fluminense tem um grupo muito bom. Sim, temos. Mas é preciso olhar os jogadores que estão sem condições de jogo. Normalmente os principais jogadores estão fora. Ainda levo muito fé no Deco, no Fred.... Nunca tinha visto um atacante tomar tanta porrada em 90 minutos como o Fred contra o Palmeiras. E ele não afrouxava nunca. Só levando porrada nas costas, no joelho. Assim como o admiro, acho que o Araújo ainda pode nos ajudar muito. Ele chama gol. Eu o acompanhei dois anos na Copa da Ásia. Só consegui empatar uma vez com o time dele e perdi todas as outras. Joga muito, é rato de área. Só que ia jogar contra o Corinthians e sentiu na véspera. Depois estava quase voltando e se machucou no coletivo. Daí voltou bem e sentiu na primeira bola contra o Grêmio. E mesmo assim ele bagunçou enquanto esteve em campo.
O que ainda espera do Deco? Tem esperança de que ele possa fazer a diferença?
Espero que ele primeiro se recupere e tenha uma sequência. Vai ser o ideal para todos. Essa situação o incomoda muito. Deco é um cara de bem, profissional, se cuida, mas está passando por um momento difícil. Vamos ver se dessa vez preparamos a volta dele um pouco melhor. Nem que precise levar mais tempo, para que não voltem a acontecer esses problemas. Sabemos que ele precisa ser tratado de forma diferenciada, como também com o Fred. Até mesmo evitar alguns treinamentos. Deco merece um cuidado maior nesse retorno, é um jogador que quer muito brilhar no Fluminense. Vem ao clube de manhã, à tarde. Acho que semana que vem ele já vai começar a ir para o campo. Mas eu mesmo vou falar com a preparação física. É preciso trabalhar bem com ele para que o jogador consiga esquecer todas as lesões que já teve. Contra o Atlético-MG, ele saiu no intervalo. Quinta foi folga, no sábado teve dois toques, no domingo ele estava suspenso. Acabou sentindo (lesão) no coletivo de segunda. Ou seja, só teve um treino forte e ele sentiu. Não é falta de vontade. Ele quer muito.
Já penso em aposentadoria, sim. Não quero ir muito longe, não. Cinco anos é o máximo. Amo minha família e adoro viajar"
Abel Braga
E quais os seus planos para o Martinuccio?
Ele já colocou para mim que joga como segundo atacante, flutuando. Gosta de jogar por trás do atacante. Não gosta de voltar muito porque fica sem força para chegar à área. Parece-me mais um meia ofensivo, de tocar, mexer, ocupar espaço... Tem características totalmente diferentes das do Lanzini. Vamos esperar o momento certo. De repente o Lanzini pode ter chamado mais atenção nos treinamentos pelo lado atrevido. Precisava disso. Eu tenho o toque de bola com o Souza, com o Marquinho. Vamos esperar um pouquinho ele se soltar também, se adaptar mais.
O nível de exigência da torcida é maior por tudo o que eles viveram nos últimos anos?
Seria mais fácil o torcedor explicar. Eles normalmente têm pouca paciência, querem ver o time sempre bem, ganhando. Perguntaram isso em uma coletiva recente, e concordo: o momento dos outros rivais também atrapalha. Volto a dizer: não me abalo com nada. Assim como não me abalo com a crítica e com a pichação, também não me envaideço com o elogio e com o aplauso. Meu comportamento é o mesmo, ganhando ou perdendo. E eu respeito o torcedor. Se tiver paciência ou não tiver, se for ou não ao estádio. Contra o Figueirense, foram poucos torcedores, mas os que estavam lá incentivaram. Foi legal. O jogador prefere ter a torcida do lado, mas quem joga em time grande tem de saber que precisa ganhar, mesmo com a torcida reclamando. O pessoal só gosta de escutar aplauso e não vaia. O Flamengo ganhou o Carioca e teve pressão sobre o Ronaldinho. Agora estão jogando bem. Mas, até pouco tempo, mesmo invictos no Brasileiro, a torcida não estava totalmente feliz.
Dá para medir o ganho que seu trabalho terá quando o CT estiver pronto?
O Fluminense nunca teve um centro de treinamento. E olha que estamos falando de um clube centenário. Não dá para medir a diferença. Será uma coisa fantástica. Acho até que você pode fazer das Laranjeiras o local do treino na véspera do jogo, recreativo, para manter a relação com o torcedor. Mas poder trabalhar o time que vai jogar sem dar pistas ao adversário é muito bom. Nas Laranjeiras não dá. Às vezes, eu até consigo enganar, colocando o jogador entre os resevas para defender a bola parada, por exemplo. Tem jogos que eu deixo até os próprios jogadores em dúvida. Isso porque eles conversam com os adversários e podem acabar soltando alguma informação. É complicado.
Na sua apresentação, o departamento de marketing do clube e você mesmo reforçaram muito a sua ligação com o Fluminense, com lembranças do passado. Já conseguiu saborear isso?
Desde que cheguei, essa foi a primeira vez que consegui passar da portaria (para fazer as fotos da matéria). Dá para acreditar? Nem na portaria eu tinha ido. Não tinha passado no bar do Fidélis. Hoje vi a FluBoutique. O salão de cabeleireiro, que mudou de lugar. O clube está mais bonito. Até o campo está bem melhor do que quando eu cheguei. Pedi para descompactar, furar duas vezes, jogar grama de inverno. Pode reparar: eu chego ao clube, entro no gramado, falo com todos e olho para o Cristo Redentor. Aquela vista é linda demais. O Fluminense é um lugar privilegiado. Essa arquitetura colonial da fachada é muito bonita. Parece até com aqueles museus de Petrópolis, dos tempos de Dom Pedro.
Você estava longe do Rio havia seis anos. Já conseguiu aproveitar a cidade?
Já consegui ir duas ou três vezes ao teatro. Vi aquela peça, "A confissão", no Teatro Leblon. Estou para ver também o "Violinista no Telhado". Fora os vários restaurantes, como Artigiano, Anna, Antiquarius, Gero, Porcão, Quadrifoglio. Saio com os amigos e a família para jantar e volto. Mas futebol vicia, né? Não gosto de ver jogo em estádio, até porque temos um observador para isso, mas chego a ir mais cedo ao restaurante para não perder a rodada. Até continuo indo ao Bracarense, mas agora frequento mais o Chico e Alaíde. O Leblon é sagrado, e isso tem um preço muito grande. Amo o bairro e continuo dando minhas caminhadas na orla. Mas me custou muito essa palavra que dei ao Fluminense e o clube ter me esperado. Sabia que ia assumir um trabalho sem ter férias. É bem puxado. Aqui tem a cobrança, a busca pela regularidade, mas sei que uma hora tudo vai se encaixar, os lesionados vão voltar... Fora isso, o departamento de futebol é bem organizado. Temos uma boa assessoria, uma sala de musculação que vai ser até melhorada, uma sala de fisiologia extraordinária, com um dos melhores profissionais do Brasil, que é o Maurício Negri. Só me preocupo com o campo. Nos Emirados Árabes, o problema era muito maior. Eu tinha de resolver tudo. Falar com o Sheik, ver por que meu jogador sumiu por dois dias... Sair de lá e não ter férias é loucura. Tem dia que mal consigo dormir.
A espera de três meses por você e o prestigio inabalado com a diretoria mesmo após alguns resultados negativos mostram uma mudança de filosofia no Fluminense?
Acho que tem de ser assim mesmo. Já está provado que mudar de treinador toda hora não adianta nada. Eu espero é poder corresponder a confiança. Com conduta e dedicação, vou corresponder sempre. Mas quero com resultados e títulos também.
Por quanto tempo mais você será treinador?
Já penso em aposentadoria, sim. Não quero ir muito longe, não. Cinco anos é o máximo. Amo minha família e adoro viajar. Não dá para descrever a alegria que sinto quando estou jantando com minha mulher e meus filhos. Foi duro demais ficar sem eles nos Emirados Árabes. Estar no Rio de Janeiro, no Leblon e no Fluminense... Não posso querer mais nada. Só os resultados mesmo.

'Lembra Dele?' Ex-Vasco, Cobi Jones é ‘colega de trabalho’ de Pelé

Diretor adjunto de futebol do Cosmos, americano fala da convivência com o ídolo brasileiro e lembra com carinho da passagem pelo Rio de Janeiro

Por Felippe Costa Rio de Janeiro
A passagem pelo Vasco não traz grandes jogadas ou gols marcantes, mas por se tratar de um americano e ter uma cabeleira que lembrava o ex-zagueiro Quiñonez, campeão brasileiro de 1989, Cobi Jones se tornou inesquecível. Contratado pouco depois da boa atuação na Copa do Mundo de 1994, ele chegou ao Rio de Janeiro com status de grande aposta no clube, mas não conseguiu repetir o sucesso que o tornou ídolo em seu país. Hoje, com 41 anos e já aposentado, ele, ao lado de Pelé, faz parte da diretoria do Cosmos, que tenta reativar o ex-time do Rei.
Cobi Jones, Pelé e Cantona no Cosmos (Foto: Divulgação / Site Oficial)Cobi Jones ao lado de Pelé e Eric Cantona em viagem do Cosmos (Foto: Divulgação / Site Oficial)
- Eu sou um embaixador e diretor associado do futebol. Minha função é promover o clube. Ajudo a estabelecer uma visão do futuro e preparar o Cosmos, encontrando jogadores de qualidade. Pela minha experiência, também ajudo, quando necessário, a formatar a tabela do campeonato nacional (MLS) - disse ele, que também tem como 'colega de trabalho' o francês Eric Cantona.
Após a era Pelé (1975/1977), houve uma diminuição do interesse americano pelo futebol. A falta de patrocínios fez o clube fechar as portas em 15 de setembro de 1984. Ano passado, o empresário inglês e ex-diretor do Tottenham Paul Kemsley comprou a equipe de Pinton, nos Estados Unidos, e a transformou no novo Cosmos. Eric Cantona e Cobi Jones foram contratados para ajudar nesse processo.
Cobi Jones, Pelé e Cantona no Cosmos (Foto: Divulgação / Site Oficial)Cobi Jones, Pelé e Cantona com algumas crianças
de Cingapura (Foto: Divulgação / Site Oficial)
O fato de compartilhar alguns momentos de trabalho com o Rei do Futebol é tratado como ‘gratificante’. Pelé é presidente de honra do Cosmos e, sempre que solicitado, ajuda na reestruturação e divulgação do clube. No último mês de março, Cobi Jones esteve com o brasileiro, em Cingapura. O Cosmos formalizou parceria com o Courts Young Lion, ajudando no desenvolvimento das categorias de base.
- É muito gratificante ter esse contato com o Pelé. Ele é um grande colaborador do Cosmos e ajuda na estruturação. Por ter o status de presidente de honra do clube, toda história como jogador e o conhecimento dos jogos, nós estamos sempre ouvindo suas sugestões.
Sem fazer comparações, a fama de Pelé no Brasil pode ser confundida com a de Cobi Jones nos Estados Unidos. Ele foi o jogador que mais vestiu a camisa americana, com 164 jogos e 15 gols. O lateral-esquerdo atuou nas Copas do Mundo de 1994, 1998 e 2002.
Tanto sucesso acabou influenciando no interesse do Vasco, que o contratou em 1995. Cobi não teve muitas oportunidades no clube, jogando apenas quatro partidas. Mesmo assim, ele diz que foi uma grande experiência e lembra com carinho da Praia da Barra da Tijuca.
- Tenho saudades de como o futebol era jogado. Existia uma forma divertida e jovem de se praticar. Foi uma experiência maravilhosa, que me ajudou bastante. Quando eu estava na Inglaterra (Coventry City – 1994/1995), ganhei uma visão operária do esporte e aprendi muito. Quando me mudei para o Brasil, era tudo sobre desfrutar mais do jogo, o jeito brasileiro, que se encaixaramm melhor com minha personalidade naquele momento da minha carreira. Eu amei a praia, e como a vida no Rio está concentrada ao redor da praia... - lembrou o americano, que morou em Copacabana e depois na Barra da Tijuca.
Coby Jones no treino do Vasco arquivo 1995 (Foto: Carlos Ivan / Ag. O Globo)Cobi Jones durante um treino, em São Januário, na
temporada de 1995 (Foto: Carlos Ivan / Ag. O Globo)
A estreia com a camisa vascaína aconteceu no dia 21 de outubro de 2005, no campo do Internacional de Jacarepaguá. Cobi Jones entrou para participar da vitória por 2 a 1 sobre o Campo Grande, em jogo válido pela Copa Rio. Na ocasião, o time do Vasco contou com: Márcio, Fausto, Valkmar, Leonardo Siqueira e Jefferson; Cristiano, Richardson (Coby Jones), Geovani (Genílson) e Yan; Robinho e Pedro Renato (Igor). O técnico foi Alcir Portella.
Após quatro jogos no Vasco, Cobi resolveu voltar aos Estados Unidos para atuar no Los Angeles Galaxy. Depois de 350 partidas, 70 gols pelo clube e um apelido de lenda “Cobi Legend", pendurou as chuteiras em 19 de março de 2007. Com tanto prestígio, recebeu o convite para trabalhar como auxiliar de Ruud Gullit no time. Pouco depois, com o pedido de demissão do holandês, foi promovido a técnico.
- Ambas as experiências (jogador e técnico) são gratificantes. Existe a mesma alegria em cada jogo, encara-se a habilidade e inteligência de adversários diversos. A grande diferença é na parte física, pois um treinador não precisa ter tanta condição física como um jogador – brinca.
A próxima Copa do Mundo, que será realizada no Brasil, é vista como um grande momento para Cobi Jones. Segundo ele, será uma experiência maravilhosa, e eleconfia no bom rendimento da seleção dos Estados Unidos, que ainda precisa passar pelas eliminatórias.
- Será uma experiência maravilhosa. Os Estados Unidos têm jogadores de qualidade e podem fazer uma grande competição. Quem sabe não viajo para ver.

Após estreia com o Santos e tiroteio, estádio mexicano vai receber o Brasil

Território Modelo, na cidade de Torreón, será o palco do amistoso da Seleção de Mano Menezes contra o México, no dia 11 de outubro

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
O Território Santos Modelo passou por momentos de tensão na noite do último sábado. Um tiroteio nas proximidades do estádio assustou torcedores e jogadores do Santos Laguna e do Monarcas, que disputavam uma partida válida pelo Campeonato Mexicano. Mas a arena não será lembrada apenas pelo incidente. Duas equipes brasileiras vão fazer parte da história do local.
Na inauguração do estádio, o Santos de Neymar e Paulo Henrique Ganso encarou os donos da casa no dia 12 de novembro de 2009. O Laguna bateu o Peixe por 2 a 1. Mas o duelo não marcou apenas a presença dos "Meninos da Vila" na arena. Além de um show do cantor Ricky Martin, Pelé, Franco Baresi, René Higuita, Gabriel Batistuta, os presidentes do México, Felipe Calderón, e da Fifa, Joseph Blatter, estiveram por lá na data festiva.
Mas o estádio, localizado em Torreón, receberá um outro jogo de peso. No dia 11 de outubro, a Seleção Brasileira de Mano Menezes vai encarar o México. E se tudo correr bem, além de reencontrar Neymar e Paulo Henrique Ganso, a arena terá pela frente um renovado Ronaldinho Gaúcho, que voltou a ser lembrado para a equipe nacional.
Envolvidos com a decisão do Mundial Sub-20, disputada na Colômbia, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o técnico da Seleção principal, Mano Menezes, nem tiveram tempo de tomar conhecimento do incidente. Neste sábado, os dois puderam acompanhar a conquista do time canarinho após triunfo por 3 a 2 sobre Portugal, em Bogotá.
O incidente no Estádio Território Santos Modelo ocorreu do lado de fora. Aos 40 minutos do primeiro tempo, torcedores e jogadores do Santos Laguna procuraram um local seguro para se esconder por conta de dezenas de tiros disparados nas proximidades da arena. O confronto entre policiais e bandidos demorou cerca de cinco minutos.
GALERIA DE FOTOS: veja o desespero dos torcedores para fugir do tiroteio
O governo federal repudiou o ocorrido e se colocou à disposição das autoridades para ajudar na prisão dos envolvidos. Nenhuma pessoa ficou ferida. Nas buscas da polícia, um carro com armas pesadas foi encontrado nas imediações do estádio.
Santos x Monarcas méxico tiroteio (Foto: Reuters)Torcedores se escondem atrás de placas de publicidade (Foto: Reuters)
Região é alvo de violência dos narcotraficantes
Localizada no estado de Coahuila - norte do México - a cidade de Torreón, onde estava sendo realizada a partida, sofre há alguns meses com uma onda de violência provocada por uma disputa entre cartéis que disputam o tráfico de drogas.
Em julho, oito cabeças humanas foram encontradas em uma estrada da região. As vítimas tinham entre 25 e 30 anos. Massacres deste tipo fazem parte de uma onda de violência ligada ao narcotráfico que afeta os estados de Durango e Coahuila, entre os quais os cartéis de Sinaloa, liderados pelo foragido Joaquín "El Chapo" Guzmán, e os "Zetas", ex-militares da elite mexicanos que foram recrutados pelo narcotráfico nos anos 1990.
Em torno de 25.000 pessoas foram assassinadas desde dezembro de 2006 no México pelas mãos do crime organizado. Por ordem do presidente Felipe Calderón, mais de 50.000 militares no país foram convocados para combater os criminosos.

Após derrota, Timão admite pressão maior no clássico contra Palmeiras

Capitão Chicão pede também mais paciência ao torcedor, que vaiou a equipe após a derrota para o Figueirense, no Pacaembu

Por Carlos Augusto Ferrari São Paulo

O Corinthians teve no sábado a chance de se tornar o campeão simbólico do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Mas a derrota por 2 a 0 para o Figueirense (assista aos principais lances) não só manteve o Timão em uma instável fase como aumentou a necessidade de uma vitória sobre o arquirrival Palmeiras, no próximo domingo, às 16h, em Presidente Prudente, para manter o primeiro lugar. Para o técnico Tite e o elenco, o Alvinegro irá a campo pressionado depois de vacilar em casa.
- Nossa responsabilidade no clássico aumenta agora. Vamos nos concentrar nele. É um campeonato difícil, o Flamengo perdeu de quatro em casa (para o Atlético-GO). Tem dia que a bola não entra mesmo. Pedimos paciência ao torcedor para poder nos apoiar no clássico – disse o capitão Chicão.
O revés frente ao Figueirense, aliás, impediu que o Corinthians voltasse a abrir seis pontos de vantagem. De quebra, ainda colocou fogo no Brasileirão. O Flamengo tem neste domingo a possibilidade de chegar aos mesmos 37 pontos do Timão, contra o Internacional, em Porto Alegre – em caso de vitória dos cariocas, os paulistas seguirão em primeiro no número de triunfos: hoje a contagem está 11 a nove.
- A derrota gera uma pressão maior, independentemente da liderança – resumiu o técnico Tite, bastante abatido durante a entrevista coletiva nos vestiários do Pacaembu.
O Corinthians tenta agora esfriar a cabeça com dois dias de folga. Os atletas só voltarão a treinar na terça-feira pela manhã, no CT Joaquim Grava. Tempo para o grupo refletir sobre os últimos erros.
- Precisamos de calma neste momento e saber que estamos no caminho certo – completou o lateral-direito Alessandro.

Caio Júnior poderá poupar jogadores para confronto da Sul-Americana

Treinador, que não deseja escalar time misto, vai conversar com fisiologistas para definir quais atletas têm condições de entrar em campo.

Por Fabio Leme Rio de Janeiro
caio junior botafogo x ATLÉTICO-mg (Foto: Agência Estado)'Se tivermos que que segurar um ou dos jogadores,
nós o faremos', diz Caio Júnior (Foto: Agência Estado)
A maratona de jogos que o Botafogo vem enfrentando preocupa a comissão técnica. Com o calendário apertado, sem muito tempo para descansar e treinar, diversos jogadores do elenco vêm reclamando de cansaço após as partidas. Na última quarta-feira, contra o Internacional e, neste sábado, diante do Atlético-MG, Maicosuel pediu substituição. Outro que preocupa é Renato. O volante de 33 anos vem jogando seguidamente depois de retornar ao futebol brasileiro. Devido às circunstâncias, Caio Júnior afirmou que pode poupar alguns nomes para a partida de terça-feira contra o Galo, pela Sul-Americana, mas só em caso de extrema necessidade.

- Vamos decidir isso só na segunda-feira após conversarmos com a fisiologia do clube. Não adianta decidir nada amanhã (domingo). Se tivermos que segurar um ou dois jogadores, nós o faremos, mas não dá para ser todo mundo, pois é um jogo importante – afirmou.

O comandante foi enfático ao dizer que a avaliação do elenco deverá ser feita da maneira mais exata possível.

- Tem jogador que vem jogando muito. A avaliação tem que ser jogo a jogo, este momento é crucial. Não podemos perder jogador por erro nosso – sintetizou.

Botafogo e Atlético-MG voltam a se enfrentar nesta terça-feira, às 20h15m, no Engenhão, pela partida de volta da Copa Sul-Americana. Por ter vencido o primeiro embate por 2 a 1, o Glorioso se classificará para a próxima fase mesmo perdendo por 1 a 0, devido ao critério de gols fora de casa.

No reencontro de René e Neymar, Bahia e Santos duelam em Pituaçu

Baianos e santistas se enfrentam pela primeira vez no estádio Roberto Santos em busca do reencontro com as vitórias

Por Eric Luis Carvalho e Adilson Barros Salvador
Em busca de reencontrar o caminho das vitórias, Bahia e Santos se enfrentam neste domingo às 18h, no estádio de Pituaçu. As duas equipes não vencem há duas rodadas. A situação do Santos é mais complicada. O time santista perdeu os dois últimos jogos contra Atlético-GO e Coritiba, enquanto o Bahia vem de dois empates, contra Internacional e Palmeiras.
A partida terá casa cheia. Os 32 mil ingressos para o confronto foram vendidos. O Bahia encara o jogo como o ponto de partida para a subida do time na tabela. Enquanto o Santos espera vencer para deixar a zona de rebaixamento.

A partida marca o reencontro de René com o atacante Neymar. Há um ano, o treinador do Bahia, então no comando do Atlético-GO, chamou o atacante santista de mal educado desportivamente e disse que o futebol estava criando um monstro.
Curiosamente, René Simões viveu uma situação delicada na véspera da partida. O atacante Jobson chegou atrasado na concentração do Bahia e foi cortado do grupo de jogadores relacionados para a partida. Segundo René, a medida visa educar o jogador.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real a partir das 18h. O PFC transmite a partida para todo o Brasil no sistema pay-per-view. O árbitro será Ricardo Marques Ribeiro que terá como assistentes Guilherme Dias Camilo e Nadine Schram Câmara.

header o que esta em jogo
Bahia: após dois empates nos últimos dois jogos, o Bahia espera voltar a vencer na Série A. Para isso, René Simões poderá repetir pela primeira vez o time tricolor. Após uma apresentação segura diante do Palmeiras, René pode manter a equipe que por pouco não trouxe três pontos do estádio do Canindé. Apesar disso, existe a possibilidade do treinador escalar Ricardinho no time titular.
Santos: o time tem apenas uma vitória nos últimos seis jogos, está na 17ª posição, a primeira da zona de rebaixamento, e é o pior visitante do Brasileirão, com um ponto conquistado de 21 que disputou fora de casa. A fase do Peixe não é nada boa. A equipe precisa emplacar uma sequência de bons resultados para fugir do Z-4 e ganhar algum fôlego para a disputa do Mundial de Clubes no fim do ano.

header as escalações 2
Bahia: apesar de recuperado, o lateral Jancarlos não vai ser utilizado por René. A única mudança no time em relação a equipe que empatou com o Palmeiras é a ausência de Jobson. A escalação provável é Marcelo Lomba, Marcos, Titi, Paulo Miranda e Ávine; Fahel, Marcone, Diones e Carlos Alberto; Jones e Júnior.
Santos: com desfalques, o técnico Muricy Ramalho terá de improvisar pelo menos na lateral-direita. Pará está fora de combate e Leandro Silva ainda não agrada ao treinador. Com isso, Muricy tem duas opções: deslocar o volante Arouca para a ala ou escalar o zagueiro Bruno Aguiar para quebrar o galho no setor. Na zaga, Bruno Rodrigo substitui Edu Dracena. Por outro lado, Elano, recuperado de lesão no tornozelo esquerdo, volta à equipe. A escalação provável: Rafael, Arouca, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Henrique, Elano e Paulo Hernique Ganso; Neymar e Borges.

quem esta fora
Bahia: Jancarlos - recuperado de dores na coxa, o lateral foi liberado no começo da semana, mas ainda não deve ser usado por René - e Jobson, punido após chegar atrasado na concentração.
Santos: Ibson - lesão muscular na coxa esquerda; Edu Dracena e Pará - suspensos; Danilo - a serviço da Seleção Brasileira sub-20.

header pendurados
Bahia: Fahel, Marcelo Lomba, Marcos, Souza, Jones e Jobson.
Santos: Henrique, Durval e Neymar.

header fique de olho 2
Bahia: destaque do Bahia na Série A, o goleiro Marcelo Lomba vem brilhando no campeonato. As grandes atuações já fizeram com que o camisa 1 caísse nas graças da torcida. Para parar Ganso, Neymar e Borges a torcida baiana espera por mais um show de Lomba.
Santos: com os dois gols que marcou contra o Coritiba, na derrota por 3 a 2, quarta-feira passada, na Vila Belmiro, Borges é o novo artilheiro do Campeonato Brasileiro, com dez gols. Só falta agora a equipe aproveitar melhor os seus gols e vencer as partidas.

header o que eles disseram
 Marcelo Lomba (goleiro do Bahia): “Vamos enfrentar uma excelente equipe, mas temos toda capacidade de sair de campo com uma grande vitória”.
Muricy Ramalho (técnico do Santos): "O Bahia tem um bom time, é muito bem armado. Jogou muito bem contra o Palmeiras e poderia até ter vencido. Será outra pedreira."


header números e curiosidades
* Quem venceu mais? Confira o histórico do confronto na Futpédia
* Será a primeira vez em que as equipes se enfrentam em Pituaçu. Em outros 16 jogos em Salvador pelo Campeonato Brasileiro, Bahia e Santos jogaram no estádio da Fonte Nova.
* O Bahia não vence o Santos desde o ano 2000, quando o Tricolor venceu o Peixe na Vila Belmiro por 1 a 0.
header último confronto v2
Em 22 de outubro de 2003, a dupla Diego e Robinho brilhou no gramado da Fonte Nova em uma partida épica com 11 gols marcados. O Santos, que na época era o atual campeão brasileiro, não tomou conhecimento do time baiano e venceu por 7 a 4. Naquele ano, o Bahia terminou rebaixado para a Segunda Divisão.

Tricolor e Verdão vão em busca de afirmação no 'choque-rei' do Morumbi

Há várias rodadas, São Paulo ameaça assumir a ponta e não consegue. Palmeiras segue rondando o G-4 sem conseguir entrar

Por Marcelo Prado e Julyana Travaglia São Paulo
Quando as coisas no futebol parecem estar fugindo do rumo, nada melhor do que vencer um clássico contra um tradicional rival. E essa escrita vale muito para São Paulo e Palmeiras que, em fases absolutamente irregulares, vão em busca de paz e afirmação no duelo que será realizado neste domingo, no estádio do Morumbi, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor, que não sabe o que é vencer há três rodadas em 2011 (dois jogos do nacional e um da Sul-Americana) precisa do triunfo para dar tranquilidade para o técnico Adilson Batista trabalhar. Já o Verdão, que não ganha há cinco jogos (quatro pelo nacional e um pela Sul-Americana), quer acabar com o incômodo jejum de 17 jogos sem vitória sobre o rival na casa do adversário para acalmar sua torcida, que chamou o time de "sem vergonha" após o empate contra o Bahia, na última quinta-feira.
montagem Dagoberto  São Paulo  Kleber Palmeiras  (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)Dagoberto e Kleber comandam os ataques de São Paulo e Palmeiras, no clássico deste domingo, que será realizado no estádio do Morumbi, a partir das 16 horas (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
A partida terá início às 16h e será transmitida pela TV Globo para os estados de SP, PR (exceto Curitiba, Foz do Iguaçu e Cascavel), MS, MT, além de Porto Alegre-RS e Caruaru-PE. Para o restante do país, a opção será o canal Premiere, através do sistema pay-per-view. O GLOBOESPORTE.COM acompanhará o duelo em tempo real, com vídeos exclusivos, a partir das 15h30m. A partida terá arbitragem de Heber Roberto Lopes (Fifa/PR), auxiliado pelos também paranaenses Gilson Bento Coutinho e José Carlos Dias Passos.
header o que esta em jogo (Foto: arte esporte)
São Paulo: depois de empatar por 1 a 1 com o América-MG na última quinta-feira e vacilar mais uma vez contra um time que se encontra na zona de rebaixamento, o Tricolor tem nova chance de encostar no líder Corinthians, que perdeu para o Figueirense no último sábado. A vitória será importante para dar confiança ao time, que na quarta-feira decidirá a sua sorte na Copa Sul-Americana na partida contra o Ceará, no estádio do Morumbi.
Palmeiras: o Palmeiras precisa vencer para voltar a se aproximar do grupo dos quatro melhores do Brasileirão, mantendo chances de classificação à Libertadores e ainda alimentar esperança de título. Nos últimos quatro jogos da equipe, o time de Luiz Felipe Scolari empatou três partidas e perdeu uma, o que fez o Alviverde cair para a sexta colocação, com 28 pontos.
header as escalações 2
São Paulo: Adilson Batista, que comandará a nona partida desde que foi contratado, será obrigado a mexer na escalação mais uma vez. Isso porque Lucas levou o terceiro cartão amarelo e terá de cumprir suspensão automática. Apesar do suspense, a tendência é que o treinador utilize Fernandinho entre os titulares. O time deverá jogar com: Rogério Ceni; Piris, Xandão, Rhodolfo e Juan; Wellington, Carlinhos Paraíba, Cícero e Rivaldo; Dagoberto e Fernandinho.
Palmeiras:  Felipão tem alguns problemas para montar o time para o clássico. Destaque no empate com o Bahia, Valdivia está fora por suspensão. O mesmo ocorre com Gerley e Thiago Heleno. Dinei, lesionado, também não joga. O Alviverde deve entrar em campo com: Marcos; Cicinho, Henrique, Leandro Amaro e Chico; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Luan; Maikon Leite e Kleber.
quem esta fora
São Paulo: Luis Fabiano e Luiz Eduardo (machucados, sendo que o primeiro ainda não reestreou), Lucas (suspenso), além de Bruno Uvini, Casemiro, Henrique e Willian José (na Seleção Brasileira sub-20).
Palmeiras: Thiago Heleno, Valdivia e Gerley, todos suspensos, e Dinei, lesionado.
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São Paulo: Juan, Wellington e Dagoberto.
Palmeiras: Kleber, Luan, Cicinho, Henrique, Maurício Ramos, João Vitor e Patrik
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São Paulo: peça importantíssima no esquema de Paulo César Carpegiani, Fernandinho perdeu espaço com Adilson Batista. Mas neste domingo, com a suspensão de Lucas, o camisa 12 volta a ganhar uma chance para provar que merece ser melhor aproveitado. O atacante volta a enfrentar o Palmeiras, time contra quem marcou um gol no clássico realizado no primeiro semestre, pelo Campeonato Paulista.
Palmeiras: jogador que pouco aparece para o torcedor, Márcio Araújo é uma das principais peças do time de Luiz Felipe Scolari. Tanto que só perdeu um jogo neste Brasileiro – contra o Grêmio, por suspensão. O atleta, além de atuar na contenção com Marcos Assunção, ainda é usado com frequência na lateral-direita pelo treinador..
header o que eles disseram (Foto: arte esporte)
Adilson Batista, técnico do São Paulo: "Já tenho ideia daquilo que vamos enfrentar em função de algumas ausências, mas temos que ir corrigindo isso internamente. Não podemos sofrer alguns tipos de pressão na partida e gols como os que levamos.Vamos ter mais controle e atenção"
Luiz Felipe Scolari, técnico do Palmeiras: “É um jogo de três pontos igual aos outros, mas é claro que a rivalidade mexe. Se tivermos o poder da superação e buscarmos os três pontos contra um adversário como o São Paulo, ajuda a levantar o moral da equipe. Por esse motivo, clássico acaba sendo um jogo diferente.”
header números e curiosidades
* Quem venceu mais? Confira o histórico do confronto na Futpédia.
*  O Palmeiras não vence o São Paulo jogando no Morumbi há nove anos. A última vitória foi em 2002, um 4 a 2, pelo Torneio Rio-SP.
*  Jogando como mandante no Campeonato Brasileiro, o desempenho do Tricolor é satisfatório. Em oito partidas, conquistou quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, o que dá um aproveitamento de 58,1% dos pontos. Como visitante, o Verdão não vai bem. O time conquistou apenas 29% dos pontos que disputou, fruto de uma vitória, quatro empates e três derrotas em oito duelos disputados longe de São Paulo.
* O primeiro confronto entre as equipes em Brasileiros foi em 23 de outubro de 1971. No duelo, os times empataram em 1 a 1, com Everaldo fazendo o tento tricolor e Luis Pereira anotando para o Palmeiras.
* A maior goleada do confronto foi registrada a favor do Palmeiras. No dia 8 de março de 1992, o Verdão goleou o Tricolor por 4 a 0 em pleno estádio do Morumbi, gols de Evair (2), Edu Marangon e Andrei. O maior triunfo são-paulino ocorreu em 24 de maio de 2006: 4 x 1, gols de Ricardo Oliveira (2), Alex Dias e Márcio Careca (contra). O mesmo Márcio Careca fez o gol de honra alviverde.
header último confronto v2 (Foto: arte esporte).
São Paulo e Palmeiras se encontraram pela última vez no Campeonato Paulista deste ano. Na ocasião, as equipes empataram no Morumbi em 1 a 1, em um domingo que o estádio tricolor chegou a ter suas arquibancadas alagadas por causa da forte chuva. O Tricolor Paulista saiu na frente, com Fernandinho. O empate palmeirense foi anotado por Adriano Michael Jackson, que já não está mais no clube.(Veja ao lado os melhores momentos da partida)

O mágico e o goleador: Fla visita o Inter na volta de R10 a Porto Alegre

Com Ronaldinho Gaúcho convocado para a Seleção e de volta ao time, Flamengo encara o Inter, com o artilheiro do país, Leandro Damião

Por GLOBOESPORTE.COM Porto Alegre
Chega a ser uma pena que o mágico e o goleador estejam em lados opostos no jogão das 16h deste domingo, no Beira-Rio. Só a Seleção Brasileira poderá ver a união entre os passes do craque flamenguista e os gols do artilheiro colorado. São eles, dois astros do Brasileirão de 2011, ambos convocados por Mano Menezes para o amistoso contra Gana, os protagonistas do jogo entre Inter e Flamengo.
O duelo ganhou importância para os rubro-negros depois da derrota do Corinthians para o Figueirense, neste sábado. Com uma vitória em Porto Alegre, os cariocas igualarão o número de pontos do líder do Brasileiro. Será a primeira partida de Ronaldinho Gaúcho em sua cidade de nascimento depois de ele dizer não ao Grêmio e fechar com o Rubro-Negro.
Leandro Damião  Internacional  Ronaldinho Gaúcho  Flamengo  (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)Protagonistas do jogo no Beira-Rio, Leandro Damião e Ronaldinho Gaúcho se reencontrarão em breve na Seleção Brasileira  (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
Os colorados entram em campo na sétima colocação, com 26 pontos, oito atrás do adversário. O objetivo vermelho é se manter firme na luta por vaga na Libertadores - a distância para o Botafogo, atual último classificado, é de cinco pontos.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partida em Tempo Real, com vídeos. A TV Globo mostra para todo o Brasil, menos os estados de SP, MS e MT e as cidades de Porto Alegre, Curitiba, Ponta Grossa (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Paranavaí (PR), Guarapuava (PR) e Caruaru (PE). O jogo será apitado por Francisco Carlos Nascimento (AL), auxiliado por Roberto Braatz (PR) e Erich Bandeira (PE).
header o que esta em jogo (Foto: arte esporte)
Inter: o Inter vem em uma sequência boa no Campeonato Brasileiro e tem a esperança de se aproximar ainda mais da zona de classificação para a Libertadores. Uma vitória, caso ocorra, dará embalo ao trabalho inicial do técnico Dorival Júnior, fator fundamental em semana que terá decisão da Recopa e Gre-Nal.
Flamengo: depois de perder a invencibilidade no Campeonato Brasileiro com a derrota por 4 a 1 para o Atlético-GO, na última quinta-feira, o Rubro-Negro vai a Porto Alegre com a necessidade de vencer para se fortalecer na briga pela liderança. O time de Vanderlei Luxemburgo não vence há duas partidas: antes do Atlético-GO, o Fla empatou com o Figueirense por 2 a 2 depois de estar vencendo de 2 a 0.
header as escalações 2
Inter: Dorival Júnior mantém a base do time que fez 1 a 0 no Botafogo, mas com duas mudanças técnicas. Índio retorna na zaga, após cumprir suspensão. Com isso, Rodrigo Moledo volta para o banco. No meio, Tinga desbanca Andrezinho. Escalação: Muriel, Nei, Bolívar, Índio e Zé Mário; Elton, Guiñazu, Tinga e D'Alessandro; Jô e Leandro Damião.
Flamengo: o time conta com o retorno de Ronaldinho Gaúcho e Renato, que cumpriram suspensão na última rodada por terem levado o terceiro cartão amarelo. Mas o time terá desfalques: Thiago Neves, vetado neste sábado por conta de estiramento na coxa direita, e Airton, que sofreu uma lesão no menisco do joelho esquerdo, será operado na terça-feira e ficará, no mínimo, um mês afastado. Luxa deverá confirmar Luiz Antonio como titular. Bottinelli pode substituir Thiago. Na zaga a dúvida fica entre a manutenção – ou não – de Alex Silva. A tendência é que o time entre em campo com Felipe, Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim (Alex Silva) e Junior Cesar; Willians, Luiz Antonio, Renato e Bottinelli; Ronaldinho Gaúcho e Deivid.
quem esta fora
Inter: o Inter segue sem os zagueiros Rodrigo e Sorondo, os laterais Kleber e Fabrício e o atacante Zé Roberto, todos lesionados, mais o volante Bolatti, em busca de condicionamento físico após se recuperar de lesão, o zagueiro Juan e o meia Oscar, a serviço da seleção brasileira sub-20.
Flamengo: com lesão no joelho esquerdo, Airton desfalcará a equipe. Com lesão na coxa, Thiago Neves também está fora. Maldonado aprimora a forma física.
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Inter: Nei, Zé Mário, Guiñazu, Tinga e Leandro Damião.
Flamengo: Botinelli.
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Inter: Leandro Damião, 31 gols em 2011, convocado para defender a Seleção Brasileira, é o grande destaque do Inter para a partida. Ele vem marcando sequencialmente, jogo após jogo. É o maior artilheiro do país na temporada.
Flamengo: Ronaldinho Gaúcho volta à equipe, sempre como esperança de gols e boas jogadas. Deivid, que marcou oito gols no Brasileirão, passou em branco no último jogo.
header o que eles disseram (Foto: arte esporte)
Dorival Júnior, técnico do Inter: “É mais uma grande partida dentro de uma sequência, contra uma equipe que está na nossa frente. Precisamos tirar pontos para que diminuamos essa diferença. Seria importante uma grande partida, um grande resultado. Espero que o Inter esteja preparado para isso”.
Willians, volante do Flamengo: "Enfrentar o Inter no Beira-Rio é sempre complicado. Temos que nos impor e buscar a vitória. Em caso de tropeço, os adversários que estão atrás podem encostar e até nos ultrapassar”.
header números e curiosidades
* Quem venceu mais? Confira o histórico do confronto na Futpédia.
* Faz nove anos (15 jogos) que o Flamengo não vence uma partida de Campeonato Brasileiro em Porto Alegre. Isso aconteceu pela última vez na abertura do Brasileirão de 2002, quando o Fla derrotou o Inter por 3 a 1 no Beira-Rio. Nas últimas15 vezes em que atuou na capital gaúcha em Brasileiros, o Fla obteve seis empates e sofreu nove derrotas. Na era dos pontos corridos, portanto, o time carioca nunca venceu em Porto Alegre.
*  O Inter leva vantagem no histórico de confrontos entre as duas equipes pelo Brasileirão. Em 46 jogos, são 18 vitórias gaúchas, 14 empates e 14 triunfos rubro-negros.
header último confronto v2 (Foto: arte esporte).
O Flamengo sobrou em campo no último encontro entre as duas equipes. Pelo Campeonato Brasileiro do ano passado, no dia 16 de outubro, no Engenhão, o time carioca venceu os colorados por 3 a 0. Deivid foi o grande destaque da partida, com dois gols. O outro foi marcado por Renato. O curioso é que o Inter teve a mesma dupla de zaga deste domingo: Bolívar e Índio.

Rio se espelha em Londres e procura aumentar os investimentos no país

Britânico Michael Charlton, que conseguiu atrair empresas e R$ 11 bilhões para cidade londrina será o responsável para fazer o mesmo em 2016

Por SporTV.com Rio de Janeiro
Aumentar o investimento no país e buscar experiência mirando os Jogos de 2016. A cidade do Rio de Janeiro está de olho nas Olimpíadas de 2012, em Londres, para fazer bonito e se preparar melhor para o evento.
Michael Charlton, ex-comandante da Think London, agência oficial da cidade de Londres, sem fins lucrativos, foi convidado para tentar fazer o mesmo para o Jogos de 2016, no Rio. Com ajuda de Charlton, a agência conseguiu R$ 11 bilhões em investimos para os londrinos, envolvendo mais de duas mil empresas, gerando mais de 40 mil empregos (assista ao vídeo).
- O Rio de Janeiro pode aprender com os Jogos de Londres, mas tem que fazer jogos brasileiros, bons para o Brasil. Londres pode falar sobre sua própria experiência, mas o Rio tem que adaptar essas experiências para ter certeza de que serão úteis às questões locais - explicou Charlton.
Marcelo Haddad, diretor da Agência Rio Negócios, confirmou o convite.
- Com a experiência e conhecimento que ele tem, vamos conseguir acelerar essa curva de aprendizado e mergulhar mais em assuntos mais operacionais e mais práticos na aquisição de novos investimos para a cidade – explicou Marcelo.
Opine no site do SporTV: qual modalidade que tem chance de conquistar maior número de medalhas em Londres?
A estratégia é muito parecida aplicada em Londres. Tentar mostrar para as empresas estrangeiras, o que as Olimpíadas podem trazer, além das disputas por medalhas. Serão 31 mil jornalistas, 200 mil voluntários, 11 mil atletas e 6,5 milhões de ingressos vendidos.
O primeiro projeto baseado na experiência de Londres já está saindo do papel.

- Acho que a Casa Brasil vai ser um ótimo ponto de encontro, apresentando para o mundo em Londres, durante 2012, tudo que o Brasil tem para oferecer - finalizou Charlton.
Projeto Parque Olímpico Rio 2016 (Foto: Divulgação)Projeto Parque Olímpico Rio-2016 (Foto: Divulgação)

Brasileiros começam mal e vão para a repescagem em Teahupoo

Ricardo dos Santos, que participou da triagem, teve a melhor soma entre os representantes do país, com 14,47

Por GLOBOESPORTE.COM Teahupoo, Taiti
O sábado não foi muito bom para os brasileiros em Teahupoo. Os seis representantes do país na quinta etapa do Circuito Mundial de surfe perderam na primeira rodada e terão que disputar a repescagem no Taiti, programada para este domingo.
Saído da triagem, Ricardo dos Santos chamou a atenção e foi o atleta do Brasil com o maior somatório do dia: 14,47. O surfista, porém, não foi páreo para o sul-africano Jordy Smith, que avançou para a terceira fase com 15,36. Na mesma bateria, Raoni Monteiro fez apenas 8,47.
surfe Ricardo dos Santos taiti (Foto: Divulgação / ASP)Ricardo dos Santos chamou a atenção, mas também vai disputar a repescagem (Foto: Divulgação / ASP)
Na última bateria do dia, o terceiro do ranking Adriano de Souza, o Mineirinho (10,27), foi apenas coadjuvante na bela disputa entre os australianos Julian Wilson (16,50) e Josh Kerr (15,84).
Confira os resultados da primeira fase:
1: Cory Lopez (EUA): 12,83, Adrian Buchan (AUS): 11,47, Chris Davidson (AUS): 4,67
2: Fredrick Patacchia (HAV): 15,83, Matt Wilkinson (AUS): 14,73, Taj Burrow (AUS): 13,27
3: Travis Logie (AFS): 16,07, Jadson André (BRA): 14,40, Jeremy Flores (FRA): 11,73
4: Mick Fanning (AUS): 15,23, Gabe Kling (EUA): 13,97 , Tiago Pires (POR): 7,97
5: Jordy Smith (AFS): 15,36, Ricardo dos Santos (BRA): 14,47, Raoni Monteiro (BRA): 8,47
6: Kelly Slater (EUA): 13,96, Daniel Ross (AUS): 13,07, Heiarii Williams (TAH): 10,67
7: Kai Otton (AUS): 11,47, Heitor Alves (BRA): 10,53, Owen Wright (AUS): 10,33
8: C.J. Hobgood (EUA): 19,37, Joel Parkinson (AUS): 15,60, Adam Melling (AUS): 10,33
9: Taylor Knox (EUA): 12,90, Alejo Muniz (BRA): 12,53, Bede Durbidge (AUS): 11,10
10: Damien Hobgood (EUA): 13,73, Patrick Gudauskas (EUA): 13,10, Brett Simpson (EUA): 8,83
11: Dusty Payne (HAV): 16,76, Kieren Perrow (AUS): 15,63, Michel Bourez (TAH) 15,17
12: Julian Wilson (AUS): 16,50, Josh Kerr (AUS): 15,84, Adriano de Souza (BRA): 10,27

Seleção feminina bate Tailândia no Grand Prix e garante primeiro lugar

Meninas do Brasil derrotam donas da casa por 3 sets 0 e encerram primeira parte do torneio invictas. Fase final começa na próxima terça-feira, na China

Por GLOBOESPORTE.COM Bangcoc, Tailândia
A seleção brasileira feminina de vôlei garantiu a primeira posição na fase de classificação do Grand Prix com mais um triunfo. Na manhã deste domingo, o time comandado por José Roberto Guimarães venceu a Tailândia por 3 sets a 0, parciais de 25/16, 25/12 e 25/18, e encerrou a primeira etapa do torneio de forma invicta. O destaque da partida foi a meio de rede Thaisa, que fez 13 pontos no confronto.
vôlei fabiana brasil tailândia grand prix (Foto: Divulgação FIVB)Fabiana se destaca na vitória do Brasil sobre a Tailândia por 3 sets a 0 (Foto: Divulgação FIVB)
O Brasil e mais sete seleções, incluindo a China, que vai receber a fase final, vão participar da fase final. Os grupos serão definidos após o término da primeira parte do torneio. Nesta segunda-feira, o grupo canarinho vai seguir para Macau.
No primeiro set, as donas da casa até dificultaram um pouco a vida da seleção, apresentando uma boa defesa. O time de José Roberto Guimarães chegou a estar perdendo por 8 a 4, mas se reencontrou na partida para iniciar a reação. A partir da virada, no décimo ponto, o Brasil não deu mais chances às rivais e fechou em 25 a 16.
vôlei mari brasil tailândia grand prix (Foto: Divulgação FIVB)Tailândia chegou a ficar na frente no placar, mas
não resistiu por muito tempo (Foto:Divulgação FIVB)
O set seguinte foi bem mais fácil. Com boas atuações de Thaisa e Sheila, o Brasil fechou com tranquilidade em 25 a 12. No último e derradeiro set do duelo, José Roberto Guimarães chegou a dar uma dura em suas comandadas após ver as tailandesas abrirem quatro pontos (11 a 7). O treinador fez algumas alteraçõs e conseguiu a virada graças à força do bloqueio.
Na próxima terça-feira, a partir das 23h55m (de Brasília), a seleção brasileira, que venceu os nove jogos da primeira parte do torneio, inicia a sua participação na fase final do Grand Prix. Os confrontos serão transmitidos pelo Sportv.

sábado, 20 de agosto de 2011

Bruxa solta: com estiramento na coxa, Thiago Neves não pega o Inter

Depois de Airton, novo problema: camisa 7 tem lesão e nem viaja com delegação. Em meio a maratona de jogos, problemas começam a surgir

Por Janir Júnior Rio de Janeiro
A bruxa está solta no Flamengo. Na manhã deste sábado, um dia depois de o departamento médico anunciar que Airton terá que ser submetido a uma cirurgia no joelho esquerdo, o Rubro-Negro sofreu a baixa de Thiago Neves, que não enfrentará o Internacional, neste domingo, às 16h, em Porto Alegre. Com estiramento na coxa direita, o camisa 7 nem seguiu com a delegação para Porto Alegre. Ele também não terá condições de enfrentar o Atlético-PR, na próxima quarta-feira, pela Copa Sul-Americana, em Curitiba, e não tem previsão de retorno.
- Nesta sexta-feira, o Thiago reclamou de dores, fizemos o exame e constatamos a lesão - afirmou o médico Márcio Tannure, que preferiu não estipular a data para a volta do atleta.
Os prováveis substitutos de Airton e Thiago Neves são Luiz Antonio e Bottinelli. Mesmo com todos os cuidados de comissão técnica, do preparador físico, Antônio Mello, e dos médicos, a maratona de jogos do Brasileirão – acrescidos da Copa Sul-Americana - começa a cobrar seu preço. Airton só deverá voltar entre quatro e seis semanas.
Thiago Neves fora poupado de alguns treinos com bola depois das partidas, assim como Ronaldinho Gaúcho. Recentemente, o camisa 7 costumava se queixar de dores musculares. Nas duas últimas partidas – Figueirense (2 a 2) e Atlético-GO (1 a 4) – Thiago Neves teve atuações abaixo da média.
Para evitar novos problemas, os jogadores que enfrentaram o Atlético-GO realizaram na manhã deste sábado apenas trabalho na sala de musculação do Ninho do Urubu, assim como acontecera na sexta-feira. À tarde, o time embarca para Porto Alegre. Depois do jogo com o Inter, o grupo segue direto para Curitiba, onde treinará na segunda e terça-feira para a partida contra o Furacão, na quarta.
Na vice-liderança com 34 pontos, um tropeço diante do Inter poderia afastar o Rubro-Negro do Corinthians, líder, com 37, e colocaria em risco a atual colocação, já que São Paulo e Vasco estão com 33 pontos.