domingo, 28 de agosto de 2011

Maradona estreia no comando do Al Wasl com vitória em amistoso

Equipe do treinador argentino enfrentou um adversário da Segunda Divisão dos Emirados Árabes

Por GLOBOESPORTE.COM Dubai, Emirados Árabes Unidos
O técnico argentino Diego Maradona estreou no comando do Al Wasl, dos Emirados Árabes, vencendo um amistoso contra o Ittihad Kalba, da Segunda Divisão, por 3 a 1, neste domingo. O ex-jogador gesticulou bastante durante o jogo e, apesar dos problemas com o idioma, não se intimidou em cobrar seus jogadores. A polícia foi obrigada a colocar uma cerca de ferro nas cercanias do estádio para evitar tumultos por causa da quantidade de pessoas que se dirigiram ao local para ver Diego de perto.
A partida também marcou a estreia dos três novos reforços do clube: o atacante uruguaio Oliveira, autor de um dos gols no amistoso, o meia chileno Puch e o argentino Donda. Maradona foi anunciado pelo Al Wasl no início de julho, mas teve que adiar sua viagem para os Emirados Árabes por causa da mãe, que passa por problemas de saúde. O contrato, válido por duas temporadas, renderá ao ex-jogador € 3,5 milhões (R$ 8,1 milhões) por ano.
A primeira rodada da temporada 2011/2012 do campeonato local está marcada para o dia 14 de outubro, e o time do Pibe, que terminou a última edição da competição na sexta posição, enfrentará o Al Sharjah.

Maradona na estreia com o Al Wasl (Foto: Divulgação Site Oficial do Al Wasl)Jeito argentino de comandar: Maradona reclama à beira do gramado (Foto: reprodução Twitter)

Vettel supera problemas nos pneus, vence na Bélgica e acaba com jejum

Alemão da RBR chega ao seu sétimo triunfo em 2011 e amplia vantagem. Brasileiros vão mal: Massa é o oitavo, Bruno Senna, o 13º, e Rubinho, o 16º

Por GLOBOESPORTE.COM Spa-Francorchamps, Bélgica
Após três corridas sem vencer, parecia que a sorte tinha abandonado Sebastian Vettel no GP da Bélgica. Afinal, antes da largada, foi descoberto que seu carro tinha um problema de bolhas nos pneus dianteiros por causa do acerto de pista molhada para os treinos. Mas o alemão da RBR tratou de surpreender a todos novamente. Com uma corrida inteligente e agressiva, ele superou os rivais em Spa-Francorchamps e não teve problemas para chegar ao seu sétimo triunfo em 2011, encerrar o incômodo jejum e, de quebra, ampliar a vantagem na liderança do Mundial para 92 pontos.
Apesar de uma péssima largada, quando caiu para oitavo, o australiano Mark Webber, da RBR, conseguiu se recuperar e chegar em segundo, após um excelente desempenho com os pneus médios. Jenson Button, da McLaren, que saiu apenas em 13º, fez uma tática ousada com um pit stop precoce, andou a maior parte da corrida com os macios, fez várias ultrapassagens, e foi premiado com um pódio. Fernando Alonso, que vinha em terceiro, foi superado pelo inglês no fim. O espanhol da Ferrari teve de se contentar com a quarta posição.
Formula 1 - GP da Bélgica - Vettel comemora (Foto: Reuters)Pela nona vez no ano, Vettel faz o número 1, seu gesto característico para comemorar (Foto: Reuters)
Os brasileiros não tiveram um bom desempenho. Sétimo colocado no grid, Bruno Senna fez uma largada desastrada, acertou Jaime Alguersuari, perdeu posições e acabou punido. O piloto da Renault-Lotus chegou apenas em 13º. Felipe Massa, da Ferrari, quarto no grid, ficou preso atrás de Nico Rosberg por muito tempo e ainda sofreu um furo de pneu no fim. Ele foi apenas o oitavo na corrida, após superar o russo Vitaly Petrov na última volta. Rubens Barrichello, da Williams, tocou em Kamui Kobayashi no fim, precisou trocar o bico e caiu para a 16ª posição.
Na corrida que marcava os 20 anos de sua estreia na Fórmula 1, Michael Schumacher lembrou aquele piloto dos velhos tempos. Após largar em último por causa de uma roda que se soltou no treino e provocou um acidente, o alemão da Mercedes fez uma bela prova de recuperação em Spa e chegou na quinta posição, após ultrapassar o companheiro Nico Rosberg a três voltas do fim. Seu compatriota terminou em sexto.
A próxima corrida da temporada será o GP da Itália, no circuito de Monza, no dia 11 de setembro.
A corrida
Após dois dias com chuva nos treinos, a previsão para a corrida era de pista seca. E a largada foi autorizada com o tempo nublado. Vettel manteve a ponta na La Source, seguido por Rosberg e Massa, que foi ultrapassado em seguida por Hamilton. Webber saiu muito mal e caiu de terceiro para oitavo. Alonso, por sua vez, subiu para a quinta posição.
Bruno Senna, que tinha a sétima posição no grid, exagerou na freada para a La Source, travou as rodas e acertou o carro de Jaime Alguersuari, que atingiu o de Alonso na sequência. O espanhol da STR acabou tendo a suspensão dianteira esquerda quebrada e abandonou. O brasileiro caiu para a última posição e ainda precisou entrar nos boxes ao fim da primeira volta para trocar o bico. Mais tarde, ele acabaria punido com um drive through por causa do incidente.
Formula 1 - GP da Bélgica - Toro Rosso acidente (Foto: Getty Images)Jaime Alguersuari com a suspensão quebrada após ser abalroado por Bruno Senna (Foto: Getty Images)
Mais atrás, Webber e Button fizeram seus pit stops logo na quarta volta. Com problemas nos pneus, Hamilton foi ultrapassado por Massa e Alonso seguidamente, mas se manteve no ritmo dos rivais. O brasileiro, entretanto, ficou preso mais uma vez atrás de Rosberg, como em várias corridas desta temporada. Ele acabaria superado, na mesma volta, pelo companheiro espanhol e pelo inglês da McLaren, caindo para a quinta posição.
Vettel, outro que sofria com as bolhas nos pneus dianteiros, parou na sexta volta e Rosberg assumiu a liderança. Apenas momentaneamente, porém, já que Alonso e Hamilton o ultrapassaram rapidamente em seguida. Enquanto isso, o alemão da RBR, com os compostos novos, andava bem rápido. O espanhol entrou nos boxes na nona volta e o inglês, na 11ª.
Formula 1 - GP da Bélgica - Hamilton (Foto: Getty Images)Hamilton sai do carro após o forte acidente na freada para a Les Combes em Spa (Foto: Getty Images)
A liderança voltou às mãos de Vettel, enquanto Alonso já estava novamente na segunda posição após superar Petrov e Kobayashi na pista. Hamilton passou o russo em seguida e ficou atrás do japonês da Sauber. Só que, na 13ª volta, o inglês disputava a posição com o rival na reta e os dois se tocaram. Lewis levou a pior e bateu forte na freada para a Les Combes. Felizmente nada aconteceu com o piloto, mas o safety car teve de entrar na pista. Vettel aproveitou a bandeira amarela para fazer mais uma parada e caiu para terceiro. Alonso manteve na ponta na relargada e o alemão da RBR, com pneus novos, superou facilmente o companheiro Webber. Já Massa era superado mais uma vez por Rosberg, caindo para quinto
Na 18ª volta, Vettel finalmente passou Alonso, na freada para a Les Combes, e abriu uma boa vantagem na liderança. Com uma tática diferente, Button vinha escalando o pelotão e assumiu o sexto posto na 23ª, após superar Schumacher e Adrian Sutil de forma seguida. O inglês ainda ultrapassou Massa, por fora, na Bus Stop, para subir para quinto.
Com Vettel tranquilo na ponta apesar das bolhas nos pneus, Button já era o quarto colocado após superar Rosberg. Na 30ª volta, a última janela de paradas foi aberta com a entrada de Alonso e Vettel. Webber entrou na passagem seguinte. Todos eles colocaram os médios para não precisar fazer mais pit stops na corrida. O inglês da McLaren assumiu a ponta.
Formula 1 - GP da Bélgica - Vettel (Foto: Getty Images)Sebastian Vettel teve tranquilidade na parte final da prova em Spa-Francorchamps (Foto: Getty Images)
Só que por pouco tempo. Na 32ª, Vettel superou Button e voltou a liderar. O inglês entrou nos boxes uma volta depois e caiu para a quarta posição. Massa, que tinha parado na 31ª, teve um pneu furado e entrou nos boxes na passagem seguinte. Com isso, o brasileiro caiu para a 11ª posição. Webber passou Alonso em seguida e deu condições a uma dobradinha da RBR em Spa.
 Schumacher, que largou em último e fazia uma excepcional prova de recuperação, colou no companheiro Rosberg na 38ª volta, na briga pela quinta posição. Pelo rádio, a Mercedes avisou aos dois que eles estavam livres para lutar na pista. E o heptacampeão conseguiu a ultrapassagem quatro voltas depois, assegurando uma boa posição nos 20 anos de sua estreia na F-1.
Com Vettel bem na frente e Webber em segundo, a briga nas últimas voltas foi entre Button e Alonso. O inglês passou o espanhol a duas voltas do fim e assegurou o pódio. O alemão e o australiano da RBR, por sua vez, cruzaram a linha de chegada em mais uma dobradinha.
Confira o resultado final do GP da Bélgica (308,052 quilômetros):
1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 44 voltas em 1h26m44s893
2 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 3s741
3 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 9s669
4 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 13s022
5 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 47s464
6 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 48s674
7 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 59s713
8 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 1m06s0769 - Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - a 1m11s917
10 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 1m17s615
11 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1m23s994
12 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1m31s976
13 - Bruno Senna (BRA/Renault-Lotus) - a 1m32s98514 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - a 1 volta
15 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 1 volta
16 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1 volta17 - Jerome d'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 1 volta
18 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 1 volta
19 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - a 1 volta
Não completaram:Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 17 voltas/mecânico
Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) - a 31 voltas/mecânico
Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 32 voltas/acidente
Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 38 voltas/asa traseira
Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 44 voltas/acidente
Melhor volta: Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m49s883, na 33ª

Para Bruno Senna, falta de experiência causou acidente: 'Julgamento errado'

Brasileiro da Renault-Lotus lamenta erro na primeira curva do GP da Bélgica

Por GLOBOESPORTE.COM Spa-Francorchamps, Bélgica
Bruno Senna admitiu que sua falta de experiência de começar uma corrida com o tanque cheio foi a principal responsável por acertar o carro de Jaime Alguersuari na La Source, a primeira curva do GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps. O brasileiro da Renault-Lotus perdeu o ponto de frenagem e abalroou o espanhol da STR, que ainda teve sua suspensão danificada ao atingir o carro de Fernando Alonso. Ele terminou apenas na 13ª posição.
- Nunca tinha feito a primeira curva com o tanque cheio e, infelizmente, julguei errado a área da frenagem. Não tinha como evitar o choque com Jaime (Alguersuari) e realmente sinto muito pela corrida dele. Por sorte, minha suspensão não ficou danificada e pude continuar. Fiz algumas voltas forçando e, felizmente, terei mais uma corrida para disputar, em Monza. Acho que foi apenas um julgamento errado e a falta de experiência após 11 GPs longe. Deveria ter sido mais cuidadoso, mas isto é o automobilismo. Estou aqui para correr e disputar posições. Vamos ver o que acontece na próxima prova - disse, em entrevista à rede de TV inglesa BBC.
Formula 1 - GP da Bélgica - Toro Rosso acidente (Foto: Getty Images)Jaime Alguersuari com a suspensão quebrada após o acidente da largada em Spa (Foto: Getty Images)
Apesar disso, Bruno Senna disse que tira mais coisas positivas do que negativas de sua primeira corrida na equipe anglo-francesa. Ele espera fazer mais na próxima corrida, na Itália.
- Acho que meu ritmo de corrida foi muito bom e tive grande experiência com os dois tipos de pneus. Agora sei o que posso fazer com a equipe. Estou ansioso por pilotar em Monza e espero que em melhores condições do que esta.
 

Na ‘Escolinha do Professor Rubén’, Brasil encontra paz no primeiro treino

Graças aos contatos do técnico argentino, seleção escapa do concorrido Punto Sur e abre os trabalhos em Mar del Plata na calmaria de um colégio particular

Por Rodrigo Alves Direto de Mar del Plata, Argentina
Como toda escola que se preza, o Instituto Albert Einstein passou a manhã de domingo em silêncio. Ou quase. A rotina era praticamente a mesma de um dia sem aulas, com salas trancadas, cantina fechada e apenas três funcionários lendo seus jornais na portaria. A diferença estava no único barulho que se ouvia, vindo do ginásio no segundo andar: o quique das bolas e o atrito dos tênis com a quadra. Foi lá que a seleção brasileira encontrou sossego para fazer seu primeiro treino em Mar del Plata, a casa da Copa América de basquete. Vantagem de quem tem um argentino no comando da comissão técnica.
Treino da seleção de basquete na escola Einstein em Mar del Plata (Foto: Divulgação/CBB)No Instituto Albert Einstein, só se ouvia o barulho das bolas e dos tênis (Foto: Divulgação/CBB)
Rubén Magnano aproveitou que Guillermo, um amigo de longa data, é diretor de Educação Física da escola, e matou dois coelhos de uma vez: o colocou para ser o attaché (uma espécie de representante local) da seleção e fechou o acordo para treinar no Einstein. Assim foi possível escapar, ao menos no domingo, do concorrido Punto Sur, onde Canadá, Venezuela e República Dominicana se espremeram para fazer seus primeiros treinamentos.
Blog Rebote: o treino, a cadela-modelo e os bastidores da cobertura em Mar del Plata
Treino da seleção de basquete na escola Einstein em Mar del Plata (Foto: Rodrigo Alves / GLOBOESPORTE.COM)A escola deserta na manhã deste domingo
(Foto: Rodrigo Alves / GLOBOESPORTE.COM)
No colégio particular, nada de pressa. Durante duas horas, Magnano colocou seus comandados para suar a camisa no amplo ginásio com duas quadras, uma ao lado da outra. Os jogadores, que não puderam treinar no sábado por causa do atraso de quatro horas no voo, festejaram a calmaria no domingo.
- Foi melhor, porque a gente não tem que ficar dividindo quadra com ninguém. Temos essa vantagem, o Rubén e o (assistente) Fernando Duró conhecem bastante gente aqui, então conseguiram uma quadra um pouco mais tranquila. Agora já são treinos mais táticos, já pensando no primeiro jogo, contra a Venezuela. Não tem muito segredo, são só alguns ajustes para deixar tudo certo – afirmou Guilherme Giovannoni ao fim das atividades.
Como de hábito na Era Magnano, o treino foi fechado aos jornalistas, que só tiveram acesso aos jogadores na quadra ao fim dos trabalhos.
Treino da seleção de basquete na escola Einstein em Mar del Plata (Foto: Rodrigo Alves / GLOBOESPORTE.COM)Na entrada do ginásio, uma tabela de basquete
(Foto: Rodrigo Alves / GLOBOESPORTE.COM)
Jogo-treino contra o Peñarol
A seleção ainda volta ao Einstein neste domingo, para disputar um jogo treino contra o maior time local, o Peñarol, atual bicampeão da liga nacional e treinado por Sergio Hernández, que sucedeu Magnano na seleção argentina.
Na segunda-feira, o Brasil treinará pela primeira vez no ginásio Ilhas Malvinas, que vai sediar a Copa América. A primeira partida da equipe verde-amarela está marcada para as 14h, contra a Venezuela.
Até lá, Guilherme espera que o time esteja pronto para buscar uma das duas vagas em Londres-2012. Para chegar lá, a receita inclui treino e descanso. Com os treinos, tudo certo. Mas será que deu para dormir depois da maratona aérea de sábado?
- Até deu, mas ainda preciso dormir mais um pouquinho – brincou o ala-pivô da seleção.
Treino da seleção de basquete na escola Einstein em Mar del Plata (Foto: Rodrigo Alves / GLOBOESPORTE.COM)O ginásio com duas quadras usando pela seleção no domingo (Foto: Rodrigo Alves / GLOBOESPORTE.COM)

Uri vence etapa de bodyboard em Portugal e entra no top 10 do mundo

Em final brasileira, baiano derrota o catarinense Eder Luciano e é campeão no Sintra Pro 2011. Entre as mulheres, Neymara e Isabela terminam em quinto

Por GLOBOESPORTE.COM Sintra, Portugal
Uma final brasileira foi o destaque do último dia do Sintra Pro 2011, em Portugal, quinto desafio do Circuito Mundial de bodyboard. O baiano Uri Valadão venceu o catarinense Eder Luciano por 15,75 a 13,95, sagrou-se tricampeão da etapa. Com o resultado, somou 2000 pontos e entrou no top 10 do ranking mundial.
Uri Valadão em ação no Sintra Pro 2011 (Foto: IBA/Collins / Divulgação)Uri Valadão em ação durante etapa do Sintra Pro 2011, em Portugal (Foto: IBA/Collins / Divulgação)
- Estou muito contente. Este resultado é muito importante para mim. É muito bom poder vencer aqui pela terceira vez. Ninguém mais do que eu queria vencer esse evento. Eu tenho treinado bastante e no começo do ano não obtive bons resultados. Vim aqui para ganhar e estou muito contente com isso - emocionou-se Uri, que para chegar à decisão passou por Mark McCarthy (AFS) e Amaury Laverhne (REU).
Brasileiras caem nas quartas
Entre as mulheres, a espanhola Eunate Aguirre bateu a japonesa Myia Inoue e comemorou a liderança do tour mundial. As brasileiras Isabela Sousa, do Cearam, e Neymara Carvalho, do Espírito Santo, acabaram eliminadas nas quartas de final justamente para as duas finalistas. Neymara, segunda do ranking mundial, perdeu para Eunate enquanto Isabela, sexta do ranking mundial, caiu diante da japonesa Myia Inoue. As duas terminaram em quinto lugar.
O Sintra Pro 2011 faz parte do Circuito Mundial e foi a quinta etapa entre os homens e a segunda para as mulheres. A próxima etapa acontece nas Ilhas Reunião entre os dias 30 de setembro e 9 de outubro. No entanto, nessa semana, entre os dias primeiro e 4 de setembro, acontece a tradicional etapa de Ferrol, na Espanha. Já entre as mulheres o Circuito terá outra etapa a partir dessa segunda-feira, em Ilavo, Portugal.
 

Raoni salva o Brasil nas ondas de 4m em Teahupoo e avança às oitavas

Brasileiro tira 9,03 contra o americano CJ Hobgood, campeão mundial em 2001. Dos seis primeiros do ranking, apenas Kelly Slater segue na briga

Por GLOBOESPORTE.COM Teahupoo, Taiti
Em Teahupoo, a praia dos crânios quebrados, uma escolha em falso pode levar à morte. Raoni Monteiro, dono da primeira nota 10,00 do campeonato, escolheu a dedo o momento de remar neste domingo, em paredões de 4m. Em uma bateria com apenas sete ondas surfadas, ele arrancou a única nota alta do confronto contra o americano CJ Hobgood, campeão do mundo em 2001. Tirou 9,03 para garantir a vaga nas oitavas de final da etapa, quinta do Circuito Mundial. Jadson André e Ricardo dos Santos foram eliminados mais cedo.
surfe Teahupoo Raoni Monteiro nota 10 (Foto: ASP)Raoni Monteiro é o único brasileiro na briga em Teahupoo (Foto: ASP)
Raoni entrou em um longo tubo para ganhar 9,03. A cinco minutos do fim, CJ deu o troco, mas não conseguiu sair lá de dentro. O americano tentou novamente, sem sucesso, mas Raoni também se precipitou e deixou a prioridade para o americano. Por sorte, ele de novo remou para uma onda ruim, dando ao brasileiro a vantagem de poder escolher as ondas.
No minuto final, Teahupoo parecia se abrir para Raoni. Ele entubou, saiu da caverna de água sentado sobre a prancha, mas caiu dela. Tirou 3,77 para selar a vitória.

Jordy e Mick caem, e Slater dá grande passo rumo ao topo

Dos seis primeiros colocados do ranking, o único que segue em Teahupoo é o americano Kelly Slater, carrasco de Ricardinho dos Santos na terceira fase. Neste domingo, em duas baterias polêmicas, caíram o sul-africano Jordy Smith, vice-líder, e o australiano Mick Fanning, quarto.
Jordy se machucou no duelo contra o compatriota Travis Logie e, depois de uma interrupção, conseguiu a virada, mas teve o resultado anulado. De volta à água, foi derrotado. Mick enfrentou Fred Patacchia e viu o havaiano quase provocar uma colisão ao entrar na onda em que ele estava e, assim, forçá-lo a cometer uma interferência.
Os australianos Joel Parkinson (líder) e Taj Burrow (quinto) e o brasileiro Adriano de Souza, o Mineirinho, (terceiro) perderam na repescagem.

Terceira fase:
1: Jeremy Flores (FRA) 18,63 x 8,96 Cory Lopez (EUA)
2: Josh Kerr (AUS) 17,70 x 16,87 Julian Wilson (AUS)
3: Kai Otton (AUS) 13,60 x 10,33 Adrian Buchan (AUS)
4: Michel Bourez (TAH) x Dusty Payne (HAV) - machucado
5: Matt Wilkinson (AUS) 15,77 x 14,94 Jadson André (BRA)
6: Kelly Slater (EUA) 17,60 x 15,84 Ricardo dos Santos (BRA)
7: Travis Logie (AFS) 14,93 x 12,43 Jordy Smith (AFS)
8: Chris Davidson (AUS) 11,77 x 10,86 Tiago Pires (POR)
9: Brett Simpson (EUA) 17,26 x 16,70 Damien Hobgood (EUA)
10: Owen Wright (AUS) 16,80 x 5,00 Taylor Knox (EUA)
11: Raoni Monteiro (BRA) 12,20 x 6,44 C.J. Hobgood (EUA)
12: Mick Fanning (AUS) x Fredrick Patacchia (HAV)
Quarta fase:
1. Jeremy Flores FRA, Josh Kerr AUS, Kai Otton AUS
2. Michel Bourez TAH, Matt Wilkinson AUS, Kelly Slater EUA
3. Travis Logie AFS, Chris Davidson AUS, Brett Simpson EUA
4. Owen Wright AUS, Raoni Monteiro BRA, Fredrick Patacchia HAV

sábado, 27 de agosto de 2011

19ª RODADA
Missão cumprida: Botafogo vence o Flu e alcança meta do primeiro turno
Em clássico de três gols em oito minutos, time de Caio Júnior faz 2 a 1 de virada e termina a metade inicial do Brasileiro com 59,6% de aproveitamento
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
A noite parecia que seria de mais um empate no Engenhão. Até que começou o segundo tempo. Fluminense e Botafogo decidiram que era hora de dar emoção ao clássico Vovô e aceleraram com três gols em oito minutos. De virada, o Alvinegro confirmou a vitória por 2 a 1 e vai dormir no G-4, com a meta de aproveitamento para o primeiro turno alcançada na prática. Caio Júnior queria 60%. O time tem 59,6%. Certamente o técnico não vai reclamar da diferença.
O resultado fez o Botafogo subir duas posições e chegar à terceira. Empate ou vitória de São Paulo e Vasco neste domingo, porém, devolvem o time à colocação de origem. Pior para o Fluminense, que caiu para o décimo lugar e ainda pode ser ultrapassado pelo Cruzeiro ao fim da última rodada.
O segundo turno já começa na quarta-feira. Às 21h50m, o Alvinegro receberá o Palmeiras no Engenhão, e o Tricolor vai ao Morumbi para enfrentar o São Paulo, no mesmo horário.
Ansiedade deixa placar zerado
Menos de um minuto após o apito inicial, Souza já estava no chão. Depois de uma dividida com Renato, o volante sentiu dor nas costas e teve de ser atendido pelo departamento médico tricolor. O lance deu uma mostra de como estavam os ânimos dos dois times. As divididas e a  ansiedade deram o tom nos primeiros minutos. Muitos erros de passes - 31 no fim do primeiro tempo - e jogadas desencontradas proporcionaram um jogo truncado no Engenhão, sem chances claras de gols para nenhuma das duas equipes.
fred fluminense fabio ferreira botafogo (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Fred tenta passar pela marcação de Fábio Ferreira (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)
Mais arrumado em campo, o Botafogo, então, começou a aparecer. Elkeson assumiu a ponta direita e não tomou conhecimento da marcação de Carlinhos. O Alvinegro aproveitou o espaço e as faltas recebidas pelo meia. Logo na primeira cobrança, o número 9 obrigou Diego Cavalieri a se esforçar para defender no canto direito.
Loco Abreu ainda não tinha aparecido no jogo. E quando apareceu, decepcionou. Marcelo Mattos fez lindo lançamento para Maicosuel, que cruzou o campo e tocou para o atacante. Sozinho, o uruguaio esqueceu de olhar para o gol. De cabeça baixa, chutou para fora, para desespero de Herrera, que assistia ao lance do lado.
E se de um lado Loco não conseguia chegar ao gol, do outro era a bola que não encontrava os atacantes tricolores. Sem jogadas, o Fluminense levou Fred e Rafael Moura a recuarem para conseguir jogar. Nem assim os dois tiveram boas chances.
Fred só apareceu quando acertou o cotovelo em Fábio Ferreira numa disputa pelo alto. O zagueiro sangrou muito e acusou o atacante de ter atingido seu rosto propositalmente. Fred levou cartão amarelo. Do lado de fora, o defensor teve até a ajuda de Caio Júnior, que, preocupado, o auxiliou a trocar a camisa manchada.
A preocupação do técnico fazia sentido. A defesa precisava se recompor. Lanzini começou a jogar. Antes preso na marcação pela esquerda, o argentino descobriu o melhor caminho e deu trabalho para a zaga alvinegra. Primeiro, foi à linha de fundo, girou e achou Carlinhos, que bateu na defesa. Depois, recebeu de Diogo e mandou uma bomba para fora. Um suspiro para a torcida tricolor, que ainda não tinha visto chances de gol.
O Flu melhorou no fim do primeiro tempo. Já o Botafogo pecou muito nas finalizações, como no preciosismo de Loco Abreu, que tentou um chapéu em Márcio Rosário e perdeu a oportunidade de abrir o placar.
Elkeson e Lucas definem
O início do segundo tempo foi como um despertador para os dois times. Duas bolas foram para as redes com menos de um minuto de diferença. O Tricolor fez as honras primeiro. Souza cobrou escanteio. Herrera esqueceu a marcação e ficou só assistindo à cabeçada do gol de Fred. Na comemoração, o camisa 9 deu um grande abraço em Abel Braga.
elkeson botafogo gol fluminense  (Foto: Wagner Meier / Agência Estado)Elkeson comemora primeiro gol no estilo UFC (Foto: Wagner Meier / Agência Estado)
Mas não deu nem tempo de a  torcida vibrar. Um minuto depois, Elkeson recebeu na ponta direita, passou acelerado por Márcio Rosário e Gum para chutar no canto de Diego Cavalieri. Enquanto o goleiro colocava as mãos na cabeça, o meia comemorava com socos no ar, no estilo UFC, evento de lutas marciais que acontece no Rio de Janeiro neste sábado.
Os gols aumentaram o ritmo do jogo. Mas, apesar de o Tricolor começar a atacar mais, a defesa ainda se mostrava sonolenta. No contra-ataque, o Botafogo virou. E em três toques. A bola saiu das mãos de Jefferson, que passou para Loco Abreu. Sem ser incomodado, o atacante percorreu todo o campo e chegou à entrada da grande área, tocando para Lucas chutar cruzado: 2 a 1.
Abel Braga não queria encerrar o primeiro turno com uma derrota e trocou Diogo por Martinuccio e Souza por Ciro. Caio Júnior respondeu com a entrada de Felipe Menezes, Gustavo e Cidinho. Mas nada adiantou. A bola não balançou mais as redes, e a festa foi alvinegra no Engenhão.
19ª RODADA
Em um empate ruim para os dois, Coritiba e Atlético-PR ficam no 1 a 1
No primeiro Atletiba do Brasileirão, o Coxa dominou, mas permitiu o empate do Furacão, que permanece no Z-4
 
A CRÔNICA
por Gabriel Hamilko
No Atletiba que fechou o primeiro turno do Brasileirão, os dois lados saíram frustrados com o empate em 1 a 1. Os dois gols saíram aos 23 minutos: na primeira etapa, o zagueiro Emerson abriu o placar para o Coxa, e no segundo tempo, o lateral-esquerdo Edilson empatou. A decepção, porém, se deu de forma desigual. O Coritiba, com maior domínio das ações, não aproveitou a vantagem de jogar no Couto Pereira; continua no andar de baixo do G-10 e aguarda o encerramento da 19ª rodada para confirmar a oitava posição, com 26 pontos. Já a situação do rival é bem mais preocupante: o Atlético-PR se mantém na zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com 18 pontos.
No returno, o Coritiba começa enfrentando o Atlético-GO, em Goiânia, e o Atlético-PR reencontra o Atlético-MG, na Arena da Baixada. Os dois jogos marcados para quarta-feira, às 20h30m (de Brasília).
jeci coritiba paulinho atlético-pr (Foto: Heuler Andrey / Agência Estado)Empate não agradou nem os torcedores do Coxa e nem do Furacão (Foto: Heuler Andrey / Agência Estado)
Muito estudo no meio e Coxa na frente
Tanto o Coxa quanto o Furacão entraram em campo com postura cautelosa, mas o Coritiba começou com mais posse de bola. Empolgado pelo grito da galera, dominava a meia-cancha. O Furacão era mais contido e aproveitava os contra-ataques, na tentativa de fazer a alegria dos dois mil atleticanos presentes.
As chances mais reais apareceram no lado verde. Léo Gago fez o arqueiro Renan Rocha se esticar todo e fechar o gol atleticano: uma verdadeira muralha. O esforço dos defensores rubro-negros foi grande. Foram cinco escanteios coxas cobrados para a pequena área.
Os atacantes tentaram muito, mas coube ao zagueiro Emerson fazer o Couto Pereira explodir no grito de gol. Após o cruzamento de Marcos Aurélio, a zaga falhou e o  camisa quatro mandou para o fundo das redes, aos 23 minutos.
O empate era prejuízo menor para o Atlético-PR, que defendia uma invencibilidade de seis jogos. Atrás no placar, o time precisou correr atrás e foi para cima do Coritiba, mas quase não conseguia passar do meio de campo de maneira organizada.
Como em todo Atletiba que se preze, não faltou polêmica. Após muito reclamar da arbitragem, o técnico Renato Gaúcho foi expulso, no fim da etapa inicial. Como nos áureos tempos de atacante, ele atravessou todo o gramado e, lentamente, desceu para os vestiários.
Enquanto no lado verde, Marcos Aurélio saiu pedindo mais determinação, mesmo ganhando o jogo, na saída atleticana o zagueiro Fabrício recomendou mais calma para os colegas para conseguir furar a marcação coritibana.
Atlético-PR: uma finalização correta, o gol de empate
A etapa complementar começou com um gesto bonito de fair play. O volante Willian, do Coritiba, “furou” o chute e involuntariamente acertou em cheio o meia atleticano Madson. Falta para o rubro-negro. Consciente de que foi mais forte do que devia, Willian estendeu a mão e pediu desculpas ao baixinho atleticano.
No campo tático, o jogo começou no mesmo ritmo do primeiro tempo: morno e com o Coritiba com mais domínio de jogo.
Sem Renato Gaúcho, os auxiliares atleticanos trocaram o ausente atacante Edigar Júnior e colocaram o meia Branquinho, recuando mais o Furacão. O Coritiba não perdoou: foi para cima e assustou em três escanteios. Sozinhos, Jéci e Emerson subiram e cabecearam por cima da meta de Renan. Marcos Aurélio cobrou e quase marcou um gol olímpico, impedido pelo arqueiro rubro-negro.
Para segurar o resultado, o técnico Marcelo Oliveira pôs o volante Gil no lugar de Willian Leandro, que estava na lateral-direita. Não deu nem tempo. Para um clássico, estava tudo muito quieto. Assim que Gil entrou, Edilson cobrou a falta para o Furacão e a bola, sem tocar em ninguém, viajou para o fundo das redes. Empate, também assinalado aos 23 minutos, só que da etapa final.
Com o empate, o Atlético-PR se encolheu. Saíram os meias Madson e Marcinho para a entrada do volante Fransérgio e do zagueiro Gustavo, respectivamente. O Furacão partiu para o 3-5-2. No lado do Coritiba, os atletas sentiram o gol de empate. Em busca de mais movimentação, Oliveira sacou o meia Tcheco e colocou o ágil meia Geraldo.
O Coritiba seguiu dominando a partida, mas faltava calma ou competência em diversas finalizações realizadas. Com Bill anulado no ataque, o técnico coxa-branca queimou a última substituição. Tirou o artilheiro alviverde e colocou Leonardo, para se movimentar mais na área atleticana.
Se nas arquibancadas as duas torcidas começaram inflamadas, no final o barulho não era mais o mesmo. Os 26.604 pagantes (para uma renda de R$ 444 mil) ficaram descontentes com o jogo empatado. Clássico sem vencedores, com um resultado que deixou o Atlético-PR na zona de rebaixamento e o Coritiba com uma campanha irregular no primeiro turno.
 
Atlético-GO vence a quarta seguida: 2 a 1, de virada, em cima do Coelho
William Rocha abre o placar, Juninho faz os dois gols da equipe goiana
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
O Atlético-GO segue em franca recuperação no Brasileirão. O Dragão foi até a Arena do Jacaré em Sete Lagoas, Minas Gerais, e bateu o América-MG de virada, por 2 a 1. Com o resultado, a equipe goiana chegou à quarta vitória seguida e já encosta na parte de cima da tabela, com 25 pontos em 11º lugar. Apenas 1.256 torcedores acompanharam mais uma derrota americana. William Rocha abriu o placar; mas Diogo Campos e Anderson marcaram para os visitantes.
A equipe mineira, que chegou ao jogo de número 250 em 14 participações no Campeonato Brasileiro, vive situação oposta. Sem vencer há quatro rodadas, o Coelho segue na lanterna com apenas 13 pontos conquistados. A situação da equipe é dramática, pois como um time geralmente escapa do rebaixamento com 45 pontos, a equipe precisará ter um aproveitamento, no returno, praticamente 2,5 vezes superior ao que teve na primeira metade do torneio para escapar da degola.
Na próxima quinta-feira, o América-MG enfrenta o Bahia, no Pituaçu. Já o Atlético-GO,  joga um dia antes, quando recebe o Coritiba

O Coelho começou em cima, exercendo o mando de campo e forçando pelas laterais. O Atlético-GO estava mais fechado, esperando sair nos contra-ataques. O time da casa quase abriu o placar com Thiago Carleto, aos nove minutos, que resolveu arriscar de fora da área e chutou forte, exigindo uma boa defesa de Márcio. A bola rebatida sobrou para Kempes, que foi desarmado antes de concluir.
Aproveitando que o Atlético-GO dava espaços, o time da casa continuava em cima e tinha o domínio do jogo até os 20 minutos, quando começou a sentir a pressão do adversário. O Coelho passou a apresentar falhas no setor defensivo e o Atlético-GO se aproveitou, equilibrando o jogo.

A primeira boa chance do visitante foi aos 21. A zaga do América-MG permitiu a chegada em velocidade do Atlético-GO. Juninho recebeu a bola pelo lado esquerdo da área, avançou e chutou. Neneca se esticou para evitar o gol.

Mas o time mineiro abriu o placar aos 27 minutos: Marcos Rocha cruzou para a área e o zagueiro William Rocha, de cabeça, por baixo das pernas de Márcio. Gol duplamente comemorado, já que retirava, naquele momento, o Coelho da lanterna do Brasileirão.

O América-MG teve outras chances de ampliar o placar, como no chute forte de Carleto aos 34. No fim do primeiro tempo, uma outra boa chance perdida: Carleto apareceu na intermediária e chutou forte, de perna esquerda, mas Márcio fez a defesa.
Virada goiana

O Atlético-GO começou o segundo tempo com outra postura. Até o goleiro Márcio foi para o lado adversário cobrar uma falta. O América-MG sentiu a pressão e recuou. Aos 11 minutos, o chute de fora da área de Juninho assustou a torcida americana. E aos 14, a melhor chance dos goianos. William Rocha recuou mal a bola.  Anselmo aproveitou para chutar forte, e Neneca precisou se esticar para defender.

De tanto pressionar, o Atlético-GO empatou aos 24 minutos. Thiago Feltri cruzou e Juninho,d e cabeça, igualou. O América-MG, que já estava acuado, acabou dando mais espaços ao adversário, que virou aos 31, depois de um bom contra-ataque. Rafael Cruz acionou Juninho pela direita, o atacante entrou em velocidade na área e tocouna saída de Neneca.
O América-MG ainda tentou, por várias vezes, empatar a partida, mas não conseguiu e acabou vendo o time goiano comemorar, em plena Arena do Jacaré, a quarta vitória seguida na competição.

Bruno Senna diz que não esperava estar entre os dez: 'Estou surpreso'

Sétimo colocado em seu primeiro treino classificatório em 2011, brasileiro recebe os parabéns de Massa após bater Vitaly Petrov e Fernando Alonso

Por GLOBOESPORTE.COM Spa-Francorchamps, Bélgica
Um acidente no primeiro treino livre e um desempenho discreto no segundo. Bruno Senna chegou ao seu primeiro treino classificatório pela Renault-Lotus tentando apenas fazer o básico e ficar próximo do companheiro Vitaly Petrov. Só que o resultado excedeu as expectativas: sétima posição, a melhor após uma temporada como o péssimo carro da Hispania. Após o treino, assediado pela imprensa do mundo inteiro, ele admitiu ter ficado surpreso.
- Também estou de boca aberta. Estou surpreso, para ser honesto. No molhado, eu achava que entraríamos no Q2 e ficaríamos perto dos dez primeiros. Fiquei preocupado no Q3 porque a pista secou e praticamente não havia andado nessa situação. Felizmente, o carro estava bom e me ajudou. Foi um bom começo. Sabíamos que tínhamos um bom desempenho no molhado e que poderia conseguir uma boa posição, mas fiquei um pouco mais nervoso com a pista secando. Disse à equipe pelo rádio que não iria tentar algo extraordinário no Q3. Mas tudo deu certo e tivemos um bom ritmo. O carro se comportou bem tanto no seco quanto no molhado - disse.
Formula 1 - Bruno Senna larga em sétimo na belgica (Foto: Divulgação)Bruno Senna andou muito bem no molhado e no seco em Spa-Francorchamps (Foto: Divulgação)
Após o treino, Bruno foi cumprimentado pelo compatriota Felipe Massa, que marcou o quarto tempo. Amigos, os dois são vizinhos em Monte Carlo, onde moram atualmente.
- Ele me deu os parabéns, assim como todo o pessoal da equipe. Estou muito contente porque o resultado serve para aliviar um pouco a pressão desta primeira corrida pela Renault-Lotus e a necessidade de me sair bem. Por enquanto, estou feliz com meu trabalho no treino.
Bruno andou bem nas duas primeiras partes do treino, realizadas com pista molhada. Na sexta, disse que preferia o mau tempo, já que desde as categorias de base sempre teve familiaridade com o piso molhado. Para a corrida, ele espera que as condições não mudem muito.
Formula 1 - Bruno Senna larga em sétimo na belgica (Foto: Divulgação)Brasileiro quer uma boa corrida (Foto: Divulgação)
- Acho que, se as condições estiverem estáveis, será muito mais fácil para mim. Se o tempo mudar toda hora, será mais complicado. Ainda tenho de aprender a lidar com os slicks e o carro pesado, cheio de gasolina. Ou ainda com os pneus de chuva e o tanque cheio. Todos fizeram mais corridas que eu. Então eu penso passo a passo e espero que consigamos um bom resultado. É claro que falta quilometragem na pista seca. Mas, o que tiver de ser, será. De uma maneira ou de outra, será uma corrida muito dura e que não permite qualquer prognóstico. ."
Há alguns meses sem correr e após uma temporada na pouco competitiva Hispania, ele admitiu a falta do ritmo de corrida. O brasileiro disse que não disputa posições na frente há muito tempo.
- Faz tempo que não disputo posição para frente, só para trás. Mas corrida é corrida, vamos fazer as coisas passo a passo. Hoje foi tudo muito bem, vamos ver se continuamos assim.
O GP da Bélgica será às 9h deste domingo. A TV Globo transmite a corrida ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha tudo em Tempo Real.

Deivid e Alecsandro: dois camisas 9 com mais do que gols em comum

Atacantes de Flamengo e Vasco são importantes para o time, mas convivem diariamente com pressão das suas torcidas, que mantém desconfiança

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
montagem Deivid Alecsandro (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)Deivid e Alecsandro: duelo da camisa 9 no clássico
(Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)
Os dois vestem a camisa 9 dos seus clubes e têm como principal responsabilidade marcar os gols. Alecsandro marcou nove na temporada, sendo dois nas finais da Copa do Brasil. Já Deivid fez 14, o que o coloca como vice-artilheiro do Flamengo na temporada, três atrás de Ronaldinho. No entanto, apesar dos feitos, a dupla que entra em campo neste domingo, no clássico válido pela 19ª rodada do Campeoato Brasileiro, está longe de ser unanimidade entre os torcedores de suas equipes. Pelo contrário, ultimamente os questionamentos por parte da torcida se tornaram constantes, e a pressão pela entrada definitiva dos seus substitutos só aumenta. Mas tanto Ricardo Gomes como Vanderlei Luxemburgo confiam em seus artilheiros e os mantêm entre os titulares.
Os números ajudam a mostrar os motivos da insistência dos treinadores. Alecsandro, por exemplo, é o jogador que mais finaliza no Vasco. A estatística, por sinal, prova também uma das principais reclamações do próprio camisa 9: ele vem jogando mais afastado da grande área. Quase metade dos chutes do atacante são de fora da área. Segundo Alecsandro, este novo posicionamento em campo acaba ajudando o time, mas deixando-o mais longe do gol.
Prova disso são as faltas recebidas. Como joga mais afastado, Alecsandro está mais suscetível a ser caçado pelos marcadores, algo que não acontece tanto com Deivid. A situação não é a mais confortável para ele, mas, mesmo assim, o atacante não se incomoda caso o Vasco saia de campo vencedor.
- Quem consegue fazer uma leitura tática do nosso time vai entender que tenho feito bons jogos mesmo sem marcar. Abro espaço para os meus companheiros. O Diego Souza e o Eder Luis, por exemplo, se beneficiam disso. O gol não sai para mim, mas sai para o grupo. Se eu ficar mais jogos sem marcar o o Vasco sair vitorioso, estarei feliz - afirmou Alecsandro, que não marca há nove jogos e tem a curiosa marca de mais faltas cometidas do que recebidas.
Gols perdidos irritam rubro-negros
Se jejum de gols não é um problema para Deivid, os que não entram acabam virando sua maior fonte de dor de cabeça. Ao mesmo tempo em que está entre os goleadores do Flamengo no ano, o atacante tem o hábito de perder gols incríveis. Contra o Internacional, na rodada passada, por exemplo, foi uma cabeçada para fora com o goleiro já batido. O clássico contra o Vasco é a chance de redenção.
- Seria muito importante terminar essa primeira parte do Brasileirão com um resultado positivo. E se o adversário é o Vasco, a motivação aumenta ainda mais, pois envolve a questão da rivalidade - disse o rubro-negro.
Na frieza dos números, porém, os gols perdidos podem ser considerados isolados. Afinal de contas, o camisa 9 rubro-negro acaba sendo mais preciso nas finalizações, principalmente em comparação com o concorrente vascaíno, que tem mais chutes a gol do que o adversário, mas amarga um jejum avaliado com tranquilidade por Ricardo Gomes.
- Vários atacantes passam por isso. Os sistemas defensivos de hoje em dia obrigam o atacante a ter uma movimentação maior. Na Copa do Brasil ele foi decisivo, e os gols vão voltar. O atacante só pode reclamar quando a bola não chega e esse não é o caso. Se pegarmos o último clássico, por exemplo, foram algumas boas chances - disse o técnico do Vasco.
Deivid também tem o apoio do seu treinador. Logo depois da partida em Porto Alegre, Vanderlei Luxemburgo demonstrou confiança no atacante.
- Já falei com ele no vestiário: meu garoto, você já deu vitória para gente. Da mesma forma, pode perder o gol, assim como o zagueiro pode fazer um pênalti. Entendo ele ficar chateado, pois queria colocar a bola pra dentro, mas não pode se deixar abater, tem que levantar a cabeça.
O jogador acusou o golpe. Durante e depois da partida, mostrou-se muito chateado pela chance desperdiçada no Beira-Rio, mas sabe que não há muito tempo para lamentar.
- Quando a bola chegou, pensei que estava na direção do gol, tanto é que ainda tirei um pouco para acertar o canto direito do goleiro para ele não chegar. Realmente, era uma chance muito clara. Fiquei muito chateado, mas estou tranquilo agora.
Substitutos não conseguem brilhar
Cada lance perdido pelos titulares logo despertam os pedidos dos torcedores. No Vasco, Élton é a bola da vez, enquanto no Flamengo, Jael já caiu nas graças dos torcedores. E se eles até conseguem se destacar quando entram no decorrer das partidas, o mesmo não se pode dizer quando receberam oportunidades como titular.
Jael entrou ao lado de Negueba diante do Atlético-PR, pela Copa Sul-Americana. A atuação foi mais do que discreta e ele cabou sendo substituído no segundo tempo. Perdeu, inclusive, um gol feito. Élton recebeu novas oportunidades nas três partidas consecutivas contra Palmeiras, pela competição internacional e pelo Brasileirão, mas marcou apenas um gol. São sete no total em toda a temporada.
Jael, por sua vez, marcou três vezes desde a estreia, há um mês. Foram seis jogos, dois deles como titular. Após a falha contra o Furacão, o Cruel também recebeu afagos dos companheiros.
- Acontece, é normal. Atacante vive de gols, mas nem sempre consegue fazer. Aconteceu uma vez com Deivid, outra com Jael. Mas pode ser comigo, com o Ronaldinho. O importante é saber que as oportunidades estão surgindo. Na hora certa eles vão colocar para dentro – afirmou o meia Renato.

No fim, Lusa arranca empate do Icasa e evita vexame no Canindé

Com o 3 a 3, Portuguesa chega a 38 pontos e se mantém na liderança da Série B. Lucas Gaúcho marca o gol salvador no fim

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
A Portuguesa escapou de um vexame neste sábado, no Canindé. Com um gol salvador de Lucas Gaúcho no fim do jogo, a Lusa arrancou um empate do Icasa em 3 a 3, depois de estar perdendo por 3 a 1. O gol no fim foi um alento para o torcedor da Portuguesa, que esperava por mais uma vitória para que o time batesse o recorde de pontuação no primeiro turno da Série B do Campeonato Brasileiro. Não deu. Mas o empate foi suficiente para manter a Portuguesa na liderança, agora com 38 pontos, três a mais que a Ponte Preta, que empatou com o Náutico, em Araraquara (SP).
Já o Icasa permanece no meio da tabela, agora com 25 pontos – quatro acima da zona do rebaixamento, e cinco abaixo do grupo dos quatro melhores colocados.
guilherme portuguesa icasa (Foto: Moisés Nascimento / Agência Estado)Portuguesa, de Guilherme, ficou no empate com o Icasa: 3 a 3 (Foto: Moisés Nascimento / Agência Estado)
O jogo começou bem para a Portuguesa. O time do técnico Jorginho criou diversas chances de gol, dando a impressão que poderia vencer com facilidade. Aos 13, o placar foi aberto. Luis Ricardo fez ótima jogada pela direita, foi à linha de fundo e tocou para trás. Henrique, bem posicionado, pegou de primeira e mandou no canto direito do goleiro Marcelo Pitol.
No lance seguinte, porém, o Icasa empatou – naquela que foi a primeira jogada de ataque do time cearense – numa falha grotesca do goleiro Weverton. Ele espalmou um chute de muito longe nos pés do atacante Marino, que não perdoou.
O gol desestabilizou a Lusa, que havia começado muito bem a partida. O time do técnico Jorginho demonstrou nervosismo e deixou o Icasa crescer. O castigo veio aos 33 minutos, com um belo chute de Marino.
O que já estava difícil para a Lusa ficou ainda pior aos 41 minutos, quando Rogério cometeu pênalti sobre Preto. O próprio camisa 9 do Icasa bateu – um chute forte, no meio do gol – e ampliou para o Icasa: 3 a 1.
No segundo tempo, a Lusa continuou jogando mal, mas ao menos mostrou mais raça. Ananias, de cabeça, diminuiu aos 26. E Lucas Gaúcho, também de cabeça, empatou aos 43, evitando o vexame de perder para o Icasa no Canindé.
O próximo jogo da Portuguesa é terça-feira, contra o Náutico, nos Aflitos. No mesmo dia, o Icasa recebe o Sport Recife, no estádio Romeirão.