quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Com Juvenal de olho, Luis Fabiano disputa coletivo no CT e faz dois gols

Atacante se movimentou bem durante 60 minutos, buscou o jogo, fez tabelas, mas só deve ficar à disposição para a partida contra o Flamengo

Por Marcelo Prado São Paulo
O desempenho ainda não foi perfeito. Falta ritmo de jogo, o que é absolutamente normal para quem não disputa uma partida oficial desde o dia 6 de março. Mas, em seu primeiro coletivo após se recuperar totalmente de duas cirurgias em um tendão próximo ao joelho direito, Luis Fabiano mostrou que o faro de gol continua apurado. Nesta quinta-feira, o atacante marcou dois dos três gols da vitória do time reserva por 3 a 1 sobre o sub-17 reforçado com alguns atletas do elenco profissional.  Após 60 minutos, ele deixou o gramado visivelmente cansado. Mas feliz. Com o sinal de positivo, resumiu como foi a sua participação em campo.
- Foi tudo bem - afirmou.
Luis Fabiano em treino do São Paulo (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)Luis Fabiano tabela com Denilson durante durante o coletivo no CT (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)
O relógio marcava 15h59m quando a bola rolou no CT da Barra Funda. O time reserva entrou em campo com: Leonardo; Jean, Xandão, Luiz Eduardo e Henrique Miranda; Denilson, Rodrigo Caio, Rivaldo e Marlos; Henrique e Luis Fabiano. No banco de reservas, toda a comitiva atenta aos movimentos do camisa 9: o presidente Juvenal Juvêncio, o diretor de futebol Adalberto Baptista, o fisioterapeuta Luiz Rosan, os médicos José Sanchez e Auro Rayel. Alguns titulares, como os volantes Casemiro e Wellington, deixaram o Reffis após fazerem fortalecimento muscular para ver o companheiro em campo.
Com 12min, Luis Fabiano fez sua primeira jogada ao cair pela ponta para fazer o cruzamento. Na hora, foi travado pelo marcador. No lance seguinte, após matar uma bola no peito, ele deu um belo passe para Henrique, que finalizou por cima do gol. Aos 22min, ocorreu o que todos esperavam: após passe açucarado de Rivaldo, ele se livrou do marcador e bateu no alto, sem chance de defesa para o goleiro Denis:1 a 0 e muitos aplausos dentro e fora de campo. Com 33min de jogo, o auxiliar técnico Ivair encerrou o primeiro tempo e o atacante voltou para o banco de reservas para conversar com os médicos.
Juvenal Juvêncio acompanha o treino do São Paulo no CT (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)No intervalo, atacante foi até o banco. À direita, Juvenal Juvêncio (Foto:Marcelo Prado / Globoesporte.com)
Na etapa complementar, Luis Fabiano seguiu buscando jogo. Deu duas fintas bonitas, por baixo das pernas dos seus marcadores e logo com dois minutos, deixou novamente a sua marca. Após passe de Henrique, ele invadiu a área, driblou Denis e só rolou para o gol vazio.
Com o passar do tempo, ficou clara a importância que o atacante terá para a equipe. Rivaldo e Marlos, responsáveis pela armação, procuravam o camisa 9 a toda hora. Jean e Henrique Miranda deram vários cruzamentos, já que havia uma referência na área, o que não acontece até então na equipe comandada por Adilson Batista, que sofre nas partidas por causa dessa ausência. O próprio Rivaldo e Cícero quebram o galho nessa função em alguns jogos.
Em seu último lance de perigo na partida, Luis Fabiano recebeu mais um passe de Rivaldo, invadiu a área e bateu de pé direito. Denis espalmou e, na volta, o atacante cabeceou e exigiu outra grande defesa do reserva de Rogério Ceni. Antes do apito final do coletivo, Ademilson, artilheiro da Seleção Brasileira sub-17 no Mundial disputado no primeiro semestre, descontou para a equipe juvenil.
Luis Fabiano em treino do São Paulo (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)Atacante teve seu desempenho aprovado pela comissão técnica (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)

Emop confirma Maracanã só em 2013, mas garante Copa das Confederações

Segundo Ícaro Moreno Júnior, cronograma até fevereiro de 2013 recebeu aval da Fifa e estádio não corre risco de ficar fora do torneio-teste para 2014

Por Felippe Costa Rio de Janeiro
operários retomam as obras no Maracanã (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)Operários trabalham nas obras do Maracanã
(Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)
O presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP), Ícaro Moreno Júnior, confirmou na manhã desta quinta-feira a informação dada pelo governador Sérgio Cabral na última quarta em Londres: o Maracanã não será entregue em dezembro de 2012, mas sim em fevereiro de 2013. Porém, o responsável pelas obras afirmou que o estádio estará na Copa das Confederações,  já que recebeu o aval da Fifa para o atraso na finalização da reforma.

- Falei com a Fifa nesta semana e está tudo certo. Apresentei um cronograma para fevereiro e não terá problema (para a participação do estádio na competição) – limitou-se a dizer por telefone.
A Copa das Confederações será realizada entre 15 e 30 de junho de 2013, mas as sedes do torneio só serão decididas em reunião no dia 17 de outubro deste ano, em Zurique, e reveladas três ou quatro dias depois, quando a Fifa também irá confirmar os locais dos jogos da Copa do Mundo de 2014.
A princípio, o prazo para conclusão das obras nas cidades que pretendem ter partidas no torneio-teste em 2013 era até dezembro de 2012. Mas, segundo o Emop e uma fonte do Comitê Organizador Local (COL) consultada pelo GLOBOESPORTE.COM, a Fifa aceitaria o Maracanã pronto em fevereiro de 2013.
Greves prejudicaram andamento das obras do Maracanã

De todas as 12 obras de reforma ou construção dos estádios para a Copa de 2014, a do Maracanã foi a que apresentou os maiores problemas recentemente por causa de greves dos trabalhadores. No último dia 17 de agosto, uma explosão após o corte de um barril com uma solda deixou um operário ferido e o restante decidiu paralisar as atividades reivindicando melhores condições de trabalho. Eles ficaram cinco dias parados, e os assuntos foram resolvidos rapidamente pelo Consórcio Maracanã Rio 2014 (grupo de empresas que fazem a obra), que acatou alguns pedidos.
Contudo, os trabalhadores voltaram a paralisar a obra em 1º de setembro reclamando da falta de médicos no turno da madrugada, aumento da cesta básica de R$ 160 para R$ 180, melhora da condição dos alimentos e limpeza em refeitórios. O consórcio não aceitou as reivindicações e foi marcado um julgamento no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) para o dia 16. Por unanimidade, o poder judiciário decretou que o movimento era abusivo e determinou o retorno das obras.

Massa relembra trauma de Cingapura 2008: 'Resultado estava manipulado'

Brasileiro diz que corrida, decisiva para a perda do título, não foi autêntica

Por GLOBOESPORTE.COM Cingapura
Felipe Massa Ferrari GP de Cingapura (Foto: AFP)Felipe Massa relembra Cingapura-2008 (Foto: AFP)
O GP de Cingapura sempre tem um assunto recorrente em suas entrevistas desde a temporada 2009: o "Cingapuragate", ocorrido em 2008, quando Nelsinho Piquet jogou seu carro no muro para beneficiar Fernando Alonso. Atual companheiro do espanhol na Ferrari, Felipe Massa é sempre um dos mais críticos do ocorrido, já que acabou prejudicado diretamente na luta pelo campeonato daquele ano, perdido para o inglês Lewis Hamilton na última curva do GP do Brasil, em Interlagos.
Nesta quinta-feira, na entrevista coletiva para a imprensa espanhola, o brasileiro voltou a tocar no assunto. Massa disse que o resultado da corrida de 2008 foi manipulado.
- Tive um problema na Hungria naquele ano, algo completamente diferente de Cingapura. Foi uma falha nos boxes causada por um safety car inexistente, como soubemos depois. Mas o passado é passado. Já respondi mais de 45 mil vezes o que me pareceu esta corrida. Todos vocês viram e têm experiência. Todos sabemos que o resultado estava manipulado. O GP de Cingapura de 2008 foi falso. Não foi um resultado autêntico - disse o brasileiro.
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM em outubro de 2009, o brasileiro classificou o que aconteceu na corrida em Cingapura como um "roubo". Naquela corrida, um mecânico da equipe italiana apertou o botão errado e o liberou dos boxes com a mangueira de reabastecimento ainda engatada em seu carro. Com isso, ele acabou fora da zona de pontuação.
- Fiquei muito chateado com tudo o que aconteceu, não só com o que a Renault fez, que foi um roubo. A resposta clara é um roubo. E isso criou muitas coisas, como um safety car que juntou os carros. A maioria precisava ir para os boxes, e eu era um deles. Tivemos uns dez indo para os boxes. Meu mecânico errou, não posso esquecer isso, mas em um pit stop muito complicado, com dois carros entrando ao mesmo tempo e mais dez no pit lane. Ele apertou um botão em uma situação que nunca ia acontecer em um pit stop normal. O que fico chateado é que a Renault roubou. Apareceu alguém para falar: "Realmente eu bati por querer". Tudo bem. Tiraram o Briatore da parada? Tudo bem. O engenheiro? Os pilotos? Um piloto ganhou a corrida por um roubo. Deveria ter acontecido alguma coisa com os pilotos também - disse na ocasião.
Horários GP Cingapura 2011 (Foto: ArteEsporte)

Réver abriria mão da Seleção para ajudar o Galo a se afastar do Z-4

Jogador está feliz por ser novamente lembrado por Mano, mas fica triste
com posição do Atlético-MG na tabela do Campeonato Brasileiro

Por Leonardo Simonini Belo Horizonte
revér atlético-mg treino (Foto: Marco Antônio Astoni / Globoesporte.com)Revér atlético-mg treino
(Foto: Marco Antônio Astoni / Globoesporte.com)
O zagueiro Réver voltou a ser convocado por Mano Menezes para defender a Seleção Brasileira. Ele faz parte da lista de jogadores que vão fazer o Superclássico contra a Argentina, na próxima quarta-feira, em Belém, e também da outra, para os amistosos contra Costa Rica e México, no início do mês de outubro.
Mas o zagueiro surpreendeu e afirmou que abriria mão das convocações para ajudar o Atlético-MG a sair do Z-4 do Brasileirão, já que o time está em 17º lugar com 25 pontos em 25 jogos. Vale lembrar que por causa da convocação para os dois amistosos de outubro, o zagueiro desfalcará o Galo no clássico mineiro contra o América e também na partida contra o Santos.
- Sem dúvida (eu abriria mão), o momento é crucial, e meu crescimento no Atlético vai fazer com que eu chegue à Seleção (em outras oportunidades). Então, seria uma coisa a se pensar e da minha parte poderia abrir mão sim.
Misto de sentimentos
Como o pedido de dispensa é mera especulação, o jogador explicou a emoção pela nova convocação para defender o Brasil. Mas, não é só felicidade que o capitão atleticano sente. Devido ao mau momento vivido pelo alvinegro, ele também se sente triste em deixar, mesmo que momentaneamente, os companheiros nessa situação difícil.
- Estou voltando a fazer boas partidas, pelo lado pessoal fico feliz. É consequência desse meu trabalho ter o reconhecimento do Mano Menezes, e mais uma vez espero aproveitar essas oportunidades e me firmar na Seleção. Mas por outro lado fico triste, já que o resultado não sai. A gente vive um momento complicado na competição e temos que nos doar um pouco mais para sair dessa situação.

Procurador-geral do STJD decide até esta 6ª se abre ação contra Fortaleza

Paulo Schmitt declarou nesta quinta-feira que está debruçado em provas e até sexta decide se abre ação, instaura inquérito ou se arquiva o caso

Por Phelipe Caldas João Pessoa
Jogadores do Fortaleza comemoram goleada contra CRB que garantiu permanência na Série C (Foto: Kiko Silva/Agência Diário)Até esta sexta o procurador-geral do STJD vai se
posicionar sobre o jogo entre Fortaleza e CRB
(Foto: Kiko Silva/Agência Diário)
O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol, Paulo Schmitt, declarou por telefone nesta quinta-feira que até amanhã decide qual será seu posicionamento com relação à polêmica envolvendo o jogo entre Fortaleza e CRB, realizado no último sábado pela Série C do Campeonato Brasileiro de Futebol. Ele disse que não vai antecipar nada por ora, mas que são três as possibilidades: ou ele vai oferecer uma denúncia contra os clubes envolvidos, ou abre um inquérito ou arquiva o caso.
- Estamos avaliando todas as provas recebidas até o momento para saber qual será nosso posicionamento. Mas por enquanto não acho prudente emitir nenhuma opinião pessoal – destacou o procurador-geral.
Schmitt explica ainda que na primeira instância o processo corre de forma rápida, e que, caso a ação seja realmente aberta, em no máximo duas semanas deverá ser julgada.
- A primeira instância é rápida. A ação é enviada para uma das comissões discplinares, que julga o caso. Mas depois as partes que se sentirem prejudicadas poderão recorrer, o que acaba atrasando um resultado definitivo – explica.
 Paulo Schmitt sugere, inclusive, que em caso de uma ação ser realmente aberta até amanhã, já na próxima semana ela possivelmente entraria em pauta de julgamento.
De toda forma, ele já pondera que caberá apenas ao colegiado pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva a palavra final.
- Não posso falar em nome do STJD. Só posso falar em nome da procuradoria. Mas a verdade é que só amanhã iremos quebrar o silêncio.
Por fim, ele disse que está trabalhando em cima da súmula do árbitro Gutemberg de Paula Fonseca, dos ofícios enviados pela Confederação Brasileira de Futebol e pelas provas apresentadas pelas partes interessadas.
 Flagra em vídeo
Depois de toda a polêmica envolvendo o jogo entre Fortaleza e CRB, o blog Jogada, do Diário do Nordeste Online, publicou um vídeo que mostra os atletas do time cearense tentando combinar o resultado com os alagoanos.
Nas imagens, atletas cearesnes lembram aos alagoanos que o Campinense venceu o jogo contra o Guarany de Sobral por 1 a 0 e que o resultado classifica o CRB. Assim, eles pedem "mais um gol" para os adversários e chegam a falar em um "cheque".

'EE de Bolso': a história de Heleno de Freitas, revivida por Rodrigo Santoro

Galã interpreta no cinema um dos maiores ídolos do Botafogo, que marcou época na década de 40 e é tido como o primeiro jogador-problema do Brasil

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
A vida de Heleno de Freitas virou livro ("Nunca Houve um Homem como Heleno") pelas mãos do jornalista Marcos Eduardo Neves e em breve estará nos cinemas no filme ("Heleno") do diretor José Henrique Fonseca. Craque do Botafogo na década de 40, o mineiro de São João Nepomuceno é considerado o primeiro "craque-problema" do futebol brasileiro. O Esporte Espetacular deste domingo vai relembrar a polêmica trajetória do atacante, que será interpretado na telona pelo galã Rodrigo Santroro. O "EE de Bolso" acompanhou as gravações realizadas em São Januário, estádio do Vasco, e o ator falou sobre a responsabilidade de encarnar o jogador.
- O que eu fiz, inicialmente, foi me preparar para o futebol. Não é um filme sobre futebol, é um filme sobre um homem. A tentativa de fazer um retrato de um homem e tudo o que ele passou, uma história muito polêmica - disse Santoro.
Heleno de Freitas, ex-jogador do Botafogo (Foto: Reprodução)Heleno de Freitas, o primeiro craque-problema do futebol brasileiro (Foto: Reprodução)
Heleno de Freitas era formado em Direito, tinha boa aparência e frequentava a alta sociedade carioca. Ao mesmo tempo, era boêmio, tinha problemas com bebida e drogas (lança-perfume e éter) e ficou marcado por seu temperamento agressivo dentro de campo. No livro "Nunca Houve um Homem como Heleno", o autor mostra depoimentos dos companheiros de time sobre as oscilações de humor do atleta.
Rodrigo Santoro atuando como Heleno de Freitas, ex-jogador do Botafogo (Foto: Reprodução)Rodrigo Santoro em cena, interpretando o atacante
Heleno de Freitas (Foto: Reprodução)
Apesar de ser considerado um dos maiores ídolos da história do Botafogo, Heleno começou sua carreira no rival Fluminense. Mas foi em General Severiano que ele se destacou e chegou à Seleção Brasileira, conquistando a Copa Roca (1945) e a Copa Rio Branco (1947). Curiosamente, seu único título por um clube foi o Campeonato Carioca de 1949 pelo Vasco da Gama. O atacante ainda defendeu o Boca Juniors, da Argentina, Junior Barranquilla, da Colômbia, Santos e América.
Mais tarde, Heleno sofreu com a sífilis, doença que o consumiu e contribuiu para que ele fosse internado em um hospital psiquiátrico de Barbacena, Minas Gerais. Em 1959, aos 39 anos, o craque e galã morreu no sanatório, considerado louco.
Domingo, no Esporte Espetacular, você vai conferir a reportagem completa sobre a história de Heleno de Freitas e ver cenas dos bastidores do filme protagonizado por Rodrigo Santoro.

Mano apresenta novidades nas duas listas da Seleção para três amistosos

Treinador chama Borges, Elkeson, Emerson e Diego Souza para encarar a Argentina. Kléber, do Porto, é a surpresa diante de México e Costa Rica

Por Cahê Mota e Márcio Iannacca Rio de Janeiro

O técnico Mano Menezes divulgou nesta quinta-feira, em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, as duas listas de convocados da Seleção Brasileira para o duelo contra a Argentina, na próxima quarta-feira, no Mangueirão, em Belém, e para os amistosos diante da Costa Rica, dia 7, em San José, e do México, no dia 11, em Torreón. As grandes ausências nos grupos chamados pelo comandante são os atacantes Leandro Damião e Alexandre Pato, que sofreram lesões musculares na última quarta-feira, atuando por Internacional e Milan. Ronaldinho Gaúcho e Neymar vão participar dos três jogos.
As novidades da lista de Mano para a decisão do Superclássico das Américas contra a Argentina, apenas com atletas que atuam no Brasil, são as seguintes: Elkeson, do Botafogo, Diego Souza, do Vasco, Borges, do Santos, e Emerson, do Coritiba. Já para o confronto diante de costa-riquenhos e mexicanos, em datas-Fifa, o treinador chamou apenas um atleta por clube que participa do Brasileirão e surpreendeu com um novato de idade olímpica: o atacante Kléber, do Porto. O goleiro Neto, da Fiorentina, o zagueiro Réver, do Atlético-MG, o volante Sandro, do Tottenham, e o meia Hernanes, do Lazio, voltaram a ser chamados pelo técnico.
- Elkeson tem a ver com a maneira que queremos armar o time, tem se destacado, é de força, pode jogar na beirada do campo também. Taticamente está desenvolvido com essa ideia de funções. Vamos utilizar isso. O Diego Souza já trabalhou comigo, vem fazendo um bom Campeonato Brasileiro, uma boa temporada desde que chegou ao Vasco. O Emerson atua pelo lado esquerdo, fez uma boa temporada pelo Avaí e vem confirmando isso pelo Coritiba. É muito bom na bola aérea, tanto na defesa como no ataque. O Borges não tem o que falar. Por onde passa faz gols, tem um pouco mais de idade, mas atravessa um momento espetacular e levamos isso em consideração - explicou Mano.
Mano Menezes na convocação da Seleção (Foto: Mowa Press)Mano se prepara para a coletiva após anunciar as listas de convocados da Seleção (Foto: Mowa Press)
Aos 21 anos, Kléber foi revelado pelo Atlético-MG e está no futebol português desde 2009, quando chegou ao Marítimo. Substituto do colombiano Falcao Garcia, que acertou com o Atlético de Madri, o atacante tem jogado ao lado de Hulk no início da temporada do Porto. Manou chamou outros seis com idade olímpica para pegar Costa Rica e México: Neto (Fiorentina), Fábio (Manchester United), Lucas (São Paulo), Neymar (Santos), Luiz Gustavo (Bayern de Munique) e Oscar (Internacional).
- Acompanhamos todos os campeonatos internacionais onde estejam os jogadores brasileiros. O Kléber é um jogador que depois da saída do Falcao Garcia assumiu a titularidade do Porto. É um jogador jovem e precisamos conhecê-lo. Pretendia fazer um pouco mais adiante essa convocação, mas em função da perda de dois atletas para a posição se abriu a oportunidade de chamá-lo - disse Mano, lembrando que Pato e Damião estão machucados.
kleber pinheiro porto gol  (Foto: Divulgação Site Oficial do Porto)Revelado pelo Atlético-MG, Kléber é o substituto de
Falcao Garcia no ataque do Porto (Foto: Divulgação)
Para o confronto com a Argentina, Mano convocou nove com menos de 23 anos de olho em Londres 2012: Casemiro (São Paulo), Danilo (Santos), Rômulo (Vasco), Rafael (Santos), Oscar, Neymar (Santos), Lucas (São Paulo), Mário Fernandes (Grêmio) e Elkeson (Botafogo).
A partida diante da Argentina é válida pelo Superclássico das Américas, a reedição da extinta Copa Roca. No jogo de ida, em Córdoba, as duas seleções não saíram do zero. Uma nova igualdade em Belém vai levar a decisão do torneio para os pênaltis. A delegação canarinho viaja para a capital paraense no próximo domingo e já treina na segunda-feira, no local da partida, às 18h (de Brasília), com a presença dos torcedores locais, que vão precisar adquirir entradas em troca de 1kg de alimento não perecível.
A apresentação para o Superclássico das Américas será no dia 26. Os atletas serão liberados no dia 29 para retornarem aos clubes.
Atletas que atuam no Brasil podem perder até duas rodadas do Brasileirão
montagem Diego Souza Borges Elkeson convocados (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)Diego Souza, Borges e Elkeson vão encarar a
Argentina em Belém (Fotos: GLOBOESPORTE.COM)
Para os amistosos contra Costa Rica e México, Mano pôde convocar força máxima. Porém, os atletas que atuam no futebol brasileiro podem desfalcar as equipes em até duas rodadas do Campeonato Brasileiro (28ª e 29ª). A tendência é que a CBF faça algumas alterações na tabela da competição nacional para não prejudicar os clubes afiliados. Para os jogos, o treinador convocou apenas um jogador por clube canarinho.
São Paulo e Cruzeiro, que abrem a 28ª rodada da competição, não serão prejudicados por conta da realização da partida no dia 5 de outubro, dois dias antes do duelo contra a Costa Rica. Os jogadores vão se apresentar à Seleção para os confrontos com os afiliados da Concacaf no dia 2 e 3 de outubro. O retorno aos clubes será apenas no dia 12.
Apesar de a 29ª rodada só acontecer no dia 12 de outubro, um dia após o duelo contra o México, em Torreón, os atletas não teriam tempo de recuperação para participar dos confrontos pelo Campeonato Brasileiro, já que só retornariam ao Brasil no dia das partidas.
No jogo contra Gana, no início de setembro, os atletas que atuam no futebol brasileiro perderam apenas uma rodada. Por decisão da comissão técnica da Seleção Brasileira e alterações na tabela, os jogadores só se apresentaram em Londres após a rodada do fim de semana.
Veja quais os jogos os atletas não vão participar na Série A
Atlético-MG - América-MG (08/10) e Santos (12/10)
Botafogo - Bahia (08/10) e Corinthians (12/10)
Fluminense- Flamengo (09/10) e Coritiba (12/10)
Flamengo - Fluminense (09/10) e Palmeiras (12/10)
Internacional - Vasco (09/10) e São Paulo (12/10)
Santos - Palmeiras (09/10) e Atlético-MG (12/10)
São Paulo - Cruzeiro (5/10) e Bahia (12/10)
Vasco - Internacional (09/10) e Atlético-PR (12/10)
Retrospecto de Mano à frente da Seleção Brasileira
Sob o comando de Mano Menezes, a Seleção Brasileira já disputou 15 partidas. Foram sete vitórias, três derrotas e cinco empates. Até o momento, o time canarinho ainda não conseguiu vencer um rival de peso com o treinador no comando - Argentina (1 a 0, Doha), França (1 a 0, em Paris) e Alemanha (3 a 2, em Stuttgart).
Na primeira competição oficial da era Mano Menezes, a Seleção foi eliminada nas quartas de final ao perder nos pênaltis para o Paraguai. Nas cobranças, o time canarinho não converteu nenhuma - três para fora e um nas mãos do goleiro Villar. Elano, André Santos, Fred e Thiago Silva desperdiçaram os lances para a equipe nacional.
Confira abaixo as duas convocações de Mano Menezes:
SUPERCLÁSSICO (ARGENTINA) AMISTOSOS (COSTA RICA E MÉXICO)
GOLEIROS GOLEIROS
Jefferson (Botafogo)
Rafael (Santos)
Julio César (Inter de Milão)
Jefferson (Botafogo)
Neto (Fiorentina)
LATERAIS LATERAIS
Danilo (Santos)
Mário Fernandes (Grêmio)
Bruno Cortês (Botafogo)
Kleber (Internacional)
Daniel Alves (Barcelona)
Fábio (Manchester United)
Marcelo (Real Madrid)
Adriano (Barcelona)
ZAGUEIROS ZAGUEIROS
Dedé (Vasco)
Réver (Atlético-MG)
Rhodolfo (São Paulo)
Emerson (Coritiba)
Réver (Atlético-MG)
Thiago Silva (Milan)
David Luiz (Chelsea)
Dedé (Vasco)
VOLANTES VOLANTES
Ralf (Corinthians)
Paulinho (Corinthians)
Casemiro (São Paulo)
Rômulo (Vasco)
Lucas Leiva (Liverpool)
Fernandinho (Shakhtar Donetsk)
Sandro (Tottenham)
Luiz Gustavo (Bayern de Munique)
MEIAS MEIAS
Lucas (São Paulo)
Oscar (Internacional)
Diego Souza (Vasco)
Elkeson (Botafogo)
Lucas (São Paulo)
Elias (Sporting)
Oscar (Internacional)
Hernanes (Lazio)
ATACANTES ATACANTES
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)
Neymar (Santos)
Fred (Fluminense)
Borges (Santos)
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)
Hulk (Porto)
Jonas (Valencia)
Neymar (Santos)
Kleber (Porto)
Fred (Fluminense)

Ladeira acima, Santos é o time com melhor aproveitamento do returno

Cinco jogos, quatro vitórias e um empate: 86,7% dos pontos disputados. Peixe consolida recuperação e já sonha com título nacional no fim do ano

Por GLOBOESPORTE.COM Santos, SP
Lá vem o Santos subindo a ladeira. Se no primeiro turno do Campeonato Brasileiro o time marcou passo, priorizando a Taça Libertadores, no returno o Peixe apresenta uma excelente recuperação. É o time com melhor aproveitamento na segunda parte da competição: em cinco jogos, quatro vitórias e um empate: 86,7%.
Borges gol Santos (Foto: Ag. Estado)Borges diz que Peixe vai pensando passo a passo, mas vislumbra título (Foto: Ag. Estado)





O Alvinegro Praiano não lidera o returno porque tem menos pontos que o Fluminense. O Tricolor carioca somou 15 pontos da 20ª rodada para cá, mas tem aproveitamento menor que o do Peixe (83,3%) porque jogou mais e perdeu um jogo: seis partidas, com cinco vitórias e uma derrota. O time da Vila Belmiro, que obteve 13 pontos no returno, teve um confronto - contra o Botafogo - adiado para outubro.
Para o técnico Muricy Ramalho, o Santos está subindo no momento certo e ainda vai incomodar neste Brasileiro. O treinador evita falar em título para não criar muitas expectativas, mas lembra que a equipe se aproximou bem dos primeiros colocados. Está em nono lugar, com 35 pontos, dez atrás do líder São Paulo (e com dois jogos a menos, contra Botafogo e Grêmio).
- É importante essa nossa sequência. O campeonato está afunilando e estamos subindo. Os jogadores voltaram a atuar bem e o time está competitivo novamente, focado na competição - afirmou.

Borges, artilheiro do Brasileirão, com 18 gols em 21 jogos, afirma que o Santos deve seguir pensando em jogo a jogo para, depois, ver se dá para brigar pelo título.

- É um passo de cada vez. Estamos fazendo um ótimo segundo turno, fazendo a nossa parte e esperando o pessoal da frente tropeçar.
CLASSIFICAÇÃO DO RETURNO POR APROVEITAMENTO
Santos (cinco jogos no returno) 86,7%
Fluminense (seis jogos) 83,3%
Vasco (cinco jogos) 66,7%
Grêmio (cinco jogos) 60%
Botafogo (quatro jogos) 58,3%
Atlético-MG, Bahia, Coritiba, Internacional e São Paulo (seis jogos) 55,6%
Atlético-GO (cinco jogos) 53,3%
Corinthians e Figueirense (seis jogos) 38,9%
América-MG (seis jogos) 33,3%
Atlético-PR e Avaí (seis jogos) 27,8%
Palmeiras (cinco jogos) 20%
Ceará (cinco jogos) 13,3%
Cruzeiro e Flamengo (seis jogos) 11,1%







 

Efeito vaga-lume incomoda Diego Souza: 'Quem está sempre no auge?'

Em entrevista exclusiva, camisa 10 comemora a boa fase e diz que sonha levantar a taça do Brasileiro com Ricardo Gomes, que se recupera de um AVC

Por Rafael Cavalieri Rio de Janeiro
Quando surgiu nas categorias de base do Fluminense, Diego Souza foi apontado como um promissor volante. Logo se transferiu para o Benfica onde não obteve o mesmo sucesso. De lá foi para o rival Flamengo. Mas o brilho só voltou mesmo quando chegou ao Grêmio em 2007. Nos anos seguintes, pelo Palmeiras, ainda mais destaque. Mas veio 2010 e a estrela novamente se apagou. Neste ano, o  Vasco chegou para fazer o camisa 10 brilhar novamente a ponto de ser convocado por Mano Menezes para a Seleção Brasileira.
Os altos e baixos na carreira acabaram rotulando o jogador, que chegou a ser comparado a um vaga-lume. Em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, Diego Souza deixou clara a insatisfação sobre o assunto, com direito a pitadas de indignação. O camisa 10 vascaíno considera que não existe um jogador no Brasil que mantenha um alto nível de atuações por várias temporadas seguidas. E, em sua avaliação, nos últimos quatro anos apenas um é para ser esquecido.
- Quem está sempre no auge? É claro que este rótulo me incomoda. Depois de três anos maravilhosos um ruim coloca tudo a perder? Não concordo com isso não - afirmou.
Diego Souza especial do Vasco (Foto: Rafael Cavalieri / GLOBOESPORTE.COM)Diego Souza já se sente em casa com a camisa do Vasco (Foto: Rafael Cavalieri / GLOBOESPORTE.COM)
Durante a conversa em São Januário, que durou cerca de 25 minutos, Diego Souza revela o que o atrapalhou em 2010 e reconhece que suas últimas transferências foram precoces. Mas, ao mesmo tempo, admite que reencontrou o prazer e a felicidade no Vasco sob o comando de Ricardo Gomes. A empolgação com o momento é tanta que ele já sonha levantar a taça de campeão brasileiro ao lado do técnico Ricardo Gomes, que se recupera de um AVC (acidente vascular cerebral), que sofreu há 25 dias durante o clássico contra o Flamengo.
- É para ele que vamos correr. Já imagino a cena - resumiu.
Nesta quinta-feira, o Vasco enfrenta o Atlético-GO, em São Januário. O time tenta recuperar a liderança do Brasileirão perdida para o São Paulo, que empatou com o Corinthians nesta quarta-feira. Diego Souza, que brilhou na última vitória por 4 a 0 sobre o Grêmio, vai comandar novamente o trem bala da Colina.
GLOBOESPORTE.COM: Muito se falou após a partida contra o Grêmio que quando o Diego Souza brilha, o Vasco encanta. Foi assim em outros momentos da temporada. Concorda com isso?
Tenho minha importância para o grupo, mas não sou eu que faço o Vasco vencer. Todos têm os seus papéis. Contra o Grêmio, por exemplo, o Eder Luis também marcou o seu gols e fez belas jogadas... O Elton brilhou, o Jumar marcou tudo pela esquerda, o Eduardo Costa protegeu muito o meio, o Fellipe Bastos também ajudou... O detalhe é que tenho tido bastante liberdade para atacar sem ter de me desgastar demais com a marcação. Com toda essa liberdade tenho obrigação de fazer algo diferente.
Então você está gostando deste novo posicionamento?Estou adorando, não é (risos)? O Ricardo Gomes já tinha me dado essa liberdade e o Cristóvão só reforçou. Como vou reclamar (risos)?
E como você sente após uma partida em que brilhou tanto?
Saio feliz, satisfeito e com a sensação de dever cumprido. No domingo acompanhei durante a folga os jogos que complementaram a rodada e a sensação de ter dormido e acordado no dia seguinte com a liderança foi muito boa.
De todos os jogos no qual você se destacou na temporada, consegue apontar um favorito?Pela importância e pelo contexto acho que foi o contra o Avaí, pelas semifinais da Copa do Brasil (veja os gols ao lado). A pressão era grande, a gente precisava de gols para alcançarmos a final do campeonato. Foi uma noite especial.
É difícil você repetir duas grandes atuações de maneira consecutiva. Tem algum motivo especial para isso?
Cada jogo tem a sua história. Tem sempre um que vai ser mais difícil do que o outro por diversos fatores. Mas nestes momentos, quando você sente que a noite não está para você, é necessário ser inteligente abrir espaço para os seus companheiros., marcar mais e sempre tentar ajudar o time da melhor maneira possível. Dar o máximo sempre.
Esta situação acaba remetendo a uma discussão antiga. Há quem considere que sua carreira nunca emplacou o que o levou até a ser rotulado como vaga-lume. Ouvir este tipo de comentário incomoda? É um rótulo do qual você pretende se livrar?
Claro que me incomoda. Se for analisar desta maneira, quem está no auge o tempo todo? Tive três anos maravilhosos recentemente. Em 2007, pelo Grêmio, fiz uma grande campanha na Libertadores e no Brasileiro. No ano seguinte estive entre os melhores da posição no Brasileiro. Em 2009 fui eleito o craque do campeonato. Em 2010 reconheco que tive um ano ruim por diversos motivos. Mas isso é ser vaga-lume ou o que quer que falem?
Foram muitas derrotas que fizeram o time virar motivo de chacota. O ser humano se torna vencedor quando consegue aprender com os erros. Foi o que aconteceu aqui."
Diego Souza
O que se faz necessário para você conseguir ter uma boa temporada pela frente?
É simples. Quando faço uma boa pré-temporada, tudo fica melhor e mais fácil. Foi assim durante estes anos e também nesta temporada. Ano passado que tive alguns problemas que atrapalharam o desenvolvimento do restante do ano.
Dá para apontar quais foram os problemas?
A reta final do Brasileiro de 2009 foi desgastante. Estávamos brigando pelo título e no fim o time caiu e ficou fora da Libertadores. Tiveram inúmeros problemas (NR: A torcida do Palmeiras o considerou um dos principais culpados pela queda de rendimento). No fim do ano surgiram propostas e eu achava que iria jogar fora do país. Não foi o que aconteceu e acabei indo para a pré-temporada com isso na cabeça. Tudo foi me atrapalhando e o desempenho foi muito abaixo. Acabei não rendendo até me transferir para o Atlético. Mas aí isso tudo refeletiu no restante do ano. Foram saídas precoces.
O Vasco apareceu e o momento do clube não era o ideal. Você imaginava que fosse dar tão certo aqui?
Pessoalmente achava sim que poderia render. Tinha feito uma boa preparação e cheguei para ajudar. Mas o encaixe realmente foi tão bom que impressionou e acabou se tornando uma surpresa. Até porque o início da temporada do Vasco tinha sido muito ruim. Foram muitas derrotas que fizeram o time virar motivo de chacota. O ser humano se torna vencedor quando consegue aprender com os erros. Foi o que aconteceu aqui.
O AVC do Ricardo Gomes foi um baque grande. Chegou a temer que a temporada poderia estar perdida em função do psicológico?
Naquele momento não pensávamos em nada. Só na boa recuperação dele. Sabíamos também que o trabalho não iria mudar. Foram belos meses que serviram para implementar uma filosofia que não iria se perder de uma hora para outra.
Chegou a temer pela vida dele?
Fiquei com medo sim. Na hora ninguém tinha noção da gravidade do caso (veja o vídeo ao lado). Só fomos tomar conhecimento depois da partida. Bateu um receio de nunca mais tê-lo ao nosso lado. Mas graças a Deus cada dia que passava vinha com uma boa notícia. A gente acompanhava em conversas e nas próprias matérias da imprensa a evolução do caso.

Vejo essa cena na minha cabeça: o título com ele ao nosso lado brigando com a gente"
Diego Souza
Você revelou um pacto feito entre os jogadores para o Vasco seguir firme na briga pelo título homenageando Ricardo Gomes desta maneira. Acredita que o time comprou o barulho?Nossa responsabilidade é cada vez maior até para premiá-lo. No primeiro jogo após o ocorrido, contra o Ceará, só pensávamos na vitória para homenageá-lo mesmo. E é isso que precisa acontecer. Ele acreditou na gente em um momento difícil e tornou esse time vencedor. É para ele que precisamos vencer.
Já parou para pensar na possibilidade de levantar a taça de campeão Brasileiro com o Ricardo Gomes em campo?
Vejo essa cena na minha cabeça: o título com ele ao nosso lado brigando com a gente. Para isso temos de continuar correndo e dando o nosso melhor. Faltam 14 rodadas para esse dia tão sonhado por todos nós.
Diego Souza comemora gol do Vasco sobre o Grêmio (Foto: Alexandre Loureiro/Fotocom.net)Diego Souza comemora gol do Vasco sobre o Grêmio (Foto: Alexandre Loureiro/Fotocom.net)

Deco resume balão em Batista: 'Ele não acreditou que eu fosse conseguir'

De volta após 50 dias, camisa 20 do Fluminense relembra lindo drible na vitória por 3 a 1 sobre o Avaí e afirma que se sentiu bem em campo

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Deco voltou. E com estilo. O apoiador participou de apenas 20 minutos da vitória por 3 a 1 sobre o Avaí, nesta quarta-feira, no Engenhão, pelo 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Tempo suficiente para iniciar a jogada do terceiro gol do Fluminense e ainda dar um balãozinho desmoralizante no volante Batista (veja no vídeo ao lado). Após a partida, o camisa 20 comentou o lance.
- A bola veio muito rápida e o domínio era difícil. Acho que ele não acreditou que eu fosse conseguir. E depois eu não tinha outra opção - disse Deco por intermédio de sua assessoria de imprensa.
Diante do Avaí, Deco voltou a vestir a camisa tricolor após 50 dias se recuperando de um estiramento na panturrilha direita e fez sua sétima partida no Brasileirão. Mesmo sem o ritmo de jogo ideal, o apoiador disse ter se sentido bem em campo.
- Me senti bem. Foi bom entrar com a equipe vencendo, porque deu mais tranquilidade na minha volta. Claro que entrei para ajudar a controlar a partida. Depois saiu o terceiro gol e ficou mais fácil - lembrou o jogador.
Deco dá chapeu em Batista durante Flu x Avaí (Foto: Photocamera)Deco no momento exato do balãozinho sobre Batista (Foto: Photocamera)
O elenco do Fluminense se reapresenta já nesta quinta-feira, às 15h30m, nas Laranjeiras. A equipe volta a campo no próximo sábado, diante do Atlético-PR, às 18h (de Brasília), na Arena da Baixada, em Curitiba.

Apoio e preocupação: Inter remói lesão de Damião

Principal jogador do time faz exames à tarde em Porto Alegre e deve ficar 20 dias fora dos jogos

Por GLOBOESPORTE.COM Porto Alegre
leandro damião machucado figueirense x internacional (Foto: Agência Estado)Leandro Damião tem lesão muscular na coxa
direita (Foto: Agência Estado)
Leandro Damião voltará a defender o Inter apenas em meados de outubro. A lesão muscular do principal jogador colorado chega em péssimo momento: é um duro golpe em um time que tenta migrar para a zona de classificação para a Libertadores da América. Quando o jogador caiu no gramado do Orlando Scarpelli, desabaram com ele os 39 gols marcados em 2011, determinantes para os colorados na temporada. O Inter remói a lesão de seu goleador.
Damião fará exames de imagem nesta quinta-feira, em Porto Alegre. A previsão inicial do departamento médico é de que ele fique 20 dias parado. Com isso, certamente desfalcará o Inter contra Atlético-MG, Atlético-PR e Vasco. Talvez possa enfrentar o São Paulo, em 12 de outubro, ou o Avaí, no dia 16.
O momento é de apoio ao jogador. Lesão é novidade para o centroavante, que já começa a receber a força dos colegas.
Temos que torcer para que não seja nada grave. Uma lesão muscular é sempre preocupante. Só nos resta torcer para que não seja tão grave, para não interromper essa sequência que ele vem tendo – disse o meia Andrezinho. A situação preocupa. O Inter deu provas de que é dependente de Damião, o maior artilheiro do país em 2011.
- É um prejuízo grande. Temos que buscar as soluções aqui dentro – afirmou o técnico Dorival Júnior.
O prejuízo não é só para o Inter. Damião certamente seria convocado por Mano Menezes nesta quinta-feira para os jogos da Seleção Brasileira contra Argentina, Costa Rica e México. O treinador, porém, já foi aconselhado a não chamar o atleta. O Inter diz que ele não estará recuperado até lá – as partidas são, respectivamente, em 28 de setembro, 7 de outubro e 11 de outubro.
A lesão abateu Damião. Ao sentar no banco de reservas, o jogador chorou nesta quarta-feira. Depois, ao comentar a situação, mal conseguiu completar a frase. Estava emocionado.
Horas mais tarde, já no hotel onde o Inter ficou concentrado em Florianópolis, Damião usou seu perfil no twitter para falar com os fãs. Agradeceu pelas mensagens de carinho dos admiradores. E avisou:
- Eu vou voltar logo.

Pasteleiro, pescador e vigia: a nada mole vida de jogador de futebol na D

Ao contrário de nomes como R10 e Neymar, a divisão revela atleta como operário padrão, que se desdobra para sustentar família ou realizar sonhos

Por Cahê Mota Direto de Macapá (AP), Plácido de Castro (AC), Rio Branco (AC) e Santarém (PA)
Cordões reluzentes, brincos de diamante nas orelhas, roupas de grifes estrangeiras, carros imponentes e assédio constante de mulheres e fãs. Com essa descrição, não é preciso qualquer outra dica para uma criança matar a charada: trata-se de um jogador de futebol. O estereótipo que se tornou senso comum e empolga milhares de jovens Brasil afora a seguirem os caminhos da bola, porém, está longe de ser padrão. No país do futebol, a realidade é cruel e a imagem ilusória. Longe do glamour da elite, a Série D abriga operários da bola. Profissionais que no lugar dos celulares ou chaves de automóveis, carregam no bolso a carteira de trabalho.
Serie D - Irisvaldo (Foto: Cahê Mota/Globoesporte.com)Lateral do Plácido de Castro, Irisvaldo sustenta a família vendendo pastel (Cahê Mota/Globoesporte.com)
Divisão mais baixa do futebol brasileiro, a Série D é um celeiro de atletas das mais variadas histórias. Todas de superação, nenhuma de luxo. Em visita a região Norte, de futebol menos desenvolvido do país, o GLOBOESPORTE.COM encontrou uma realidade bem diferente dos salários milionários que transformam Ronaldinhos e “Neymares” em espelhos. Com remuneração que varia de um salário mínimo (R$ 545) a R$ 7 mil – passando por jovens que ainda jogam de graça -, a quarta divisão transforma em privilegiado aquele que se dá o direito de viver apenas do esporte que se apaixonou quando criança.
Jogo pelo sonho, não pelo dinheiro. Sei que não vou sair daqui, mas sou feliz como se fosse do Flamengo, Corinthians... Sou realizado"
Irisvaldo, lateral do Plácido de Castro
Vigilante, pescador, eletricista e pasteleiro se dividem entre o sonho da bola e a obrigação de sustentar a família em uma vida dupla que não lhes causa o mínimo constrangimento. Muito pelo contrário. É o caso do acreano Irisvaldo. Nascido em um seringal na Bolívia e registrado em Plácido de Castro, o lateral-direito da equipe que leva o nome da cidade natal vingou tarde no futebol, com 30 anos – hoje tem 33 -, mas se orgulha por fazer do esporte uma diversão diante de uma trajetória marcada por sonhos, dor e superação.
- Nasci no seringal e vim para cidade com oito anos. Meu pai sempre me incentivou a ser profissional e apostou em mim. Quando eu tinha 13 anos, ele se desentendeu com um cara em um campo de pelada, foi esfaqueado e morreu. Ali, acabou o meu sonho. Não tinha quem me apoiasse e não queria mais jogar futebol. Acabei indo morar em uma serraria para trabalhar, onde fiquei por 10 anos. Em 2008, o Plácido virou profissional e abriu para teste. Fiz e fui aprovado. Pude realizar o sonho do meu pai, mesmo depois dessa idade. Jogo pelo sonho, não pelo dinheiro. Sei que não vou sair daqui, mas sou feliz como se fosse do Flamengo, Corinthians... Sou realizado – disse em testemunho que fala por si só.
Pastel, bola e gratidão
Casado e pai de três filhos, Iris recebe R$ 1.500 no atual vice-campeão do Acre. Valor que está na média da maioria dos clubes da Série D, mas abaixo do que fatura no ofício onde realmente tira o sustento da família: comerciante. Lateral-direito por prazer, ele tem como principal virtude o talento na cozinha, onde produz pastéis, coxinhas e rissoles para encomenda. O pastel, no entanto, é a especialidade da casa. De acordo com o pedido, até mil são feitos e entregues diariamente na rodoviária. O lucro mensal? R$ 2 mil líquidos! Irisvaldo cobra R$ 23 por cada cota de 100 pastéis pequenos e R$ 0,75 nos grandes, produzidos nos sabores queijo, carne e misto para serem revendidos a R$ 1.
O sucesso na cozinha faz com que o lateral do Plácido de Castro tenha uma qualidade cada vez mais em falta no futebol: os pés no chão. Sem se iludir, ele sabe que sua trajetória nos gramados não ultrapassará as fronteiras de sua cidade, mas se diz satisfeito, realizado e grato com a história escrita em três anos como profissional.
- Nunca tinha andado de avião, poxa. Realizei esse sonho, fiquei concentrado em grandes hotéis, joguei uma final de estadual, uma competição oficial da CBF... Fiz tudo que sempre imaginei vendo TV. Futebol é um mundo de sonho. Quem dera se todos sentissem esse gostinho.
Os traumas do passado? Ficaram no passado. De cabeça em pé, Irisvaldo não encara, mas desfruta a vida que tem na fronteira com a Bolívia. Com rotina simples, aproveita as folgas quando o time não joga no fim de semana para visitar o seringal onde nasceu. No caminho, onças e outros animais surgem como perigo na caminhada de três horas.
- Nunca reclamei da vida. Sou perfeito, tenho saúde. Quando era pequeno, só tomava café e almoçava. Só fui saber o que era pizza, sorvete, essas coisas, depois de velho. Hoje, sustento minha família, minhas filhas. Sou muito feliz.
Goleiro, pescador e sonhador
Sei que minha realidade hoje é bem diferente, mas quem chegou lá em cima batalhou bastante. Tenho que seguir esse caminho e acreditar que se da Série D só sair um, esse um serei eu"
Adenildo, goleiro do Vila Aurora e pescador
Feliz como Adenildo, companheiro de profissão com história tão parecida e sonhos bem opostos. No auge de seus 17 anos, o goleiro do Vila Aurora (MT) é daqueles que cultiva as mais profundas ambições despertadas pelo futebol. Revelado nas categorias de base do clube de Rondonópolis, estreou como profissional justamente contra o Plácido de Castro de Irisvaldo e de cara com uma goleada de 9 a 1. Placar assustador, mas que não diminui a esperança do jovem. Ele encara como apenas mais um obstáculo, como os que está acostumado a enfrentar diariamente do sítio onde mora até o CT.
- Meu pai é pescador profissional e faço bico com ele. Também quebro um galho de garçom, essas coisas, para ganhar dinheiro e poder treinar. Todo dia acordo por volta das 6h da manhã para ajudar meu pai, vou treinar umas 8h, depois volto para o sítio, que fica a 40km do CT. Pego dois ônibus e depois busco uma carona.
O bico rende cerca de R$ 100 reais por mês ao jovem, que ainda não recebe nada como profissional do Vila Aurora. O valor, para muitos irrisório, é suficiente para alimentar o sonho de Adenildo, que, apesar da goleada, vai guardar para sempre o que viveu na tarde de 10 de setembro, na Arena da Floresta, em Rio Branco, no Acre.
- Foi meu primeiro jogo como profissional, em uma competição oficial da CBF, como titular... Só posso agradecer a Deus. Ele faz sempre o melhor.
Lançado em um funil cada vez mais apertado, o goleiro tem consciência do mundo de ilusões que cerca um iniciante no futebol. Entretanto, prefere se agarrar a minoria que vê a fantasia virar realidade para seguir os passos de um ídolo.
- Meu ídolo é o Júlio Cesar. Sonho um dia chegar onde ele chegou, acredito que posso ser abençoado e seguir essa carreira. Sei que minha realidade hoje é bem diferente, mas quem chegou lá em cima batalhou bastante. Tenho que seguir esse caminho e acreditar que se da Série D só sair um, esse um serei eu.
Em dez meses, cinco dias em casa
Caso não consiga se tornar um novo Júlio Cesar, não faltarão exemplos a Adenildo para mostrar que a luta dos operários da bola não se encerra na primeira frustração. Palco de nômades do futebol, a Série D abriga incontáveis histórias de quem faz do esporte sua profissão padrão e responsável pelo sustento da família sem que necessariamente se iluda com os milhões dos supercraques. É o caso de Lucas, zagueiro de 27 anos do Plácido de Castro.
Nascido em Foz do Iguaçu, no Paraná, fronteira com o Paraguai, ele caminhou bastante até chegar a seu quarto na pousada onde os jogadores placidianos ficam alojados, a menos de 100 metros da Bolívia. São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Tocantins, Goiás, Alemanha e Uruguai fazem parte do currículo do jogador, que já tem compromisso com o Aparecida de Goiânia, da Terceirona de Goiás, quando deixar o Acre.
- A palavra que me guia é esperança. Sei que lá em cima, na elite, as coisas são boas, tem visibilidade, salários altos... Já tive a oportunidade de chegar perto, e se voltei é porque fiz alguma coisa errada. Tenho que trabalhar para acertar. Já pensei em parar, mas surgiu outra oportunidade e acabei persistindo.
Campeão tocantinense pelo Gurupi, neste ano, Lucas passou incrivelmente apenas cinco dias em casa com a família em todo 2011. Tanto sacrifício é justificado pelo prazer de exercer a profissão que escolheu.
- Vale a pena. Faço o que eu gosto, é isso que importa. Tenho que continuar batalhando para poder ajudar minha família, realizar meus sonhos. O que digo aos mais novos é somente para não deixarem de estudar, porque se não der certo no meio do caminho, têm o que fazer.
A perseverança com que Lucas encara o futebol muito tem a ver também com uma verdade revelada por Manoel Paulo, técnico do Vila Aurora. Se os percalços de uma disputa como a Série D podem transformar o mundo da bola em frustração para quem sonhava ser um novo Ronaldinho, estes mesmos se sentem privilegiados em um mercado cada vez mais escasso.
- A Série D é um choque de realidade. Desde que comecei a trabalhar com categorias de base, se eu treinei mil garotos, no máximo dois ou três têm uma estrutura razoável atualmente, com carro e casa. A verdade é bem diferente do que vendem. É importante dizer isso para quem pensa que o futebol é um mar de rosas. E isso está longe da realidade. Não dá para pensar em ser Ronaldinho, Neymar... A verdade é que tem muita gente desempregada.
Labilá, a celebridade da Série D
Serie D - Labilá (Foto: Cahê Mota/Globoesporte.com)Labilá exibe camisa comemorativa pelos 150 jogos
no São Raimundo (Cahê Mota/Globoesporte.com)
Se não dá para ser ídolo nacional, há quem se contente em distribuir autógrafos e fotos nas fronteiras regionais. Campeão brasileiro da Série D pelo São Raimundo em 2009, o goleiro Labilá é apontado como celebridade na pequena Santarém, no interior do Pará. Com 150 jogos recém-completados pelo Pantera, ele se diz plenamente satisfeito com sua realidade.
Dono de casa própria, carro, moto e uma loja, o arqueiro pode ser considerado um popstar para os padrões da quarta divisão, e se comporta como tal.
- Sempre busquei esse reconhecimento como jogador. Não sou ídolo só em minha cidade. Sou ídolo em Manaus, onde joguei três anos, dou autógrafos, tiro fotos, e tudo que envolve minha carreira sai na imprensa. Já no Pará, sou um ídolo estadual. Em todos os lugares que vou, todo mundo me assedia. Sou um cara muito elogiado, até mesmo por ser pequeno e fazer grandes defesas. Algumas vezes, até onde não me conhecem, param e perguntam: “Cadê o Labilá?”.
Com 1,79m, Labilá contrariou prognósticos decepcionantes quando jovem para se tornar um ícone na posição no estado do Pará. Perguntado se uma proposta de equipes em divisões acima o balançaria, a resposta veio de primeira.
- Aqui é minha cidade, conheço todo mundo, a torcida gosta do meu trabalho, me respeita bastante, minha opinião é ouvida no grupo, e isso é o que é importante. Vivo tranquilo com minha família. Minha ideia é viver a carreira por aqui mesmo, fazer história com o São Raimundo.
Quem também quer fazer história no São Raimundo, mas por outros motivos, é o atacante Belo. Aos 30 anos, ele vive sua primeira experiência em uma competição nacional e deixou a família em uma vila distante, no município de Óbidos, interior do Pará, para buscar uma vida melhor. Uma transferência salvadora é vista como utopia, e todo esforço é feito para aproveitar ao máximo o pouco tempo que ainda terá como jogador. Morando no alojamento do clube, ele sequer toca nos R$ 1 mil mensais que recebe e repassa para a esposa, filha e a mãe, que mora sozinha há 16 anos em um quarto alugado.
Tenho alimento e moro no clube. Não posso ficar com o dinheiro. Deposito tudo para minha mãe e minha família"
Belo,  atacante
- Tenho alimento e moro no clube. Não posso ficar com o dinheiro. Deposito tudo para minha mãe e minha família.
Essa realidade simples de “ajudar com o que der” é o que norteia muitos dos jogadores que se aventuram na Série D e têm idade avançada para o mundo da bola. Para eles, carro, acessórios e eletrônicos são supérfluos diante da possibilidade de melhorar de vida.
- Luxo não é para todos. Sou do interior, cheguei ao São Raimundo, e apenas busco uma forma de melhorar minha vida. Luxo, carro, essas coisas, não fazem parte da nossa realidade. O importante é usar o dinheiro para ajudar a família – garante o volante Marcelo Pitbull, de 28 anos, também do São Raimundo.
Estrela em um mundo recheado de caras desconhecidas, o meia Vélber, ex-São Paulo e Paysandu, resume em poucas palavras o sentimento de quem já passou por todas as divisões até defender o time paraense na Série D.
- A realidade aqui é muito diferente. Nunca na minha vida tinha encarado viagens de navio, passar 22 horas, mas... É isso o que tem. O comum aqui é o cara ser guerreiro. O que não podemos é deixar de jogar.
Afinal, o show não pode parar. Com boné para o lado, cordão no pescoço, ou simplesmente com o pés no chão.