quinta-feira, 19 de julho de 2012

Renovado, Massa volta a palco de polêmica ordem da Ferrari em 2010

No GP da Alemanha deste ano, piloto pisa pela 1ª vez em Hockenheim desde episódio da famosa mensagem 'Fernando está mais rápido que você'

Por GLOBOESPORTE.COM Hockenheim, Alemanha
Neste fim de semana, Felipe Massa retorna a Hockenheim dois anos depois do polêmico GP da Alemanha de 2010, marcado pela ordem da Ferrari para que cedesse a vitória ao companheiro Fernando Alonso, em um jogo de equipe que causou revolta no mundo do automobilismo. É a primeira vez que o piloto pisa no circuito desde o episódio, já que em 2011 o GP da Alemanha foi disputado em Nurburgring.
Uma vitória naquele dia 25 de julho de 2010 seria simbólica para Massa. Fazia exatamente um ano do acidente que quase lhe tirou a vida nos treinos classificatórios do GP da Hungria de 2009. E o domingo acabou mesmo sendo marcante, só que pelo lado negativo. Após uma largada fantástica, em que superou Alonso e Sebastian Vettel, o brasileiro liderava a prova quando a 18 voltas do fim recebeu a famosa mensagem pelo rádio “Fernando está mais rápido que você”. Depois de resistir inicialmente, ele cedeu a liderança ao espanhol e terminou na segunda posição.
Chefe da Ferrari com Alonso e Massa no pódio da Alemanha em 2010: situação constrangegora (Foto: AFP)Chefe da Ferrari com Alonso e Massa no pódio da Alemanha em 2010: situação constrangegora (Foto: AFP)
- Isso deve ter abalado a auto confiança dele. Felipe foi sentindo perder espaço dentro da equipe para Alonso. E quando veio aquela ordem, a casa dele caiu. Seria sua recuperação, era um ano depois do acidente em que ele quase morreu. Era simbólico. Aquilo teria mudado a história. Ali ele percebeu que não tinha o apoio que tinha antes – analisou o comentarista da TV Globo, Luciano Burti.
E de lá para cá, os resultados realmente não são bons. Antes do episódio, o piloto obteve 30 pódios em 72 corridas. Depois, foram apenas dois em 37 provas, nenhum no lugar mais alto. Mas a maré parece ter mudado e a confiança está de volta. Ciente de que os maus resultados influíram no lado psicológico, Massa admitiu ter buscado ajuda especializada recentemente. Renovado e motivado com as boas atuações nas últimas provas e o 4º lugar no GP da Inglaterra, o brasileiro retorna ao palco do indigesto episódio. Quem sabe o GP da Alemanha deste ano marque uma nova reviravolta na carreira de Massa, dessa vez para os áureos tempos de 2008, quando lutou até a última curva pelo título mundial.
O GP da Alemanha, décima etapa da temporada 2012, será disputado de 20 a 22 de julho.
Os treinos livres começam nesta sexta-feira (5h, horário de Brasília) e terão transmissão do SporTV. O treino classificatório está marcado para sábado, 9h, mesmo horário da prova no domingo, ambos com transmissão ao vivo da TV Globo. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real, com vídeos.
header fórmula 1 - sinal verde (Foto: arte esporte)
Vencedor do GP da Inglaterra e com contrato recém-renovado com a RBR, Mark Webber chega em alta à Alemanha. Depois de ver o companheiro Vettel conquistar os dois últimos títulos mundiais, o australiano tem dado o troco em 2012. Venceu duas provas este ano e é vice-líder do campeonato, com 116 pontos, 16 a mais que o alemão.
header fórmula 1 - sinal vermelho (Foto: arte esporte)
Lewis Hamilton festejar em um hotel com DEZ mulheres (Foto: divulgação / The Sun)Hamilton  foi assunto nos tablóides ingleses
(Foto: divulgação / The Sun)
Lewis Hamilton completará, na Alemanha, seu 100º grande prêmio da carreira na Fórmula 1. Entretanto, o piloto da McLaren não tem muitos motivos para comemorar: vem de um resultado decepcionante diante de sua torcida – oitavo lugar no GP da Inglaterra. Mesmo assim, o inglês arranjou um jeito de celebrar e foi assunto no mundo inteiro em razão de uma “festinha” recheada de mulheres que deixou a namorada, a ex-Pussycat Doll Nicole Scherzinger irritadíssima.

header fórmula 1 - o circuito (Foto: arte esporte)
Mapa circuito GP da Alemanha Hockenheim (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)
header fórmula 1 - no ano passado (Foto: arte esporte)
Soberano por quase toda a temporada 2011, Vettel se viu apenas como coadjuvante logo na corrida diante de sua torcida. O alemão viu Lewis Hamilton tomar o papel de protagonista e dominar o circuito de Nurburgring praticamente do início ao fim. Em dia brilhante, o piloto da McLaren levou a melhor na disputa com Alonso e Webber. Massa também teve a chance de superar Vettel, mas perdeu o quarto lugar nos boxes, no fim da prova. Com problemas no motor da Williams, Rubens Barrichello abandonou logo no início.
horário gp da alemanha (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)

José Aldo: 'Vou me preparar em dobro para dar um grande show no Rio'

Lutador defenderá pela segunda vez consecutiva o cinturão dos pesos-penas do UFC, no Rio de Janeiro, e elogiou Erik Koch

Por SporTV.com Rio de Janeiro
José Aldo UFC (Foto: Adriano Albuquerque)José Aldo voltará a lutar no UFC Rio III
(Foto: Adriano Albuquerque)
Confirmado pelo UFC como evento-principal do UFC Rio III, José Aldo defenderá pela segunda vez seguida o cinturão dos pesos-penas no Rio de Janeiro, cidade onde treina e mora, agora contra Erik Koch. O manauara revelou estar feliz por lutar novamente na Cidade Maravilhosa e elogiou o americano.
- Sou um felizardo por poder lutar em casa duas vezes seguidas. Já sinto a mesma energia, talvez até mais renovada. Em janeiro (UFC 142), já deu para sentir bem a força da galera. Foi o máximo. Se para aquela luta me preparei bastante, agora vou me preparar em dobro para dar mais um grande show para os meus fãs - disse o campeão.
Aldo fará sua quarta defesa de cinturão no UFC e a sexta no total, já que era campeão do WEC, evento absorvido pelo Ultimate no ano passado. Ele não luta desde janeiro, quando esteve na segunda edição do UFC Rio e nocauteou o americano Chad Mendes na luta principal da noite.
Erik Koch tem 23 anos, 13 vitórias e apenas uma derrota na carreira. A última luta dele foi em setembro do ano passado, quando venceu Jonathan Brookins por decisão unânime dos jurados. O único revés da carreira de Koch foi justamente para Mendes, derrotado pelo brasileiro em seu último combate
- É um grande lutador e fez por onde para receber essa chance, mas lá dentro eu vou defender ao máximo a minha torcida e meu país. O Koch tem um bom jogo em pé, por conta do kickboxing. O público só tem a ganhar com isso - afirmou o campeão.
jose aldo chad mendes UFC RIO (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Após vitória no UFC Rio II, campeão foi pra galera (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
O UFC Rio III já tem quatro brasileiros confirmados no card. Além de Aldo, Glover Teixeira enfrenta o americano Rampage Jackson, e Rony Jason, campeão dos pesos-pena do TUF Brasil, ainda aguarda oponente. Vitor Belfort foi o primeiro a anunciar que lutaria no evento, e também não tem rival definido. O meio-médio Erick Silva é outro que está cotado para compor a programação.

Musa paraguaia do lançamento de dardo treina para os Jogos de Londres

Atleta e modelo Leryn Franco, eleita a mais sexy do mundo em 2010 por revista americana, se prepara para Olimpíadas com a equipe de atletismo do seu país

Por GLOBOESPORTE.COM Assunção, Paraguai
A oito dias das Olimpíadas de Londres, os atletas fazem os últimos ajustes para tentar brilhar na maior competição poliesportiva do mundo. E com as musas a coisa não é diferente. Eleita a mulher mais sexy do mundo em 2010 por uma revista americana, Leryn Franco treina duro com a equipe de atletismo do Paraguai, em Assunção, para lutar por uma medalha no lançamento de dardo.
Além de atleta, a bela paraguaia também trabalha como modelo, mas evita comparações com Larissa Riquelme, que roubou a cena na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. As disputas do atletismo em Londres começam no dia 3 e vão até 12 de agosto, último dia dos Jogos.
Leryn Franco no treino do lançamento de dardo do Paraguai (Foto: AFP)Leryn Franco aprimora técnica para fazer bonito em Londres no lançamento de dardo (Foto: AFP)
Leryn Franco no treino do lançamento de dardo do Paraguai (Foto: AFP)Paraguaia se alonga antes do treino com a equipe de atletismo do país (Foto: AFP)
Leryn Franco no treino do lançamento de dardo do Paraguai (Foto: AFP)Mesmo levantando peso e fazendo 'cara feia', a musa não perde o encanto (Foto: AFP)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Juninho completa 350 jogos pelo Vasco e ganha camisa especial

Meia entrará em campo com número representando as vezes que defendeu o clube em dourado

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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Quando entrar no campo do Morumbi na noite desta quarta-feira, Juninho completará nada menos do que 350 jogos com a camisa do Vasco. Para celebrar a marca, o Reizinho da Colina jogará com uma camisa especial com o número 350 em dourado. Em São Paulo concentrado para a partida, o meia posou com o uniforme comemorativo. A foto foi divulgada no Twitter oficial do clube.
juninho pernambucano vasco camisa 350 jogos (Foto: Reprodução / Twitter)Juninho entrará em campo com camisa em homenagem a seus 350 jogos pelo Vasco (Foto: Reprodução / Twitter)
Aos 37 anos, Juninho foi duas vezes campeão brasileiro pelo Vasco (1997 e 2000), conquistou a Libertadores de 1998, o Estadual do mesmo ano, a Mercosul de 2000, além do Torneio Rio-São-Paulo de 1999.

Superior, Vasco vence o São Paulo e segue na cola do líder Atlético-MG

Time carioca dominou a partida e, comandado por Juninho, só não saiu do Morumbi com uma goleada porque parou nas mãos do goleiro Denis

Por Marcelo Prado São Paulo
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Por enquanto, a troca de técnico não fez diferença no São Paulo. Emerson Leão saiu, Ney Franco foi contratado e o time segue sem organização tática e se distanciando dos líderes do Campeonato Brasileiro. Bom para o Vasco, que foi ao estádio do Morumbi na noite desta quarta-feira, atuou como se estivesse em São Januário tamanho o domínio que impôs, e acabou com o 100% de aproveitamento do Tricolor em casa na competição. No fim, a vitória por 1 a 0 fez jus ao melhor time, mas não refletiu o que as duas equipes apresentaram.
Comandado por Juninho, que ditou o ritmo do meio-campo, o time de Cristóvão Borges mostrou que é forte candidato ao título brasileiro. Com o triunfo, o sétimo em dez partidas disputadas, o time assumiu a vice-liderança, com 23 pontos, dois a menos que o líder Atlético-MG.
Já o São Paulo, que estacionou nos 16 pontos, entrou em campo diante de seu torcedor sonhando com uma vaga no G-4 e terminou a rodada na sétima colocação.
Os dois times voltarão a campo no próximo final de semana. O Vasco receberá a visita do Santos em São Januário, às 18h30m. Um dia depois, o São Paulo buscará a reabilitação no Campeonato Brasileiro no domingo, contra o Figueirense, em Florianópolis, às 16h.
Denis, Juninho, São Paulo x Vasco (Foto: Idário Café / Vipcomm)Vascaíno Juninho dá trabalho para o goleiro Denis, do São Paulo (Foto: Idário Café / Vipcomm)
Com Juninho calibrado, Vasco sobra em campo
O primeiro tempo começou com o São Paulo melhor e terminou com o Vasco absoluto em campo. No Tricolor, Ney Franco surpreendeu ao escalar o garoto João Schmidt, cria das categorias de base, na vaga de Casemiro. Com isso, o losango usado sem sucesso no clássico contra o Palmeiras deu lugar a um quadrado no meio-campo. Já o Vasco, que entrou em campo com seis desfalques, sofreu para encaixar sua marcação nos primeiros dez minutos.
Nesse período, o Tricolor teve duas boas chances para abrir o marcador. Na primeira, Prass defendeu chute de Luis Fabiano. Na segunda, Cícero acertou o travessão. Foi tudo que o time de Ney Franco produziu na etapa inicial. Após os 15 minutos, o Vasco se encontrou em campo e tomou conta da partida. O gol perdido por Diego Souza deu amostra do que seria o restante do jogo. Inteligentemente, Cristóvão Borges colocou William Barbio nas costas de Cortez, pelo lado esquerdo, e Diego Souza, na direita, na lacuna que era deixada por Douglas. Isso desmontou a marcação tricolor.
O problema era que seu meio-campo não existia. Nilton tomou conta de Jadson na etapa inicial. Cícero, após o chute perigoso no início, não acrescentou mais nada ao time, enquanto que o garoto João Schmidt claramente sentiu sua estreia. Do lado contrário, o Vasco tocava a bola tranquilamente em campo, valorizava ao máximo a posse de bola e isso enervava ainda mais a equipe da casa.
A situação se complicou ainda mais para o São Paulo aos 28 minutos, quando os donos da casa perderam Osvaldo, machucado. O jovem Rafinha entrou no lugar do atacante e também pouco acrescentou ao setor ofensivo tricolor.
Até o apito para o intervalo de Leandro Vuaden, pode-se dizer que o Tricolor teve muita sorte em sair do gramado com a igualdade no marcador. Em duas faltas, Juninho Pernambucano levou Denis ao desespero. Na primeira, o goleiro fez bela defesa. Na segunda, a bola foi no travessão. O veterano da Colina, que completava seu jogo de número 350, ainda levou perigo em chute de fora da área, novamente defendida pelo goleiro são-paulino.
Luis Fabiano São Paulo x Vasco (Foto: Idário Café / VIPCOMM)Luis Fabiano disputa jogada com o zagueiro Dedé (Foto: Idário Café / VIPCOMM)

Visitantes abrem o placar e tricolores protestam
Com os laterais perdidos na marcação e um meio-campo que vacilou em muitos momentos, Ney Franco resolveu mexer no esquema tático no intervalo, saindo do 4-4-2 para o 3-5-2, com a entrada de João Filipe na vaga de João Schmidt. Porém, o time mal teve tempo para se acostumar com a alteração. No primeiro ataque, o Vasco abriu o placar. Fagner recebeu de William Barbio nas costas de Cortez, invadiu a área e bateu de pé direito. Denis falhou e a bola entrou: Vasco 1 a 0, com absoluta justiça.
Em desvantagem, o São Paulo se perdeu em campo. Ney Franco ainda tentou uma nova cartada, com Ademilson na vaga de Cícero. Porém, as coisas ficaram ainda mais complicadas aos 12, quando Rodrigo Caio, que já tinha cartão amarelo, colocou a mão na bola e foi corretamente expulso. Com a vantagem numérica também, Cristóvão Borges sacou o volante Wendel, que fez boa estreia, e colocou o meia Carlos Alberto para dar ainda mais força ao ataque.
Aos 23, a torcida presente ao estádio do Morumbi perdeu a paciência de vez e passou a atacar o presidente Juvenal Juvêncio.
- O Juvenal, vai se f..., o meu São Paulo não precisa de você!!
Depois, sobrou para os jogadores:
- Vergonha, vergonha, time sem vergonha!!
Em campo, a equipe lutava, mas pecava pela falta de qualidade. Jadson não criava nada. A única chance surgiu aos 28, quando Luis Fabiano recebeu sua única assistência na partida e tocou na saída de Fernando Prass, à direita da meta vascaína. No mais, a bola ficou o tempo todo nos pés dos visitantes. E o Vasco ainda perdeu várias chances de marcar. João Filipe evitou um gol de Alecsandro e Denis ainda fez mais três defesas em chutes de Juninho Pernambucano e Carlos Alberto.
No fim, vaias e mais vaias no Morumbi para um time que, se não sofrer uma profunda reviravolta, já pode começar a pensar em 2013. Já o lado cruz-maltino dorme na vice-liderança e sonhando com o título do Brasileirão.

Vasco formaliza extensão do contrato de Felipe até o fim de 2013

Acordo celebrado em janeiro é oficializado. Assim, está confirmada mais uma permanência no elenco cruz-maltino

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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felipe vasco treino (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco)Felipe tem novo contrato com o Vasco
(Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco)
Na noite da última terça-feira, Vasco e Felipe formalizaram a extensão de um casamento que já dura muitos anos. O meia finalmente oficializou a prorrogação de seu contrato com o clube, que inicialmente terminava no fim de 2012. O novo vínculo, que se encerra em 31 de dezembro de 2013, foi confirmado pela CBF em seu Boletim Informativo Diário.
O acordo para o novo contrato foi feito em janeiro de 2012. No entanto, até então ele não havia sido formalizado por clube e jogador. A assinatura do vínculo reforça a ligação de Felipe com o Vasco, clube ao qual chegou aos 9 anos de idade e pelo qual conquistou alguns dos títulos mais importantes da história.
Recentemente a diretoria confirmou a permanência de outros jogadores considerados importantes no elenco. Além da renovação com Juninho Pernambucano até de o fim do ano, o Vasco estendeu o contrato de Dedé até o fim de 2015 e comprou os direitos de Eder Luis e Fellipe Bastos, que estavam emprestados pelo Benfica, de Portugal.
 

Corinthians impõe superioridade e passeia no Engenhão: 3 a 0 no Fla

Chamado de Tufão pelos companheiros, Douglas marca dois gols na vitória do Timão, que provoca a ira da torcida rubro-negra presente ao estádio

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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De um lado, o atual campeão brasileiro e da Libertadores. Do outro, uma equipe que sequer chegou a uma final de turno no Campeonato Carioca e não consegue emplacar uma boa atuação no Brasileirão. A diferença técnica entre os times de Corinthians e Flamengo na atualidade ficou clara no Engenhão nesta quarta-feira. Superior do início ao fim do jogo, o Timão ainda desperdiçou um pênalti com Emerson, mas derrotou o Rubro-Negro por 3 a 0 e chegou a 11 pontos, subindo para o 13º lugar no Brasileiro. Já os cariocas caíram para a 10ª posição, com 15 pontos, e provocaram a ira da torcida. Os últimos minutos da partida transcorreram com gritos de protestos contra a presidente Patricia Amorim e o técnico Joel Santana.
No primeiro jogo do Corinthians desde a negociação de Alex com o Al Gharafa, do Catar, Douglas assumiu a posição com brilho. Chamado de Tufão por seus companheiros por causa de sua briga com a balança, o jogador mostrou que os cinco quilos perdidos no último mês surtiram efeito e marcou dois gols, aproveitando a chance de jogar ao lado dos titulares depois de várias partidas com a equipe reserva. Danilo completou o placar com um lindo chute. Já o Flamengo sofreu com os erros individuais de Bottinelli e Renato nos gols de Douglas e com a falta de criatividade da equipe, que pouco ameaçou o gol de Cássio. O confronto dos dois clubes de maior torcida no país contou com 12.027 torcedores pagantes no Engenhão.
Depois de um início difícil no Brasileirão por causa das atenções voltadas para a Libertadores, o Corinthians conseguiu nesta quarta sua primeira vitória fora de casa. O Flamengo perdeu seu primeiro jogo como mandante - no Engenhão, o time já havia sido derrotado pelo Fluminense em clássico no qual o Tricolor tinha o mando de campo.
Amplo domínio corintiano
Antes do jogo, Tite agradeceu a Joel Santana por suas dicas antes do confronto com o Emelec, pela Libertadores. Mas as gentilezas pararam por aí. Com revezamento constante, sem guardar posição, Danilo, Emerson e Romarinho causaram dor de cabeça à defesa do Flamengo desde o início do jogo. A primeira chance começou em boa jogada de Romarinho e Danilo pela direita e passou pela finalização de Paulinho antes de chegar às mãos de Paulo Victor.
Com problemas na defesa, o Flamengo também encontrava dificuldades na criação e mal conseguia se aproximar da área corintiana. Com marcação implacável e ótima atuação de Ralf, o Timão roubava a bola com frequência no meio-campo e saía em velocidade. Em certo momento do primeiro tempo, a partida se transformou num duelo entre Romarinho e Paulo Victor. O xodó corintiano finalizou três vezes entre os 14 e os 20 minutos, porém o goleiro rubro-negro trabalhou bem em todas as oportunidades.
A defesa rubro-negra segurava o ataque corintiano aos trancos e barrancos, mas não contava com o erro individual de Bottinelli, que perdeu a bola para Douglas no campo de defesa. O meia do Timão avançou sozinho e chutou cruzado para abrir o placar.
No primeiro bom ataque do Flamengo, Bottinelli, que a essa altura era vaiado pela torcida, sofreu falta de Chicão a um passo da linha da grande área. Mas a cobrança retratou o desenrolar do jogo no primeiro tempo: o meia argentino rolou para Renato, que errou o chute e armou contra-ataque do Corinthians. Emerson correu o campo inteiro e foi desarmado por Magal já na meia-lua da área de Paulo Victor.
Com o domínio da partida, o Timão ampliou a vantagem após outra falha individual de um rubro-negro: aos 39 minutos, Renato, ao tentar desarmar Paulinho, tocou de calcanhar para a entrada da área. Douglas chutou de primeira e marcou seu segundo gol na partida.
Rubro-Negro não esboça reação
O Flamengo voltou para o segundo tempo com o garoto Adryan na vaga de Bottinelli. Mesmo com mais posse de bola, o Rubro-Negro continuava distante da área defendida por Cássio. Logo no início, Emerson perdeu boa chance após passe de Paulinho. O terceiro gol saiu aos nove minutos, depois de linda jogada coletiva: Douglas recebeu de Alessandro e tocou com o lado do pé para Romarinho, que encontrou Danilo livre na esquerda. O camisa 20, de primeira, acertou belo chute à direita de Paulo Victor.
Joel Santana voltou a apostar na garotada ao trocar Hernane por Mattheus, aos 20 minutos. Mas outro apagão de um jogador rodado proporcionou grande chance ao Corinthians, aos 25, quando Airton cometeu pênalti infantil em Emerson. Foi a senha para os torcedores rubro-negros começaram a xingar a presidente Patricia Amorim. Porém, logo depois eles finalmente tiveram um motivo para comemorar, quando Paulo Victor defendeu a penalidade batida pelo Sheik.
Após gritar o nome do goleiro, a torcida passou a pegar no pé de Joel Santana e um grupo chegou a ficar de costas para o gramado como forma de protesto, aos gritos de "time sem vergonha". Já o maior ídolo do clube foi lembrado com o coro de "Zico é o nosso rei".
Nos últimos minutos, o Corinthians apenas tocou a bola para administrar a vantagem, enquanto o Flamengo não conseguia esboçar qualquer reação.
Leandro sai do banco, marca dois, e Grêmio vira contra Sport no Olímpico
Em baixa, com poucas chances até então, atacante se mostra decisivo diante dos pernambucanos, que acumulam quatro derrotas no Brasileiro
 
DESTAQUES DO JOGO
  • o nome do jogo
    Elano
    Em sua estreia no Olímpico, o meia teve outra boa atuação. Fez a jogada do primeiro gol, foi quem mais finalizou (seis) e o mais caçado em campo.
  • carrasco
    Felipe Azevedo
    O atacante já havia marcado três vezes contra o Grêmio, com a camisa do Ceará. Desta vez, pelo Sport, voltou a incomodar os gaúchos, abrindo o placar.
  • deu certo
    Leandro
    Quando Luxa chamou Leandro, poucos acreditaram. No entanto, o atacante de 19 anos entrou e marcou dois gols - o da virada e o terceiro.
A CRÔNICA
por Hector Werlang
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Quando Vanderlei Luxemburgo chamou Leandro do banco de reservas, o Olímpico caiu em descrédito. Afinal, o técnico apostaria em um atacante que não marcava gol havia quase um ano para fazer o Grêmio virar um complicado jogo contra o Sport. Àquela altura, o duelo estava empatado por 1 a 1. Quatro minutos após a substituição, com dois gols, o atacante de 19 anos mudou a história de um jogo que pode determinar o embalo do time gaúcho no Brasileirão.
A vitória por 3 a 1 na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre, a segunda seguida na competição, deixou o Grêmio temporariamente na zona da Libertadores. É o quarto colocado, com 18 pontos, e seca Inter ou São Paulo para permanecer no grupo. O Sport encerrou uma série de três jogos sem perder. Permanece com 12, temporariamente em 12º.
Destaque da partida, Leandro minimizou a sua atuação individual, de dois gols decisivos na etapa final. E sobraram agradecimentos a Vanderlei Luxemburgo.
- O mais importante foram os três pontos. O Luxa me deu oportunidade e aproveitei da melhor forma possíve - ressalvou.
Agora, os times se preparam para a rodada do final de semana. O Grêmio desafia o Botafogo no domingo, às 18h30m, no Rio de Janeiro, na partida que deve marcar a estreia de Seedorf. Kleber, que recebeu o terceiro cartão amarelo, já é desfalque certo. Um dia antes, no mesmo horário, em Recife, o Sport recebe o Atlético-MG.
Marcelo Moreno, Grêmio x Sport (Foto: Alexandro Auler / Agência Estado)Marcelo Moreno comemora seu gol, o de empate do Grêmio (Foto: Alexandro Auler / Agência Estado)
Retranca ofensiva

Pode uma equipe atuar retrancada, ter as melhores chances e ainda marcar um gol? No futebol, pode. Foi o que aconteceu no primeiro tempo. Se por momentos atuou com 11 jogadores no campo de defesa, o Sport se revelou um time bem montado, rápido na saída de bola e perigoso no ataque. Azar do Grêmio.

O time de Vanderlei Luxemburgo ainda busca a sua identidade. Depois de superar o Cruzeiro na rodada passada, dava pinta de embalar. O técnico, ao convocar a torcida a ajudar, admitiu estar devendo em apresentações em casa.

Embora com a iniciativa, o Grêmio foi uma repetição de si mesmo na temporada. Poucos dribles, quase nenhuma infiltração ou inexistência de chegada de trás facilitaram a marcação pernambucana - o mesmo ritual das derrotas para Palmeiras (Copa do Brasil) e Atlético-MG, citadas como exemplo da dívida mencionada por Luxa. Nem a bola na trave em cobrança de Elano ou o giro de Kleber sob Edcarlos seguido de chute com defesa de Magrão conseguiram alegrar o público presente na etapa inicial.
A criatividade foi outra marca da equipe de Vagner Mancini. Marquinhos Gabriel, de falta, e Gilberto, da marca do pênalti, obrigaram Marcelo Grohe a defesas difíceis. Coube, então, a Felipe Azevedo fazer o gol. Aos 38 minutos, Tobi inverteu da direita para esquerda, Reginaldo cruzou e o atacante subiu mais do que a zaga para vencer o goleiro rival com uma cabeçada cruzada: 1 a 0. Um gol de centroavante.
Moreno empata o jogo

O panorama da partida se manteve idêntico ao primeiro tempo, com um adendo preocupante ao Grêmio: os atacantes não conseguiram criar chances dentro da área. Assim, os chutes de longe viraram alternativa. Elano e Fernando, porém, erraram na pontaria.

Luxa decidiu agir aos 14 minutos, ao trocar Fernando por Leandro. Sem um volante e com um atacante a mais, o esquema mudou do 4-4-2 para o 4-3-3. A pressão aumentou. Mas só com uma jogada individual, o improviso, o drible, a qualidade técnica, algo reivindicado pelo comandante faz tempo, o gol saiu. Elano passou por três, desmontou a retranca e serviu Kleber. O Gladiador bateu cruzado, e Magrão fez boa defesa, mas não conseguiu segurar a bola. Marcelo Moreno aproveitou e marcou: 1 a 1, aos 18 minutos.

O gol deu nova vida ao Grêmio. O Sport acusou o golpe e perdeu a arma do contra-ataque. A virada foi ficando madura. Até que, aos 27, Leandro usou do mesmo expediente de Moreno. Tony havia cruzado da direita, e Kleber, cabeceado para ótima defesa de Magrão, porém, com rebote. O jovem fuzilou. Voltou a marcar após 11 meses e 15 dias de jejum - o último havia sido no empate por 2 a 2 com o Atlético-MG no Brasileirão do ano passado.

Ele ficou com gosto de quero mais. Aos 34, após boa troca de passes entre Zé Roberto, Kleber e Elano, o atacante recebeu livre dentro da área e desviou para decretar o 3 a 1. O Grêmio de Leandro começa a embalar no Brasileirão.
 
Em jogo ruim, Cruzeiro aproveita as chances e derrota Portuguesa
Com dois gols em cinco minutos, equipe celeste acaba com série de três derrotas e volta para casa com três pontos. Lusa segue próxima ao Z-4
 
 
DESTAQUES DO JOGO
  • nome do jogo
    W. Paulista
    Mais uma vez ele, o artilheiro do time na temporada, foi o responsável por abrir o placar para o Cruzeiro.
  • lance capital
    33 do 2º tempo
    A partida, que se encaminhava para um 0 a 0, mudou quando o pênalti foi marcado. Borges sofreu a falta, com WP9 convertendo.
  • a decepção
    Dida
    A expectativa era que o paredão rubro-verde pudesse fechar o gol, o que conseguiu até os 33 do 2º tempo. Após o primeiro gol, se mostrou inseguro e levou mais um
A CRÔNICA
por Marco Antônio Astoni
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O duelo não foi dos melhores. Longe disso, na verdade. Portuguesa e Cruzeiro até se esforçaram, mas a pouca criatividade dos dois times resultou num jogo muito fraco tecnicamente na noite desta quarta-feira, no Canindé. Melhor para a raposa, que soube aproveitar as chances que teve e venceu a Lusa por 2 a 0, gols de Wellington Paulista e Diego Renan.
Com o resultado, o time mineiro, que vinha de três derrotas, chega aos 17 pontos na tabela, momentaneamente na sexta posição. Já a Lusa, que agora acumula quatro jogos sem vencer, segue com oito pontos, em 15º lugar, próximo à zona de rebaixamento.
O primeiro tempo da partida foi uma punição aos torcedores que encararam a noita fria em São Paulo para assitir ao jogo. Com pouca criatividade, as equipes dos técnicos Geninho e Celso Roth levaram pouco perigo aos gols adversários. Montillo, cérebro do time e que completava a partida de número 100 com a camisa azul, pouco fez.
Na volta para a etapa complementar, um pouco de qualidade se fez presente em campo. O Cruzeiro perdeu uma ótima chance logo no início, com Bores. Dida fez boa defesa. À Portuguesa restava partir nos contra-ataques, já que os visitantes tinham maior posse de bola.
A partida só enquentou de vez quando tudo se encaminhava para um 0 a 0, o que seria até justo. Mas Borges foi derrubado na grande área, aos 33 minutos. Pênalti que Wellington Paulista, como sempre, se preparou para bater. No confronto com o gigante Dida, bola para um lado, goleiro do outro. Cinco minutos depois, Diego Renan arrancou e, da entrada da área, fez o segundo do time mineiro.
A Lusa volta a campo neste sábado, contra o Corinthians. O jogo será às 21h (de Brasília), no Pacaembu. Já o Cruzeiro pega o Flamengo no Independência, domingo, às 16h (de Brasília). Os confrontos serão válidos pela 11ª rodada do Brasileirão.
Sofrível, para dizer o mínimo
Os primeiros minutos do jogo foram de muito respeito e estudo, de ambas as partes. Com as duas defesas fechadas, os espaços eram poucos, e a tentativa mais frequente de conclusão a gol era através dos chutes de média e longa distância. Moisés e Diego Viana, pela Portuguesa, e Montillo e Willian Magrão, pelo Cruzeiro, foram alguns dos que experimentaram Fábio e Dida, sempre sem sucesso.
Wellington Paulista e Gustavo, Portuguesa x Cruzeiro (Foto: Marcos Bezerra / Agência Estado)Wellington Paulista fez o primeiro gol da vitória do Cruzeiro (Foto: Marcos Bezerra / Agência Estado)
O Cruzeiro percebeu que só levaria algum perigo ao adversário se passasse a jogar pelas pontas, por isso Montillo e Tinga passaram a buscar alternativas pelos lados do campo. Os laterais Ceará (que fez a estreia com a camisa azul) e Diego Renan mais defendiam do que atacavam. A Portuguesa tentou algo semelhante. Moisés era o principal responsável em chegar àquele setor do campo, mas o fazia, na maioria das vezes, carregando a bola.
O fato é que se sobrava transpiração, faltava inspiração a Lusa e Raposa. O jogo era muito fraco tecnicamente, sem jogadas mais agudas, apesar da grande correria. Dida e Fábio eram espectadores de luxo na partida. Assim acabou se arrastou sem emoção até o fim do primeiro tempo, com esporádicas tentativas de gol.
Fatura liquidada apenas no fim
O segundo tempo foi bem melhor e mais disputado do que o primeiro. Até mesmo porque piorar era tarefa complicada. O Cruzeiro voltou em cima da Portuguesa e em menos de sete minutos já havia feito muito mais dos que nos 45 iniciais. O time celeste perdeu duas boas chances de gol. Primeiro com Borges, que arrancou e bateu para excelente defesa de Dida. Depois com Wellington Paulista, após grande jogada de Willian Magrão concluída pelo atacante com muito perigo.
Acuada na defesa, a Lusa teve que sair para o jogo, o que deixou esse setor mais aberto. É bem verdade que o time paulista também passou a marcar mais presença no campo de ataque, incomodano o sistema defensivo do Cruzeiro. Quando o ímpeto dos visitantes parecia ter diminuído, Borges foi derrubado por Rogério na área. Pênalti e cartão vermelho para o zagueiro. Wellington Paulista encarou o gigante Dida, mas manteve a tranquilidade habitual e cobrou com perfeição, aos 33, abrindo o placar no Canindé.
Um minuto depois, o time mineiro quase ampliou. A Lusa se mandou para a frente, e, num contra-ataque rápido, Montillo serviu a WP9, que deu um toque sobre Dida e viu a bola caprichosamente sair pela linha de fundo. Um segundo contragolpe, porém, foi mortal, e o Cruzeiro liquidou a fatura. Diego Renan arrancou do próprio campo, livre de marcação, e, da entrada da área, fuzilou Dida para fazer o segundo gol do time mineiro.
Kieza estreia, marca dois gols e dá vitória ao Náutico sobre a Ponte Preta
Artilheiro da Série B 2011 pelo Timbu, atacante mostra faro de gol em dia, fez a alegria da torcida e freia sequência da Macaca, que vinha de bons resultados
 
 DESTAQUES DO JOGO
  • o nome do jogo
    Kieza
    Artilheiro da Série B 2011 pelo Náutico, Kieza mostrou que não desaprendeu o ofício de marcar gols. Ele fez dois gols e garantiu a vitória alvirrubra.
  • arbitragem
    críticas
    Marcelo Henrique (Fifa/RJ) anulou um gol de Kieza corretamente, mas foi muito contestado no 2º tempo. Alvirrubros reclamaram de um pênalti não marcado.
  • as decepções
    Araújo e Roger
    O artilheiro do Náutico jogou mais recuado para servir Kieza e pouco produziu. Roger, da Ponte, também não conseguiu repetir o futebol da rodada passada.
A CRÔNICA
por Franco Benites
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A noite foi de festa nos Aflitos. Além de ver a reestreia do atacante Kieza, a torcida do Náutico comemorou a vitória diante da Ponte Preta nesta quarta-feira, em jogo válido pela 10ª rodada do Brasileirão. Os pernambucanos fizeram valer o caldeirão alvirrubro e venceram por 3 a 0. Para delírio dos torcedores do Timbu, o estreante da noite marcou duas vezes (aos 36 minutos do primeiro tempo e aos 43 da etapa final). Souza, aos 15 do segundo tempo, assinalou o outro gol.

Com a vitória, o Náutico foi 13 pontos e se afastou da zona de rebaixamento. O bom desempenho do Timbu nesta quarta-feira interrompeu a série de vitórias da Ponte Preta. A Macaca, que havia batido o Palmeiras e goleado o Coritiba nas duas últimas rodadas, não conseguiu imprimir o seu futebol no Recife e estacionou nos 15 pontos. O público dos Aflitos nesta quarta foi 12.606 torcedores para uma renda de R$ 92.800,00.

O estreante da noite era só alegria com a estreia. Após o fim do jogo, ele foi até o alambrado comemorar com a torcida.

- Senti um pouco o ritmo de jogo, mas consegui ir até o fim.  Estou feliz pelos gols e mais ainda pela vitória - disse Kieza.

Pela Ponte Preta, o goleiro Edson Bastos resumiu como foi a noite nos Aflitos.

O Náutico jogou melhor, pressiou o jogo inteiro e foi merecedor do resultado.
Na próxima rodada, o Náutico vai até a Arena Barueri para enfrentar o Palmeiras no domingo, às 16h. A Ponte Preta jogará em casa no mesmo dia às 18h30m. A Macaca receberá o Fluminense no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
náutico x ponte preta (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Nos Aflitos, Náutico parou sequência de vitórias da Ponte Preta  (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Times apostam no ataque

Os jogadores do Náutico e da Ponte Preta entraram em campo dispostos a buscar o ataque desde o minuto inicial, mas o primeiro momento de perigo foi a favor dos visitantes. Com um minuto, o atacante Araújo errou na saída de bola, que acabou sobrando para Nikão. O jogador da Macaca arriscou o primeiro chute a gol do jogo para a defesa do goleiro Felipe.

Depois desse lance, o Náutico tentou chegar ao ataque, mas de maneira desarticulada acabava perdendo a bola para a zaga da Ponte Preta. Aos seis minutos, os visitantes chutaram a gol novamente, mas dessa vez com Roger. O jogador pegou a bola de primeira, que acertou a rede pelo lado de fora. O primeiro chute a gol do Náutico veio na sequência da jogada com Araújo, mas o artilheiro do Timbu isolou a bola ao arriscar um chute da intermediária.
Apostando nos contra-ataques, a Ponte Preta se mostrou mais perigosa nos primeiros dez minutos de jogo com mais presença no setor defensivo do adversário. O Náutico, por sua vez, apostou nos chutes de fora da área e nas bolas paradas para tentar furar o bloqueio imposto pela Macaca. Aos 11 minutos, Elicarlos mandou uma bomba e obrigou o goleiro Edson Bastos a se esticar para fazer defesa.

A partir dos 20 minutos, o jogo caiu um pouco de produção com menos jogadas ofensivas do Náutico e principalmente da Ponte Preta, até então mais contudente. A falta de objetividade foi tamanha que o momento de maior perigo foi o chute do lateral alvirrubro João Paulo. A bola, no entanto, desviou em Baraka e foi para escanteio. Os donos da casa voltariam a colocar Edson Bastos para trabalhar de fato aos 32 minutos, com Martinez, em cobrança de falta.
kieza náutico x ponte preta (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Kieza mostrou faro de gol na reestreia pelo Timbu
(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Kieza mostra estrela

Um minuto depois, João Paulo cobrou falta e o zagueiro da Ponte Preta evitou o primeiro gol do Náutico ao tirar a bola quase em cima da linha. A pressão do Timbu surtiu efeito aos 36 minutos. Rhayner chutou, Edson Bastos deu rebote e o estreante da noite, Kieza, mostrou que mantém o mesmo faro de gol do ano passado quando foi artilheiro da Série B ao abrir o placar.

O gol dos pernambucanos, no entanto, não tirou o ânimo dos jogadores da Ponte Preta. Dois minutos depois da abertura do placar, a Macaca quase empata. João Paulo cruzou, a bola passou por Felipe, mas Elicarlos chegou antes de Renê Júnior e afastou o perigo. Antes do apito final, o Náutico voltou a chegar com perigo sempre com Kieza. O atacante até marcou o segundo gol, mas o juiz invalidou o lance e anotou impedimento do camisa 9 do Timbu.
Para o segundo tempo, Náutico e Ponte Preta voltaram com mudanças na equipe. O técnico Alexandre Gallo, do Timbu, tirou Martinez, machucado, para a entrada de Ramirez. Na Macaca, Gerônimo deu o lugar a Cicinho. E os visitantes voltaram com a mesma disposição do primeiro tempo. Perto dos dois minutos, Nikão se livrou dos marcadores, invadiu a área e por muito pouco não igualou o placar. Um minuto depois, foi a vez de Ricardinho arriscar de fora da área para exigir a defesa do goleiro Felipe.
náutico x ponte preta araújo (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)A Ponte lutou muito nos Aflitos, mas Náutico soube
se impor (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
A resposta do Náutico só veio aos cinco minutos em uma bela jogada de Rhayner. Ele arrancou do meio-campo, costurou toda a zaga da Ponte Preta, invadiu a área e na hora do arremate final tentou um último drible em cima do goleiro Edson Bastos. Ligado, o camisa 1 frustrou o grito de gol da torcida alvirrubra.

O Náutico teve outra chance de ampliar o placar aos 11 minutos com Kieza mais uma vez. Após um bate rebate dentro da área a bola sobrou para o atacante que, sentado, chutou a gol. A posição atrapalhou o equilíbrio do jogador, que acabou mandando a bola para fora.

Aos 14 minutos, Kleina mudou o sistema ofensivo da Ponte Preta com a saída de André Luis para a entrada de Marcinho. Aos 15 minutos, porém, o Náutico tratou de esfriar o ânimo dos visitantes. A zaga da Macaca vacilou e o meio-campo Souza aproveitou a sobra de bola e teve a ajuda de um "montinho artilheiro" para enganar o goleiro Edson Bastos e decretar o segundo gol dos alvirrubros.

Depois do gol, o Náutico melhorou em campo e passou a ronda mais a área da Ponte Preta. A Macaca tentou se livrar da marcação imposta pelos alvirrubros, mas sem muito sucesso. Aos 34 minutos, quase surgiu o primeiro gol da equipe nos Aflitos. Renê Júnior arriscou da intermediária, mas o goleiro Felipe mostrou reflexo e saltou corretamente em busca da bola.

Nos cinco minutos finais, os times continuaram se lançando para o ataque, com o Náutico mais perigoso. Na mesma medida em que a zaga da Ponte Preta dava espaço, os homens de frente do Timbu abusavam de perder gol. Foi preciso que Kieza entrasse em ação novamente para fechar o placar. Aos 43 minutos, o atacante marcou o terceiro gol do donos da casa e não deu mais chances à Macaca.
náutico x ponte preta alessandro (Foto: Antônio Carneiro / Pernambuco Press)Náutico goleou Ponte Preta com direito a gol no fim do jogo (Foto: Antônio Carneiro / Pernambuco Press)
Repetitivo para um, inédito para outro: Santos e Bota ficam no 0 a 0
Jogando na Vila Belmiro, paulistas chegam ao sétimo empate em dez jogos no Brasileiro. Cariocas passam em branco pela primeira vez
 
DESTAQUES DO JOGO
  • estatísticas
    chutes a gol
    Mesmo fora de casa, o Botafogo pressionou mais. Teve 13 finalizações, contra sete de um Santos que sente falta de Neymar.
  • deu certo
    zaga do Bota
    O time armado por Oswaldo de Oliveira soube anular o ataque santista. E o lateral Márcio Azevedo ainda teve força para avançar pela esquerda.
  • deu errado
    ataque santista
    Pela segunda vez seguida, Dimba e Miralles formaram o ataque do Peixe. Pela segunda vez seguida, fizeram muito pouco e passaram em branco.
A CRÔNICA
por Marcelo Hazan
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Um Santos remendado, sem Neymar e Ganso, esbarrou no bem montado time do Botafogo e chegou à incrível marca de sete empates em dez jogos neste Campeonato Brasileiro - o desta quarta-feira, na Vila Belmiro, foi o quinto 0 a 0. Os cariocas tiveram mais a posse de bola (51% a 49%) e arriscaram mais finalizações (13 contra sete), mas pela primeira vez passaram em branco na competição. Não perderam o posto de melhor ataque (21 gols), mas perderam seu lugar no G-4, ultrapassados pelo Grêmio.
Em seu camarote, o Rei Pelé sofreu com a falta de pontaria do ataque santista. Victor Andrade, jovem de 16 anos, bem que tentou pôr fogo no jogo no finalzinho, mas não teve tempo para mudar a história. Cidinho, "melhor do que Neymar", como gritaram os botafoguenses, teve pouco mais de dez minutos em campo. E perdeu boa oportunidade - rara na partida - ao demorar a chutar dentro da área e ser desarmado. A partida teve 7.069 pagantes, com renda de R$ 156.650.
Os botafoguenses em geral se mostraram satisfeitos com o empate, embora tenham ficado mais perto do que o adversário de tirar o zero do placar.
- Nossa equipe se impôs na Vila e teve mais volume de jogo, mas faltou caprichar mais no último passe e na finalização. Sabemos a dificuldade que é enfrentar o Santos na Vila. O importante é somar pontos - analisou o meia Andrezinho.
No Santos, o volante Henrique lamentou o acúmulo de empates no Brasileirão:
- Estamos empatando muito, ainda mais dentro de casa, que é onde temos de vencer. Temos de nos fazer fortes em casa e somar três pontos sempre.
O próximo jogo do Santos será no sábado, contra outro carioca: o Vasco, às 18h30m, em São Januário. Já o Botafogo recebe o Grêmio, às 18h30m de domingo, no Engenhão, em partida que deve marcar a estreia do holandês Seedorf.
Marcio Azevedo Botafogo x santos (Foto: Lucas Baptista / Ag. Estado)Adriano e Bruno Peres na perseguição a Márcio Azevedo (Foto: Lucas Baptista / Ag. Estado)
Primeiro tempo morno
Com sua torcida fazendo barulho na Vila, o Botafogo se impôs sobre o Santos nos primeiros 30 minutos da partida, deixando o Santos limitado a contra-ataques. E os donos da casa ainda perderam o capitão Edu Dracena logo aos dez minutos. Ao receber um lançamento de Durval, ele tentou dominar a bola, sozinho na área, e sofreu uma lesão no joelho esquerdo. Foi substituído por Bruno Rodrigo.
Com inúmeros desfalques, o Santos via tudo dar errado. Em lances distintos, Arouca e Henrique se trombaram, e Bruno Peres se atrapalhou sozinho com a bola, mais de uma vez.
A emoção mesmo começou quando Bruno Peres, agora acertando a jogada, finalizou de fora da área, para boa defesa de Jefferson. Em resposta-relâmpago, Fellype Gabriel arrancou pelo meio e soltou uma bomba no travessão de Aranha - a velocidade registrada pelo Premiere PFC foi de 118km/h.
Ainda antes do apito final, Miralles, duas vezes, e Bruno Rodrigo obrigaram Jefferson a salvar o Botafogo, enquanto Márcio Azevedo de fora da área fez Aranha trabalhar novamente na Vila.
Acelerados, mas sem eficiência
Santos e Botafogo pareceram ter recebido um choque de ânimo no intervalo e voltaram da mesma forma como terminaram o primeiro tempo: acelerados. O ritmo da partida aumentou e melhorou, mas a pontaria das duas equipes continuava ruim.
Miralles até acertou o pé, após escanteio cobrado por Felipe Anderson e aproveitando sobra da zaga carioca, mas o lance foi considerado irregular. Pouco depois, a torcida santista reclamou de toque com a mão de Antônio Carlos em cruzamento de Arouca - a bola bateu no ombro do zagueiro, e o árbitro, corretamente, não marcou pênalti.
O jogo esfriou. Apesar de rondar a área do Santos, o Botafogo só voltou a ameaçar de fato o gol de Aranha aos 19 minutos, em chute perigoso de Andrezinho de longa distância. Depois, o estreante Rafael Marques chegou a assustar de cabeça, em jogada de cobrança de lateral.
Percebendo a improdutividade de seu ataque, Muricy Ramalho trocou os dois jogadores. Saíram Miralles e Dimba, entraram João Pedro e Victor Andrade. De bom, apenas a vontade e determinação de Victor, procurando o jogo a todo momento. Foi dos pés dele que saíram as melhores chances criadas pelo Santos - e desperdiçadas por Felipe Anderson.
 

Ronaldo volta aos gramados, mas se machuca e joga apenas 5 minutos

Fenômeno sente dores no joelho e deixa amistoso beneficente realizado em Lisboa. Partida teve nomes como Figo, Cannavaro e Davids

Por GLOBOESPORTE.COM Lisboa
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Ronaldo no amistoso do Benfica contra os amigos do Figo (Foto: EFE)Ronaldo acena para torcida (Foto: EFE)
Ronaldo voltou aos gramados nesta quarta-feira. E por uma causa nobre. O Fenômeno participou do jogo beneficente entre Benfica e os Amigos de Figo, no estádio da Luz, em Lisboa. O encontro foi uma iniciativa do programa “Um gesto contra a fome” promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A atuação de Ronaldo, entretanto, não foi lá das melhores. Longe da forma física que o consagrou como maior artilheiro das Copas do Mundo e um dos maiores atacantes de todos os tempos, o ex-jogador do Corinthians ficou apenas cinco minutos em campo. O motivo? Sentiu dores no joelho e deixou o gramado para a entrada de Dwight Yorke, lenda do Manchester United. O próprio, pelo Twitter, revelou a lesão.
- Acabei de jogar no time do Figo contra o Benfica de Portugal! Cinco minutos foram suficientes pra machucar o joelho! Amanhã farei exames! - escreveu Ronaldo.
Yorke, por sinal, foi o autor do único gol do time de Ronaldo, que perdeu a partida por 5 a 1. Rodrigo Mora (2), Mantorras, Ola John e Hugo Vieira anotaram para o Benfica.
Ronaldo no jogo do Benfica contra os amigos do Figo (Foto: EFE)Ronaldo no jogo do Benfica contra os amigos do Figo (Foto: EFE)
Apesar da falta de caráter competitivo, a partida levou 42 mil pessoas ao Estádio da Luz, em Lisboa, entre elas o ídolo local Eusébio, que há uma semana recebeu alta após se recuperar de um AVC.
Além de Ronaldo, Figo e Yorke, participaram do amistoso estrelas como AImar, Saviola, Cannavaro, Davids, Pauleta, Élber e Mendieta (confira abaixo as escalações e os reservas). O lateral Roberto Carlos também estaria presente, mas não conseguiu estar em campo.
Figo e Eusébio no amistoso do Benfica contra os amigos do Figo (Foto: EFE)Figo e Eusébio no amistoso do Benfica contra os
Amigos do Figo (Foto: EFE)
BENFICA: Paulo Lopes; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Melgarejo; Javi Garcia, Carlos Martins e Saviola; Ola John, Rodrigo Mora e Nico Gaitán. Suplentes: Artur, Mika, Roderick, Luisinho, Cardozo, Bruno César, Nolito, Mantorras, Aimar, Rui Costa, Ricardo Araújo Pereira, Djaló, Pedro Ribeiro, Nelson Oliveira, Matic, Miguel Vítor, Witsel, Kardec, Jardel, Enzo Perez, Michel e Hugo Vieira.
AMIGOS DE FIGO: Toldo; Miguel Salgado, Fernando Couto, Cannavaro e Serginho; Davids, Dacourt e Figo; Boa Morte, Pauleta e Ronaldo. Suplentes: Ricardo, Hélder, Futre, Rui Costa, Élber, Dimas, Kezman, Fernando Meira, Yorke Mendieta, Petit, Sheringam, Sonny Anderson, Zenden, Roger, Belletti e Fernando Mendes.
Figo no amistoso do Benfica contra os amigos do Figo (Foto: EFE)Figo em ação no jogo beneficente (Foto: EFE)