Fitch quer apoio dos brasileiros contra Erick Silva: 'Amo o Brasil e o jiu-jítsu'
Lutador americano se mostra encantado em lutar no Brasil,
fala das recentes derrotas e diz procurar ser um lutador mais
empolgante após críticas
Por SporTV.com
Rio de Janeiro
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Em um dos combates mais aguardados do UFC 153, que ocorrerá no Rio de
Janeiro, no dia 13 de outubro, a atual sensação do MMA nacional, o
capixaba
Erick Silva, irá enfrentar
Jon Fitch.
O wrestler americano, que já teve a oportunidade de lutar pelo cinturão
dos meio-médios do UFC, quando foi derrotado pelo atual campeão da
categoria, o canadense Georges St. Pierre, concedeu uma entrevista
recente ao site americano "Bloody Elbow", e se mostrou animado em
enfrentar Erick no seu país de origem.
- Estou animado com esta luta. Uma das razões que me fizeram entrar no
mundo das lutas foi a possibilidade de viajar o mundo, visitar lugares
exóticos e enfrentar os lutadores locais, portanto, agora um dos meus
sonhos está se tornando realidade. Eu terei de viajar para o Brasil e
enfrentarei Erick Silva em se país - afirmou Fitch.
Erick Silva e Jon Fitch se enfrentam no UFC Rio 3 (Foto: Montagem sobre foto da Getty Images)
O lutador também fez questão de enaltecer seu amor pelo Brasil e pelo
jiu-jítsu brasileiro e acredita que será bem recebido e terá apoio do
público brasileiro no evento.
- Eu amo os brasileiros. Eu amo o jiu-jítsu. Eu sempre recebi muito
calor dos fãs brasileiros, então eu estou esperando ser muito bem
recebido e gostaria que, até o final da luta, eu os tenha torcendo por
mim, assim como aconteceu com Rocky, em "Rocky IV" - disse Fitch,
citando o filme em que o boxeador Rocky Balboa, interpretado por
Sylvester Stallone, enfrenta Ivan Drago, lutador soviético, em sua terra
natal.
BJ e Jon Fitch se encaram na pesagem do evento
(Foto: Divulgação/UFC)
Outro assunto que foi colocado em questão é o recente momento que o
americano vêm enfrentando no UFC, já que em seus dois últimos combates
obteve um empate, diante de BJ Penn, e uma derrota, ao ser nocauteado em
apenas 12s por Johny Hendricks. Sobre possíveis revanches contras estes
lutadores, Fitch diz dar prioridade a um novo enfrentamento com
Hendricks.
- Eu acho que daria prioridade à luta com Hendricks. Eu sinto como se
eu devesse a Johny Hendricks outra luta, porque eu acho que não o
respeitei ou me preparei devidamente para aquela luta. Eu não acho que
eu me coloquei em uma posição que tivesse podido dar a ele uma luta
decente. A coisa com BJ, porém, é mais importante, porque é algo que me
incomoda mais - explicou Fitch.
Fitch também abordou um assunto que tem causado polêmica no mundo do
MMA: o momento exato em que uma luta deve ser interrompida. Vindo de
derrota por nocaute diante de Johny Hendricks, em um dos nocautes mais
rápidos da história do UFC, Jon se mostrou inconformado com a decisão do
juiz.
- Ele me derrubou com um bom soco. Eu já tinha sido derrubado antes.
Três sempre foi o número de golpes que eu achei justo, três golpes sem
resposta antes que eles devam paralisar a luta, mas eu só fui atingido
duas vezes. Eu estava de pé e completamente bem imediatamente depois da
interrupção. Eu reconheci imediatamente o árbitro quando ele estava
pulando em cima de mim. Eu estava bem, e eu acho que eu poderia ter
continuado. Eu sei no que estou me metendo, e eu sei o que estou indo
fazer lá. Eu sei o risco que estamos correndo, e é por isso que eu
assinei meu nome na linha pontilhada. Eu quero a oportunidade de ter
absoluta certeza de que a luta acabou. Estamos falando de muito
dinheiro, ganhar ou perder, então eu quero ter certeza de que se eu
estou apagado, eu realmente estou apagado - enfatizou Fitch.
Jon Fitch é nocauteado por Johny Hendricks em apenas 12s (Foto: Getty Images)
Sobre o seu estilo burocrático de lutar, que tanto foi criticado pelos
fãs do esporte, Fitch garantiu que está em processo de mudança e têm
procurado ser um lutador mais empolgante após a derrota que o impediu de
conquistar o cinturão dos meio-médios do UFC.
- Eu acho que o clima de luta mudou um pouco. Eu acho que procuro ser
mais excitante e entreter mais do que antes, e eu não estou dizendo que
isso é uma coisa ruim, eu só estou dizendo que estou indo mais nessa
direção. Eu acho que a adaptação que os lutadores têm a fazer é procurar
transformar seu jogo visando se aproximar de uma tendência mais moderna
- frisou Jon.
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Segundo Jon Fitch, ele tem procurado se adaptar à evolução do esporte e
acredita que o fator "emoção" é fundamental hoje para arrebatar novos
fãs.
- Os pioneiros do esporte começaram a entrar em declínio quando eles
não conseguiram se adaptar ao novo estilo de artes marciais mistas.
Caras com o jiu-jítsu, wrestling e trocação passaram a juntar todos
estes estilos, enquanto isso caras com apenas jiu-jítsu ou wrestling
começaram a ficar para trás. É apenas um tipo diferente de metamorfose
no esporte agora. Esse fator emoção, que fez com que o MMA ganhasse um
novo gás, passou a ser parte do esporte agora - finalizou.